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Somos todos modeladores

25/06/2020 17:46

Hoje, enfim, o Estado de São Paulo apresentou o Plano de Reabertura para as Escolas Públicas e Privadas no Estado. Tão esperado quanto polêmico, o anúncio e todo feedback após só me mostrou um sinal que é o mais importante nesse momento: como estamos modelando o aprendizado das crianças nesse momento tão desafiador.

Via estudos, regras e saúde, a retomada será gradual, a partir de setembro. Não tem choro nem vela, nunca vivemos uma pandemia, então estão TODOS tentando acertar. As crianças podem ser os grandes incubadores do vírus, o que torna essa retomada mais complexa do que comércios e demais serviços.

Mas a pergunta que eu me fiz, e faço a vocês: nesse tempo que temos de homeschooling residual, seja qual for a sua escolha (brigar com a escola, reduzir mensalidade, questionar a metodologia, entre tantos outros pontos), o que ficará para seus filhos sobre a escola, o estudar, o aprendizado em si?

Talvez a sensação boa de rotina e homeschooling? Talvez a culpa eterna de não ter conseguido fazer nada direito? Sabe o que mais me preocupa? E se, inconscientemente, por nossas atitudes frente ao que acreditamos ser o melhor para nossa família (aqui como estrutura, além da metodologia escolar), desenvolvermos um trauma na relação da criança com a aprendizagem?

Se ela entender que a escola é “ruim”, pela sua crítica à frente dela? Ela associará isso à estudar é ruim, chato E quando não é a discussão em si, quando é a rotina mesmo, eles perdem a noção de horários e regras? O amigo leu antes? Fez um trabalho mais legal? Já consegue fazer todas as operações matemáticas sem maiores dificuldades? Essa competição serve para quem mesmo?  Socialização nem entrarei no tema, porque estamos em pandemia certo? Contato zero ou mínimo.

Deixo vocês com essa mesma dúvida que eu, e trago também o que serviu para mim. Na Disciplina Positiva, interessa mais o longo prazo, sempre. É no tempo que a construção se revela. É daí que são formados nossos valores. Portanto, não esqueça NUNCA que é nesse momento que estamos sendo convidados a moldar os comportamentos ligados ao ensino, que antes terceirizávamos. Por isso, seja amável a carinhosa (o), com você e com os seus, com o próximo, e saiba, estamos todos tentando fazer nosso melhor. O processo é mais importante que o resultado. Sempre!

 

Por Kate Amaral - Coach em DP

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Sobral, 1919: literatura histórica protagonizada por eclipse solar

19/06/2020 15:00

 

6 minutos e 51 segundos. Foi esse o tempo que durou o famoso eclipse solar de Sobral, em 29 de maio de 1919. O evento, que comprovou a Teoria da Relatividade do cientista Albert Einstein, é o ponto central da obra De Sobral à Índia, do engenheiro e escritor Fabrício Surya.

Protagonizado por José, o livro aborda a trajetória desde que os pais dele se conheceram à pré-adolescência do garoto. A palavra família ganha um novo conceito quando chega a Sobral um coronel inglês, William Trent Johan, para “observar” o eclipse.

A bagagem do estrangeiro não chegou ao interior cearense somente com roupas: traz uma missão discreta e as experiências vividas na Índia, quando foi obrigado a servir em Calcutá – algo que o transformou para sempre. Ao encontrar o pequeno José, o destino também traz decisões difíceis e novos rumos para a vida do coronel William e sua esposa brasileira.

Por fim, desembarcando por último, vinha um homem branco, alto e com cabelos grisalhos. Vestia uma farda discreta, quase um terno comum.  Seu bigode era proeminente, como o broche de sua patente militar presa no peito. Antes de deixar o último degrau, colocou seu chapéu. Seu nome era William Trent Johan, coronel inglês, casado com uma brasileira, Susete Barbosa, enfermeira por vocação. Ambos se conheceram em meados do passado ano de 1918, durante os trabalhos realizados no hospital brasileiro na França, por conta da 1ª Grande Guerra, quando o Brasil apoiou a tríplice entente. Sua esposa apareceu na porta de descida logo após ele pisar no solo sobralense. (De Sobral à Índia, pág. 199)

Além do fenômeno astrológico, a obra conta com outra característica celestial: o narrador. Quem conta a história é São Paulo, diretamente do Paraíso. Ao caminhar pelo Éden, o santo encontra Félix, um rapaz desanimado ao se deparar com o dia cinza. O prólogo e epílogo do livro registram o momento em que o santo inicia e finaliza a história ao recém-conhecido.

