seta

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E não há falta de decoro presidencial?

20/05/2020 11:02

               É engraçado como este país está controverso, cheio de falhas de interpretações e outras coisas mais. Por toma lá dá cá um deputado é exposto à investigação por falta de decoro parlamentar e isso acontece porque o parlamento não é lugar para besteiróis e, por conseguinte, a medida é correta. Há que se manter a dignidade do cargo e da casa.

             Já no âmbito do Planalto, da casa do presidente, da rua do presidente, porque ele acaba achando que tudo é dele, ninguém se importa com o que ele fala ou diz acabando por espalhar falta de decoro por todos os cantos do país.

            A última foi a piada idiota que fez diante das câmeras dizendo que a direita toma “cloroquina” e a esquerda toma “tubaína”. Ora, meus amigos, isto é papel de um presidente da república? Essas e outras piadinhas de mau gosto não se constituirão em uma tremenda falta de decoro? Além de criar rachaduras ainda mais inconseqüentes no seio da população porque acirra os ânimos, as discussões e até essa questão da cloroquina que precisa ser discutida por médicos e cientistas, mas não por leigos, ainda que dentre eles esteja o presidente da república.

            Enquanto isso estamos perdendo a batalha contra o vírus, mas acreditando ainda que Deus nos ajudará a vencer outras batalhas e no final a guerra. Ainda que tenhamos gente que deveria ser séria, mas que prefere brincar com assunto para lá de sério.

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O governador não é adivinho...mas...

15/05/2020 11:00

                 Nem se falava em epidemia, muito menos em pandemia quando o governador Renan Filho propôs a construção de 3 hospitais no estado de Alagoas. Um deles já inaugurado e funcionando muito bem é o Hospital da Mulher, o segundo em plena crise de leitos se agravando é o Hospital Metropolitano e cuja inauguração se deu antes do previsto e com todos os equipamentos necessários para fazer frente à crise de saúde que o estado vive. As ordens de Renan filho eram para que se apressasse com responsabilidade a construção, finalização e equipagem do hospital para que realmente dissesse para o que veio. O título desse artigo é bem claro quando diz que o governador não é adivinho, mas mostrou seu comprometimento com a saúde do alagoano e a vontade de acertar e de cumprir com suas promessas de campanha. Não tenho nenhuma procuração do governador, mas tenho um acerto jornalístico com a sociedade procurando sempre ser verdadeiro e justo com os meus princípios e que, acho, norteiam a minha noção do bom jornalismo. Por isto, estou chamando a atenção para este caso que ainda vai esperar que Renan filho inaugure o terceiro hospital prometido. Acho que vai acontecer, sem ser adivinho, claro!

 

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E por que não mudar as eleições?

05/05/2020 11:01

                O calendário das eleições é previsto na Constituição Brasileira, portanto para se pensar em mudar a data ou as datas de suas realizações seria preciso uma PEC que assim o determinasse. No entanto, principalmente agora que o país após a pandemia irá  enfrentar uma crise econômica queira ou não queira, o adiamento poderia ser previsível e até salutar para o presente e para o futuro. E, como até para adiar por dois meses há que se mexer na Constituição por que não se pensar em uma fórmula mais plausível que seria a de unificação das eleições em 2002? Não apenas para o processo atual, mas para que ficasse em definitivo como eleições gerais unindo todos de uma vez só. Sim, mas argumentam alguns que os atuais prefeitos e vereadores teriam seus mandatos estendidos por mais dois anos. E daí? (expressão na moda) Muito mais barato para os cofres públicos e até oportunidade para que em dois anos possam os prefeitos principalmente se refazer dos tumultos econômicos provocados pela pandemia. Particularmente sempre fui a favor das eleições gerais e unificadas. E se há uma oportunidade ímpar para que isso aconteça, quem sabe é chegada a hora?

 

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Cem anos depois.

01/05/2020 17:03

CEM ANOS DEPOIS

“Abrigados em trincheiras, os soldados enfrentavam, além de um inimigo sem rosto, chuvas, lama, piolhos e ratos. Eram vitimados por doenças como a tifo e a febre quintana, quando não caíam mortos por tiros e gases venenosos. Parece bem ruim, não é mesmo? Era. Mas a situação naquela Europa transformada em campo de batalha da Primeira Grande Guerra Mundial pioraria ainda mais em 1918. Tropas inteiras griparam-se, mas as dores de cabeça, a febre e a falta de ar eram muito. graves e, em poucos dias, o doente morria incapaz de respirar e com o pulmões cheios de líquido”

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz.

          Pois bem! Hoje só não temos a guerra, mas o relato da terrível “gripe espanhola” nos dá bem a noção do que estamos passando, do perigo que nos ronda ainda que sabendo que estamos cem anos à frente e que toda uma tecnologia da saúde pode nos ajudar. Só que as estatísticas demonstram que os sistemas vão falir e não vão agüentar. Única solução realmente é o isolamento social, coisa que, em plena guerra em 1918 não se podia fazer. Sou absolutamente a favor do “fique em casa”, pelo menos estaremos contribuindo para barrar o avanço deste terrível vírus.

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E agora, José?

26/04/2020 10:55

              Na realidade ninguém mais se entende desde que o Mandetta deixou o Ministério da Saúde. Acabaram praticamente as coletivas de imprensa e o novo ministro só faz dizer que está observando o andamento das coisas para ver que providências haverá de tomar. Em contrapartida, o Sr. Coron está sabendo o que faz e cumprindo sua missão devastadora fazendo crescer em todos os cantos do Brasil a sua presença indesejável e mortal. O ministro vai em frente andando pra trás, os outros ministros ficam fazendo papéis de bonecos para uma plateia que já está sem entender nada e o diretor do espetáculo dando seus passeios e soltando suas piadas maléficas pensando que está agradando a população. O que nos parece é que, no país, com exceção dos médicos e de todos os envolvidos em saúde, a irresponsabilidade está grassando inclusive no seio da população que teima em não cumprir as metas de isolamento, decididamente a melhor forma para evitar a contaminação. E como se não bastasse ainda existem as outras brigas palacianas com o presidente fazendo questão de afirmar e reafirmar que é o dono da caneta e do poder desafiando a tudo e a todos. E por aí, a caneta atingiu o Moro, o diretor da PF e vai atingir muito mais gente até que os propósitos - quais serão? - forem atingidos. Ou não. Onde vamos parar, ninguém sabe. Só perguntando: E agora, José?

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Primeira Edição © 2011