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Quantos refugiados existem no Brasil?

29/10/2017 20:26

Em agosto/2017 (data de produção desta reportagem), no Brasil, há:

10.418 refugiados reconhecidos no Brasil de 82 nacionalidades

74% são homens e 26% são mulheres

NACIONALIDADES

28% da Síria

17% de Angola

12% da Rep. Dem. do Congo

8% da Colômbia

4% do Líbano

31% de outros países

8.330 casos estão aguardando julgamento

2015 foi o ano com o maior número de pedidos, 29.342 no total

Em 2010, começou a imigração haitiana para o Brasil, causando aumento no número de pedidos

Dos casos julgados em 2016, 47% foram aprovados e 46% foram reprovados

10.308 solicitações de refúgio foram feitas em 2016

O PROCESSO PARA OBTER O REFÚGIO

1. Primeiro, é preciso pisar em solo brasileiro. Uma vez aqui, dois órgãos cuidam do processo: a Polícia Federal, responsável pelo trâmite da papelada, e o Comitê Nacional para Refugiados (Conare), setor do Ministério da Justiça que avalia a solicitação de refúgio. Outras entidades importantes são o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que oferece consultoria aos refugiados, e os Centros de Acolhida, que prestam os primeiros atendimentos

2. O pedido de refúgio, chamado Termo de Declaração, deve ser oficializado pela Polícia Federal. Portanto, é preciso ir até um posto policial para preencher o documento e deixar os dados para contato. Mas quem quer procurar a Polícia estando ilegal em um país? É por isso que, na maioria das vezes, o solicitante busca primeiro um dos Centros de Acolhida, como a Cáritas Arquidiocesana, ONG ligada à Igreja Católica que oferece integração social e assistência jurídica

3. Além de oferecer um teto, comida e integração à comunidade, os Centros de Acolhida oferecem um importante apoio jurídico, explicando para o recém-chegado como funciona a burocracia e verificando, junto ao Acnur, se o solicitante atende aos requisitos para poder usufruir da proteção internacional, que possibilita ajuda financeira e integração local do refugiado. Se estiver tudo ok, o próprio centro encaminha o requerimento à Polícia Federal

4. Pedido o refúgio, o solicitante recebe um documento de identidade provisório, válido por um ano e renovável até a decisão final do Conare. Assim, não pode ser deportado e fica livre para obter carteira de trabalho, CPF e acessar todos os serviços públicos brasileiros. Ou seja, ele e sua família já passam a ter os direitos de um refugiado, porém temporariamente. Se, no final do processo, o Conare for favorável, os direitos são mantidos com caráter permanente

5. A Convenção Internacional de 1951 determina que refugiados são pessoas que saíram de seu país por causa de perseguição (racial, social ou política), conflitos armados, violência generalizada ou violação massiva dos direitos humanos. Se o solicitante não se encaixar nesses motivos, o pedido pode ser negado. E aí a pessoa não só perde os direitos provisórios como é obrigada a voltar ao seu país, se não atender a outra condição de permanência (como um visto de trabalho)

6. Se quiser, o refugiado pode renunciar a esse benefício. E ele também pode perdê-lo depois de concedido. Isso acontece se for comprovada a falsificação dos documentos usados na solicitação; ou se ele participar de atividades contrárias à segurança nacional ou à ordem pública; ou, ainda, se os conflitos ou as condições que o obrigaram a sair de seu país forem resolvidos

FONTES Ministério da Justiça, Comitê Nacional para Refugiados (Conare), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur); artigo O Procedimento de Concessão de Refúgio no Brasil, de Liliana Lyra Jubilut

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A Nossa Dependência do Sofrimento

26/10/2017 10:16

O Buda afirmou que o sofrimento surge do desejo – por exemplo, desejo de mais amor, mais bens, mais destreza física ou beleza. Mas às vezes pergunto-me se a verdade é mais parecida com o contrário – que realmente desejamos o nosso sofrimento. Por outras palavras, estaremos realmente viciados no sofrimento?

No passado, ocasionalmente mencionei o meu irmão nos meus escritos. Ele sofreu de doença mental toda a sua vida e vive numa unidade de vida assistida para deficientes na minha cidade natal. Eu telefono-lhe todos os Domingos. Algumas semanas são boas, outras são más.

