seta

583 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Coronavírus: o Bolsonaro certo e o Bolsonaro errado

05/04/2020 11:10

É possível? Plenamente. O presidente está certo quando se preocupa com a economia, com a volta ao trabalho, com a produção de comida, com a preservação do emprego, com a geração de renda e meios de sobrevivência. Óbvio que, mesmo para os especialistas mais radicais, a variante econômica assume uma importância essencial, dramática mesmo.

Bolsonaro erra, entretanto, quando insiste em precipitar a reativação dos meios de produção, de comercialização e de obtenção de finanças para o consumo. Porque não seria racional, não seria humano, normalizar o cenário econômico – em plena expansão da pandemia – permitindo-se uma descontrolada infestação do vírus mortal, ao custo de óbitos em grosso e varejo. Com um agravante: haveria uma hecatombe viral – mortandade nunca vista – com deliberada permissão das autoridades. Uma letalidade dessa ordem, calculada, seria mais do que culposa...

Por outro lado, soa ingênuo arguir que o isolamento resolve. Resolveria, se possível fosse confinar cem por cento das pessoas. Mas, ainda que parcial, o confinamento domiciliar tem sido decisivo para retardar o avanço da Covid-19 e – o mais importante – evitar a exaustão dos centros hospitalares, das unidades de saúde que recebem e tratam as pessoas infectadas.

Fora dessa visão, resta o debate inútil em torno do dicotômico vírus/economia. O econômico é fundamental, mas não se sobrepõe à saúde, sem a qual não existe vida. O que não pode é a luta pela saúde, ou em nome da saúde, se perpetuar, seguir sem limites no tempo, porque tal fórmula também levaria à destruição da vida em meio ao caos financeiro e social.

O que falta, nesse cenário de confusão e medo, é uma voz com alguma ascendência sobre o presidente para ensinar, de forma civilizada e didática, o essencial: vamos salvar a economia, vamos priorizar a produção e o emprego, mas precisamos de um tempo mínimo, um tempo crítico, para controlarmos a velocidade da epidemia até que ela, por infestação e imunização natural contínua, acabe desaparecendo. Afinal, todas as outras pandemias foram assim.

 

SILVANIA BARBOSA PEDE AJUDA PARA AMBULANTES

Sensível ao drama dos ambulantes de Maceió (atualmente sem condições de trabalho por causa do isolamento social contra o coronavírus) a vereadora Silvania Barbosa (PRTB) formalizou pedido para que o prefeito Rui Palmeira suspenda a cobrança da taxa de ocupação do solo aos ambulantes. A proposta de Silvania Barbosa não estabelece prazo, significando que a medida deve valer pelo tempo que for necessário.

 

CÂMARA ADOTA SESSÕES ORDINÁRIAS VIRTUAIS

O presidente da Câmara Municipal, Kelmann Vieira, bateu o martelo: a partir desta terça-feira (7), a Casa de Mário Guimarães realizará sessões ordinárias virtuais. O objetivo é manter o Legislativo Maceioense funcionando, discutindo e votando propostas, sem expor os vereadores ao risco de contágio do coronavírus, situação inevitável com reuniões presenciais.

 

ALAGOAS – PODERIA ESTÁ SENDO MUITO PIOR

Estado com mais de 3,3 milhões de habitantes, Alagoas registrou até aqui apenas uma morte por coronavírus. Poderia ser mais? Claro, se medidas efetivas e drásticas não tivessem sido adotadas, na hora certa, pelo governador Renan Filho e sua equipe. Estado pequeno, verdade, mas com um fluxo turístico muito intenso.

 

A MENSAGEM CIFRADA DO SENADOR RENAN

Do senador Renan Calheiros, sobre a batalha de Bolsonaro contra o isolamento social: "Esperar racionalidade de insensatos é o pior desatino. Se há uma pedra no caminho é imperioso removê-la antes que o mal maior não possa ser atalhado. O obscurantismo mata mais. Não basta ignorar. É hora de cooperação e de ouvir a sociedade sobre a crise dentro da crise", escreveu no Twitter.

 

QUASE COMO UM IMPULSO POR PREMONIÇÃO

O projeto de governo original de Renan Filho não previa os investimentos que estão sendo feitos na área crítica da saúde. Mas o governo resolveu sanar a omissão dos governos passados (dos últimos 40 anos) e construiu três hospitais em Maceió (da Criança, da Mulher e Metropolitano), dois Regionais (Em Delmiro e no Norte) e várias Unidades de Pronto Atendimento.

