seta

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ESTOQUE DE CORPOS

23/09/2012 05:12

Insisto sempre neste assunto por achar um verdadeiro absurdo que um estado como Alagoas não consiga dar uma solução definitiva para o seu IML.

A falta de respeito para com profissionais, para com famílias de mortos e até para com os próprios mortos chega às raias da estupidez, da indecência, da afronta mesmo.

Mais uma vez, vemos que os médicos legistas não querem trabalhar no ambiente que lhes é ofertado, no que têm total razão, apesar de estarem também contribuindo para um verdadeiro caos com os corpos espalhados por aquelas dependências, pútridos, fétidos, sem geladeiras adequadas, sem nada.

A grande pergunta que se faz é “onde está o segredo financeiro que impede a construção adequada de um IML”?

Vemos obras faraônicas em andamento, vemos projetos fantásticos sendo sonhados nos gabinetes, vemos constantes denúncias de corrupção e só não vemos andar nos trilhos a construção e adequação de um novo e eficaz IML.

Um dia fiz uma pergunta, aqui mesmo, nesta coluna: Será que tudo isso acontece porque os mortos não votam?

Ah...responderam-me: “mas suas famílias votam”.

Pois é, só que o estrago causado pela dor da perda acrescida da dor de ver os corpos de seus entes queridos tratados com descaso, sem dúvida haverão de provoca verdadeiro asco pelas autoridades que poderiam, mas nunca tomam providências.

No mais, vamos esperar até que, um dia, aconteça a verdadeira revolução dos mortos.

seta

O QUE PENSA O ELEITOR?

14/09/2012 06:54

Na verdade, ninguém sabe.
Uma incógnita ainda.
Um processo evolutivo em relação ao voto, muito aquém daquilo que se deveria esperar dele para a consolidação real do processo democrático.
A presença do fator econômico, principalmente em um estado onde os índices de pobreza são alarmantes, ainda é, infelizmente, um detalhe de impressionante marca.
Saber que o seu voto pode ter um preço real, de 50 ou de 100 reais, abala as estruturas de quem pena para ter a comida em casa.
E, colocar na cabeça dessa gente de que ele ganhará muito mais elegendo os homens de bem que não vendem seus votos é uma missão, no mínimo difícil. E, diríamos, quase impossível.
Então, queiramos ou não, o coronelismo continua existindo sob novas roupagens, o voto de cabresto mandando, a cédula na mão dominando.
Em que pese todo o esforço das instituições para coibir esse tipo de corrupção eleitoral, ela existe e é a responsável pela maior parte das vitórias conquistadas.
Claro que temos um muito de candidatos decentes e um razoável percentual de vitórias honestas, mas são exceções no mundo político.
Tomara que estejamos enganados e que as eleições deste ano sejam marcadas por diferenciais mais transparentes.
 

seta

CANDIDATO PRECISA DE PREPARO.

31/08/2012 06:28

Difícil ser candidato a um cargo majoritário se não houver preparo para tal.
E o que está acontecendo com alguns deles é exatamente a falta de informação, a desconexão de assessores, a busca insensata pelos erros alheios, ao invés de propostas.

E, com isto, tiros que poderiam ser certeiros acabam sendo tiros no próprio pé.

A história do candidato que “meteu o pau” em um centro de saúde, informado que fora de que se tratava de próprio da prefeitura, acabou por ser desmentido por outro candidato da mesma base que o advertiu de que aquele centro era do governo estadual, de quem ele é o candidato.

Claro que isso não pode acontecer porque vira piada.

E, obviamente, munição de primeira linha para os seus adversários.

E, quando falo em preparo, não estou me referindo a preparo intelectual ou profissional, mas de conhecimento da administração que se quer focar na campanha eleitoral.

Foi mal!!!
 

seta

O GUIA ELEITORAL É UM CIRCO?

26/08/2012 05:47

Quando foi criado, o guia eleitoral teria por fundamento a utilização de veículos de massa como o são o rádio e a televisão para que o povo pudesse avaliar os candidatos aos diversos cargos eletivos e, com isso, escolher seus preferidos.

Evidentemente, deduz-se que o guia seria um instrumento sério cumprindo com o seu valor cívico diante da sociedade em que grande parte ainda não está devidamente politizada e esclarecida.

Aí, ainda que a Lei Eleitoral não permita diversas coisas, algumas até bobas, vemos o desfilar de candidatos, sobretudo a vereador, que colocam suas idiotas verves para fora e desafiam a inteligência de grande parte do público com suas aparições repletas de palhaçadas, de truques de humor de mau gosto, transformando aquele instrumento em um espetáculo, no mínimo deprimente.

É chegada a hora de as autoridades que regem as regras para as eleições saberem definir o que é joio e o que é trigo e proibirem determinado tipo de manifestações, ainda que pareçam, mas não o são, censura.

Que propostas apresentam as “palhaçadas” da vida, a não ser a também idiota proposição de insinuar um possível voto de protesto?

Então, senhores legisladores ou senhores dos tribunais eleitorais, vamos fazer auto julgamento e banir de uma proposição séria como a eleição, as incabíveis manifestações circenses que, na verdade, têm hora e vez, no fantástico e divertido, mas real, circo.
 

seta

A GUERRA IDIOTA DOS SEM TERRA.

19/08/2012 16:05


Querem ganhar na força, na raça, na pseudo valentia.

Sempre foram além das medidas aceitáveis e, de uns anos para cá passaram a serem protegidos debaixo de mantos políticos nem sempre mostrados de peito aberto.

Estava na cara que, um dia, eles iriam começar a colocar todos as suas unhas de fora, fosse onde fosse, estivessem onde estivessem.

Na última sexta, começaram.

E escolheram um dia festivo, de inauguração, com presença ilustre da presidente da república para darem demonstração de suas insatisfações.

Só que da maneira mais degradante usando o estilo da força, da arrogância, da falta de humildade.

Se estavam com a razão ou não, a história haverá de relatar.

Mas, do jeito que estão fazendo, demonstram a cada ato, sua inconsistência de idéias e a consistência da brutalidade, da violência, da política má orientada, das lideranças equivocadas.

Sempre defendi e defendo uma reforma agrária precedida de uma revolução agrícola de métodos e sistemas.

Não adianta o governo entregar terras ditas produtivas para quem não sabe produzir.

Não adianta querer fortalecer uma reforma sem planejamento, sem ferramentas, sem capacitação e qualificação no campo.

E, hoje, passados todos esses anos, já pouco adianta dizer a esses “sem terra” que querer ocupar cidades, prédios públicos e ainda atacar autoridades e cidadãos, nada disto fará de seu movimento uma manobra vencedora.

Portanto, exijam sim, os seus direitos.

Mas sem se darem ao direito de perdê-los.
 

seta

Primeira Edição © 2011