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O que podemos aprender com Nova Iorque sobre Segurança Pública?

28/05/2014 11:58

Entrevista - Rudolph Giuliani fala sobre redução de crimes em Nova Iorque

Publicado por Associação dos Magistrados Mineiros (extraído pelo JusBrasil) -

 

.Ele foi responsável pela implantação da chamada política de tolerância zero, que reduziu drasticamente o número de crimes em Nova Iorque, na década de 1990, durante seus oito anos de mandato. Veja os principais trechos da entrevista:

Antes Nova Iorque era conhecida como a capital do crime nos Estados Unidos.

Depois Quando deixei a prefeitura, Nova Iorque era considerada a cidade mais segura dos Estados Unidos. Diminuímos o número de homicídios em 65% e os crimes, de maneira geral, em 60%. O sistema implantado na cidade continuou funcionando após meus mandatos e meus sucessores conseguiram reduzir ainda mais a criminalidade. Alguns tipos de crimes foram reduzidos em 90%.

Sistema integrado É um sistema inteiro integrado que reduz a criminalidade, não somente uma atitude. O crime e as circunstâncias são diferentes nas diferentes cidades. Os problemas são diferentes, mas as maneiras de se aproximar das soluções são parecidas. Antes de resolver o problema, é preciso entendê-lo. Temos um programa de computador que projeta as estatísticas de crime de maneira criteriosa, especialmente os homicídios. Com isso, é possível saber onde o crime está acontecendo e prever onde ele pode vir a acontecer. De todas as medidas tomadas para combater o crime em Nova Iorque, a implantação desse sistema de informática foi a mais importante.

Toda semana, o sistema de computador gera um mapa com as informações de todos os crimes que aconteceram na cidade, com local, horário, tipo de crime, violência que foi utilizada etc. Com isso, podemos saber, por exemplo, quantos policiais são necessários em cada região e em que horário.

Integração das polícias Mas não tínhamos policiais em número suficiente. Em dois anos, tivemos que aumentar o efetivo em 5 mil policiais. Tínhamos três departamentos de polícia diferentes: um para a área urbana, uma para a área de trens e ônibus e outro para as regiões residenciais. Eles não trabalhavam juntos. Além de aumentar o número de policiais, também padronizamos a forma de atuação.

Não foi milagre. Foi um trabalho dedicado. Eu liderei, mas a parte mais difícil foi feita pelos policiais, pelos juízes, promotores e assistentes sociais, e eles devem receber o reconhecimento sobre isso.

Alta tecnologia e cavalos Um dos crimes mais comuns em Nova Iorque eram os pequenos assaltos de rua, quando os criminosos levavam bolsas e carteiras. Tínhamos milhares desses por dia. Conseguimos reduzi-los patrulhando as ruas. Sabendo onde eles aconteciam, colocamos policiais à paisana nesses locais.

Em locais com muita concentração de pessoas, como a Times Square, os criminosos se misturam à população. Para resolver isso, colocamos policiais a cavalo, pois eles ficavam no alto e, com rádios, se comunicavam com policiais à paisana, que estavam no meio das pessoas. Em três meses, o número de crimes começou a diminuir drasticamente.

Prisões Posso falar pelo estado de Nova Iorque. O número de prisões cresceu muito, mas, depois de um tempo, a população carcerária começou a diminuir, pois o cometimento de crimes também caiu.

Penas alternativas O aprisionamento não resolve o crime. Exceto nos casos de criminosos muito perigosos. Devemos trabalhar com os presos para reintegrá-los à sociedade. Se pudermos evitar mandá-los para a prisão, melhor ainda. Um problema em Nova Iorque era o crime de pichação. Tínhamos isso nos prédios, nos trens, nos ônibus. Começamos a pegar quem fazia isso e a sentença era de que eles deveriam limpar tudo que picharam. Se eles voltassem a fazer isso, aí eram presos. Acredito que as pessoas podem mudar.

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Grupo de trem de passageiros apresenta diagnóstico durante seminário na ANTT

30/04/2014 12:40

O Grupo de Trabalho Trens de Passageiros (GTTP), criado em março do ano passado no âmbito da ANTT, para elaborar diagnóstico e propor ações para incentivar esse tipo de transporte, apresentou hoje (29/04) suas conclusões durante o II Seminário de Trens de Passageiros, realizado no auditório da Agência.

Para o coordenador do grupo José Queiroz de Oliveira é chegado o momento de resgatar esse modal de transporte no Brasil. As sugestões apresentadas pelo GTTP serão encaminhadas do Ministério dos Transportes para subsidiar a formulação de políticas nessa área.

Na abertura do seminário, o diretor-geral em exercício da ANTT, Jorge Bastos, afirmou que a mobilidade passou a fazer parte da agenda pública. E o sistema de transporte sobre trilhos é que tem o mais baixo impacto ambiental, além de oferece maior segurança ao usuário.

Acrescentou que, onde for possível, trechos da malha existente sejam utilizados como contribuição para implantação de trens de passageiros. O diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Hélio Mauro França, afirmou que o transporte de passageiros por trilhos é a recuperação de um serviço que já existiu no Brasil. Também esteve presente no seminário da ANTT o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Ministério dos Transportes Mario Direni.