 

SEM PROPAGANDA, ANTAGONISTA MUDA DE LADO

Veículo que mais cresceu no espaço da mídia virtual, o site O Antagonista defendeu Bolsonaro até o final do ano passado. Sem propaganda nenhuma do governo – o presidente prioriza as redes sociais – o portal de Diego Maniardi e Mário Sabino deu uma tremenda guinada e, agora, aliado ao Grupo Globo, só enxerga defeitos e incompetência nas ações do Capitão.

 

E ASSIM CAMINHA A MÍDIA BRASILEIRA

No Uol, o colunista Tales Farias noticiou que ‘Bolsonaro está de saco cheio com Mandetta’. Fonte: “Auxiliares do Planalto”. Minutos depois, O Estadão: ‘Bolsonaro diz que Moro é um egoísta, só pensa nele, não o ajuda na briga do coronavírus’. Fonte: “Interlocutores do presidente”. As notas acabam replicadas em outros veículos. Imputações sem fonte e sem autoria...

 

seta

Só há um meio de derrotar o vírus da morte

23/03/2020 19:34

Cientificamente falando, a Covid-19 é uma gripe. O que a difere das gripes sazonais, da própria Influenza, é a agressividade com que o novo coronavírus ataca o sistema respiratório, além, como já constatado, da velocidade de seu contágio.

Gripes, agressivas, já mataram milhões. A espanhola, de 1918, matou entre 17 milhões e 100 milhões no mundo inteiro. A humanidade também pagou caro com a gripe suína e com a gripe aviária. E o fato é que os vírus gripais vão mudando e ganhando mais resistência, mais condição de sobrevivência.

A Covid-19 (nome atribuído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com sentido de Co, de corona, Vi, de vírus e D de disease, palavra inglesa que significa doença, acrescido de 19, alusão ao ano de seu surgimento 2019 ) vai matar dezenas de milhares pela sua abrangência, mas vai passar e deixar mais uma lição: os países devem dispor de estruturas médicas e hospitalares para esse tipo de guerra biológica. Prevenir e não remediar...

Vacina só vem depois, mas hospitais dotados de entubadores e respiradores salvam vidas, poupam os doentes mais greves que precisam de tratamento intensivo em UTIs. Tigres asiáticos se prepararam desde os tempos da gripe aviária da Coreia do Sul. Agora, se saíram bem, debelaram o surto da Covid-19 em questão de semanas. Dez para Singapura, Hong-Kong, Taiwan e a própria Coreia. A China, infelizmente, não está nesse elenco.

O corona atual é um vírus respiratório, por isso ataca mais os idosos. São pessoas que a respiração já frágil e vulnerável. Daí a necessidade de mais proteção para esse segmento. Nas crianças e jovens a doença é quase assintomática.

Agora, sem antídoto e sem vacina (ao menos até o momento) a defesa contra o coronavírus é única e consiste no isolamento social. A quarentena, que tem esse nome, mas não dura 40 dias, é o remédio simples e eficaz. Se o Ocidente tivesse, sem perda de tempo, adotado o isolamento imposto nos países asiáticos, o quadro na Europa não estaria tão dramático.

O Brasil deveria se precaver não olhando para a China pós-epidemia, mas para a Itália parcialmente dizimada pela implacável Covid-19. Aqui, infelizmente, a tempestade viral está apenas começando...

 

RENAN FILHO RESPONDE À COVID-19 COM RAPIDEZ

Encarando a pandemia com a devida seriedade, Renan Filho usou toda agilidade possível na adoção de medidas contra o avanço da Covid-19 em Alagoas. Alguns governadores, como Wilson Witzel, do Rio de Janeiro foram mais flexíveis. Outros, como Ronaldo Caiado, de Goiás, agiram com rapidez e rigor Em caso de pandemia, não existe medida severa; existe medida necessária.

 

A FÓRMULA PARA EVITAR O CORONAVÍRUS

Por mais que alguns resistam, o fato científico é que, sem vacina e sem medicamento, o coronavírus só pode ser evitado por meio do isolamento social. É muito simples entender: com as ruas desertas, ninguém transmite e ninguém recebe o vírus da Covid-19. E isso tem que ser radical. A explosão de casos e mortes na Itália dá a ideia exata do que pode acontecer em outros países.

