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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Armas de fogo, Bolsonaro e os massacres

19/03/2019 14:30

Sempre que um tiro é disparado, e o fato repercute, os inimigos de Bolsonaro logo se apressam em inculpar o presidente. Quem defende a posse de arma – em casa – para defesa pessoal? Jair Bolsonaro. Então, de quem é a culpa?

O massacre na escola de Suzano, interior de São Paulo, foi um prato feito para os críticos do presidente. “Estão vendo, é o que ocasiona o armamento da população. A culpa é dele”.

Tudo cretinice. Qualquer um sabe que, no Brasil, as pessoas adquirem arma de fogo no comércio clandestino. O problema de Suzano não estava no revólver, mas na cabeça dos ensandecidos.

E o machado? E o arco com flecha? E se tivessem empregado bombas (coquetel Molotv, por exemplo), como seria?

A pilantragem não se converte em argumento sério. Tiroteios, massacres, atos terroristas (doméstico ou internacional)

acontecem pelo mundo afora. Não são tragédias privativas dos Estados Unidos ou do Brasil. São incidentes planetários.

Culpar Bolsonaro pela chacina de Suzano imporia – por critério de similitude e equiparação – culpar Dilma Rousseff pelo massacre de Realengo, onde um tresloucado invadiu uma escola e matou 12 alunos, deixando outros 13 gravemente feridos em 20122. Quem governava o País à época? Então, culpa da Dilma?

Nos Estados Unidos, ao longo de décadas, ocorreram ao menos 37 massacres. Culpa dos presidentes? O maior de todos, com 51 mortos, aconteceu numa boate na cidade de Orlando em 2016. Quem era o presidente? O democrata Barck Obama, cuja liberalidade o aproxima dos petistas brasileiros (lembrando que, durante evento em Washington, Obama apontou para o então presidente Lula e proclamou: “Esse é o cara”.

Culpar Bolsonaro pelos crimes que estão acontecendo, com armas de fogo, é o meio insidioso e venal de transferir responsabilidades. Pois violência, desequilíbrios, atentados à vida não se devem simplesmente às armas. Devem-se, sobretudo, aos maus governos, que não investem para formar e educar as gerações. A esculhambação que se instalou no Brasil dos últimos 15 anos teve origem no modelo de gestão que – ainda bem – acabou rejeitado pelo povo nas eleições do ano passado.

 

AÇÃO E REAÇÃO

É a lei da Física: após o Supremo decidir que crimes conexos com Caixa 2 vão para a Justiça Eleitoral, os deputados já se mobilizam para derrubar a decisão do STF com projeto de lei. E ‘lei é lei’.

 

LULA DE FORA

A nova decisão do Supremo Tribunal não beneficiará Lula. O ex-presidente foi condenado por receber propina, sem relação com caixa dois. A sentença, irretocável, foi do juiz Sérgio Moro.

 

E A ESQUERDA AINDA FALA DE BOLSONARO

Excelente o nível do diálogo entre Gleisi Hoffmann e Ciro Gomes. O ex-presidenciável do PDT chamou a presidente nacional do PT de ‘chefe de quadrilha’. Em resposta, a civilizada petista suavizou: “O Ciro é um coronel oportunista, ressentido e covarde”. E ainda criticam o presidente Jair Bolsonaro...

 

VOLTA POR CIMA

O retorno de Melina Freitas à Secretaria de Cultura foi uma medida acertadíssima de Renan Filho. Com Melina, a Secult ganhou nova dinâmica e seu desempenho é reconhecido.

 

SÓ FALTA FÁBIO

A mexida no secretariado, para o segundo mandato de RF, será fechada com chave de ouro se o diplomático Fábio Farias der ouvidos ao coro geral por sua volta ao Gabinete Civil.

