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Desmonte do Brasil?

07/06/2019 10:27

                   Perguntar não ofende. O Brasil está sendo desmontado? É para montar de novo ou é para piorar tudo o que já existe por aí seja bom ou ruim? Porque senão vejamos: Em 2003 o país viu surgir uma campanha de desarmamento que deu frutos e onde o exército recolhia armas dos cidadãos que de maneira espontânea as entregavam e divulgavam suas ações para que servissem de exemplo. Hoje vemos o desmonte do projeto com a liberalização de portes de armas para pessoas as mais diversas e até permitindo que crianças e adolescentes possam participar de cursos de tiros. Isso é desmonte. Depois vem uma nova lei – se é que virá – em cima das existentes que regularizam o trânsito em todo o país. Pela que o governo quer aumenta-se a liberalização de pontos na carteira de habilitação, retira-se a exigência de cadeirinhas para as crianças, acaba-se com os exames toxicológicos para caminhoneiros, aumenta-se o prazo de validade da CNH e por aí vai. Isso é desmonte. E, para finalizar, apesar de absolutamente necessária, ainda não sabemos até que ponto a Reforma da Previdência será outro tipo de desmonte que venha a prejudicar muita gente no país. O fato é que entramos na era da peneiragem da sucata. Ou será que vamos fabricar mais sucatas?                        

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Mudança de hábitos

28/05/2019 17:02

                    Queira ou não o brasileiro desde janeiro deste ano está sendo levado a mudanças de hábitos a que não estava muito acostumado. Por influência da política que vem, ela própria, sofrendo mutações não só no Executivo, mas também no Legislativo e no Judiciário, o que está ocorrendo no país é uma revolução surda mas que de muda não tem nada. O próprio presidente fala o que quer, o que deve e o que não deve, volta atrás, chama o povo de idiota e vai tocando uma maneira de governar que não é muito condizente com práticas clássicas. O Judiciário entra em assuntos que prematuramente não são dele e o Legislativo deita e rola para negociar seus interesses com assuntos da mais alta gravidade como é o caso da Reforma da Previdência. O povo ainda eleitoralmente dividido planta pé nas suas convicções e deixa as coisas rolarem nas ruas com manifestações as mais diversas. As armas estão por vir e Deus nos guarde de muita perturbação para um povo que não está acostumado a andar armado por aí. De xingamentos no trânsito a tiros por qualquer motivo, tudo pode acontecer. Esperemos que não, mas não estamos gostando nada dessa maneira de se mudar os hábitos de um povo instigado que está pela ainda rolante corrupção, pela inconfiabilidade nas autoridades constituídas e em si próprio.  

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Querem tiros para todos os lados?

10/05/2019 16:44

                  Acreditem, meus amigos e minhas amigas, que não ponho política nos meus comentários e nem os quero gratuitos. Mas não posso ver o presidente da república assinar um decreto dando força para que a população se arme de maneira desvairada permitindo armas nas mãos de sei lá quem com porte pelas ruas, nos carros, em todos os lugares, como se estivéssemos voltando ao faroeste. Ou entrando nele, quem sabe! Não será assim que o problema da violência será resolvido no Brasil, mas talvez seja a maneira de incitar os "arrojados" e de colocar em perigo os incautos. Enquanto a coisa se resumia em se poder ter uma arma registrada em casa ou no seu estabelecimento comercial, ainda vá lá! Mas permitir o porte a quem pode revidar ou provocar em qualquer ocasião, podem ter certeza de que estaremos em constante perigo pelas ruas de todas as cidades brasileiras. Queira Deus que o Congresso entre em ação ou até mesmo o Supremo para acabar de vez com essa doidice ou colocá-la em formas mais plausíveis. O atual decreto prevê inclusive que menores de idade possam frequentar aulas de tiro como se fizessem parte de seus currículos de vida. Ou de morte! Melhor seria, senhor presidente que os cursos superiores não fossem vítimas de trinta por cento de corte e que nas nossas faculdades as armas fiquem de fora e lá se ensinem apenas o poder do conhecimento e da palavra. Violência, crime, guerra urbana e rural, isto sim, talvez vejamos por trás desse decreto insano.   

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A censura voltou?

27/04/2019 10:01

                       É de se perguntar uma vez que o episódio de agora quando o Banco do Brasil recebeu ordens para tirar do ar uma campanha publicitária que enfocava personagens os mais distintos da sociedade brasileira.

                       O que levaria o governo com tantos problemas a censurar uma propaganda oficial e em seguida dar ordens para que todas peças de campanhas de órgãos do governo passassem antes pelo crivo do Planalto? Acresça-se que ainda demitiu o diretor de marketing do Banco por ter aprovado as peças que estavam no ar. Se isso não for censura mudo de nome.

                       Lembro-me do meu tempo de publicitário no Rio de Janeiro e São Paulo e de como tínhamos que enfrentar a censura para todas as peças que produzíssemos incluindo aí as letras de jingles e ou músicas correlatas. Tempo de revolução, de militarismo brabo.

                       E agora? Por que isso? Quando acordado para o fato de que as estatais não poderiam ser monitoradas em vários aspectos e que teriam a sua independência o Planalto voltou atrás, mas podem ter certeza de que o comercial do Banco do Brasil é só um sinal de alerta, de que as coisas podem se complicar a nível geral e de repente, não mais que de repente, gradativamente ou não a censura se estabelecer através de perseguições, de ameaças ou sei lá de que tipos outros de pressão.

                       Alerta, Brasil! A sirene tocou.

 

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O país da falta de respeito

25/04/2019 08:48

                    É impressionante como a impunidade e a falta de respeito andam de mãos dadas neste nosso Brasil. Não sei se é uma questão cultural que envolve todos os nossos colonizadores, se é um problema realmente de educação, de berço, mas o fato é que o desrespeito sobretudo pelos direitos das pessoas grassa por todos os lados. E até nos céus. Que nos diga a Avianca essa empresa de origem colombiana comprada por um brasileiro rico há algum tempo e mostrando-se com competência durante um período. Depois entra em regime de recuperação judicial, devolve aviões, corta vôos sem o menor constrangimento e deixa centenas de passageiros no solo sem explicação, sem solução, sem respeito algum. Pois é! E os passageiros dentre os quais se incluem crianças, idosos, empresários com seus compromissos pré-marcados e, afinal de contas nem interessam os prejuízos que cada um tenha, mas quem os causou e como o fez. A Avianca, claro, precisa pagar pelos danos morais e materiais de cada um, mas precisa também servir de exemplo para que as autoridades brasileiras que regem o sistema aeroviário acordem para a esperteza de muitos, para o sofrimento de tantos e principalmente para o país da falta de respeito.   

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Primeira Edição © 2011