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Engenheiro Eletricista. Formado em Engenharia Elétrica pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC-FACET). Pós-graduado em Gestão de Manutenção pela União de Faculdades de Alagoas (UNIFAL/FIC). Pós-graduando no MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (FGV-RJ). Membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI/CB-03). Foi Professor Substituto da cadeira de Conversão de Energia II do Curso de Engenharia Elétrica (CESMAC-FACET). Ampla experiência no Brasil e no Exterior (Angola-África) na área de Engenharia Elétrica e Energia (Obras, Projetos, Engenharia e Manutenção). É Sócio-Gerente da JM Engenharia Ltda.

O papel do Engenheiro Eletricista no gerenciamento de obras de instalações em geral.

21/05/2018 21:01

Caros amigos e amigas,

recentemente fiz uma palestra no I CONGRESSO NACIONAL DE ENGENHARIA ELÉTRICA - CONAEEL organizado por profissionais do Piauí. O evento foi bastante interessante e vários palestrantes abordaram temas bem atuais. Abaixo disponibilizo para vocês o link do googledrive com a minha palestra em Power Point:

https://drive.google.com/open?id=1IwEHSRy7kEI5sRhW35LIPJf75IkA1tRv

Um grande abraço a todos,

João Macário Netto

Engenheiro Eletricista

 

 

 

 

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Qualidade de Energia - Parte 1

17/04/2018 10:54

1 - Introdução 

No segmento de eletricidade, um assunto que vem gradativamente ganhando muito destaque é o conceito de qualidade de energia, principalmente pelo fato de que a sua falta pode provocar desligamentos ou mau funcionamento de equipamentos elétricos, o que pode ocasionar perdas financeiras para as empresas, desconforto para os usuários e o comprometimento da segurança das pessoas. Do ponto de vista da engenharia elétrica, o desenvolvimento teórico necessário no estudo de soluções para problemas relacionados com qualidade de energia é muito trabalhoso em função da grande quantidade de variáveis que direta ou indiretamente afetam a qualidade da energia. Esta é uma área que é muito estudada e pesquisada, requer muita abstração e modelos matemáticos complexos e ainda há muito desenvolvimento a realizar para surgirem resultados e soluções confiáveis e práticas para melhorar a qualidade de energia dentro de custos viáveis e adequados.

O conceito de qualidade de energia aplica-se a qualquer sistema elétrico, que pode ser a instalação de um consumidor, seja ele residencial, comercial ou industrial, como pode ser também uma rede elétrica completa de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. As redes elétricas estão em constante crescimento e são interligadas para permitir a transferência de energia em todo território nacional entre geradores e consumidores. Soma-se a isso a sua associação à evolução tecnológica dos equipamentos elétricos, que nos proporcionam cargas com características não lineares ou cargas muito mais sensíveis a pequenos distúrbios. A contrapartida desses fatos é o aumento dos problemas relacionados à qualidade de energia. Na sociedade moderna que está acostumada a usufruir os benefícios proporcionados pela eletricidade, o não funcionamento dos equipamentos elétricos devido à má qualidade de energia causa muito desconforto e transtornos. Para as empresas gera prejuízos, principalmente para aquelas em que o insumo eletricidade é primordial para sua atividade. No caso das instalações hospitalares pode colocar em risco a vida das pessoas. Portanto, trata-se de um assunto importante e prioritário e deve ser tratado de forma responsável e competente. 

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Norma Regulamentadora NR-10 - Visando o bem do trabalhador

21/11/2017 14:49

Caros leitores,

abaixo disponibilizo o link com um Artigo Técnico que publiquei na Revista Lumière Electric deste mês:

https://www.yumpu.com/pt/embed/view/Igzf5sZKVqL1AG4d

O artigo está nas páginas 66 e 67.

Espero que seja bem útil aos leitores.

 

Forte abraço,

 

João Macário Netto

Engenheiro Eletricista

CREA 6047D/AL

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Energias renováveis: um grande potencial a ser explorado no Brasil

06/11/2017 14:27

Em agosto de 2017, a energia eólica chegou a responder por 10% da produção de energia do país - é a primeira vez que a fonte atinge dois dígitos da geração brasileira, conforme informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Atualmente, a energia eólica e a biomassa aumentaram sua representação na matriz energética brasileira, podendo saltar de 5,3% e 8,8%, respectivamente, para 6,5% e 9%, na comparação entre 2016 e 2017, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME).

