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Um carioca criado com tapioca

20/10/2012 07:24

Meu pai era nordestino do Rio Grande do Norte e minha mãe carioca da gema como se dizia.

Nasci no Rio de Janeiro e, desde menino, cercado pelos avós paternos, convivi com os hábitos nordestinos, como o café regional, onde se incluía a famosa tapioca.

Tenho a impressão de que aquilo entrava no meu sangue e me fazia amar a região como ninguém.

Anos se passaram, “paulistei”, adquiri minha formação profissional, girei o mundo, “carioquei” de novo e num dado instante já trabalhava para o nordeste brasileiro, para onde, há 32 anos mudei-me.

Há 16 anos, vim para as Alagoas.

E aí parece que o sangue realmente esquentou e fez com que eu amasse essa terra com garra e com vontade de acertar e de agradecer os braços abertos que recebi.

Então, vem o reconhecimento oficial e vejo-me prestes a receber – 31 de outubro, 17 horas – o honroso título de “Cidadão Alagoano”.

Em que pese o fato de já ter em minha parede uma dezena de comendas literárias, não menos significativo título de “Cidadão Maceioense”, o de agora vem coroar o que mais um “forasteiro” pode desejar.

Sei que, tenho consciência mesmo, o trabalho do jornalista e a ação do gestor público influenciaram para que isto acontecesse. Até porque, em todos esses anos tenho procurado ser sincero, transparente e honesto em pensamentos e em atitudes.

E é por isso que alardeio a minha alegria, compartilho com vocês e gostaria de vê-los, um a um, rosto por rosto na hora e no dia em que, de fato e de direito, passo a exercer plenamente e de coração a cidadania alagoana.

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COMEÇA A TRANSIÇÃO EM MACEIÓ

13/10/2012 05:36

A civilidade, sem dúvida alguma é uma das melhores formas de educação política. Passadas as eleições, definidos vencedores e vencidos, o melhor que se tem a fazer é promover uma transição leve, tranquila e, sobretudo, competente.

O que as equipes chamadas de transição nomeadas pelo atual prefeito, Cícero Almeida e pelo prefeito eleito, Ruy Palmeira, vão fazer será exatamente isto.

Até porque, o melhor de tudo é passar os meandros do governo de oito anos para quem chega, com decência, honestidade e transparência, o que sói acontecer com homens de bem e de estirpe como se podem definir os dois prefeitos.

A partir desta segunda-feira, praticamente dois governos estarão instalados, respeitando-se, obviamente, o mandato em exercício até o seu último dia e este recebendo de braços abertos o que virá a partir de 1º de janeiro de 2013.

A equipe de Almeida trabalhou muito e vem trabalhando já há seis meses em relatórios de gestão para que tudo fique absolutamente claro.

Contratos, convênios, prestações de contas, tudo sendo esmiuçado, secretaria por secretaria e fazendo parte de “e-book” planejado e aberto para consulta a qualquer momento por qualquer pessoa, autoridade ou não.

É assim, portanto, que começa a transição de importância fundamental para os destinos de Maceió.

Uma Maceió que cresce e se agiganta e que de seus governantes merece o melhor.

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BONITA TEM QUE SER A TRANSIÇÃO

08/10/2012 05:31

E será.

Se de um lado existe a administração de Cícero Almeida que faz questão de fechar as contas e o mandato com dignidade, por outro existe a também dignidade de Ruy que haverá de entrosar a sua equipe para receber a prefeitura de Maceió com a civilidade que dele se espera.

Talvez, mais do que a própria eleição, a transição é de uma importância fundamental para os destinos da cidade, sobretudo para que a máquina não pare e para que não haja solução de continuidade em certos aspectos da administração.

É em nome disto tudo e confiantes na educação de sucessores e sucedidos que aguardamos uma transição altamente profissional e, por que não dizer, bonita.

 

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A votação biométrica está falhando.

07/10/2012 08:23

Não é fofoca.

Não é informação.

É constatação.

Votei no INSS do Poço. Tentaram me identificar pela digital em qutro dedos e nada.

Acabei por votar com o tradicional.

Em outra seção, minha esposa precisou usar o polegar por três vezes.

E, várias outras pessoas também tiveram que ser identificadas pelo modo tradicional.

Por telefone, amigos me contaram a mesma coisa.

Algo saiu errado?

Isto acabou sendo uma forma de pesquisa sobre o novo processo que eu acho bom, mas será que foi testado como manda o figurino?

O grande teste está sendo hoje, no dia da eleição.

E, pelo jeito, não funcionou.

Pelo menos na amostragem que tive em mãos.

Literalmente.

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Vale o voto obrigatório?

07/10/2012 03:35

Uma nova batalha pode estar a caminho na democracia brasileira que é a questão do voto obrigatório, ou não.

Vejam, por exemplo, os Estados Unidos da América, onde as campanhas eleitorais são vigorosas, a participação da opinião pública é grande, mas ninguém é obrigado a votar.

Participar do sistema eleitoral tem que ser algo espontâneo, ato de cidadania voluntário, algo que faça bem à personalidade e aos desejos de cada um.

Desde cedo sabemos que nada obrigado é bom.

Aprendemos que, quando nos dispomos a fazer algo que queremos e desejamos o fazemos de maneira muito mais sadia e convincente.

Portanto, a grande jogada para o futuro, sem dúvida será arrancar de vez os cabrestos do eleitor e deixa-lo à vontade para fazer o que quiser, escolher sua doutrina política, acreditar um pouco mais na ideologia partidária, enfim, decidir politicamente os rumos do seus país.

Claro que, para isso, intensa reforma política terá que acontecer, incluindo aí esse estúpido sistema pluripartidário brasileiro que permite a presença de 33 partidos inventados, criados, verdadeiros partidos de aluguel para as horas de interesses os mais escusos.

Mas, fiquem certos de que, com 3 eleições sem obrigação, o voto será depurado, entendido e melhor utilizado.

Para o bem do Brasil.
 

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