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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Renan Filho, o caso Sesau e a saúde pública em Alagoas

01/09/2017 13:14

Que existe algo de errado na Secretaria Estadual da Saúde – vindo lá de trás, com origem em gestões passadas – é mais do que evidente. Quando compra fatiada de remédios e equipamentos deixa de ser exceção e vira regra, o caráter emergencial se transforma em burla à lei. A prática é dolosa e ponto final.

Imperioso, portanto, apurar como e quando começou o esquema, de que forma evoluiu e quem dele se beneficiou. E é justamente o que já está sendo ultimado pelos técnicos da Controladoria Geral da União, assim como pelos agentes da Polícia Federal.

O que a sociedade alagoana, cansada de lances de oportunismo político, não aceita é a tentativa de se usar uma questão pontual para atingir um governo que, pelos seus atos e ações em todas as áreas, tem se revelado como modelo de correção e seriedade.

O que disse Renan Filho ao saber da operação envolvendo a Sesau, ao regressar de Brasília? “Quero uma investigação profunda e que os culpados, se houver, sejam punidos”. E acabou.

Evidente que o oportunismo político emerge em tais situações Vê-se aqui e ali um ou outro aliado da oposição forçando a barra, tentando envolver o governador. Mas não funciona, não produz efeito porque o alagoano está vacinado contra cretinices. E a própria realidade estadual se encarrega de salientar a verdade.

Um governador mal-intencionado não instalaria o mais completo Portal de Transparência do País, elogiado pela própria Procuradoria Geral da União. E que, por sinal, foi o que permitiu a detecção das aquisições fracionadas na Pasta da Saúde.

Nem investiria tanto na estrutura da saúde para atender o povo. A reabertura da Maternidade Santa Mônica e a construção de quatro hospitais – o Metropolitano, o da Mulher, o de Cirurgia Cardíaca da Criança e o Regional de Porto Calvo – são obras que colocam Alagoas na vanguarda nacional de um setor público crucial. De modo que, com ações, também, na educação e na segurança, a mudança em Alagoas deixou de ser um compromisso ou simples eco de campanha para projetar-se como realidade inquestionável.

                                                                                  A REPORTAGEM GLOBAL SOBRE O HOSPITAL GERAL

A reportagem do Fantástico sobre o HGE é atual, mas fora de contexto. Tivesse informado que há 50 anos Alagoas tem a mesma estrutura hospitalar, e que, somente no atual governo está ganhando quatro hospitais novos, a matéria global, aí, sim, teria saído completa e contextualizada. Mas acontece que, se assim fosse, o HGE obviamente não teria sido objeto de reportagem.

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A reforma eleitoral e o interesse que vai prevalecer

25/08/2017 22:35

De tão séria, porque ponto de largada para uma real transformação no país, a reforma do sistema político e eleitoral deveria será gestada, discutida, analisada e votada por um colegiado específico, eleito exclusivamente para tal fim.

Hoje, a competência do Congresso Nacional para aprovar e reformar leis é indiscutível, está prevista na Carta Maior. Questionável é a falta de isenção e de propósitos do atual Parlamento para aprovar mudanças que, convergentes com os anseios nacionais, colidem com os interesses dos parlamentares.

Somente os mais ingênuos acreditam que os políticos, eleitos sob as regras hoje vigentes, se disporão a modificá-las e até suprimi-las, de modo a dificultar-lhes a renovação dos mandatos.

Mudanças vitais à oxigenação do sistema eleitoral não serão introduzidas de forma plena. Os avanços, se houver, serão tímidos, parciais, aquém do que a nação espera. Mesmo o fim da eleição proporcional para as casas legislativas – que representa uma fraude à vontade do eleitor, como entende o senador Renan Calheiros – encontra forte resistência por parte, principalmente, dos deputados, os grandes beneficiários do atual sistema.

