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Identificação dos Cidadãos em Celulares

13/10/2017 17:00

Em nossos telefones celulares convergem uma variedade de ferramentas e serviços que são úteis em nossa vida cotidiana: fazer pagamentos, agendar reuniões, conversar, abrir portas, acionar dispositivos domésticos, acessar espaços físicos e informação digital. Controlar a maior parte da nossa vida a partir de um único dispositivo portátil, leve e que está sempre conosco, não apenas simplifica a vida, mas também nos proporciona mais segurança. Parece inevitável que todas as atividades de nossa vida sigam a tendência da mobilidade.

Não parece impossível que nós cidadãos possamos levar nossas identificações pessoais no telefone, mas diante desta possibilidade surge uma pergunta: O que será necessário em termos de infraestrutura, tecnologia e interoperabilidade para passar da ideia à realidade?

A identificação móvel é uma credencial de identificação segura transmitida por um órgão do governo ao smartphone de um cidadão. Embora o setor do governo continue a ser uma fronteira que ainda não foi completamente atravessada, esta situação está mudando gradualmente, sobretudo em razão dos indiscutíveis benefícios e vantagens: as identificações móveis disponibilizam aos governos uma oportunidade sem precedentes para oferecer aos cidadãos novos níveis de comodidade, melhorar a capacidade do governo para implementar seus principais programas de identificação segura, como para as carteiras de habilitação, cédulas nacionais de identidade, certificados de licenciamento de veículos, autorizações de residência, passaportes, entre outros.

Por exemplo, uma identificação móvel permite recuperar com segurança e em tempo real, informações sobre acidentes, crimes ou apólices de seguro, permite aos cidadãos se identificarem de forma segura e confiável, e ajuda os governos a alcançarem um nível maior de agilidade na emissão de identificações.

Uma tecnologia que tem a capacidade de disponibilizar um ecossistema seguro necessário para facilitar o fornecimento de identificações para os cidadãos, através dos smartphones. Para compreender melhor esta tecnologia imaginemos uma viagem. Atualmente, para fazer viagens locais se utiliza no aeroporto uma cédula de identidade nacional ou uma carteira de habilitação, e um cartão de embarque separadamente em papel ou em um smartphone. Com uma identificação móvel é possível um maior nível de segurança, comodidade e flexibilidade, tanto para o cidadão, como para a parte que realiza a autenticação. Agora ao invés de transportar nas carteiras, as identificações podem ser armazenadas com segurança nos smartphones.

Além disso, esta é também uma plataforma flexível, concebida a partir de padrões abertos de segurança que lhe permitem implementar soluções interoperáveis, que podem emitir identificações em uma jurisdição e validar em outras, como para uma carteira de habilitação produzida em uma cidade e que poderá ser validada em muitas outras.

Em um sistema tradicional de emissão segura para elementos de segurança em telefones celulares, o órgão de emissão deve ser integrado com um operador de telecomunicações, que emite o cartão SIM, ou com um fabricante de equipamentos originais que desenvolve o telefone. Ambos têm a capacidade de controlar as chaves que permitem carregar o applet da identificação móvel, para o elemento seguro correspondente. Com este sistema fechado, os governos ou as autoridades emissoras têm apenas duas opções: integrar-se com todos os operadores de telecomunicações ou associar-se à uma entidade de terceira parte de confiança, que já tenha sido integrada com todos ou quase todos os operadores de telecomunicações no país.

Nós não devemos esquecer de que para adotar com sucesso as identificações móveis, é necessário considerar os interesses dos governos e dos cidadãos. Além disso, deve-se respeitar os seguintes princípios: caráter voluntário, interoperabilidade, segurança, privacidade, acesso em áreas remotas e disponibilidade permanente com ou sem conexão.

Por Jorge Castrillo, Vice Presidente de Soluções de Identificação Governamental para a América Latina da HID Global

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Ela se casou aos 10 anos e teve 9 filhos, conheça a história da rainha Carlota Joaquina

11/10/2017 12:15

Chega às livrarias o romance biográfico de uma das figuras mais emblemáticas da história de Portugal e do Brasil, a rainha Carlota Joaquina de Borboun (1775-1830). O livro Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder do historiador Marsílio Cassotti, autor do best-seller A biografia íntima de Leopoldina, retrata os principais episódios de sua vida.

Com base em documentos históricos e testemunhos de quem conviveu diretamente com a “princesa rebelde”, a obra apresenta uma Carlota que, em primeira pessoa, expõe as intrigas políticas da família, a fuga dos Bragança para terras brasileiras, o casamento aos dez anos de idade com Dom João VI e a relação com o mulherengo Dom Pedro.

Além disso, a obra trata de sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira Guerra das Laranjas e dos rumores sobre os seus amantes. As intenções de ser coroada rainha em Buenos Aires e a sua recusa em jurar a Constituição liberal também são destaques no livro.

