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Um pequeno intruso em meu coração.

07/06/2014 13:48

 Inteligente, pequenino, mas eficaz.

Entende de vida, de fluxo, de corrente sanguínea.

Entra na vida da gente com o poder de dar vida.

Um dia, não muito tempo atrás, fui ao consultório do competente cardiologista Dr. Edécio Galindo Albuquerque.

Mas, não fui me consultar.

Fui pegar com o amigo um documento para uma cirurgia de catarata a que Vanessa, minha mulher iria se submeter.

E aí, o meu amigo Edécio me perguntou por que eu estava tão cansado já que havia andado alguns metros da entrada ao seu consultório.

Respondi que estava me cansando muito ultimamente e até ia lhe perguntar sobre isso.

Rapidamente ele começou a agir e entre o momento de me escutar, fazer os primeiros exames, pedir eco, cintilografia e cateterismo foi um pulo.

Em uma semana eu estava fazendo uma angioplastia e colocando um “stent” – este é o nome do meu doce intruso – na artéria principal que estava com 85% de obstrução.

Não tive uma morte súbita ou um infarto porque Deus não quis e colocou-me na hora certa à frente do meu anjo de guarda, Edécio, competente profissional que detectou imediatamente que algo estava errado e com sua maravilhosa equipe agiu rápido.

Agradeço a presteza de todos aqueles que atenderam às solicitações urgentes daquele médico.

E, sobretudo, agora sei, agradeço à Deus, mas também à ciência que, um dia, inventou essa molinha salvadora que alarga artérias e renova esperanças.

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O dia em que vai chover canivete nas Alagoas.

25/05/2014 14:06

Podem sair de lado, esconderem-se debaixo de marquises; podem se trancar em casa e até nem querer falar com ninguém, o que não será uma boa, mas fiquem certos de que a expressão casa direitinho com o dia em que as mais duras eleições deste estado irão acontecer.

Daqui para outubro, apesar do ambiente calmo, da proximidade da Copa do Mundo caseira, apesar disto tudo, mas sobretudo, das indefinições que ainda não se transformaram em verdadeiras definições, águas irão rolar por sob as pontes e virão lavando projetos e promessas, pedindo, no sentido contrário, o apoio de um povo que sente-se profundamente desprotegido e abandonado. 

E, então, o que prometer, se o desencanto rolou pelas grotas, se meninos e meninas se degradam pelas ruas, se a matança faz parte de um dia a dia que nunca gostaríamos de ter tido?

O que prometer a quem não acredita em mais nada?

Outro dia, tive a oportunidade de dizer em reunião a que políticos estavam presentes que era chegada a hora de não prometer.

Apenas de mostrar e dizer em alto e bom som o que minimamente se pode executar.

Que a saúde é falha e que só se pode fazer isso ou aquilo;

que a educação é errada e o que dá pra fazer é apenas aquilo ou isso;

que a segurança...deixa pra lá!

A segurança que veja o que fazer com a chuva de canivetes que vai cair nas cabeças dos candidatos em outubro, se não mudarem seus discursos e partirem para o novo nas palavras e nas ações.

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Gente com vergonha na cara!

17/05/2014 14:05

 

Vimos o vandalismo.

Vimos o Brasil de hoje nos lembrando de outros Brasís dos quais não gostaríamos de nos recordar.

Vimos o povo nas ruas, em nome de supostos ou verdadeiros protestos, misturados, gente boa e vândalos, saqueando lojas, destruindo o bem público e o bem privado, tirando também da boca de muita gente os objetos de seus suores e de seus esforços.

Porque, leitores, empresário e lojista, também são trabalhadores e não fazem seus estoques às custas do nada, não!

Estamos, de resto vocês também, decepcionados com os rumos que estão destinando ao nosso país.

Com a falta de ordem, com a criminalidade crescendo e, o que é pior, com o governo paralelo se instalando, a cada dia.

Se é falta de pulso ou de governo mesmo, precisamos analisar.

