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VAI COMEÇAR A GRANDE CORRIDA

30/03/2012 19:07

De dois em dois anos é a mesma coisa, a mesma luta, a mesma briga, a mesma guerra.

Ora para o governo federal e estadual, deputados e senadores, ora para prefeitos e vereadores como é o caso deste ano de 2012.

Por conta da própria lei que manda que hajam desencompatibilizações para os ocupantes de cargos e assim possam se candidatar, aí começam as corridas, os interesses eleitorais, até os oportunismos em negociações as mais variadas.

Governantes sérios procuram não permitir grandes comprometimentos para que suas administrações permaneçam intactas, o que é difícil, até o último dia de gestão.

Administradores que já não concorrem à reeleição relutam em ceder a pressões, mas é preciso fazer sucessores e, por mais que não o queiram acabam tendo que convergir para esta ou aquela negociação política que leve à vitória.

Poucos se preocupam em fazer com que a administração siga sem prejuízo para os projetos em andamento ou para a população.

Dentre esses poucos, o prefeito Cícero Almeida tem exigido de seu secretariado que nada pare.

Que tudo prossiga em ritmo acelerado até que o último dia de sua gestão se esgote.

E, então, com toda a transparência, o novo governante receba o bastão e encare o seu mandato como simplesmente o dia seguinte.
 

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CHICO ANÍSIO E EU

24/03/2012 06:18

CHICO ANÍSIO E EU

             Pouca gente sabe que comecei minha vida em televisão na extinta TV Rio, na cidade do Rio de Janeiro, no princípio da década de 60.

E lá, escrevia, atuava e dirigia nos melhores programas de humor da época que seriam o que são hoje as novelas.

Grandes audiências.

Chico Anísio trabalhava lá e atuava em programas como “Noites Cariocas”, “Ô Nordeste da Peste”, “ O Riso é o Limite”.

Fazíamos um grupo compacto e bem fechado, ele, Carlos Manga, recém egresso do cinema, Aluísio Silva Araújo e eu.

Era o advento do “vídeo tape”, uma máquina enorme que possibilitava a gravação de comerciais e programas.

A mãe dos vídeo-cassetes e avó dos gravadores de última geração.

O sonho de Chico era fazer um programa em que os seus personagens se cruzassem, se falassem, estivessem na mesma cena, etc.

Um sonho caro e quase impossível.

Até que, juntamente com o diretor do vídeo tape e com Manga, viajamos para a CBS, em Nova York para aprender a cortar e editar naquela máquina da mesma maneira que se fazia com as fitas de áudio.

De volta, reunimos todo o elenco da emissora, contamos a idéia, dissemos que iríamos apresentar o piloto a um possível patrocinador  e que se aprovado todos estariam no novo projeto.

Caso contrário nada se poderia fazer.

Todos toparam e levamos 3 dias gravando e uma semana cortando e editando.

Ao final, reunimos todos, convidamos uma agência de publicidade com seu cliente, o Run Bacardi e, todos nervosos apresentamos o que viria a ser o primeiro “Chico Anísio Show” – um dos maiores sucessos da televisão brasileira e responsável pela ascensão deste que foi, também, o maior humorista de todos os tempos.

Guardo essa história com carinho.

Ainda trabalhamos juntos por algum tempo até que fui para São Paulo, ingressei na publicidade e no jornalismo e aos poucos fui deixando todo aquele trabalho nas minhas memórias.

E que, com a morte de Chico Anísio passo a vocês.   
 

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Mototaxi é morte certa.

17/03/2012 16:36

As pessoas, às vezes, demoram a pensar e se apressam em criticar.

Uma lei sendo regulamentada beneficia os conhecidos “motoboys”.

E como se tornou uma profissão tem mais é que ser regulamentada.

E, até porque, é uma profissão que tem dado certo, que faz parte da vida moderna e está definitivamente incorporada ao chamado comércio “delivery”.

Agora, quando se trata de mototaxi, numa cidade grande, turbulenta e de trânsito complicado como é Maceió, aí a coisa tem que ser realmente muito bem pensada porque se está colocando vidas em risco além da do profissional mototaxista.

O passageiro, ávido por chegar ao seu destino, mas completamente desamparado na garupa de uma moto com um condutor que nem se sabe como vai se comportar é algo criminoso a que um dirigente público não pode aderir.

Quando o prefeito Almeida resolveu que mototaxista aqui, de jeito algum, várias pessoas revoltaram-se contra ele achando que estaria prejudicando uma classe trabalhadora.

Não é nada disso.

E, pelo contrário, devemos agradecer a sua visão que não está para a morte e sim para a vida.   

 

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Gratificar policial que apreende armas e drogas?

09/03/2012 16:46

Outro dia manifestei minha opinião sobre este assunto e disseram que só assim os policiais iriam cumprir com a sua obrigação.

Só assim?

Faz parte da missão dos policiais ajudarem o estado a se livrar deste mal crônico que é a insegurança e o tráfico.

Claro que, quanto mais forem aprendidas armas e drogas pior fica o terreno para os traficantes.

Então, por que premiar a quem cumpre com o seu dever?

Por que o governo não pensa em melhorar salários, dar dignidade aos policiais, criar prêmios simbólicos como se faziam nas forças armadas em época de guerra?

Levantar o ego, o amor pela pátria, pelo seu estado de origem.

O prêmio pecuniário cria de outro lado, uma concorrência nefasta entre os policiais, uma corrida ao ouro que só pode acabar mal.

A obrigação do policial é estar em dia com seus deveres e contra o crime, seja ele qual for.

A obrigação do estado é dar a eles condições para que cumpram com o seu dever de barriga cheia e com a família tranqüila.

No mais é estimular de maneira errada e viciosa.    


 

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DESABAFO DE UM COMUNICADOR

06/03/2012 06:50

Há muitos e muitos anos escrevo em jornal, me apresento em rádio e em televisão e tenho procurado ter o discernimento de saber a hora de criticar, leve ou pesado.

 

De repente chegaram os “blogs” e, desde então, tenho mantido essa relação de interação com o leitor, mas sempre permitindo-me manter minha opinião sobre os assuntos que escrevo com total independência.

 

Quando ataco problemas de frente, a aceitação parece total porque as manifestações são poucas como que a corroborar que o ruim deve ser mostrado, o que eu também acho.

Mostrado, criticado e apontando soluções, se possível.

 

No entanto, quando resolvo elogiar alguém, algum trabalho bem feito, alguma ação que se destaca ou mesmo defender a imagem deste ou daquele, aí sou apontado como bajulador.

 

Ora, amigos, reconhecer méritos é bajular?

Se forem reler matérias onde elogio pessoas e ações vão encontrar uma miscigenação política total, com personalidades as mais diversas e de partidos os mais diferentes.

 

Não estou preocupado em agradar A ou B, mas, sim, de colocar para fora o que sinto, seja criticando, seja elogiando.

 

Não vou mudar.

 

Vou tentar continuar justo.

 

Na idade a que cheguei sem bajular, crescendo sempre por meu próprio mérito, seria ridículo “puxar o saco” de quem quer que seja.

 

Portanto, os que quiserem continuar a prestigiar meus textos, meus comentários, meus programas, talvez encontrem no seu âmago muito mais decência do que em outros que os agradem mais por atirarem pedras e somente pedras.

 

De qualquer forma, mesmo aos que me atacam com pechas infantís, muito obrigado, por assim mesmo, me darem a honra de sua leitura ou de suas audiências.

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