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A dignidade do trabalho

01/05/2012 05:30


Ninguém quer esmola.

O povo brasileiro quer ser o dono de sua vida, de seu dinheiro, de sua produtividade.

Houve um tempo, e ainda há, em que a necessidade de se tirar a população da miséria absoluta acabou por gerar programas federais do tipo “bolsa família”.

A decisão foi acertada e, mais acertada ainda, a nova meta de se começar a capacitar e qualificar trabalhadores, a partir dos beneficiários do “bolsa família”.

O Pronatec chegou para isso e instituições como Senai e Senac já estão agindo, aqui em Maceió, sob a supervisão da Semas e da Semtabes.

Gradativamente essas pessoas irão se adaptando ao sistema de vida normal em que as pessoas ganham o seu próprio sustento a partir de um trabalho decente e honesto.

Neste dia do Trabalho o que desejamos e o fazemos até por estarmos, juntamente com Arnóbio Cavalcanti, à frente da Secretaria que é do Trabalho, é que a dignidade que encorpa o trabalhador seja cada vez mais disseminada e conseguida por tudo e por todos.


 

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A acusação fica. A defesa é esquecida.

27/04/2012 05:45

.Apenas como tema jamais como defesa, até porque não tenho nenhum tipo de procuração e nem trabalhei com os acusados da Operação Espectro, principalmente aqueles que são considerados como os mais importantes ou os mais conhecidos.

A operação em questão está cumprindo o seu papel, buscando o crime, suas formas e seus atores; apontando os suspeitos, trazendo-os à prisão e, de uma certa, forma à execração pública.

E este é o ponto.

Quando um general de exército vê sua prisão decretada e uma enorme acusação sobre sua cabeça há que se perguntar se as investigações chegarão realmente a uma culpabilidade ou se a prisão – revogada pelo estado de saúde do general – terá a inversão do escândalo caso venha a se comprovar sua inocência no caso.

E, quando me refiro ao general o faço também em relação aos demais.

O que preocupa são os métodos e, sobretudo, as maneiras de divulgação e de pressão sobre os acusados, sem comprovação de culpa no cartório.

O que vimos na TV, em relação ao general Sá Rocha foi a imagem de um homem realmente doente, acabrunhado, vendido diante de câmeras que sempre o focavam como o homem forte da Segurança dando a impressão de não entender o que estava acontecendo.

Os homens são”experts”, em determinados momentos, na arte de enganar através das expressões, das atitudes e da fala.

Mas, não sei por que tenho a impressão de que alguns pecaram e outros estão absolutamente inocentes na questão.

É só um “feeling”. Mais nada.

Além da preocupação de que a acusação fica para sempre e a defesa, a inocência, nem sempre aparecem na mesma proporção.
 

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O NOME DO JOGO É 21 OU 31?

22/04/2012 17:38

Parece um jogo mesmo.

Aquele que não tem tese, não tem lógica, mas tem muita discussão.

Discussão entre parceiros, entre jogadores antagônicos e até entre a plateia que assiste boquiaberta a uma proposta, no mínimo polêmica.

Afinal, o que diz a lei?

Serão mantidos os atuais 21 vereadores de Maceió ou serão os “até” 31 previstos na lei?

Porque até os “até” são uma grande dúvida.

Porque alguns acham que o número é fixo e fixado: 31.

Os que estão nesse caso devem imaginar como será bem mais difícil repartir o bolo.

O bolo deles, claro!

A mesa dá trato à bola para ver como ficarão os 9 mil reais a serem repartidos.

Mas, bolas, não são 9 mil...são, isto sim, 25 mil!!!

Ah! Então é mais fácil!

Será?

O pior é que ninguém procura saber como fica o povo com essa história.

Ou será que é estória e da carochinha?

Sim, porque se for para botar a mão na massa e trabalhar para valer pelo povo maceioense, então, pode colocar 31.

Mas, se for, ao contrário, para dividir mais ainda a indolência, nesse caso melhor deixar 21 ou melhor ainda, diminuir.

É um jogo ou não é?

O prêmio será um melhor aproveitamento do nosso dinheirinho ou um melhor aproveitamento do dinheirão deles.

O tempo dirá quem está com a razão se é que em jogo existe razão.

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Os empresários e a mão de obra

15/04/2012 16:22

O país cresce e, obviamente, ainda que em ritmo menor, cresce também o estado de Alagoas, apesar de os índices demonstrarem que o grande crescimento do estado deve-se, sem dúvida à Maceió.

E aí, verifica-se que uma das questões cruciantes do mercado, principalmente do mercado produtivo é a escassez de mão de obra, sobretudo em setores como o da construção civil, da hotelaria e o da indústria.

O Sine Municipal, em boa hora instalado pela prefeitura, tem tido uma enorme experiência no cadastramento dessa mão de obra e na busca constante por qualificação.

No entanto, ainda busca no seio do empresariado a antecipação ao problema sugerindo que se façam previsões de necessidades, de especializações, permitindo assim que a busca e a seleção sejam elaboradas de acordo também com o cronograma de crescimento das empresas.

Com o Sine municipal muda-se o conceito de oferta e procura de emprego quando filtra a oferta existente e se adequa a procura.

Uma cidade pequena como Maceió, mas em constante ebulição graças à infraestrutura que nela foi colocada nos últimos anos, merece um tratamento mais planejado para uma melhor distribuição de renda, de trabalho e de demografia produtiva.

O encontro, portanto, entre empregados e empregadores em busca de interesses comuns é o grande objetivo a ser alcançado com profissionalismo, competência e visão de como podem se entender poder público e poder privado.
 

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A revolta do prefeito

05/04/2012 15:25

O prefeito está revoltado e com razão. Dizem que decisão judicial não se discute, cumpre-se. No entanto, não vejo porque não seja analisada, principalmente pela parte interessada e quando esta parte sente-se injustiçada pela decisão tomada.

Quando isto não pode acontecer então diz-se que a ela foi cerceado o direito de defesa plena.

O prefeito deixou claro, após a decisão de bloqueio de seus bens e contas bancárias, a sua revolta por ser julgado sem ao menos ter sido ouvido em processo que ele considera equivocado e com acusações que não o atingem por inverídicas.

Se não pôde usar outro tipo de banca jurídica, por enquanto, utilizou os meios de comunicação para passar ao povo que lhe dá uma aprovação de 80% a sua total revolta pelo que está acontecendo e ainda mais exigindo do promotor que o acusou as provas que o tenham levado a pedir ao juiz a decisão em foco.

Algumas coisas precisam ser consideradas, sobretudo aquela que coloca o ruim na cabeça do povo e que assimila ao contrário do bom que pouco é comentado.

No caso em questão, em plena época eleitoral, quando se sabe que o prefeito Cícero Almeida é indubitavelmente o fiel da balança, a atitude jurídica pode soar mal e tender a ser mal interpretada, ainda que possa ser legítima.

O prefeito termina seu segundo mandato ao final deste ano repleto de ações positivas para com a cidade que o elegeu.

Falhas tantas quantas as naturais para uma administração que já dura quase oito anos.

Mas daí a apresentação de um rombo milionário com o aceite do prefeito, sem dúvida, merece um estudo mais acurado e detalhado de sua suposta participação.

Aliás, suposta. E de suposições as oposições estão cheias.
 

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