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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Desrespeito a quem?

29/11/2018 19:16

 

O ‘Mais Médicos’ não é um mau programa, do ponto de vista funcional, mas não deveria ter sido criado em ambiente de sigilo, sem nenhuma discussão prévia, sem nenhum crivo do Congresso Nacional. Por que isso? O que teria levado a então presidente Dilma a lançar um projeto assistencial um tanto às escondidas?

Seguinte: mais do que uma parceria institucional entre dois governos – o do Brasil e o de Cuba – o ‘Mais Médicos’ foi concebido para ajudar, financeiramente, a ditadura cubana. Por isso, ao saber que o programa estava sendo desfeito, Dilma comentou: “Não entendem o que é solidariedade”.

Muito bem. Mas, solidariedade por quem? Pelos médicos cubanos que trabalham e recebem menos de 40% do salário, já que o restante, a fatia maior, é repassada pela Secretaria Nacional do Tesouro Brasileiro para os cofres do governo cubano?

Ao se manifestar sobre a questão, o senador Fernando Collor disse que ‘Bolsonaro foi feroz e desrespeitoso com Cuba’. Será? E o que o senador diz sobre o regime que mantém o povo cubano em permanente estado de submissão, com total supressão das liberdades individuais? O que dizer de um regime confisca mais da metade da remuneração obtida pelos médicos transferidos para trabalhar em pequenos e distantes municípios brasileiros? O que

dizer de um regime que, para evitar ‘deserções’, mantém os familiares de seus profissionais como aprisionados em Cuba?

Não, definitivamente não se trata nem de falta de solidariedade, nem de desrespeito. Se há desrespeito nessa história, quem o pratica são os dirigentes cubanos que, a pretexto de enfrentar o ‘imperialismo americano’, mantém a Ilha, em todas essas décadas, como um exemplo de regime violento, autoritário e absolutamente antidemocrático. Quem merece respeito e solidariedade é o sofrido povo cubano, não seus governantes.

Com o ‘Mais Médicos’, o governo petista errou ao se solidarizar com a ditadura cubana, e não com o povo de Cuba. E em se tratando da Ilha, não se pode liberar ajuda sem a exigência de contrapartidas que assegurem os direitos do povo cubano.

 

APOIO TEM

A Coluna ouviu de uma fonte categorizada o seguinte comentário: “Se Renan Calheiros quiser, não lhe faltará apoio para assumir (seria pela quinta vez) a presidência do Congresso Nacional”.

 

PREÇO ALTO

O mesmo observador fez ainda a seguinte avaliação: “ O Rui (Palmeira) vai pagar muito caro por ter abandonado seus aliados, ao desistir de concorrer ao governo com Renan Filho”.

 

ALIADOS DEVERÃO TER ESPAÇO NO NOVO GOVERNO

Três deputados federais não reeleitos terão espaço no novo governo de Renan Filho: Maurício Quintella (que disputou o Senado ao lado de Renan Calheiros), Ronaldo Lessa e Givaldo Carimbão. O ex-governador Lessa poderá continuar na Câmara, com a vinda de um deputado aliado para o secretariado. Já

Quintella e Carimbão deverão assumir cargos no governo.

 

EQUIPE NA CABEÇA

Renan Filho já tem na cabeça o desenho de sua nova equipe, mas só ele sabe com quais peças vai trabalhar. Ou seja, o que se tem ouvido por aí não passa de especulação ou simples futurologia.

 

ALMEIDA VIVO

O ainda deputado federal Cícero Almeida, que perdeu a eleição (para estadual) e o mandato (por infidelidade partidária), também deverá ser escalado no time que entrará em campo em janeiro.

 

PREFEITO RECEBE HOMENAGEM DO JUDICIÁRIO

Rui Palmeira também recebeu a Comenda Moura Castro. A honraria do Tribunal de Justiça é conferida a quem faz algo de positivo pelo Judiciário. O prefeito de Maceió, ao que se sabe, não fez nada de relevante para a Justiça da capital, mas, como ressalta o desembargador e presidente Otávio Praxedes, merece a distinção por “sua trajetória” e por “respeitar o Judiciário”.

 

SEM IDEOLOGIA

Em discurso da tribuna do Senado, Fernando Collor afirmou que a política de relações exteriores do Brasil não deve ter influência de ideologia, seja de esquerda, seja de direito. É isso mesmo.

