seta

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COTA É DISCRIMINAÇÃO. OU NÃO?

12/05/2012 06:37

Particularmente acho que essa questão tão polêmica de cotas e que começou com as dos negros no ingresso a universidade, está virando moda e agora se quer cotas para tudo e para todos está completamente errada.

Começa pelo fato de que ao estabelecer cotas para a raça negra num país altamente miscigenado você não consegue definir quem é e quem não é negro.

Por outro lado, o que é mais importante, acirra os ânimos no que diz respeito ao problema racial criando muito mais discriminação do que se pensa.

Não vejo porque haver diferenças raciais até porque elas nunca deveriam ter existido.

No entanto, se falarmos em pobreza, se falarmos em alunos carentes e mal preparados pelo ensino fundamental e médio públicos, aí sim, facilidades para o ingresso deles no curso superior devem ser criadas.

No sentido de dar a eles a possibilidade de estudos em cursinhos iguais aos de todos os outros candidatos e até de se considerar que esses cursinhos sejam realmente uma pré-matrícula na universidade.

No entanto, nunca com a criação da estúpida cota que denigre, que discrimina e que cria situações como as que vimos semana passada com um candidato com nota bastante superior ficar fora por conta de cotista com nota inferior.

Há que se pensar.

Cota é ou não é discriminatória?
 

seta

QUE SE ABRAM AS PORTAS PARA ALMEIDA

05/05/2012 07:06

Não se pode conceber que um partido político feche suas portas de saída para um político decente, que sempre teve um comportamento de primeira grandeza para com o partido e seus componentes.

O prefeito Cícero Almeida precisa e quer deixar o PP e isto já foi deixado claro por ele, não se constituindo em novidade.

Acusam alguns o homem que detém mais de 86% de apoio de não ter formado um grupo político, mas não podemos deixar de analisar que ele o tentou e, sem dúvida, a sua entrada no PP fez parte desse propósito.

A reciprocidade faz parte de ações políticas, mas pelo que se saiba nem o governo nem o partido foram capazes de “dar a Cícero o que é de Cícero”.

Claro que, com esse estado de coisas, um político de sua estirpe, um prefeito que sairá pela porta da frente e que nunca abriu nem fechou portas para ninguém precisa agora que, simplesmente, abram-se para ele as portas de saída do partido, democraticamente, decentemente, como merecem aqueles que se doam.

Também sabemos da enorme força que Almeida poderá dar à eleição municipal e ninguém quer vê-lo fora do pleito.

Por outro lado ninguém quer vê-lo na arquibancada, à parte de um processo no qual ele pode e deve ser o maior dos coadjuvantes.

Que o seu atual partido pense.

Não como favor.

E, isto sim, com altruísmo democrático, com o exercício político correto dos que são capazes de capitalizar para o futuro.
 

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A dignidade do trabalho

01/05/2012 05:30


Ninguém quer esmola.

O povo brasileiro quer ser o dono de sua vida, de seu dinheiro, de sua produtividade.

Houve um tempo, e ainda há, em que a necessidade de se tirar a população da miséria absoluta acabou por gerar programas federais do tipo “bolsa família”.

A decisão foi acertada e, mais acertada ainda, a nova meta de se começar a capacitar e qualificar trabalhadores, a partir dos beneficiários do “bolsa família”.

O Pronatec chegou para isso e instituições como Senai e Senac já estão agindo, aqui em Maceió, sob a supervisão da Semas e da Semtabes.

Gradativamente essas pessoas irão se adaptando ao sistema de vida normal em que as pessoas ganham o seu próprio sustento a partir de um trabalho decente e honesto.

Neste dia do Trabalho o que desejamos e o fazemos até por estarmos, juntamente com Arnóbio Cavalcanti, à frente da Secretaria que é do Trabalho, é que a dignidade que encorpa o trabalhador seja cada vez mais disseminada e conseguida por tudo e por todos.


 

seta

A acusação fica. A defesa é esquecida.

27/04/2012 05:45

.Apenas como tema jamais como defesa, até porque não tenho nenhum tipo de procuração e nem trabalhei com os acusados da Operação Espectro, principalmente aqueles que são considerados como os mais importantes ou os mais conhecidos.

A operação em questão está cumprindo o seu papel, buscando o crime, suas formas e seus atores; apontando os suspeitos, trazendo-os à prisão e, de uma certa, forma à execração pública.

E este é o ponto.

Quando um general de exército vê sua prisão decretada e uma enorme acusação sobre sua cabeça há que se perguntar se as investigações chegarão realmente a uma culpabilidade ou se a prisão – revogada pelo estado de saúde do general – terá a inversão do escândalo caso venha a se comprovar sua inocência no caso.

E, quando me refiro ao general o faço também em relação aos demais.

O que preocupa são os métodos e, sobretudo, as maneiras de divulgação e de pressão sobre os acusados, sem comprovação de culpa no cartório.

O que vimos na TV, em relação ao general Sá Rocha foi a imagem de um homem realmente doente, acabrunhado, vendido diante de câmeras que sempre o focavam como o homem forte da Segurança dando a impressão de não entender o que estava acontecendo.

Os homens são”experts”, em determinados momentos, na arte de enganar através das expressões, das atitudes e da fala.

Mas, não sei por que tenho a impressão de que alguns pecaram e outros estão absolutamente inocentes na questão.

É só um “feeling”. Mais nada.

Além da preocupação de que a acusação fica para sempre e a defesa, a inocência, nem sempre aparecem na mesma proporção.
 

seta

O NOME DO JOGO É 21 OU 31?

22/04/2012 17:38

Parece um jogo mesmo.

Aquele que não tem tese, não tem lógica, mas tem muita discussão.

Discussão entre parceiros, entre jogadores antagônicos e até entre a plateia que assiste boquiaberta a uma proposta, no mínimo polêmica.

Afinal, o que diz a lei?

Serão mantidos os atuais 21 vereadores de Maceió ou serão os “até” 31 previstos na lei?

Porque até os “até” são uma grande dúvida.

Porque alguns acham que o número é fixo e fixado: 31.

Os que estão nesse caso devem imaginar como será bem mais difícil repartir o bolo.

O bolo deles, claro!

A mesa dá trato à bola para ver como ficarão os 9 mil reais a serem repartidos.

Mas, bolas, não são 9 mil...são, isto sim, 25 mil!!!

Ah! Então é mais fácil!

Será?

O pior é que ninguém procura saber como fica o povo com essa história.

Ou será que é estória e da carochinha?

Sim, porque se for para botar a mão na massa e trabalhar para valer pelo povo maceioense, então, pode colocar 31.

Mas, se for, ao contrário, para dividir mais ainda a indolência, nesse caso melhor deixar 21 ou melhor ainda, diminuir.

É um jogo ou não é?

O prêmio será um melhor aproveitamento do nosso dinheirinho ou um melhor aproveitamento do dinheirão deles.

O tempo dirá quem está com a razão se é que em jogo existe razão.

seta

Primeira Edição © 2011