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Engenheiro Eletricista. Formado em Engenharia Elétrica pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC-FACET). Pós-graduado em Gestão de Manutenção pela União de Faculdades de Alagoas (UNIFAL/FIC). Pós-graduando no MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (FGV-RJ). Membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI/CB-03). Foi Professor Substituto da cadeira de Conversão de Energia II do Curso de Engenharia Elétrica (CESMAC-FACET). Ampla experiência no Brasil e no Exterior (Angola-África) na área de Engenharia Elétrica e Energia (Obras, Projetos, Engenharia e Manutenção). É Sócio-Gerente da JM Engenharia Ltda.

DICAS PARA ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA EM CONDOMÍNIOS

30/09/2012 09:35

Para os leigos no assunto ENERGIA e que moram em Condomínios, segue abaixo algumas dicas para economia de energia elétrica em Condomínios:

  1. Utilize sempre que possível a iluminação natural, abrindo janelas, cortinas e persianas em ambientes como o hall social, a sala de visitas, o salão de festas, o salão de jogos etc.
  2. Instrua os empregados a desligarem as lâmpadas de dependências desocupadas exceto aquelas que contribuem para a segurança.
  3. Limpe regularmente paredes, janelas, pisos e forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz, o que permite manter menos intensa a iluminação artificial.
  4. Limpe regularmente as luminárias, lâmpadas e demais aparelhos de iluminação. A sujeira acumulada reduz a iluminação.
  5. Substitua, se possível, os difusores transparentes amarelados ou opacos por difusores de acrílico claro, com boas propriedades contra amarelamento, pois eles permitirão melhor distribuição de luz.
  6. Substitua luminárias antiquadas ou quebradas por luminárias mais eficientes, de fácil limpeza e, de preferência, com lâmpadas expostas, que, desse modo, poderão ser de menor potência.
  7. Quando o fator estético não tiver importância, retire o acrílico e o globo, que absorvem grande parte do fluxo luminoso. Você poderá, assim, utilizar lâmpadas de menor potência.
  8. Não use lâmpadas incandescentes de bulbo fosco dentro de globos. É preferível utilizar lâmpadas com bulbo transparente. As lâmpadas de bulbo fosco foram criadas para minimizar o efeito ofuscante e apresentar uma luz confortável, suave e difusa, mas também absorvem uma parte da luz emitida pelo filamento.
  9. Como o globo elimina o ofuscamento, o uso de lâmpadas de bulbo fosco acarretará menor iluminação e poderá exigir lâmpadas de maior potência.
  10. No hall social, na entrada e na marquise do seu prédio, a instalação de lâmpadas incandescentes embutidas no teto é uma péssima solução do ponto de vista da utilização de energia. A eficiência do conjunto torna-se muito reduzida, o aquecimento é excessivo e a vida útil da lâmpada também se reduz, por falta de ventilação adequada. Sugerimos rebaixar a lâmpada e reduzir sua potência, ou usar lâmpadas refletoras de menor potência. As lâmpadas de 100 Watts podem ser substituidas por lâmpadas de 60 Watts ou 40 Watts, o que proporcionará uma redução de 40% a 60% no consumo de energia elétrica nesses locais. Outra opção são as lâmpadas fluorescentes compactas.
  11. Nos corredores, no hall social e nas escadas, verifique a possibilidade de substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas.
  12. Refaça, se possível, a instalação dos circuitos de interruptores, para permitir o desligamento parcial de lâmpadas em desuso ou desnecessárias.
  13. Em locais onde houver muitas lâmpadas acesas, verifique a possibilidade do desligamento alternado.
  14. Se há na garagem luminárias com lâmpadas fluorescentes comandadas em grupo, estude a possibilidade de instalar interruptores individuais comuns ou do tipo pêra (pendente). Eles permitirão o desligamento parcial de determinadas lâmpadas, evitando a iluminação plena todo o tempo.
  15. Nas garagens, procure iluminar somente as áreas de circulação de veículos, e não diretamente os boxes.
  16. Ao desativar uma ou mais lâmpadas fluorescentes, não se esqueça de desligar também o reator. Caso contrário, ele continuará consumindo energia elétrica, reduzindo a sua vida útil.
  17. Rebaixe as luminárias instaladas entre as vigas do teto da garagem. Com isso, a intensidade da iluminação aumentará, podendo, inclusive, reduzir o número de lâmpadas.
  18. Onde for possível, use uma única lâmpada de maior potência no lugar de várias lâmpadas de menor potência.
  19. Tratando-se de lâmpadas de um mesmo tipo, as de maior potência são, em geral, mais eficientes que as de potência menor.
  20. Ao fazer reforma no prédio, evite pintar com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores, escadas e corredores, pois elas exigirão lâmpadas mais fortes, com maior consumo de energia elétrica.
  21. Em áreas externas (jardins, estacionamentos, áreas de lazer etc.), estude a possibilidade de substituir as lâmpadas existentes por lâmpadas a vapor de sódio a alta pressão (VSAP), que fornecem mais luz com menor consumo de energia elétrica.
  22. Analise também a possibilidade de instalar fotocélulas ou temporizadores para controle de iluminação.
  23. Utilize somente lâmpadas de tensão compatível com a tensão da rede da concessionária.
  24. Em caso de dúvida, consulte sempre a concessionária.
  25. Se o seu prédio não tem interruptores temporizados para as lâmpadas dos corredores e garagens, você pode instalar um dispositivo chamado minuteria, que permite manter acesas temporariamente as lâmpadas desses locais. Dessa maneira, utiliza-se a iluminação de forma racional e reduz-se gradualmente o consumo de energia elétrica.
  26. Existem no mercado dois tipos de minuteria: a eletrônica e a eletromecânica. Cada uma delas pode ser instalada no sistema coletivo (várias lâmpadas) ou no individual (uma ou poucas lâmpadas).
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Brasil é 8º país que mais incentiva energias renováveis