"O destino do Brasil é a energia renovável, é a nossa vocação. Solar e eólica, por exemplo, tem crescido enormemente", afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Pedrosa, no XXIV Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE). De acordo com ele, as grandes obras estruturantes - geralmente hidrelétricas, acompanhadas pelas linhas de transmissão - devem ser substituídas pelas energias renováveis. "Estamos trabalhando com a redução do modelo de subsídios para dar transparência e informação adequada à sociedade", ressalta Pedrosa.

Na opinião do gerente de Operação e Manutenção das Eólicas da Copel, Luiz Eduardo Linero, o apoio da administração pública é fundamental para o incentivo a esses projetos. "A sinalização do governo auxilia a todo o mercado. É importante continuar fomentando esses empreendimentos, que são mais rápidos e geram menos impacto ambiental que uma hidrelétrica", afirma. No entanto, há consenso de que o país não pode sobreviver apenas à base de energia eólica, solar e biomassa e, sim, com uma mistura de diferentes fontes.

"É preciso haver casamento entre as energias renováveis e a capacidade de armazenamento desse tipo de energia. Como a eólica e a solar são intermitentes, é preciso manter outros tipos de fontes para atender o consumidor de forma segura", explica Paulo Esmeraldo, vice-presidente da Xingu Rio Transmissora de Energia, um dos empreendimentos da State Grid. A empresa opera no Brasil com transmissão de energia, mas, na China, a companhia domina cerca de 80% do mercado, incluindo as energias renováveis.


Vantagens e desvantagens

energia eólica, no Brasil, já é uma realidade. Segundo Linero, o fator de capacidade dos geradores eólicos no Brasil pode atingir 50%, enquanto na Europa ficam na ordem de 30% - esse termo representa o período em que os equipamentos estão, de fato, gerando energia. Os estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, apresentam as melhores performances, assim como o extremo sul do Rio Grande do Sul.

Por outro lado, tanto a energia eólica quanto a solar têm uma dificuldade: a intermitência. Em outras palavras, o período em que não estão produzindo energia. Durante a noite, é impossível de as placas solares operarem, assim como um dia sem vento pode representar um problema no abastecimento do país. "É preciso focar na segurança e na qualidade da energia, investindo em estrutura para conceber grandes troncos de corrente contínua e na possibilidade de armazenamento para que o sistema não seja instável", revela Esmeraldo.

Nesse contexto, há uma opinião comum de que é preciso interligar os diferentes sistemas de geração de energia e, embora seja um investimento pesado, pensar em mecanismos para estocar o que é produzido. "A armazenagem ainda é o grande desafio", diz Linero.


Geração distribuída

energia oriunda da luz do sol, embora ainda tenha uma representatividade pequena na matriz energética, apresenta um grande potencial por meio da chamada geração distribuída - a produção própria por residências e empresas. Estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, até 2024, cerca de 1,2 milhão de pontos do país vão investir nesse tipo de prática. As baterias solares, neste caso, são uma tendência. Para os consumidores comerciais, existe a possibilidades de compensação de energia elétrica, que permitirá à unidade injetar a potência excedente na rede, recebendo desconto na tarifa ou abatendo o consumo de outra unidade com o mesmo CNPJ.

No entanto, os preços desse tipo de equipamento ainda são considerados caros no Brasil - um país considerado por muitos como um dos mais palpáveis para a disseminação desse tipo de energia, com um período de insolação superior a 3 mil horas por ano -, tornando-se um impeditivo para a rápida disseminação nas residências do país. Uma das motivações apontadas para isso está na alta carga tributária do Brasil, que encarece os painéis solares.

Por fim, a crise econômica, que diminuiu a demanda por energia elétrica nos últimos anos, dificultou a expansão das fontes renováveis, reduzindo a realização de leilões e outros mecanismos por parte do governo federal para incentivar esse tipo de prática.