 

SEM IDEOLOGIA 2

Em consonância, aliás, com o que pensa o presidente eleito Jair Bolsonaro. O vencedor da sucessão presidencial é contra a prática do ideologismo dentro das instituições, começando pela escola.

 

HUMBERTO LEMBRA PARCERIA COM CESMAC

Durante seminário que discutiu ensino e pesquisas em hospitais filantrópicos, o provedor da Santa Casa de Maceió, Humberto Gomes de Melo, lembrou que sua instituição mantém parceria com o Cesmac e tem 76 residentes em 16 especialidades médicas. Ele diz que a meta é expandir o sistema para oferecer mais vagas de residência e mais estágios para melhorar a área de saúde.

 

SEM PRETENSÃO

Sondado por aliados das últimas eleições de que participou, o ex-presidente da Câmara de Maceió, Arnaldo Fontan sinalizou que não mais pretende concorrer a nenhum mandato eletivo.

 

AGORA, MAJORITÁRIO

Só para lembrar: Fontan perdeu duas eleições de vereador obtendo mais votado do que outros eleitos com ajuda de coligações. Mas, em 2020, o voto para vereador, finalmente, será majoritário.

 

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A OAB, o tiroteio e os direitos humanos

19/11/2018 16:34

A Ordem dos Advogados cumpre seu papel ao investigar o episódio em que morreram 11 assaltantes em tiroteio com agentes da Polícia Civil no Serrão alagoano. Compete a sua Comissão de Direitos Humanos ‘apurar’ o que de fato ocorreu e, isto posto, levar seu próprio relato à opinião pública.

Não que uma, digamos, ‘investigação paralela’ possa mudar alguma coisa. A própria OAB sabe que os mortos – todos eles – eram criminosos devidamente fichados na Polícia. Sabe, também, que nenhuma família de bem (daqui, de Pernambuco ou da Paraíba) reclamou perda no confronto em questão. Restaria, pois, esclarecer apenas as circunstâncias do enfrentamento.

Bandido que se preza – todo advogado sabe – não dá moleza pra ninguém. Sob qualquer tipo de ameaça, atira primeiro. E atira pra matar. Não raro, mata policial só por saber tratar-se de um policial. Quem vive no crime, do crime e para o crime não tem medo de morrer. E quem não preza a própria vida não tem nenhum respeito pela de outrem. É o código da bandidagem.

Registre-se que a OAB, como outros órgãos de direitos humanos, foi movida apenas pelo fator quantidade. Marginal troca tiro com a Polícia todo dia, morre e ninguém dá a mínima. Mas 11 de uma vez chama a atenção. Necessário fazer algo, mostrar serviço.

A OAB, no entanto, sabe que ninguém, nenhuma instituição defende mais os direitos humanos do que a Polícia. Os bandidos, mesmo os mortos em confrontos, não são vítimas. Ao contrário, estão sempre prontos para assaltar e fazer vítimas – inocentes. São sujeitos de ações criminosas, implacáveis e impiedosas.

Por isso, a Ordem, no que lhe concerne os direitos humanos, poderia estender sua preocupação, também, aos policiais abatidos nos confrontos com os fora-da-lei.  Não por solidariedade, mas por questão de justiça. Alguém já se preocupou com o drama, o desespero e o destino da família de um policial assassinado?

 

 

COM BOLSONARO

No encontro da semana passada, em Brasília, Bolsonaro deixou de se reunir com alguns governadores (entre eles Renan Filho) por incompatibilidade com as agendas dos gestores estaduais.

 

COM BOLSONARO 2

Em face disso, novo encontro está marcado para a próxima quarta-feira (21) entre o presidente eleito e os governadores do Nordeste, quando serão tratados assuntos de interesse da Região.

 

ALIADOS QUEREM ALMEIDA NA SUCESSÃO DE 2020

Um dos melhores prefeitos de Maceió, o deputado federal Cícero Almeida perdeu a reeleição (em outubro), perdeu o mandato (na semana passada), mas não perdeu o ânimo de lutar. Aliados seus garantem que, apesar desses reveses, Almeida deverá disputar a eleição municipal de 2020. Os mais otimistas acham que ele tentará a Prefeitura maceioense, mais uma vez.

 

PARTO DIFÍCIL

Com 28 anos de Câmara, Bolsonaro sabe que não é fácil eleger o presidente da Casa. Se dependesse da vontade do presidente eleito, o novo dirigente sairia das fileiras do PSL. Não depende.

