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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Braskem x Pinheiro - E a responsabilidade da fiscalização?

20/05/2019 14:44

Já em sua fase de instalação, em amplo terreno situado no trecho final da Av. Assis Chateaubriand, a Salgema (depois Triken e atualmente Braskem) foi objeto de grande controvérsia. Ambientalistas, como José Geraldo Marques, protesto como pôde contra a localização da mineradora, mas perdeu a disputa.

E era visível: a área, embora não habitada, estava encravada entre o Pontal da Barra, aprazível recanto turístico, e o Trapiche. O problema, que décadas depois se tornaria crucial, era que ali estava o complexo industrial, o centro de processamento, e não as reservas de sal-gema, objeto essencial da mineração.

Ninguém ou quase ninguém atentou para isso. Demonizou-se a Salgema, vista até como uma ‘bomba atômica’ prestes a explodir e acabar com a cidade, muita gente vendeu suas casas, mudou-se do Trapiche, causando forte desvalorização imobiliária, quando o real perigo estava situado há alguns quilômetros dali.

E a fiscalização?  Claro que a empresa tinha seu corpo de técnicos, engenheiros, a quem competia zelar pela segurança das áreas exploradas. Mas, e a fiscalização de órgãos externos? Hoje existe a Agência Nacional de Mineração, criada em 2017, mas antes existia o Departamento Nacional de Produção Mineral. E o que fizeram para evitar Mariana, Brumadinho e agora Pinheiro?

Também questionável é o papel do IBAMA nessa história. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente não sabia que havia exploração mineral com possíveis e até prováveis danos ambientais na região do Mutange-Pinheiro?

Ou seja, a depender da ‘fiscalização’, ninguém está seguro, aqui e em toda parte do território nacional. Esse, o cerne da grave questão. É só fazer um paralelo com a política: Câmara fiscaliza, Assembleia fiscaliza, Congresso fiscaliza, Tribunal de Contas fiscaliza, Controladoria fiscaliza, Ministério Público fiscaliza e, no entanto, ninguém consegue sequer ‘conter’ a corrupção...

 

BRASKEM DEVE PERMANECER EM ALAGOAS

Apesar do laudo dos geólogos e do quadro crítico que se instalou no Pinheiro, a Braskem deve continuar operando em Alagoas. O problema da mineração pode ser resolvido com a escolha de áreas não habitadas, distantes de centros urbanos, prevenção que deveria ter sido considerada quando a Salgema veio para cá.

 

GOVERNO QUER BRASKEM EM ÁREA DESABITADA

Enquanto o governador Renan Filho defende a Braskem operando em região não habitada, o secretário da Fazenda, George Santoro, chega a sugerir que a empresa opere com matéria-prima trazida de outro estado. Lembrando que a Braskem se instalou na área do Pontal, mas a mineração era feita na região do Pinheiro.

 

PROBLEMA NÃO É DIZER, MAS COMO DIZER...

Com seu jeito simples de falar, Bolsonaro diz que ‘fez um compromisso’ de nomear Moro para o Supremo. Nenhuma revelação, era o que todos sabiam ou, pelo menos, esperavam. O presidente quis dizer: “Olha, quando abrir uma vaga vou lhe nomear para o Supremo Tribunal”. Quem enxerga conluio nisso mostra o que tem na cabeça...

 

LUIZ CARLOS ASSUME DIREÇÃO-GERAL DA ALE

O competente Luiz Carlos Alves de Oliveira acaba de assumir um dos cargos mais importantes da Assembleia Legislativa Estadual. Nomeado pelo presidente Marcelo Victor, Luiz Oliveira - que é graduado em Administração - foi empossado como diretor-geral da Casa de Tavares Bastos.  Ele sucede Igor Bitar, diretor de Recursos Humanos, que vinha ocupando a DG interinamente.

 

PAULÃO NÃO PERDOARÁ SÉRGIO MORO, JAMAIS...

