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Tem quem queira

20/04/2020 09:55

           Estou falando de voltar no tempo e no espaço e sentir um outro tipo de isolamento. Sentir-se só, sem democracia, sem palavra livre, censurado, oprimido, espremido, tendo que medir pensamentos, palavras e obras.

           Estou falando de um tempo passado, já passado a limpo e que alguns teimam em fazer voltar. E não são nem os protagonistas e nem os herdeiros daquele tempo que o desejam, mas alguns que ainda não entenderam que o futuro só se constrói com uma democracia plena, com os direitos individuais preservados, com a constituição debaixo do braço fazendo-se valer em cada ato da sociedade.

          Fico triste ao ver um presidente eleito majoritariamente pelo povo, com todas as armas democráticas na mão estimular a reedição de "atos" de força e escancaradamente se colocar em apoio a manifestações que por aí buscam caminhos.

          Fico triste ao ver que com toda a pujança da lei, com todas as possibilidades que a Carta Magna de 1988 nos deu ainda vejamos cidadãos a pensar em alternativas fora dela.

          Que pena! Não mais "que pena" posso dizer. Porque, apesar de saber que tem quem queira não é isso que desejo de volta ao meu país.

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Será que o ZAP vai parar?

14/04/2020 09:44

                        Um dos melhores meios de comunicação entre as pessoas nos dias de hoje, sem dúvida é o aplicativo "whats'app" mais conhecido pelo carinhoso e familiar apelido de "ZAP". Milhões de pessoas em todo o mundo o usam e se comunicam a toda hora para não dizer a todo minuto. Com o aparecimento do CoronaVírus e com as pessoas em isolamento o serviço obviamente aumentou em muito. Congestionamento mesmo deve estar acontecendo porque quando você podia encaminhar um mensagem recebida para até cinco pessoas de uma vez, agora só poderá encaminhar uma vez. Isto, segundo os dirigentes do aplicativo para evitar muito envio de "fake news", o que pode ser um fato positivo. No entanto, acho que o problema deve estar muito mais no tráfego de informações, no entupimento mesmo dos canais de transmissão já que a utilização deve ter aumentado muito nos dois últimos meses. Apesar de ser um canal de muito "besteirol" também o é de muita utilidade, de uma comunicação fácil e popular, de uma integração entre as pessoas, entre profissionais, entre as famílias, hoje isoladas pelo vírus. Esperemos que não aconteça a grande "pane" mas também esperamos que o público entenda a mensagem e não use o "zap" para fins idiotas e até criminosos. 

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Parar ou não parar. Eis a questão!

27/03/2020 10:43

                   Uma questão polêmica que mistura saúde pública, política e economia. Uma questão que envolve presente e futuro de nações sob aspectos os mais diversos criando uma crise mista de doença e de dinheiro, de sobrevivência ao mal instalado e de saída para o mal econômico, às vezes também mortal.

                  Como enfrentar o lado econômico, em alguns aspectos desprezando o lado saúde que, no caso em questão pede isolamento social, fechamento de peças que produzem o PIB de um país e que, pasmem, pode até parar de produzir materiais e serviços essenciais para a cura da pandemia que assola o mundo?

                  Um xadrez social está instalado com opiniões as mais diversas que vão desde aquelas que são desejadas por um grupo economicamente ativo e por outra que precisa pensar na cura das pessoas de maneira prática e objetiva.

                  O que definitivamente não pode acontecer é a falta de diálogo, de propostas, de soluções não impostas por lados que no fim das contas talvez estejam do mesmo lado, mas que se não tiverem o equilíbrio necessário aos bons jogadores de xadrez, sem dúvida alguma estarão se aproximando do impossível que será o xeque-mate duplo e sem volta. E aí fica a resposta que cada brasileiro deve dar conscientemente: Parar o que se pode ou não parar nada? Eis a questão!   

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O que é aglomeração?

21/03/2020 10:40

                            Existem várias interpretações, dependendo da ótica que se aplique a grupos que se reúnem deliberada ou indeliberadamente. Um grupo de cinco pessoas espremidas num elevador constitue-se em uma aglomeração, até porque as pessoas respiram umas para outras, se tocam e estão sujeitas aos riscos da mesma maneira que uma aglomeração de 100 pessoas em um cinema, um teatro ou até mesmo ao ar livre, dependendo da situação em que se encontrem. O fato é que as análises são muito diversas e discutíveis. Vejamos por exemplo o caso de um casal de idosos, sós, dentro de casa. Recebem um "delivery" e um dos dois adquire a doença. Automaticamente o outro irá adquirir também. Claro! E, por incrível que pareça, duas pessoas isoladas passaram a constituir uma aglomeração. Que precisamos tomar todos os cuidados indispensáveis para que possamos não ter esse vírus terrível, não tenho a menor dúvida. Mas que também precisamos socialmente definir até que ponto e como podemos nos comportar, também não tenho dúvida. Só não podemos mudar tudo em nossas vidas sem que possamos buscar soluções práticas para o seu andamento. O mundo gira, o vírus também, mas nós, povos de todo o globo  não podemos ficar parados e isolados apenas. Precisamos agir antes que realmente o mundo inteiro pare e não sobreviva à estagnação.

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O visitante indesejável

13/03/2020 08:41

                   Chegou de surpresa em Brasília e em especial no Palácio do Planalto o já famoso Coronavírus. E pegou um assessor do presidente que, em vários momentos esteve bem pertinho do chefe. O fato, ficha caindo, fez com que o presidente desse uma entrevista portando máscara ao lado de alguns dos seus auxiliares. E que alertasse mais a população sobre o vírus prometendo uma ação cada vez mais positiva no sentido de combatê-lo com todas as forças. Não vou nem dizer que o combate vem agora face a   possibilidade de contaminação do presidente porque estamos vendo que as ações estão acontecendo no dia a dia. Mas, na verdade, quando algo assim acontece no palácio do poder é claro que as medidas vão ser intensificadas. Continuo dizendo que não podemos nos deixar abalar e sermos tomados pelo pânico, mas também acho que não se pode dar de comer ao diabo. Que tudo seja realmente providenciado, que a burocracia não impeça atos emergenciais e que, em primeiro lugar esteja a vida da população com o máximo de preservação de sua saúde. Quanto ao presidente com o visitante indesejável só me pergunto: Se houver real contaminação presidencial onde a comitiva irá fazer a quarentena? Onde?

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Primeira Edição © 2011