19/08/2012 19:10

O estudo Impostos e Incentivos para a Energia Renovável, realizado pela KPMG Internacional, apontou que o Brasil ocupa a oitava posição no ranking dos 23 países que mais adotam políticas de incentivo à geração de energia renovável.

Entre os programas nacionais destacados pela publicação estão:

o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, criado em 2002 pelo governo brasileiro para apoiar a produção de eletricidade a partir de biomassa, geração eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs);

o programa de apoio do BNDES, que oferece aos investidores diversas facilidades de financiamento para estimular a produção de energia renovável e

o regime fiscal destinado a produtores e importadores de biodiesel, que oferece reduções significativas no Programa de Integração Social (PIS) e na Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Ainda de acordo com o estudo, apesar das boas notícias, os investimentos em energia renovável no Brasil tiveram queda no primeiro semestre de 2012. O cenário se repetiu em muitos outros países - e em especial na União Europeia - por conta da crise econômica.

Ainda assim, o cenário global parece positivo: em 2009, 83 países possuíam algum tipo de meta ou política de promoção à geração de energia renovável. Em 2012, esse número cresceu para 96, sendo que a maioria dessas nações tem economia emergente.

 

Fonte: PORTAL EXAME

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ENERGIA SOLAR

12/08/2012 18:05

O recurso energético

A Energia Solar Fotovoltaica é a energia obtida através da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz.

O Sol fornece anualmente, para a atmosfera terrestre, 1,5 x 1018 kWh de energia. Trata-se de um valor considerável, correspondendo a 10000 vezes o consumo mundial de energia neste período. Este fato vem indicar que, além de ser responsável pela manutenção da vida na Terra, a radiação solar constitui-se numa inesgotável fonte energética, havendo um enorme potencial de utilização por meio de sistemas de captação e conversão em outra forma de energia (térmica, elétrica, etc.).

Componentes do sistema

Células fotovoltaicas: unidade fundamental do processo de conversão de energia luminosa, proveniente do sol ou de outra fonte de luz, em energia elétrica. São componentes optoeletrônicos que convertem diretamente a radiação solar em eletricidade. São basicamente constituídas de materiais semicondutores, sendo o silício o mais empregado.

A primeira geração fotovoltáica é feita de uma camada única e de grande superfície p-n díodo de junção, capaz de gerar energia elétrica utilizável a partir dos conprimentos de onda da luz solar. Essa primeira geração ainda é a tecnologia dominante na produção comercial, representando mais de 86% do mercado. A segunda geração de materiais fotovoltáicos baseia-se no uso de películas finas de depósitos de semi-condutores. A vantagem da utilização destas películas é a de reduzir a quantidade de materiais necessária para a sua produção, bem como de custos. Atualmente (2006), existem diferentes tecnologias e materiais semicondutores sendo pesquisados ou já sendo produzidos em grande escala, como o silício amorfo, silício poli-cristalino ou micro-cristalino, telurido de cádmio, copper indium selenide/sulfide.