O deputado Paulão disparou críticas a Sérgio Moro, o que não surpreende. Novidade seria ouvi-lo elogiando Moro. Diz que o ministro da Justiça ficou mal na história da indicação para o Supremo Tribunal, está desmoralizado, essas coisas. Bom, o fato é que Paulão é cria do PT, ganha a vida como petista e jamais vai perdoar o homem que mandou o grande chefe Lula para a cadeia.

 

DELAÇÃO PREMIADA VALE, MAS TEM DISTORÇÕES

A delação premiada é um instituto válido, uma arma infalível nas investigações de corrupção. Verdade. Mas os vazamentos seletivos – que atendem a interesses inconfessáveis – desvirtua a delação recompensada, que também padece de outro mal: a mentira de quem delata só para ter a pena reduzida.

 

SISTEMA AQUI JÁ É O PARLAMENTARISMO

Implantar o parlamentarismo no Brasil seria uma redundância. Não de agora, o Parlamento manda, deita e rola. Lá atrás, impôs a renúncia de Jânio Quadros. Mais adiante, derrubou Fernando Collor. Recentemente, destituiu Dilma. E, agora, como todos estão vendo – e com a velha política de sempre – tenta criar clima para implodir o governo de Bolsonaro. Quem manda?

 

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Na campanha, juraram combater a corrupção. E os eleitores acreditaram...

14/05/2019 14:34

A democracia é o melhor regime porque faz da esperança uma cultura popular. A cada eleição, o povo comparece às urnas para votar, escolher governantes e legisladores, e o faz, sempre, na esperança de que o cenário político se renove e os novos mandatários cumpram os compromissos que assumem, solene e reiteradamente, durante as campanhas eleitorais.

Mas o regime democrático também serve para causar tristezas e desenganos. Pois entristece ver, por exemplo, que muitos dos congressistas eleitos e reeleitos, em outubro passado, estão fazendo precisamente o contrário do que prometeram. Falaram em moralidade, em combate à corrupção, na defesa dos meios para evitar desvios do dinheiro público. Tudo dimensionado no coro eleitoral que comoveu parcela considerável do eleitorado.

Nas últimas semanas, porém, partidos se mobilizaram e inúmeros parlamentares se uniram não para votar um projeto contra a rapinagem no meio político, o que não seria mais do que o cumprimento do dever, mas para retirar do Ministério da Justiça o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

O senador petista Rogério Carvalho, do PT do Ceará, lançou um brado digno de um honrado patriota: “O Coaf, sob o comando do ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, é uma Gestapo brasileira”... O Coaf, como se sabe, rastreia e identifica contas bancárias recheadas com dinheiro de propina, de lavagem, do tráfico e de outras fontes ilegais. Foi esse órgão que descobriu depósitos suspeitos na conta do assessor de Flávio Bolsonaro.

Por que deputados e senadores deveriam temer o Coaf atuando no Ministério da Justiça? Se agem corretamente, se não cometem desvios financeiros, se não se locupletam com o dinheiro da pilhagem política, por que temeriam ver o Conselho de Controle Financeiro nas mãos de Sérgio Moro? Ao pressionarem para que o órgão volte para o Ministério da Economia, não estão acusando abertamente a Pasta de omissão ou conivência com a bandalheira?

A esperança na democracia deve ser cultuada sem limites, mesmo porque, sob o regime democrático, a esperança não é a última que morre, ela não morre nunca. Mas é penoso vê-la apunhalada pelos que agem traindo o respeito e a confiança dos próprios eleitores.

 

PSOL CONDENADO POR OFENSA MORAL

Sempre que é alvo de insultos e ofensas morais, o senador Renan Calheiros recorre à Justiça, sem se preocupar com o valor das indenizações. Ganhou várias causas e recebeu pouco. Agora mesmo, o PSOL foi condenado a pagar R$ 10 mil ao senador por tê-lo detratado publicamente. Renan não está nem aí para a quantia arbitrada. Mas curte o revés moral do partido ofensor.

 

BOLSONARO SABIA E DISSE QUE ERA MINERAÇÃO

Quando afirmou, no início do ano, que os problemas geológicos no Pinheiro eram decorrentes de mineração, o presidente Jair Bolsonaro detinha informações seguras sobre a situação do bairro maceioense. O estudo conclusivo que acaba de ser divulgado apenas confirma que Bolsonaro não deu um ‘simples palpite’.

