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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

O que Bolsonaro quer, o Lula já quis

18/11/2021 19:00

No contexto da cultura política tupinambá, faz parte do jogo. O Auxílio Brasil que, de largada, toma ‘emprestado’ um verbete do socorro financeiro aos mais pobres, vitimados pela pandemia, e que ficou conhecido como ‘Auxílio’ Emergencial, é senão a única, mas a principal arma de que o presidente Bolsonaro espera dispor rumo à batalha pela reeleição no próximo ano.

Poderia ser rotulado de Bolsa Família 2, mas a número no final não apagaria, da memória dos milhões de beneficiários, a lembrança do ‘autor’ do programa, o ex-presidente Lula que, por sua vez, aproveitou-se de ferramentas criadas pelo antecessor – Fernando Henrique Cardoso – tais como Bolsa Escola, Vale Gás, Vale Transporte, Vale Alimentação – ao final reunidos todos em um só composto denominado de Bolsa Família.

Aliás, Lula também mexeu em outro título muito conhecido: trocou o Cefet, antes conhecida como Escola Técnica Federal, por IFE, que vem a ser o hoje disseminado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. O petista também assumiu a paternidade do Fundeb, sepultando o Fundef de FHC.

Ao copiar a desenvoltura do ex-presidente Lula, Bolsonaro atua com a expectativa e o entendimento pessoal de que o Auxílio Brasil lhe renderá generosos dividendos eleitorais, do mesmo modo que se diz do petista em relação ao Bolsa Família.

Mas não se trata de algo com precisão matemática. Distante disso. Se o Bolsa Família, que significa dinheiro no bolso de milhões de famílias, tivesse o poder políticos que muitos lhe atribuem, Dilma não teria vencido a sucessão presidencial com margem mínima sobre Aécio Neves, assim como Fernando Haddad não teria levado o banho que levou do capitão Bolsonaro.

Além do mais, há que considerar o valor do novo programa. Um teto de R$ 400 – já proposto e anunciado pelo governo – é uma boa grana mensal, mas quem vier a recebê-lo sentirá o impacto da desvalorização causada pela inflação. E não faltará quem, com os R$ 400 no bolso, resmungará dizendo que, “se fosse o pai Lula, daria o dobro ou mais”...

É isso aí.

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Bolsonaro e Lula correrão risco se 3ª via tiver um só 'candidato de união'

08/11/2021 13:13

Qualquer governo, já dizia velha raposa política, tem o apoio de pelo menos 25% a 30% do eleitorado. É o conjunto dos amigos, servidores comissionados, pessoas beneficiadas por ações oficiais e os que, mesmo diante de uma gestão sofrível, não abandonam o líder por motivo nenhum. Muitos também não mudam de barco por convicções ideológicas ou até por ‘fidelidade pessoal’.

No cenário atual voltado para a sucessão presidencial de 2022, há dois personagens com fatias cativas do eleitorado; Jair Bolsonaro, que comanda o governo, e Lula, que já comandou. Natural, pois, que ambos liderem os números das pesquisas de intenção de voto. O petista, principalmente, porque já passou oito anos no poder e ainda por reunir, neste momento, a maior parte dos eleitores que desejam mudar, incluindo pessoas que votaram em Bolsonaro. O presidente, por sua vez, já esteve em situação mais delicada, mas o avanço da vacinação, ironicamente, contribui para melhorar sua imagem no contexto nacional. O grande adversário de JB, em verdade, é o custo de vida nas alturas, fruto de uma economia desorganizada pela incompetência de Paulo Guedes.

Mas, será que é Lula ou Bolsonaro? Depende. Se a disputa continuar com Ciro Gomes, Mandeta, Artur Virgílio, Eduardo Leite, João Doria, Rodrigo Pacheco, Simone Tebet e outros mais ‘fragmentando’ o eleitorado, óbvio que o segundo turno será disputado pelo presidente e pelo ex-presidente. É uma questão simples de aritmética. Você terá dois nomes ‘concentrando’ fatias ponderáveis do eleitorado e muitos deles ‘dividindo’ o restante.

