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É mentira Terta?

05/02/2015 07:33

Fico me perguntando até que ponto as famosas “delações premiadas” fazem com que os delatores falem a verdade tão somente a verdade na esperança de obterem penas menores ou serem favorecidos de qualquer outra forma.

Os “ditos cujos” criminosos confessos podem até fazer com que as investigações sejam mais aceleradas, mas, no entanto, a figura criada para este aceleramento pode ser, a meu ver, profundamente prejudicial e até mesmo cínica no contexto investigatório porque dá margem ao “premiado” de criar acusações que também minimizem sua atuação no crime enfocado.

A função da Polícia Federal, do MPF e outros órgãos é a de investigar e levar a indiciamentos ou não do acusado.

Mas, no momento em que ele passa de investigado a testemunha ou a acusador tenho minhas dúvidas entre verdades e mentiras que venham a fazer parte dos longos processos como é o caso do Lava Jato.

E aí, as autoridades que estão à frente oficial das investigações devem se perguntar muito: “É mentira, Terta”?  

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Quem matou a esperança?

29/01/2015 04:33

                          O velho ditado diz que "a esperança" é a última que morre.

Mas, não pode ser assim.

Não é possível deixá-la morrer ainda que se vá até mesmo antes de nós, pobres mortais.

O que será deste mundo se não houver esperança?

Se não mais existir aquele sentimento sadio que, frente às intempéries da vida, nos diz que vamos ultrapassar, que vamos passar por cima de todas as vicissitudes por piores que elas sejam.

Vivemos um mundo esquisito, repleto de drogas, coberto da fumaça que as armas deixam após os tiros.

Um mundo onde não se sabe mais onde se esconde a bondade e que espalha maldade por todos os lados.

Um mundo que não é mais o meu quando nasci.

Que abriga famílias que não são mais tão famílias assim.

E que permitiu a degradação da educação, da dignidade, dos valores patrióticos e morais.

Não era o que desejávamos para os nossos filhos e netos.

Mas é o que aí está.

E são esses filhos e netos que precisam reagir.

Reagir aos corruptos e aos corruptores.

Reagir à bandidagem, à politicagem e à toda bandalheira que, além de tudo, quer matar a única coisa que ainda devemos alimentar: a esperança.

Não queremos sair por aí perguntando a todos "quem matou a esperança?"

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A cobra vai fumar em 2015

24/01/2015 09:03

                                      Começou com essa questão dos 200 comissionados da Assembléia Legislativa e que foram encontrados por acaso pelo presidente Albuquerque já que os danadinhos não apareciam nem para trabalhar.

Também com a garantia de 16 mil na conta bancária ou, ninguém sabe, sob a proteção dos que se locupletavam de parte dessa verba, trabalhar pra que?

E aí alvoroçou o princípio do ano que vai ficar ainda pior com os requerimentos que o novo presidente do Tribunal de Contas, Otávio Lessa acaba de enviar à Assembléia informando que vai pedir a anulação das aprovações de contas do governo Vilela e da própria Assembléia por elas não terem passado por aquele tribunal.

Claro, gente!

Como é que contas são aprovadas sem que o Tribunal de Contas diga que elas estão corretas?

Elas até podem estar, mas a transparência exigida pelo presidente do TCE faz com que volte tudo para que sigam os trâmites legais.

Aliás, os municípios alagoanos vão sentir a magia da nova administração do TCE que vai imprimir mais força à Escola de Contas, dando cursos gratuitos aos técnicos daqueles municípios para que não cometam erros que levam à punições que ninguém quer.

Capacitando, a fiscalização ficará bem mais fácil.

E se, mesmo assim, nada acontecer, certamente a cobra vai fumar.

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Ouvir é uma arte, Renan Filho

02/01/2015 06:32

                  E você, meu jovem governador, tem mostrado no decorrer da campanha e da transição que tem sabido ouvir. 

Ouvir pode ser o seu grande diferencial, pode ser o princípio do que você disse no seu discurso de posse quando afirmou que este será um governo novo com idéias novas.

Antes de mais nada é preciso saber que uma idéia nova, em tese, não existe.

O que existe é uma nova conjugação de velhos elementos.

E é com essa combinação corajosa e com, mais corajosa ainda, a arte de ouvir, que o seu governo pode marcar época e avançar em realizações tão sonhadas por todos.

O povo  quer ser ouvido, as classes sociais, econômicas e políticas querem ser sempre ouvidas.

Até eu, Renan filho, quero ser ouvido.

Um governo que se predisponha a saber dividir o joio do trigo, a reconhecer o que é bom para ser aproveitado, dentro e fora do governo, será, sem dúvida, um governo inteligente, que quer acertar e avançar no tempo e no espaço.

Um governo que tenha a inteligência de usar a diferença entre a burocracia e o burocrata, este será um ato inteligente  e que buscará a velocidade e a objetividade que nem sempre acontece nos governos.

A racionalização do trabalho aplicada a governos ainda não chegou.

Faça chegar, governador.

Ouça, governador.

E orgulhe-se no amanhã do que terá feito de bom para o povo de Alagoas.  

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Sem pessimismos, por favor!

26/12/2014 14:51

                      Faltam só dois dias para começar o ano de 2015.

Eu era bem jovem e ouvia o povo falar que "o Brasil estava à beira do abismo".

E eu morria de medo sem entender para onde ia tanta gente se o Brasil caísse mesmo no tal abismo.

À medida em que cresci e entendi a que abismo o povo se referia fui vendo que nem nesse, real, tocável, o país caía.

Porque apesar de todos os pesares, o brasileiro é um povo criativo e que sabe tirar o S da criSe e comandar o crie com esperança, com denodo e com vontade de ressurgir de qualquer cinza que esteja por aí.

Não vai ser fácil enfrentar a imagem negativa que vem sendo formada por gente da pior categoria e que estava - ou está - levando-nos a todos para um buraco ou para aquele abismo de que tanto se fala.

Uma Petrobrás não merecia o que com ela se faz e seu criador, Getúlio Vargas, deve estar se remexendo no túmulo tal a aberração de se permitir que a quarta maior empresa do mundo veja suas ações caírem 86% no mercado internacional por pura prática de corrupção.

Algo incrustado na pele de pessoas que jamais saberiam administrar sem os cargos de "confiança" de corruptores e corruptos.

Mas. tudo o que é ruim acaba servindo para que se tire o tapete de cima e se descubram novas maneiras de resolver situações aparentemente insolúveis.

Cabeças pra cima, otimismo em alta e que 2015 seja mais um negociador do abismo brasileiro.

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Primeira Edição © 2011