Sim, meu irmão tem razões fisiológicas para o sofrimento, mas também tende a ficar desnecessariamente envolvido nele. Por causa da sua sensibilidade, coisas que parecem menores para a maioria de nós podem leva-lo a uma espiral descendente. Recentemente, problemas relativamente menores com seu carro assustaram-o tanto que ele acabou por passar o dia no hospital. Outros dias, um comentário improvisado ou um olhar de alguém (que provavelmente estava a ter um mau dia, ou talvez simplesmente não significasse nada) podia atira-lo para a cama por vários dias. Muitas vezes, ele envolvia-se em conversas negativas e de arrependimentos consigo mesmo. Tarefas simples do dia-a-dia para a maioria de nós, como tomar banho e escovar dos dentes são, na verdade, metas a serem alcançadas para o meu irmão. Algumas semanas ele consegue, noutras é demais.

Admito que posso ficar frustrada com o sofrimento do meu irmão. Mas ultimamente eu comecei a perguntar-me se tudo é apenas uma questão de escala. Afinal, o que pode parecer importante para cada um de nós pode parecer um problema menor para outras pessoas. Não ficou obcecado e sofreu por causa de um problema que semanas depois acaba esquecido na névoa do tempo? Com que frequência os problemas de relacionamento que o atormentaram durante semanas ou meses passaram quando percebe que tudo era foi mal entendido ou, se não tendo sido, tudo se resolveu pelo melhor? E muitas vezes parece que o momento em que uma causa de sofrimento se acende rapidamente conseguimos encontrar outra. Como uma pessoa que tende a preocupar-se demasiado, eu realmente tentei observar-me quando encontro uma nova preocupação para substituir outra que deixei de ter.

Porque é que nos apegamos tanto ao nosso sofrimento?

Recentemente li muito e pesquisei na área das metodologias de autocura. Escrevi no passado sobre as ideias e técnicas utilizadas em Huna, um sistema de pensamento e práctica baseado no xamanismo havaiano. Por sua vez, Huna também está fundamentalmente relacionado com outros sistemas como a hipnoterapia (veja este recente livro do meu hipnoterapeuta Alba Alamillo) e recentes escritos de pessoas como Joe Dispenza (“Você é o Placebo“) e John Sarno (“The Divided Mind “) – embora todos eles usem terminologia diferente e tenham diferentes visões do mundo.

Muitos desses autores apontam no sentido que o nosso cérebro e corpo realmente tornam-se viciados em pensamentos e nas emoções habituais. Por outras palavras, os nossos pensamentos e emoções de sofrimento podem estar literalmente enraizados em canais profundos nos nossos cérebros. Saindo desses padrões, sentimo-nos desconfortáveis e, tendo a oportunidade, retornaremos a esses rumos habituais de pensamentos, emoções e comportamentos. Na realidade, tenderemos a dar importância às coisas que sustentam os nossos hábitos de pensamento e ignorar aquilo que não alimenta isso. Por exemplo, se tendemos a preocupar-nos com a nossa saúde, vamos focar-nos mais comentários ou artigos que apoiem essas preocupações, mas ignoramos completamente as evidências que contradizem esses medos.

Os seres humanos também tendem a ter um viés de negatividade. Por exemplo, se ouvimos um comentário negativo sobre nós mesmos (ou ouvir notícias negativas em geral), vamos centrar-nos muito mais nisso do que quando alguém nos elogiar ou algo de positivo acontecer no mundo. No passado, esse viés ajudou-nos a sobreviver e a manter-nos vivos. Tínhamos de estar atentos à presença de leões nas proximidades. O comentário bem-disposto do nosso companheiro ou companheira necessariamente carregava menos peso. Mas hoje em dia, a nossa tendência para nos focarmos e estarmos obcecados pela negatividade passou dos limites.

Os meios de comunicação sabem bem disso. Tudo o que precisa de fazer é ler o jornal da manhã para perceber isso. O nosso entretenimento também se tornou cada vez mais assustador e negativo. Mesmo as chamadas “comédias” são mais agressivas e negativas, provocando sorrisos amrgos. O meu marido Steve e eu precisamos de olhar mais e mais para o passado para encontrar filmes e programas de TV que nos permitam dormir à noite. Mesmo os filmes de acção de há 20 anos atrás parecem comédias em comparação com os padrões actuais. Todos nós nos tornamos cada vez mais viciados em horror, e os criadores dos nossos meios de comunicação e entretenimento continuam alimentar isso para nos manterem assim. Tudo isso funciona como um verdadeiro vício – com correcções cada vez mais fortes e necessárias para nos manterem estimulados – seja através de sexo, café, drogas, medo ou pelas nossas próprias misérias pessoais.