 

PRESIDENTE CHAMA CORONA DE ‘VÍRUS CHINÊS’...

O Dudu Bolsonaro poderia ter evitado culpar a China pelo coronavírus, mas o tigre asiático tem, sim, culpa em cartório. Primeiro porque agiu tardiamente para conter o surto; depois, por reprimir o médico que descobriu o novo vírus e, ainda, por tentar negar sua morte dias depois. A propósito, vale lembrar que o presidente Trump chama a Covid-19 de ‘vírus chinês’.

 

MARCELO MANTÉM ASSEMBLEIA FUNCIONANDO

Ante o avanço do coronavírus, o deputado Marcelo Victor restringiu o acesso do público e manteve a Assembleia Legislativa funcionando, com sessões ordinárias na manhã das terças-feiras. O presidente diz que o Legislativo vai continuar fiscalizando, cumprindo seu papel institucional. E, claro, debatendo e, quando preciso, aprovando ações do governo para proteger a população alagoana dos efeitos da pandemia.

 

O ANTAGONISTA SE VIRA CONTRA BOLSONARO

Não escapa ninguém. O Antagonista, que se recusou a marchar com a mídia tradicional na orquestração contra Jair Bolsonaro, acaba de entregar os pontos. Aliou-se ao Grupo Globo e, agora, negando a postura independente adotada ao longo de 2019, passou a atacar e expor o presidente e seu governo. Conclusão: ninguém faz nada por de graça, por simples patriotismo...

 

PROVOCADO, TRUMP SÓ ELOGIA BOLSONARO

Na entrevista em que Donald Trump anunciou o uso positivo da cloroquina contra a Covid-19, repórteres (não deu para ver se da Globo, Folha ou Estadão) tentaram jogar o presidente dos EUA contra Bolsonaro. Perguntaram até como tinha visto a presença de Bolsonaro numa manifestação. Trump, contudo, só elogiou Bolsonaro: “Ele vem fazendo um grande trabalho, ele é popular e amado pelo povo”.

 

QUEM QUER MOURÃO NO LUGAR DO CAPITÃO?

Janaína Paschoal, signatária do pedido de impeachment de Dilma, pede que Bolsonaro deixe o governo e passe o cargo ao vice Hamilton Mourão. A oposição gostou da virada da hoje deputada estadual por SP, mas só torce pelo desgaste do Capitão. Nada de destituí-lo. Mourão é Mourão, outro cérebro, outra cabeça.

 

seta

Três nomes com chances de vitória na sucessão de Maceió

17/03/2020 15:49

Numa eleição com segundo turno, o que já é admitido pelos protagonistas da disputa e pelos analistas políticos, inevitável que os partidos mais estruturados participem do processo lançando candidaturas próprias, ainda que alguns prefiram recorrer ao instituto da coligação, que continua válido no pleito majoritário.

Sabendo que haverá uma disputa final confrontando os dois postulantes mais votados, os líderes partidários aproveitarão a campanha do primeiro turno para se aproximar dos eleitores, para divulgar propostas e projetos e, principalmente, para respaldar a campanha de seus candidatos à Câmara Municipal.

Os concorrentes chamados de ‘secundários’ ou ‘coadjuvantes’ também sabem que ganharão importância na campanha do segundo turno, valendo-se, sempre, do pressuposto de que seus eleitores marcharão com o finalista a quem declarar apoio.

Por trás das adesões, que parecerão espontâneas e programáticas, haverá acertos prévios de bastidores, com promessa de participação na equipe de governo e até com articulações para facilitar o acesso de suplentes à Câmara de Vereadores, com a convocação de eleitos para compor o elenco administrativo.

Afora essas variantes, que devem ser vistas com naturalidade em todo pleito municipal, o que parece visível demais, posto no tabuleiro da sucessão em Maceió, é uma disputa pra valer reunindo três nomes: Alfredo Gaspar, João Henrique Caldas, o JHC, e Ronaldo Lessa. Três opções fortes confrontando um ex-governador que já foi prefeito da capital, um ex-procurador de Justiça que já foi secretário de Segurança Pública, e um deputado federal que, em 2016, esteve perto, muito perto de ir para o segundo turno com o prefeito reeleito Rui Palmeira.