O GTTP reuniu representantes de ministérios, universidades e de prefeituras. Também houve representantes de entidades do setor industrial e do setor de transportes. O coordenador do grupo, José Queiroz, informou que o próximo passo a ser sugerido é formação de um grupo interministerial, nos moldes do GTTP, para colocar em prática o que foi proposto.

Atualmente o País conta com três serviços de trens de passageiros: Belo Horizonte/MG-Vitória/ES e Parauapebas/PG-São Luiz/MA, operados pela Vale e Curitiba-Paranaguá/PR, operado pela empresa Serra Verde Express. Por ano são transportados mais de 1,3 milhão de pessoas.

O documento apresentado pelo GTTP lista 16 sugestões de implantação de trens de passageiros, como foi sugerido durante os trabalhos de elaboração do diagnóstico. Esses trechos estão localizados nos estados de DF/GO (dois trechos); MG (seis trechos); SP (um trecho); RJ (um trecho); SC (dois trechos); PB (dois trechos); MA (um trecho), além do Trem do Sol, entre Salvador/BA e São Luiz/MA.

O diagnóstico do GTTP propõe seis projetos piloto de trem de passageiros, cujos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) se encontram em andamento. São eles (cotação a preço de 2013):

Caxias do Sul-Bento Gonçalves/RS – com extensão de 62 km e investimentos de R$ 285 milhões;

Londrina-Maringá/PR – com extensão de 150 km e investimentos de R$ 429,7 milhões;

Pelotas-Rio Grande/RS – com extensão de 100 km e investimentos de R$ 360,2 milhões;

Conceição da Feira-Salvador-Alagoinhas/BA – com extensão de 224 km e investimentos de R$ 285 milhões;

Codó/MA-Terezina/PI-Altos/PI – com extensão de 244 km e investimentos de R$ 136 milhões; e

São Luiz-Itapecuru/MA – com 115 km e investimentos de R$ 185 milhões.

Fonte: www.antt.gov.br

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ANTT realiza seminário sobre trens de passageiros

24/04/2014 12:44

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em parceria com o Ministério dos Transportes, realiza, a partir das 8h do dia 29 de abril, no auditório da sede da Agência, a segunda edição do Seminário “Trens Regionais de Passageiros – uma necessidade que se impõe”. Na ocasião, serão divulgados os resultados alcançados, no último ano, pelo Grupo de Trabalho Trens de Passageiros (GTTP).

O relatório final a ser apresentado traz diagnósticos e propõe ações para incrementar a participação do transporte ferroviário de passageiros no Brasil, utilizando-se da malha ferroviária existente e das futuras concessões resultantes da nova malha que está sendo construída. “Os estudos mostram que é possível recuperar, remodelar e reutilizar trechos de ferrovias para que um mesmo trecho possa atender ao transporte de pessoas e de cargas”, explica o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.

O Grupo de Trabalho foi criado pela Agência em março de 2013, sob a coordenação técnica do assessor da Diretoria, José Queiroz de Oliveira, e conta com a participação da Superintendência de Infraestrutura e Serviços do Transporte Ferroviário de Carga, da Superintendência de Serviço de Transporte de Passageiros e de unidades regionais.

Durante a atuação, o GTTP contou com seis subgrupos temáticos e com a assessoria de um Conselho Consultivo, contemplado com a participação de diferentes entidades e segmentos da sociedade que têm interesse no tema. “O relatório teve a participação de ministérios, empresas e órgãos públicos, além de universidades e indústrias ferroviárias, constituindo-se em um importante legado para a retomada do uso de trens regionais de passageiros no Brasil”, reforça José Queiroz de Oliveira, Coordenador do GT.

A primeira edição do seminário, que ocorreu em 2012, contou com a participação de todas as esferas de governo, da iniciativa privada, e das entidades representativas de classes.

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Receita líquida da Braskem alcança R$ 41 bilhões em 2013

14/02/2014 03:01

Em um ano ainda desafiador, mas com sinais de recuperação da economia global, a evolução do PIB nacional deve ficar abaixo das expectativas em 2013, com um crescimento próximo aos 2%. No entanto, o consumo de resinas termoplásticas no mercado doméstico cresceu 8% em relação a 2012, refletindo o bom desempenho dos setores alimentício, automotivo, de infraestrutura e agronegócios, além da recomposição de estoques na cadeia.

Mesmo com um crescimento econômico interno abaixo das expectativas, o setor químico e petroquímico foi positivamente influenciado pela decisão do Governo de desonerar a alíquota de PIS e COFINS para a compra de matérias-primas da indústria petroquímica de primeira e segunda gerações, que atendem a diversos segmentos da economia.

Outra importante iniciativa para o desenvolvimento do setor foi o lançamento do Plano de Incentivo à Competitividade da Cadeia do Plástico (PIC), estruturado pela Braskem em conjunto com a indústria de transformação. A iniciativa prevê o aporte de recursos pela Braskem de até R$ 80 milhões em 2014 na forma de apoio comercial e suporte a ações estruturantes para os transformadores, com iniciativas que envolvem o estímulo à exportação de manufaturados plásticos, o incentivo à inovação e o apoio à capacitação de profissionais.

