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A questão do"MAIS MÉDICOS"

18/11/2018 09:38

                   Um problemão e tanto ainda que apresentem defeitos e até dúvidas quanto à competência dos médicos cubanos, o difícil vai ser substituí-los por médicos brasileiros que desde muitos anos nem querem ouvir falar em irem para o interior do país. Com as devidas restrições, com as dúvidas suscitadas, ainda assim o contingente de 8.500 médicos cubanos não será substituído com facilidade. O que de fato interessa é que a população não fique totalmente desassistida mesmo que digam que eles, os médicos, não são totalmente confiáveis. Acho que a substituição deveria ser negociada diplomaticamente com Cuba para que à medida em que as vagas fossem sendo preenchidas os estrangeiros pudessem voltar para sua base naquele país. O que acho que não pode é o choque de deixar muitas e muitas cidades totalmente ao "Deus dará" sem nenhum tipo de assistência médica. Outra hipótese seria uma forma de negociação para que os cubanos passassem por uma avaliação no Brasil, rigorosa de fato, para revalidação de suas atividades, ainda que específicas. E, então ficariam com visto de residência e recebendo o compatível com suas funções. No mais, a saúde no Brasil já anda muito capenga para prescindir de 8.500 profissionais deste setor do dia para a noite.  

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Quem será o presidente do Brasil?

06/11/2018 09:56

                      Agora esta é a grande pergunta. Quem será o presidente do Brasil? Como será ele com tantas responsabilidades agora assumidas perante um eleitorado imenso e, obviamente, perante todo o resto da sociedade ainda que não o tenha apoiado? Esta é inquirição que fica, a interrogação que permanecerá durante algum tempo até que Jair Bolsonaro diga realmente para o que veio. Os principais atos de escolha de seus colaboradores mais diretos nos mostram uma vontade de acertar e até um equilíbrio compatível com o que dizia em campanha. A escolha de nomes como Paulo Guedes, Sérgio Moro, Marcos Pontes nos mostram a vontade de se cercar bem com notáveis que possuem características positivas para cada função. Não pelo fato de serem notáveis, mas pela competência que possuem e pela personalidade definida de desejarem fazer o melhor para o povo brasileiro. Fico à vontade para escrever este artigo porque o teria escrito se o vencedor tivesse sido o Haddad. No caso dele ainda foi prefeito de São Paulo, mas no de Bolsonaro os exemplos administrativos estão zerados. No entanto, a vontade de acertar, o desejo de mudar as mazelas do país, só isto já o credencia a receber o necessário crédito de confiança do povo brasileiro. Vamos esperar para no futuro podermos dizer quem é de fato e de direito o presidente do Brasil.

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Por favor deponham as armas!

25/10/2018 11:00

                                   É hora de votar. É hora de cumprir uma educação cívica que democraticamente é absolutamente importante para a vida do brasileiro. Mas é preciso ter a consciência de que o ato em si precisa ser pacífico como pacíficos deveriam ter sido todos os atos inerentes ao processo. Não o foram. Seja por agressões verbais, por "fake news" e até por agressões físicas a campanha eleitoral deste ano foi eivada de maus exemplos, de atos vis, de muitas dissenções e que saíram do normal, extrapolaram as noções de civilidade e até de cidadania. As idéias sempre foram e devem ser discutidas em todos os ângulos da vida mas, sobretudo na política a hora sempre deveria ser a de encontrar pontos positivos sem que para isso tenhamos que usar a violência verbal ou não para alcançarmos os fins colimados. O fato é que é chegada a hora do ponto final, do "para o que viemos". É chegada a hora de escolhermos o presidente que vai nos governar durante os próximos quatro anos. Precisamos ir ao ato com serenidade, com espírito cívico e respeitar ao final do dia o resultado que as urnas nos apresentarem. Claro que teremos vencedores e perdedores e até neutros. mas a grande cidadania virá com a aceitação do ato democrático. Tentemos fazê-lo depondo as armas, sejam quais forem, desde o primeiro minuto do voto até o toque final. Até porque. queiramos ou não, com este ou com aquele candidato, pelos próximos quatro anos o destino do país será formado.   

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O mal dos radicalismos.

20/10/2018 09:51

     

 

               Seja no que for, o radicalismo não soma, não encontra caminhos viáveis, não deveria fazer parte de um sistema que se diz democrático, mas faz. E como tal também temos que respeitar posições sejam elas quais forem porque falar e ouvir com respeito e com dignidade também são fatores indispensáveis ao exercício correto da democracia. No entanto e lamentavelmente estamos vendo uma campanha presidencial acirrada, seria até correta não fossem os excessos praticados, a troca de impropérios e acusações, de fundadas a infundadas, com a imensa colaboração das Redes Sociais que se permitiram serem usadas não mais para a defesa de programas e de propostas respeitáveis para se transformarem em berço nada esplêndido das chamadas "fake news" covardemente utilizadas por ambos os lados com ataques que vão do institucional ao pessoal transformando uma campanha que poderia ser muito bonita em lixo da democracia. As idéias colocadas, insisto em dizer, dos dois candidatos, poderiam se apreciadas e estudadas pela população de maneira bem mais objetiva não tivessem sido criados os campos de batalha ao invés das arenas de debates produtivos e conclusivos. Face a isto, fica o eleitor num terrível papel olhando-se uns aos outros até com olhos de inimigos dissociando até famílias, dispersas em idéias aterrorizantes e radicais. Espero que cheguemos no próximo domingo a um final feliz para uns, frustrantes para outros, mas sem mais delongas com a deposição e o esquecimento das armas usadas nessa infeliz campanha.   

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Da tristeza de ser analfabeto...

05/10/2018 06:17

  ...na Alemanha. Até me orgulho de viajar por aí e falar, escrever e ler muito bem em inglês, francês, espanhol e no nosso querido português, claro! Mas estou na Alemanha onde para me expressar fica fácil porque quase todos falam o inglês. Porém na hora de ler, de estar num estabelecimento comercial, num supermercado, na rua com as placas e cartazes, com os jornais, revistas, etc, etc, bate a imensa tristeza de não conseguir ler nada na dificílima língua alemã. E você fica absolutamente desnorteado pedindo sempre que alguém diga a você o que é aquilo, o que está escrito, óbvio se você tiver alguém com quem conversar em outro idioma. Essa reflexão nos leva aos inúmeros analfabetos de nosso Brasil que ainda não lêem a língua pátria e que não são entendidos pelas autoridades incompetentes que deixam que isso aconteça já que os índices de analfabetismo, não só entre crianças, mas entre inúmeros adultos assustam. No nordeste principalmente as coisas são para lá de feias nesse sentido e, ainda que um novo presidente assuma que educação tem que ser fundamental nesse país vamos continuar a vivenciar o atraso e a infelicidade dos que não conseguem traduzir o que está escrito por todos os cantos de suas vidas. Claro que um dia já fomos analfabetos mas, crianças, seguindo o ritmo natural da vida e, no passo a passo chegando lá. Penso nos que não conseguiram chegar lá e que devem estar, como eu agora, nas Alemanhas da vida precisando de apoio para ler o que nos cerca por todos os lados. Detalhe: aqui não existe tradução de nada do que está escrito publicamente. Nem para o inglês. Daí...tomara que os eleitos entendam este recado.

 

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Primeira Edição © 2011