 

QUEM É O CRÍTICO DE BOLSONARO EM NY

Bill de Blasio é prefeito de Nova Iorque e aspirante à condição de candidato presidencial para enfrentar Donald Trump. É o cara que fez de tudo para impedir a cerimônia da Câmara de Comércio Brasil/Estados Unidos em homenagem a Bolsonaro. Pois bem, o Bill é acusado de captar dinheiro ilegalmente para o fundo partidário. Ou seja, só mais um corrupto violando a lei...

 

FÁBIO FARIAS E A RELAÇÃO ENTRE OS PODERES

Um mestre em relações institucionais, Fábio Farias já encontrou espaço na agenda para visitar o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tutmés Airan. Como fez na gestão passada, o chefe do Gabinete Civil do governo Renan Filho (reconduzido ao cargo há poucos dias) dimensiona a importância de se manter relações amistosas e operosas entre os poderes, sempre buscando avanços para melhorar a realidade social e econômica do Estado.

 

COMO DILMA ROUSSEF TRATOU A EDUCAÇÃO

Com o lema ‘pátria educadora’ – lembra? – a presidente Dilma Rousseff cortou R$ 10,5 bilhões da educação, atingindo até, isso mesmo, escolas primárias e creches. Ninguém reagiu, ninguém esperneou, ninguém viu prejuízo educacional, ninguém previu qualquer ameaça ao futuro das ‘novas gerações’.

 

LULA TAMBÉM CORTOU RECURSOS DAS ESCOLAS

Antes, seu guru Lula já havia detonado o setor de ensino efetuando um corte de R$ 1,28 bilhão do Ministério da Educação. À época, dos atuais críticos do governo Bolsonaro, não se viu um só ato de resistência, ninguém estrilou. E olhe que, então, não foi contingenciamento orçamentário, como agora, Foi corte mesmo.

 

UOL: “LUCRO DA PETROBRAS ENCOLHE 42%”...

Notícia do Uol: “A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 4,031 bilhões no primeiro trimestre, o que representa uma redução de 42% sobre o ganho de R$ 6,961 bilhões apurado no mesmo trimestre de 2018, mas um aumento de 92% em relação aos R$ 2,102 bilhões obtidos no quarto trimestre do ano passado”. Ora, o foco não deveria ser o aumento de 92%?...

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O Supremo, Lula e a liberdade de expressão

06/05/2019 09:07

 

Em plena campanha presidencial, ano passado, a Folha de S. Paulo, já marcada por suas posições ostensivamente anti-Bolsonaro, entendeu de entrevistar Lula, na cadeia. A ideia, claro, era lançar a imagem do ex-presidente no cenário, na tentativa de ajudar o petista Fernando Haddad, o poste de Lula em 2018.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal, autorizou o contato, mas logo em seguida Lula foi impedido por decisão do ministro Luiz Fux. Por último, o então vice-presidente do STF, Dias Toffoli, decidiu que valia a medida de Fux.

Agora, em nova decisão, Toffoli, hoje presidente da Corte, autorizou Lula a dar entrevistas, mas, de novo em cena, Lewandowski foi seletivo: o petista escolhe o veículo e o jornalista, e mais ninguém pode participar das entrevistas.

Trata-se de mais uma decisão equivocada, que só contribui para desgastar mais ainda a imagem do Supremo Tribunal. Que democracia é essa que um veículo pode, e outro não pode?

Lula, obviamente, aprovou a decisão de Lewandowski. O caráter seletivo, afinal, o livra de ter que se deparar com jornalistas independentes – como a turma de O Antagonista – e o deixa a cavalheiro para conversar com o pessoal do ‘Brasil 247’, um site abarrotado de – para usar termos copiados por Lula – malucos e aloprados, seja, petistas inveterados, patogênicos.