Aplicações

As aplicações da energia solar podem ser divididas em duas modalidades principais: térmicas e fotovoltaicas.

Na área urbana, as aplicações térmicas podem representar uma boa economia de energia elétrica para o consumidor final, ao passo que a fotovoltaica pode servir para evitar o apagão, funcionando como fonte de energia elétrica emergencial, concorrendo, neste caso, com os geradores portáteis. A energia solar fotovoltaica já é viável em diversas aplicações, mas, como sistema autônomo para uso doméstico, não consegue competir com o preço da energia elétrica das concessionárias via rede pública de distribuição, devido, principalmente ao alto investimento inicial requerido e custo de manutenção do sistema de armazenamento. Mas, aqui é importante salientar, que, neste caso, o usuário deixa de ser mero consumidor, passando a ser um autoprodutor de energia elétrica.

Ainda que a tecnologia atual não responda satisfatoriamente à alta demanda de energia característica dos tempos de hoje (muitos eletrodomésticos e eletrônicos sendo usados constantemente), adaptam-se bem a pequenas e médias estruturas. De fato, em zonas fora do alcance da energia elétrica tradicional, as tecnologias de energia solar tem sido uma das, senão a única, alternativa existente.

Aplicações de energia térmica:
- Água Quente Sanitária (AQS) para uso doméstico, hospitais, hotéis, etc - temperatura inferiores a 60ºC, com períodos mínimos de utilização do equipamento solar entre oito e dez meses por ano;
- Aquecimento de piscinas - dependendo do tipo e finalidade da piscina, os valores da temperatura de utilização variam entre 25-35ºC, sendo possível a aplicação em piscinas de utilização anual ou sazonal (verão);
- Aquecimento ambiente - é possível a utilização da energia solar para o aquecimento ambiente de forma ativa dos edifícios, no entanto esta aplicação está limitada pela utilização em apenas 3 a 4 meses por ano, sendo assim economicamente menos interessante;
- Arrefecimento ambiente - é possível produzir frio combinando energia solar com máquinas de absorção ou sistemas híbridos (solar-gás), que operam a temperaturas na ordem dos 80 ºC (máquinas de Brometo de Lítio), ou 120 ºC (máquinas de Amônia/H2O), o que, combinado com o aquecimento ambiente no inverno, tornam estas aplicações muito interessantes, quer do ponto de vista ambiental com a redução de consumo de energia primária, quer do ponto de vista econômico, com a rentabilização total do sistema;
- Produção de água a elevadas temperaturas destinada a uso industrial - temperaturas superiores a 80 ºC e 100 ºC (água saturada ou vapor), com aplicações industriais diretas, de pré-aquecimento de água de processo ou vapor para produção de energia elétrica (temperaturas de superiores a 450 ºC).

Aplicações de energia fotovoltaica:
- eletrificação remota: atualmente uma das principais aplicações da energia fotovoltaica é a possibilidade de fornecer energia elétrica a lugares remotos, onde os custos da montagem de linhas elétricas é superior ao sistema fotovoltaico, ou existe a impossibilidade deste tipo de fornecimento;
- sistemas autônomos - bombagem de água para irrigação, sinalização, alimentação de sistemas de telecomunicação, etc.;
- aplicação de micro-potência: relógios, maquinas de calcular, etc.;
- integração em edifícios - a integração de módulos fotovoltaicos na envolvente dos edifícios (paredes e telhados) é uma aplicação recente, podendo representar reduções de custos construtivos e energéticos;
- veículos - outra aplicação, ainda em fase de investigação, é a de automóveis providos de células fotovoltaicas.

Fontes:
http://www.cresesb.cepel.br
http://www.aondevamos.eng.br/textos/texto05.htm
http://www.energiasrenovaveis.com

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Produção residencial de energia solar já é economicamente viável para 15% dos lares brasileiros

22/07/2012 15:34

Compartilho com vocês um assunto bastante interessante que li esta semana no site da Agência Brasil. Cada dia mais a Energia Solar vai ganhando mais espaço no mercado, é um investimento bastante interessante. Vale a pena ler esta matéria abaixo!

Bom início de semana a todos!

