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Engenheiro Eletricista. Formado em Engenharia Elétrica pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC-FACET). Pós-graduado em Gestão de Manutenção pela União de Faculdades de Alagoas (UNIFAL/FIC). Pós-graduando no MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (FGV-RJ). Membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (COBEI/CB-03). Foi Professor Substituto da cadeira de Conversão de Energia II do Curso de Engenharia Elétrica (CESMAC-FACET). Ampla experiência no Brasil e no Exterior (Angola-África) na área de Engenharia Elétrica e Energia (Obras, Projetos, Engenharia e Manutenção). É Sócio-Gerente da JM Engenharia Ltda.

Importância do Aterramento Elétrico nas Instalações Elétricas - Parte 1

30/08/2017 12:35

Nas instalações elétricas de modo em geral, estamos frequentemente preocupados em garantir a segurança na utilização dos nossos equipamentos. Componentes de circuitos como relés, fusíveis ou disjuntores exercem a função de proteger tanto o patrimônio que seria o ambiente no qual estaremos fazendo uso da energia recebida pelo sistema de fornecimento da concessionária, bem como de pessoas e animais, evitando que possam sofrer os efeitos nocivos de um choque elétrico e também os condutores (fios e cabos) que deformam em caso de curto-circuito, provocando incêndio de graves proporções. Todo profissional responsável pela montagem de qualquer instalação deve saber que existe um sistema eficaz e auxiliar na proteção contra corrente de fuga ou sobretensão, o qual chama-se aterramento.

O que é aterramento?

Definimos aterramento como um sistema utilizado para evitar desequilíbrios na tensão elétrica de uma instalação qualquer, eliminar fugas de energia desbalanceando as fases na rede externa (fornecimento) e prevenir contra choque elétrico através do contato humano com a carcaça (parte metálica) de equipamentos com falha no isolamento. O condutor de proteção é identificado pelas cores verde e amarela ou simplesmente verde, segundo padrão especificado na NBR 5410 (norma técnica da ABNT).

Atualmente as tomadas de força, que são aquelas nas quais podemos plugar nossos eletrodomésticos, possuem uma terceira entrada que corresponde ao condutor de proteção cujo potencial é zero absoluto (0 Volts). É importante não confundir o terra (PE) com o neutro (N), sendo dois conceitos essencialmente distintos.

Terra – Uma espécie de condutor baseado em haste metálica pelo qual não circula corrente em condições normais de funcionamento da instalação.

Neutro – Fornecido pela concessionária junto com o condutor fase, serve como retorno para a corrente que percorre a instalação, aonde nem sempre o potencial verificado equivale a zero (a menos que ocorra equilíbrio entre as fases da rede elétrica).

Tipos de Aterramento Existentes

Existem basicamente 3 tipos de sistemas de aterramento previstos pela norma técnica NBR 5410 da ABNT (que trata de instalações elétricas em baixa tensão) em suas subseções 6.3.3.1.1, 6.3.3.1.2 e 6.3.3.1.3. Confira abaixo quais são eles e conforme as opções, apontaremos o mais adequado.

Sistema TN-S

Aqui temos uma conexão do neutro à carga sendo que este condutor é aterrado na saída do transformador. Um outro condutor identificado como fio terra, de proteção (PE) também aterrado, deve estar ligado à carcaça do equipamento.

Sistema TN-C

Nesse sistema que é normalizado embora não recomendado, o fio terra e o neutro constituem o mesmo condutor. A notação referente a esse elemento de proteção no caso passaria a ser PEN e não PE como visto pela definição comum já conhecida. O condutor neutro aterrado na saída do transformador é ligado à carga e também à carcaça do equipamento (massa).

Sistema TT

Sistema considerado o mais eficiente, com neutro aterrado na saída do transformador e levado à carga. O condutor de proteção terá sua própria haste de aterramento, independente daquela utilizada pelo condutor neutro.

Qual seria na prática o melhor sistema de aterramento a considerar? Fabricantes de equipamentos determinam através dos manuais que acompanham os produtos qual deve ser a solução mais viável para cada caso. Mas existe via de regra três observações que facilitam a escolha, priorizando sistemas em que o aterramento seja individual nas circunstâncias em que ele for aplicável. Sendo assim:

1)    Deve-se escolher em primeiro lugar o sistema TT sempre que possível;

2)    Quando não for possível utilizar o sistema anterior (por razões operacionais e de ordem estrutural do ambiente), deve-se optar pelo sistema TN-S;

3)    Em último caso, escolha o sistema TN-C apenas se os dois anteriores não puderem ser estabelecidos.

