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Finalmente a intervenção no Rio

16/02/2018 08:45

Ninguém segurou nem segura o que está acontecendo no Rio de Janeiro, a cidade ainda maravilhosa ameaçada por um poder paralelo da pior categoria que tomou conta, dita as regras e deixa os cariocas absolutamente acuados no seu dia a dia. Promessas de todo o tipo de um governo estadual fraco, sucessor de outro que, além de fraco era corrupto, e nenhuma com possibilidade de ser cumprida. Era necessário que o governo federal, de acordo com os ditames da constituição, decretasse a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro. E, sinceramente, só as Forças Armadas têm poder de fogo e de pressão para tentar - eu disse tentar - reprimir as ações do tráfico que dominaram o Rio e que parece uma réplica do que já acontecera na Colômbia, hoje totalmente recuperada em relação ao crime, graças ao processo de tolerância zero. Um propósito como aquele e que gerou sucesso absoluto só pode ser desenvolvido na nossa querida Rio de Janeiro pelas Forças Armadas que em regime de absoluta exceção tomarão conta dos destinos da segurança com toda a capacidade estratégica que têm. Seu comandante, com inteira carta branca para agir haverá de combinar os fatores de expulsão do crime com a preservação das famílias que vivem nas comunidades ocupadas, mas com absoluto rigor agir na limpeza da cidade. Único problema, por isso a rapidez se fará necessária, é coibir a saída dos grandes e médios traficantes que podem evadir-se para outros estados, principalmente os do nordeste. No mais vamos acompanhar as ações já batendo palmas pela correta intervenção.

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Moro e os "big brothers" da política.

14/02/2018 11:45

                   Ele conseguiu. Câmeras por todo o lado, gravações de vídeo e de áudio espalhadas pelo então fechado mundo da corrupção. Técnicas e estratégias usados por corruptos e corruptores foram desvendadas deixando a todos de cara lisa perante a opinião pública. A Polícia Federal e grandes juízes munidos de todo o seu arsenal, aparecendo para todos na televisão juntamente com os seus ilustres prisioneiros que jamais imaginariam participar de tão brilhante show. Um show de roubalheira, de canalhice, de astúcia, de estratégia, de traição, de fingimento, de dedo duro, um verdadeiro "reality show", em canais abertos e fechados para que todo o Brasil pudesse ver. Mas, ao mesmo tempo, uma tristeza, uma decepção atrás da outra e a descoberta de um Brasil que todos sabíamos existir mas que nunca, a não ser raramente, tivemos a oportunidade de ver tão aberto, tão exposto, tão indigno. Moro foi um diretor de TV, foi o homem que gritou, "luz, câmera, ação". Foi quem descobriu como fazer um reality sem demagogia, sem fingimento, com toda a ação feita em cima das verdades - ou será das mentiras? - que caixas de pandora, uma atrás da outra foram revelando conteúdos ao grande público brasileiro. Este mesmo público que daqui a  pouco estará participando de novas eleições, escolhendo "big brothers" de respeito ou mais uma vez escolhendo, infelizmente, participantes do mesmo naipe que o grande Moro selecionou.Vamos esperar pra ver.   

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Não sou velho. Estou velho.