João Macário Netto - Eng. Eletricista

 


Um estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, mostra que a produção residencial de energia solar (a chamada geração distribuída) já é economicamente viável para 15% dos domicílios brasileiros. A produção de energia solar em grande escala (geração centralizada), no entanto, ainda é inviável, mesmo com incentivos governamentais.

De acordo com a pesquisa da EPE, o custo da geração nas residências brasileiras, a partir de um equipamento de pequena potência, é R$ 602 por megawatt-hora (MWh), mais barato do que a energia vendida por dez das mais de 60 distribuidoras de energia, como a da Ampla, responsável pelo abastecimento de municípios do Grande Rio e interior fluminense.

O cálculo é feito com base no custo médio de instalação de um painel com a menor potência, R$ 38 mil. Graças a novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicadas neste ano, os consumidores que instalem painéis solares em suas casas ou condomínios podem não apenas reduzir a quantidade de energia comprada das distribuidoras, como também vender o excedente da energia produzida para essas empresas.

Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, esse mercado potencial pode crescer bastante se forem concedidos incentivos como o financiamento à compra dos painéis e conversores fotovoltaicos (equipamentos que transformam a luz do sol em energia elétrica), a isenção fiscal para a produção desses equipamentos no país e a redução do Imposto de Renda para os consumidores.

Caso o governo esteja disposto a criar os três tipos de incentivos, ao mesmo tempo, a energia solar pode se tornar competitiva para 98% dos consumidores residenciais brasileiros. “Hoje a geração distribuída já é mais ou menos interessante em alguns lugares. Agora, para ampliar, seria necessário ter incentivos ou esperar o preço [do equipamento] cair”, disse Tolmasquim.

Por outro lado, o estudo mostra que a geração centralizada, isto é, produzida em larga escala por usinas comerciais, ainda não é viável economicamente. Hoje, o custo de produção da energia solar gira em torno de R$ 405 por MWh, enquanto a média do preço de outras fontes de energia, nos últimos leilões do governo, foi R$ 150 por MWh.

Mesmo com incentivos, como a redução de impostos, que barateiem em 28% o preço da energia, a solar não seria viável, porque ainda custaria o dobro da média cobrada nos leilões de venda de energia.

Segundo Tolmasquim, o país tem as opções de esperar o custo da energia solar diminuir para colocá-la em leilões ou de criar um leilão específico para que não haja disputa com outras fontes mais baratas, como a eólica.

Tolmasquim explicou que a criação de um leilão específico é uma opção para criar um mercado e desenvolver tecnologicamente o país, a fim de acelerar a redução do custo. “Mas teria que ser vendida uma quantidade pequena [de energia] para não onerar o consumidor.”

Há ainda a opção de abrir a possibilidade para que empreendimentos de geração de energia solar disputem o leilão de energia com outras fontes. A expectativa da Agência Internacional de Energia é que a solar esteja competitiva com outras fontes no mundo a partir de 2020.

Tolmasquim disse, no entanto, que não é possível saber quando a energia solar será competitiva para produção em larga escala no Brasil. Há hoje no país apenas oito empreendimentos, que produzem apenas 1,5 megawatt (MW) de um total de 118 mil MW do Brasil.

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Energia solar chega à rede em 2013

04/07/2012 16:36

As usinas hidrelétricas correspondem a 70,3% da capacidade instalada de produção de eletricidade no Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro de Abril/2012, publicado pelo Ministério de Minas e Energia. Os investimentos em energia eólica cresceram bastante nos últimos anos e, atualmente, são 1.479 megawatts (MW) instalados. Mas, na opinião dos especialistas, faltava um olhar mais atento do governo federal em relação à energia solar fotovoltaica, ou seja, a obtida através da conversão direta da luz do sol em eletricidade. O cenário positivo começa a se desenhar a partir do Projeto Estratégico: “Arranjos técnicos e comerciais para inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira” ou, simplesmente, a “chamada 13” da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), cujo objetivo é diversificar a matriz energética brasileira. São 18 projetos aprovados para várias concessionárias, totalizando 25MW de potência instalada. Pela primeira vez, a eletricidade gerada vai para a rede e será distribuída para os consumidores, já a partir do início do ano que vem. Docentes e pesquisadores da Unicamp estão envolvidos em um deles, que tem como proponente a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que investiu R$ 13 milhões no projeto.

 

Fonte: JORNAL DA UNICAMP

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Primeira Edição © 2011