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Engenheiro Eletricista. Formado em Engenharia Elétrica pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC-FACET). Pós-graduado em Gestão de Manutenção pela União de Faculdades de Alagoas (UNIFAL/FIC). Pós-graduando no MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (FGV-RJ). Membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI/CB-03). Foi Professor Substituto da cadeira de Conversão de Energia II do Curso de Engenharia Elétrica (CESMAC-FACET). Ampla experiência no Brasil e no Exterior (Angola-África) na área de Engenharia Elétrica e Energia (Obras, Projetos, Engenharia e Manutenção). É Sócio-Gerente da JM Engenharia Ltda.

“O que houve com o planejamento?”

03/12/2012 18:29

Boa noite a todos os leitores do meu BLOG do Jornal Primeira Edição em Maceió-AL. A partir desta semana começarei a postar diversos assuntos e estudos de uma área que a cada dia venho me apaixonando mais e mais por ela, uma área magnífica que nos trás uma visão fabulosa no gerenciamento de empreendimentos. Estou falando de "Gerenciamento de Projetos", cuja, área vou compartilhar com vocês um pouco que aprendo no dia a dia da minha profissão de engenheiro, no gerenciamento e planejamento de projetos e obras. Começo minhas publicações para os leitores sobre um assunto que vejo muita falha nos projetos, assunto esse as vezes pouco levado a sério no início do projeto e levado bem a sério quando o projeto já encontra-se na fase de execução o que não deveria acontecer. Este assunto que vou comentar um pouco aqui chama-se Planejamento, cujos processos de Gerenciamento de Projetos se dá mais nessa fase do projeto. Bem vindo ao mundo dos projetos!!

Um abraço aos leitores e espero contribuir bastante para o enriquecimento do conhecimento daqueles que também como eu são apaixonados por projetos, programas e portfólios.

 

Antes de qualquer coisa é preciso ter em mente que, via de regra, planejar consome tempo e recursos. Óbvio que existem técnicas para minimizar esse tempo antes do início do projeto, mas quanto mais complexo for o projeto (interfaces, incertezas, etc), mais tempo terá que ser dedicado ao planejamento e maior terá que ser o comprometimento dos recursos.

Também é importante considerar a questão do compartilhamento de recursos entre projetos e rotinas, no entanto, o que se encontra na prática é que a dificuldade em planejar é algo aceito de uma forma mais passiva e que pode ser revertido, à medida que se compreenda bem a origem desse comportamento.

O paradoxo da falta de tempo

A primeira “explicação” para essa dificuldade se apresenta como um verdadeiro paradoxo: a falta de tempo! “Não temos tempo para isso!” Vejo muito essas frases nos projetos.

E paradoxo está exatamente no fato de que nunca temos tempo para planejar, mas para corrigir os erros o tempo sempre aparece. E vem acompanhado de horas extras, finais de semana trabalhados e muito stress. E o pior é que os resultados dessas correções, na maioria das vezes, são “planos de ação” imediatistas, de pouca efetividade e que vão se traduzir em mais stress e custos.

A falta de cultura

A ausência de uma cultura de GP é outro fator fundamental para dificultar o planejamento dos projetos. São comuns as desculpas de que “nosso negócio é muito dinâmico” ou “as coisas mudam demais por aqui” para tentar justificar não haver dedicação de tempo ao planejamento.

O resultado disso é o mau uso das boas práticas: usa-se algum documento descritivo em vez de se fazer uma declaração de escopo; faz-se um cronograma “preliminar” (de preferência usando Excel e PowerPoint) em lugar de se utilizar a ferramenta correta, e por aí vai. Uma frase típica deste cenário é a de que “O bom é inimigo do ótimo!”. Ou seja, não fazemos o que tem que ser feito, mas o que dá para ser feito. Logo, os resultados não vêm e aí é o gerenciamento de projetos que não está dando certo aqui. O cenário típico aqui é o “Efeito Tostines”. Não planejo porque estou apagando incêndios e como apago incêndios não consigo planejar. Cria-se um ciclo de “pioria” contínua.