Lamentavelmente, pretende-se manter a figura indefensável do suplente de senador, aquele sortudo que – afastado o titular – assume a cadeira no Senado sem jamais ter sido votado, pois se trata de personagem anônimo e desconhecido dos eleitores.

Com quase um terço de seus membros respondendo a algum tipo de processo – os crimes vão de homicídio a estupro, passando pelos irresistíveis atos de corrupção – a Câmara fará uma reforma superficial, do tipo meia-sola, de forma a preservar a essência das regras que consagraram os atuais parlamentares.

Ou seja, as mudanças que a sociedade quer, com profundidade e amplitude, vão ficar, mais uma vez. para um ‘futuro incerto’...

LOCAL IMPRÓPRIO

A cotação de Lula está em baixa, todos sabem, mas o comando do PT foi no mínimo descuidado ao levar o ex-presidente para um ato simples na Fênix, um clube símbolo da elite alagoana.

 

FALTOU POVO

O mais aconselhável seria uma grande concentração no Papódromo, numa área densamente habitada e com 99% dos moradores com perfil de beneficiários do Bolsa Família.

 

SIMPLES ‘QUESTÃO DE MOMENTO’

Lula já recebeu ‘honoris causa’ em Coimbra, onde funciona uma das mais categorizadas universidades do mundo, mas em outro momento, seja, antes das denúncias, dos processos e da recente condenação. Portanto, a entrega de títulos do gênero, agora, aqui no Brasil, parece mais uma afronta ao Judiciário, embora algumas homenagens tenham sido aprovadas em anos atrás.

 

SEM CHANCE

Prefeitos, aliados dos dois senadores, podem naturalmente convergir, no voto, mas não existe perspectiva de formação de uma dobradinha Renan-Benedito rumo ao Senado, em 2018.

 

LEMBRANDO 2014

Aos de memória curta, vale lembrar que em 2014, Renan Filho, hoje governador, teve como adversário principal exatamente Biu de Lira, numa campanha eleitoral das mais acirradas.

 

ANIVERSÁRIO DE UM POLÍTICO DIGNO DE APLAUSO

Familiares, amigos, políticos e correligionários comemoram, nesta terça-feira, 29 de agosto, mais um aniversário do ex-deputado e ex-senador Alcides Falcão. Com modelar atuação legislativa, expoente do velho MDB e depois PMDB, Alcides Falcão figura na galeria dos políticos alagoanos que honraram a delegação eletiva e contribuíram, com trabalho sério e competente, para o desenvolvimento Do nosso Estado.

HERANÇA MALDITA

Na virada de 2015 para 2016, Dilma já trabalhava com um déficit orçamentário superior a R$ 100 bilhões. Era a consequência de sua desastrada ação econômica, que detonou a arrecadação.

 

APENAS HERDEIRO

Temer, por sua vez, foi o herdeiro do caos. Onde o atual governo gastou demais até agora? Logo, o déficit atual é a soma da herança à queda da arrecadação devido ao efeito recessivo.

 

RUI NÃO ESQUECE O APOIO DOS TAXISTAS

Ao priorizar os taxistas, que ajudaram a reelegê-lo no ano passado, Rui tenta preservar um reduto eleitoral de bom porte, mas sem ter, ainda, a contabilidade dos operadores e clientes do Uber. O fato é que o aplicativo Uber fez muitos adeptos em Maceió, mas os taxistas sofrem a concorrência dos clandestinos e até dos moto-taxistas, estes cada vez mais numerosos.

 

TROCA INÓCUA

Se o Congresso Nacional abolir as coligações, na eleição proporcional, e criar ‘federações de partidos’, sem o voto majoritário, terá simplesmente trocado seis por meia dúzia.

 

VALOR INVERTIDO

O que frauda a vontade do eleitor, como reitera Renan Calheiros, é o voto de legenda, nos pleitos legislativos, ao permitir que um candidato ‘poca-urna’, derrote um campeão de votos.