Agora, se em algum momento, esses nomes ‘alternativos’ chegarem a um acordo para apoiar apenas um deles – um Sérgio Moro, por exemplo – evidente que o escolhido passa a representar séria ameaça aos dois líderes das pesquisas.

Inclusive porque, muitos eleitores que, hoje, estão com Bolsonaro e com Lula por não enxergarem um projeto viável de terceira via. Mais: Moro ganha dimensão nesse contexto justamente porque seria o desaguadouro dos anti-Lula e dos anti-Bolsonaro. A questão é: esses avulsos chegarão a um entendimento?

 

DOUGLAS GANHA HOMENAGEM EM SÃO MIGUEL

O mestre Douglas Apratto Tenório agora é nome do Anexo da Secretaria Municipal de Cultura de São Miguel dos Campos. A homenagem ao historiador e vice-reitor do Cesmac foi realizada na sexta-feira, 6 de novembro, data em que se comemora o Dia da Cultura no município miguelense. Aplausos para os autores da honraria, prefeito George Clemente e vice Benildo Chagas.

 

GOVERNADOR COMEMORA NÚMEROS DA SEGURANÇA

Renan Filho tem mais números para comemorar: A Segurança Pública de Alagoas registrou em outubro o nono mês consecutivo de queda na taxa de homicídios. Dados do Núcleo de Estatísticas e Análise Criminal revelam que houve uma diminuição de 12,4% na comparação com outubro de 2020. O resultado mostra a consolidação das estratégias adotadas ao longo do ano pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.

 

PREFEITO INVESTE R$ 52 MILHÕES NA EDUCAÇÃO

Com o programa Valoriza Educação, o prefeito João Henrique Caldas está investindo R$52 milhões no setor educacional, com ações que incluem nomeação de mais professores, concessão aos estudantes do passe livre nos ônibus e reposição inflacionária na conta dos educadores e servidores do sistema de ensino.

 

DRESCH: GUERREIRO DO VELHO JORNAL DE ALAGOAS

A morte de Bartolomeu Desch enluta a imprensa alagoana. Era um jornalista dinâmico, versátil, eficiente, formado – sobretudo – no batente do velho Jornal de Alagoas, nos meus tempos de Editor-Geral. Além de profissional íntegro e completo, Dresch esbanjava equilíbrio e primava pela moderação.

 

LULA LIDERA PESQUISA EM TODOS OS CENÁRIOS

Pesquisa do Ipespe, divulgada na 4ª feira (3) mostro Lula vitorioso em todas as simulações de segundo turno, contra Bolsonaro, Ciro Gomes, Sérgio Moro... É o que explica o comentário acima: com a oposição dividida, fragmentada, a disputa acabará polarizada entre o presidente e o petista.

 

DESEMPENHO DE MORO SURPREENDE

O que surpreende, contudo, é a performance do ex-ministro Sérgio Moro. Veja: Lula tem 50% e Bolsonaro 32%; Lula tem 52% e Bolsonaro 43%; Lula tem 49%e Ciro Gomes 29%. Ou seja, sem ser candidato, o ex-juiz da Lava-Jato aparece como terceiro mais votado, nas simulações de segundo turno.

 

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'Instrumento da oposição', a CPI cumpriu seu papel

25/10/2021 18:40

A CPI da Pandemia foi instituída pela oposição ao governo do presidente Bolsonaro, atuou politicamente em muitos de seus movimentos – é da natureza de quem faz política – mas o fato inegável é que, considerando o conjunto objetivo de suas ações, prestou inestimável serviço ao Brasil e ao povo brasileiro.

Imperioso, de saída, entender que Comissão Parlamentar de Inquérito, ou simplesmente CPI, é instrumento exclusivo e legítimo da oposição. Não existe essa de governo, através de uma bancada parlamentar majoritária, criar CPI para investigar seus próprios atos. E é evidente que, ao viabilizar uma investigação desse tipo, a oposição tem, sempre, como ‘objetivo intrínseco’ desgastar o governante de plantão. Faz parte, é o jogo.