A falta de conhecimento

Outro ponto importante nesse contexto é a falta do conhecimento em gerenciamento de projetos. Se aqueles que têm poder sobre a gestão dos projetos não entendem de gerenciamento de projetos não há como funcionar. E o pior é quando o decisor acha que entende! Quando não se conhece GP, não se conhece os momentos certos das coisas ocorrerem, os “porquês” das práticas e sua necessidade de sequenciamento e a importância da disseminação desse conhecimento. E aí, nesse contexto, o melhor gerente de projetos passa a ser o amigo, o camarada, o gente boa, o quebra galho e não aquele que conhece o tema, que dissemina, que sabe usar as práticas e as ferramentas. O cenário típico é a cultura dos relacionamentos predominando amplamente sobre a técnica e a valorização da forma sobre o conteúdo.

A conveniência

Por fim, outra das principais razões que dificultam o planejamento e talvez a mais perigosa de todas é á conveniência!

Se quem tem poder sobre os projetos é alguém que não entende de GP e não quer sair de sua zona de conforto, será que ele vai querer que se implante ou melhore a metodologia? Se alguém é altamente valorizado por ter as informações em sua planilha particular, será que ele será a favor da implantação de um ambiente tecnológico de GP onde todos possam compartilhar as informações? Se são pagos bônus de desempenho por informações “marteladas” será que haverá interesse em se criar uma base de indicadores para os projetos?

É o caso mais perigoso porque a mudança é mais difícil. A maior dificuldade nesse caso está no fato de que há fortes interesses pessoais envolvidos. Nesse caso, o cenário típico é um mix dos três anteriores: a política da camaradagem, a gestão de incêndios e a caça às bruxas recorrente.

Baseado em algumas experiências pessoais minhas que aposto que muitos de vocês também já tiveram, lamentavelmente a “inspiração” volta e meia retorna. No entanto, acho temos que ter uma perspectiva positiva desse contexto. Cultura pode ser mudada e melhorada sim! Mas temos que ter consciência que, no caso do GP, esse tipo de situação só muda com muita perseverança que quem acredita nessa ferramenta de gestão chamada gerenciamento de projetos. É um trabalho de “evangelização”, principalmente para os que nunca se envolveram com a ferramenta.
 

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Alerta para instalações elétricas natalinas

22/11/2012 10:58

Com a proximidade das festas natalinas muitas pessoas gostam de decorar suas residências com enfeites luminosos que são ligados diretamente na rede elétrica. Mas é necessário tomar alguns cuidados, para que problemas nas instalações não prejudique o clima alegre do natal, por exemplo, checar a voltagem dos produtos, se é ligado em 110V ou 220V.

Dentre as principais precauções é importante: evitar mais de uma ligação por tomada, visto que o acúmulo de instalações super aquece o condutor, podendo queimar ou danificar os aparelhos conectados e provocar de curto-circuito; utilizar luvas durante a instalação; verificar fios desencapados e; ter cuidado com extensões longas de fios, evitando colocar em locais onde há grande circulação de pessoas.

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Fontes limpas e renováveis correspondem a 83% da energia gerada no Brasil

21/11/2012 07:37

O Brasil aumentou em 4.244 megawats (MW) sua capacidade geradora, desde o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, com a entrada em operação de 52 empreendimentos. De acordo com balanço do programa, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo governo federal, 83% da energia agregada, o equivalente a 3.525 MW, têm como origem fontes limpas e renováveis. A expectativa é de que outros 28.022 MW sejam agregados ao sistema a partir da conclusão de obras que já estão em andamento.

Parte da geração já agregada tem como origem a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, que tem seis turbinas em funcionamento, gerando 417 MW, e 19 usinas eólicas (UEE), que agregam outros 475 MW ao sistema. Há, ainda, 23 usinas termelétricas gerando 1.711 MW.

Com as 11 hidrelétricas cujas obras estão em andamento, o sistema poderá gerar 18.702 MW a mais de energia. Ainda estão sendo construídas 28 termelétricas, que vão gerar 6.868 MW, e 87 eólicas com capacidade para gerar 2.291 MW.

Atualmente, há 23 linhas de transmissão sendo instaladas, com uma extensão de 10.657 quilômetros. Desde o início do programa, 13 subestações de energias e 17 linhas foram concluídas, totalizando 3.308 quilômetros para a transmissão da energia gerada.