Em tese, a vantagem de Alfredo Gaspar parece óbvia, dado o apoio dos blocos políticos do governador Renan Filho e do prefeito Rui Palmeira, mas eleição não é uma operação matemática antecipada. É um jogo, dinâmico e muitas vezes surpreendente, que tem de ser jogado com total empenho. Ganha quem for mais convincente perante a maioria do eleitorado.

 

CABRAL, O VICIADO EM GRANA, DENUNCIA LULA

Condenado à passar a eternidade em cana, o viciado em grana Sérgio Cabral, em nova delação recompensada, revelou graves esquemas de propinas repassadas para Lula. Bom, se apresentar uma prova material (foto, vídeo, recibo) terá direito ao seu prêmio. Se não, só vai fortalecer a tese de inocência do petista.

 

 ‘JANELA’, O VELHO JEITINHO BRASILEIRO

Até o dia sete de maio, a chamada ‘janela’ partidária estará aberta. É o mecanismo que o Congresso Nacional concebeu para, mandando a fidelidade partidária para o espaço, permitir o troca-troca de partido sem nenhum tipo de punição. O Congresso aprovou a fidelidade dos políticos, mas também criou uma variante: “Nesses dois meses, vocês podem ser infiéis”...

 

RUI PODE INGRESSAR NO DEM, DO AMIGO NONÔ

Rui Palmeira ainda não decidiu sua nova filiação, mas, desde que se desligou do PSDB, foi posto diante de uma opção mais do que consentânea: ingressar no DEM, que já foi PFL. Indo para o Democratas, o prefeito maceioense se unirá ao seu secretário de Saúde, o ex-deputado federal Thomaz Nonô, que preside a legenda, historicamente, aqui em Alagoas.

 

ALIADOS QUEREM NONÔ NA CÂMARA DE MACEIÓ

E por falar em Nonô (que também já foi secretário estadual da Fazenda) o que não falta é aliado e correligionário propondo que ele se candidate a vereador na capital, mandato que ele nunca exerceu. Para tanto, o herdeiro político do ex-deputado Aloísio Nonô teria de deixar a Secretaria de Saúde em abril.

 

A REVELAÇÃO DE UM MESTRE DIVERSIONISTA

Bolsonaro está se revelando um mestre do diversionismo. Sempre que está sob o foto crítico da mídia, ele surge com uma variante temática, causando polêmica. Agora mesmo, com o baque das bolsas, a subida do dólar e o avanço do coronavírus, o presidente desviou as atenções com nova denúncia de fraude no primeiro turno da eleição presidencial de 2018.

 

DÓLAR ALTO ARMA BOMBA NA ECONOMIA

A disparada do dólar (mesmo antes da crise do petróleo e do coronavírus), estimulada pelo ministro Paulo Guedes, pode até melhorar o desempenho das exportações brasileiras. Mas terá um efeito devastador puxando a inflação para cima, ao atingir os preços, por exemplo, de toda a cadeia de produtos derivados do trigo, dos insumos de medicamentos e de componentes importados do setor automotivo.

 

FHC NÃO FAZ MAIS O JOGO DA MÍDIA

Conciliador como sempre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o momento é de se buscar a pacificação no país. Ele próprio dá o exemplo nesse sentido: já não faz mais o jogo da mídia que, nos primeiros meses do novo governo, o procurava em busca de críticas pessoais e institucionais a Jair Bolsonaro.

seta

Washington Luiz, Alagoas e programa Moradia Legal

12/03/2020 17:19

 

Lançado há 15 anos, o Moradia Legal alcançou, em novembro último, a incrível marca de 40 mil escrituras distribuídas, sem qualquer ônus, a famílias carentes de Alagoas.

O programa foi trazido pelo desembargador Washington Luiz, em 2005, quando o magistrado exercia o cargo de corregedor-geral da Justiça estadual. E decolou, vitorioso, como parceria dinâmica reunindo o Poder Judiciário, a Associação dos Notários e Registradores (ANOREG) e as Prefeituras alagoanas.

Conhecedor da realidade social do Estado, com experiência de quem atuou como integrante do Ministério Público (promotor), do Legislativo (deputado) e do Judiciário (magistrado), Washington pensou nos mais humildes quando trouxe esse que é o maior programa de regularização fundiária da história de Alagoas.

Ao longo desses últimos 15 anos, a presidência do Tribunal de Justiça, exercida por oito desembargadores, incluindo o próprio Washington Luiz, prestou impagável serviço legalizando, com registro cartorial, 40 mil imóveis residenciais, cujos proprietários, hoje, podem dizer e provar que são donos de suas casas.

