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Cuecas de plantão

16/10/2020 16:22

                     É danado como elas, as cuecas têm mudado de função nos últimos tempos. Como a metodologia e a criatividade de determinada classe de brasileiros começou a descobrir funções outras nas famosas cuecas que já tiveram o nome de ceroulas e eram bem mais compridas. Será que a corrupção era maior naqueles tempos? E elas são famosas desde os idos da Roma antiga. Criadas para esconder as partes íntimas do homem com alguns preservando a frente e outros nem preocupados em preservar atrás, as cuecas tiveram muita história e muita estória ao longo dos séculos Hoje elas passaram a ser usadas como um cofrinho inteligente cujos segredos eram preservados pela inocência ou pela certeza de que os semelhantes só procurariam desvendá-los se devidamente autorizados pelo proprietário e assim mesmo de maneira íntima e bem preservados da população em geral. Mas, a Polícia Federal que não é boba nem nada, lembrando-se de antecedentes de um certo cidadão, achou de levar em conta isto quando entrou na casa de outro cidadão, gordinho, senador da república e que mais gordinho estava exatamente da cintura pra baixo. Esbanjando enchimento suspeito o dito senador na sanha de querer esconder o precioso guardado acabou por ceder às garras do lobo guará que o deveria estar incomodando, principalmente no momento em que, diante da cena policialesca era óbvio que seus intestinos já estivessem prestes a manchar as paredes do dito cofrinho. Segredos confiscados, cofres vazios, o pobre senador vai ter que amargar a perda de seus míseros 30 mil reais retirados do povo para sua privadinha portátil.

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O dano moral

08/10/2020 23:47

                                           

              “A honra é um bem imortal; a vida, por larga que seja, tem os dias contados; a fama por mais que conte anos e séculos, nunca há de lhe achar conto nem fim porque os seus são eternos” Quem disse isto foi o fantástico Padre Vieira que parecia viver nos dias atuais quando as pessoas caluniam sem pensar e pensam em caluniar. Esquecem elas de que o que dizem contra alguém permanecerá nesse alguém até que prova em contrário o tire do alvo. E aí o tempo é inimigo do correto e amasia-se, ainda que por algum espaço com a inverdade lançada. A isso se dá o nome de dano moral. Um estrago na vida de pessoas de bem que são ameaçadas e vilipendiadas por pessoas do mal. Pessoas estas que terão que um dia pagar pelo ataque à honra do ofendido, seja por pena pecuniária, seja por pena da retratação ou das duas juntas para que a sociedade venha a tirar de cima de si toda e qualquer dúvida sobre o caluniado. Hão de ver, portanto, os meus leitores que o Padre Vieira estava certo ao dizer que a honra é imortal. Porque levamos para o túmulo aquilo que construímos e não queremos levar o que não foi por nós destruído. Prova eloqüente e de maneira moderna do dano moral é a utilização dos chamados “fake news” que leva as pessoas desavisadas a acreditarem  em coisas que jamais foram praticadas por quem é apontado. É preciso ter cuidado. É preciso não praticar o dano moral e quando ele for contra si mesmo reaja. Reaja à medida da sua honra invadida. Só assim as almas poderão ser realmente lavadas.   

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Pensaram Educação. Será?

31/08/2020 11:46

                         Finalmente pensaram educação. Pensaram na educação básica que, como o nome está dizendo é o começo de tudo, a base para que haja continuidade e os alunos cheguem a topos maiores com conhecimento de causa. A manutenção do FUNDEB que estava com seus dias contados até o final deste ano foi um passo importante para que as coisas comecem a mudar de figura. Isto porque, além de tornar o Fundo como permanente aumentou as participações de todos incluindo a União que gradativamente vai chegar a 23% até 2023. O importante também é que a aplicação do Fundo vem bem definida visando às construções e manutenções de escolas e chega graças a Deus à valorização do professor, não só em termos salariais, mas e, sobretudo no que diz respeito à sua capacitação e qualificação em períodos ditos como necessários e aceitáveis. O nosso “será?” no título deste artigo tem uma razão de ser exatamente no conteúdo e na definição do que se pode e do que se deve fazer com os recursos do Fundo.  É exatamente aí que nossa dúvida vai pairar até que se prove o contrário. Até que se veja que a vergonha na cara chegou para determinados administradores que vierem a gerir as verbas exatamente como está escrito no papel que gerou a lei. E como até agora pouca gente de bem administra o dinheiro do povo ficará a nossa dúvida para provocar e ver se coisa vai funcionar. Tomara! Nossas crianças merecem o melhor.

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A guerra das vacinas.

15/08/2020 08:31

                        Duas guerras em andamento: a primeira contra o desacerto médico-social em todo o mundo quando foi surpreendido pelo novo coranavírus e teve que enfrentá-lo sem saber como. A famosa história do inimigo oculto que tem uma poderosa arma e dela faz uso sem que tenha adversário para enfrentá-lo. Foi assim que tudo começou na China lá pelos idos de fevereiro. A segunda grande guerra é a de descobrir a arma verdadeira que acabe com o inimigo e o afaste de suas investidas mortais por onde passa ou onde coabita. E aí a disputa de vários países, de muitas instituições principalmente as científicas que querem ser as salvadoras da pátria, às vezes mais pela honra de descobrir a vacina salvadora à frente de países politicamente adversários do que pela graça de encontrar o remédio que vai encostar na parede e dar o “knockout”no inimigo comum. A Rússia, por exemplo, declarou que descobriu a vacina e que em dois meses estaria vacinando em massa. Imediatamente encontrou muitos países a declararem a ineficácia, a falta de testes definitivos e a afastarem sua validade já considerando que aquele país estava na corrida como um dia esteve na luta com os Estados Unidos por uma viagem à Lua. Na verdade esperamos que ninguém fique lunático e que as forças e os testes se unam além de que todos procurem encontrar aquilo que será o bem comum da humanidade. Uma vacina ou, quem sabe, muitas vacinas.          

 

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Por que as pessoas devem ser candidatas?

20/07/2020 11:16

                     A primeira questão é se devem. E aí a resposta é tranqüila quando se tratar de poder e dever exercer a cidadania em toda sua plenitude. Então, se o preparo democrático estiver presente naquela pessoa, ela deve sim, aproveitá-lo para colocar o  direito de defesa da sua comunidade num lugar de destaque e que o permita levar suas idéias para a realidade da discussão e da realização. A segunda questão deve-se ao fato de que a democracia permite a alternância no poder e que cabe ao povo usá-la, sobretudo se este poder não estiver sendo bem exercido por quem já está lá. A pessoa que sentir-se preparada para defender o povo, para mostrar a este mesmo povo que tem capacidade para exercer o cargo, deve sim, candidatar-se e brigar por uma eleição saudável e promissora. E aí, as questões sucedem-se. Uma delas é a do exercício do cargo, se for eleito. É preciso brigar com e pela instituição para mudar princípios e ações que já se tornaram comuns e em outras que moralizem o cargo e as funções inerentes a ele em e sob todos os aspectos. A coragem de se fazer confiar será o grande trunfo para uma vitória. Mas, na verdade, a coisificação das eleições foi tão grande nos últimos tempos que o verdadeiro homem – ou mulher, claro – de bem não quer expor seu nome a uma possível lama. E exatamente aí o buraco aumenta, os sujos tomam para si a missão de governar e legislar em terreno fértil para que o anti-desenvolvimento se faça presente e para que a democracia dê lugar a uma ditadura de métodos e de princípios. Melhor que o povo se mexa e ouça melhor os possíveis candidatos de 2020.

 

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Primeira Edição © 2011