Mas, não podemos e, às vésperas de uma Copa do Mundo, passar a esse mesmo mundo, o fracasso de imagem de um país que se diz em desenvolvimento.

A verdadeira mudança há que começar pelo que vimos, quando pessoas decentes foram às delegacias entregar geladeiras, televisores e outros eletro domésticos que foram roubados nas ruas por filhos e outros membros de suas famílias.

Mães e pais honestos que não podem admitir ações que denigram os seus bons e fundamentais princípios.

Gente com vergonha na cara.

Eles são poucos, infelizmente.

Mas são a razão para a nossa reflexão.

São a gente boa que ainda existe em meio aos espetáculos degradantes que vimos no Recife, Rio, são Paulo, Brasil e adjacências.

   

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Velha lembrança de Jair Rodrigues

08/05/2014 08:34

Ao ver a notícia da morte do grande cantor Jair Rodrigues não pude deixar de voltar no tempo e no espaço para os idos de 1963 ou 64, quando eu tinha um programa na Tv Cultura, em São Paulo, cujo nome era “Hoje tem Espetáculo”.

Para ele levávamos uma série de artistas e até lançávamos alguns no mundo da televisão.

Um dia, Marcos Lázaro, empresário argentino, um grande descobridor de talentos, chega a mim e pede: Geraldo, por favor, coloque-me dois artistas novos em seu programa.

A primeira é uma moça que eu trouxe de Porto Alegre e estou apostando nela que está até morando em meu apartamento no Largo do Arouche.

O nome é Ellis Regina.

E o outro, formidável, lançou uma música nova no mercado e ainda não mostrou na TV.

Seu nome é Jair Rodrigues e a música é “Deixa que diga, que fale...”

Sucesso absoluto dos dois, sendo que Jair ainda voltou algumas vezes ao programa e ficou aquela imagem gostosa do cara bom como artista e como gente.

Que pena! Nos deixa aos 75 anos.

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As cartas estão na mesa?

06/05/2014 12:59

Será que estão?

O governador desagradando a gregos e troianos foi o primeiro a colocar cartas na mesa quando disse que não era candidato e não foi porque não deixou o governo.

Depois alijou do campo de batalha seus grandes colaboradores: o vice Nonô, o braço direito Luiz Otávio e o tocador de obras, Marcos Fireman.

Para surpresa geral, inclusive dos comentaristas de plantão, gritou em alto e bom som que seu candidato era o ex procurador geral de justiça e ex-secretário de defesa social – por curtíssimo período – Eduardo Tavares.

E. sem mais dizer, assim ficou.

A oposição trabalhou unida, buscou nomes e composições, promoveu debates, criou sites na internet,  mostrou caciques, permitiu conjecturas e nos “finalmente” pela voz do seu guia maior, Renan Calheiros, foi ungido candidato ao governo o primeiro filho, Renan, claro, Filho.

Para o Senado, confirmadíssimo, Fernando Collor e nem podia deixar de ser.

E Cícero Almeida que estava junto desde o princípio, viu suas pretensões de coligação eterna caírem por água abaixo ao ver o seu pequeno PRTB ser expulso daquela coligação em nome da presença de figuras políticas que não interessavam ao esquema.

E será que Almeida com a densidade eleitoral que tem vai ficar quietinho?

E o que dizer de Nonô, do DEM, que passou quatro anos certo de que assumiria o governo por 9 meses e que seria o candidato natural à reeleição?

Ficou no mato sem cachorro buscando uma saída honrosa e possivelmente deixando que o DEM o coloque como candidato ao Senado, meio que no suicídio.

Ah! Sem nos esquecermos que nos pulos trapezísticos  do governador, a figura de Senador ainda não entrou e nenhum candidato foi por ele lançado..

Para terminar, seu fiel acompanhante ( para ele) e infiel (para Almeida), Biu de Lyra, candidato a governador desde o princípio, ainda não degustou e nem vai engolir a traição do agora.

Por tudo isso eu volto a perguntar o que fiz no início:

As cartas já estão todas postas na mesa?  

Duvido!!!     

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