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Revolução do Proletariado?

12/09/2017 09:34

 

                      Recebi no meu What'sApp, através de um amigo confiável, uma mensagem fonada que se dizia de um tenente do exército em que ele informava que havia sido convidado para falar em uma escola de meninos e meninas bastante pobres, no interior, sobre civismo, símbolos nacionais, etc. De repente, foi surpreendido por uma pergunta de um dos meninos que queria saber se ele podia falar sobre "revolução do proletariado". Surpreso, principalmente porque naquela altura o tenente verificara que eles nada sabiam sobre patriotismo, hino nacional e outras coisas importantes para a formação do caráter, mas estavam - muitos deles - absolutamente integrados numa posição de falar de uma revolução que estaria de novo no poder, que traria Lula de volta e que colocaria o proletariado do país em uma posição revolucionária impressionante. Diz o tenente que conseguiu perceber a existência de um movimento de lavagem cerebral por aí a fora e que pode trazer consequências imprevisíveis para tomadas de posição que podem ser certas ou erradas politicamente falando, mas que, socialmente criam uma gama de crianças que são norteadas para um princípio político que, no futuro, nem poderá ser o delas. Importante detalhe é que todos tinham a aprovação da professora, presente ao evento. O desabafo do tenente foi realmente incrível e levou-me a publicar seu contexto para que possamos até avaliar se há fundo de verdade ou não nessa que eles estão chamando de "revolução do proletariado".

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Licitações na saúde.

23/08/2017 17:04

Ninguém haverá de negar, principalmente os que trabalham no serviço público que a famosa Lei da Licitações, a 8,666, principalmente também os que zelam por uma transparência nas ações, de que ela, a Lei, é imprescindível e tem evidentemente o seu imenso valor, apesar de ser burlada diariamente, da maneira que alguns podem ou querem.

Mas, também é necessário expor determinadas situações onde, ao invés de proteger, a Lei atrapalha e coloca a sociedade em situação bastante indesejável, como também alguns gestores que ficam incomodados e engessados  com o excesso de rigor ou da falta de portas e janelas que propiciem saídas legais para algumas questões.

Agora mesmo, as investigações sobre irregularidades na SESAU apontam inicialmente para este tipo de situação que vive o gestor no seu dia a dia, quando não pode deixar que aconteça o desaparelhamento descabido do sistema de saúde, não pode permitir que faltem remédios e outras coisas importantes para o atendimento da população e, se tomar medidas como o desmembramento de compras para não superar os 8 mil reais aprováveis sem licitação, estará também cometendo crime e mil outras faltas.

Não tenho procuração e nem ao menos conheço a ex-secretária de saúde do estado de Alagoas que está prestando declarações sobre este tipo de atos e outras coisas. Este artigo tem outro objetivo que é o de alertar os nossos legisladores de que é hora de se fazer uma reforma plausível na Lei ou, simplesmente, buscar artigos na 8.666 que possam dar legalidade a algumas ações nas áreas da saúde e da educação. E quando falo isto refiro-me à celeridade para compras e serviços, uma vez que a vida corre célere e os doentes, principalmente os que dependem do SUS, não pode esperar. Um SUS que é considerado mundialmente como um sistema perfeito, e talvez o seja, mas que não acompanha nos seus detalhes problemas visíveis como o da saúde brasileira.

Uma licitação normal não leva menos de seis meses e existem algumas que vão muito além de um ano. Alguns haverão de dizer que talvez falte planejamento nas compras, mas não é verdade. O que existe e que já o dissemos aqui é a discrepância entre a necessidade e a celeridade no andamento dos processos, absolutamente fora da realidade da saúde pública brasileira.

Que sejam estudadas as propostas de mudança, que sejam revistas as questões de inexigibilidade e outras mais, mas que, no entanto, se avance nessa questão que está ajudando a matar gente neste país.

Sem no entanto permitir que esqueçamos dos inúmeros desonestos, dos maus gestores, dos péssimos empresários que, estes sim, com Lei certa ou sem Lei certa sempre estarão se locupletando às custas da preciosa saúde do brasileiro.     

Artigo de Geraldo Câmara publicado na Revista Folha da Barra

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Morreu meu velho amigo, Paulo Silvino

17/08/2017 13:01

 

                       Da minha idade, da minha geração de TV Rio, da minha convivência, dos meus risos, das galhofas que ele fazia, dos tempos de São Paulo, quando se hospedava na minha casa e para onde levava grandes farras e brincadeiras de jovens que éramos. Não o via há muito tempo, mas sua memória se encontra com a minha própria memória. Estou muito triste. Só consola sabê-lo ser recebido com as gargalhadas dos anjos. Um grande pai, um grande homem, uma figura inesquecível. Vai com Deus, Paulo Silvino.

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É hora de reciclar. O que?

15/08/2017 09:43

                   Todo mundo nasce com uma matéria prima boa. O tempo, a educação, a maneira de olhar e viver a vida, tudo vai transformando esse material em um acabamento de primeira, de vida longa e boa, ou não. Alguns, tornam-se médicos eficientes, bons administradores, cientistas de renome e até mesmo os melhores operários, as mais eficientes copeiras e arrumadeiras e um tanto de outros vão para caminhos errados, entram na faixa do crime em suas diversas facetas. E há os que, necessário para o país, tornam-se políticos e, através dessa que deveria ser uma ciência e a base de toda a cidadania, locupletam-se, descumprem as leis que eles mesmos fazem e viram de ponta cabeça o país que deveria dormir em berço esplêndido. Claro que, muitos outros dessa faixa dão bons exemplos e tentam virar o que foi revirado por aqueles. A exemplo do que pregamos e fazemos hoje, reciclando materiais velhos e usados e fazendo-os voltar à condição de matéria prima, o mesmo deveríamos fazer com grande parte da classe política, separando o joio do trigo, triturando-a, dando-lhe novas noções de cidadania e de sociedade, mostrando os verdadeiros desígnios da política e, quem sabe, criando novos produtos, jovens produtos, para ocuparem de novo as cadeiras legislativas, executivas e judiciárias, com a probidade que se faz necessária, com a decência que o Brasil pede e merece. É hora de reciclar na acepção da palavra. O resto é produto falso.    

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Onde há fumaça há fogo

09/08/2017 07:57

                                      A fumaça já apareceu, bem cinzenta, bem mostrada para todo o Brasil ver que este governo adora aumentar impostos para tapar o buraco feito por ele próprio. Assim foi com o imposto sobre combustíveis que está colocando os carros nas garagens e assim será com o Imposto de Renda, doidos que estão para pegar os contribuintes assalariados, aqueles que menos ganham e que, proporcionalmente mais pagam. Vamos e venhamos que uma alíquota de 35% não é nada adequada aos padrões brasileiros, a não ser que esta e até maior fosse aplicada às grandes fortunas que até hoje não receberam a concretização de ameaças de vários governos. O fato é que, ainda que o país precise de reformas o aumento de impostos não é o que deve ser feito, até sob  o aspecto psicológico de uma crise econômica como a que vivemos. Diminuir sensivel e abruptamente os gastos do governo, isto sim, um dos caminhos mais prováveis para acontecer o êxito, ao mesmo tempo em que o reforço ao combate à corrupção venha cada vez maior. Mas mexer no bolso do assalariado exatamente agora? É querer realmente que fumaça vire um fogueirão.

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Primeira Edição © 2011