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19 de março - Meu aniversário, confinado.

19/03/2020 07:49

19 de março, meu aniversário e confinado, sem beijos nem abraços, mesmo assim feliz e esperançoso de dias melhores, ao lado da filha, esposa e, a distância, pela internet, recebendo o carinho dos amigos e familiares. Eu imaginava que nesses anos todos já teria passado e visto tudo nessa vida, mas não, por essa não esperava. Como dizia Raul, " no dia em que a terra parou.." e aconteceu, estamos vivendo essa profecia do "maluco beleza", a vida imitando a arte. Saberemos passar por mais essa com serenidade.Olha que legal, acordei com um gostoso café da manhã preparado pela filha Nicole, vi meio escondido um pacote todo enfeitado e da cozinha vindo um cheiro delicioso, inconfundível, de bolo de chocolate, com certeza para mais tarde cantar os "parabéns pra você", a três, quando provavelmente também receberei o presente. É tirar proveito da situação, saber viver e valorizar esses momentos em família tão pouco vividos no dia a dia. Como ainda é cedo, quase ninguém na rua, vou dar uma saidinha até o mercado, comprar um vinho e uns queijos para brindar a nova idade, agradecer a Deus e aguardar que nos próximos ( que sejam muitos ) possamos comemorar como beijos, abraços, vinhos, músicas e muita comida gostosa, como eu gosto.

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COVID - 19 Forma de prevenção

15/03/2020 15:42

Quanto mais cedo nos distanciarmos mais cedo nos abraçaremos !

De repente uma nova ordem mundial: afaste-se, fique longe das pessoas, evite espalhar a contaminação. Confesso minha dificuldade de pôr em prática essa ordem,                                logo eu  que  gosto de sentir o calor das pessoas, abraçá-las, sentir seu cheiro. Ainda hoje encontrei uma amiga muito querida; ela, já ciente dos cuidados impostos,  nem  me  deu  a mão, voltei a minha toda constrangida  na metade do caminho, segurei o impulso do abraço e do beijinho e abri  um largo sorriso como querendo dizer, “-não estou  contaminado”, mas não adiantaria, tive consciência da atitude e da importância de adotá-la.  Vou ter que amarrar minhas  mãos, colocar uma  fita vermelha nos dedos para lembrar, único jeito. Mas vou conseguir, portanto,  se você encontrar comigo por ai  e eu  não estender o braço para apertar suas mãos,  não lhe der aquele  abraço forte de sempre, não  fique chateado(a), estou   zelando pelo nosso bem estar.   Afinal não precisamos de mãos e  braços para abraçar.  Sinta-se carinhosamente   abraçado(a). 

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Exposição fotográfica das prévias carnavalescas de Maceió

21/02/2020 11:04

Exposição do Maceió40Graus reúne 80 fotos das prévias carnavalescas de Maceió

Se você participou de pelo menos uma das prévias carnavalescas de Maceió, sua foto poderá estar fazendo parte da exposição que o Maceió40Graus inaugura, nesta sextata-feira (21), na praça central do Maceió Shopping. São cerca de 80 imagens que mostram a alegria e a irreverência dos foliões durante as festas que antecederam a folia de momo na capital alagoana.

A exposição conta com 48 clicks registrados pelos sete fotógrafos do Maceió40Graus, Jakson Kenedy, Flávio Cansanção, Wagner Santana, Bruno Figueredo, Igor Araújo, Cleverton Pedro e Talita Farias. Há também outras 32 fotografias dos fotojornalistas Felipe Camelo e Hugo Taques, convidados para participar da mostra. Portanto, no total, são 80 imagens.