Diante das ameaças da Revolução Francesa, Carlota buscou o protagonismo nos assuntos públicos, desagradando aqueles que não aceitavam a participação feminina nos negócios. O foco do historiador Marsilio Cassotti é, justamente, demonstrar a coragem e a valentia desta mulher, que ansiava o poder direto sobre as ações políticas, característica não muito bem vista às mulheres da época.

Ficha Técnica:
Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder
328 páginas
R$ 49,90

Sobre o autor:
Marsilio Cassotti estudou Ciências Políticas com especialização em Relações Internacionais na Universidade Católica de Buenos Aires, e Língua Francesa no Instituto Católico de Paris.  Há mais de vinte anos estuda o empoderamento feminino na História. No Brasil, publicou A biografia íntima de Leopoldina, pela Editora Planeta, já em terceira edição.

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OUTUBRO ROSA: o contexto emocional do câncer de mama

10/10/2017 12:40

As campanhas de conscientização e prevenção têm um papel muito importante para o diagnóstico precoce de várias doenças. O mês de outubro é mundialmente conhecido como o mês de luta contra o câncer de mama – doença que acomete mais as mulheres e no mundo representa em torno de 25% de todos os tipos de cânceres diagnosticados em pessoas do sexo feminino, ficando atrás apenas no câncer de pele. 

O Outubro Rosa é um movimento que estimula a participação da população no controle do câncer de mama, compartilhando informações sobre a doença e promovendo a conscientização sobre a importância de sua detecção precoce. O movimento nasceu nos Estados Unidos na década de 1990 e em 2002 inicia-se a mobilização no Brasil.

Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados cerca de 58 mil novos casos em 2017. Os médicos e especialistas afirmam sempre da importância de a mulher realizar os exames periodicamente, pois é fundamental para garantir que o diagnóstico seja feito o quanto antes, aumentando assim as chances de superação da doença.

Além disso, um ponto crucial a ser considerado quando o assunto é câncer de mama é o aspecto emocional da mulher e das pessoas ligadas a ela, pois o imaginário que gira em torno da doença está muito relacionado ao medo, ao sofrimento e a morte.

Segundo o médico psiquiatra e especialista em saúde mental, Dr. Ricardo Frota, há uma associação extremamente negativa com esse tipo de câncer, que dificulta o diálogo, a busca por informações e a possibilidade de diagnóstico e tratamento precoces. “O primeiro obstáculo a ser superado por quem se depara com um diagnóstico de câncer de mama é o fator emocional, composto pela dificuldade de aceitação e de entendimento de que é possível superar a doença, pelo medo de não sobreviver ou de precisar fazer a retirada da mama e pelas preocupações com o bem-estar da família”, diz.

O especialista ainda afirma que a sensação é a de que o tratamento e as consequências emocionais são piores do que a doença em si. “Há casos de pacientes que relatam as experiências de preconceito em relação ao fato de estarem doentes. Às vezes, mesmo pessoas próximas não se sentem capazes de lidar com a situação, pacientes que sentiram que as pessoas se afastaram, outras acabaram se separando do parceiro e há também casos onde as pacientes sentiram que o marido ficou mais distante. No entanto, é justamente o bem-estar emocional um dos principais elementos para a eficácia do tratamento médico. E este sentimento de bem-estar próprio influencia e muito o desempenho do sistema imunológico”, destaca Dr. Ricardo Frota.

O médico enfatiza também que muitas mulheres que receberam o diagnóstico de um câncer de mama atribuem seu aparecimento, principalmente, a fatores emocionais. “Por exemplo, tristeza, depressão, mágoa, estresse, rancor, angústia, medo e ressentimento. E, ao superarem a doença, estabelecem novas prioridades na vida. Se aproximaram mais da família, passam a dar mais atenção à própria saúde e à qualidade de vida, entendendo que esse é um cuidado que beneficia não apenas a elas mesmas, mas a todos à sua volta, e reduzem assim drasticamente as preocupações em relação ao trabalho e a outros aspectos da vida. Então, ao dar apoio a alguém que tem câncer de mama, lembre-se do quanto isso pode ser importante e até mesmo decisivo para o tratamento”, finaliza.

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Dr. Ricardo Frota [CRM-SP: 142853], é médico psiquiatraespecialista em comportamento humano e saúde mental, é também palestrante, empresário dono da empresa RF. Graduado em Medicina pela Universidade Iguaçu (UNIG-RJ), pós-graduado em Medicina da Dor pelo Hospital Albert Einstein, em Psiquiatria pela Santa Casa (SP) e pelo Instituto Superior de Medicina e Mestrando em Obesidade e Mindfulness pela Santa Casa (SP). Coach habilitado pelo Certified Coaches Federation, com ênfase em Life Coaching. Palestrante formado pelo curso “Negócio de Palestras”, com Roberto Shinyashiki. 