A CPI da Covid, no entanto – e intenções políticas e motivações ideológicas à parte – cumpriu uma missão espinhosa, pontilhada de controvérsias e ataques entre os próprios integrantes do Colegiado, mas de indiscutível importância para o País.

Graças ao trabalho dos senadores – apurando denúncias, investigando, devassando órgãos e contratos – a campanha contra a vacinação perdeu força. A repercussão da CPI fragilizou o governo e forçou uma ‘virada de mesa’ cujo efeito mais visível atualmente é o recuo da pandemia – queda acentuada e contínua de transmissão do vírus, de hospitalizações e de óbitos.

Mesmo sem intento nenhum nessa direção, a CPI ajudou o próprio governo ao clamar por vacina, ao defender a imunização dos brasileiros. Hoje, com o avanço da campanha vacinal, fruto de uma pressão generalizada, o presidente Bolsonaro pode dizer ao exterior que ‘o Brasil vai bem em matéria de vacinação’.

Essa CPI desagradou a uns, mas trabalhou pela grande maioria. O que vai acontecer com os indiciados? A resposta cabe ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público e ao Judiciário. O mais importante, contudo, é poder afirmar que o Brasil estaria numa situação muito mais precária, crítica mesmo, não fosse pelo desempenho ousado e assertivo da CPI pandêmica.

 

PREFEITO FOCADO NA RESTAURAÇÃO ASFÁLTICA

O serviço de pavimentação e recapeamento das esburacadas ruas de Maceió está devorando 28 milhões de reais, somente na primeira etapa. Ao contrário de Rui Palmeira, que nunca ‘olhava para o chão’, o prefeito JHC faz questão de acompanhar as obras do programa ‘Maceió Tem Pressa’. E é graças à ‘pressa’ que a malha asfáltica da capital começa a ficar transitável de novo.

 

MAÇONARIA HOMENAGEIA WASHIGTON LUIZ 

Vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, o desembargador Washington Luiz ampliou sua coleção de homenagens. Neste mês de outubro, recebeu mais duas honrarias: a Medalha do Grande Oriente da Maçonaria e a Comenda Desembargador James Magalhães de Medeiros, conferida pela Academia de Letras, Artes e Pesquisas de Alagoas.

 

PRESIDENTE DO TER TAMBÉM RECEBE MEDALHA

O Grande Oriente da Maçonaria também agraciou o presidente do TRE, desembargador Otávio Leão Praxedes, o desembargador eleitoral Eduardo Campos Lopes e o juiz Hélio Pinheiro, auxiliar da Presidência do TJ-AL. Já Denylson Barros, servidor da Corregedoria Regional Eleitoral,  foi contemplado com a Comenda Desembargador James Magalhães de Medeiros.

 

O PRINCIPAL PROTAGONISTA DA CPI DA PANDEMIA

O senador Renan Calheiros consagrou-se como principal protagonista da CPI da Pandemia. O presidente Omar Aziz e o vice Randolfe Rodrigues também tiveram atuação marcante, mas nenhum usou a ferramenta com tanta habilidade e experiência. Renan, afinal, já presidiu o Congresso quatro vezes.

 

SENADOR MOSTROU TOLERÂNCIA NA ‘HORA H’

Os críticos podem atribuir ao senador Renan qualquer conceito – rigoroso, radical, extremoso – mas não podem acusá-lo de ‘intolerante’. Após ouvir ponderações, ele concordou com a retirada – do relatório final da CPI – da acusação ao presidente Bolsonaro por crimes de homicídio e genocídio de indígenas.

 

JULGAMENTO DE JB AINDA SEM DATA NO TSE

Bolsonaro caminha para o final de seu mandato presidencial e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não tem ainda data para julgar a ação do PDT e do Avante, que pede a cassação da dupla Bolsonaro-Mourão. O corregedor, ministro Luís Felipe Salomão, já liberou a ação para ir ao pleno, mas a data é com outro Luís, o Roberto Barroso, presidente da Corte.