 

LESSA NO CAMPO – UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA

Ronaldo Lessa já ocupou os principais cargos políticos no Estado. Foi vereador e prefeito de Maceió, governador duas vezes e deputado federal. Como governador, cuidou bem da agricultura, da pecuária e da pesca. Portanto, tem experiência de sobra para fazer bom trabalho como secretário da Agricultura. Conhece o Estado, as regiões, os municípios – e as carências de cada um. Renan Filho acaba de fazer uma excelente nomeação.

 

MASSACRE EM SP

O massacre na escola de Suzano (SP) chama a atenção para o uso de arma de fogo, mas, por outro lado, indica que, se o professor tivesse armado, a matança poderia ter sido impedida.

 

ALVO PREFERENCIAL

A propósito, o presidente Donald Trump defende a liberação do porte de arma para professores. Mas, alto lá: se o porte for aprovado, os assassinos vão mirar quem em primeiro plano?

 

POR QUE A MAIORIA TENDE A APOIAR BOLSONARO

Recente pesquisa de opinião mostrou Jair Bolsonaro com aprovação de mais de 50% dos brasileiros – somando-se os que

achavam o governo ótimo, bom e regular. Sem surpresa. A maioria dos brasileiros aprovará Bolsonaro por uma razão elementar: ele livrou o Brasil do petismo. Traduzindo: muitos brasileiros votaram no capitão para derrubar o petismo, e não por acharem que estavam elegendo um estadista revolucionário.

 

EPISÓDIO FATÍDICO

Contrário ao armamento da população civil, o senador Renan Calheiros lamentou pelas vítimas em Suzano e disse que o episódio remete todos a uma reflexão sobre porte de armas.

 

EPISÓDIO FATÍDICO 2

O prefeito Rui Palmeira também manifestou seu pesar pela matança na escola estadual do interior paulista. Pelas redes sociais, desejou recuperação aos feridos no trágico episódio.

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Quem é o pornográfico?

09/03/2019 09:45

Jair Bolsonaro, o cidadão, ainda não tem ideia do bem que fez ao Brasil. Fez, na eleição, e continua fazendo, no governo. Só um exemplo: não fosse o projeto presidencial do capitão, a população teria como saber quem são os glutões do festim bancado pela Lei Rouanet?

Nesse particular, Bolsonaro não apenas estancou uma sangria descontrolada do dinheiro público, como ainda exibiu à nação perplexa a cara dos comilões e o estrebuchar de vários deles, os mais inconformados com o fechamento da torneira oficial.

Impagável, também, o gesto do presidente de lançar-se numa cruzada nacional pela restauração dos bons costumes. Setores da sociedade brasileira – influentes e com poder de irradiar seus efeitos – vivem hoje num estágio de liberalidade sem limites.

Pessoas que perderam o poder e os espaços com a recente derrota do petismo – políticos, atores, ativistas – atacam Bolsonaro exibindo ranços de vingança, desprezando o fato de que as ideias que execram representam os anseios maiores da sociedade.

No Carnaval, o presidente postou um vídeo para mostrar – nas imagens indecentes exibidas – o que todos deveriam condenar, em nome da moralidade e em defesa da própria decência que deve (ou deveria) ser a tônica de uma festa tão popular e abrangente.

Bastou, porém, para o ativismo dos derrotados aflorar com uma mensagem tão hipócrita quanto cretina. Acusaram o presidente de usar a internet para divulgar pornografia. Um discurso vil e barato. Uma coisa – e os hipócritas também sabem disso – é condenar o Carnaval, outra é atacar seus excessos. Ninguém reprovou o ato imoral, nenhuma voz censurou a aberração.

Os críticos do presidente se melindraram com o vídeo postado no twitter – porque acessível a qualquer internauta – mas não se chocam com cenas indecorosas exibidas em novelas e programas como o Big Brother em canal de alta acessibilidade.

O presidente foi direto, corajoso, autêntico. Afirmar o contrário seria o mesmo que condenar a Rede Globo por exibir, de forma explícita e recorrente em seus noticiosos, cenas de violência em grau superlativo. Quem, nesses casos, deve ser condenado: a televisão que divulga os fatos ou os protagonistas da repulsiva criminalidade? Quem é o pornográfico?