Como romper com o nosso vício de sofrimento? O primeiro passo é começar a entendê-lo. Observe esses pensamentos negativos – o ciclo do ir abaixo e depois o despoletar de novas preocupações e medos. E tão rapidamente quanto possível, substitua-os por pensamentos positivos – mesmo que não acredite inicialmente. Ou mesmo escreva-os. Diga-os em voz alta. O nosso “EU básico” ou o nosso subconsciente fica mais impressionado pela acção do que simplesmente pelos pensamentos.

Pode parecer estranho, e até desconfortável em primeiro lugar, criar novos caminhos para os seus pensamentos. Continue a insistir. Muitos investigadores afirmam que são precisas 3 semanas de esforço para começar a melhorar. Joe Dispenza também recomenda combinar os seus novos pensamentos positivos com emoções positivas extremamente elevadas, como a gratidão e alegria. É como criar uma enorme onda de positividade que limpa os pensamentos negativos profundamente enrolados nas areias da sua mente. Tanto quanto eu recomendo no meu livro – Consciência Activa, entrar no Agora + – um estado meditativo de alegria e gratidão no Agora aumenta a sua capacidade de criar um novo futuro.

É possível romper com o padrão de sofrimento habitual. Mesmo um pensamento ou sugestão positiva aqui ou ali pode fazer a diferença. Até vejo isso com o meu irmão. Ao invés de simplesmente se preocupar com o seu sofrimento a cada semana, realmente faz mais diferença se eu lhe disser – “Tente sair e dar um passeio hoje”, ou “Tente escovar os dentes esta semana – pode fazer isso!”. Na maioria das vezes, ele informar-me-á no Domingo seguinte que ele se tentou fazê-lo porque eu ter dito isso, e eu sinto-me melhor por isso. A minha positividade e as palavras de Fé nele ajudaram a que ele saísse do seu sofrimento, pelo menos durante algum tempo.

É a sua própria mente que o mantém viciado no seu sofrimento. Todos nós tendemos a fazê-lo. Mas também tem a capacidade de criar novos padrões de pensamentos e emoções. Comece hoje!

Sobre a Autora

Amy Lansky foi investigadora da NASA em inteligência artificial quando sua vida foi transformada pela milagrosa cura homeopática do autismo do seu filho. Em 2003, ela publicou A Cura Impossível: a promessa da Homeopatia que agora um dos livros introdutórios mais vendidos sobre homeopatia em todo o mundo (http://www.impossiblecure.com/). Desde então, Lansky ampliou as suas investigações para incluir ensinamentos antigos e modernos sobre a Consciência, fenómenos psíquicos, sincronicidade, meditação e o nosso poder colectivo para evoluir e transformar o nosso mundo. O resultado é o seu segundo livro, Consciência Ativa: Despertar o Poder Interior, publicado em 2011 (http://www.activeconsciousness.com/). Lansky também foi destaque no recente filme sobre sincronicidade, O Tempo é uma Arte.

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Ser paciente em um dia de raiva pode evitar cem dias de tristeza

25/10/2017 10:48

Ser paciente não é ser frágil nem covarde. Às vezes é muito melhor guardar silêncio e aquietar a raiva do que perder tudo em um momento de ira descontrolada. Porque a paciência é a virtude dos corações tranqüilos, capazes de entender que ser prudente em um dia de raiva pode evitar cem dias de tristeza.

Todos já experimentamos momentos assim. De fato, às vezes habitamos o “epicentro” de entornos muito exigentes que colocam à prova a nossa capacidade de resistência e essa habilidade que devemos ter como bons gestores emocionais. A ira é como um gatilho que dispara quando perdemos o controle e que, longe de descarregar nossas emoções, costuma trazer efeitos secundários que ninguém deseja.

Aprenda a ser paciente, a acalmar a raiva, a amarrar a ira ao laço do entendimento e da compreensão para perceber que a raiva não soluciona nada, porque podemos perder tudo.