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Como sofre a oposição em Alagoas atualmente

18/10/2021 15:27

Nunca foi tão difícil fazer oposição em Alagoas. Houve algo parecido nos anos 1970/1980. Divaldo Suruagy era o governador, trouxe o Polo Químico e viabilizou a vinda do Hotel Jatiúca, ponto de partida da arrancada turística. Como não tinha o que criticar, os adversários passaram a dirigir ataques pessoais ao governador. Exemplo de homem público íntegro, Suruagy sempre levou vida simples, sem posses, sem patrimônio. Deixou um modesto apartamento para a família. Já seus opositores...

Hoje, os gatos pingados que fazem oposição a Renan Filho enfrentam sérias dificuldades. São tantos os projetos executados, os programas sociais implementados, que a ‘turma do contra’ se vê atordoada. O governador é um recordista em construção de rodovias, unidades de saúde, escolas de tempo integral, centros de segurança pública, creches, cisternas. Construiu cinco grandes hospitais e já deu início a mais um, graças ao que os efeitos da pandemia por aqui foram contidos. Alagoas está entre os estados com as menores taxas de mortalidade por Covid-19, apesar da grita insana dos que defendiam a economia escancarada, abertura total e imprudente – e os hospitais e cemitérios abarrotados...

O golpe mais duro nos críticos irascíveis, contudo, acaba de ser desferido. O projeto de Renan Filho para a educação confere ao professor a dignidade e o valor historicamente negados ao magistério. Com a proposta do Plano de Cargos já enviado ao Poder Legislativo, o professorado da rede estadual passará a ganhar o que de fato merece. O reconhecimento coloca Alagoas entre os estados que melhor remuneram seus educadores.

Diz-se que governantes não investem na educação por causa do ‘retorno político demorado’. Renan Filho acaba de desconstruir essa lógica do atraso. Movido pela convicção de que ‘nenhum povo evolui sem instrução’, o governador transforma o ensino na ferramenta que vai, de fato e de direito, garantir um futuro melhor para as gerações. É o que se consegue quando se paga bem a quem exerce o nobre papel de formar, orientar e ensinar.

Se reagir com o mínimo de decência, se esquecer a ciumeira por um instante apenas, a oposição também acabará aplaudindo...

 

GUEDES E A VENDA DA PETROBRAS 1

Há poucos dias, o ministro Paulo Guedes, da Economia, defendeu a privatização da Petrobras para investir no social. Pode se tratar de ‘mera coincidência’, mas o fato é que em mais de uma ocasião o Colunista defendeu a venda da Petrobras e o emprego da receita em projetos sociais. Seriam mais de 200 bilhões de reais para o governo federal investir na melhoria da realidade social brasileira.

 

GUEDES E A VENDA DA PETROBRAS 2

O argumento usado aqui em defesa da venda da Petrobras é muito simples: o governo se desfaria de sua parte em uma empresa que continuaria aqui, explorando, produzindo e vendendo derivados de petróleo. Então - é lógica primária – o País disporia de uma montanha de dinheiro e permaneceria com tudo que já tem. Será que o ministro malvado pensou do mesmo jeito?

 

RENOVANDO A MALHA VIÁRIA DA CAPITAL

Ao pavimentar e recuperar o asfalto de mais de 50 km de ruas, o programa ‘Maceió Tem Pressa’ dá a exata ideia de como o prefeito João Henrique Caldas encontrou a malha viária da capital. São tantas as ruas esburacadas que, no Trapiche, a equipe do Tapa-Buraco restaurou inúmeras vias e acabou esquecendo duas importantes: Rua Teonilo Gama e Rua Lavenère Machado. O programa tem Marcelo Maia como coordenador.

