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Utilização do Pix é seguro para a pequena empresa?

26/01/2021 11:48

Os pequenos e médios empresários ainda se sentem um tanto quanto receosos quanto ao meio de recebimento Pix, que é um sistema de pagamento que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

A transferência ocorre imediatamente da conta do pagador para o recebedor sem intermediários, sem maquininha e sem taxas. Essa possibilidade torna o procedimento muito mais veloz e seguro, basta apenas dez segundos para o dinheiro chegar ao destino.

Com mais de 35 anos no mundo empresarial e desde 2015 na MORCONE Consultoria Empresarial, atuando como consultor e mentor empresarial a empresas de todos os portes e diversos segmentos, hoje pretendo esclarecer se o Pix é seguro para a pequena empresa.

Evolução das transferências até o atual Pix

Muitas pessoas têm olhado para o Pix com receio por conta de fraudes. O problema não é o Pix, mas a falta de segurança que o usuário do correntista tem em relação ao zelo da sua conta.

Para entender mais sobre o Pix é preciso compreender melhor sobre os métodos tradicionais. Partindo primeiro das transferências, a primeira que existiu foi o DOC com limite de 5 mil reais, depois veio a TED como uma modernidade para transferir em horas até às 17h do mesmo dia, e ambas as formas funcionam apenas em dias úteis, e apresentam tarifa ou seja, há bancos hoje que cobram até R$15 por uma transação.

E também há a transferência eletrônica entre fundos que só funciona entre o mesmo banco, ou seja, é preciso contar com a sorte do recebedor ter a conta justamente no seu banco.

E há, claro, aqueles pagamentos que envolvem cartão de crédito, cartão de débito ou boleto. A ideia do Pix é acabar com toda e qualquer burocratização, ou seja, a pessoa tem a autonomia em curtíssimo prazo de realizar transferências em tempo real. Basta ter uma conta associada a esse método em que cadastra uma chave Pix, seja por meio do número de celular, CPF/CNPJ, e-mail, ou chave aleatória que o próprio banco gera. Particularmente oriento a utilização do CPF, porque torna mais fácil o processo.

É possível ter comprovante da transação, ou seja, a pessoa fornece a sua chave Pix e o pagador consegue visualizar todos os dados da pessoa, banco, enfim, ter a visão geral e certeza de que o valor está indo para o destino correto.

Pix é seguro para a pequena empresa?

Recorrentemente me deparo com comerciantes que não contam com esse método de pagamento porque acham que não é seguro ou pode “complicar”. Mas é um método seguro, sem taxas, a pessoa recebe o dinheiro na hora e é muito mais fácil para ambos, pagador e recebedor.

Como é um método mais atual, é comum que as pessoas ainda estejam se informando para ter a certeza se é seguro mesmo. Não impacta a micro e pequena empresa negativamente, pelo contrário, a ideia é facilitar.

O Banco Central, inclusive, é responsável por ter gerado toda essa plataforma, e todos os bancos, todas as fintechs e todas as adquirentes participaram desse processo que demorou três anos para chegar à nossa realidade.

Quem faz a segurança em relação ao Pix ou a qualquer outro método de pagamento é o usuário. Recentemente estava participando de um processo de implantação de sistema em um cliente e ele descobriu uma transferência de sua conta para outra, ou seja, uma fraude, que foi identificada a partir de um malware, ou seja, um vírus que foi instalado no computador dele e que ele não percebeu no momento em que estava realizando o cadastro do novo usuário para se conectar a um novo sistema de gestão.

Então esse problema em específico ocorreu pela ausência de um antivírus adequado, ou seja, o usuário também precisa se certificar das questões de segurança seja no computador, no celular/smartphone, etc.

O uso do CPF não poderia criar mais problemas em relação à segurança nas transações?

O método considerado “mais seguro” é a chave aleatória gerada pelo banco, mas o problema é o tamanho dessa chave, cheia de letras e números e difícil de memorizar, se for guardado em local seguro para mostrar à pessoa no momento do pagamento, essa também é uma opção.

O QR Code também é uma opção, que reúne as informações da chave do cliente.

Não resista às novidades

O Pix é seguro para a pequena empresa tanto quanto os demais métodos, mas com as ressalvas já mencionadas: é preciso compreender que o usuário também é parte integrante na segurança das transações.

O micro e pequeno negócio, por exemplo, precisam se abrir à inovação. Esse foi um método criado para facilitar, com todos os cuidados, não há qualquer problema, pelo contrário, a ideia é facilitar e tornar o processo de pagamento e compra muito mais acessíveis.


Carlos Moreira - Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing). É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial. 

 
   
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Quanto custa manter um carro? O valor é maior do que se imagina!

20/01/2021 09:44

Sonho de consumo de muitas pessoas, o carro é comumente associado à liberdade e a autonomia, contudo, o que se observa na realidade é um alto custo de manutenção que pode levar ao endividamento. Muita gente fala que é como ter um filho, algo que não se pode comparar em relação ao carinho, mas sim em relação às despesas. Portanto, antes de comprar, é muito importante considerar o custo de manter um veículo.
 