O mais prudente seria evitar que, na condição de preso comum, o ex-presidente ficasse em seu canto de cela, quieto, comunicando-

se com o exterior através de seus advogados. Porque, se a moda pega, todo criminoso encarcerado vai querer dar entrevistas.

Mas, se a ideia é garantir a liberdade de expressão – mesmo que com certa exclusividade ao ex-presidente – que se autorize entrevistas coletivas, com a participação de diversos jornalistas representando diferentes veículos de comunicação.

De mais a mais, visto pela ótica da isenção que deve presidir a conduta dos meios midiáticos, o caráter protetivo da decisão de Lewandowiski até que depõe contra o próprio o petista. Primeiro, porque exibe um Lula necessitado desse tipo de proteção. Depois, porque a opinião pública não se interessa por monólogos de políticos que deveriam, sempre, ser dissecados e questionados.

 

 

 

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E o Paulinho - quem diria - virou um esquerdinha afoito

23/04/2019 13:15

O Paulinho sempre pareceu, na telinha da TV, um sujeito urbano, comportado. Seu trejeito no falar não ofende, sequer incomoda. É só uma marca... De repente, um excesso. O disciplinado Paulinho irrompeu contra o ministro Sérgio Moro. Movido por uma coragem jamais exibida, chamou Moro de ignorante, analfabeto – um apedeuta. Não vi nem ouvi, soube. Por isso, duvidei. O Paulinho, despejando diatribes em cima do doutor Moro?

Bêbado, pensei. Só podia estar etilizado. O álcool não só deprime o homem, como dizia Rui Barbosa, também dá-lhe coragem... Coragem fugaz, de tresloucado. “Por que será que o Paulinho não imprecou quando moro era juiz?” – disse para meus botões. Agora, o ex-global descobriu que pode agredir à vontade, que o homem não é mais magistrado. O Paulinho conhece seus limites.

É um esquerdista. Da esquerda que se nutre da miséria, mas não se mistura, e só se embriaga com champanhe francês. A esquerda órfã de Lula na cadeia, órfã do poder tomado pelo povo.

Como ‘canhoto político’, Paulinho devia se ajoelhar e pedir perdão: “Nós, esquerdistas, perseguimos, prendemos, torturamos e matamos 43 milhões de pessoas na Rússia”. E completar, numa crescente: “E executamos 102 milhões na China”. Paulinho sabe que isso não é versão de direita, é uma verdade histórica.

Paulinho afrontou o homem que mudou o Brasil. Chamou de analfabeto o autor de uma das mais perfeitas sentenças da história do Judiciário brasileiro. O que pode mover uma pessoa a agredir um inimigo implacável da corrupção? E por que será que Paulinho não ultraja, também, os desembargadores, do TRF-4, e os ministros – do STJ e do STF – que endossaram a sentença de Moro contra Lula? Ou será que Paulinho é tão intimorato quanto José Dirceu, que se escondeu, disfarçado, durante o regime militar, enquanto os amigos achavam que ele lutava bravamente?

A esquerda que está aí não vive no século 20, só age como tal, pois sabe que parte do povo despolitizado ainda engole o discurso da miséria, sempre celebrado com champanhe e caviar.

Mas, surpreende, ver o Paulinho – com sua impostação vocal de néscio – vestindo fantasia de esquerdinha afoito.

 

O COMANDO DO SUPREMO TRIBUNAL ERROU FEIO

Não precisa ser jurista. Qualquer estudante de Direito sabe que um poder não pode, a um só tempo, investigar, acusar e julgar. Logo, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, e seu colega Alexandre Moraes, cometeram um ‘erro intencional’ ao ignorar o Ministério Público Federal e dar sequência a investigação de supostas ameaças e ofensas aos membros da Corte.

 

BANCADA PETISTA: QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Claro que a oposição cumpre seu papel, ou atribuição, ao obstruir a tramitação da PEC da Previdência ou qualquer proposição originária do governo. Mas, só para o leitor se situar, vale a pergunta: o que fez a bancada do PT quando o governo Lula propôs, absurdamente, a taxação dos aposentados?

