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Roupa suja se lava em casa...

22/03/2018 10:46

              E, de preferência nos fundos da casa, na área destinada à lavagem sem que os vizinhos ou visitas tenham acesso. Aí é a certeza de eliminar a sujeira, de tornar tudo novo e deixar que todos desfilem pelas ruas com a melhor das aparências.

             Infelizmente, no Supremo Tribunal Federal parece que a coisa não está funcionando exatamente assim e, através das câmeras indiscretas do plenário estamos assistindo a um lavar de roupas sujas que não condiz com dignidade daquele tribunal, o mais alto do país e que deveria dar exemplos de coerência, de discussão saudável e, sobretudo de educação sob todos os aspectos.

            Pelo bem da transparência tudo é aceito nos dias de hoje, mas quando se vê dois ministros da Suprema Corte a se ofenderem pessoalmente em plenário só podemos lamentar e ao mesmo tempo aplaudir a aparente frágil presidente suspender a sessão para que os ânimos dos dois ministros voltem ao lugar da razão.

            O contraditório é perfeito e faz parte da vida, mas quando é exercido de maneira pessoal e não em função da atividade fim, não  se justificam os meios escolhidos para que sejam atingidos aqueles fins.

            Longe de mim criticar o Supremo Tribunal Federal, mas, como cidadão, posso fazê-lo, por desejá-lo imaculado dentro deste mar de lama que assola o país. O STF e seus pares são uma esperança dos brasileiros por dias mais honestos.

            Portanto, senhores mninistros, lavanderias não faltam por aí.

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Reforma Radical

16/03/2018 11:37

                   Há um grande equívoco no Brasil quando se fala em reforma, uma aqui outra acolá, como se fossem essas reforminhas as salvadoras da pátria. Dessa pátria amada, idolatrada, nem tanto e nem por todos, que sofre as agruras de quem nasceu há pouco mais de 500 anos e lhe faltou o carinho materno e paterno, o amor leal dos seus descobridores e fundadores que dela se locupletaram, que roubaram suas riquezas e implantaram nela e desde o primeiro presente dado por um português a um índio, as políticas do roubo, do desperdício, do mal administrar, da corrupção enfim. Mudar este "status quo" deste país mal educado significa abraçar com garra e muita coragem uma reforma radical de métodos e sistemas, de costumes, de enganos e desenganos, diminuindo a participação dos governos no desenvolvimento e devolvendo ou oferecendo à iniciativa privada as possibilidades de crescerem e, sobretudo a de ofertarem empregos, uma das melhores maneiras de se obter inclusão social, sem favorecimentos esdrúxulos e sem o burro assistencialismo que tomou eleitoralmente conta de nosso país. Reformar politicamente essa "coisa" que é a enorme presença numérica de partidos sem nenhuma ideologia, sem nenhum objetivo a não ser o de eleger parlamentares e executivos despreparados para a grande reforma. Que não podemos detalhar neste simples e curto artigo, mas que sabemos como muitos e muitos brasileiros sabem a sua verdadeira extensão e profundidade. Um trabalho inequívoco, mas para duas ou três gerações à frente se, a partir de agora, soubermos lutar e exigir.    

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Lendo e vendo o mundo

13/03/2018 11:20

                Que vida interessante podemos ter nos dias de hoje quando temos o acesso que no meu tempo ficava restrito à leitura dos jornais locais, de um rádio mais ou menos, depois uma televisão incipiente e em preto e branco e, óbvio, o acesso às obras literárias que eram o principal na construção de uma base cultural sólida. Os meninos e meninas tinham o Tesouro da Juventude, mais tarde a Enciclopédia Barsa e, claro, os grandes autores de romances inesquecíveis. Hoje, tudo mudou e você só não tem acesso ao que não quiser. Dos garotinhos de dois, três anos aos senhores bem ou mal comportados de oitenta para cima todos podem ser bem informados. A comunicação está aí através de emissoras de rádio e televisão mundiais dentro de sua casa, através de uma internet que mostra o mundo com seus bens e seus males. Que permite que você de sua casa ou de seu escritório, compre, pague, leia todos os jornais, dos nacionais ao New York Time ou ao Le Figaro. Você viaja, conhece cidades e logradouros que você não conheceria na mais minuciosa das viagens reais. Fico a pensar o que verão as futuras gerações. Por quantos mundos navegarão e por quantas novidades flutuarão? Se hoje você já lê e vê o mundo, em pouco tempo nada, mas nada mesmo do futuro, caberá na nossa imaginação.

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Quando o sono não chega.

11/03/2018 09:24

                 Quem já não passou por isto? O sono não chega. Você fecha os olhos, vira de um lado, vira para o outro, fecha os olhos de novo e nada do sono chegar. É quando o pensamento aumenta, e tudo vem à tona como num passe de mágica. Você tenta esquecer, mas repare que dificilmente vêm coisas boas naquela hora. São as merdas da vida, a conta por pagar, aquele projeto de trabalho que ainda não chegou, um mont de coisas que, ao invés de trazerem o sono lhe abrem cada vez mais o pensar. E você pensa, se vira, levanta, toma água, fecha os olhos bem fechadinhos, mas o danado não vem. Bem, então vamos escolher no que pensar. E você escolhe o Brasil. Para que? Lá vem a Lva Jato lembrando-lhe que o Brasil é uma corrupção só; que os políticos presos talvez estejam com a mesma insônia que você só que procurando uma maneira de escapar da sentença do Moro; que o Temer deve dormir bem pouco já que o fim do mandato pode ser o fim do sonho e o princípio do seu pesadelo; que o Lula já imagina o que será dele se for preso e o Bolsonaro imagina assumir o posto maior da nação. Quando vocês perde o sono tudo, mas tudo mesmo, pode vir à sua cabeça e o que é melhor, sono ou pesadelo, só você sabe. Ninguém mais.

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Cada macaco no seu galho

03/03/2018 09:31

                                     

               Esse é um ditado que tem tudo a ver com o serviço público de um modo geral e com raras exceções é o que não acontece. Quantos cargos são ocupados, seja por interesse político ou pessoal, seja por má formação de quem os ocupa, seja ainda porque o seu ocupante não está nem aí nem está chegando para o interesse da população? A culpa nem sempre é do dirigente máximo, até porque nem pode saber de tudo perfeitamente e por outro lado precisa, politicamente, aceitar determinadas indicações, principalmente nos estágios inferiores que atendem as necessidades dos que pedem. E isto ão ocorre apenas nos executivos, não. Ocorre no legislativo e até no poder judiciário onde os métodos modernos de RH nem pensam em atingir seus objetivos em tais casos. E é exatamente aí que os "mal feitos" acontecem, que as improbidades surgem, que o caos e o destempero ficam contra os que estão à frente das decisões e, sobretudo contra o povo que acaba por sofrer a crise de incompetência que assola determinados setores do país por pura incompetência ou por lotação errada de determinados servidores. Deixando claro que nem sempre é a incompetência que o classifica, mas a falta de possibilidade de colocá-lo no lugar que o seu conteúdo recomenda. É a tal história do título deste artigo: Cada macaco no seu galho.     

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Primeira Edição © 2011