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Homens com rosto largo são mais atraentes – mas menos confiáveis

10/10/2017 10:56

Além de ajudar na escolha dos óculos mais adequados ou da maquiagem perfeita, o formato de seu rosto determina também seu sex appeal. E, nesse caso, o cobiçado rosto triangular não está com nada: quem se dá melhor é quem possui um shape mais curto e redondo. Ter a famosa cara de bolacha, no fim das contas, pode ser até uma vantagem na hora do flerte – um tanto menos para os homens, que, apesar de mais desejados, também aparentam ser mais cafajestes.

A conclusão integra um novo estudo, publicado no jornal Archives of Sexual Behavior, criado para entender até que ponto consideramos o rosto na hora de buscar por um parceiro.

Os experimentos envolveram dois grupos de estudantes universitários canadenses. Em um deles, 145 mantinham um relacionamento heterossexual estável e responderam um questionário sobre sua personalidade e desejos sexuais. Além disso, foram fotografados para que os cientistas pudessem ter um banco de dados sobre as dimensões de seu rosto. A segunda turma fez mais ou menos o mesmo procedimento – mas, dessa vez, estavam em um total de 314 estudantes de outra universidade. Também foi levado em consideração critérios como orientação sexual, as chances que cada um tinha de pular a cerca e a opinião deles sobre sexo casual – feito sem amor nem vínculo, apenas por fins recreativos.

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Saiba como ajudar uma vítima de acidente automobilístico

03/10/2017 09:42

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a nona maior causa de mortes do planeta. O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em óbitos decorrentes desses eventos, que atingem entre 50 e 60 mil pessoas por ano, além de deixar permanentemente inválidas outras 630 mil. Mas o que fazer ao se deparar com um acidente automobilístico? Segundo Cesar Villela, coordenador da Emergência do Hospital Samaritano Botafogo, tomando algumas precauções simples, é possível ajudar as vítimas e protegê-las de situações que possam representar risco de piora no seu quadro clínico.

De acordo com o especialista, a primeira medida a ser tomada é acionar um resgate especializado – como é o caso do serviço de atendimento móvel do Corpo de Bombeiros/SAMU – o mais rápido possível. Outra questão importante é tomar precauções para não se tornar uma nova vítima ou comprometer a segurança de outras pessoas. “Verifique se o local onde ocorreu o acidente é seguro para transitar, pois é possível que, na tentativa de prestar o socorro, ocorram atropelamentos, principalmente em rodovias e estradas de alta velocidade. Se possível, utilize um triângulo de sinalização (equipamento obrigatório nos automóveis), a fim de deixar claro aos demais motoristas que há carros parados na pista e evitar um novo acidente. Tais situações costumam atrair grande número de curiosos, então estabelecer uma zona de proteção ao redor da vítima é o ideal”, alerta.

Enquanto aguarda o resgate, mexer na vítima é sempre uma questão delicada, pois pode agravar alguma lesão que, muitas vezes, não está aparente – como, por exemplo, as da coluna cervical ou da bacia. Mas, às vezes, torna-se prioritário movê-la do local do acidente para protegê-la de uma situação de risco, como a exposição ao fogo. “Toda vez em que não houver opção e a vítima tiver que ser removida, não se deve puxá-la ou arrastá-la, principalmente pela cabeça, pelo pescoço, por membros com deformidade ou por locais do corpo em que ela, quando consciente, indica que sente dor mais intensa. O ideal é que duas ou mais pessoas façam um movimento único e em bloco, garantindo que a cabeça e o pescoço estejam estabilizados. No caso de vítimas inconscientes, isso é fundamental. Além de proceder com muita cautela e paciência, é muito importante que a pessoa que se propõe a ajudar não tente realizar algum procedimento para o qual não tem treinamento ou conhecimento básico”, observa Villela.   

Caso o acidentado diga que está com sede, o médico orienta que oferecer qualquer líquido por via oral, incluindo água, poderá causar problemas. “Isso pode provocar vômitos e, caso a vítima tenha queda nos níveis de consciência, há o risco de esse conteúdo seguir para o pulmão. Outra razão é que, caso haja necessidade de uma futura cirurgia, estar com o estômago mais vazio é fundamental. Explique isso para a vítima claramente, indicando que a negativa é para o bem dela. Caso seja possível, molhe os lábios da pessoa para proporcionar a ela uma sensação momentânea de alívio enquanto o socorro não chega”, diz.

Aproveitar a espera pelo resgate para checar algumas informações com a vítima também pode ser útil. “Pergunte a ela se toma algum remédio, se tem alguma doença ou alergia e qual foi o horário da sua última refeição. Tais informações devem ser passadas à equipe de socorro”, explica. O médico reforça que é necessário manter a calma e transmitir isso à vítima. “Ficar ao lado dela, demonstrar solidariedade, confiança e garantir a sua segurança são importantes. Devem-se falar palavras de apoio e jamais assustar a vítima com comentários inapropriados. Segurar a mão da pessoa e reforçar que estará ao lado dela até o resgate chegar é um gesto simples, mas muito positivo”, completa.

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Primeira Edição © 2011