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6 dicas para criar hábitos de alimentação saudável nos filhos

24/03/2015 13:10

Oferecer uma alimentação equilibrada e variada nos primeiros anos de vida do seu filho é importante para o desenvolvimento e rendimento na maturidade física e psicológica da criança.

A formação dos hábitos alimentares começa muito cedo, portanto esta fase é fundamental para educar comportamentos e criar uma relação saudável com os alimentos para a vida toda.

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 6,5 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso e já lutam contra a balança no Brasil.

Desde cedo a criança deve acostumar-se a comer alimentos variados garantindo as quantidades adequadas de vitaminas e minerais que necessita para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde.

O controle do que é oferecido nas refeições é extremamente fundamental, o ideal para ensinar as crianças a comer direito é uma mistura de exemplo e informação. Veja 6 dicas de como estabelecer uma relação saudável entre a criança e o alimento:

  • Paciência: seja paciente, muitas vezes o que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado de um processo natural da criança de conhecer novos sabores e texturas, é comum a criança aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas e não nas primeiras.
  • Variedades no prato: ofereça uma alimentação variada, é importante que os pais tornem familiar aos seus filhos uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, cereais, grãos, leites e derivados, carnes e, principalmente, a ingestão de água.
  • Controle: limite alimentos ricos em açúcar, sal e frituras, pois o seu excesso pode trazer problemas futuros à saúde, além de promover maior dificuldade de aceitação dos alimentos saudáveis, pois quanto mais sal e açúcar se consome, mais deles é necessário para deixar a comida palatável, e o resto parece ruim.
  • Surpreenda: faça apresentações diferentes e variadas dos alimentos. Cabe aos pais se preocuparem com o que servir na mesa na hora das refeições, lanches para a escola, em passeios e finais de semana.
  • Autonomia: envolva a criança no mundo dos alimentos, deixe-a se alimentar sozinha, manipular e conhecer os alimentos.
  • Dê o exemplo: seja modelo e exemplo, procure fazer sua própria reeducação alimentar e com isso garantir a qualidade de vida de sua família e os futuros bons hábitos alimentares de seus filhos.

O início pode mostra-se desafiador, mas ensinar hábitos saudáveis de alimentação às crianças é importante para a busca da qualidade de vida.

 *Tamiris Gaeta é nutricionista do Programa Mente Leve Corpo Leve da Clínica Sintropia

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Cleptocracia: forma de governo que atinge todo Ocidente

25/03/2015 16:51

Sem sombra de dúvida podemos citar o petrolão (do PT, PP, PMDB, PSDB, PTB, SD, PSB etc.) e otrensalão (do PSDB-SP) como expressões da cleptocracia brasileira, que significa, desde logo, "Estado governado por ladrões". Se cleptocracia é um conceito vinculado à governança do Estado (aos que governam, aos que contam com acesso privilegiado à divisão do Orçamento público), não é certo afirmar que toda ladroagem dentro do poder público pertença a essa categoria. Se um agente fiscal ou um policial vem a ser corrompido, isso não significa cleptocracia. A corrupção da oclocracia (das classes dominadas, subordinadas) não é cleptocracia. Por quê?

Porque a cleptocracia, em sentido estrito, é, dentre outras manifestações, (1) a corrupção ou roubalheira institucionalizada praticada pelas bandas podres das classes sociais dominantes/reinantes (financeiras, industriais, comerciais, agrárias, políticas ou administrativas), para a acumulação ilícita de riqueza; é também (2) o gerenciamento patrimonialista da coisa pública (gerenciamento dela como se fosse coisa privada) com o propósito de preservar no poder (no comando do Estado) um determinado grupo hegemônico; é ainda (3) a cooptação do poder político pelo poder econômico-financeiro (verdadeiro dono do poder) que, dessa forma, "compra" o primeiro, sobretudo por meio do financiamento empresarial da sua campanha. Corrompe-se, assim, o processo eleitoral (desmentindo o mito igualitário do "cada cabeça um voto") e rouba-se a democracia cidadã, que garante e amplia, conforme Marshall, os direitos políticos, civis e sociais das pessoas (materializando o que disse Pierre Mendès France: "todo indivíduo contém dentro de si um cidadão").

