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DESABAFO DE UM COMUNICADOR

06/03/2012 06:50

Há muitos e muitos anos escrevo em jornal, me apresento em rádio e em televisão e tenho procurado ter o discernimento de saber a hora de criticar, leve ou pesado.

 

De repente chegaram os “blogs” e, desde então, tenho mantido essa relação de interação com o leitor, mas sempre permitindo-me manter minha opinião sobre os assuntos que escrevo com total independência.

 

Quando ataco problemas de frente, a aceitação parece total porque as manifestações são poucas como que a corroborar que o ruim deve ser mostrado, o que eu também acho.

Mostrado, criticado e apontando soluções, se possível.

 

No entanto, quando resolvo elogiar alguém, algum trabalho bem feito, alguma ação que se destaca ou mesmo defender a imagem deste ou daquele, aí sou apontado como bajulador.

 

Ora, amigos, reconhecer méritos é bajular?

Se forem reler matérias onde elogio pessoas e ações vão encontrar uma miscigenação política total, com personalidades as mais diversas e de partidos os mais diferentes.

 

Não estou preocupado em agradar A ou B, mas, sim, de colocar para fora o que sinto, seja criticando, seja elogiando.

 

Não vou mudar.

 

Vou tentar continuar justo.

 

Na idade a que cheguei sem bajular, crescendo sempre por meu próprio mérito, seria ridículo “puxar o saco” de quem quer que seja.

 

Portanto, os que quiserem continuar a prestigiar meus textos, meus comentários, meus programas, talvez encontrem no seu âmago muito mais decência do que em outros que os agradem mais por atirarem pedras e somente pedras.

 

De qualquer forma, mesmo aos que me atacam com pechas infantís, muito obrigado, por assim mesmo, me darem a honra de sua leitura ou de suas audiências.

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OMAR COELHO, HOMEM DE BEM, PRECISA SER OUVIDO.

01/03/2012 08:35

Omar, homem de bem, precisa ser ouvido


Pela justiça, possivelmente, o foi.

Segundo velho adágio, sentença não se discute. Cumpre-se.

No entanto, o presidente da OAB, agora condenado por difamação e sei lá mais o que, precisa ser ouvido pela sociedade.

Isto porque, até agora e até prova em contrário, um homem probo e digno que sempre defendeu os direitos da coletividade em todos o sentidos.

Foi com ele e por ele que começamos, o Brasil, a famosa “ficha limpa”.

Foi com ele e por ele que vimos crescer a comissão da OAB contra a corrupção eleitoral, que deu resultados surpreendentes em Alagoas.

E que, com esses resultados, viu a criação da nacional e o nosso Paulo Breda elevado à condição de presidente para todo o país.

Omar Coelho, de berço, é um homem de bem.

Longe de mim retrucar a sentença do competente juiz André Granja, que admiro.

Mas, também, não é possível que se deixe incutir na cabeça do povo somente o lado ruim da história.

Lamentavelmente o povo tem memória boa pra o que é ruim.

E muito fraca para o que é bom.

Se depender de mim, escancaro este blog, meus programas de TV, tudo, para que Omar Coelho seja ouvido por você.

Pela sociedade.

 

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Tome SPC e SERASA nos nossos desempregados!

24/02/2012 20:08

                          Ora, vamos e venhamos que este é realmente o país dos contrastes, das discriminações, das incoerências.

Briga-se tanto pelo aumento de empregabilidade, pela qualificação e capacitação, por tirar da miséria as pessoas, por não aceitar que os desempregados fiquem assim por muito tempo e eis que, surge a grande novidade, os empresários querendo verificar se o candidato a emprego está com o nome sujo no Serasa e no SPC.

Ora, meus amigos, vocês acham que haveria possibilidade do cidadão que comprava à prestação, que usava seu mísero cartão de crédito e que de repente ficou sem nada, atrasou tudo, ficar fora dos travadores de crédito?

Claro que não.

E, por outro lado, como é que este trabalhador lutador vai conseguir sair dos SPCs da vida sem trabalho?

O crédito deve ser moral e não material.

É preciso que o trabalho devolva a dignidade para o trabalhador e não o impeça deste objetivo porque deveu.

E por que deveu?

Por não ter trabalho.

Se formos punir desta maneira, então vai ficar igual à história da galinha e do ovo.

Quem nasceu primeiro mesmo?
 

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O BLOCO “HABEAS CARNAVAL” ESTÁ NA RUA.

16/02/2012 08:48

 

Coincidência ou não, os “habeas corpus” estão funcionando para uns e outros neste período carnavalesco.

 

O ex-coronel Cavalcante vai para a rua dentro do princípio da progressão de pena.

 

O José Maria Tenório também foi solto.

 

E o Francisco Tenório, idem.

 

Parece até um combinadinho com o Rei Momo que, aliás, e quem vai mandar nos próximos dias.

 

Portanto, está tudo certo.

 

Na verdade, o que nós queremos é que tudo aconteça como manda o figurino.

 

Inclusive, deixando claro que, até prova em contrário, à exceção de Cavalcante, todos estão com a presunção da inocência.

 

E, no mais gente, é carnaval e vamos em frente que atrás do bloco sempre vem gente.

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RONALDINHO - SÍMBOLO DA CULTURA BRASILEIRA?

11/02/2012 15:20

Não tenho nada contra o jogador de futebol, Ronaldinho Gaúcho.

Na verdade, nem sou um grande torcedor de futebol, a não ser pelo fato de que nasci no Rio de Janeiro, bem em frente à sede do Fluminense.

E aí aprendi a dizer que meu time é o Fluminense.

Agora, vamos e venhamos, chega-me ao conhecimento de que a nossa Academia Brasileira de Letras vai outorgar ao Ronaldinho a medalha Machado de Assis, a mais importante honraria que aquela casa dedica aos gênios das letras.

Pelo que eu saiba a única incursão do jogador nessa área é quando faz um “gol de letra”.

E mais nada.

A título de justificativa dizem os homens dos fardões engalanados que Ronaldinho faz jus à honraria pelos serviços prestados à Seleção Brasileira.

De futebol, gente! Seleção Brasileira de Literatura é a nossa Academia, tão respeitada ao longo dos anos e, acho que será agora tão olhada de banda com o gesto que está a cometer.

É preciso “dar a César o que é de César” e a Ronaldinho o que é de Ronaldinho.

Os melhores títulos esportivos, títulos de cidadania, medalhas de reconhecimento por seu belo trabalho em favor do esporte.

Dêem-lhe tudo, mas, por favor, não aumentem a nossa santa ignorância colocando em seu peito a medalha mais representativa do nosso conhecimento literário.

No entanto, quem sabe, um dia, depois de largar o futebol, ele não sairá por aí escrevendo estórias e fazendo história, até como um futuro acadêmico.

Quem sabe? 
 

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Primeira Edição © 2011