Muitos dos que ainda não têm, pensam apenas na prestação a ser paga, enquanto muitos dos que já têm, pensam que o gasto se resume ao combustível. Aí estão armadilhas, é preciso ter consciência sobre as diversas despesas envolvidas. Os básicos são: prestações, seguro, combustível, manutenção, IPVA, licenciamento, lavagens e, até mesmo, possíveis multas.
 

Quem já possui um carro quitado, só deve tirar dessa lista as prestações. Mesmo assim, verá que a despesa total chegará, em média, a 2% do valor do carro. Dessa, forma a manutenção de um veículo de R﹩ 30 mil, por exemplo, tem um custo de aproximadamente R﹩ 600,00 mensais.
 

Vejo que muitos mantêm o carro apenas por status e o resultado é o endividamento ou a necessidade de devolver esse bem. Há famílias que possuem mais de um carro e deixam um deles parado na garagem, sem perceber que estão perdendo dinheiro. Outras o trocam pelo transporte público ou por Táxi ou transporte por aplicativo e obtém grande economia, sem piorar sua qualidade de vida.
 

Enfim, ter ou não ter um carro é escolha de cada um, mas é preciso levar em conta a real necessidade e a capacidade de arcar com os custos mensalmente, algo que, na maioria das vezes, não é considerado pelos compradores.
 

Quero comprar. Será que tenho condições financeiras?
 

Para saber se esse é realmente o momento certo de comprometer a sua renda com essa compra, saiba, primeiro, em qual situação financeira você se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou poupador.
 

Os que se encaixam na primeira situação devem evitar ao máximo comprar um veículo, pois o importante, nesse momento, é quitar as dívidas e não entrar em mais uma. Se possuir um carro for uma vontade grande, ele deve entrar na lista dos sonhos, a ser adquirido no médio ou longo prazo.
 

As pessoas equilibradas financeiramente, por sua vez, apesar de estarem em uma posição mais confortável, ainda precisam estar atentas. Basta um descuido e elas passam facilmente para a lista dos endividados, minando todas as chances de realizar seus sonhos, sejam eles de curto, médio ou longo prazos. Por isso, antes de comprar é preciso criar uma reserva estratégica. Só depois ir atrás desse sonho.
 

O consumidor investidor deve avaliar se a aquisição de um novo veículo já estava no planejamento. Se sim, é hora de pesquisar com calma e paciência todas as opções de carro que agrada, avaliando pontos fortes e fracos. De qualquer forma, é essencial refletir sobre a real necessidade da compra e analisar as finanças.
 

Caso a pessoa já possua um veículo, deve avaliar as vantagens e desvantagens de ter outro, até porque, adquirir um automóvel não é investimento - já que, logo que sai da concessionária, o carro sofre, em média, 10% de desvalorização.
 

Reinaldo Domingos é PhD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Nome Sujo Pode Ser a Solução e de diversas coleções didáticas de educação financeira.
 

 
   





 

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IPTU e IPVA 2021: pagar à vista ou parcelar?

18/01/2021 13:23

Sabemos que todo ano, logo no início, a história se repete de dificuldades financeiras e dois dos gastos que mais costumam desequilibrar as finanças dos brasileiros são o IPTU e o IPVA. Mas não precisa ser assim, é possível pagar esses valores sem dívidas.
 

O grande erro está em não programar seu pagamento com antecedência, está certo que 2020 foi difícil e atípico, mas isso é necessário planejamento para 2021 para que a situação não piore. Como a maioria das pessoas não traçam um planejamento anual, acabam começando um ano novo com dificuldades financeiras, já que no período há também gastos com matrícula e material escolar, entre outros.
 

Uma dúvida muito comum em relação ao IPTU e ao IPVA é sobre a condição de pagamento: é melhor à vista ou parcelado? Antes de ter essa resposta, é preciso saber em que situação financeira você se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor.
 

Se for a primeira ou segunda opção, dificilmente conseguirá fazer o pagamento à vista, restando o caminho do parcelamento. Lembrando que se deve evitar ao máximo recorrer a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro, pois isso apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados.
 

Caso a situação financeira esteja mais confortável, tendo uma reserva financeira, recomendo, sem dúvida nenhuma, que o pagamento seja feito à vista. Cada estado pratica o próprio desconto, mas, em média, o contribuinte obterá 3% de desconto no IPVA e 4% no IPTU.
 

É importante lembrar dos compromissos futuros; muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. Portanto fique atento: não adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras.
 

Isso nos leva a outro importante aspecto da educação financeira: ter uma reserva financeira. Isso evita problemas como esse e nos deixa mais seguros, em caso de imprevistos. Enfim, com planejamento, é possível terminar e começar o ano com segurança de uma vida financeira saudável e muitas realizações.
 

Reinaldo Domingos - Está à frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin - https://www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (https://www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

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Como harmonizar bebida com a sobremesa?

13/01/2021 11:18

A harmonização de bebidas é uma técnica muito utilizada para enriquecer inúmeros cardápios, ela tem como o principal objetivo combinar bebidas — geralmente vinhos — e comidas. Podendo ser realizada por similaridade, contraste e estilo da bebida.

