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O mar de Maceió pingado de chuva

24/04/2018 15:01

O MAR DE MACEIÓ PINGADO DE CHUVA

Até assim é bonito. Lindo. Os pingos fracos ou fortes tentando acabar com sua cor e o mar de Maceió resistindo aos ataques de uma natureza que se integra na paisagem. No máximo, uma pequena mudança nas nuances e entre o azul e o verde a eterna poesia de uma pincelada de mestre; do Mestre dos mestres que nos criou um dos quadros mais lindos expostos na eterna galeria do planeta terra. E ainda que com intrusos raios iluminando o horizonte eles nada serão mais do que "flashes" direcionais mostrando com mais energia a obra inenarrável no mar desta cidade abençoada. Aproveitemos, nós que aqui vivemos este cenário e encenemos a melhor das peças. Sejamos personagens escolhidos por Deus para passarmos aos espectadores de todo o mundo que por aqui aportam o privilégio de mirarem este azul ainda que de vez em quando pingado pelas lágrimas do céu. Obrigado, Deus! Eis que sois um grande artista!

A imagem pode conter: oceano, céu, nuvem, praia, atividades ao ar livre, natureza e água

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Nosso problema é a falta de respeito.

23/04/2018 09:24

                         É exatamente este o problema do Brasil. A falta de respeito está vista em todos os cantos. Começa pelo ambiente familiar onde os princípios mais comezinhos de educação sumiram; desapareceram como num passe de mágica com algumas exceções. E aí continua a falta de respeito nas ruas, nos shoppings, no trânsito, por todos os lugares a gentileza deu lugar ao desprezo pelo semelhante e a violência tomou conta dos ambientes coletivos. Claro que, como não poderia deixar de ser e este é o mote do nosso artigo a falta de respeito grassa no serviço público de maneira avassaladora desde o simples descumprimento das normas de civilidade no atendimento até a sensação de que eles, os poderosos ocupantes de cargos maiores nos passam de que são donos dos tronos e possuidores de todos os benefícios que a lei lhes proporciona e o que é o pior os auto benefícios buscados através da corrupção que foi institucionalizada no país de forma tão intensa que, agora que a Lava Jato nos abre completamente os olhos, verificamos o quão grande o quão comum era e ainda é essa maldita corrupção. Busquemos as causas que nos levaram a esse "status quo" e encontraremos todas elas numa simples palavra: respeito. É dele, da falta dele que se ressente o país que, "deitado eternamente em berço esplêndido" demorou a acordar e ainda ressona diante dessa tamanha falta de respeito.  

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Os loucos estão à solta

14/04/2018 09:23

               E no caso que vamos abordar os loucos iniciais são os que inventaram as armas químicas, destruidoras de inocentes e que, pelo que tudo indica foram usadas pela Síria neste momento conturbado do planeta. Depois entram os loucos que, a pretexto de combater a Síria por ações tão perversas a atacam e provocam com isto uma divisão de forças que não queremos ver entre Estados Unidos e Rússia. Muito cedo para avaliarmos as consequências das iniciativas do louco Trump e mais cedo ainda para podermos perceber que tipo de retratação acontecerá por parte da Rússia. No caso do ataque dos Estados Unidos não poderemos deixar de lado que, dentro da Europa, França e Reino Unido ficaram com Trump e acionaram as autorizações para ataque o que deixa o mundo mais assombrado ainda. O fato é que Putin da Rússia já pediu uma reunião das Nações Unidas, já declarou que o uso de armas químicas na Síria não aconteceu mas está disposto a entrar no jogo bélico se as coisas acontecerem em grau maior o que só não foi neste primeiro ataque dos americanos  porque os sírios prevendo os fatos esvaziaram os possíveis alvos. Menos mal. O fato é que, a exemplo da guerra fria dos anos 70 podemos estar entrando em uma perigosa fase que até levará o mundo a uma inédita destruição. Peçamos a Deus para que os loucos controlem suas insanidades. 

 

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De Getúlio a Temer conheci tudo.

09/04/2018 07:48

                   Talvez porque tenha nascido em ambiente político com um pai atuante diante de governos, lembro-me bem da figura de Getúlio, falando no Dia do Trabalho, direto do Campo do Vasco e reforçando a constante abertura de seus discursos com um empolgante "brasileiros e brasileiras". Depois, o seu segundo governo, cinco anos após ter sido deposto e trazido de volta nos braços e nos votos do povo. A crise que assolou seu governo, seu suicídio ainda estão na minha mente. Depois, períodos de tranquilidade e também de revoltas, mas com um Juscelino fazendo o seu governo de cinquenta anos  em cinco. Um estadista!  Chega Jânio Quadros, que figura! Também querendo, depois de uma inesperada renúncia, voltar nos braços do povo acabou por ficar chorando dentro de um avião em Cumbica. E aí chegou a vez de João Goulart que com a renúncia teria que assumir a presidência, já que era vice-presidente. Mas foi duro,  difícil e conseguiu negociando um período de parlamentarismo histórico neste país. E, então, taxado de comunista, o que não era, foi deposto pelos militares que ocuparam o país por vinte anos em total regime exceção. Aí o país volta ao presidencialismo que, com a morte de Tancredo dá vez a Sarney que preside eleições e o povo elege Collor, retirado do Planalto por um "impeachement" até hoje discutível. Entra  Itamar Franco, na sucessão o Fernando Henrique Cardoso e finalmente, depois de muito tentar Lula assume o governo do Brasil por dois períodos consecutivos. Elege sua sucessora, Dilma Roussef que também sofre "impeachement", entra o Temer e o resto vocês sabem. Lula preso, as instituições abaladas e o Brasil, sem dúvida alguma, com grandes dúvidas quanto ao seu futuro. Hora de escrevê-lo e de resgatar os nosso valores.

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O barulho das ruas.

04/04/2018 09:13

                    Ou o silêncio, sei lá. Das ruas, do povo, nunca se sabe exatamente que mensagem poderá surgir. O povo é tão fantasticamente sábio que, dito como peça de manobra, sempre surpreende pela capacidade de mostrar atitudes verdadeiramente populares, no sentido amplo da palavra. É ele, povo, que quando não segue as induções programadas e fabricadas por grupelhos organizados, é capaz de produzir de panelaços a caminhadas silenciosas para dizer da sua vontade, do seu desejo real e não manipulado e o faz sem necessidade de pseudo-lideranças, mas com total espontaneidade. É este povo que gostaríamos de ver nas ruas no dia de hoje, histórico para o país, mostrando o que quer e o que deseja para o futuro e o digo sem cor política, sem tendências, sem vontade de manobrar. Não importa qual é o seu desejo de vitória. O que valerá será a sinceridade dos seus propósitos com este ou com aquele lado. Não interessam os sentimentos falsos mas a necessidade que o Brasil tem de ver seu povo ativo, atuante e, sobretudo, feliz. E enquanto os sinos dobrarem no maior santuário político do país, voltemo-nos para os verdadeiros sinos para que orientem as mentes dos que julgam e que obtenham deles o melhor dos resultados. E mais: que o barulho das ruas nunca seja ensurdecedor. ´É preciso ouvi-lo.

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Primeira Edição © 2011