Na área petrolífera, foram assinados contratos para a construção de 21 sondas, a um custo de R$ 29 bilhões. A indústria naval contabiliza a contratação de 228 empreendimentos pelo Programa de Expansão e Modernização da Marinha Mercante. Outros 81 já foram entregues.

O PAC 2 já investiu R$ 5,8 bilhões no setor de combustíveis renováveis, para o escoamento integrado à movimentação de álcool nos estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nesses investimentos estão incluídas obras de instalação para coleta, armazenamento e transporte por dutos, para permitir a saída da produção por meio de portos marítimos.

 

Fonte: Agência Rio de Notícias

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Energia gerada pelas ondas do mar pode contribuir para redução na emissão de CO2

14/11/2012 08:17

Compartilho uma excelente matéria que li hoje pela manhã no site da Agência Rio de Notícias, cujo release, foi através do Setorial News - Energia.

Desejo um excelente feriado a todos os leitores!!

 

“As energias geradas por meio de fonte limpa e renovável são uma contribuição para tornar o oceano sustentável e amenizar problemas como a sobrepesca e principalmente a emissão de CO2”, afirma Segen Estefen, professor titular de Estruturas Oceânicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe). Ele fará a palestra “Energias renováveis e sustentabilidade nos oceanos”, nesta quarta-feira (14), durante o V Congresso Brasileiro de Oceanografia, que acontece de 13 a 16 de novembro no Centro de Convenções Sul América no Rio de Janeiro, na Cidade Nova, Centro do Rio.

Segundo o especialista, estudos e ações, como a instalação da Usina Termelétrica Energia Pecém, no Ceará, e o desenvolvimento do projeto-piloto, desta que será a primeira usina de geração de energia pelo movimento das ondas do mar, em parceira com a Coppe-UFRJ, é um grande passo para garantir a sustentabilidade do mar.

O professor se preocupa com as emissões de CO2 que já provocam um processo de acidificação nos mares e oceanos e afirma “o primeiro grande impacto positivo das novas tecnologias para o meio ambiente nesse processo é não emitir esses gases do efeito estufa na fase de geração dessa energia”.

Também será apresentado um panorama geral das técnicas para aproveitamento de fontes energéticas do mar para geração de eletricidade, baseado em um relatório apresentado por Estefen no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

“Coordenei a apresentação do capítulo que trata de energias renováveis dos oceanos e vou apresentá-lo neste Congresso. Além desse aspecto vou focar no potencial que existe pra esse tipo de energia, e que dispositivos têm que ser desenvolvidos para um melhor aproveitamento”, adiantou o professor.

A situação mundial e as ações que vem sendo desenvolvidas no Brasil, além do estágio de discussão dessas pesquisas, também fazem parte do cronograma. Para Estefen é preciso desenvolver atividades econômicas sustentáveis no mar visando o crescimento da economia brasileira.

 

Fonte: Portal Agência Rio de Notícias
 

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DICAS PARA ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA EM CONDOMÍNIOS

30/09/2012 09:35

Para os leigos no assunto ENERGIA e que moram em Condomínios, segue abaixo algumas dicas para economia de energia elétrica em Condomínios:

  1. Utilize sempre que possível a iluminação natural, abrindo janelas, cortinas e persianas em ambientes como o hall social, a sala de visitas, o salão de festas, o salão de jogos etc.
  2. Instrua os empregados a desligarem as lâmpadas de dependências desocupadas exceto aquelas que contribuem para a segurança.
  3. Limpe regularmente paredes, janelas, pisos e forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz, o que permite manter menos intensa a iluminação artificial.
  4. Limpe regularmente as luminárias, lâmpadas e demais aparelhos de iluminação. A sujeira acumulada reduz a iluminação.
  5. Substitua, se possível, os difusores transparentes amarelados ou opacos por difusores de acrílico claro, com boas propriedades contra amarelamento, pois eles permitirão melhor distribuição de luz.
  6. Substitua luminárias antiquadas ou quebradas por luminárias mais eficientes, de fácil limpeza e, de preferência, com lâmpadas expostas, que, desse modo, poderão ser de menor potência.
  7. Quando o fator estético não tiver importância, retire o acrílico e o globo, que absorvem grande parte do fluxo luminoso. Você poderá, assim, utilizar lâmpadas de menor potência.
  8. Não use lâmpadas incandescentes de bulbo fosco dentro de globos. É preferível utilizar lâmpadas com bulbo transparente. As lâmpadas de bulbo fosco foram criadas para minimizar o efeito ofuscante e apresentar uma luz confortável, suave e difusa, mas também absorvem uma parte da luz emitida pelo filamento.
  9. Como o globo elimina o ofuscamento, o uso de lâmpadas de bulbo fosco acarretará menor iluminação e poderá exigir lâmpadas de maior potência.
  10. No hall social, na entrada e na marquise do seu prédio, a instalação de lâmpadas incandescentes embutidas no teto é uma péssima solução do ponto de vista da utilização de energia. A eficiência do conjunto torna-se muito reduzida, o aquecimento é excessivo e a vida útil da lâmpada também se reduz, por falta de ventilação adequada. Sugerimos rebaixar a lâmpada e reduzir sua potência, ou usar lâmpadas refletoras de menor potência. As lâmpadas de 100 Watts podem ser substituidas por lâmpadas de 60 Watts ou 40 Watts, o que proporcionará uma redução de 40% a 60% no consumo de energia elétrica nesses locais. Outra opção são as lâmpadas fluorescentes compactas.
  11. Nos corredores, no hall social e nas escadas, verifique a possibilidade de substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas.
  12. Refaça, se possível, a instalação dos circuitos de interruptores, para permitir o desligamento parcial de lâmpadas em desuso ou desnecessárias.
  13. Em locais onde houver muitas lâmpadas acesas, verifique a possibilidade do desligamento alternado.
  14. Se há na garagem luminárias com lâmpadas fluorescentes comandadas em grupo, estude a possibilidade de instalar interruptores individuais comuns ou do tipo pêra (pendente). Eles permitirão o desligamento parcial de determinadas lâmpadas, evitando a iluminação plena todo o tempo.
  15. Nas garagens, procure iluminar somente as áreas de circulação de veículos, e não diretamente os boxes.
  16. Ao desativar uma ou mais lâmpadas fluorescentes, não se esqueça de desligar também o reator. Caso contrário, ele continuará consumindo energia elétrica, reduzindo a sua vida útil.
  17. Rebaixe as luminárias instaladas entre as vigas do teto da garagem. Com isso, a intensidade da iluminação aumentará, podendo, inclusive, reduzir o número de lâmpadas.
  18. Onde for possível, use uma única lâmpada de maior potência no lugar de várias lâmpadas de menor potência.
  19. Tratando-se de lâmpadas de um mesmo tipo, as de maior potência são, em geral, mais eficientes que as de potência menor.
  20. Ao fazer reforma no prédio, evite pintar com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores, escadas e corredores, pois elas exigirão lâmpadas mais fortes, com maior consumo de energia elétrica.
  21. Em áreas externas (jardins, estacionamentos, áreas de lazer etc.), estude a possibilidade de substituir as lâmpadas existentes por lâmpadas a vapor de sódio a alta pressão (VSAP), que fornecem mais luz com menor consumo de energia elétrica.
  22. Analise também a possibilidade de instalar fotocélulas ou temporizadores para controle de iluminação.
  23. Utilize somente lâmpadas de tensão compatível com a tensão da rede da concessionária.
  24. Em caso de dúvida, consulte sempre a concessionária.
  25. Se o seu prédio não tem interruptores temporizados para as lâmpadas dos corredores e garagens, você pode instalar um dispositivo chamado minuteria, que permite manter acesas temporariamente as lâmpadas desses locais. Dessa maneira, utiliza-se a iluminação de forma racional e reduz-se gradualmente o consumo de energia elétrica.
  26. Existem no mercado dois tipos de minuteria: a eletrônica e a eletromecânica. Cada uma delas pode ser instalada no sistema coletivo (várias lâmpadas) ou no individual (uma ou poucas lâmpadas).
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