 

UM ‘CUSTO’ MAIOR DO QUE O ‘BENEFÍCIO’

Se Dias Toffoli e Alexandre Moraes entendessem o mínimo de comunicação, não teriam censurado a revista Crusoé nem o site O Antagonista. Pois a medida excepcional, não apenas aguçou a curiosidade geral quanto à citação de Toffoli na Lava-Jato, como produziu uma divulgação incrível desses meios de informação.

 

ENFIM, O ‘VOTO VENCIDO’ DEU ‘UMA DENTRO’

Membro da bombardeada 2ª Turma do Supremo Tribunal, o espinafrado ministro Marco Aurélio Mello deu ‘uma dentro’ e enriqueceu seu currículo ao se insurgir contra censura à imprensa. Nesse episódio d’ O Antagonista e da revista Crusoé, o que impressiona é que dois ministros – Toffoli e Alexandre – atentaram contra algo que eles – assim como os demais ministros – só têm o direito de defender: a Constituição Federal.

 

RENAN PREGA FOCO EM INVESTIMENTO E EMPREGO

Sem radicalismos, o senador Renan Calheiros entende que o momento recomenda bom senso. Ou seja, em vez de buscar conflitos com o Supremo Tribunal Federal, mediante criação da CPI da Lava-Toga, o Senado deve se concentrar em ‘temas focais’ voltados para investimentos e geração de emprego.

 

RUI E SERVIDORES – A BUSCA DO ENTENDIMENTO

Nesta segunda-feira (22) Rui Palmeira e o secretário de Gestão, Reinaldo Braga, retomam a negociação com as lideranças dos servidores públicos. Vão tentar fazer ajustes nos projetos, enviados à Câmara e retirados a seguir, para evitar cortes de vantagens legais percebidas por milhares de funcionários.

 

E A ENTREVISTA DA FOLHA COM LULA?

Por que será que a Folha de S. Paulo não correu para entrevistar Lula, após a liberação do ministro Dias Toffoli? Ano passado, a Folha estrilou por ter sido impedida de ouvir o petista, cumprindo ordem do ministro Luiz Fux. Óbvio: o que movia a Folha, em 2018, era o interesse de fazer de Lula um cabo eleitoral de Fernando Haddad, na disputa presidencial...

 

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A opção era: o Brasil dominado pelo comunismo ou o Movimento Militar

09/04/2019 13:45

O transcurso do 31 de Março de 1961, celebrado dentro e fora das Forças Armadas, serviu também como prova de que a ‘grande mídia’ assumiu de vez seu papel de oposição ao governo Bolsonaro.

Por acaso, nos últimos anos, houve barulho, grande ruído da esquerda na passagem do 31 de Março? Não? E por que não?

Muito simples: porque Bolsonaro não estava na Presidência. Aliás, se o capitão não tivesse dito nada sobre o Movimento Militar de 1964, a data teria transcorrido sem alardes.

Mas Bolsonaro falou e foi o bastante para a esquerda, dentro e fora da mídia – amplificar o eco já quase inaudível da velha orquestração contrária ao governo instaurado em 1964.

A esquerda rememora as vítimas do regime militar (sem se referir às dos atos terroristas), mas esquece do aplauso oficial do Congresso Nacional à revolução russa que oprimiu, perseguiu, prendeu e executou milhões de cidadãos da União Soviética...

Também esconde que o Brasil, em 1964, com Jango no comando, esteve a um passo de virar uma republiqueta comunista, um satélite da União Soviética, a exemplo de Cuba.

O discurso de golpismo soa ‘envolvente’, mas não se sobrepõe à História. E não falo como leitor, mas como ‘sobrevivente’ do período. O Exército não deu golpe, foi chamado a intervir, depois que João Goulart se mandou para o Rio Grande, junto com Leonel Brizola, e foi destituído pelo Congresso. A anarquia havia tomado conta do País. O movimento militar teve o apoio dos governadores, do Parlamento, da mídia e da maioria do povo.

Eu fui contra, editava o Diário da Borborema, em Campina Grande, e fui convocado a depor no Exército e na Polícia Federal por ter publicado uma matéria censurada pelo governo.