E a novidade desta exposição é a volta do empresário Marcelo Freire, sócio do Maceió40Graus, também na condição de fotógrafo. “Essa é uma mostra muito especial porque é primeira vez que estamos expondo imagens das prévias carnavalescas de Maceió, ainda durante o período de carnaval, e resolvemos exibir essas fotografias porque, agora em 2020, tivemos o melhor ano desses eventos, com fantasias lindas e bastante criativas, e uma animação sem igual que tomou conta das pessoas. Os foliões realmente deram um show de alegria. Além disso, estou bem feliz por ter voltado a fotografar. Foi uma emoção” disse ele.

“Destaco também a volta do Bloco Caveira, que estava vivo na memória afetiva de milhares de alagoanos. A gente via no rosto de todo mundo a felicidade de estar cantando e dançando atrás do trio novamente”, completou Marcelo Freire.

Roberta Arruda, também sócia do Maceió40Graus, ressaltou que a equipe de fotógrafos trabalhou muito para fazer um grande trabalho. “Eles estavam bem preparados para fazer os melhores cliks”, reforçou ela.

E eu, que praticamente cobri todos os bailes de clubes da cidade, estarei com 16 fotos na exposição  que está belíssima. Vale a pena conferir!!!

Festas contempladas

As fotos que integram a exposição contemplam, dentre outras festas, o Jaraguá Folia, os bailes da Wilma, VIP, Vermelho e Preto, Azul e Branco, da Liga Feminina do Cancer, dos Seresteiros da Pitanguinha, os blocos Caveira, do Rei e da Turma da Rolinha e o desfile do Pinto da Madrugada e das Pecinhas de Maceió.

A exposição ficará aberta ao público a partir desta sexta-feira (21) e seguirá até o dia 1 de março, das 10h da manhã às 22h, na praça central do Maceió Shopping, localizado no bairro de Mangabeiras.

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ConversIDADE Gerontológica - Carnaval de Antigamente

06/02/2020 00:10

Recentemente escrevi uma crônica contando minha história com o carnaval, intitulada, Eu amo carnaval! Publiquei a despretensiosamente nas minhas redes sociais e fiquei surpreso com a quantidade de vezes que foi lida, comentada e compartilhada que até me rendeu um convite muitíssimo especial para participar da programação do evento, ConversIDADE Gerontológica - Carnaval de Antigamente ( relatos de vivências e musicalidades em versos e prosa carnavalesca), promovido pelo gerontólogo FranciscoSilvestre Dos Anjos, que acontece nesta quinta-feira (06/02), a partir das 14 horas na FACIMA e lá estarei ao lado de renomados e respeitados historiadores e cantores alagoanos como, Igbonan Rocha II Carlito Lima Madalena Oliveira Fátima Maia e Orquestra de FrevoTrombone Dourado, fazendo uma leitura dramatizada e cantando as marchinhas citadas na crônica.
Lisonjeado com o convite e orgulhoso em participar.

Todo mundo convidado
Quer ler a crônica? acesse pelo link https://www.facebook.com/hugotaques/posts/2821473107917572?__tn__=K-R

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Eu amo Carnaval!

27/01/2020 23:27

Eu amo Carnaval!

Eu nasci em 19 de março de 1958, nesse ano a terça-feira de carnaval caiu no dia 18 de fevereiro, portanto eu já estava entrando no 9º mês, quando os meus órgãos e sentidos já estavam formados, e se eu perguntar à minha mãe, com certeza ela vai dizer que, mesmo com o barrigão, pulou os 4 dias de carnaval. As marchinhas dos antigos carnavais, ouvidas nos rádios de pilhas, foram as minhas primeiras canções, elas eram lançadas em dezembro e tocadas até o carnaval.