07/02/2018 10:34

                   E, sinceramente, não é uma questão de semântica, nem de rejeição à idade que Deus tem me dado e acrescido a cada dia que passa. Ser velho é aceitar um "status quo" que a sociedade lhe impõe e cronologicamente o coloca à margem de uma outra etariedade que se diz moça, jovem e absolutamente dona de todas as suas faculdades mentais e produtivas. O ser velho até pode estar enquadrado no que esta geração quer, mas o estar velho é completamente diferente do que se supõe porque coloca o estar em uma posição que não o diferencia, pelo menos mental e intelectualmente de nenhuma outra faixa que se proclame dona da verdade. O estar velho é colocar à disposição de todos uma experiência de vida, de profissionalismo, de maturidade, de equilíbrio nas ações e de neurônios ativos capazes de saírem das citações do passado para uma criatividade nova, evolutiva e com uma plataforma muito mais sólida. Então, o que seria o certo, o correto e muito pouco aplicável entre empresários, dirigentes públicos e muitos outros é a correlação entre as cabeças de diversas idades numa busca de identidade múltipla que estaria pronta a resolver os problemas da iniciativa privada e do país. E aí encontraríamos a fórmula perfeita entre o estar jovem e o estar velho. Mudança de conceito que até desativa o estar velho e reativa o estar vivo e experiente. E, quando estou prestes a completar meus oitenta anos, por exemplo, estou vivo, experiente e sempre pronto e disposto a colaborar com as gerações que me antecedem e com toda a garra mental que Deus me deu.  

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Os futurólogos de plantão estão em palpos de aranha

26/01/2018 17:32

             Eles vão tentar de tudo. consultar os astros, embaralhar os búzios e as cartas, apelar para os espíritos superiores, mas, sinceramente, duvido que consigam advinhar, acertar, o nome que queiram dar, quem serão os novos políticos do Brasil. Com raras exceções, em caso de governadores bem sucedidos ., No mais, vai ser difícil honrar o ofício desses previsores que em ano de eleições deitam falação, acertam muito e erram também. No conturbado Brasil de hoje quando os acontecimentos surgem a cada minuto, quando as condenações por corrupção estão cada vez mais frequentes e quando os homens e mulheres de bem, lamentavelmente, fogem da política e das urnas, cada vez mais difícil fica para os futurólogos acertarem nas suas previsões. Quem pode garantir quem será o novo presidente da república a partir de janeiro de 2019? Quem pode imaginar o que vai acontecer com os que se dizem pré-candidatos em um país onde a turbulência política está imperando? Quem imaginava há alguns anos atrás que as prisões acostumadas a receber assassinos, ladrões e traficantes iriam abrir suas portas para receber políticos e empresários considerados do mais alto gabarito no país? E quem imaginaria que um ex-presidente da república viesse a receber uma condenação neste país? Ninguém. Portanto, futurólogos de plantão, recolham suas bolas de cristal porque desta vez só Deus dirá quem vai ser o que. E Ele não costuma dar dicas para vocês.  

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A Vida é pequena demais!

17/01/2018 17:26

                       Se formos considerar um homem como eu que está chegando aos oitenta anos, já vivi 29.200 dias que correspondem a 700.800 horas  ou 42.048.000 minutos.  Parece muito, mas se considerarmos que metade deste tempo eu dormi, claro, já podemos ter essa vida reduzida para 40 anos, 14.600 dias, 350.400 horas ou 21.024.000 minutos. Aí você começa a calcular o quanto você perdeu de tempo na vida, ouvindo e dizendo ou fazendo besteiras, as mais variadas, não produzindo o que poderia produzir, não dando atenção real ao mundo que o cerca, não fazendo mais do que deveria pelo próximo e pensando mais do que agindo. Vamos colocar uns 30 por cento da vida nessa perda irreparável e aí já vamos chegar a 7.000 dias dos quais, perdemos um enorme tempo  irritados no trânsito, nas filas de bancos, de repartições, nos supermercados em tantos lugares que eu diria que já deixamos de lado, também improdutivamente, mais uns 10 por cento de nossa vida, o que daria menos uns 3.000 dias e nessa altura já estou reduzido a 4.000 dias. Com muito boa vontade e me esforçando muito devo realmente ter vivido até agora, cerca de 96.000 horas, aproximadamente 5.760.000 minutos o que me deixa chegar à conclusão de que a vida do homem é realmente curta ou ele não sabe tirar dela o melhor proveito. Mas como ainda há tempo pela frente vou tentar perder o menor tempo possível para ganhar dias, horas e minutos preciosos.  

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Primeira Edição © 2011