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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Washington Luiz, o CNJ, o Supremo, a TV Globo - e um paralelo inevitável

09/07/2018 19:21

 

Ao reintegrar Washington Luiz ao colegiado do Tribunal de Justiça, os conselheiros do CNJ foram quase unânimes em um ponto: não havia provas contra o desembargador alagoano.

Washington Luiz foi absolvido em quatro processos, todos eles com um fundo político embasando as acusações. Explica isso, de modo indiscutível, a formação política do desembargador e a influência política de sua família, mormente no Alto Sertão.

Washington se elegeu deputado estadual duas vezes, seu irmão, Inácio Loiola, é deputado estadual, e sua filha Melina (atualmente secretária de estado), foi prefeita de Piranhas.

Em todas as denúncias, o Conselho Nacional de Justiça constatou a ausência de provas. Nada, além de testemunhos monocórdios, parecendo mais uma sinfonia de ‘ouvi dizer’. Sem provas, tentaram pegar Washington com denúncias em profusão.

Sem provas, em decisão paralela, ministros do Supremo Tribunal Federal arquivaram denúncia contra Fernando Capez. Professor de Direito, jurista consagrado. Seu mal: ingressar na política e eleger-se deputado estadual. Assumiu a presidência da Assembleia de São Paulo e, desde então, sentiu capricho no esforço para denunciá-lo e bani-lo da vida pública. A Corte Suprema foi concludente: sem provas, nada de processo.

A história do Judiciário alagoano mostra uma correlação no mínimo intrigante: dois desembargadores denunciados até hoje exibem atuação política em sua trajetória curricular: Washington Luiz como deputado, e Tutmés Airan como militante, advogado de partidos de esquerda em Alagoas. Coincidência?

Washington, por elementar questão de Justiça, deve assumir o comando do Tribunal de Justiça para cumprir seis meses e assim completar o mandato de dois anos como presidente.

Já a TV Globo de Televisão, que na época do afastamento exibiu  reportagem insidiosamente editada, deveria, ao menos, noticiar a absolvição do desembargador, que o Jornal Nacional, tentou condenar sem julgamento. Por ética profissional e em nome do ‘bom jornalismo’, a TV dos irmãos Marinho deveria ter conferido ao desembargador alagoano o mesmo espaço dispensado ao jurista Fernando Capaz. Não o fazendo, deixa evidente a falta de compromisso não com WL, mas com o próprio público. O bom jornalismo, afinal, é o que divulga os dois lados.

Tal como divulgou a vitória de Fernando Capaz, a Globo tinha o dever inarredável de fazer o mesmo com Washington Luiz.

 

 

 

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Tributo a um baluarte

02/07/2018 17:37

Produto de pesquisas científicas realizadas no final do século 19 e início do século 20, o rádio tem exercido papel inestimável nas sociedades do mundo inteiro ao longo dos tempos.

No plano da comunicação, em todas essas décadas, a radiofonia protagonizou, ainda que de forma limitada, o que a televisão passou a proporcionar, com imagens e cores, a partir dos anos 50, aqui no Brasil, sobretudo. Mais adiante surgiu a Internet e, hoje, a civilização caminha integrada pelos canais da informática.

O advento e a popularização da TV, com novelas, filmes e notícias em transmissões animadas e a cores, pareciam ameaçar o futuro do rádio, mas foi só ameaça. Ágil, dinâmica e de baixo custo operacional, a transmissão radiofônica se impôs e manteve seu próprio espaço-tempo: de cada amanhecer até uma ou duas horas da tarde, não tem pra ninguém – o ‘rádio deita e rola’.

E se mantém no ar, também, pela indiscutível competência de seus comunicadores. Este escrito, aliás, é dedicado a um deles, que conheci no início da década de 1980. Um novel promissor.

Não apareceu pronto e acabado. No estúdio, começou como plantonista esportivo. Aprendeu com os melhores, evoluiu, ganhou experiência, tornou-se um profissional completo. Criticado e admirado. Atacado pela sinceridade, admirado pelo insistente compromisso com a verdade. Um pluralista por excelência. Polêmico, por entender que sem debate, sem contraditório, não se chega à luz dos fatos. E assim deve ser.