Ainda na cavidade uterina, devo ter ouvido muito, “ Ô abre alas que eu quero passar!...” (1899 – Chiquinha Gonzaga), e já estava pronto sair daquele “lugarzinho” apertado, úmido e de cabeça para baixo. “ Mamãe eu quero, mamãe eu quero...mamãe eu quero mamar!...” ( 1937 – Jararaca e Vicente Paiva, sucesso com Carmem Miranda, 1941), não aguentava mais ser alimentado através do cordão umbilical, já queria “ por a boca”, no prazer, experimentar as doçuras dos sentidos, paladar e tato. “ Ôôôô, Aurora...Veja só que bom que era...Ôôôô, Aurora!” ( 1941 – Mario Lago), bom, não me lembro de quem foi Aurora, mas vejam só que bom que era, alguma coisa aconteceu entre nós, devo ter pulado muito na barriga da Maria José, minha mãe (depois vou falar dela), ouvindo essa marchinha que pregou em meus ouvidos e até hoje canto Aurora.

“ Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não...” ( 1953 – M. Pinheiro, L. Castro e H. Lobato), com essa balancei, pulei, dancei, dormi, acordei, escutando, é a mais marcante, mais executada nos salões, nas ruas, nos rádios, provavelmente deixei o leite para experimentar essa tão cantada água ardente nos meus primeiros carnavais, que até hoje não larguei, não existe carnaval sem uma boa cachaça! “ Chegou, a turma do funil!...” ( 1956 – Mirabeau, M.de Oliveira e Urgel de Castro), essa marchinha deu o sentido à folia e à cachaça, eu ainda espremido no útero entendi o porque de tanta gente se agrupar, formar blocos, fazer a festa mais animada, claro, com todo mundo de cabeça feita. Cachaça que se bebe só é tombo na certa e carnaval sem amigos é mais um louco perdido na multidão. “...Todo mundo bebe mas ninguém dorme no ponto...nós é que bebemos e eles que ficam tontos. Morou?...” Foi nesse ambiente festivo que passei o nono mês aguardando para vir a este mundão de Deus. Meus primeiros acordes, os primeiros arranjos que ouvi vêm dessas composições tocadas e cantadas no carnaval de 1958 às vésperas de, eu nascer, as ouvi tantas, mas tantas vezes que meu DNA deve conter alguma molécula dessa enorme e contagiante festa popular. Só pode, eu amo carnaval!

Teve época de solteiro e algumas vezes já casado, que eu planejava férias, juntava dinheiro, organizava minha vida só para brincar com tranquilidade todos os dias do reinado de Momo. Gosto sim, e muito, do carnaval. Como eu disse, está no meu DNA, Roldão (in memóriam) e Maria José, meus pais, deveriam receber uma homenagem pública na pequena cidade de Barão de Melgaço, portal de entrada do pantanal mato-grossense, nossa terra natal, como o casal de foliões mais animados, mais festivos daquela região. Merecem uma rua, ou praça, ou alguma outra coisa qualquer com seus nomes, ou uma estátua na principal.avenida onde desfilam os cordões e blocos carnavalescos, pela contribuição que deram as festas de carnavais durante toda sua vida. Ele foi um dos primeiros músicos do ainda distrito de Melgaço. Autodidata, de ouvido absoluto, aprendeu ainda jovem a tocar violão e cavaquinho, era ao lado de outros amigos, também dotados de habilidades musicais, que faziam as serestas, acompanhavam os apaixonados em suas românticas serenatas, animavam os bailes da cidade e os carnavais de ruas e clube. Roldão Taques, o irreverente “ Dão” ou “Dãozinho” como era carinhosamente chamado por todos, sempre foi a primeira referência quando se falava em bons músicos. Formou grupos, fez blocos de carnaval, tocou em grandes festas no município e na capital , Cuiabá, compôs arranjos, ensinou, fantasiou, dançou e viveu uma vida dedicado à musica, ao seu cavaquinho e ao seu violão. Qualquer encontro de amigos e família, lá estava ele com seus precisos acordes para que os “cantores” de plantão fizessem a festa. Só não podia cometer o crime de desafinar numa nota que ele parava no meio da música. Era implacável! Hoje seus instrumentos estão empoeirados, em silêncio, servindo de decoração e lembranças. Roldãozinho se foi aos 84 anos ( 21/08/1935 a 27/06/2017), deixando um grande vazio nos nossos encontros musicais. Partiu para uma nova vida, com certeza será maestro lá no céu. mas seus dedos ainda estavam firmes e ágeis deslizando suavemente entre as casas dos braços dos violões.

