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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Violência deu ao candidato Bolsonaro o que o 'sistema legal' lhe havia negado

10/09/2018 19:53

A faca que penetrou a barriga de Jair Bolsonaro não feriu, apenas, o candidato à Presidência da República. Ela atingiu em cheio o coração da Democracia brasileira, que tem na soberania do voto e na independência dos candidatos seus grandes fundamentos.

Junto com Bolsonaro, esfaqueado no meio da multidão que o aplaudia em Juiz de Fora, foram agredidos milhões de brasileiros que acreditam na democracia como fonte de liberdade e que veem o processo eleitoral como único caminho – isento e pacífico – capaz de conduzir o Brasil a uma situação de dias melhores.

A violência é fruto da insanidade, mas é tempo – como no caso de Bolsonaro – produto da intolerância que deve merecer, sempre, a repulsa dos que lutam pelo estado de direito democrático.

O ato perpetrado – o atentado contra a vida de Bolsonaro – é tão grave quanto o motivo eu lhe deu origem. Ao tentar excluir da disputa eleitoral um candidato legítimo (importando menos, aqui, sua liderança atestada por pesquisas), o agente da sandice se insurgiu contra a Democracia, porque quis, por método vil e odioso, impedir que milhões de brasileiros nele votassem.

De outro ângulo, o militante criminoso não agiu apenas para tirar a vida de Jair Bolsonaro, mas, também, para frustrar a vontade de milhões de brasileiros que, nas pesquisas de intenção de voto, manifestam o desejo de conduzi-lo à Presidência da República.

O episódio, ainda por outro lado, escancara um problema crucial vivido pelo Brasil dos dias atuais: o avanço incontido da violência criminal, um problema que até agora não foi – como deveria – enfrentado com a devida seriedade nas últimas décadas.

Talvez – e é lamentável que seja assim – o atentado ao candidato Bolsonaro sirva para alertar todos os que estão envolvidos com a definição do futuro nacional, para que se voltem, com a gravidade devida, à questão da violência que a todos ameaça.

A violência, esse tipo de violência, aliás, é também filha legítima da burrice e da ignorância. Pois, com invertida intenção, o agressor deu ao deputado Bolsonaro o que o sistema legal lhe havia negado: tempo na televisão para a campanha eleitoral.

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Desgraça nacional: empresas (boas) arruinadas por gestões incompetentes

06/09/2018 12:25

Os leilões de empresas estaduais controladas pela Eletrobras podem parecer, apenas, o enxugamento da estrutura empresarial estatal, mas esconde algo muito mais grave: a gestão pública ineficiente. Afinal, por que o governo está tão interessado em se desfazer dessas companhias energéticas? Não por recursos, visto que todas elas, em negociação, são deficitárias. Portanto, é absolutamente correto afirmar que estão sendo vendidas por causa dos prejuízos que vêm se acumulando ao longo dos anos.

Tal conclusão, porém, não encerra a questão. Cabe outra pergunta: por que empresas privadas estão interessadas em comprar companhias falidas? Ora, porque, bem geridas, essas energéticas podem produzir lucro, muito lucro, altos lucros.

O problema, portanto, não reside nas empresas, muito menos no produto que oferecem. Pois, se todo mundo precisa de energia elétrica, se todos a consomem, por que será que as empresas que a negociam operam tão mal, o tempo todo no ‘vermelho’? Má gestão, ineficiência gerencial. Empresas que fornecem energia elétrica e água só quebram se forem mal administradas.

Um exemplo positivo para confirmar essa teoria é a Companhia de Água e Saneamento de Alagoas. Há três anos, a popular Casal operava no vermelho, acumulando dívidas e ofertando um serviço precário à população. Com a mudança de comando (hoje é presidida pelo competente Clécio Falcão) inverteu seu desempenho e obteve lucro superior a R$ 12 milhões nos últimos dois anos.

As companhias energéticas – mostram claramente a realidade dos fatos e dos balanços – erodiram nos últimos 15 anos, com má gestão e políticas equivocadas de oferta graciosa de energia. O resultado disso está aí: empresas quebradas e a população (a que paga por seu consumo e o dos usuários isentos) arcando com tarifas astronômicas, agravadas pela seca e uso recorrente de termoelétricas, que faturam fortunas produzindo energia com diesel, um combustível controlado pela estatal Petrobras.

O setor tem sido vítima de um populismo nocivo, que pune a população e, de quebra, arruína empresas que têm tudo para dar certo.