De Sobral à Índia reúne história, ciência e cultura em uma narrativa cativante destinada aos admiradores de um belo e emocionante romance histórico que parece não findar-se por aqui...  

“– Tá... O senhor parece andar muito e talvez não me encontre mais por aqui...
Gostaria de agradecer por me contar essa história. Consegui abstrair-me de meus
problemas por alguns momentos. Infelizmente acabou...
– Ora! Quem disse ter tudo terminado aqui?”  (De Sobral à Índia, pág. 357)

Ficha técnica
Título: 
De Sobral à Índia
Autora: Fabrício Surya
Páginas: 360
Formato: 21x14 cm
ISBN: 978-85-62539-56-5
Link para compra: https://amzn.to/2K4D9kq  

Sinopse do livro: O que aconteceria se um menino com uma natureza insólita e doce, nascido de um romance inocente como o sono dos anjos, mas encerrado com um cego golpe do destino, estivesse num evento cósmico no qual se tornaria irmanado às estrelas e, ao mesmo tempo, encontrasse um tutor que preencheria um vazio em seu peito? Essa é a história de José. Um aventureiro e sonhador desde o ventre de sua mãe, uma doce flor do Nordeste. Juntos precisaram se desvencilhar dos espinhos e aridez de homens sem alma, que tentaram lhes tirar tudo, mas graças a pessoas únicas conseguiram suportar tais abrolhos e recomeçar uma nova vida.

Sobre o autor: Fabrício Surya (Fabrício Cavalcanti Gomes da Vinha) nasceu no Rio de Janeiro, tem raízes cearenses e portuguesas, mas cresceu em Brasília. É formado em Engenharia Florestal, pós-graduado em Ciência das Religiões e estudante de Yoga há mais de 20 anos. Encontrou-se com homens e mulheres no Brasil e no mundo em seu caminhar de “eterno aprendiz.” Começou a escrever muito cedo, mas nunca em grande quantidade. Atualmente é servidor público federal do Poder Judiciário e ensina meditação, tanto no ambiente corporativo quanto fora dele. Tem dois filhos com os quais aprende a arte do bem viver.


Redes Sociais:  
Facebook  - https://www.facebook.com/fabricio.surya.98
Instagram  - @fabriciosurya_mindfulness
YouTube - https://bit.ly/2VzYSWO
Site: http://fabriciosurya.com.br/

 

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Como gerar renda na pandemia para comunidades carentes?

16/06/2020 14:33

A pandemia do coronavírus mudou o cenário e a rotina dos brasileiros. Com o distanciamento social como uma das medidas de prevenção do coronavírus, muitos brasileiros encontram ainda mais dificuldade para sobreviver. Por isso, conheça algumas estratégias que potencializam a economia nas comunidades carentes.

De acordo com o Tecno Notícias muitos moradores das comunidades são autônomos ou informais. Por isso, muitos projetos e ações foram e estão sendo colocados em prática para aliviar o impacto econômico e social do coronavírus. Essas ações facilitam o acesso a serviços e produtos locais, e ainda promovem oportunidades de trabalho para quem teve a renda prejudicada.

Produção de máscaras gera renda

O uso de máscaras caseiras, confeccionadas em tecido é indicado para minimizar o risco da contaminação pelo Covid-19. Por isso, o projeto Moda Alegre de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul lançou a campanha Costurando Solidariedade. A iniciativa vai gerar renda para comunidades carentes por meio da venda e distribuição gratuita de máscaras.  Essa é uma maneira de gerar renda para trabalhadores do segmento têxtil que tiveram suas atividades prejudicadas pela pandemia.

O Costurando Solidariedade recebe doações de tecidos e aviamentos de uma rede solidária de pessoas físicas e jurídicas. Os materiais são entregues às costureiras, fomentando a cadeia produtiva e solidária. Já são mais de 20 comunidades beneficiadas com o projeto.