 

GOVERNO FEDERAL NÃO FAZ, ALAGOAS FAZ

É isso aí. Enquanto o governo federal corta verbas do ensino técnico-profissionalizante e universitário, o governo alagoano assume, com recursos próprios, a construção de uma unidade do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), em Batalha. Convênio foi assinado pelo governador Renan Filho e o reitor Carlos Guedes. Obrará custará mais de R$ 17 milhões. Caso é inédito.

 

A PETROBRAS E O REAJUSTE DOS COMBUSTÍVEIS

Com a necessidade de satisfazer seus acionistas e investidores, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do gás. A gasolina não atinge nenhum segmento organizado, assim como o gás, cujas vítimas do novo aumento são as pobres donas de casa. Resta saber quando a Petrobras vai aumentar o preço do diesel e encarar uma previsível mobilização dos caminhoneiros...

 

A ESTATAL FOI RÁPIDA NO GATILHO

Já se sabe que o presidente da Câmara, Artur Lira, defende projeto para unificar as alíquotas do ICMS e, assim, baratear o preço dos combustíveis. Pois bem. O projeto de Lira reduz os preços em 8%. Ora, ocorre que a Petrobras se antecipou e acaba devorar 7,2% desse percentual projetado por Lira.

 

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Doria pode esperar pelo 'fim' de Lula e Bolsonaro

12/10/2021 13:27

Ninguém discute a competência de João Doria, como comunicador e, também, como gestor público, mas habilidade política é algo que só se consegue com vivência e maturação na atividade partidária. Doria se comunica com facilidade, sabe ser convincente – talvez exagere um pouco no formalismo – e foi isso que lhe garantiu o sucesso de, em tempo recorde, eleger-se prefeito de São Paulo e conquistar o governo do Estado.

Trajetória meteórica rumo ao sucesso, Doria entendeu que poderia imprimir a mesma velocidade para alcançar seu objetivo maior – eleger-se presidente da República já em 2022 – e avaliou que o ‘rompimento’ com Bolsonaro seria lance de enxadrista.

O raciocínio parecia correto – Bolsonaro deixou de governar para brigar o tempo todo com a mídia e com ministros do Supremo Tribunal – mas lhe escapou a percepção de que Lula poderia entrar no jogo, como de fato entrou, auxiliado pelo próprio presidente, alterando o cenário para a sucessão de 2022.

Hoje, mesmo realizando um trabalho afirmativo no comando do governo paulista, mesmo vencendo a batalha contra a pandemia, ao colocar São Paulo na liderança da vacinação em massa contra Covid (em contraposição à atitude crítica de Bolsonaro), Doria não consegue mover-se positivamente no tabuleiro das pesquisas de intenção de voto, seja por falta de capilaridade pelo interior do País, seja porque Lula e Bolsonaro monopolizam uma disputa com evidente tendência de polarização, o primeiro explorando sempre a condição de antítese do bolsonarismo.

Para viabilizar melhor o projeto que concebeu, Doria poderia ter evitado a precipitação do choque com Bolsonaro: estaria recebendo mais recursos e mais atenção do governo federal, ganhando tempo, realizando mais obras e, de camarote, assistindo ao contínuo desgaste presidencial. Preferiu, porém, ir para um confronto em meio a uma tragédia sanitária nacional, com graves efeitos econômicos (mais inflação) e sociais (mais fome).

Resta a Doria, nesse cenário, reavaliar seu papel. O ideal, talvez, fosse investir na unidade dentro do PSDB e postular a reeleição. A briga eleitoral em 2022, seja qual for o resultado, esgotará Lula e Bolsonaro. Portanto, a briga de João Doria ficaria para 2026.

 

GOVERNADOR CRITICA PROPOSTA DE LIRA

“Não é culpa do ICMS, é culpa do governo federal, que fala muito e faz pouco”, disparou João Doria, governador de São Paulo, ao criticar a proposta de Artur Lira de reduzir a arrecadação dos estados para baixar o preço dos combustíveis. Lira – todo Bolsonaro, por enquanto – rebateu dizendo tratar-se de uma questão de ‘sensibilidade social’.

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Primeira Edição © 2011