Concebeu uma forma sutil e inteligente de noticiar coisas negativas que atingem amigos, pessoas conhecidas: com uma palavra amiga, quase em tom de defesa, relata os fatos e, assim, deixa seus ouvintes informados. Engenhosamente. É uma marca sua. Genuína. Supremo compromisso com a informação.

Seu tom, às vezes professoral, esconde a simplicidade que os míopes não enxergam. Repele o erro, mas abomina conviver com o errado. Por tudo que faz – e o faz com invejável dedicação e proficiência – tem seu público cativo. Ouvintes que o seguem, esteja onde estiver, não importa a emissora. Poderia acrescentar, dizer muito, realçar seus atributos pessoais, mas, por limitação de espaço, resumo em uma frase: é um discípulo do bem.

Pelo quatro de julho que se aproxima, por tudo que faz e pelos méritos de uma vida de lutas, antecipo minha homenagem a um baluarte da radiofonia brasileira: parabéns França Moura!

 

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Por que Jair Bolsonaro lidera a corrida presidencial

18/06/2018 13:21

O capitão e deputado federal Jair Bolsonaro é um 'fenômeno político'? Não propriamente. Não foi sequer, ainda, testado nas urnas. Pelo menos em um pleito majoritário de grande dimensão, como uma sucessão presidencial, Mas, também, não é um personagem comum, um fugaz vencedor de pesquisas eleitorais efêmeras.

Jair Bolsonaro, tal como Fernando Collor em 1989, é o desaguadouro de mágoas e desilusões, a foz para onde correm as águas da amargura e da desesperança. Em tempos de crise, como agora, e de grandes mudanças, como a transição para a democracia, na era Collor, o povo precisa de um líder. E para milhões de brasileiros, para um universo cada dia maior de eleitores, Bolsonaro encarna esse guia pátrio, um Moisés moderno capaz de conduzir sua gente sofrida a um novo Brasil.

Não dá, ainda, para prever se sairá vtorioso, mas algo – muito importante – já está evidente: o capitão (do Exército) deputado federal e pré-candidato presidencial Jair Bolsonaro já passou por todo tipo de provação. Sua vida foi investigada, vasculhada, totalmente devassada, e até hoje só encontraram nele um defeito: a sinceridade, ou a incapacidade de dizer o que não sente. E talvez resida aí sua empatia com as massas. Afinal, o povo já não suporta a retórica da demagogia. O povo cansou de ouvir discursos retumbantes que, no fim, se traduzem em promessas frustrantes, porque irrealizáveis. E é nessa paisagem de descrença que Bolsonaro desponta como algo diferente e incômodo.

O capitão incomoda porque cresce apanhando. Até a Rede Globo bate, de forma oblíqua – com matérias críticas sobre o regime militar – mas não produz efeito. E o revide será letal, na campanha, quando Bolsonaro disser que os milhões de reais carreados atualmente para a mídia televisiva serão ‘desviados’ para a saúde, a segurança e a educação... com ele no poder.

Com seu jeito ‘mão pesada’, com seu verbo às vezes ferino, com sua franqueza talvez excessiva, Bolsonaro pode não ser o homem indicado para dar um jeito no Brasil cambaleante, mas cada vez mais brasileiros acreditam que sim, e isso é o que está contando.

 

SEM PREJUÍZO

Maceió briga com Rio Largo pela sede do Aeroporto Zumbi dos Palmares. A disputa é antiga e aqui vai uma sugestão: por que não dividir a receita entre os dois municípios, de forma proporcional?

 

LIBEROU GERAL

Liberado pelo presidente Temer, agora para todas as idades, o saque do PIS/PASEP vai injetar mais de R$ 39 bilhões na economia. E a popularidade de Temer diminuindo nas pesquias...

 

NÃO ESQUECENDO A MENSALIDADE SINDICAL

Fala-se muito em queda da receita dos sindicatos, após a reforma trabalhista que aboliu a obrigatoriedade do imposto sindical (um dia de serviço por ano).  Não custa lembrar, contudo, que a ‘contribuição sindical’ era cobrada apenas uma vez ao ano, enquanto a mensalidade (um por cento sobre os salários), como o próprio nome indica, entra no caixa das entidades todo mês.

 

NOTA REVOGADA

A propósito, o Ministério do Trabalho revogou a recente ‘nota técnica’ que considerava normal a cobrança do Imposto Sindical aos trabalhadores, mas após a vigência da reforma trabalhista.