 

PARTO DIFICIL 2

A escolha do sucessor de Rodrigo Maia (ou do próprio) passa por acordos e composições e vai depende do posicionamento do ‘centrão’ e de bancadas como a evangélica e a ruralista. Por aí.

 

MARX APLAUDE AGENTES DO TIROTEIO NO SERTÃO

Reeleito deputado federal – após perder espaço para concorrer ao Senado – Marx Beltrão tem opinião formada sobre a atuação dos policiais que, recebidos à bala, mataram 11 assaltantes durante tiroteio no Sertão alagoano: “Merecem ser condecorados”. Para Beltrão, ao medir forças com bandidos fortemente armados, os agentes da Segurança Pública exibiram coragem, arriscaram suas vidas e cumpriram a missão de defender a sociedade alagoana.

 

VAI VETAR?

Michel Temer tem demonstrado que governa sem medo de críticas ou retaliações. Foi assim, por exemplo, quando lutou de peito aberto para aprovar a ‘indigesta’ reforma da Previdência.

 

VAI VETAR? 2

Isso acende a esperança de que o presidente, em cima da hora (no próximo dia 28) vete o projeto que reajusta o salário dos ministros do STF e aumenta a despesa com pessoal dos estados em 16%.

 

QUERIAM O QUE DO PRESIDENTE BOLSONARO?

Jair Bolsonaro tem avançado e recuado em algumas decisões para formação do próximo ministério. Petistas e afins criticam, como se tal não tivesse acontecido com Lula e Dilma. Com um detalhe: o presidente eleito passou os meses de setembro e outubro se recuperando do atentado sofrido em Juiz de Fora. Ou seja, não tinha ‘cabeça’ nem clima para formatar seu projeto de governo.

 

MÍDIA É ISSO

Em 2016, o resultado do PIB de Alagoas ficou em -1,4%, portanto acima da média nacional, que foi de -3,3%. Então, você tem duas maneiras de divulgar o desempenho alagoano.

 

MÍDIA É ISSO 2

Poderá dizer, no título da matéria, que o PIB de Alagoas ficou acima da média do registrado no resto do Brasil. Ou, pode assinalar que foi negativo, apesar de superior à média nacional.

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A ameaça que o juiz Sérgio Moro representa no Ministério da Justiça

05/11/2018 09:56

A ciumeira em cima do juiz Sérgio Moro produz verdadeira histeria. O que querem os seus críticos? Se permanecesse à frente da Lava-Jato, lá estaria para perseguir Lula e aliados do PT. Se fosse para o Supremo Tribunal, seria uma desfeita ao Judiciário, pois ministros lá do alto se nivelariam a um simples juiz. Agora, que topou um desafio hercúleo – enfrentar a bandidagem fora do âmbito restrito da Lava-Jato – perdeu a altivez ao se meter com a política... Afinal, como Sérgio Moro deveria se comportar?

Aliás, é uma histeria por causa do Moro, o juiz com projeção mundial, ou contra o sucesso do governo Bolsonaro? Primeiro, convém saber o que desejam e pelo que torcem os inimigos do magistrado. Seu projeto, já em curso, é formar um poderoso Ministério da Justiça, capaz de combater as organizações criminosas em todo o país, em duas frentes: contra o crime comum e contra a corrupção. Mesmo porque a Lava-Jato é um processo de alcance restrito, limitado. Já um Ministério da Justiça turbinado, incorporando o Ministério da Segurança e órgãos de controle como a Controladoria Geral da União e o COAF, dará ao Brasil um organismo poderosíssimo para combater, com eficácia, a criminalidade e a corrupção em todos os seus níveis e esferas.

Por acaso, é contra isso, é contra a perspectiva de um projeto exitoso no novo cenário da segurança pública nacional, que os críticos de Sérgio Moro se alevantam e estrilam? Afinal, a migração do juiz para o núcleo do futuro governo, não deveria ser motivo de tranquilidade para Lula e seus discípulos?

Calma lá, gente. Sérgio Moro não vai se ‘eternizar’ no comando do Ministério da Justiça. Será apenas uma passagem. O cargo no governo significa, tão-somente, um estágio rumo ao Supremo Tribunal Federal. Onde, certamente, fará a grande diferença. Pois a Corte Maior, que hoje conta com um (ex)advogado petista na presidência (nunca aprovado em concurso público) passará a ter em seu colegiado o homem que abalou os alicerces da corrupção nacional e ganhou o apreço e a admiração da sociedade brasileira.