 

 

 

POSSE LEGAL

Não competia ao advogado Cacá Gouveia envolver-se com o drama do Pinheiro. Mas ele acertou mais uma ao sugerir o Posse Legal para os moradores pobres do bairro. O TJ agradeceu.

 

ONTEM E HOJE

O que o governo está gastando com locação de viaturas é o preço da segurança pública que funciona. No passado, governadores mantinham veículos próprios, mas o crime mandava no Estado.

 

O SILÊNCIO DA ‘ESQUERDA’ DIANTE DA DESGRAÇA

Impressiona – tanto quanto assusta – o silêncio da ‘esquerda’ brasileira ante a desgraça do povo venezuelano. Ou será que estão sem jeito, envergonhados com a crise que a ‘esquerda bolivariana’ implantou no país do indigitado Maduro? E aí, o que têm a dizer os ‘intelectuais’ petistas adeptos do ‘chavismo’?

 

COMO SE ESPERAVA

Sérgio Moro já se ambientou no Ministério da Justiça. Já sabe que lidar dentro do governo não é o mesmo que decidir como juiz. Importa, isto sim, que ele está fazendo um excelente trabalho.

 

NÃO É O QUE PARECE

Bolsonaro diz que os filhos não mandam no governo. Verdade, não mandam e não poderiam, pois lhes faltam competência e atribuição. Mas – eis o nó – eles agem como se mandassem.

 

 

LESSA NO CAMPO – UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA

Ronaldo Lessa já ocupou os principais cargos políticos no Estado. Foi vereador e prefeito de Maceió, governador duas vezes e deputado federal. Como governador, cuidou bem da agricultura, da pecuária e da pesca. Portanto, tem experiência de sobra para fazer bom trabalho como secretário da Agricultura. Conhece o Estado, as regiões, os municípios – e as carências de cada um. Renan Filho acaba de fazer uma excelente nomeação.

 

 

OS DISCORDANTES

Países livres e desenvolvidos, como Estados Unidos e membros da Comunidade Europeia condenam o regime de Maduro. Já a Rússia e a China, sem surpresa, condenam os que condenam.

 

NÃO TEM JEITO?

Mesmo com o rigor da Lei Maria da Penha e com o crescente número de denúncias feitas pelas vítimas, a violência contra a mulher continua em alta. Qual a explicação para isso?

 

REAÇÃO APOPLÉTICA A UMA OBVIEDADE

Os órfãos da antiga farra também atacam Bolsonaro por ter dito que “só existe democracia se as Forças Armadas quiserem”. Afirmam que foi ‘um ataque ao sistema democrático e à Constituição’. Dizem, enfim, que quem garante a democracia é a Constituição. Verdade, e quem garante a Constituição? No fundo, o presidente apenas disse uma obviedade...

 

CLIMA DE ORDEM

Maceió viveu o Carnaval mais tranquilo dos últimos 10 anos. Da sexta (1º de março) até a quarta-feira de cinzas, apenas 20 homicídios. Quase a metade da taxa registrada ao longo de 2018.

 

OS ENCAPETADOS

O padre Cícero, da Capela da Santa Casa de Maceió, assustou-se com o grande número de foliões (homens e mulheres) fantasiados de capeta nos blocos que animaram o Carnaval em todo o País.

 

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Equiparação impossível. Nivelar por baixo só puniria o melhor

17/02/2019 10:08

Existem regimes diferenciados para trabalhador da iniciativa privada e servidor público porque, simplesmente, não há como equipará-los plenamente. Quando se fala em reforma da Previdência, alguns se antecipam em dizer que o mau do sistema reside nos ‘privilégios’ dos funcionários públicos. Mas, quais seriam esses famigerados ‘privilégios’?