O exemplo da biomassa

A Copel, em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás), desenvolveu um projeto para o aproveitamento de biogás proveniente de resíduos animais para a geração de energia. Com investimento de R$ 17 milhões, o projeto vai interligar 19 propriedades suinocultoras da região de Entre Rios do Oeste por meio de uma rede coletora de biogás, com 22 quilômetros de extensão. O biogás será canalizado para uma Micro Central Termelétrica (MCT), com capacidade de 480 kW.

Prevista para ser entregue ao longo de 2019, o principal benefício da iniciativa está em aproveitar os dejetos animais - eventualmente desperdiçados e que se tornavam lixo orgânico - em biogás e biofertilizantes. O uso da biomassa é vantajoso ao meio ambiente, pois evita que o gás carbônico e o metano decorrentes da degradação dos resíduos cheguem à atmosfera.

Estima-se que somente a quantidade de esterco produzida pelos rebanhos suínos do Brasil seria capaz de gerar 1 milhão de MWh, o suficiente para atender uma cidade com 5 milhões de habitantes.

 

 

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NR10 | Segurança e Eletricidade

17/10/2017 11:28

A NR10 (Norma Regulamentadora 10) estabelece as mínimas condições de trabalho a trabalhadores que possam interagir com instalações elétricas e serviços com eletricidade de alta tensão. Ela abrange qualquer trabalho dessa natureza em todas as etapas de um projeto, construção, montagem, operação, manutenção de instalações elétricas e outros trabalhos relacionados. A NR10 assume intervenções como medidas preventivas para controlar riscos elétricos, utilizando medidas de análise de risco para garantir a segurança e saúde do trabalho. Entre essas medidas, constam esquemas uni filiares de instalações elétricas atualizados com as especificações do sistema de aterramento e outros equipamentos. Segundo a NR10, estabelecimentos com carga superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, no mínimo:

  • CONJUNTO DE PROCEDIMENTOS E INSTRUÇÕES TÉCNICAS E ADMINISTRATIVAS DE SEGURANÇA E SAÚDE, IMPLANTADAS E RELACIONADAS À NR10.

  • DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES.

  • DOCUMENTAÇÃO DAS INSPEÇÕES E MEDIÇÕES DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS E ATERRAMENTOS ELÉTRICOS.

  • ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA E INDIVIDUAL E O FERRAMENTAL, APLICÁVEIS CONFORME DETERMINA A NR10.

  • DOCUMENTAÇÃO QUE COMPROVE QUALIFICAÇÃO, HABILITAÇÃO, CAPACITAÇÃO, AUTORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES E DOS TREINAMENTOS REALIZADOS.

  • RESULTADOS DOS TESTES DE ISOLAÇÃO ELÉTRICA REALIZADOS EM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) E COLETIVA (EPC).

  • CERTIFICAÇÕES DOS EQUIPAMENTOS E MATERIAIS ELÉTRICOS EM ÁREAS CLASSIFICADAS.

  • RELATÓRIO TÉCNICO DAS INSPEÇÕES ATUALIZADAS COM RECOMENDAÇÕES, CRONOGRAMAS DE ADEQUAÇÕES.

Segundo a NR10, empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência devem acrescentar ao prontuário a descrição dos procedimentos para emergências e as certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e atualizado pelo empregador ou designado pela empresa, estando à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade. Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado.

NR10: Medidas de Proteção Coletiva

Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas como prioridade medidas de proteção coletiva, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica conforme estabelece a NR10 e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança. Se isso não for possível, devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva, como:

  • ISOLAÇÃO DAS PARTES VIVAS
  • OBSTÁCULOS
  • BARREIRAS
  • SINALIZAÇÃO
  • SISTEMA DE SECCIONAMENTO AUTOMÁTICO DE ALIMENTAÇÃO
  • BLOQUEIO DO RELIGAMENTO AUTOMÁTICO.

O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas Internacionais vigentes.

NR10: Medidas de Proteção Individual

Quando as medidas de proteção coletiva forem inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos em trabalhos em instalações elétricas, devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas, de acordo com a NR6. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. Seguindo a NR10, é vedado o uso de peças pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.

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Primeira Edição © 2011