 

SEGUNDAS INTENÇÕES

Os petistas não criticam Temer por enxergarem um mal governo. Sabem, claro, quer o vice está bem melhor do que o foi Dilma. Mas é preciso espicaçar Temer para preservar a ‘era petista’.

 

CHICO TENÓRIO GARANTE RETROATIVO A SERVIDOR

Graças a uma emenda do deputado Francisco Tenório, os servidores estaduais vão receber o reajuste salarial, na folha de junho, com o acréscimo do retrativo a 1º de maio (data-base do funcionalismo do Poder Executivo). O projeto de lei da revisão salarial de 2.95% já está aprovado. A retroatividade teve também a participação do deputado Bruno Toledo.

 

CONTRAMÃO LEGAL

Enquanto outros estados demitem e parcelam os salários, o governo alagoano concede reajuste salarial, paga a todo mundo em dia, nomeia concursados e ainda anuncia novos concursos.

 

NOVO CEZAR

Como disse a Coluna, a oposição continua procurando um Júlio Cezar para disputar a eleição com Renan Filho. O nome da vez é o do vice-prefeito Marcelo Palmeira, enteado de Biu de Lira.

 

CHEFE DE ESTADO, PAPA NÃO VISITA PRESO COMUM

O papa não enviaria emissário para visitar Lula ou qualquer preso comum. A visita de João Paulo 2 ao turco Ali Agca, que tentou matá-lo, foi um caso pessoal. O episódio recente, de um (negado) enviado papal para entregar um terço a Lula, foi uma tremenda roubada. O Vaticano negou tudo, péssimo para o PT. Só para lembrar: o papa é o líder religioso, mas também chefe de estado.

 

SEM GUERRA

O mundo viveu dias de tensão e angústia, ante a ameaça de uma guerra nuclear. Um ataque dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, devastador ou não, faria eclodir um conflito mundial.

 

NOBEL DA PAZ

China e Rússia reagiriam contra os EUA. Mas Donald Trump foi até Kim-Jong-um e resolveu a parada. Lembrando que, por muito menos, outras figuras ganharam o Prêmio Nobel da Paz.

 

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O Jornal Nacional e o coronel amigo de Temer

11/06/2018 18:11

A Rede Globo deve muito à Lava-a-Jato. Sua audiência, que atingiu o ápice no século passado, tinha as novelas como grande atração, mas um público enorme assistia ao Jornal Nacional. Era imbatível, com média superior a 50 pontos no Ibope.

Com a internet, o velho JN caiu para a casa dos 20 pontos, uma tragédia. Aí, como que providencialmente, estourou a Lava-a-Jato, e o principal jornal global voltou a atrair as atenções.

As denúncias de corrupção passaram a turbinar o noticiário do horário nobre. Primeiro, veio o impeachment da intelectual Dilma e, depois, as denúncias sobre corrupção detonando todo mundo – gregos e troianos, petistas e tucanos. Sem exceção.

Contudo, apesar do enfoque abrangente, do caráter generalizante do JN, o PT viu conspiração contra Lula, o PSDB sentiu marcação em cima do Aécio, o PMDB chorou por Romero Jucá.

E a Globo, nem aí. Tome denúncia! Com a delação da JBS, a intelligentsia global avançou e percebeu que ‘bater no Temer’ também rendia pontos no Ibope. Pobre Michel!

A repórter Andréia Sadi foi escalada só para levantar danos contra o presidente. Especializou-se. E estacionou, por dias a fio, no material sobre um tal ‘coronel amigo de Temer’. A audiência inflou tanto, que o coronel não saiu mais do noticiário. Todo dia, lá está ele, a patente precedendo o conteúdo da denúncia, com a Andréia Sadi alimentando o sisudo e guloso Jornal Nacional:

- Polícia Federal investiga coronel amigo de Temer.

- Coronel amigo de Temer é denunciado ao Ministério Público.

- Preso coronel amigo de Temer.

- MPF analisa denúncia contra coronel amigo de Temer.

- Procuradores veem indícios contra coronel amigo de Temer.

 A Rede Globo havia descoberto a combinação perfeita para magnetizar o público: um coronel envolvido com estripulias, e o presidente, culpado, enleado, por sua amizade com as dragonas.

Mas, afinal, como é mesmo o nome do coronel amigo de Temer?

