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Comunicação de governo é o uso do óbvio e da verdade.

08/05/2017 16:50

Comunicação de governo é o uso do óbvio e da verdade.

 

O problema da comunicação governamental sempre foi a complicação do óbvio, a dificuldade do simples.

Ela tem que ser exercida com base em um produto fantástico que se renova a cada dia com ações que são levadas a efeito pelo governo sabendo balanceá-las entre as positivas e as negativas.

Negar o óbvio é um dos grandes erros. Assumir os erros é sinal de governo inteligente e transparente, neutralizando ações de oposição, minimizando efeitos e dando provas de decência e de uma “honestidade” que não tem necessidade de ser declarada.

Por outro lado, o governo, queira ou não queira é um excelente produto publicitário e um dos baluartes desenvolvimentistas da atividade publicitária e jornalística não podendo prescindir da colaboração da maioria dos veículos que dele, governo, também precisam em um mercado pequeno como o é Alagoas.

Seja através da criatividade, do rodízio ou da massificação planejada, as verbas governamentais que são de Alagoas podem e devem permanecer em Alagoas, com exceção do turismo e de certos institucionais que precisam romper as barreiras geográficas.

Por outro lado, o diálogo, sempre o diálogo, entre a comunicação do governo e todos os agentes interessados, jamais pode ser diminuído ou prejudicado.

Portas fechadas, jamais.

A arte de se comunicar tem que partir de quem precisa conquistar a opinião pública em cada ato.

O governo precisa. Mas a comunicação precisa ser constantemente envolvida e envolvente. 

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E, finalmente, o Lula falou!

12/05/2017 15:45

                       Falou que não falou, que não viu, que não sabia de nada. Falou que não estava lá, que Marisa não gostava de praia. Falou que só foi lá para dizer que não queria comprar o triplex e que precisou voltar para dizer mais uma vez, que não adiantava insistir porque ele não gostara do apartamento. E por que foi? Um homem tão ocupado, tão cheio de compromissos, vai lá só pra dizer que não queria? Bem, pelo menos a história tem dois lados da moeda. Nem ele prova que o triplex não é dele, nem o Moro prova que é. Por enquanto. Não tem escritura. Não tem nem promessa! Ah...mas pode ter sido usado para lavar o dinheiro. Para isso era preciso que houvesse pelo menos um "laranja" com a escritura em seu nome. Mas não há. Ou será que o laranja é a própria Oldebrecht? Ahn? E que nunca vai vender o "dito cujo" porque promessa é dívida e o que é do homem o bicho não come? Aliás, dizem que nesse tumultuado mundo político-empresarial, apesar de lotado atualmente de delações que estão desmoralizando o sistema, "em boca fechada não entra mosca" e  em certas tratativas o comportamento é do tipo mafioso italiano, até porque os personagens nunca sabem o dia de amanhã. Vai que, de repente, não mais que de repente o poderoso chefão volta à cena e tudo fica "como dantes no quartel de Abrantes". Hein? Mistééério!

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Se pegar o bicho come...

18/05/2017 07:51

 

...se comer o bicho pega. É exatamente o que está acontecendo nesta república chamada Brasil onde, agora sim, tudo está de cabeça pra baixo e ninguém sabe mais quem é quem. Se é pra salvar o Brasil de uma vergonha internacional ter-se-ia que jogar o lixo imundo da corrupção para debaixo do tapete. Mas se é para passar a limpo, o caminho está correto e nunca se viu tanta operação acontecendo e com tanta gente dita importante. Parece que finalmente, importante vai ser o povo que precisa sair da degradação em que se encontra e ver os impunes tradicionais e históricos verem suas manguinhas colocadas de fora. Do presidente da república aos mais representativos políticos suas vidas estão sendo devassadas sem dó nem piedade numa demonstração de que a revolução verdadeira parece ter chegado. O que se precisa é que nada pare, nem em nome da reforma econômica, mas que as vassouras sejam levantadas por toda a sociedade que precisa ser partícipe dessa, se assim podemos chamar, limpeza geral. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

