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"Papel não evita o fogo".

01/02/2013 07:57

Depois da enorme tragédia que, até agora, vitimou 240 pessoas, jovens, promissoras, na Boate Kiss, em Santa Maria, vemos uma imensa discussão e mobilização em todo o Brasil, buscando, sobretudo, quem tem papéis, alvarás e outras coisas que dizem que aquele estabelecimento X pode ou não funcionar.

Para nós está tudo errado e está na hora, isto sim, de reunir as autoridades responsáveis por fazerem funcionar essas boates e casas de shows e buscarem todas as falhas existentes, com papel ou sem papel, mudar as regras, analisar materiais que sejam realmente anti-inflamáveis, buscar soluções de engenharia que façam crescer as portas de saída, principalmente quando a casa não tem laterais disponíveis.

A Boate Kiss teve o início do incêndio em um material anti-ruído, mas absolutamente inflamável. e os bombeiros sabiam?

Importante também é criar dispositivos na lei que travem os funcionamentos sem que tudo esteja realmente de acordo.

Por outro lado, bombeiros e prefeituras precisam ser minuciosos na concessão de licenças que terão que ser absolutamente calcadas nas regras que, insisto, precisam ser estudadas e implantadas com urgência.

Técnicos não faltam em nosso país.

E, quanto a dizer que boates funcionavam aguardando revisões porque a fila é grande, que seja maior ainda, mas que na hora do fogo ele, o fogo, não prevaleça.

A não ser que desejemos com os nossos atuais “papéis” estimular mais fogo e mais mortes por aí a fora.

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O Big Brother dos Políticos

27/01/2013 07:21

Imaginem um “reality show” onde os escolhidos para o confinamento seriam políticos.

Melhor ainda, não haveriam escolhidos e os lugares seriam todos os frequentados por eles.

Imaginem as câmeras funcionando e o Brasil inteiro ligado nas conversas, nos acordos, nas tramas, nos projetos – dentre eles os bons – que ajudam este país a crescer ou a diminuir dependendo dos interesses.

Imaginem, bastando ligar as TVs, sabermos imediatamente que estaria havendo um plano para um grande mensalão ou que este ou aquele projeto, para ser aprovado, prometia mundos e fundos a altos e baixos cleros.

Imaginem as conversas de bastidores nos restaurantes mais “chics” ou nos botecos mais simples dos interiores, onde prefeitos negociam emendas e outras coisas mais, dentre elas os superfaturamentos e as mutretas licitatórias.

maginem um “reality” em que pudéssemos ver com clareza as boas notas de real ou de dólar passando de mãos em mãos e os fiéis portadores treinados por circenses especializados em fazerem as ditas cujas sumirem pelas cuecas.

Mas o país perderia a graça se fosse ao ar tal programa

O que iria fazer a polícia federal?

O que iriam fazer os “experts” em inteligência, os que, quando querem, chegam ao fundo do poço?

E aí, sim, restaria ao país promover uma enorme reforma política, uma revolução de métodos e sistemas e uma enorme confiança numa nova geração que vem aí.

Mas, não se preocupem os atores em questão porque, certamente, não haverá nenhum “Big Brother dos Políticos”.

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Estamos de volta e perplexos.

25/01/2013 08:36


Não, gente! Não viajamos e nem podíamos porque a maldita hérnia de disco quase acabou conosco.

Mas, com um mês, melhoramos.

Não estamos bons, mas melhores, o que é ótimo diante das dores que vivemos.

Mas, por que perplexos?

Porque tivemos tempo para ler, ver noticiários, entrevistas e, sobretudo, para pensar.

E, descobrimos que a luta por um mundo melhor continua inócua.

Pelo mundo a fora a violência não escolhe mais porta, nem janela, nem calçada.

Chega, não vê cor nem coração.

Não vê idade, nem sexo, nem mais nada.

Simplesmente chega como se fora prevista para mudar a face do mundo.

Banalizada de tal modo chegamos a nos surpreender com as notícias que já precisam ser bem diferentes para que nos abalem.

Antigamente, uma agressão física era uma monstruosidade, um crime contra a pessoa era um fato que nos assustava por dias.

Hoje, banais, não nos sentimos bem com isso, porque verificamos que, enquanto sociedade vamos aceitando a criminalidade como algo já comum em nossas vidas, em nossas cidades, em nossos caminhos.

Queríamos ter lido menos, ter visto menos ou dormido mais.

Precisamos reagir.

Ficarmos perplexos não basta.

Simplesmente culpar autoridades é pouco.

Precisamos participar a todo o custo.

Pregando idéias e ações, cobrando planos e estratégias porque, meus amigos, estamos lamentavelmente em guerra.

E devemos nos sentir a todos, convocados.

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Minha hérnia, meu disco!

16/12/2012 14:33

Vocês haverão de dizer que assunto mais besta é esse?

Não é não.

É um alerta, é um grito de dor.

Hà duas semanas sofro com uma hérnia de disco que não sabia existir.

De repente, uma imensa dor na região da canela que passou a me impossibilitar de andar e, às vezes, até mesmo de ficar em pé.

Parece que uma faca corta suas entranhas.

Mas, não é na coluna?

Sim, só que a hérnia, proveniente da saída do disco de entre uma vértebra e outra faz com que esse disco pressione o nervo que, por sua vez tem um feixe de 21 outros nervos e que se estendem pela perna.

Quando pressiona ou pinça o nervo, a “coisa” pega.

A bateria de remédios que estou tomando é imensa.

Agora estou fazendo uma fisioterapia especial em uma mesa americana de descontração que tenta afastar uma vértebra da outra.

E o pior é que nenhum tratamento lhe dá qualquer tipo de previsão. Já estou cansado de ouvir falar que “é demorado”, “que tenha paciência” e que, “por favor nem pense em cirurgia”.

E não penso mesmo.

Fica aqui apenas uma divisão com vocês.

Ao mesmo para alertar para os carregamentos de pesos inúteis, para a falta de postura, para os exercícios sem acompanhamento e esse mundo de coisas da vida moderna que acabam atrapalhando nosso futuro.

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Maceió pode ser o centro de tudo.

02/12/2012 05:16

Se o Brasil pudesse ser replanejado e se o nordeste fosse revisto como grande centro produtor, sem dúvida, Alagoas, mais precisamente Maceió e Arapiraca seriam o centro de decisões da região.

Geograficamente já vemos que estamos no meio de tudo, a 600km de Salvador, a 230 do Recife, a 600 de Nata, a 270 de Aracaju e por aí vai.

Se as estratégias de distribuição de produção fossem melhor analisadas veríamos que poderíamos ser o receptáculo dessa produção e o escoamento dela para todo o Brasil e para o mundo.

Claro que, se o planejamento inicial tivesse visto isso, nossas condições de porto, de estradas, de ferrovias, também seriam outras.

No entanto, as autoridades que hoje replanejam essas cidades deveriam pensar, ainda que minimizado, no estímulo à criação de pequenos e lucrativos polos industriais e, sobretudo de serviços, mostrando a validade também do que chamaríamos de redistribuição.

Produzir aqui, no centro do nordeste, traz enorme valia para a venda e distribuição de produtos e serviços para os estados e cidades vizinhos com grande economia nas estratégias.

Isto, sem contar com os aspectos turísticos que ainda não entenderam completamente que Maceió pode ser o grande concentrador do turismo entre vizinhos, principalmente nas pequenas e baixas estações.

Estrategistas analisem.

Vale a pena ver o novo.

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Primeira Edição © 2011