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Quando um amigo se vai

24/06/2020 09:00

                                                     

                 Luiz Carlos Barreto Góes. Fundador e diretor deste jornal. Para mim muito mais que isso. Meu amigo desde os anos de 1978 quando o conheci em Sergipe, ele diretor da Comlar, junto a outros que fiz naquela época. Joaquim Santana, Elias Costa e Silva, João Alves, gente boa que está por aí até hoje. Eu tinha uma agência de criação publicitária no Rio de Janeiro que prestava serviços para agências e alguns clientes diretos no nordeste brasileiro. Um deles era a Habitacional com sede em Aracaju e em função disto nasceu nossa amizade que se estendeu para Alagoas, onde assim que por aqui cheguei o encontrei como diretor de O Jornal. Logo me convidou para assinar uma coluna, o fiz, depois ele vendeu o jornal, fundou o Primeira Edição, levei minha coluna para o novo jornal onde escrevo até hoje. Lula era uma figura ímpar e reclamava quando eu ficava algum tempo sem vê-lo. Quando eu chegava e colocava a cara na porta de sua sala ele dizia logo: “Ficou rico! Não vem mais ver os pobres!” E a partir dalí o papo se estendia, as confissões da vida e por aí vai. E na despedida a eterna reclamação: “Vá lá em casa sábado. Você nunca vai!” Era o dia em que ele gostava de receber os amigos para um churrasquinho. Aquilo era quase um ritual. E aí essa Covid19 que está levando tanta gente nos leva mais esse amigo tão querido e tão de surpresa. Um aviso que Bruno, seu filho nos dava de que ele havia sido internado, dois telefonemas com Conceição para saber de seu estado, uma rápida intubação e em menos de dois dias, a notícia chegando à noite de que ele havia partido aos 72 anos. Um choque! Teimoso como ele era enfrentava as dificuldades de tocar um jornal impresso sempre acreditando e acreditando se foi. Fica o legado de seu trabalho, a família, os amigos que como eu não deixarão que morra com ele a chama de sua lembrança e de nossa saudade. Nossos  sentimentos, meus e de Vanessa à Conceição, Bruno, Miguel e Rachel.

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Depois da tempestade, o Brasil.

05/06/2020 16:41

                      Conhecer o Brasil antes de se espraiar pelo mundo, sem dúvida deve ser o melhor conselho que se possa dar ao turista que, após pandemia, deseja aprontar as malas e sair por aí. O dinheiro é nosso e é o que temos sem precisarmos de câmbios, flutuações de moedas e outras coisas mais. E o país é uma maravilha distribuída em milhões de metros quadrados que podem dar oportunidade em todas as áreas da diversão e do conhecimento seja por sua enorme quantidade de arte popular e convencional, seja pelas belezas naturais que se dividem entre praias paradisíacas, pantanais, serras, cachoeiras e cascatas surpreendentes, além de cidades modernas e tecnologicamente apreciáveis. O Brasil é uma verdadeira enciclopédia mesclada por uma miscigenação fantástica mostrando culturas que vão dos índios aos negros, à enormes  concentrações de todas as nacionalidades; imigrantes incríveis que trouxeram pedaços de seus países e de seus costumes para aqui e nos ensinam até hoje parte de suas culturas e de suas raízes absolutamente entranhadas e mescladas com a maior parte dos brasileiros.Talvez seja este o país mais miscigenado do mundo e uma das maiores oportunidades de se conhecer todas as vidas e todos os climas da terra. Por isso, sempre digo, eu que muito andei pelo mundo, muito andei por este outro mundo que é o Brasil. Aproveite-o. Do calor intenso ao cortante frio; da seca à neve; das praias aos pântanos.  O Brasil é nosso! E depois da tempestade sempre virá a bonança de nosso imenso país.

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E não há falta de decoro presidencial?

20/05/2020 11:02

               É engraçado como este país está controverso, cheio de falhas de interpretações e outras coisas mais. Por toma lá dá cá um deputado é exposto à investigação por falta de decoro parlamentar e isso acontece porque o parlamento não é lugar para besteiróis e, por conseguinte, a medida é correta. Há que se manter a dignidade do cargo e da casa.

             Já no âmbito do Planalto, da casa do presidente, da rua do presidente, porque ele acaba achando que tudo é dele, ninguém se importa com o que ele fala ou diz acabando por espalhar falta de decoro por todos os cantos do país.

            A última foi a piada idiota que fez diante das câmeras dizendo que a direita toma “cloroquina” e a esquerda toma “tubaína”. Ora, meus amigos, isto é papel de um presidente da república? Essas e outras piadinhas de mau gosto não se constituirão em uma tremenda falta de decoro? Além de criar rachaduras ainda mais inconseqüentes no seio da população porque acirra os ânimos, as discussões e até essa questão da cloroquina que precisa ser discutida por médicos e cientistas, mas não por leigos, ainda que dentre eles esteja o presidente da república.

            Enquanto isso estamos perdendo a batalha contra o vírus, mas acreditando ainda que Deus nos ajudará a vencer outras batalhas e no final a guerra. Ainda que tenhamos gente que deveria ser séria, mas que prefere brincar com assunto para lá de sério.

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O governador não é adivinho...mas...

15/05/2020 11:00

                 Nem se falava em epidemia, muito menos em pandemia quando o governador Renan Filho propôs a construção de 3 hospitais no estado de Alagoas. Um deles já inaugurado e funcionando muito bem é o Hospital da Mulher, o segundo em plena crise de leitos se agravando é o Hospital Metropolitano e cuja inauguração se deu antes do previsto e com todos os equipamentos necessários para fazer frente à crise de saúde que o estado vive. As ordens de Renan filho eram para que se apressasse com responsabilidade a construção, finalização e equipagem do hospital para que realmente dissesse para o que veio. O título desse artigo é bem claro quando diz que o governador não é adivinho, mas mostrou seu comprometimento com a saúde do alagoano e a vontade de acertar e de cumprir com suas promessas de campanha. Não tenho nenhuma procuração do governador, mas tenho um acerto jornalístico com a sociedade procurando sempre ser verdadeiro e justo com os meus princípios e que, acho, norteiam a minha noção do bom jornalismo. Por isto, estou chamando a atenção para este caso que ainda vai esperar que Renan filho inaugure o terceiro hospital prometido. Acho que vai acontecer, sem ser adivinho, claro!

 

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E por que não mudar as eleições?

05/05/2020 11:01

                O calendário das eleições é previsto na Constituição Brasileira, portanto para se pensar em mudar a data ou as datas de suas realizações seria preciso uma PEC que assim o determinasse. No entanto, principalmente agora que o país após a pandemia irá  enfrentar uma crise econômica queira ou não queira, o adiamento poderia ser previsível e até salutar para o presente e para o futuro. E, como até para adiar por dois meses há que se mexer na Constituição por que não se pensar em uma fórmula mais plausível que seria a de unificação das eleições em 2002? Não apenas para o processo atual, mas para que ficasse em definitivo como eleições gerais unindo todos de uma vez só. Sim, mas argumentam alguns que os atuais prefeitos e vereadores teriam seus mandatos estendidos por mais dois anos. E daí? (expressão na moda) Muito mais barato para os cofres públicos e até oportunidade para que em dois anos possam os prefeitos principalmente se refazer dos tumultos econômicos provocados pela pandemia. Particularmente sempre fui a favor das eleições gerais e unificadas. E se há uma oportunidade ímpar para que isso aconteça, quem sabe é chegada a hora?

 

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