 

POSTO RELEVANTE

O cargo de ministro da Justiça, que Sérgio Moro vai assumir a partir de janeiro, já foi ocupado pelo senador Renan Calheiros durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

 

MAIS CADEIRAS

A Câmara de Maceió deve ampliar o número de vereadores, já para as eleições de 2020. O colegiado, atualmente com 21 integrantes, poderá ter mais 4 membros, indo para 25.

 

TRÊS ‘DISPAROS’ CERTEIROS DE ARNALDO FONTAN

Arnaldo Fontan, ex-presidente da Câmara de Maceió, desistiu de postular mandato eletivo, mas se mantém atento à cena política. Ele previu a vitória de Renan Filho, logo após Collor entrar no jogo, disse que Renan Calheiros renovaria o mandato no Senado e vaticinou vitória folgada de Bolsonaro sobre Haddad no 2º turno.

 

PONTOS CRUCIAIS

Bolsonaro já definiu nomes para tocar dois dos três setores cruciais: Paulo Guedes na economia e Sérgio Moro na segurança. Falta alguém para dar um jeito no delicado setor de saúde.

 

MORO NA POLÍTICA

Logo que Moro aceitou o Ministério da Justiça, os contras se apressaram em lembrar que, em 2016, o juiz disse que ‘nunca entraria na política’. Mas, nem a maioria do povo exigindo...

 

RENAN FILHO PODERÁ MANTER LESSA NA CÂMARA

Na formação do futuro secretariado, Renan Filho poderá chamar um dos cinco deputados federais eleitos por sua coligação. Se assim for, o ex-governador Ronaldo Lessa poderá permanecer na Câmara. O líder do PDT em Alagoas obteve mais de 54 mil votos, mas perdeu para o voto proporcional: a coligação tucana garantiu a vitória de Tereza Nelma com apenas 44 mil votos.

 

PURA BABOSEIRA

Não tendo mais como atacar Bolsonaro, a global Miriam Leitão extrapolou. Criticou o presidente pela oração que Magno Malta fez após a vitória. É o tipo de crítica que beira a idiotia.

 

E A GASOLOINA?

Incrível, mas ao longo da campanha presidencial, ninguém questionou os concorrentes sobre o que tinha em mente para estabilizar a política de preços dos combustíveis. Uma pena.

 

SÉRGIO MORO NO SUPREMO TRIBUNAL

Engana-se, redondamente, quem está pensando que a Lava-Jato vai se fragilizar com a saída do juiz Sérgio Moro. Não vai porque Moro vai continuar combatendo a corrupção, no Ministério da Justiça e Segurança, e não vai porque, logo, logo o magistrado que o PT odeia vai prolatar sentenças no Supremo Tribunal.

 

FOLHA NA OPOSIÇÃO

Desde que se tornou um jornal de oposição, a Folha de S. Paulo deixou de lado a isenção que marcou sua trajetória na imprensa brasileira. Na eleição deste ano, a Folha se declarou de vez.

 

ANTES E DEPOIS

Mas os tempos mudam. Durante a campanha, as cutucadas da Folha ecoavam em outros órgãos da mídia. A bola estava em campo. Agora, com o jogo encerrado, a Folha ficou sozinha.

 

O FIM DE UMA EXCRESCÊNCIA ELEITORAL

Com o fim das coligações, aprovada pelo Congresso para valer a partir de 2020, o voto proporcional deixará de existir. Passa a valer o voto majoritário nas eleições legislativas. Ou seja, ganha quem tiver mais votado. Nesta eleição de 2018, muitos candidatos se elegeram com menos votos do que concorrentes beneficiados pela soma de sufrágios obtidos pelas coligações.

 

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Do risco de uma batalha sangrenta a uma estupenda vitória da democracia

29/10/2018 19:31

Por muito pouco o País não mergulhou numa batalha campal fragmentária, com cenas de enfrentamento nas cidades onde multidões se reuniram na rua em defesa de seus candidatos. A polarização dividiu literalmente a sociedade e aprofundou, além do que se esperava, o antagonismo entre os que defendem e os que condenam o petismo – o modelo de gestão governamental que dominou o Brasil por quase 14 anos.