Mas ninguém chega tão longe sozinho e, ao lado de um grande Homem, tem sempre uma animada e grande Mulher. Roldão e Maria José, se conheceram e casaram ainda muito jovens, ele com 22 e ela com 16 anos. Eu acho que nasci prematuro, porque com 6 meses de casados eles já eram pais, casaram rapidamente sob ordem do meu avô materno, nem deu tempo de preparar enxoval e o vestido de noiva teve que passar por uns ajustes de última hora com o aperto na barriga. Viveram intensamente juntos durante 60 anos. Foram parceiros e amigos. Tudo começou com a música, “Dãozinho”, jovem, bonito, tocador de violão, encantou a sua musa com lindas serenatas embaixo de suas janelas. Ela ainda mais bela e formosa se rendeu aos encantos do seresteiro. Maria José tinha uma facilidade incrível de decorar letras de músicas, uma enciclopédia musical ambulante, gostava de acompanhar o violeiro em todos os cantos. Quando, em dezembro, os rádios começavam a tocar as músicas de carnaval com os lançamentos, era a primeira a aprender para ensinar e cantar para o namorado. Casados continuaram a encontrar na música um sentido para viver com alegria. A primeira e maior paixão da vida dela era o artista, seu violeiro e cantador, depois o carnaval. Muito ciumenta, seu maior rival era o violão, tinha tanto ciúme dos instrumentos que chegou a quebrar um, mas logo se arrependeu e comprou um novo e deu de presente. Maria gosta tanto de carnaval que até hoje ainda fica arrepia quando ouve uma marchinha das antigas. Mãe de 7 filhos, eu o mais velho, sempre nos fantasiou para brincar os carnavais. Nos bailes de clube, lá em Barão de Melgaço, quando chegava a turma do Roldão e Maria a conversa era outra...o salão lotava, contagiava quem estivesse parado, os músicos empolgavam com a nossa turma e executavam as mais animadas marchinhas. Mamãe agregava, eram os filhos, noras, genros, sobrinhos, primos ... todo mundo. Nossa casa em Barão de Melgaço, virava um galpão, costureiras, cozinheiras, vizinhos, fofoqueiras, cachaceiros, desocupados e crianças a dar com pau, viviam amontoados pelos cômodos aguardando chegar a hora da folia e a turma do Roldão e Maria sair para animar o carnaval. Mamãe já caiu de carroceria de caminhonete brincando carnaval de rua e seu maior castigo é não poder brincar o carnaval. Hoje aos 76 anos, operada dos joelhos, não tem mais forças nas pernas, mas as mãos com os indicadores em riste, balançam pra cima e para baixo ouvindo suas canções preferidas.

Agora deu pra entender minha paixão pelo carnaval? Se não, olha só o meu currículo carnavalesco: eu sei e canto todas as marchas e sambas dos velhos carnavais, já montei bateria, fiz blocos, me fantasiei de muitos personagens, desfilei na Sapucai pela verde-rosa, Estação Primeira de Mangueira, e acho o carnaval a melhor festa popular do mundo. Já brinquei sem dinheiro, sem tomar um gole, sem fantasiar, mas nunca sem a companhia uma bela colombina. Neste carnaval, seguindo a tradição da cidade de Maceió que tem as melhores prévias carnavalescas, devo ir em todos os bailes de clubes e de ruas e se tiver uma bandinha animada numa esquina, num bar ou em qualquer lugar, dou uma paradinha para ouvir, tomar uns goles e dar uma canja. Agora entendeu, né! Amo carnaval!                Hugo Taques – Janeiro 2020

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Primeira Edição © 2011