 

NA CONTRAMÃO

Rodrigo Cunha segue na contramão do correligionário Rogério Teófilo. O deputado faz oposição sistemática ao governo Renan Filho, que tem dado especial atenção a sua terra, Arapiraca.

 

EXPERIÊNCIA

Rogério Teófilo, prefeito, faz exatamente o contrário. Cerca de atenções o governador, nas visitas a Arapiraca, e diz em alto e bom tom que só tem que elogiar as ações a favor do município.

 

SENADOR RENAN VOLTA A DEFENDER LULA

No momento em que o PT lançava vídeo na internet com a bandeira ‘Chama que o homem dá jeito’, dando início à pré-campanha de Lula, o senador Renan Calheiros postava nas redes sociais mensagem de apoio: “O Nordeste precisa de Lula livre”. Renan não pôde ir ao ato do PT, mas enfatizou no seu vídeo: “Lula tem direito a ser candidato porque não cometeu nenhum crime e está preso após ser condenado sem prova”.

 

BOLSONARO FIRME

Nova pesquisa Datafolha mostra que, sem Lula, Jair Bolsonaro lidera com folga a corrida ao Palácio do Planalto. Fernando Haddad, no lugar de Lula, teria apenas 1% dos votos.

 

 

 

TEMER COM 3%

O Datafolha também revela que a aprovação ao presidente Michel Temer está em míseros 3%. Governo é reprovado por 83% dos pesquisados. Outros 14% consideram a gestão Temer ‘regular’.

 

UM DESAFIO PARA O PRESIDENTE DO TRE ALAGOANO

Um dos grandes desafios do desembargador Carlos Malta Marques, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, será motivar o eleitorado a comparecer em grande número às urnas de outubro próximo. Nesse sentido, o TRE-AL poderia promover, na mídia, uma campanha realçando a importância do processo eleitoral e da participação da sociedade com o voto livre e soberano.

 

SEM AVISO

Os vigilantes bancários de Maceió inventaram um novo tipo de greve: sem aviso prévio. A paralisação de sexta-feira, que pegou todo mundo de surpresa, veio de supetão, sem nenhum anúncio.

 

ALTO RISCO

O dólar disparou, está subindo, mas o risco é enorme para quem tentar especular (comprar para forçar alta). É que o Banco Central avisou que pode usar as reservas internacionais: US$ 300 bilhões.

 

UMA DIFICULDADE DE RUI PALMEIRA

O tucano Rui Palmeira tem mostrado pouca vocação para lidar com o funcionalismo. Sobretudo, quando se trata de resolver pendências salariais. Não é bom, politicamente, para o grupo do prefeito. Afinal, somando-se os servidores e seus familiares, têm-se aí um universo de 80 mil a 100 mil eleitores.

 

SEM CHANCE

O Congresso Nacional não avalizará a privatização da Eletrobras. Não o faria se Temer tivesse gozando de popularidade, quanto mais no fundo do poço em que o presidente se encontra.

 

ANO ELEITORAL

Também não vingará a tentativa de Temer de fazer o Parlamento aprovar a desestatização apenas das concessionárias de energia. Quem, afinal, aprovará venda de patrimônio em ano eleitoral?

 

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Estava escrito, e não tinha como dar certo

04/06/2018 15:30

O noticiário sobre a demissão de Pedro Parente, da presidência da Petrobras, veio recheado de matérias que realçavam os avanços da estatal petroleira sob seu comando. Não se esperava outra coisa. Antes, notadamente durante a greve dos carreteiros, a mídia se esmerava em divulgar fatos e opiniões críticas em relação a Parente, quase orquestrando um coro por sua destituição.

Agora, aos poucos, os meios de comunicação falam de Pedro Parente exalando certo tom saudosista, numa impressionante mudança de mix. Desde que Ivan Monteiro foi indicado para sucedê-lo, fartos espaços do noticiário são dedicados a mostrar como a Petrobras se recuperou nesses últimos dois anos. A versão digital do semanário O Globo divulgou que o preço do diesel no Brasil situa-se na média dos praticados no exterior. Foram citados países como França e Alemanha, que não produzem petróleo, o que obviamente explica combustíveis com preços altos.

De repente, esqueceu-se de que, graças à política de ‘reajustes quase diários’ da gasolina e do diesel – metodologia revolucionária e genial de Parente – o setor de transporte rodoviário do País beirou a insustentabilidade. A mobilização dos carreteiros não teve propósito político, foi um desabafo ruidoso e desafiante de um setor econômico escolhido seletivamente para tapar o rombo bilionário da Petrobras totalmente depenada.