O sentido de abrangência foi o que mais comoveu Washington Luiz ao viabilizar a vinda do Moradia Legal. Não seria um programa exclusivo para moradores da capital ou da Grande Maceió, mas voltado para todos os municípios, não importando seu tamanho ou localização. A adesão é franqueada a todos.

Desembargadores, juízes, autoridades do Ministério Público, políticos, empresários, gente do povo – participaram das sucessivas solenidades de distribuição de escrituras. Na reunião que marcou a entrega 40º registro, o atual presidente do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan, resumiu o que significa o Moradia Legal sob a ótica dos magistrados em geral: “Esse é um programa que faz bem às pessoas, que combate a sensação de desamparo”.

Mesmo não sendo matéria de origem do Executivo ou do Legislativo, o Moradia Legal virou um projeto de estado, permanente, porque, como concebeu Washington Luiz, sempre haverá famílias carentes precisando do olhar amigo da Justiça.

 

TUTMÉS AIRAN: “VENCENDO RISCOS DO DESEMPARO”

Por sua relevância social, o Moradia Legal foi destaque em sessão especial da Assembleia Legislativa. Da tribuna, disse o desembargador Tutmés Airan: “São mais de 200 mil pessoas beneficiadas, isso é quase a população de Arapiraca. A entrega do título de propriedade tem uma importância muito grande na vida das pessoas. Elas passam a ter a certeza de terem vencido os riscos do desamparo”.

 

WASHINGTON LUIZ: “DONOS DE FATO E DE DIREITO”

Por sua vez, o desembargador Washington Luiz, no plenário em que atuou como deputado e líder de bancada, sintetizou elogiando a adesão dos prefeitos alagoanos: “Com as escrituras, as pessoas passam a ser, de fato e de direito, donas de seus imóveis e isso nos enche de alegria. O Moradia Legal é um grande sucesso e já virou referência em outros estados”.

 

RISCO DE CRISE ENTRE OS PODERES

A relação entre governo e Congresso precisa de equilíbrio. Sem harmonia entre as instituições, perde o País, perde a sociedade. Bolsonaro não pode ignorar o Parlamento, assim como o Congresso não pode decidir à margem do Executivo. Quando isso acontece, sabe-se como a crise começa e como termina...

 

LUTANDO TENTANDO RECOMPOR IMAGEM

Enquanto o PT, por aqui, segue sem projeto eleitoral definido para este ano (não sabe com quem se alia), Lula peregrina pelo exterior num esforço para recompor a imagem. Após audiência com o papa Francisco, no Vaticano, provocou encontros com os ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e François Hollande

 

PIB CRESCE E O ROMBO ORÇAMENTÁRIO, DIMINUI

Não foi um crescimento robusto, mas o avanço de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) conforme anunciado pelo IBGE, tem sabor de vitória por uma razão de peso: o crescimento se deu sem gastos do governo, sobretudo, em infraestrutura. Ou seria melhor o PIB crescer mais, e o rombo do governo, também? Conclusão: governo conduzindo o País pelo caminho certo.

 

seta

Cada estado tem seu herói; o Ceará tem o (El) Cid da escavadeira

05/03/2020 14:51

O Carnaval empanou um pouco, mas foi muito grave, gravíssimo, o episódio envolvendo Cid Gomes, na cidade cearense de Sobral. Antes de ser atingido por alguns tiros, o senador do PDT assumiu o comando de uma retroescavadeira e, após uma ameaça transmitida por alto-falante, partiu com a máquina em direção a um bloqueio armado por policiais militares, numa insana tentativa de invadir o batalhão da PM local.

Foi uma cena cinematográfica, mas típica de uma história do velho cangaço nordestino. Um senador, ex-governador do Estado, assume o volante de uma poderosa máquina de escavação, dá um ultimato a militares rebelados, com aviso de tempo se esgotando e, como um desvairado, avança no meio da multidão, provocando correrias, pânico e disparos, dois dos quais o atingiram.

Alguns dias antes, o ambiente político em Brasília já ficara tenso e agitado depois que o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, soltara uma inconfidência cujo vazamento causou efeito explosivo: “o governo de Bolsonaro está sendo chantageado por congressistas”. Não se culpe Heleno, que nem político é. O problema é que o chefe fala demais e contagia os auxiliares. O Paulo Guedes (Economia) disse duas heresias num espaço de oito dias: chamou servidores públicos de ‘parasitas’ e criticou a viagem de domésticas a Disney.