Os salários. Ah!, os salários. De fato, servidor público (ao menos estadual e federal) ganha razoavelmente bem, mas fazem jus à remuneração. O que existem são distorções no alto da pirâmide do funcionalismo público. Com regimes jurídicos próprios, servidores contribuem para a Previdência e pagam imposto de renda, em escala proporcional ao que recebem.

O desarranjo na Previdência Social não se agrava apenas pelo envelhecimento da população, mas, sobretudo, pelo desemprego que, nos tempos de recessão econômica como a atual, reduz de forma drástica o universo de contribuintes do INSS.

E ninguém atenta para isso. O discurso monocórdio dos críticos do serviço público se apoia, sempre, nos tais ‘privilégios’ que, em última instância, apenas representa uma inversão de valores: não é o servidor público que ganha muito, mas o trabalhador privado que ganha pouco. E esta é uma equação inquestionável.

Há ainda que considerar uma diferença essencial de natureza qualitativa. Para conseguir um bom salário, o servidor se submete a um concurso público, em geral uma seleção rigorosa para a admissão apenas dos melhores. O trabalhador privado é aceito pelo dono da empresa por meio de um breve contato, uma conversa ou ainda mediante simples teste de aptidão.

Não estão em debate, aqui, os valores, a condição humana, os direitos de cada um e de todos. Está em questão a meritocracia. Trabalhador que estuda, que desenvolve o intelecto, que absorve conhecimentos, que evolui, vai para o serviço público. Seria bom que houvesse um nivelamento ‘por alto’, mas é impraticável. No fundo, não é o servidor que ganha de mais, é o trabalhador que ganha de menos. O resto é papo furado, discussão estéril.

 

GRANDE JEREISSATI

Os tucanos devem estar orgulhos do colega Tasso Jereissati. O senador cearense retirou sua assinatura e ajudou a detonar a CPI proposta para investigar ministros do Supremo Tribunal.

 

FAZER O QUÊ?

Os contras não se cansam de afirmar que o projeto de Sérgio Moro não serve para combater à violência. Condenam, mas não dizem o que fazer para combater a criminalidade. Vazios.

 

ALE INICIA SEU ANO LEGISLATIVO NESTA TERÇA

Com a viagem do presidente Marcelo Victor ao Rio de Janeiro (foi participar de evento na Fundação Getúlio Vargas sobre a economia de Alagoas), a Assembleia Legislativa inicia seu ano legislativo nesta terça-feira (19), durante sessão ordinária prevista para às 15 horas. Na ocasião, será lida mensagem do governador Renan Filho contendo as ações do governo para o corrente ano.

 

FRANÇA MOURA

Campeão da radiofonia alagoana, o versátil França Moura está no ar, agora pela internet, com o seu tradicional Cidadania. Para ouvi-lo é só ir ao Google e acessar: rádio web cidadania.

 

O ALGO MAIS

O programa de França Moura é diferente, especial, porque não se limita à informação. O algo mais do Cidadania está na opinião, no debate, na controvérsia. E nesse quesito, França é insuperável.

 

PROJETO EDUCACIONAL DE LUCIANO BARBOSA

Para mudar a realidade social e econômica de Alagoas, por meio da educação, Luciano Barbosa quer materializar uma estratégia apoiada em três pontos: inclusão escolar, ensino efetivo e qualificado e aprendizado. Para o vice-governador e secretário da Educação, com esses três elementos será possível, em 10 anos, situar o ensino alagoano entre os melhores do País. Com a priorização, claro, da escola de tempo integral.

 

VISÃO PETISTA

Enquanto o mundo condena a ditadura de Nicolás Maduro, Gleisi Hoffmann vai até Caracas para manifestar o apoio do PT ao projeto bolivariano que está destruindo a indefesa Venezuela.

 

PAPA CRITICA

A propósito, nem o papa Francisco conseguiu se manter em silêncio. O pontífice acaba de disparar críticas a Maduro, acusando-o de não cumprir acordos assumidos. Falta o quê?