Era evidente, no entanto, que o jogo de Pedro Parente estava com os dias contados. Como perpetuar uma sistemática de ‘reajustes quase diários’, dos combustíveis, quando os salários das pessoas são corrigidos uma vez por ano – quando são – e nunca acima da inflação que, no ano passado, não chegou a três por cento?

O neoliberal Pedro Parente sabia disso, como sabia que estava fazendo uma aposta de risco, mas seguiu em frente até o caldeirão explodir. Agora, porém, antes de trombetear os ganhos recentes da Petrobras, a mídia seria mais isenta se buscasse enfatizar o prejuízo de 50 bilhões de reais, causado pela greve do setor de transporte, e lembrasse que Parente estava enchendo o bolso dos acionistas da Petrobras com o dinheiro suado dos consumidores de gás de cozinha, da gasolina e do óleo diesel de todo o Brasil.

 

PRECEDENTE GRAVE

A greve (ou locaute) dos carreteiros não constituiu ‘um alerta’, como muita gente tem interpretado. Representou, na verdade, um precedente gravíssimo, numa área crítica e inflamável.

 

RENAN PERCEBEU

O senador Renan Calheiros foi um dos poucos políticos que, crítico do governo Temer, advertiu sobre os desdobramentos imprevisíveis dos aumentos constantes dos combustíveis.

 

ESTADO COM POUCOS REFLEXOS DA GREVE

Alagoas foi um dos estados menos atingidos pelo locaute. Maceió foi a primeira capital a ter o abastecimento dos postos de combustíveis restabelecido. A população sentiu isso, mas alguns políticos, não. Rodrigo Cunha, por exemplo, preferiu voltar o olhar para a alíquota do ICMS cobrado sobre combustíveis em Alagoas. Propôs reduzir a carga tributária, mas não indicou fonte para compensar a perda de receita.

 

SALDO POSITIVO

A greve dos carreteiros teve um reflexo positivo: a diminuição de automóveis nas ruas. Em Maceió houve queda na ocorrência de acidentes no trânsito, o que aliviou a movimentação no HGE.

 

NENHUM GANHO

A população começou apoiando a greve, mas logo percebeu o vacilo. No final, os vitoriosos são os empresários, patrões dos carreteiros. E o que o movimento rendeu para a população?

 

CAOS TERIA SIDO EVITADO COM MEDIDA SIMPLES

Se Temer fosse um governante minimamente ‘ligado’, teria percebido que a política de reajustes diários da gasolina e do diesel, adotada em julho do ano passado, pavimentaria o caminho para um levante como o dos carreteiros. Teria evitado todo esse sarapatel com uma medida simples e preventiva: a demissão de Pedro Parente do comando da Petrobras. Resultado: o homem saiu depois do tremendo estrago causado à economia do País.

 

REAJUSTE NA CONTA

Primeiro secretário da Assembleia, Marcelo Victor assumiu e cumpriu o compromisso de implantar o reajuste dos servidores do Legislativo (6%) em maio e dezembro. Primeira parcela já entrou.

 

SEM PROBLEMA

Antes da segunda parcela da data-base de 2016, Marcelo Victor mandará implantar, em agosto, mais um naco da antiga reposição de 15%, que já foi objeto de decisão do Tribunal de Justiça.

 

O REVOLUCIONÁRIO DA FERNANDES LIMA

Desinformada, parcela da população maceioense deu ouvidos a um ‘revolucionário’ que, com alguns sectários, plantou-se à frente do Quartel do Exército, bloqueando o trânsito na Av. Fernandes Lima. Dizia que a greve tinha prazo para acabar e, não havendo solução dentro do prazo, caberia intervenção militar. Coitado.

 

AGONIA TUCANA

Diante do previsível, a negativa do Tesouro Nacional de autorizar empréstimo externo, Rui Palmeira está tentando viabilizar um financiamento de R$ 35 milhões junto ao Banco do Brasil.

 

É DINHEIRO...

O montante está muito aquém do valor antes pretendido (menos de 10%), mas dará ao prefeito tucano a condição de fazer alguma coisa na capital, além de tapar buraco e limpar meio-fio.

 

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Primeira Edição © 2011