 

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O apoio de Lula e a sucessão alagoana

22/08/2018 12:51

A ausência do ex-presidente Lula na eleição deste ano já pode ser vista como fato consumado. A despeito dos esforços do corpo jurídico que o assiste, o líder petista não tem como se livrar da Ficha Limpa, a lei que inabilita políticos condenados em segunda instância, isto é, por um colegiado de juízes.

Mas, e a influência de Lula no processo eleitoral? É evidente que um político com sua liderança (crescente, numa corrida eleitoral em que, tecnicamente, ele está alijado) influirá no comportamento de grande número de eleitores. Isso, aliás, já ocorreu na sucessão presidencial de 2014 e na disputa sucessória em vários estados.

Em Alagoas, Lula – como o PT de modo geral – sempre foi visto com reserva pela maioria do eleitorado, mas a situação começou a mudar desde que o petista assumiu a Presidência da República em 2003. Projetos e programas sociais como o Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida, unidades do Ifal, Pronaetc e, com um peso especial, o Bolsa Família, tonaram Lula palatável junto ao eleitorado de Alagoas, ao longo dos anos.

Tanto é assim que, com seu apoio, Dilma foi a mais votada no Estado, na sucessão presidencial de 2014. Tanto é assim que, mesmo denunciado, condenado e preso, ele liderou com folga todas as pesquisas de intenção de voto para presidente, em Alagoas. E não seria demais anotar que a eleição do deputado Paulão também se materializou com o apoio de Luiz Inácio.

Candidato ou não, portanto, Lula transmitirá seu apoio e influirá na disputa sucessória alagoana. E com uma tendência já conhecida, tendo em vista que, além de uma amizade cultivada há anos, ele enxerga no senador Renan e, por extensão, em Renan Filho, correligionários leais, aliados dignos de sua confiança.

Não esquecerá, por exemplo, que na votação do recente processo de impeachment presidencial, enquanto Fernando Collor votou pela destituição de Dilma, Renan Calheiros conseguiu alterar o desfecho do julgamento de modo a preservar os direitos políticos da ex-presidente (hoje, candidata a senadora em Minas Gerais).

 

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A questão é: Collor, realmente, quer ser governador?

20/08/2018 09:42

Numa sucessão atípica, em que todos os ‘nomes de referência’ evitaram se confrontar com Renan Filho, o senador Collor surge como concorrente – está aí sua candidatura registrada – mas seu grande adversário não será apenas o governador, nem mesmo a obra afirmativa que está realizando no Estado. Collor precisa convencer o eleitor de que é candidato ao governo, e não a fazer um teste para ter uma visão de como será um eventual confronto com Renan Filho, daqui a quatro anos, na disputa pelo Senado.

Não se trata de teoria, mas de simples constatação. Há menos de dois meses, todos se lembram, Collor se dizia candidato a salvar o Brasil de uma das mais profundas crises de sua história. De repente, esqueceu a Presidência e, num lance típico de Mandrake, anunciou-se candidato a governador. Até bem pouco o senador não tinha críticas ao governo alagoano, o trabalho de Renan Filho não lhe merecia reparos. Agora, merece. O eleitor, então, se pergunta: por que a mudança repentina? Aliás, por que entrar numa disputa para tentar mudar o que a maioria popular aprova?

Nem cabe analisar os erros políticos do senador: o confisco da poupança, a disponibilização de servidores públicos, o ‘acordo dos usineiros’. Trata-se de considerar o presente, o que o ex-presidente tem em mente, agora, neste momento. Eis o maior desafio de Collor: convencer o alagoano – inclusive os eleitores da oposição – de que sua candidatura não passa de um teste eleitoral. Ou, como já se diz em toda esquina, de uma prévia com vistas à eleição senatorial de 2022, com uma só vaga em jogo.

Quanto à polarização com Renan Filho, há algo curioso que chama a atenção: Collor, que já foi prefeito (de Maceió), deputado federal, governador, presidente e senador, tem nome, mas não tem obra. O governador, apenas ex-prefeito (de Murici) e ex-deputado federal, ainda não tem nome ‘consolidado’, mas tem obra. E sabe Collor, como a oposição sabe, que nesses tempos de descrença na política, para o eleitor a obra importa mais do que o homem. Enquanto o político é promessa, a obra é a verdade.

Enfim, o projeto do senador remete a uma questão: levando a vida que leva, em Brasília, presidindo as mais importantes comissões do Senado Federal (atualmente, comanda a de Relações Exteriores, que lhe enseja frequentes viagens internacionais com pompa e circunstância), Collor realmente pretende largar tudo na capital federal para ser governador de Alagoas?