 

NÃO VAI SER UMA PARADA FÁCIL. DE JEITO NENHUM

O clima é de euforia, com o DEM comandando a Câmara e o Senado, mas a aprovação da reforma da Previdência não será fácil como alguns estão imaginando. A matéria é controversa, a proposta do ministro Paulo Guedes é bem mais rigorosa do que a de Michel Temer, e nunca se deve minimizar o fato de que o governo tem que reunir quórum de reforma constitucional. E a pressão pelas redes sociais – contra – ainda nem começou...

 

 

QUEBRADEIRA

Enquanto a bancada petista – na Câmara e Senado – volta a se posicionar contra a reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes não deixa por menos: “Eles quebraram o Brasil”.

 

QUEBRADEIRA 2

Bom, mas o Paulão Guedes pisou na bola. Afinal, como deve reagir o investidor que, de repente, ouve o homem forte da economia afirmar, em alto e bom tom, que o País está quebrado?

 

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De Gaulle estava errado, ou somos uns irrresponsáveis?

05/02/2019 17:01

Atribui-se a Charles De Gaulle a frase ‘o Brasil não é um país sério’. Se vivo fosse, o célebre general francês certamente estaria dizendo: “Eu estava certo, o Brasil não é um país sério”.

Ora – dirão os menos rigorosos – tragédias acontecem em toda parte, acidentes não são privilégios dos brasileiros. Verdade, mas, aqui, as tragédias são anunciadas, quase que programadas.

Essa de Brumadinho, na mesma Minas Gerais onde, há menos de três anos, rompeu-se a barragem de Mariana, é prova material de que as coisas aqui acontecem e se repetem por absoluta falta de compromisso com a segurança e com a vida das pessoas.

Existem culpados? Claro. Quem inspeciona as barragens, que avalia os riscos, quem assina os laudos de segurança? E, por trás, quem contrata os técnicos e engenheiros para fazê-lo? Esse tipo de tragédia só é acidental porque seria monstruoso se fosse resultado de uma ação intencional.

O saldo de vítimas fatais – e de pessoas desaparecidas – em Brumadinho supera o de Mariana (subsidiária da Vale). Os mortos, ao final da contagem trágica, devem ultrapassar uma centena – todos trabalhadores, funcionários da Vale S/A ou terceirizados.

O mais preocupante – num país, repita-se, onde o erro fatal se repete como ‘fatalidade programada’ – é saber que existem dezenas de outras barragens de rejeitos de mineração operando em condições que não diferem em nada dos cenários de Mariana e Brumadinho. E que, se o governo federal não adotar medidas preventivas sérias (punitivas e protetivas) outras tragédias acontecerão, com mais vítimas e danos ambientais.

Não pode ser visto como sério um país onde seus deputados, com interesses a resguardar junto às empresas de mineração, se omitem de votar medidas para evitar acidentes, mas, mesmo aqui – onde o sério é tratado com desídia – deve existir limite, um mínimo de limite, em se tratando de preservar vidas humanas e animais e, consequentemente, o nosso meio-ambiente.

 

ALERTA TARDIO

O Ministério Público do Trabalho demora a aparecer, mas, quando aparece, chega tarde demais. Quer saber o que o governo está fazendo para proteger o pessoal do Quartel Geral da PM.

 

NOTÍCIA VELHA

Ora, o assunto é velho. Desde o ano passado que o governo anunciou medidas para desocupar o QG e iniciar reformas. Obras, aliás, que deveriam ter sido executadas duas, três décadas atrás.

 

LIVROS DIDÁTICOS A PESO DE OURO

O governo Bolsonaro deveria jogar pesado com as editoras de livros didáticos para o ensino médio e fundamental. Veja: enquanto a inflação oficial de 2018 ficou em menos de 4%, o principal material escolar teve reajustes que variam de 10% a 20%. Qual a justificativa para esse tipo de descompasso?