Material para aterramento

Considerando que o principal elemento num sistema de aterramento seria o chamado eletrodo, sua escolha é influenciada pelas características químicas do solo que podem ser teor de água, quantidade de sais existentes, etc. Temos três tipos disponíveis:

Haste de Aterramento

– Encontrada nas versões Copperweld (haste com alma de aço revestida em cobre) e Cantoneira que seria de ferro zincada ou em alumínio;

– Tamanhos e diâmetros variáveis. Valores mais comercialmente aplicáveis: 2,5 m de comprimento por 0,5 pol de diâmetro e 4 m (comprimento) por 1 pol de diâmetro;

– Utilizável individualmente ou com outras hastes. O que irá determinar o uso particular ou em agrupamento (barras em paralelo) é o valor da resistência de terra obtida que deve ser inferior a 10A;

Obs.: Deve-se dimensionar bem o comprimento da haste pra que seja evitado atingir dutos subterrâneos como por exemplo de água ou gás.

Fonte: Portal do Eletricista

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Um olhar mais atento para os transformadores, especialmente os de potência

02/10/2016 12:54

Para que a energia elétrica chegue a nossas residências ou indústrias, ela precisa passar por um longo processo que vai desde a geração nas usinas, passando pelas redes de transmissão e transformadores até chegar ao destino final.

Inventado em 1831 por Michael Faraday, o transformador é o dispositivo mais importante na rede elétrica, que tem a função de converter energia por meio da indução de tensões e/ou correntes para transformá-la em níveis relativamente seguros para o manuseio.

Um dos principais tipos de transformadores utilizados nas redes elétricas são os chamados transformadores de potência a óleo. Neles o circuito elétrico fica imerso em óleo cujas funções são: garantir o isolamento elétrico, extinguir descargas elétricas parciais, extinguir arcos elétricos e auxiliar na refrigeração do equipamento.

O conhecimento sobre a sua condição interna é essencial para se ter uma rede segura e confiável, pois quando o sistema de isolamento de um transformador de potência é submetido a esforços excessivos há liberação de gases que se dissolvem no óleo.

Hoje em dia, para se verificar a condição do óleo, são feitas coletas periódicas e as amostras são levadas a um laboratório específico, porém, na contramão da utilização de sensores e sistemas, a intervenção humana no processo (de amostragem, transporte, análise) e as condições climáticas em que se encontra a amostra pode causar erro nos resultados. Além disso, o resultado das análises pode variar de dias até semanas, gerando custo, interrupções, tempo e dinheiro gasto.

Para garantir a integridade dos transformadores, existem no mercado soluções eficazes e comprovadas por grandes usuários que ainda são pouco exploradas (talvez pela falta de divulgação), que são os sensores e os sistemas de monitoramento. Eles fazem a análise da condição do óleo em tempo real por meio do monitoramento do gás e da umidade, proporcionando maior segurança aos ativos e aos envolvidos no processo. Os equipamentos são equipados com softwares específicos e possuem alarmes configuráveis para que, na ocorrência de um incidente, o cliente seja informado e com isso possa efetuar uma manutenção preditiva/preventiva.

Isso facilita na hora de obter informações mais seguras sobre os ativos, pois, além de atuar na prevenção de falhas, esses sistemas permitem a mudança do monitoramento do modo manual para o modo remoto, agregam maior confiabilidade ao processo e permitem o planejamento de interrupções programadas para efetuar manutenções.

Estudos recentes mostram que, no Brasil, mais de 60% dos transformadores em atividade estão com mais de 20 ou 30 anos, isto é, estão no limite de sua vida útil. No lugar de substituir os transformadores considerados envelhecidos, o usuário pode optar pela utilização de sensores e sistemas, que são um investimento baixo em comparação à substituição e, com isso, terá um maior controle sobre o equipamento e um aumento considerável na vida útil.

Sendo assim, conclui-se que os transformadores precisam ser monitorados de forma mais eficaz para evitar prejuízos, pois, se houver algum incidente, o tempo para reposição é muito longo e isso impacta diretamente nos resultados finais do cliente.

Portanto, é de total importância monitorar os transformadores de forma mais eficaz e ter um olhar mais atento para aquele que é o mais importante ativo da rede elétrica.

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Guia da gestão de projetos: gerenciamento de escopo

16/07/2015 07:11

O sucesso da gestão de um projeto não é causado por sorte. Na verdade, isso é a soma de vários fatores que convergem para este objetivo, dentre os quais podemos citar planejamento, organização, dedicação do time, acompanhamento de métricas, um cronograma bem definido e tantas outras coisas.

Por outro lado, muitos empresários não percebem que o cerne da gestão de um projeto é o gerenciamento do seu escopo. É o escopo que define todo o trabalho que precisará ser desenvolvido e, também, é através dele que se consegue ter uma visão do todo do projeto, bem como entender se ele está alinhado aos objetivos da empresa.

Abaixo cito quatro pontos que servem como guia para o gerenciamento do escopo de um projeto.

 Planejamento do escopo

A fase de planejamento do escopo é crucial para o sucesso do projeto como um todo. É nessa fase que são definidos os objetivos, as métricas, validações, controles, parceiros e agentes envolvidos. É também neste momento que o gerente do projeto precisa ser escolhido de acordo com as aptidões necessárias para o desenvolvimento da tarefa.

