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MORRE UM POETA.

08/07/2012 13:37

Morreu Ronaldo Cunha Lima. Político fantástico, ex-governador da Paraíba, foi vereador, deputado, senador, prefeito.

Mais do que tudo isso, foi meu amigo.

Um amigo bom que nunca pedia nada.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que o conheci, prefeito de Campina Grande, pelas mãos do saudoso Hilton Mota.

Era um dia de solenidade no Palácio do Bispo, sede do gabinete, Ronaldo após os discursos de praxe, me puxa pela mão e leva-me até o seu gabinete quando começa a mostrar-me vários de seus poemas, dentre eles o famoso “Habeas Pinho”, feito enquanto advogado como se fora, e o foi, uma petição ao juiz que prendeu o violão de um amante das madrugadas.

Dali para cá, nossa amizade foi se fortalecendo, colaborei com seu governo na qualidade de Secretário Consultor Geral de Turismo e fiquei, sem dúvida, um de seus grandes admiradores.

Ainda não sei, mas tenho a certeza de que Ronaldo deve ter feito algum poema para a morte que o rondava.

Tenho a convicção de que se foi como os poetas se vão.

Pensando bonito, rodeado de flores e de arcanjos, ouvindo músicas leves e versejando em direção ao seu novo mundo.

Senti e estou sentindo muito a sua morte.

No entanto, resta o consolo de que sua vida fica marcada para muitos.

Para os que o conheceram e para os que não tiveram essa honra, mas o admiraram à distância.

Vá em paz, amigo!

E se puder, se encontrar papel e lápis, continue fazer poemas iguais ao que nortearam a sua vida.
 

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Centro de Maceió sem camelôs.

01/07/2012 07:36

Sabe aquela rua que sai do calçadão do comércio e desce até a Pça do Palmares?

Exatamente aquela superlotada de camelôs.

Pois neste domingo os camelôs saíram de lá e numa operação de limpeza que só termina na terça-feira, aquela via pública vai ser retomada pelo trânsito de veículos e entregue à população.

Afinal, os camelôs que estão se transformando em empreendedores individuais já estão ocupando suas lojinhas no novíssimo “Shopping Popular N. Sa. de Fátima”, na Praça Deodoro.

Um trabalho de cidadania da prefeitura da cidade e que está sendo feito, desde o sorteio à inauguração do shopping e à desocupação do centro da cidade, sem nenhum problema, com satisfação para todos e, temos certeza, será assim até o final da operação, com a abertura daquele novo estabelecimento, no próximo dia 4 ou 5, contemplando 425 empresários e, claro, contemplando a população com um centro de compras desenvolvido e eficaz, já que as compras que eram feitas nas ruas agora serão realizados no “Shopping Popular”, com todo o conforto, segurança, comodidade até na escada rolante e no elevador para portadores de deficiência.

Vale a pena conhecer, tanto o shopping quanto a nova Rua. 2 de dezembro.

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Quando se trata de estaleiro", em boca fechada não entraria mosca".

26/06/2012 05:33

Um velho ditado que acaba dando razão aos mais antigos.

Não se pode alardear demais as prováveis vitórias, porque, sem dúvida, os contrariadores de plantão irão sempre fazer o possível para que as coisas não dêem certo.

É exatamente o que está acontecendo com a novela do Estaleiro Eisa, o que vinha, deixou de vir e ainda promete que vai chegar.

O problema é que o governo do Estado dava tanta certeza que talvez não contasse que o IBAMA e o governo de Dilma não estão para muitas brincadeiras.

Ora, agora, depois do leite derramado, querem começar tudo de novo escolhendo um outro local com base nas referências dos laudos do IBAMA.

Não era para tudo ter começado assim?

Mas a pressa em se divulgar um grande investimento para Alagoas precipitou os pensamentos, as notícias, as pseudo-certezas e, obviamente mexeu em algumas credibilidades intocáveis.

Que pena! Vamos esperar!

Por quem? Ou...pelo que mesmo?
 

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Mortos a céu aberto!

23/06/2012 15:45

Absurdo dos absurdos, o IML de Alagoas continua sendo o cenário macabro, sob medida, para os mais desagradáveis filmes de terror.

Dentro dele, artistas vivos que nada podem fazer porque tiraram-lhes os instrumentos, porque não os ouvem há décadas, porque precisam ganhar seus cachês, ainda que se lhes imponham situações que jamais deveriam fazer parte dos “scripts”.

Ainda que gritem, que berrem, que protestem.

Ainda que vejam o diretor sair correndo de cena denunciando o que de pior acontece naquela produção.

Falamos assim porque custamos a crer que o IML de Alagoas não seja um cenário montado.

É triste ver que a instituição que deveria tratar dos mortos, saber do que se foram, prepara-los, de certa forma, para o pranto de seus entes que ainda ficaram, ao contrário, os vê em geladeiras arcaicas e o que é pior, no chão de salas fétidas e imundas.

Não é possível que não se dê um fim a tudo isto; não é possível que o novo IML não saia do papel.

Porque, fiquemos certos de que a situação atual, com funcionários  recusando-se a trabalhar e com o que lá vem acontecendo, sem dúvida, será mais uma das notícias ruins que se divulgam sobre Alagoas em rede nacional.

Enquanto isso, as suspeitas em todas as áreas se acumulam, os projetos faraônicos surgem, mas construir e equipar o Instituto Médico Legal vai ficando para último plano.

Mas, gente! Acho que matei a charada!

Morto não vota!

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Os incômodos telefonemas das operadoras e bancos

17/06/2012 08:25

Alguém precisa fazer alguma coisa e gritar para essas operadoras de telefonia que elas não têm o direito de ficarem ligando para as residências ou para celulares, nas horas mais inconvenientes, para venderem suas promoções.

Até porque, elas têm o privilégio de terem nossos telefones, saberem nossos nomes e, por conta disso, se darem ao desfrute de ligarem a hora que bem entendem

O mesmo ocorre com alguns bancos que, agora, passam nossos telefones para empresas que comercializam os mais diferentes serviços e os tele marketings não respeitam sequer nossos horários de descanso e de paz, o que, obviamente, buscamos no recesso de nossos lares.

Outro dia, um desses telefonemas para minha casa insistia em falar com meu filho e dizia que era do Banco tal e que só falaria a ele o que desejava, ainda que eu insistisse em dizer que era seu pai.

Preocupado, dirigi-me ao gerente do banco no dia seguinte e foi quando descobri que eles não tinham nenhum assunto com meu filho, mas que deveria ser alguma empresa de vendas de serviços.

Claro que mostrei minha indignação, o que quero mostrar agora publicamente e pedir a Anatel, por exemplo, que tome providências diante dessa verdadeira invasão de privacidade.
 

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