A redação conversou no dia 13 de junho com Karina Chaves, jornalista da Moda Alegre e nos contou as diversas ações que estão sendo realizadas, além do projeto Costurando Solidariedade:

“Durante a pandemia foram feitas várias ações e projetos. O Costurando Solidariedade tem o apoio da Prefeitura de Porto Alegre. Há também o Adote uma comunidade que é o envio de cestas básicas para a comunidade. E ainda os Drive-thrus da campanha do gasalho, onde as roupas ficam em quarentena”.

Como ajudar na campanha Costurando Solidariedade?

Há duas formas:

1) Comprando tecidos/aviamentos e doando para as costureiras;

2) Comprando as máscaras direto das costureiras.

Também vale ressaltar que pessoas físicas ou jurídicas que quiserem participar do projeto com a doação de materiais para a produção de máscaras, ou com recursos financeiros, podem entrar em contato com a Moda Alegre.

Conheça outras ações realizadas pelo Brasil

Projeto Ruas: Estima-se que aproximadamente 100 mil pessoas no Brasil se encontram em situação de rua, sendo 14.5 mil no Rio de Janeiro. Por isso, a associação, que presta apoio a pessoas em situação de rua, criou o projeto #popruaeumeimporto, que tem o objetivo de orientar a população sobre como ajudar moradores de rua nos momentos em que precisarem sair de casa durante a quarentena.

Gerando Falcões: é uma organização social que atua dentro de estratégia de rede, em periferias e favelas e está com uma campanha de arrecadação de cestas básicas digitais.

Nas redes sociais, artistas e influencers vêm auxiliando na divulgação das doações de cestas básicas, que acontecem através de uma plataforma de arrecadação de dinheiro.

Maneiras de ajudar os mais vulneráveis ​​durante a pandemia do COVID-19

 

  • Ajudar com cestas básicas

É importante não apenas garantir que as pessoas acessem suprimentos básicos de alimentos, mas também que eles tenham dinheiro para comprá-los. Em média, os alimentos são responsáveis ​​por até 60% das despesas das famílias em países de baixa renda e 40% nas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento.

Por isso, muitos projetos envolvem a entrega de cestas básicas para famílias carentes em diversas regiões do Brasil.

  • Envie mensagens de texto às pessoas para garantir sua saúde mental e bem-estar

Entre muitas perturbações globais da saúde, econômicas e sociais, o coronavírus forçou milhões a se isolar fisicamente. Combine isso com uma extensa cobertura de notícias sobre a pandemia e o futuro desconhecido, e não é surpresa que a ansiedade esteja aumentando.

Muitas pessoas estão se sentindo ansiosas, por isso, especialistas recomendam que quem se sentir assim procure ajuda.

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Bolsonaro comete três crimes ao incentivar invasão de hospitais

12/06/2020 18:21

Na sua live de quinta-feira (11/6), o presidente Jair Bolsonaro incitou seus seguidores a entrar nos hospitais públicos e de campanha para filmar o atendimento a pacientes com a Covid-19, doença contagiosa que já matou mais de 41 mil brasileiros e deixou um rastro de quase um milhão de contaminados. “Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente tem que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não”, afirmou, nas redes sociais.

A jurista e advogada criminalista mestre em Direito Penal, Jacqueline Valles, afirma que, ao incentivar que as pessoas se exponham a um grave risco invadindo hospitais, a fala do presidente pode ser enquadrada em três artigos do Código Penal. “A fala de Bolsonaro na live pode ser enquadrada nos crimes previstos nos artigos 268, 286 e 287 do Código Penal. Ao incentivar seus seguidores a invadirem hospitais, o presidente incita que as pessoas cometam crime contra a saúde pública e faz apologia ao crime”, completa a jurista.


Dra. Jacqueline Valles, advogada criminalista
mestre em Direito Penal

O artigo 268 criminaliza a desobediência de determinação do poder público destinada a impedir a propagação de doença contagiosa. No artigo 286, está o delito de incitar, publicamente, a prática de crime. E o 287 abrange a apologia de crime ou criminoso.