 

ALVOS DAS OVADAS PETISTAS

Alguém joga pedra em árvore que não dá frutos? Mesmos os incautos já perceberam que os petistas não arremessam ovos em João Dória e Jair Bolsonaro por sua ‘fealdade’, mas porque são potenciais adversários de Lula com chances de vitória.

 

 

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Fernando Collor acaba de virar réu no processo da Lava-a-Jato

22/08/2017 17:09

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (15) uma denúncia contra o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) na Operação Lava Jato e tornou réu pelos crimes de de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa.

Ele foi acusado de receber mais de R$ 30 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis, e agora passa oficialmente a responder ao processo, ao final do qual poderá ser condenado ou absolvido.

Por unanimidade, os ministros da Segunda Turma acompanharam, na íntegra, o voto do relator do caso, Edson Fachin. Votaram com ele Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Apesar do acolhimento da denúncia, os ministros descartaram várias acusações feitas contra Collor no processo, como de peculato (desvio de dinheiro público) e obstrução de Justiça, por suposto embaraço a investigação de organização criminosa.

Além disso, foi descartada a denúncia contra a mulher de Collor, Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello, suspeita de lavagem de dinheiro recebido de propina, e de outras quatro pessoas:

  • Fernando Antônio da Silva Tiago, auxiliar parlamentar, que foi acusado de lava dinheiro para o senador;
  • Eduardo Bezerra Frazão, diretor financeiro de empresas de Collor, acusado de lavagem de dinheiro de propina;
  • William Dias Gomes, assessor parlamentar, acusado de lavagem de dinheiro por operar depósitos para o senador; e
  • Luciana Guimarães de Leoni Ramos, acusada de lavagem de dinheiro de dinheiro de propina.

Junto com Collor, responderão como réus na ação Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor e considerado operador de Collor em diversos negócios; e Luís Pereira Duarte de Amorim, diretor da Gazeta de Alagoas, apontado como testa de ferro e recebedor de propina para Collor.

A decisão do STF não significa que os acusados são culpados, mas que o tribunal vê indícios de delitos.

Agora, durante o curso do processo, as defesas poderão apresentar provas de inocência, com depoimentos de testemunhas e contestações jurídicas. Só ao final, no julgamento, eles serão condenados ou absolvidos.

A denúncia contra Collor, apresentada em agosto de 2015 pela Procuradoria Geral da República (PGR), origina-se de uma das seis investigações sobre o senador abertas no STF, sendo cinco da Lava Jato e outra baseada na delação da Odebrecht sem relação com a Petrobras.

Ele figura agora como o terceiro senador réu na Lava Jato; já ostentam essa condição Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Acusação

No total, Collor foi acusado de cinco crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato e obstrução de Justiça.

A principal acusação é de que, em conjunto com outras pessoas, ele pediu e recebeu, entre 2010 e 2014, pelo menos R$ 30,950 milhões em três negócios envolvendo a BR Distribuidora, que tinha dois diretores indicados pelo senador.

O primeiro, para viabilizar que a rede de postos DVBR Derivados do Brasil passasse a revender combustíveis da BR Distribuidora.

O segundo foi a viabilização de quatro contratos entre a BR e a construtora UTC para construção de bases de distribuição de combustíveis.

O terceiro envolveu contrato de gestão de pagamentos e programa de milhagens da BR com a FTC Cards Processamento e Serviços de Fidelização.

Nos três casos, Collor teria atuado em conjunto com diversas pessoas, incluindo seu ex-ministro Pedro Paulo Bergamaschi.

Boa parte da denúncia descreve supostas operações de Collor para ocultar o recebimento da propina, inclusive com a compra de carros luxuosos, imóveis e obras de arte usando dinheiro sujo depositado em suas empresas.

