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Do Bolsa Família ao Bolsa Trabalho

19/05/2013 07:23

 

 

Um país como este, de imensas extensões territoriais, de enormes diferenças intelectuais e sociais e obviamente com grandes distorções, campeão de IDHs baixos, sem dúvida teria que ir buscar guarda-chuvas em soluções assistencialistas e o vem fazendo com a inclusão, cada vez maior , das proteções federais, a exemplo do “bolsa-família” que um dia já foi ”bolsa-escola” e, que, numa análise mais profunda é o instrumento de compra de votos mais perfeito e mais oficial que existe, burlando a lei de uma maneira consensual e vertiginosamente ascendente. Ignorar que o povo sofrido deste país precisava de algo como as bolsas para que saíssem do estado de miséria declarada seria ignorar o sofrimento de quem, sem ferramentas e sem orientação, passou por várias gerações coronelistas, daquelas que não tinham a menor intenção de diminuir a miséria, de acabar com a seca ou de erradicar o analfabetismo, todos a serviço do voto que as mantinham oligárquicas e poderosas.
Se os programas sociais dos governos, quer federais, quer estaduais ou municipais, precisam passar por este tipo de assistencialismo, também gostaria de contestar, dizendo que, melhor do que o peixe é melhor o anzol; melhor do que o dinheiro dado é o dinheiro conquistado e trabalhado, ainda que para isto, o governo incentive o povo a ganha-lo, com honestidade e, sobretudo, com o suor do próprio rosto.
Tenham a certeza os meus leitores de que o povo não quer esmola. Absolutamente não deseja ganhar sem que tenha contribuído para o ganho. Se ao povo for dado o prazer de trabalhar, se a ele for dada a oportunidade de produzir e de receber pela sua produção, então este país terá alcançado a verdadeira conquista da igualdade, da distribuição de renda mais efetiva e mais justa.
Nossa proposta está justamente na modificação do assistencialismo praticado através do bolsa-família para o estímulo e o incentivo que podem ser dados através da criação do bolsa-trabalho, uma espécie de financiamento da pequena produção para ser aplicado na criação de micro negócios familiares ou, e isto é o maior objetivo, na capitalização de cooperativas de produção criadas a partir do mapeamento vocacional do país, de cada estado, de cada município.
O Bolsa-trabalho seria exatamente o anzol; o instrumento para que se chegue ao peixe sem vergonha, sem esmolarização do sistema, deixando que cada um consiga implementar sua personalidade em um trabalho, por mais simples que ele seja.
Gostaria de lembrar o fator multiplicador que ocorreria quando a dação do Bolsa-Trabalho estivesse atada à concretização de um trabalho efetivo e que viesse por associativismo ou por cooperativismo. O envolvimento familiar, o envolvimento comunitário, principalmente em estados pobres como é o nosso de Alagoas, sem dúvidas, daria lugar a um novo tipo de produtividade que transformaria a chamada economia informal na aceleração e formalização de um crescimento absolutamente palpável e com fixação maior do homem ao seu local de origem.
Que não estejamos ligados, nós enquanto estado de Alagoas, às ações federais para podermos colocar em prática o nosso projeto de incentivo à geração de trabalho e não mais somente à geração de emprego. Porque, a partir de projetos estaduais e municipais também podemos chegar à liberação de verbas capazes de nos fazer criar o nosso Bolsa-Trabalho e servirmos de exemplo para toda a federação.
Na verdade, precisamos, enquanto brasileiros e em especial alagoanos, levantarmos bandeiras de mudanças que sejam significativas para a transformação das empoeiradas noções que se tem dos deveres do estado. Deveres que vão muito além do terrível assistencialismo e que precisam urgentemente romper barreiras e preconceitos e criar novos conceitos na área social.
 

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Não se fazem mais seleções como as de antigamente.

14/05/2013 15:08

.Não sou nenhum “expert” em esportes, dentre eles o futebol.

Torço pelo Fluminense porque nasci nas Laranjeiras em frente à sede do clube.

Passei a gostar de bons campeonatos e, principalmente, da Copa do Mundo, porque aos 12 anos assisti de cadeira cativa, ao lado de meu pai, à infeliz final da Copa de 50 quando o Brasil perdeu para o Uruguay no Maracanã.

Foi triste, mas a partir de 58 começamos a ver uma sucessão de vitórias, com 62 em seguida – eu também estava lá - e depois 70, a grande fase da chamada Seleção Canarinho onde todos vibravam e cantavam “...pra frente Brasil...salve a seleção”.

Os jogadores eram todos orgulhosos de suas camisas, não jogavam por conta do dinheiro ou do bicho, mas para verem o Brasil campeão mais uma vez no próprio 70, em 94 e finalmente em 2002.

De alguns anos para cá os jogadores brasileiros, muito mais estrelas de outros futebóis, europeus, asiáticos e por aí vão estão muito mais preocupados com as fortunas a serem feitas do que com a honra de ganharem títulos para o Brasil.