Na hora de falar dessas duas virtudes, que são o silêncio e a paciência, parece que estas dimensões se associam mais à passividade, a quem é incapaz de reagir. Não devemos vê-lo assim. O silêncio sábio que não agride e é paciente permite acalmar a mente para agir com maior equilíbrio, com mais assertividade e moderação.

Ser paciente, a habilidade dos bons gestores emocionais

Quando falamos de ira, raiva ou irritação imaginamos quase que instantaneamente a imagem de uma criança pequena com as bochechas inchadas a ponto de gritar. As pirraças infantis são por si só uma dimensão importante, que longe de considerarmos banais, devemos saber escutar para que a criança aprenda a administrar suas emoções. Infelizmente, elas não desaparecem com a idade adulta.

A revolta não expressada nos adoece, mas a ira que estala em raiva e agressão também causa vítimas. Seja paciente, aquiete a sua mente e defenda-se sem agredir. Seja sábio.

Há quem escolha “engolir” a raiva. Fazer como se nada tivesse acontecido. Consciente de que já ficaram para trás os dias de gritos e birras, escolhe simplesmente esconder a sua ira, a sua frustração. Não é o adequado nem é saudável. Também não é sábio permitir que um excesso de raiva estoure, como um cavalo selvagem guiado pela raiva para criar situações tão desconfortáveis quanto destruidoras.

Os bons gestores emocionais aprendem cedo que dois dos inimigos mais complexos com os quais devem lidar são sem dúvida a ira e a raiva. Além disso, eles se relacionam com diversas mudanças fisiológicas que intensificam ainda mais a sensação negativa e de ameaça. Por isso, na hora de controlar um inimigo, a melhor coisa é conhecê-lo.

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Conhecendo um inimigo comum, a ira

Existem pessoas que se zangam com mais ou menos freqüência. A razão dessas diferenças individuais poderia ser explicada por um tolerância menor à frustração, ou inclusive por determinados indicadores genéticos.

  • A ira surge no nosso cérebro por causa de um leve desequilíbrio entre a serotonina, a dopamina e o óxido nitroso. Tudo isso pode fazer com que existam pessoas com maior tendência a explosões de ira e raiva.
  • Segundo um interessante artigo publicado no The New York Times pelo psiquiatra Richard Friedman, a ira pode se mostrar também como resultado de uma depressão encoberta.

Uma revolta não controlada, que não é racionalizada ou administrada de forma adequada, pode derivar em frustração e mal-estar. Quando a ira inunda o cérebro por causa do efeito dessa química neuronal acontecem diversas mudanças fisiológicas que vão incrementar ainda mais a emoção negativa. A raiva galopa de forma descontrolada.

Não devemos esconder a revolta, e nem deixar que se transforme em um ataque de raiva. É preciso compreendê-la e canalizá-la de forma adequada para que não asfixie, para que não machuque nem procure vítimas sobres as quais projetar a raiva.

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Paciência, calma e conduta assertiva para tratar os aborrecimentos

Desconfie de alguém que diga que “ele ou ela não fica bravo nunca”Todos passamos por injustiças, ouvimos palavras tolas e comentários tão injustos quanto ofensivos. Agora, antes de deixar que a irritação atue como o isqueiro que acende o fogo da raiva, é preciso refletir alguns momentos sobre estas dimensões.

  • Dê um nome ao que o aborrece. Não fique só com as sensações, com esse desconforto que fica virando o estômago e trava a sua mente. Descreva em palavras concretas o que o incomoda.
  • Procure a calma por alguns instantes, feche-se no seu “palácio de pensar”. É um espaço tranqüilo e sereno que só pertence a você, visualize um lugar onde você deixe de fora a raiva e as emoções negativas para se trancar com “a razão”. Pense agora qual é a melhor opção diante da aquilo que o incomoda.
  • Expresse de forma assertiva a razão da sua chateação. De nada serve “engolir” aquilo que nos prejudica, porque os aborrecimentos não se guardam sob a cama, se expressam em forma de palavras respeitosas para evidenciar com clareza o que nos fere, o que não queremos.
  • Controle, reestruture e mude de cenário. Uma das melhores formas de administrar a revolta e a raiva é controlar aspectos como a respiração ou inclusive os processos mentais capazes de potencializar ainda mais a emoção negativa. Não procure culpados, desligue o ruído mental e os pensamentos irracionais.