A PGR lista, por exemplo, a compra de:

  • 1 Bentley Continental Flying Spur, por R$ 975 mil;
  • 1 Range Rover SDV8 Vogue, por R$ 570 mil;
  • 1 Ferrari 458, por R$ 1,450 milhão;
  • 1 Porsche Panamera S, pago em espécie, em valor não discriminado;
  • 1 Rolls Royce Phantom, por R$ 1,350 milhão;
  • 1 casa de campo em Campos do Jordão (SP), por R$ 4,5 milhões;
  • 1 terreno litorâneo em Barra de São Miguel (AL), por R$ 450 mil;
  • 4 salas comerciais no edifício The Square Park Office, em Maceió, por R$ 953,7 mil;
  • 1 quadro de Di Cavalcanti e outras obras de arte e antiguidades, por R$ 4,6 milhões;
  • 1 lancha, chamada Mama Mia II, por R$ 900 mil.

O dinheiro teria sido recebido por Collor e sua mulher de diversas maneiras, seja em depósitos no exterior e empresas de fachada, recebimento em espécie, empréstimos fictícios e transferências para a Água Branca e a TV Gazeta, ambas firmas do senador.

Collor é acusado de peculato (desvio de dinheiro público) por nomear em seu gabinete no Senado dois assessores, Cleverton Melo da Costa e Fernando Antônio da Silva Tiago, que não prestariam serviços públicos, mas somente atividades particulares. No total, eles receberam salários que totalizam R$ 327,5 mil por 4 anos.

A acusação de obstrução de Justiça se baseia num pedido de Collor, em agosto de 2014, para devolver créditos depositados em sua conta pessoal. Para a PGR, o objetivo do senador era se desvincular dessas operações para evitar uma investigação sobre o recebimento do dinheiro.

“A denúncia está lastreada em relatórios da própria BR Distribuidora, tem-se quebra de sigilo bancário, análise de mensagens de celulares apreendidos, buscas e apreensões. Em suma, é um conjunto de provas substancioso e não apenas baseado em delações”, disse na sessão a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio.

Defesa

Na semana passada, em defesa de Collor, o advogado Juarez Tavares afirmou que a denúncia não traz provas concretas de que ele recebeu o dinheiro de propina. Além disso, questionou que contrapartida o senador teria dado para viabilizar os negócios da BR.

“Qual seria o ato de ofício atribuído ao senador para adquirir vantagem? Seria o fato de indicar diretores da BR, o que não é ato de ofício de parlamentar. O que fazia o senador era indicação partidária, desvinculada de ato de ofício. Os diretores não eram nomeados pelo senador, mas pelo presidente da República”, disse o advogado.

Tavares também disse que ele não pode ser condenado por integrar organização criminosa, já que esse crime só foi definido em 2013, após os negócios realizados pela BR.

“Não há nenhuma demonstração de que essa suposta organização criminosa tivesse o mínimo de estabilidade, porque está lastreada em quatro contratos, o que demonstraria fragilidade”, disse o advogado.

Com relação ao peculato, disse não ser possível provar que os funcionários não prestavam serviços públicos, já que trabalhariam no escritório político do senador em Alagoas. Quanto à obstrução de Justiça, disse que Collor pediu para devolver valores que já estavam apreendidos.(Reproduzido do G-1)

 

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Alguém tem a solução?

20/08/2017 12:53

Nos países mais organizados, quando as coisas vão mal, usa-se o limão, com seu teor acre, para fazer uma deliciosa limonada. Aqui, quando as coisas não vão bem, consegue-se transformar a saborosa limonada em puro caldo de limão acérrimo.

Por acaso se faz campanha eleitoral sem gastar dinheiro? Não. Nem aqui, nem em lugar nenhum. Mesmo excluindo-se o velho mercado do voto, gasta-se com carro-de-som, com produção de  áudio e vídeo para o Guia Eleitoral no rádio e na televisão. Gasta-se com material gráfico, com transporte e combustível. Enfim, gasta-se com tudo que possa ser usado como propaganda legal.

