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Os dias em que o Brasil parou

25/05/2018 08:41

                 O gigante acordou, levantou do berço esplêndido, fez um balanço e parou. Incoerentemente quando param os caminhões para o Brasil. Porque ninguém anda, os carros deixam de ter combustíveis, os mercados não têm mercadorias, as pessoas se igualam e pobres e ricos não terão suas comidas. Em compensação todas as atenções convergem para o lugar comum da insanidade que tomou conta da nação e que, com corrupção ou sem corrupção deixa à mostra também a enorme incompetência dos seus dirigentes. Ao mesmo tempo demonstra que o povo não sabe, mas manda. Não compactuamos de soluções temporárias e que não trazem nada de positivo ou de definitivo e os acordos que o Planalto tenta fazer com os caminhoneiros e nada é a mesma coisa. O fato é que essa greve fantástica mostrou a fragilidade total dos "planejadores" do governo que seguem regras ultrapassadas e talvez não acreditem nas revoluções do povo. Revoltas pacíficas como a dos caminhoneiros mas que são profundamente positivas no sentido de mostrar que o Brasil não é só deles, governantes desavisados. É nosso e muito nosso. Achamos que uma greve como essa acaba por representar toda a sociedade que grita sem gritar com os extorsivos preços dos combustíveis e que acabam por gerar despesas e aumentos de maneira espiralesca estendendo-se por todos os setores da economia. Se o caminho para acordar o país foi este, que o seja. Com prudência, mas com firmeza. Quem sabe, chegamos lá?

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Alo TSE! Pesquisas internas na Rede?

19/05/2018 11:37

                   Estamos cansados de saber que as Redes Sociais estão repletas de notícias falsas, as já conhecidas "fake news". Ora, estamos em plena época pré-eleitoral e elas continuam por aí falando verdades para uns e mentiras para outros, condenando muitos, absolvendo outros tantos e por aí vai. Sabemos que as autoridades andam observando tudo e até prometendo punições para os responsáveis por isto. No entanto, existe uma outra coisa que não podemos aceitar que são as pesquisas internas ou montadas, ou criadas por interesses escusos, mas que, quando divulgadas, influenciam a opinião pública de maneira avassaladora e com um instrumento poderosos que não poderia ou não deveria ser usado com tal finalidade. As chamadas pesquisas oficiais sempre existiram e precisam continuar, mas são autorizadas e divulgadas sob aprovação do Tribunal Superior Eleitoral e / ou pelos Tribunas Regionais Eleitorais. As outras, não. Elas estão em todas as partes da Rede, inclusive nas mensagens criptografadas. No que enxergamos é que o TSE deveria baixar uma norma de proibição no que puder e conseguir se não for de sua alçada, a criminalização das pesquisas falsas, internas ou que nome queiram dar com a participação de lá quem seja, como Ministério da Justiça, Polícia Federal, etc e tal e coisa. O Brasil vive exemplos de punições exemplares. Talvez seja chegada hora de punir quem não sabe respeitar a opinião pública. O que não podemos aceitar é a imposição de pontuações de candidatos - quaisquer candidatos - de pré-resultados, positivos ou negativos, ao povo já cansado de não poder separar o joio do trigo. Com a palavra quem puder falar.      

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Uma pedra no meio do caminho

16/05/2018 11:14

                Entre João Pessoa e Maceió há uma enorme pedra no meio do caminho e o nome dessa pedra é Pernambuco. Como? Simples. Pegue seu carro a partir de Maceió e tome a estrada BR-101 onde você vai encontrar uma rodovia quase toda duplicada faltando um pequeno trecho de 18 km pertencente ao território de Joaquim Gomes. Uma espinha encravada no pescoço de todos, mas que parece já estar sendo resolvida. Siga em frente chegue a Palmares continue na duplicada e então, você está chegando ao Recife com aproximadamente três excelentes horas de viagem. Mas seu destino é João Pessoa na Paraíba. Apenas 40 km que compõem em estrada a ligação até que se inicie a excelente continuação da BR numa obra fantástica de 107 km até a capital paraibana. Só que, esse trecho de 40km é um inferno dantesco. Uma loucura, um pandemônio, plantado entre buracos, trânsito caótico, obras mal conduzidas e mal planejadas e algo que não tem explicação de como o estado de Pernambuco, tão cioso de si, permitiu que se chegasse a tal ponto de mediocridade infra estrutural. Durante anos esse pedaço tão importante de estrada/cidade foi simplesmente ignorado por autoridades estaduais e federais dando no que deu. Demora-se então, mais de duas horas entre a chegada ao Recife  e a saída real para João Pessoa. Agora estão correndo para tentar recuperar o leite derramado o que deverá consumir baldes e mais baldes de paciência dos aventureiros motoristas que por lá passam.   