Ainda bem, os fatos mais graves foram pontuais – do atentado ao candidato Jair Bolsonaro à desavença que culminou com a morte de um capoeirista na Bahia. A campanha transcorreu, do início ao fim, em clima de tensão permanente, de ânimos exaltados e, sobretudo, do temor quanto à real possibilidade de conflitos entre partidários dos dois principais aspirantes à Presidência.

O fato, no entanto, é que não se esperava que a sucessão presidencial se traduzisse numa disputa amena, urbana e amistosa. O impeachment da então presidente Dilma e, a seguir, a prisão de seu mentor Lula concorreram para carregar a atmosfera política. No segundo caso, em especial, porque os partidários do petismo sabiam que somente o ex-presidente teria cancha para busca, com admissível sucesso, a volta do PT ao poder central. Mas petista que se preza não se dá por vencido e os seguidores de Lula, partindo de um discurso artificial de vitimização, foram à luta dispostos a tudo para a retomada do espaço de poder perdido.

O PT de Lula se inspirou e fortaleceu inspirado no modelo unipartidário adotado, de forma emblemática, por Hugo Chávez na Venezuela. Portanto, a meta aqui era se perpetuar no poder indefinidamente, com revezamento (e não alternância) sempre com personagens do próprio partido. E todos, sempre, focados na preservação do lugar reservado ao seu líder maior.

Ainda bem, a batalha eleitoral encerrada neste domingo, mesmo com alguns desafios ao estado de direito e eventuais afrontas às instituições, mostrou um Brasil preparado para rechaçar toda e qualquer tentativa de abalar os pilares de nossa democracia.

 

DUPLA FUNÇÃO

Renan Filho deverá manter Luciano Barbosa na Educação por dois motivos: para sequenciar o bom trabalho que vem realizando e para substituí-lo, quando sua ausência exigir a posse do vice.

 

NOVO SENADO

Com a altíssima taxa de renovação no Senado (apenas 8 dos 32 senadores se reelegeram), é evidente que o comando da Casa vai precisar de alguém experiente para presidir o Congresso.

 

PRESIDENTE DO PROS SERÁ PRESO POR CORRUPÇÃO

O deputado reeleição Bruno Toledo nem pôde comemorar direito sua vitória nas urnas. A água no chope foi derramada com a decretação da prisão de Eurípedes Júnior, por crime de corrupção. Para quem não sabe, Júnior é presidente nacional do Pros, partido presidido em Alagoas por Bruno Toledo. Claro que o clima de constrangimento afetou o astral do deputado alagoano.

 

SISTEMA ABSURDO

O voto proporcional, na eleição legislativa, continua fazendo vítimas. Exemplo: Ronaldo Lessa obteve 55.474 votos, mas não se reelegeu. Já Tereza Nelma se elegeu com apenas 44.207.

 

BAITA PROCESSO

Fernando Haddad chamou o general Mourão de torturador, foi avisado que cometeu um erro, mas repetiu a acusação. Ou seja, vai responder a processo sem nenhuma chance de absolvição.

 

COMO CANUTO PERDEU UMA ELEIÇÃO GANHA

Faltou ‘percepção’ do jogo eleitoral a Eduardo Canuto. O vereador do PSDB obteve quase 30 mil votos e perdeu a eleição para federal. Ficou a mais de 14 mil sufrágios de Tereza Nelma, a eleita. Ou seja: se tivesse saído para estadual, o mano de Márcio Canuto estaria com vaga assegurada na Assembleia Legislativa.

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Nova pesquisa presidencial divulgada neste sábado, véspera da eleição: Bolsonaro tem

27/10/2018 20:03

 

 

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) continua na liderança da disputa presidencial, com 56,8% dos votos válidos, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada na noite deste sábado (27), véspera do segundo turno da eleição. O candidato do PT, Fernando Haddad, aparece com 43,2% das intenções de votos.

Considerando os votos totais, Bolsonaro aparece com 48,5% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 37,0%, além de 10,3% que pretendem anular ou votar em branco e 4,2% de indecisos. O voto é definitivo para 91,3% dos eleitores do candidato do PSL e para 91,4% do candidato do PT.

Em relação aos níveis de rejeição, 51,2% dos entrevistados disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum, enquanto o nome de Bolsonaro é rejeitado por 42,7% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 27 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios das cinco regiões do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06933/2018.

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Primeira Edição © 2011