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Da cueca à mala com chip

19/05/2017 11:10

                 Pois é! A evolução no mundo é algo impensável porque realmente não tem limites. Quem não se lembra do cidadão que foi flagrado levando propina dentro da sua própria cueca, numa mistura de dinheiro com seu órgão genital, no mínimo, reprovado por qualquer bacteriologista de sã consciência. Agora, a Polícia Federal está muito mais bem munida de soluções e, de acordo com os delatores premiados - antigamente chamados de dedos duros - os receptadores de grana em malas já vão com chips que os colocam na trilha do destino final do conteúdo daquela cibernética mala do Século XXI. Isto sem falar nos minúsculos e eficientes gravadores.  Portanto, vejam que as tramas urdidas, não estão mais só nos porões palacianos, mas abertamente nos gabinetes mais vips de corruptos e corruptores, todos unidos pelo mesmo ideal de atingir metas bilionárias retirando mais e mais as possibilidades do povo brasileiro de ter melhor saúde e uma educação mais primorosa, dentre outras coisas de que o cidadão comum precisa. O cidadão comum, porque o grande, o metido nas tramóias do poder, não precisa de nada. Tem tudo e mais ainda, aqui no país e nos paraísos fiscais espalhados pelo mundo. O que esperamos é que, agora, quando os pingos começam a ser colocados nos "ii" a minoria que pratica o combate à corrupção continue fuçando das cuecas às malas e maletas chipadas.  

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A esperança pode morrer?

20/05/2017 11:11

                                 A esperança pode morrer?

                                                       

                                                              (publicado na Revista Folha da Barra de maio 2017)

                    Espero sinceramente que ninguém a tenha morta. Espero que passe longe da cabeça dos brasileiros imaginar que a esperança - a última que morre - possa ser assassinada em nossos corações. Ela pode sofrer de males incríveis, pode ter quedas e até algumas passagens pelas UTIs da imaginação, mas morrer, nunca.

                  Os males que fazem sofrer a esperança estão aí para que todo mundo veja e sinta. Eles são provocados por nós mesmos, seres humanos falíveis, alguns melhores, alguns piores e outros, muitos outros, ainda bem piores. São esses que estão aparecendo porque deles estão lhes tirando as manguinhas e as colocando de fora; esses são os principais responsáveis para que os nossos brasileiros decentes queiram pensar em perder a esperança. Mas, estaremos todos atentos, reagindo, gritando, impulsionando nossas almas para a certeza de que o Brasil será salvo por muitos compatriotas e patriotas que serão responsáveis pelo expurgo dos males que assolam o país, nos dão tristeza e muita vergonha nacional e internacional.

                 Perdi as contas. Não sei mais de quantos processos se faz uma Lava Jato. Não sei mais de quantas delações, de quantas prisões, de quantas algemas se faz o Brasil que estava oculto entre "triplex", sítio, contas nacionais e internacionais, numeradas ou não. Não sei, sinceramente, de quantos acusados se escreve a terrível história que se conta hoje, nem de quantos delatores, que também são acusados, estiraram  os dedos contra seus ex-parceiros de falcatruas e de ganhos fáceis. Ou nem tão fáceis assim, já que a corrupção é como as drogas viciando os que as conhecem e fazendo de cada um a vítima de si mesmo e o suicida do próprio caráter.

                Triste, muito triste, ver um Jornal Nacional, respeitado como sempre foi, perder horas e horas, semanas inteiras, em relatos de delações que se constituem no maior escândalo da república, mas que tiraram dos telespectadores as outras notícias de um Brasil que pode crescer, de um Brasil ocupado por um povo criativo que também sabe ser honesto e construtivo.

                Terrível sabermo-nos criticados ao redor do globo, criticados por gregos e troianos, vilipendiados porque uma corja de grandes executivos e políticos acharam por bem criar a própria república onde os mandos e desmandos os levavam a riquezas fabulosas nas barbas dos coitados que ainda vivem nas ruas, nas comunidades pobres, nas valas da miséria.

                 Mas, paradoxalmente, estamos alegres, contentes mesmo. Porque sabemos que ela, a esperança, vive e revive diariamente no espírito do povo brasileiro. Um povo corajoso que sempre soube surgir das cinzas, espalhar o lixo, separar o joio do trigo e lutar por um país melhor. Assim foi, assim será.

                Com a ajuda de Deus e com a força dos homens e mulheres de bem, o país levantará do  falso "berço esplêndido"  e sempre saberá que "o filho seu não foge à luta". Honrando a esperança que não morre. Nunca.    

 

 

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Primeira Edição © 2011