O amor virou profissão, a paixão virou euros e dólares e os técnicos ficam à mercê de montarem seleções frias, quase apáticas, das quais não podemos esperar muito.

Seleções que se reúnem às vésperas de jogos importantes, sem entrosamento, sem conhecimento, sem amizade entre os seus participantes e, sobretudo, sem amor à causa.

Sinceramente, acho que a Seleção Brasileira deveria ser montada com quatro anos de antecedência, bem remunerada, com restrições contratuais e jogando com as cores do Brasil até a próxima temporada quando uma nova seleção seria convocada e treinada pelo bem do Brasil.

Do jeito que está, coitado do Felipão, coitado do Parreira, coitados dos que ainda acreditam que possamos ser os melhores do mundo.

Mas, nós, continuaremos torcendo e vibrando a cada balançar de rede.
 

seta

A verdade nua e crua

12/05/2013 08:42


Aposto com quem quiser que o povo brasileiro prefere a verdade nua e crua do que a dissimulação e a mentira em torno do que existe e do que possa acontecer com nosso país.

Isto, em todos os sentidos e em todos os lugares.

A manipulação dos índices de criminalidade, por exemplo, algo inadmissível para que governos se coloquem bem diante de uma parte da sociedade, principalmente daquela parte que ainda é crente na boa vontade das autoridades.

A questão dos portos que está dando tanto o que falar por conta de um Garotinho que trocou portos por porcos, tratando de um assunto sério como se bagunçado fosse.

É preciso aprender a dizer a verdade, olho no olho, não apenas utilizando os meios de comunicação para propagandas falseadas que, depois, lá na frente, vão se mostrar mentirosas e, portanto, desmoralizantes.

As populações de todos os estados brasileiros não aguentam mais promessas e, principalmente aqui, em Alagoas, onde necessitamos de um rumo mais sério no que diz respeito à comunicação.

Mais fácil se adquirir crédito com a verdade do que com notícias que “estão na cara” nada têm a ver com a realidade dos fatos.

Portanto, que tal experimentar a sinceridade como meio de conquistar a sociedade?
 

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Tilápias com bactéria, um perigo no Pilar.

04/05/2013 08:23

Nem é ficção, nem é história de filme americano para ter mais bilheteria.

É uma realidade terrível o que está acontecendo no Pilar onde as tilápias estão sendo atacadas por uma bactéria ainda não identificada que criam necroses vistas a olho nu.

No entanto, apesar de terem sido avisadas as autoridades, inclusive o prefeito, as tilápias continuam sendo pescadas e comercializadas.

Este artigo é uma denúncia e o denunciante tem nome, posição e profissão: Manoel Sampaio, superintendente de pesca da Secretaria da Pesca de Alagoas.

Quem assistiu ao “Almoçando com a Notícia” deste último fim de semana viu Sampaio analisando o problema, alertando autoridades, pescadores e povo para que coisas piores não venham a acontecer no município do Pilar.

O que foi dito no programa e corroborado pelo Secretário da Pesca, Régis Cavalcante, o foi em primeira mão e, por isso aguardamos que sejam tomadas providências mais emergenciais pela excelente equipe da Vigilância Sanitária Estadual capitaneada pelo competente Paulo Bezerra.

No mais esperarmos que seja detectada a origem de tal bactéria e que seja combatida para que o mal não se espalhe por outros lugares onde a gostosa tilápia é um alimento de primeira ordem.

 

OBS: QUEM QUISER COMENTAR ESTE ARTIGO APERTE EM"NENHUM COMENTÁRIO".

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A UFAL existe?

25/04/2013 07:18

Acho que sim.

O seu “campus” principal é bem ali depois do rotatório da Polícia Rodoviária.

Outro ponto de referência é o Hospital Universitário.

É só seguir um pouquinho e você chega lá.
Estou tentando ensinar o caminho para alguns, digo muitos, professores que dizem que são, mas na verdade não são.

Porque, quando um aluno se esforça para passar num vestibular, ENEM, qualquer coisa, ele chega à Universidade cheio de garra, mas, por muitas vezes, tem que jogar dominó nos barezinhos do “Campus” porque o professor não chegou, não veio, não quer saber dos seus alunos.

Psicólogos ou psiquiatras neles, meu caro reitor!

Ou processo já que estão roubando tempo e dinheiro da Universidade.

O ensino brasileiro já é capengante em algumas áreas.

Então, não vamos permitir que a UFAL contribua mais ainda para isso sem puxar as orelhas desses mestres do nada.

No entanto, enquanto isso, muitos outros professores dão duro, estudam, sabem dascoisas, são cientistas em busca de progresso.

Mas são empanados pelos ridículos que deixam suas turmas a verem navios.

Não será chegada a hora de alguém gritar?

Eu estou gritando e espero um grande coro atrás de mim.

Principalmente composto de formadores de opinião, como sou.
 

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