 

BOLA EM JOGO

Collor e Renan Filho iniciaram suas campanhas neste final de semana. Na 6ª feira, Collor fez caminhada no Vergel. Neste domingo, Renan promoveu sua ‘largada’ no Iate Clube Pajussara.

 

MEGA BLOCÃO

A coligação de Renan Filho reúne 18 partidos: MDB, SD, PPS, PDT, PR, PTB, PC do B, PHS, PV, Avante, PT, PSD, PRTB, DC, Podemos, PMB, PRP e PMN. É um recorde em Alagoas.

 

APOIO DE LULA PESARÁ NA CAMPANHA

Seja qual for o destino de Lula no atual processo eleitoral, o fato é que o apoio declarado do ex-presidente vai influir e muito na campanha de candidatos a governos estaduais, a exemplo do alagoano Renan Filho. Lembrando que a posição de Lula foi decisiva para a aliança do PT com o MDB de Alagoas.

 

OUTRO CLIMA

Collor já sente que não terá a atmosfera que imaginava dentro do PSDB. Tucanos candidatos, com exceções, vão estar juntos do senador. Os não candidatos, porém, tendem a guardar distância.

 

UMA EVIDÊNCIA

Os aliados de Collor também admitem o favoritismo de Renan Filho. Ninguém alimenta ilusões. Aliás, se o ex-presidente não tivesse ainda 4 anos de mandato, jamais teria entrando no páreo.

 

APOIO A SÉRGIO REFLETE DESEMPENHO NA ALE

Candidato a deputado federal, Sérgio Toledo não se impressiona com o apoio que tem recebido. “É o reflexo do trabalho que há anos realizado como deputado estadual”. Como atuação destacada na Assembleia Legislativa, Sérgio Toledo atua, sempre, não em defesa de um ou outro setor, mas voltado para os interesses de todo o Estado. Na foto, ele aparece com Murilo e Ricardinho, duas destacadas lideranças do Município de Junqueiro.

 

EFEITO LIMINAR

Mesmo condenado em 2ª instância, o deputado federal João Rodrigues vai concorrer à reeleição. Ele foi beneficiado por liminar concedida pelo ministro Rogério Cruz, do STJ.

 

E LULA, PODE?

Ora, se João Rodrigues pode, por que Lula não pode? Coisas da Justiça. Fosse um ministro favorável à cumprimento da pena em 2ª instância, e a decisão, com certeza, seria outra. Oposta.

 

LULA LIDERA E BOLSONARO TAMBÉM, SEM LULA

O cenário da sucessão presidencial congelou. As pesquisas mais recentes mostram Lula com 30% e Bolsonaro com 23% (sem o ex-presidente no páreo). Parece uma releitura de sondagens antigas. A briga pelo terceiro lugar (ou pelo segundo, sem Lula) continua entre Marina, Ciro e Alckmin nessa ordem. O fato é que o eleitorado não sentiu nada de novo, nos últimos meses, para ensaiar migração de um candidato para outro. Segue estático.

 

ALÉM DO LIMITE

Em campanha, tem candidato que promete tudo. É um risco. Quando se comete exagero, o tiro sai pela culatra. O que seria uma perspectiva pode acabar virando pura demagogia e até piada.

 

SUPER-HERÓI

O Ciro Gomes, presidenciável do PDT, prometeu tirar 63 milhões de brasileiros do SPT e Serasa. Virou anedota. Tem gente indo ao banco limpar o nome. Anuncia que o Ciro vai pagar sua dívida.

 

GARANTIA PARA UM BOM SEGUNDO MANDATO

Analistas políticos avaliam que, para fazer um bom segundo governo, Renan Filho precisa, apenas, concluir as obras já em andamento: escolas de tempo integral, hospitais, viadutos, centros policiais e por aí vai, requalificação das grotas, ativação do Eixo-Cepa e novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

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Ibope: Renan Filho tem 65% e Collor 31% dos votos válidos (os que contam na eleição)

17/08/2018 17:33

Governador tem 65% dos votos válidos (os que contam na eleição), enquanto o senador Collor aparece com 31%, conforme o levantamento do Ibope

A primeira pesquisa Ibope sobre a sucessão em Alagoas mostra que a entrada do senador Fernando Collor (PTC) na disputa não mexeu com as intenções de voto atribuídas ao governador Renan Filho (MDB), que postula a reeleição.