Inspirado em um texto de Dalmacio Negro Pavon (La cleptocracia: veja http://www.conoze.com/doc.php?doc=2147), que é professor na Universidade Complutense de Madri, não há como não subscrever (com alguns reparos e adequações, é certo) a sua tese de que a cleptocracia (Estado governado por ladrões) está se convertendo (ou já se converteu definitivamente) numa forma de governo generalizada, que se implantou em praticamente todas as democracias ocidentais, que se caracterizam ou se transformaram (salvo raríssimas exceções, como seria talvez o caso dos países escandinavos, por exemplo) em meras democracias eleitorais (não cidadãs), submetidas ao jugo do dinheiro dos poderosos econômicos e financeiros que, como donos do poder, sempre se entendem com todos os partidos e governos, pouco importando se são ditatoriais ou democráticos, de direita, de centro ou de esquerda.

Diferentemente do que acontece nas ditaduras, no entanto, que são ostensivas, não se trata de uma forma "estabelecida" de governo (ela não vem declarada, obviamente, nas constituições). É camuflada, invisível, mas se tornou, como afirma H. E. Richter, em seu libro Die hohe Kunst der Korruption ("A refinada arte da corrupção" - citação de Dalmacio Negro), inseparável das atuais democracias, que convivem com a cleptocracia praticada pelas bandas podres das classes dominantes/reinantes, que governam o Estado e conformam o sistema de domínio e exploração das classes dominadas.

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Uma vida para um diploma

30/03/2015 11:50

Ana Fernandes Pereira foi a formanda mais festejada na colação de grau do polo de Barra de São Francisco (ES), no último sábado 21 de março. Ela teve que fazer discurso, afirma que foi mais aplaudida do que “o Flamengo em dia de jogo” e que tinha gente fazendo fila pra tirar fotografia com ela. Quem conhece a nova tecnóloga em Gestão Ambiental formada pela Unopar EAD sabe que ela merece tudo isso. A luta para conquistar um diploma de curso superior levou 82 anos - uma vida inteira. A tecnologia trouxe o conhecimento, a alegria e centenas de amigos para a vida dessa mulher batalhadora que venceu um desafio após o outro para não desistir de um sonho.

O amor pelo estudo começou cedo, junto com as dificuldades. Ana era a caçula de uma família de oito filhos e parou de estudar no quarto ano primário. “Meu pai valorizava o trabalho, não o estudo. Naquela época, mulher só precisava saber ler e escrever”, lembra. Ela só conseguiu voltar para os cadernos depois de casada. As aulas e provas eram intercaladas com filhos e muito trabalho. Foram 11 gravidezes e nove crianças para criar. Para ficar perto dos livros, dona Ana montou até uma cantina na única escola de Mantena (MG), onde mora até hoje. “Emprestei panelas e cozinhei anos para os alunos e professores”, conta.

O tempo passava e Ana não desistia; estudou por correspondência. “Eles mandavam as apostilas pelo correio. Eu fui chamando minhas amigas e, quando vimos, era uma turma de doze mulheres. A gente se uniu e contratou um professor para nos ensinar”, diz ela. Aluna dedicada, ela driblava a casa, os filhos, o marido e o trabalho para ir de bicicleta até o local onde os alunos se reuniam. Foi assim que Ana concluiu o antigo ginásio, hoje Ensino Médio. “Vinte e duas pessoas fizeram a prova e só quatro passaram direto. Eu fui uma delas”, conta, orgulhosa.

Ana queria mais. Grávida de novo, resolveu cursar o Magistério, que só existia numa cidade vizinha, para onde ela ia de ônibus todos os dias. “Minha maior alegria foi dar aula para as crianças. Fui professora durante 12 anos e só me aposentei por idade porque precisava cuidar do meu pai, que estava doente. Eu tinha demorado tanto pra realizar aquele sonho que não queria parar de trabalhar de jeito nenhum”, diz ela.