Um planejamento mal feito irá impactar em todo o resto do projeto, dessa forma não se preocupe com o tempo gasto na fase de construção e nas diversas reuniões. O fundamental aqui é chegar em um resultado que deixe todo o time bem orientado e integrado ao início do projeto.

Definição de objetivos

Aumentar o faturamento, diminuir os gastos, incrementar o lucro são três objetivos comuns a todas as empresas, mas eles pouco acrescentam ao escopo de um novo projeto. É complicado mensurar o sucesso de um projeto apenas por um objetivo final, pior ainda quando ele pode ser influenciado por todos os outros setores da empresa.

Assim, crie objetivos específicos para cada fase do escopo. Divida esses objetivos em metas menores ou tarefas. Alinhe-os com o restante do time e veja se todos estão de acordo. Criar objetivos inalcançáveis na esperança de obter um resultado mágico apenas servirá para desmotivar seu time.

Verificação e métricas

Tão importante quanto planejar e definir os objetivos do escopo, é escolher as verificações e métricas do processo. Muitos projetos não possuem uma clara visão do seu andamento ou do seu sucesso: uns por serem complexos demais, outros porque apenas irão gerar resultado em longo prazo.

Dessa forma, estabeleça métricas de acordo com o perfil do projeto e do escopo. Faça verificações periódicas e permita que os profissionais envolvidos tenham acesso aos resultados.

Para que o gestor possa cobrar maior dedicação ou envolvimento é fundamental que ele mesmo seja parte atuante desses resultados.

Controle e melhorias

Por fim, una às métricas e verificações a um modelo de controle de qualidade e melhorias ao escopo. Incrementar o projeto com esse tipo de controle facilitará a entrega de melhores resultados, seja na forma do projeto em si ou de outros objetivos estabelecidos no escopo.

Da mesma forma, as melhorias servirão como pequenas correções ao escopo original para que o resultado final esteja de acordo com os objetivos da empresa.

Concluindo

Cada uma dessas etapas tem papel fundamental para o sucesso do seu projeto. Por isso, não negligencie nenhuma delas ao fazer o gerenciamento do escopo. E lembre-se, entender todo esse cenário é papel do gestor, mas isso será possível se todo o trabalho estiver embasado em um bom escopo.

 

Fonte: Site da Project Builder

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O que é Gerenciamento de Projetos?

06/07/2015 13:12

Mais especificamente, o que é um projeto? é um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto, serviço ou resultado únicos.

Um projeto é temporário no sentido de que tem um início e fim definidos no tempo, e, por isso, um escopo e recursos definidos.

E um projeto é único no sentido de que não se trata de uma operação de rotina, mas um conjunto específico de operações destinadas a atingir um objetivo em particular. Assim, uma equipe de projeto inclui pessoas que geralmente não trabalham juntas – algumas vezes vindas de diferentes organizações e de múltiplas geografias.

O desenvolvimento de um software para um processo empresarial aperfeiçoado, a construção de um prédio ou de uma ponte, o esforço de socorro depois de um desastre natural, a expansão das vendas em um novo mercado geográfico – todos são projetos.

E todos devem ser gerenciados de forma especializada para apresentarem os resultados, aprendizado e integração necessários para as organizações dentro do prazo e do orçamento previstos.

O Gerenciamento de Projetos, portanto, é a aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. Trata-se de uma competência estratégica para organizações, permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio – e, assim, melhor competir em seus mercados.

Ele sempre foi praticado informalmente, mas começou a emergir como uma profissão distinta nos meados do século XX.

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK®) identifica seus elementos recorrentes:

Os grupos de processos do gerenciamento de projetos são 5:

  • Início
  • Planejamento
  • Execução
  • Monitoramento e Controle
  • Encerramento

O conhecimento em gerenciamento de projetos é composto de dez áreas:

  • Gerenciamento da Integração
  • Gerenciamento de Escopo
  • Gerenciamento de Custos
  • Gerenciamento de Qualidade
  • Gerenciamento das Aquisições
  • Gerenciamento de Recursos Humanos
  • Gerenciamento das Comunicações
  • Gerenciamento de Risco
  • Gerenciamento de Tempo
  • Gerenciamento das Partes Interessadas

É claro que todos os gerenciamentos dizem respeito a isso. Mas o gerenciamento de projetos traz um foco único delineado pelos objetivos, recursos e a programação de cada projeto.

 

Fonte: Site do PMI Brasil

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Feliz Natal!!

24/12/2013 19:28

 

Desejo a todos leitores do meu blog um excelente Natal com muita luz, muita paz, muita fraternidade e que o espírito Natalino resplandeça no coração de todos vocês.

São os sinceros votos de:

João Macário Netto

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Primeira Edição © 2011