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E por que não mudar as eleições?

05/05/2020 11:01

                O calendário das eleições é previsto na Constituição Brasileira, portanto para se pensar em mudar a data ou as datas de suas realizações seria preciso uma PEC que assim o determinasse. No entanto, principalmente agora que o país após a pandemia irá  enfrentar uma crise econômica queira ou não queira, o adiamento poderia ser previsível e até salutar para o presente e para o futuro. E, como até para adiar por dois meses há que se mexer na Constituição por que não se pensar em uma fórmula mais plausível que seria a de unificação das eleições em 2002? Não apenas para o processo atual, mas para que ficasse em definitivo como eleições gerais unindo todos de uma vez só. Sim, mas argumentam alguns que os atuais prefeitos e vereadores teriam seus mandatos estendidos por mais dois anos. E daí? (expressão na moda) Muito mais barato para os cofres públicos e até oportunidade para que em dois anos possam os prefeitos principalmente se refazer dos tumultos econômicos provocados pela pandemia. Particularmente sempre fui a favor das eleições gerais e unificadas. E se há uma oportunidade ímpar para que isso aconteça, quem sabe é chegada a hora?

 

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Cem anos depois.

01/05/2020 17:03

CEM ANOS DEPOIS

“Abrigados em trincheiras, os soldados enfrentavam, além de um inimigo sem rosto, chuvas, lama, piolhos e ratos. Eram vitimados por doenças como a tifo e a febre quintana, quando não caíam mortos por tiros e gases venenosos. Parece bem ruim, não é mesmo? Era. Mas a situação naquela Europa transformada em campo de batalha da Primeira Grande Guerra Mundial pioraria ainda mais em 1918. Tropas inteiras griparam-se, mas as dores de cabeça, a febre e a falta de ar eram muito. graves e, em poucos dias, o doente morria incapaz de respirar e com o pulmões cheios de líquido”

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz.

          Pois bem! Hoje só não temos a guerra, mas o relato da terrível “gripe espanhola” nos dá bem a noção do que estamos passando, do perigo que nos ronda ainda que sabendo que estamos cem anos à frente e que toda uma tecnologia da saúde pode nos ajudar. Só que as estatísticas demonstram que os sistemas vão falir e não vão agüentar. Única solução realmente é o isolamento social, coisa que, em plena guerra em 1918 não se podia fazer. Sou absolutamente a favor do “fique em casa”, pelo menos estaremos contribuindo para barrar o avanço deste terrível vírus.

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E agora, José?

26/04/2020 10:55

              Na realidade ninguém mais se entende desde que o Mandetta deixou o Ministério da Saúde. Acabaram praticamente as coletivas de imprensa e o novo ministro só faz dizer que está observando o andamento das coisas para ver que providências haverá de tomar. Em contrapartida, o Sr. Coron está sabendo o que faz e cumprindo sua missão devastadora fazendo crescer em todos os cantos do Brasil a sua presença indesejável e mortal. O ministro vai em frente andando pra trás, os outros ministros ficam fazendo papéis de bonecos para uma plateia que já está sem entender nada e o diretor do espetáculo dando seus passeios e soltando suas piadas maléficas pensando que está agradando a população. O que nos parece é que, no país, com exceção dos médicos e de todos os envolvidos em saúde, a irresponsabilidade está grassando inclusive no seio da população que teima em não cumprir as metas de isolamento, decididamente a melhor forma para evitar a contaminação. E como se não bastasse ainda existem as outras brigas palacianas com o presidente fazendo questão de afirmar e reafirmar que é o dono da caneta e do poder desafiando a tudo e a todos. E por aí, a caneta atingiu o Moro, o diretor da PF e vai atingir muito mais gente até que os propósitos - quais serão? - forem atingidos. Ou não. Onde vamos parar, ninguém sabe. Só perguntando: E agora, José?

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Tem quem queira

20/04/2020 09:55

           Estou falando de voltar no tempo e no espaço e sentir um outro tipo de isolamento. Sentir-se só, sem democracia, sem palavra livre, censurado, oprimido, espremido, tendo que medir pensamentos, palavras e obras.

           Estou falando de um tempo passado, já passado a limpo e que alguns teimam em fazer voltar. E não são nem os protagonistas e nem os herdeiros daquele tempo que o desejam, mas alguns que ainda não entenderam que o futuro só se constrói com uma democracia plena, com os direitos individuais preservados, com a constituição debaixo do braço fazendo-se valer em cada ato da sociedade.

          Fico triste ao ver um presidente eleito majoritariamente pelo povo, com todas as armas democráticas na mão estimular a reedição de "atos" de força e escancaradamente se colocar em apoio a manifestações que por aí buscam caminhos.

          Fico triste ao ver que com toda a pujança da lei, com todas as possibilidades que a Carta Magna de 1988 nos deu ainda vejamos cidadãos a pensar em alternativas fora dela.

          Que pena! Não mais "que pena" posso dizer. Porque, apesar de saber que tem quem queira não é isso que desejo de volta ao meu país.

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Será que o ZAP vai parar?

14/04/2020 09:44

                        Um dos melhores meios de comunicação entre as pessoas nos dias de hoje, sem dúvida é o aplicativo "whats'app" mais conhecido pelo carinhoso e familiar apelido de "ZAP". Milhões de pessoas em todo o mundo o usam e se comunicam a toda hora para não dizer a todo minuto. Com o aparecimento do CoronaVírus e com as pessoas em isolamento o serviço obviamente aumentou em muito. Congestionamento mesmo deve estar acontecendo porque quando você podia encaminhar um mensagem recebida para até cinco pessoas de uma vez, agora só poderá encaminhar uma vez. Isto, segundo os dirigentes do aplicativo para evitar muito envio de "fake news", o que pode ser um fato positivo. No entanto, acho que o problema deve estar muito mais no tráfego de informações, no entupimento mesmo dos canais de transmissão já que a utilização deve ter aumentado muito nos dois últimos meses. Apesar de ser um canal de muito "besteirol" também o é de muita utilidade, de uma comunicação fácil e popular, de uma integração entre as pessoas, entre profissionais, entre as famílias, hoje isoladas pelo vírus. Esperemos que não aconteça a grande "pane" mas também esperamos que o público entenda a mensagem e não use o "zap" para fins idiotas e até criminosos. 

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Primeira Edição © 2011