Tecnologia ajudou a fazer novos amigos
Junto à aposentadoria veio uma depressão. Dona Ana não estava acostumada a ficar “sem fazer nada”. Foi então que ficou sabendo, por meio de uma amiga, que poderia voltar a estudar. “Me falaram da Unopar e eu fui correndo lá. Foi uma alegria voltar para os livros e cadernos”, lembra. Foram dois anos e meio no curso de Serviço Social, até que a dona Ana ficou sabendo que no polo de São Francisco tinha o curso de Gestão Ambiental. Dias depois ela arrumou carona para a cidade vizinha e começou tudo de novo.

“Eu me apaixonei pelo curso. Tinha que ser assim, sabe? Eu adoro natureza, minha casa parece uma floresta, tem pé de tudo: jatobá, sucupira, goiabeira, mangueira. Só não tenho pé de dinheiro”, brinca. Com a mesma determinação e curiosidade que são a sua marca, Ana se atirou à tecnologia. “Eu não domino a internet ainda. Mas isso não me atrapalhou. Quando eu tinha alguma dificuldade, o pessoal do polo e os colegas vinham aqui em casa me ajudar. Eles me mostraram como fazer pesquisas e trabalhos no computador. Eles foram uns anjos e eu os agradeci muito na formatura”, garante. Sempre rindo, ela destaca que a “tal da internet” encheu-a de novos amigos. “Tenho mais de 600 mensagens para responder, você não acredita na quantidade de amigos que eu tenho”.

Ana não para. Cuida da casa onde mora sozinha, “com Deus e as plantas”. Anda de bicicleta e ainda dirige pela pequena cidade mineira, onde todos a conhecem. Convidada para fazer uma palestra sobre a água, a nova tecnóloga do Meio Ambiente conta que está há dias fazendo pesquisas e juntando material sobre o assunto. Ela diz que está feliz, mas ainda não realizada: “Semana que vem vou lá no polo fazer minha inscrição para uma pós-graduação. E depois da pós eu ainda vou ver o que fazer”.  

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Páscoa sem grana: o que fazer?

30/03/2015 16:14

A Páscoa está chegando e junto com a data vem o pensamento: como conciliar celebração e orçamento? Se a situação financeira não é das melhores, talvez seja o momento de aproveitar para introduzir aos pequenos algumas lições de educação financeira. Segundo a professora de Economia da Unime, Almerinda Gomes, especialistas defendem a ideia de que a partir dos três anos já é possível dar aos filhos noções acerca da importância monetária. “É necessário mostrar às crianças que o dinheiro é fruto do trabalho dos pais, que não é algo infinito e, por essa razão, não se pode comprar tudo que se deseja”, afirma.

Para o docente do curso de Psicologia da Unopar, Marcio Neman, a problemática que envolve a compra do ovo de páscoa vai além da questão da data comemorativa. “Comprar um ovo reflete uma questão contemporânea maior, que diz respeito à maneira como as famílias constroem valores a partir do exercício exacerbado das mídias para a venda em grande escala”, afirma. Assim como o natal, ambas as datas cristãs são vistas como momento obrigatório para comprar e oferecer algo às pessoas, segundo Márcio. “Dessa maneira, o que afeta, realmente, não é o fato da ausência do símbolo durante a comemoração, mas sim como os pais lidam com a questão do consumismo, com a gratificação pelas ações de esforço e cumprimento do papel de filho e, principalmente, como a família lida com a frustração da criança de não conseguir um ovo de páscoa grande e contendo o seu personagem de desenho preferido”, ressalta.

E se não tiver ovo?
É possível que as crianças fiquem frustradas por não ganhar o ovo que querem ou, ainda, ovo algum. Porém existem formas de minimizar e acabar com esse sentimento. Para os docentes do curso de Psicologia da Unime, Robson Araújo e Regina Alonso, é necessário que os pais conversem com os filhos sobre como é possível fazer referência à Páscoa, sem necessariamente ganhar um ovo. “Existem outras formas de fazer menção à celebração sem utilizar especificamente esse símbolo”, afirma Regina.