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Como vencer na vida fazendo uma baita força

04/05/2018 10:48

                  Esse é o grande problema do sucesso. O que vem de mão beijada, o que vem por pura sorte, o que cai do céu ou o que vem de meios duvidáveis, esse não vale nada e vale muito para quem não sabe o que é lutar, brigar por ele e conquistar a duras penas, com os neurônios funcionando a todo o vapor para que a peteca não caia das mãos. Há quem tenha sucesso, fama, construa uma vida de bem, seja reconhecido, mas nunca consegue fazer fortuna ou nem mesmo uma situação financeira estabilizada. Serão sonhadores? Serão incompetentes? Ou estarão sujeitos ao chamado destino e não souberam lutar com o foco devido visando não só o reconhecimento, mas também a tranquilidade que a velhice haverá de pedir. O Brasil, por exemplo é um país que, principalmente agora, vem demonstrando que, com raras exceções, os afortunados estão entre os que aprenderam os golpes, as tramas subterrâneas, a politicagem barata, a corrupção com e entre órgãos públicos e empresas privadas. Muitos outros brigaram pela vida e por suas empresas como manda o figurino, mas sofreram e ainda sofrem nas mãos dos que detêm qualquer tipo de poder. E o poder não é só obrigatoriamente o financeiro, mas o influente, o descaradamente pidão; o que não dá importância à competência, mas se importa e muito com que o semelhante lhe possa dar, seja sob a forma de votos ou seja sob a forma de retorno de todos os tipos, incluindo o financeiro. Os que conseguem superar obstáculos e vencer na vida sem favorecimentos, sem propinas, sem interferências, raros são. E é deles que precisamos obter o melhor dos proveitos aprendendo sempre "como vencer na vida fazendo uma baita força". Uma guerra de empenho, de coragem e de amor próprio. Quase utópico.    

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Dia do Trabalho. Comemorar o que?

01/05/2018 09:15

                     Eu era um menino, bem menino mesmo e lembro-me das comemorações do Dia do Trabalho no Rio de Janeiro onde nasci. O Brasil em torno do rádio que chiava muito aguardava com ansiedade a palavra do presidente Getúlio Vargas, um discurso anual que começava sempre assim: "Trabalhadores do Brasil...". E Getúlio que raramente aparecia em público o fazia solenemente no dia 1o de maio em clara homenagem ao trabalhador brasileiro. O evento acontecia no campo do Vasco da Gama que se enchia de operários e autoridades que acompanhavam o ditador mais democrático da história do Brasil e que, aliás, depois foi eleito pelo povo que o quis de volta. O mesmo Getúlio que, para livrar o país de uma enorme convulsão ou guerra civil deu fim à sua própria vida dizendo na sua carta-testamento "deixo a vida para entrar na história". De lá para cá em sucessivos governos  o trabalhador tem sido aviltado nas suas aspirações e ele mesmo tem mudado no curso dos tempos não só lutando pelo que quer, mas brigando pelo que às vezes nem conhece. O Dia do Trabalho mudou. Deixou de ser reverenciado por gregos e troianos e passou a ser apenas uma exposição de brigas e especulações, muitas vezes levadas a campo por mentores escusos a gente que nem sempre sabe pelo que está brigando. Que pena! Era cívico e bonito o dia em que o trabalhador ia às ruas com bandeiras brasileiras e que se somava às expectativas de um Brasil melhor.  Gostaríamos muito de ver de volta o reverenciar do povo aos seus verdadeiros símbolos e ao mesmo tempo as sinceras reverências das autoridades aos trabalhadores deste país.     

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Primeira Edição © 2011