Depois, condenei os excessos – mas de parte a parte – e vi o Brasil virar a 8ª economia do mundo, o ensino público dar um salto de qualidade jamais visto, a saúde atender a todos sem filas.

Vi mais: o fim da corrupção, que voltou feroz na década de 1980. Naquela época, a pisada era outra: matou, cadeia; roubou, cadeia. O Movimento Militar, claro, não foi uma opção, mas uma alternativa crítica para salvar o Brasil da bandalheira total.

E a moçada da esquerda finge, mas tem consciência disso.

 

PROBLEMA NÃO É A DIREITA, É BOLSONARO

Em artigo recente, o chanceler Ernesto Araújo tentou demonstrar  que o nazismo foi um movimento de esquerda. Ninguém revidou. Quando, em Israel, Bolsonaro disse a mesma coisa, aí a militância esquerdista aqui reagiu quase possessa. Portanto, claro está que, para a esquerda, o problema não é a História, o socialismo-comunismo-marxismo. O problema chama-se Jair Bolsonaro.

 

NAZISMO PODE TER SIDO DE DIREITA OU ESQUERDA

O fato é que historiadores, cronistas e críticos se dividem quanto à marca do nazismo. Para muitos, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães tanto pode ser definido como de direita quanto de esquerda. Mas a esquerda, aqui no Brasil, se esforça em eximir-se: “O nazismo foi um movimento político de direita que matou 21 milhões de pessoas”. E matou mesmo.

 

ESQUERDA NÃO MATOU MIL, MATOU MILHÕES

Mas, e a esquerda? A esquerda russa, que difundiu e exportou o marxismo, a teoria política que inspirou a esquerda brasileira, não matou 21 milhões de pessoas, mas 43 milhões. Perseguindo, torturando, executando. Já a esquerda chinesa, de Mão Tsé Tung, superou-se: ceifou 102 milhões de vidas. Aqui, a esquerda que abomina os generais-presidentes, esquece ou esconde que se inspira no regime totalitário de Joseph Stálin...

 

O SALDO DE ALAGOAS COM DISPARADA DO PIB

É um show de crescimento. Estudo da Secretaria de Planejamento revela que o Produto Interno Bruto de Alagoas cresceu 1,53% no ano passado. É motivo para foguetório, considerando que o PIB alagoano está acima dos demais estados e do índice nacional, que ficou em 1,1% em 2018. Fosse um resultado negativo, setores da mídia estariam trombeteando e expondo o nome de Renan Filho. O importante, contudo, é que Alagoas segue avançando como modelo a ser copiado.

 

E O DINHEIRO QUE O APOSENTADO RECOLHEU?

A desoneração promovida pelo governo federal – inclusive na era Dilma – concorreu para afundar a Previdência Social. Antes, o trabalhador passava a vida recolhendo contribuições e, ao se aposentar, começava a receber de volta o que havia pago. Com a desoneração, o cofre do INSS esvaziou-se. Aí surgiu a teoria de que ‘quem trabalha sustenta quem se aposenta’. Ora, e o dinheiro que o aposentado recolheu enquanto estava na ativa?

 

RENAN CALHEIROS: REFORMA DEVE SER DOSADA

Em meio à confusão em torno da reforma previdenciária, impõe-se recorrer à tese de Renan Calheiros: esse tipo de reforma deve ser gradual, cada governo fazendo sua parte. O senador racionaliza ao afirmar que não faz sentido fazer uma reforma, agora, impondo condições para valer nos próximos 20 anos. E não faz, mesmo, porque a sociedade, assim como os ingredientes do próprio sistema de aposentadoria, estão em constante mutação.

 

‘MÍDIA’ NÃO DEIXA OPÇÃO PARA BOLSONARO

Que opção a ‘grande mídia’ deixa para Bolsonaro? Se o presidente não conversa com os congressistas, está dando as costas ao Parlamento. Se o presidente procura deputados e senadores para conversar, está adotando a velha política. Afinal, a esquerda poderia dizer o que quer do presidente?

 

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Primeira Edição © 2011