Para Almerinda, uma forma de lidar com essa situação é ensinar a criança a fazer um ovo de chocolate caseiro, como forma de ajudá-la a economizar a mesada no período. “Uma boa estratégia é separar a quantia equivalente ao preço do ovo de páscoa de marca e levar a criança para gastar toda esta quantia comprando os apetrechos e ingredientes necessários para produzir os ovos (inclusive brinquedinhos plásticos). Em seguida, os pais podem ensiná-la a fazer em casa todos os ovos possíveis com os ingredientes adquiridos. A criança vai ver que, com a mesma quantia de dinheiro, ela conseguirá fazer uma quantidade muito maior de ovos de chocolate, com os quais poderá presentear a professora, a babá e os amigos. Além de se divertir à beça, ela vai sentir orgulho de sua produção e receber aulas de educação financeira”, relata.

Robson e Regina também apostam na realização de atividades voltadas à criação de objetos que simbolizem a Páscoa para aproveitar a data. “Esse tipo de ação é mais significativa para o desenvolvimento da criança, além de trabalhar aspectos cognitivos, psicomotores, afetivos dentre outros”, ressalta Robson.

Fazendo em casa
Àqueles que não conseguem abrir mão do chocolate nessa data, mas que precisam economizar ou que querem aproveitar a dica da professora Almerinda e colocar as crianças para produzir o próprio ovo, o chef e docente do curso de Gastronomia da Unic, Justino Moreira Neto, ensina uma receita prática e gostosa de ovo de páscoa caseiro.

Ovo de Páscoa Caseiro

Ingredientes

250g chocolate ao leite
250g chocolate meio amargo
1 forma para ovos de páscoa de 500g
1 espátula de silicone /ou colher de pau
1 tigela de vidro/ ou assadeira 

Preparo
Coloque a forma para ovo de páscoa, ainda vazia, na geladeira para que fique gelada. Pique os chocolates em pedaços pequenos para facilitar o derretimento e separe-os em três partes iguais. Derreta duas partes do chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. O chocolate não pode ter contato com água ou vapor d’água. Em caso de derretimento utilizando o micro-ondas, redobre a atenção para que o chocolate não queime. 

Derreta o chocolate aos poucos e tome cuidado para não esquentá-lo em demasia. (A água do banho-maria deve esquentar, sem ferver. Desligue o fogo para depois começar a derreter o chocolate). Se for fazer no micro-ondas, esquente por 30 segundos, em potencia médio-alta (90). Mexa e, caso necessário, coloque o chocolate por mais 30 segundos.

Mexa  constantemente com a espátula de silicone até que o chocolate esfrie e fique brilhante (a temperatura ideal é de 26° - ponha um pouco de chocolate na parte inferior do lábio e sinta morninho). Nesse momento, coloque o chocolate na forma de ovo da páscoa. Recheie os ovos.  Molhe as mãos na água gelada, seque-as e coloque o chocolate derretido na forma para ovo de páscoa que estava na geladeira. Pegue-a e vá virando para ocupar todo o espaço da forma. Coloque bastante chocolate e depois vire para que o excesso escorra. 

Com uma colher, coloque o chocolate no molde de PVC. Leve à geladeira com o buraco do molde para baixo em bandeja forrada com papel manteiga, para escorrer o excesso do chocolate. Coloque na geladeira por 1 ou 2 minutos e depois volte a colocar outra camada fina de chocolate. Você vai repetir este procedimento quantas vezes forem necessárias para que o chocolate fique na espessura que você desejar. Quando terminar de fazer as camadas, deixe na geladeira por 2 ou 3 minutos ou até que se verifique que o molde ficou opaco. Retire e desenforme. O tempo na geladeira também varia de geladeira para geladeira, por isso, acompanhe o chocolate para que não manche. 

Depois desse tempo o ovo se soltará do molde sem precisar fazer pressão na forma.É importante ter cuidado para não deixar a marca de dedos no ovo. Use uma luva para pegá-los. É interessante fazer todo este serviço à noite quando a temperatura da sua cozinha está mais fresca. 

