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A acusação fica. A defesa é esquecida.

27/04/2012 05:45

.Apenas como tema jamais como defesa, até porque não tenho nenhum tipo de procuração e nem trabalhei com os acusados da Operação Espectro, principalmente aqueles que são considerados como os mais importantes ou os mais conhecidos.

A operação em questão está cumprindo o seu papel, buscando o crime, suas formas e seus atores; apontando os suspeitos, trazendo-os à prisão e, de uma certa, forma à execração pública.

E este é o ponto.

Quando um general de exército vê sua prisão decretada e uma enorme acusação sobre sua cabeça há que se perguntar se as investigações chegarão realmente a uma culpabilidade ou se a prisão – revogada pelo estado de saúde do general – terá a inversão do escândalo caso venha a se comprovar sua inocência no caso.

E, quando me refiro ao general o faço também em relação aos demais.

O que preocupa são os métodos e, sobretudo, as maneiras de divulgação e de pressão sobre os acusados, sem comprovação de culpa no cartório.

O que vimos na TV, em relação ao general Sá Rocha foi a imagem de um homem realmente doente, acabrunhado, vendido diante de câmeras que sempre o focavam como o homem forte da Segurança dando a impressão de não entender o que estava acontecendo.

Os homens são”experts”, em determinados momentos, na arte de enganar através das expressões, das atitudes e da fala.

Mas, não sei por que tenho a impressão de que alguns pecaram e outros estão absolutamente inocentes na questão.

É só um “feeling”. Mais nada.

Além da preocupação de que a acusação fica para sempre e a defesa, a inocência, nem sempre aparecem na mesma proporção.
 

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O NOME DO JOGO É 21 OU 31?

22/04/2012 17:38

Parece um jogo mesmo.

Aquele que não tem tese, não tem lógica, mas tem muita discussão.

Discussão entre parceiros, entre jogadores antagônicos e até entre a plateia que assiste boquiaberta a uma proposta, no mínimo polêmica.

Afinal, o que diz a lei?

Serão mantidos os atuais 21 vereadores de Maceió ou serão os “até” 31 previstos na lei?

Porque até os “até” são uma grande dúvida.

Porque alguns acham que o número é fixo e fixado: 31.

Os que estão nesse caso devem imaginar como será bem mais difícil repartir o bolo.

O bolo deles, claro!

A mesa dá trato à bola para ver como ficarão os 9 mil reais a serem repartidos.

Mas, bolas, não são 9 mil...são, isto sim, 25 mil!!!

Ah! Então é mais fácil!

Será?

O pior é que ninguém procura saber como fica o povo com essa história.

Ou será que é estória e da carochinha?

Sim, porque se for para botar a mão na massa e trabalhar para valer pelo povo maceioense, então, pode colocar 31.

Mas, se for, ao contrário, para dividir mais ainda a indolência, nesse caso melhor deixar 21 ou melhor ainda, diminuir.

É um jogo ou não é?

O prêmio será um melhor aproveitamento do nosso dinheirinho ou um melhor aproveitamento do dinheirão deles.

O tempo dirá quem está com a razão se é que em jogo existe razão.

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Os empresários e a mão de obra

15/04/2012 16:22

O país cresce e, obviamente, ainda que em ritmo menor, cresce também o estado de Alagoas, apesar de os índices demonstrarem que o grande crescimento do estado deve-se, sem dúvida à Maceió.

E aí, verifica-se que uma das questões cruciantes do mercado, principalmente do mercado produtivo é a escassez de mão de obra, sobretudo em setores como o da construção civil, da hotelaria e o da indústria.

O Sine Municipal, em boa hora instalado pela prefeitura, tem tido uma enorme experiência no cadastramento dessa mão de obra e na busca constante por qualificação.

No entanto, ainda busca no seio do empresariado a antecipação ao problema sugerindo que se façam previsões de necessidades, de especializações, permitindo assim que a busca e a seleção sejam elaboradas de acordo também com o cronograma de crescimento das empresas.

Com o Sine municipal muda-se o conceito de oferta e procura de emprego quando filtra a oferta existente e se adequa a procura.

Uma cidade pequena como Maceió, mas em constante ebulição graças à infraestrutura que nela foi colocada nos últimos anos, merece um tratamento mais planejado para uma melhor distribuição de renda, de trabalho e de demografia produtiva.

O encontro, portanto, entre empregados e empregadores em busca de interesses comuns é o grande objetivo a ser alcançado com profissionalismo, competência e visão de como podem se entender poder público e poder privado.
 

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A revolta do prefeito

05/04/2012 15:25

O prefeito está revoltado e com razão. Dizem que decisão judicial não se discute, cumpre-se. No entanto, não vejo porque não seja analisada, principalmente pela parte interessada e quando esta parte sente-se injustiçada pela decisão tomada.

Quando isto não pode acontecer então diz-se que a ela foi cerceado o direito de defesa plena.

O prefeito deixou claro, após a decisão de bloqueio de seus bens e contas bancárias, a sua revolta por ser julgado sem ao menos ter sido ouvido em processo que ele considera equivocado e com acusações que não o atingem por inverídicas.

Se não pôde usar outro tipo de banca jurídica, por enquanto, utilizou os meios de comunicação para passar ao povo que lhe dá uma aprovação de 80% a sua total revolta pelo que está acontecendo e ainda mais exigindo do promotor que o acusou as provas que o tenham levado a pedir ao juiz a decisão em foco.

Algumas coisas precisam ser consideradas, sobretudo aquela que coloca o ruim na cabeça do povo e que assimila ao contrário do bom que pouco é comentado.

No caso em questão, em plena época eleitoral, quando se sabe que o prefeito Cícero Almeida é indubitavelmente o fiel da balança, a atitude jurídica pode soar mal e tender a ser mal interpretada, ainda que possa ser legítima.

O prefeito termina seu segundo mandato ao final deste ano repleto de ações positivas para com a cidade que o elegeu.

Falhas tantas quantas as naturais para uma administração que já dura quase oito anos.

Mas daí a apresentação de um rombo milionário com o aceite do prefeito, sem dúvida, merece um estudo mais acurado e detalhado de sua suposta participação.

Aliás, suposta. E de suposições as oposições estão cheias.
 

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"Toda rua da cidade devia ter um nome só..." Roberto Becker

01/04/2012 09:42

Pois é! Nos deixou exatamente hoje, 1o  de abril, para que pensássemos que era mentira, o incrível compositor e cantor Roberto Becker.

Alagoano profundo, indo fundo de verdade nas coisas da cidade, como dizia sua música "toda rua da cidade devia ter um nome só, mas aqui é diferente com as ruas de Maceió".

E aí, Becker, se enfronhava,mostrava como Rua do Sol virava João Pessoa e como tantas outras tinham seus nomes tradicionais e conhecidos mudados só Deus sabe porque.

Um gênio do humor, do amor e da criatividade, Becker gravou comigo em 2000 quando fez um Bartpapo sensacional na TV Pajuçara. Ano passado, gravou mais um já na TV Mar. 

Caído, já combalido pela doença, mas mesmo assim mantendo sua força e comunicação com os telespectadores de maneira forte e precisa.

Confesso que era um enorme admirador de Becker.

Daqueles de faalr todas as vezes que podia em sua figura e em seu trabalho.

Vá com Deus, amigo!

E mostre no andar de cima como se faz e se canta música que o povo gosta. 

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Primeira Edição © 2011