Com maior abrangência, a sondagem do Ibope revela Renan Filho com 46% dos votos, enquanto Collor aparece com 22%, o que não apenas confirma a fidelidade dos números da pesquisa Ibrape, divulgada durante a semana, na qual o governador tem 44% e o senador Collor 41%, como mostra o candidato do MDB com mais intenções de voto: 46% contra 44%.

Analistas políticos avaliam que a posição de Renan Filho, exibida na pesquisa Ibope, emite sinais claros de ‘consolidação’, pois é uma repetição, melhorada, de resultados de dezenas de pesquisas que já foram realizadas nos últimos dois anos.

Considera-se também que o argumento de que Collor está ‘largando’ com 22% (conforme o Ibope) é pouco consistente levando-se em conta que os dois postulantes são muito bem conhecidos da população alagoana e que o ex-presidente da República já é conhecido do público como candidato ao governo desde o dia cinco deste mês.

Observadores da cena política alagoana entendem que a grande dificuldade de Fernando Collor – conseguir tirar votos do principal adversário – resulta do fato de que ele anunciou sua candidatura ‘em cima da hora’, ou seja, com o cenário político definido, com os líderes políticos e candidatos devidamente posicionados, e portanto, com um cenário ‘quase consolidado’.

A pesquisa Ibope mostra um dado da maior relevância e que ajuda o leitor a entender melhor os números do levantamento: considerando apenas os ‘votos válidos’ (os que contam no processo eleitoral), Renan Filho tem 65%, enquanto Collor está com 31% - excluindo-se votos nulos e brancos.

Encomendada pela TV Gazeta de Alagoas, a pesquisa do Ibope teve o resultado divulgado na quinta-feira (16)

A pesquisa Ibope, com a margem de erro de 3% para mais ou para menos, mostra que, se as eleições fossem hoje, Renan Filho teria entre 49% e 43% das intenções de votos. Collor ficaria teria entre 25% e 19% dos votos.

Os demais candidatos obtiveram os seguintes resultados: Josan Leite (PSL) tem 2% das intenções, Basile Christopoulos (PSOL) aparece com 1%., enquanto Melquezedeque Farias Rosa, do PCO, não pontuou.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas sob o número AL-00461/2018.

 

Pesquisa estimulada

 

Renan Filho (MDB) - 46%

Collor (PTC) - 22%

Basile (PSOL) - 1%

Josan Leite (PSL) - 2%

Melquezedeque Farias (PCO) - 0%

Brancos/Nulos - 22%

Não sabe/não opinaram - 7%

 

Só votos válidos

 

Renan Filho - 65%

Collor - 31%

Basile - 1%

Josan Leite - 3%

Melquezedeque - 0%

 

 

IBOPE-SENADO

 

Com Renan em 1º e Benedito em 2º lugar,

Cunha e Quintella disputam 3ª colocação

 

Se a batalha pelo governo não apresentou mudança em relação a pesquisas anteriores, a disputa mais acirrada, visando às duas vagas de senador, permanece com o cenário inalterado, segundo os números levantados pelo Ibope.

O senador Renan Calheiros (MDB), que concorre à reeleição, lidera a corrida com 33% das intenções de voto, seguido do senador Benedito de Lira (PP), que igualmente busca a renovação do mandato, com 25%.

Mais atrás, brigando pela 3ª posição, aparecem o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB), com 19% e, coladinho, o deputado federal Maurício Quintella (PR), com 18% das intenções, configurando empate técnico

Os demais concorrentes estão assim: Sérgio Cabral (PATRI) com 10%; Cícero Albuquerque (PSOL) com 7%; Policial Federal Flávio Moreno (PSL) com 5%; Flávia Pires de Melo (PCO) com 4%; enquanto Osvaldo Maciel (PCB) tem 2%. 

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas sob o número de identificação AL-00461/2018. Foram ouvidas 812 pessoas, entre os dias 13 e 15 de agosto. O nível de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada, considerando um modelo de amostragem aleatório simples, é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

 

PRESIDÊNCIA

Segundo o Ibope, os principais candidatos à presidência da República aparecem com os seguintes números: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 53% das intenções de voto em Alagoas. Em seguida, pontuam Jair Bolsonaro com 17%; Marina Silva com 7%; Ciro Gomes com 4%; enquanto Geraldo Alckmin aparece com 3%. Os demais candidatos oscilaram de 0% a 1%. Brancos e nulos somam 11% e não sabe/não responderam, 6%.

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Primeira Edição © 2011