 

SIMPLES ASSIM

É fácil saber se Flávio Bolsonaro fala a verdade. Ele diz que efetuou depósitos fatiados, de R$ 2 mil cada – porque esse é o limite nos caixas eletrônicos. Portanto, é só o Coaf apurar.

 

E ESSA CONTA?

Alguém pode depositar R$ 10 mil, de manhã, e sacá-lo à tarde, no mesmo dia. Repetindo a operação, ao cabo de um mês terá movimentado R$ 600 mil. Corrupção? Com apenas R$ 10 mil?

 

BOMFIM VÊ ESQUERDA BRASILEIRA SEM RUMO

Ausente das lides políticas, mas presente ao lançamento do livro Democracia Digital, do senador Renan, o ex-deputado Eduardo Bomfim vê a esquerda brasileira caminhando sem rumo. Verdade, mas não só a brasileira. No mundo inteiro, a esquerda passa por um momento de dispersão e encolhimento. No Brasil, o problema é outro: a esquerda nunca se entendeu e jamais se uniu. Basta ver como se conduziu na campanha presidencial do ano passado.

 

UM CONCILIADOR

Ao contrário do que muitos previam, o general Mourão tem agido com equilíbrio e espírito de conciliação. Além disso, no exercício ou não da Presidência, tem dado aulas de lealdade ao chefe.

 

SEM SENTIDO

Compreende-se a boa vontade do deputado Marx Beltrão, mas o problema do Pinheiro não justifica a abertura de CPI na Câmara.

Até porque o caso não envolve nenhuma esfera do setor público.

 

UNIVERSIDADE REQUER APENAS MERITOCRACIA

Em qualquer país desenvolvido, universidade funciona como instância de ensino seletiva. Aqui, a demagogia política fala em democratizar o ensino superior, quando, em verdade, trata-se de simples massificação. Quem tem bagagem para frequentar uma faculdade, não precisa de cotas para acessá-la. Simples lógica.

 

LIÇÃO DAS URNAS

Político com base eleitoral apenas em Maceió (sem pontos de apoio no interior) dificilmente se elege deputado estadual. Provou isso o desempenho do vereador Lobão nas urnas de outubro.

 

LIÇÃO DAS URNAS 2

Também vereador – e igualmente sem nenhuma base no interior – Eduardo Canuto se deu mal na tentativa de se eleger deputado federal. E de nada lhe valeu o apoio ostensivo de Rui Palmeira.

 

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Rumo ao descrédito total

28/01/2019 17:51

A Rede Globo não está apenas ressentida com a primazia que o presidente Bolsonaro resolveu conferir a outras emissoras de TV. Preocupa, de igual modo, a organização dos irmãos Marinho a decisão já tomada pelo governo de parar com a remessa de bilhões de reais, em publicidade, para a chamada ‘grande mídia’.

Sabem, os dirigentes globais, que nos últimos cinco, seis anos a audiência de seu principal produto, o Jornal Nacional – tem se alimentado de escândalos políticos abastecidos, sobremaneira, pelo interminável fluxo de denúncias da Lava-a-Jato.

À Globo, portanto, não interessa que o novo governo represente quase 60 milhões de votos ou que, se Bolsonaro falhar, o País tomará um rumo imprevisível. Quando a Globo ‘batia’ em Lula, os petistas criam que era marcação. Aí a Globo também bateu em Dilma, em Aécio, em Renan, em Azeredo, e logo se percebeu que não havia alvos preferenciais, mas, sim, um objetivo de empresa: repercutir e ampliar denúncias para otimizar audiência.

Ocorre que, agora, a Globo volta a insistir no denuncismo, mas encontrou uma barreira intransponível: Bolsonaro se comunica pela Record e pelo SBT e, o mais ‘danoso’, não passa recibo à televisão global. Não dá entrevista nem responde a acusações. Não fala à Globo. E qualquer jornalista sabe que noticiário com uma só versão, sem o equilíbrio dos ‘dois lados’, tem tudo, menos credibilidade. O pânico da Globo com essa postura é tal que seus editores tiveram a ousadia de ‘questionar’ perguntas feitas pela reportagem da Record à Flávio Bolsonaro.