Ao pensar em harmonização de bebidas com alimentos, dificilmente imaginamos a harmonização com doces, no entanto, é perfeitamente possível criar essa nova experiência entre os diferentes sabores.

Pensando nisso, selecionamos tudo o que você precisa saber para fazer a harmonização de bebidas com sobremesas feitas com balde de Nutella e outros doces. Continue lendo e saiba mais!

 

Como harmonizar bebidas com sobremesa?

Para fazer a harmonização correta ao comprar bebidas com doces, é fundamental considerar os seguintes pontos:

  • O doce e a bebida precisam ter densidades iguais;
  • Os aromas e sabores também precisam ser parecidos;
  • Se atente ao contraste, especialmente pela acidez e amargor;
  • Busque complementação pelo aroma.

A melhor forma de fazer a harmonização das bebidas de um depósito de bebidas é contratando profissionais, não deixe de contar com especialistas para que a refeição saia da forma esperada!

 

Sobremesas de chocolate

As sobremesas feitas com chocolate e brigadeiro feito com leite condensado, sem dúvidas, são os preferidos das pessoas, dessa maneira, saber como harmonizar sobremesas feitas com chocolate é essencial.

O ideal para esse tipo de harmonização, é considerar o cacau e o açúcar na composição desses doces, recomendamos que você opte por um vinho mais doce e natural para harmonizar com esse sabor de sobremesa.

 

Outros tipos de sobremesa

Confira nossas dicas para a harmonização com outros tipos de sobremesa:

  • Doce de leite: também é um dos doces preferidos do brasileiro, escolha um vinho ou outras bebidas alcoólicas com maior acidez;
  • Frutas: prefira espumantes secos ou outros tipos de bebidas, as bebidas devem estar bem geladas;
  • Sobremesas feitas à base de leite e leite condensado preço promocional: os vinhos doces são os mais indicados.

Siga nossas dicas e garanta uma harmonizada em seu evento!

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Covid-19: o que nos aguarda em 2021?

12/01/2021 10:56

Longe de todas as expectativas, iniciamos o ano de 2021 ainda na luta contra a Covid-19. Pudemos observar que a esperança trazida pela melhora no número de casos observada a partir de agosto de 2020 gerou uma sensação de segurança para uma parte importante da população brasileira.

Segurança para retomar suas rotinas diárias, visitar vizinhos, parentes e amigos, e, principalmente, para afrouxar os cuidados instaurados e cientificamente comprovados para a diminuição da circulação do vírus na sociedade.

Ou seja, a falsa ideia de que o fim da pandemia se aproximava fez com que muitas pessoas deixassem de usar máscara e de evitar aglomerações ou, até mesmo, reduzissem os cuidados com a higiene das mãos.

Felizmente, hoje, podemos dizer que os profissionais da saúde desenvolveram uma boa expertise no tratamento dos pacientes com Covid-19, fazendo com que reduzíssemos o tempo de permanência em UTI e o número intubados, quando comparamos o período atual aos piores meses da pandemia no Brasil. Além disso, temos a nosso favor muito mais informações sobre tratamentos confiáveis do que havia em março e abril do ano passado.

Mas o vírus continua aqui, entre nós. Por mais que tenhamos melhorado nossos indicadores de qualidade no tratamento da infecção, não temos cura, a vacinação ainda não é uma realidade para os brasileiros e, portanto, as infecções e os óbitos continuam a ocorrer.

As únicas medidas que temos para impedir a propagação do vírus são as descritas acima, que vêm sendo sistematicamente sub-rogadas por uma parcela da população. Como resultado, vemos o aumento no número de casos confirmados desde meados de novembro de 2020 e, muito pior, o aumento também no caso de óbitos em decorrência da doença.

Estamos cansados, sim, desta pandemia, mas isso não faz com que ela desapareça. Precisamos manter as medidas de propagação para impedirmos que esse aumento se torne exponencial, como aconteceu no segundo trimestre de 2020.

Precisamos evitar o colapso do sistema de saúde antes de conseguirmos vacinar entre 85% e 95% da população, para, assim, adquirirmos a imunidade de rebanho e evitarmos a circulação do vírus.

As férias de janeiro trazem um grave temor para os que lidam com a infecção diariamente. Observamos que houve afrouxamento nas medidas de segurança durante as festas, e estamos apreensivos que isso não só se propague durante as férias, mas que piore. E que retornemos ao que vivemos no início desta pandemia, com as mais de mil mortes diárias, o colapso do sistema de saúde em alguns Estados e a Covid-19 vencendo a batalha diariamente.

Por isso, a comunidade médica faz um forte apelo. Até que tenhamos a vacinação em massa, devemos nos manter em quarentena, utilizando as medidas de precaução e cuidando não apenas de nós, mas de toda a população suscetível ao agravamento da infecção.

Por * Dra. Fernanda Fontanezi é diretora da Unidade Santana da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

   

 

 

 

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Primeira Edição © 2011