Jacqueline explica que, diante da situação, cabe aos órgãos de fiscalização das autoridades, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), investigar a conduta do presidente e, assim, evitar que novos crimes sejam cometidos. “Ele fala em mandar a ABIN e Polícia Federal investigar supostas denúncias. Mas é preciso dizer que não se pode incentivar as pessoas a cometerem crimes para fiscalizar, função essa que cabe a órgãos de Polícia Judiciária e do Ministério Público”, pontua.

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12 de junho Dia dos Namorados

12/06/2020 11:57

O escritor, dramaturgo e poeta Álvares de Azevedo costumava dizer que, “em negócios de amor, nada de sócios”. A frase cunhada pelo autor paulistano do século XIX, porém, nunca foi usada para dizer que negócios e amor não combinam. 

Na vida real, aliás, o que acontece é exatamente o contrário. Na prática, vários casais empreendedores provam que as duas coisas não só combinam como podem, sim, dar muito certo quando administradas em conjunto. 

No Dia dos Namorados, conheça as histórias de empresas nascidas e crescidas a partir do amor de dois espíritos empreendedores. 

OrthoDontic 

Da faculdade para os negócios 

Ana Lúcia e Fernando Massi começaram a namorar em 1994, durante o primeiro ano do Curso de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina. Após a graduação, o casal passou a procurar por formas de empreender dentro de seu mercado de atuação e, com a ajuda de outros três sócios e ex-colegas de classe, fundou a OrthoDontic – maior rede de clínicas de ortodontia do país. Com o empenho de todos, a primeira clínica foi montada em 2002, em um pequeno imóvel que pertencia aos pais de Ana Lúcia. Hoje, a rede conta com mais de 240 unidades no Brasil. “Estamos juntos há 26 anos. Somos pessoas diferentes, mas que lutam para alcançar os mesmos sonhos. Esta união nos proporcionou construir uma família incrível e um negócio que é referência no mercado”, relata Massi. 

Kemp  

Parceria até para dormir no aeroporto 
A arquiteta Bárbara Emília Kemp Dugaich e o marido, Rogério Moraes, passaram por muitos perrengues desde que fundaram a Kemp Gerenciamento de Projetos. Nos primeiros passos da empresa, em Fortaleza, o casal percorreu o Nordeste economizando ao máximo para tornar o sonho do negócio próprio algo real e viável. Para isso, dormiam em aeroportos e rodoviárias, carregavam o computador de um lado a outro – não tinham notebook para as andanças – e chegaram a viver em uma casa sem geladeira por conta de demora na entrega da mudança que havia saído de São Paulo. Hoje, a empresa – agora sediada na capital paulista – tem cerca de 150 funcionários e fatura R$ 18 milhões anuais. 

 Mais Top Estética 

Ele largou o banco para empreender com a amada 

Fundadora da Mais Top Estética, a fisioterapeuta Natália Ribeiro conheceu o marido Caio em Avaré (SP). Enquanto ela cursava uma especialização e aprendia praticamente todas as funções na clínica de estética onde trabalhava, Caio era funcionário de um banco. Em 2016, quando ele foi transferido para uma agência do banco em Cruzeiro – também no Interior Paulista – já no cargo de subgerente, ela seguiu o coração: pediu demissão e mudou-se com o marido. E foi em Cruzeiro que Caio largou o banco para, junto com Natália, fundar a Mais Top Estética, rede que hoje já conta com cerca de 40 unidades espalhadas pelo país.  

Casa do Construtor  


O sonho dele virou o sonho do casal  
Sinônimo de disciplina e confiança, Luiz Henrique Roma encontrou na esposa, Regina Fernandes, o impulso para conquistar sucesso profissional. Depois de 20 anos de casados, em 2012 ele decidiu investir no franchising. “Minha esposa, recém-aposentada, topou mergulhar em um segmento que desconhecíamos e inclusive mudar de Estado. O meu sonho se tornou o dela. As dificuldades foram grandes, mas o amor venceu todos os obstáculos”, lembra o empreendedor. Juntos, os dois abriram uma franquia da Casa do Construtor em Petrolina (PE). O sucesso foi consequência da parceria dos dois e, hoje eles possuem três unidades da rede no Estado. “Casais comprometidos alcançam o sucesso juntos, mas é necessário resiliência”, conclui Roma. 

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Primeira Edição © 2011