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Você pode ser responsável ou não.

26/09/2014 14:47

E pode até nem ter responsabilidade alguma sobre as ações que serão desenvolvidas pelo(a) presidente, governador. senador ou deputado que venham a ser eleitos no próximo domingo.

Mas, o mínimo que você pode fazer como cidadão é pensar, é procurar saber quem vai ter a honra - porque é uma honra - de receber seu voto.

Talvez você seja um daqueles que querem anular o voto, não votar em ninguém.

Talvez você seja um daqueles que não acreditam em mais nada, que não estão com a menor vontade de se  sentir responsável por ter posto este ou aquele candidato em posições de mando ou de legislador.

E, talvez até você esteja certo.

Mas é preciso mudar.

Não é mudar o governante, mas mudar o eleitor que precisa ir fundo no conhecimento das pessoas que vão dirigir este país.

Sua abstinência não vai ajudar em nada.

Porque é preciso errar, errar, até que, um dia, nós, nossos filhos ou netos, sejamos, através do voto os verdadeiros transformadores da tumultuada democracia brasileira.

Você ainda tem cinco dias para pesquisar, discutir, ouvir e se decidir.

Não tenha medo de decidir errado, apenas não se omita.

Você é, na realidade, um dos milhões de brasileiros que podem mudar este país.

Ainda que errando.

Mas, votando.    

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Terrível o caso dos três irmãos.

19/09/2014 09:45

A cidade ainda está comovida com o caso que aconteceu semana passada quando um jovem de 21 anos assassinou a golpes de faca duas irmãs, dentro de casa, tendo depois a suprema coragem de matar-se enterrando uma faca em seu próprio peito.

Por mais que busquem motivos de doença, de ordem psicológica, de trauma por separação de pais, não há de se encontrar o que realmente se passou naquela cabeça, obviamente doente.

Gente de uma sociedade esclarecida, vivendo normalmente, convivendo os três com outros jovens da mesma idade e, de repente, acontece este fato insólito, triste.

O que me parece é que não pode ser estudado à luz do isolacionismo, mas dentro de uma série de fatores sociológicos que estão degradando os costumes, a moral, o respeito, a dignidade.

Na verdade, o governo é um pouco responsável também, na medida em que não percebe que a criminalidade é consequência de uma sociedade que se destrói, dia a dia, passo a passo, vendo passividade quase que total numa repressão mesmo que já deveria estar acontecendo em todos os setores.

No mais ficam nossos pêsames à família que teve essa tripla perda e as minhas lágrimas para aquela mãe que, ao adentrar o apartamento deparou-se com a triste cena.

Terrível.  

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Os pés no chão neste país.

11/09/2014 08:15

 Não há nenhuma dúvida de que o Brasil está exatamente na chamada zona de perigo.

Aquele perigo que ninguém quer aceitar mas que mostra a paralisação do desenvolvimento, através da queda do PIB, a subida sequencial da inflação, a baixa do consumo e a paralisação de produção nas grandes empresas, principalmente a automobilística.

Impossível tapar o sol com a peneira e querer, em pleno período eleitoral puxar brasas para a própria sardinha  ao invés de mostrar a realidade e as medidas que deverão ser tomadas para impedir que o Brasil volte a épocas que nem é bom lembrar.

Claro está que a situação ainda recebe ações positivas que podem barrar o progresso negativo, mas para que isso aconteça é necessário um esforço nacional e uma união um pouco fora do comum.

Um dos mais importantes sinais de que estamos em situação avaliante é a baixa de cotação do país no exterior como local para investimentos. Então, gente, esqueçamos um pouco que estamos em época de eleições e cuidemos mais do doente que ainda não é grave, mas que está com a sua doença em evolução.

É colocar os pés bem fixados no chão!  

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O contador de estória. Ou mudador da história?

07/09/2014 18:48

                   O nome dele é Paulo Roberto Costa, ex-graudo da Petrobrás e que é o homem que pode, contando estórias, mudar a história do Brasil.

Principalmente ajudar a mudar  parte da história que já vem sendo mudada.

Getúlio Vargas, que em 1954 criou a Petrobrás  deve estar se virando no túmulo, tal a grandeza a que chegou a empresa no mundo e, agora, tal a rapidez com que a estão destruindo em nome de bolsos mais cheios, de contas faraônicas aqui e alhures.

O esquema de verdadeira lavagem de dinheiro, ora denunciada em função da imoral delação premiada, mostra bem o que foi feito com a empresa que honrava o nome do Brasil e era a quarta do mundo.

Nomes?

Estão todos citados na imprensa brasileira.

Culpados?

Estão sendo apontados como o foram os do famoso mensalão.

Agora, se o retorno se fará sentir, se essas dezenas ou centenas de corruptos vão devolver o dinheiro ou a dignidade da Petrobrás, isto é uma outra história.

Ou será estória e da carochinha?

O Brasil está precisando mudar, sim, como dizem os diversos candidatos a cargos executivos e legisladores.

Mas, mudar como, se são eles próprios e seus partidos os construtores de tamanha indecência?

Mudar como se a consciência de cada um parou de funcionar e seus neurônios só pensam em mais e mais golpes, onde quer que eles estejam?

O Paulo Roberto pode ser um crápula, mas vai ajudar a contar e fazer a história suja do Brasil.   

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GATOS EMBAIXO DOS TELHADOS

29/08/2014 14:04

                          Claro que procuramos entender determinadas ações do governo no que diz respeito à administração de serviços públicos, ainda que realizados por concessionárias, como é o caso da distribuição de energia.

No entanto, por mais motivos que se nos apresentem, fica difícil entender um aumento abrupto de 30% nas nossas contas domésticas ou de baixa tensão e de 37% nas de alta tensão. 

Posto que o governo estabelece metas para a inflação e a deste ano está na faixa dos 6,5%, o que já é bastante alto, como admitir que o aumento de energia venha corresponder a 5 e 6 vezes mais.

Se a infra-estrutura do país não cuidou de uma mudança ou de uma progressiva mudança na matriz energética, que o faça vagarosamente, mas que o faça, mas não às custas de um aumento que, na maioria dos casos vai representar mais de 10% do valor do salário mínimo.

Em outros casos muito mais.

O fato é que, Alagoas, por exemplo, que tem uma matriz energética razoavelmente boa, não pode ser penalizada com este aumento excessivo da noite para o dia.

O que vai acontecer - e pode escrever - é que os famosos gatos vão miar por baixo de muitos telhados, cujas famílias não vão suportar a extorsão e, vão encontrar no velho hábito a solução, ainda que criminosa, como luz no final do túnel.

Quem viver verá.

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Primeira Edição © 2011