Nesse contexto, e impulsionada por programas voltados à eficiência operacional, investimentos em tecnologia e inovação e avanços em seus planos de expansão, a Braskem apresentou evolução positiva em seu desempenho. A Companhia registrou recordes na produção de eteno, com 3,4 milhões de toneladas, e de polietileno, com 2,6 milhões de toneladas produzidas. O volume de vendas de resinas subiu 6% no mercado brasileiro, totalizando 3,7 milhões de toneladas.

“Iniciativas como a desoneração tributária são muito positivas, mas medidas complementares são importantes para melhorar a competitividade da indústria como um todo, visando compensar nossos altos custos de matéria-prima e energia, deficiências logísticas e defasagem cambial”, afirma Carlos Fadigas, presidente da Braskem.

A receita líquida da Braskem alcançou R$ 41 bilhões, crescimento de 13%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 4,8 bi, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Quando expresso em dólar, o crescimento do EBITDA foi de 11%, para US$ 2.2 bilhões. Entre os fatores que influenciaram esse resultado destacam-se o crescimento no volume de vendas no mercado doméstico; recuperação dos spreads internacionais de resinas e petroquímicos; a desoneração das matérias-primas; e a depreciação do real.

O lucro líquido obtido no quarto trimestre foi de R$ 15 milhões e, em 2013, de R$ 507 milhões, refletindo o melhor desempenho operacional no período e a adoção pela Companhia, a partir de 1º de maio, da contabilidade de hedge, que traduz melhor os efeitos da variação cambial em sua dívida e no resultado. Com base no resultado atingido, a proposta de Administração é realizar uma distribuição de dividendos no valor de R$ 483 milhões.

Expansão - Em 2013, os investimentos da Braskem alcançaram R$ 2,7 bilhões, um aumento de 58% sobre o ano anterior. Os principais destinos desses investimentos foram a manutenção de ativos, que consumiu 50% dos recursos, e a construção do maior complexo petroquímico integrado do México, desenvolvido em joint venture com a Idesa, que recebeu outros 40%. O progresso físico do empreendimento atingiu 58%, e sua operação tem início previsto para 2015.

Destaca-se ainda em 2013 o acordo firmado em dezembro passado pela Braskem com a Solvay para aquisição do controle da Solvay Indupa, produtora de PVC. Quando concretizada, a operação dará à Braskem um aumento de 42% da capacidade de produção dessa resina no Brasil. “Este passo fortalece a presença industrial internacional da Companhia, que se torna a quarta maior produtora de PVC nas Américas, fortalecendo sua posição no mercado de uma resina que é essencial para o setor de construção civil e infraestrutura”, diz Carlos Fadigas. Em soda, a capacidade da Braskem atingirá 890 mil toneladas/ano, um aumento de mais de 60%.

 Fonte: Braskem

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“Alagoas não explora o turismo, explora mesmo é o turista”.

06/01/2012 15:10

Olá,


Esta frase pronunciada por um turista e repercutida na imprensa local, nos faz refletir e voltar a questões que nos últimos anos temos repetido nos mais diferentes meios de comunicação: Não nos preparamos para receber bem os nossos visitantes; nos falta ainda absolutamente tudo, o que ainda temos, não sei até quando, são as riquezas naturais.
É bom frisar que este é um problema nacional, mas este fato não serve de desculpa, ou não pode servir para encobrir a nossa costumeira “incompetência” quando se trata de planejamento.
Esses problemas apontados pelos turistas que visitam o nosso estado são recorrentes: Comerciantes e Camelôs que exploram; sujeira, lixo nas ruas; atendimento deficiente dos transportes públicos; falta de programação cultural na cidade, principalmente à noite; falta de capacitação da mão de obra voltada ao atendimento dos turistas; e por aí vai.
E o que temos feito? Se é que estão fazendo alguma coisa no sentido de resolver essas questões, não está surtindo efeito, claro.
Com planejamento cuidadoso, participativo e efetivo poderemos sim, transformar este pedaço de paraíso em um destino turístico respeitado.
Só para citar um exemplo: se criarmos um certificado de qualidade para: bares, restaurantes, empresas de turismo, barracas de orla, taxis, inclusive camelôs que vendem na praia. Para adquirir este selo o equipamento turístico seja ele qual for, teria que se submeter a uma rigorosa auditoria geral que atestasse todos os aspectos relevantes daquele estabelecimento.
Depois, a propaganda oficial do governo das secretarias e órgãos ligados ao turismo, recomendava que o turista desse preferência a esses estabelecimentos certificados, pois ali eles estariam seguros em todos os aspectos, inclusive preços.
Garanto que com três anos de um programa bem feito estaríamos muito bem preparados: Comerciantes preocupados em certificar o seu estabelecimento e não perder o certificado, camelôs identificados com coletes e números para reclamação dos turistas, e por aí vai..


Desculpem, é só um desabafo de quem forçosamente tem ficado de expectador a presenciar a “incompetência” prosperar, aqui e alhures.

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Primeira Edição © 2011