Nesse caso em especial, o que preocupa a TV dos irmãos Marinho não é a audiência de seu principal noticioso. Preocupa saber que, sem o crédito que só pode ser proporcionado pala oitiva dos ‘acusados’, toda sua cobertura expondo a família Bolsonaro como foco de denúncias soará como ‘campanha contra o governo’.

Ou seja, falta muito pouco para a notícia global passar a ter a mesma credibilidade que tem o comentário de um inimigo.

 

O PASSADO CONDENA

O grupo Globo pode até se fantasiar de instituição democrática, mas vai ser lembrado como uma organização que apoiou a ditadura e sempre esteve do lado de quem exercia o poder.

 

BOICOTE GLOBAL

Aliados do presidente Bolsonaro começam a se organizar para boicotar a Globo. Vão usar em grande escala as redes sociais, que derrotaram a ‘grande mídia’ na recente eleição presidencial.

 

A FRASE SIMPLES E A ESTUPEFAÇÃO DA MÍDIA

A situação de impunidade vigente no Brasil nos anos petistas pode ser mensurada pela reação da mídia a uma fala simples do presidente Bolsonaro. Ele disse: “Se ficar comprovado que Flávio errou, ele vai ter que pagar”. A mídia reagiu como se a frase, inusitada tratando-se de um presidente da República, fosse um  autêntico escândalo de honestidade.

 

VISÃO DOS CONTRAS

Os inimigos de Bolsonaro qualificaram de ‘vazio’ o discurso do presidente na Suíça. Já Delfim Neto, um gênio da economia, comentou com magistral isenção: “Foi um discurso fundamental”.

 

LIVRO, SEMPRE

O mestre Douglas Apratto, vice-reitor do Cesmac, não abre mão de publicação impressa. Curte a internet como todo intelectual, claro, mas está sempre com um livro de baixo do braço.

 

SEM DISPUTA, AMA MANTÉM HUGO WANDERLEY

Um acordo que envolveu o governador Renan Filho pacificou o cenário na Associação dos Municípios Alagoanos. Feita a composição, o prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley, será reconduzido à presidência da AMA nesta 2ª feira (28). Será chapa única, sem disputa. A prefeita Pauline Pereira, de Campo Alegre (que havia se movimentando para disputar o comando da entidade) integra a chapa como vice-presidente.

 

ALE ACOMPANHA

O vice-presidente da Assembleia, deputado Francisco Tenório, formou comissão de parlamentares para acompanhar todo o desenrolar dos acontecimentos envolvendo o bairro do Pinheiro.

 

DIREITA CONVICTA

Intelectual de direita ‘com orgulho e convicção’, o escritor alagoano Rosalvo Acioly elogiou a ‘forma e o conteúdo’ do livro Democracia Digital, lançado pelo senador Renan no Hotel Ritz.

 

HADDAD E ALIADOS TORCEM MUITO PELO BRASIL

Fantoche de Lula, pior prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad exercita seu patriotismo torcendo pelo fracasso do governo de Bolsonaro. Aliás, como o próprio presidente já disse, o novo governo não pode errar, porque, se tal acontecer, estará

criada a oportunidade para a volta do PT. Portanto, se depender dos petistas, o Brasil vira uma Venezuela em quatro anos.

 

PODER É PODER

Que o diga Nicolás Maduro. Ele destruiu a Venezuela, mas, no meio da desgraça nacional, fez uma eleição de cartas marcadas e ainda quer que o mundo o reconheça como presidente legítimo.

 

IMAGEM NA LAMA

A delação de Palocci detonou a imagem que Dilma tinha de ‘mulher séria e honesta’. O ex-ministro aliado fala de corrupção, mas fulmina Dilma denunciando-a como traidora de Lula.

 

 

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Primeira Edição © 2011