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Às vezes uma coisa tão simples como caminhar, respirar fundo e procurar um ponto visual no horizonte para descansar a mente e desligar o interruptor da irritação pode nos salvar de todos esses alfinetes externos que tanto abundam no dia a dia. É preciso se lançar no mundo com o coração tranquilo, conhecendo os próprios limites, e sabendo que haverá momentos ruins, sem dúvida, mas os bons momentos abundam mais e são a nossa razão de ser…

 

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Obsessões por perfeição e aceitação não devem conduzir a cirurgia plástica

20/10/2017 10:14

Cirurgia plástica e tratamentos que beneficiam a estética e a beleza são bons, porém sempre vale lembrar que o valor de uma pessoa vai muito além da aparência. Por isso, os motivos que levam a uma intervenção cirúrgica nunca podem estar baseados apenas em um preconceito ou bullying sofrido. Também não pode ser impulsionado pelos anseios impulsivos e algumas vezes obsessivos de perfeição ou desejo de ser igual a uma outra pessoa.

Afinal de contas, a perfeição não existe e no que muitos consideram "imperfeição" é que está a diferença, já que cada ser é único em sua aparência. Imagine como seria monótono esteticamente aos nossos olhos se todas as pessoas fossem plasticamente iguais! "Antes de decidir por uma cirurgia plástica estética é necessário se autoavaliar, pois se há uma obsessão ou um desejo exagerado na busca de semelhança a alguém, isso deve ser revisto, porque a pessoa poderá aperfeiçoar os seus traços e, mesmo assim, nunca será igual a aquele pop star ou atriz que admira", enfatiza Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional.

O valor de uma pessoa não pode ser medido por sua aparência: se é muito magra, muito gorda, envelhecida, se tem celulite ou estrias, se tem muito ou pouco cabelo – liso ou crespo –, se tem uma barriga preponderante ou apenas gordura, pela sua cor de pele, pelo seu tamanho, raça ou traços, entre outras coisas. "É necessário combater todo tipo de preconceito e entender que a beleza é individual e particular, pode e deve ser aperfeiçoada – também pela cirurgia plástica –, mas, principalmente, por amor próprio e não apenas para receber a aceitação ou a aprovação de terceiros", destaca Korn.

Um tratamento de beleza, seja estético ou cirúrgico, pode reforçar sim a autoestima, pois interferirá diretamente no autoconceito, mas mesmo assim é fundamental que cada um busque interiormente fortalecer o seu amor próprio, sua aceitação, seus afetos e emoções, que acompanham a descrição de cada um. "Pagar por uma cirurgia pode estimular a autoestima e deve ser uma maneira de investir no próprio bem-estar e não uma fuga às percepções ou aos julgamentos de outros", explica Arnaldo.

Investir em si mesmo é melhorar o autoconceito e a autoaceitação, dando a si mesmo o direito de usar os seus recursos financeiros também para realizar aquela cirurgia dos sonhos, mesmo que para isso seja necessário financiar o pagamento em empresas como o Centro Nacional – Cirurgia Plástica.

"Porém, é importante ressaltar que a cirurgia plástica poderá apenas auxiliar o bem-estar do corpo, da alma e da mente, mas nunca se deve colocar tamanha responsabilidade somente no aspecto estético, pois a pessoa correrá o risco de se decepcionar", finaliza Arnaldo Korn.

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18 de outubro dia do médico!

18/10/2017 13:15

O médico é um profissional fundamental para a garantia da saúde da população. Em sua homenagem, no dia 18 de outubro é celebrado o Dia do Médico. No início, haviam poucas especialidades, como a psiquiatria, pediatria e cardiologia. Porém, hoje há cerca de 52 delas, como medicina do trabalho, saúde da família e radiologia. Após a formação em bacharel de Medicina, o profissional pode atuar como clínico geral ou optar pela residência médica ou especialização.

Segundo a Lei 12.842 da Constituição Federal, a atuação do médico deve ser zelosa e trazer benefícios à saúde do ser humano e suas coletividades sem discriminação de qualquer natureza. Ela tem como objetivo a promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ter saúde não é apenas não estar acometido por doenças, mas ter condições de manter um estado físico, mental, psicológico e social equilibrados, dando à pessoa mais qualidade de vida. A formação do profissional de medicina não se basta às paredes da instituição de ensino, ela deve incluir sua capacidade humana, tato para lidar com o sofrimento do outro e um bom desenvolvimento da relação médico-paciente.

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Primeira Edição © 2011