Dicas do Chef
O chocolate em barra é facilmente encontrado em distribuidoras de doces ou casas/lojas de produtos culinários para confeitaria/festas. A sugestão é derreter o chocolate meio a meio (em sabores) ou duas partes de chocolate ao leite para uma parte de chocolate amargo. O chocolate amargo tem menos manteiga de cacau. Então ao adicionar chocolate amargo você está na verdade fazendo um ovo com menos manteiga de cacau. Desta forma, seu ovo derreterá com menos facilidade depois de pronto. 

Não utilize recheios gelados, pois provocam rachaduras e manchas no chocolate. Não coloque o chocolate no freezer, porque além de congelar ele tira o brilho do ovo. 

Recheio – Trufa de Coco
Leve o leite condensado e o coco ao fogo mexendo sempre até engrossar e começar a desgrudar da panela. Deixe esfriar. Depois de frio acrescente o creme de leite e misture bem. Aplique no ovo.

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Abusadores das Mentes Juvenis

31/03/2015 16:50

Que está em marcha uma estratégia para utilizar a rede de ensino com o objetivo de fazer a cabeça da juventude, ideológica e partidariamente, é fato evidente e sabido. Seria necessária muita alienação para ignorar o que se passa nas salas de aula do país e sobre o perfil dos profissionais que, há décadas, com Paulo Freire debaixo do braço, comandam a Educação dos desafortunados e abusados estudantes brasileiros.

          Que a sociedade seja pluralista, é uma coisa. Outra, bem diferente é, em nome do pluralismo, chamarem libertadora uma educação que abusa da infância e da adolescência. E o faz para instilar, com mais afinco do que em relação a qualquer outra coisa, conceitos e valores não desejados famílias e contraditórios com sua orientação espiritual e filosófica.

          Se você pensa que isso ocorre apenas na rede pública de ensino, está enganado. A utilização ideológica da sala de aula, as "explicações" marxistas para quaisquer fatos históricos, sociais, ou econômicos, vêm acontecendo com absurda tolerância também na rede particular de ensino. Os processos de infiltração seguem à risca os ensinamentos de Gramsci. E assim, em nome da liberdade de cátedra, inúmeros professores (quando não, estabelecimentos inteiros) dedicam-se a esse insidioso processo de doutrinação.

          Quando você, pai, mãe, matricula seu filho de seis ou sete anos numa determinada escola particular, o faz tendo em conta a orientação filosófica ou religiosa que ela segue. Se você for católico, evangélico ou israelita, provavelmente optará por um estabelecimento de igual confissão religiosa. Sua criança, nessa idade, não tem, por exemplo, um miligrama de marxismo no cérebro. É bem provável que já ame o Brasil, creia em Deus, no valor da solidariedade, na dignidade da pessoa humana. Você o ensinou a respeitar a propriedade alheia. Você exerce o direito de ter seu filho educado em fidelidade à fé, princípios e valores que você adota e segue.

          O ato de levar uma criança a um estabelecimento particular de ensino não implica uma irrestrita concessão. Tais colégios estão autorizados a educar seus filhos,  mas não o estão para manipulá-los, influenciá-los politicamente, ou para lhes fazer a cabeça com idéias que você não quer ver lá dentro. E se eles aparecerem em casa com conceitos exóticos ou marxistas, as escolas podem e devem ser processadas com base no Código de Defesa do Consumidor.

          É preciso pôr um freio nesse tipo de estupro mental que só poderia acontecer com autorização expressa dos país, e somente em escolas particulares que informassem seus objetivos com total clareza. Jamais em educandários públicos! Que os educandários privados formem para a revolução social os filhos dos pais que o desejarem. Tenham coragem! Deixem de lado a dissimulação. Anunciem o que disponibilizam. Mudem o nome de seus estabelecimentos. Passem a se chamar Colégio Che Guevara, Faculdade Karl Marx, Escolas Reunidas Mao-Tse-Tung, Curso Técnico Luiz Carlos Prestes. E deixem de usar, para fins impróprios, nomes de santos e de pontífices.

 

Percival Puggina (70),  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor deCrônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.   

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Primeira Edição © 2011