O comentário do general Heleno, carregado de TNT, tinha tudo para gerar uma crise dos diabos entre a Presidência e o Parlamento, mas Rodrigo Maia não tem, nesse momento, motivo para infernizar a vida de Bolsonaro, do mesmo modo que o presidente não tem razão para se queixar do deputado carioca.

Mas o ambiente carnavalesco também ajudou a desarmar a bomba, embora com menos potência do que o desequilíbrio de Cid Gomes no Ceará. Aliás, a frustrada invasão do quartel, potencializada no noticiário das TVs, fez o país mergulhar na incredulidade. Ainda mais quando o também ex-governador Ciro Gomes, irmão do senador tresloucado, culpou Bolsonaro pelo episódio grotesco. Afinal – todos se perguntam – como um cara desse se elege? Ou, como o povo cearense vota nessa gente?

Agora, já pensou um Ciro ou um Cid, enfim, um Gomes desses na presidência da República?1...

 

RENAN REAGE A BOLSONARO NAS REDES SOCIAIS

Tão logo informado de que Bolsonaro compartilhara nas redes sociais um vídeo sobre o protesto convocado para o próximo dia 15, Renan Calheiros reagiu de pronto, pelo Twitter: “Caíram todos os disfarces, a cara medonha do monstro está exposta. Bolsonaro quer fazer seu próprio incêndio do Reichstag", escreveu o senador referindo-se ao episódio nazista na Alemanha.

 

MAIS EMPREGOS DIRETOS EM ALAGOAS

O mercado de trabalho alagoano vai absorver mais 250 trabalhadores. É que a tradicional indústria alimentícia Pajuçara, famosa pela produção de massas da melhor qualidade, acaba de anunciar a implantação de uma nova unidade, com transferência de suas operações para a cidade do Pilar. O novo negócio vai exigir investimento de R$ 25 milhões.

 

ALFREDO GASPAR PERTINHO DA GRANDE DISPUTA

O agora ex-procurador Alfredo Gaspar disputará a Prefeitura de Maceió. E a Coluna já previu: se for eleito, o ex-chefe do Ministério Público terá apoio do governador Renan Filho para se transformar num dos maiores gestores da história da capital alagoana. Valendo salientar que a marca principal de Alfredo Gaspar é o trato da coisa pública com austeridade.

 

TÉO VILELA SERIA A SOLUÇÃO DO PSDB NESTE ANO

O prefeito Rui Palmeira tem um argumento definitivo para justificar sua saída do PSDB: como, o partido que detém a Prefeitura há oito anos, pode se ausentar da disputa direita de sua sucessão, para apoiar um nome de outro partido? Já os aliados tucanos acham que o impasse poderia ser contornado se o ex-governador Téo Vilela decidisse concorrer ao cargo que não conquistou na sucessão municipal de 1992

 

PARCERIA DO TJ-AL VIABILIZA MESTRADO

Ponto para o presidente Tutmés Airan. Em parceria com o Centro Universitário Tiradentes (Unit), o Judiciário Alagoano acaba de lançar o edital do curso de mestrado em Direitos Humanos. A capacitação oferece dez vagas para magistrados, cinco para servidores e outras cinco para o público em geral.

 

VIADUTO ESTARÁ PRONTO AINDA NESTE SEMESTRE

Uma das maiores obras viárias de Alagoas, o Viaduto da Polícia Rodoviária Federal (no entroncamento que dá acesso à Ufal e ao Aeroporto Zumbi dos Palmares), é uma das marcas do governo de Renan Filho. Executado com R$ 77,5 milhões liberados pelo governo federal, o Viaduto da PRF está com 60% dos serviços concluídos e deverá ser inaugurado até o final deste semestre.

 

PREVISÃO DO TEMPO AINDA É FALHA

A previsão do tempo anunciada diariamente pelo nosso Serviço de Meteorologia ainda deixa a desejar. Lembra da trovada da quinta-feira, antes do Carnaval? A mídia noticiou ressaltando que ‘o maceioense foi surpreendido’ pela forte chuva. Ora, como surpreendido? E a previsão meteorológica?

 

seta

Primeira Edição © 2011