Então, como fazer campanha sem dinheiro? Condena-se, e não sem razão, o deputado Vicente Cândido, relator da reforma política, por ter incluído no projeto a criação de um fundo de campanha alimentado por recursos públicos. De fato, remanejar de setores vitais – como saúde, educação, segurança, habitação, agricultura – para bancar propaganda eleitoral parece ultrajante, mesmo. E talvez seja. Mas, de onde tirar?

Os que condenam o fundo esquecem que em 2015 o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a norma que permitia a empresas doar para campanhas eleitorais. Ficou facultada a doação por pessoas físicas, limitada a 10 por cento do rendimento no ano anterior ao pleito. Tudo por causa do famigerado caixa dois, isto é, do financiamento feito por baixo do pano, não contabilizado. À época, o ministro Gilmar Mendes advertiu que a decisão proibitiva só estimularia mais ainda o caixa ilegal. Muitos, porém, acusaram Mendes de estar ao lado da bandalheira.

Agora, a pouco mais de um ano das eleições gerais, o tema se impõe com uma indagação: se empresa não pode doar e se não for criado o fundo, quem vai bancar os gastos da campanha?

Criticar, apenas, não vale. A crítica só vale se acompanhada de fórmula plausível para se resolver a equação.

 

VOLTA DO MDB

Originalmente chamado de MDB, o PMDB planeja erradicar o P para resgatar a antiga sigla. A ideia é do presidente nacional, senador Romero Jucá, e tem o apoio da maioria dos filiados.

 

SIGLA DE ORIGEM

O PMDB era MDB e ganhou o P por imposição do regime militar. No início, era só Arena e MDB. Depois, vieram as novas legendas e o regime exigiu que todas tivessem o P e partido.

 

MARINA DE HOJE NÃO É MARINA DE ONTEM

Quando pertencia ao PT, a então senadora Marina Silva, que chegou a ser ministra (do Meio-Ambiente, no governo Lula) não se insurgia contra os grandes partidos. Agora, que tenta ser presidente pela sua pequena Rede, a ex-petista dispara contra a reforma eleitoral por contemplar as grandes legendas.

 

PEQUENAS OBRAS...

Errou feio quem apostou que a urbanização das grotas era um projeto eleitoral. Ao todo, 26 das 76 grotas de Maceió já foram atendidas pelo programa ‘pequenas obras, grandes mudanças’.

 

...GRANDES MUDANÇAS

Tem mais: o governador Renan Filho já bateu o martelo afirmando que todas as grotas serão beneficiadas. Agora, com o apoio das Nações Unidas, que encamparam o projeto social.

 

O PROJETO DE BOLSONARO PARA 2018

O presidenciável Jair Bolsonaro, que visitou Alagoas na semana passada, lidera legiões de descontentes que, cada vez mais descrentes dos ‘políticos convencionais’, apostam em sua passagem ao segundo turno para uma decisão final com Lula. Bolsonaro sabe que, vencedor no primeiro turno, contará com o apoio de todos os derrotados por Lula no primeiro tempo.

 

VOZ DO CHAVISTA

A bobagem de Donald Trump, que ameaçou atacar a Venezuela, ensejou que Lula (que andava cabisbaixo com a crise no país bolivariano) subisse a voz em defesa do ditador Nicolás Maduro.

 

VOZ DO CHAVISTA II

Fã incondicional do chavismo, que levou a Venezuela ao atual estado de guerra civil, Lula só não importou o modelo bolivariano porque, afinal, viu logo que o Brasil não é uma republiqueta.

 

ALMEIDA REJEITA FUNDO DE CAMPANHA

Confiante no capital político que construiu em longo de cinco eleições vitoriosas (vereador, deputado estadual, prefeito duas vezes e deputado federal), Cícero Almeida avisa que o fundo de campanha bilionário, proposto na reforma eleitoral, poderá até ser aprovado no plenário da Câmara, mas jamais com seu voto.

 

AGORA, PODEMOS

Depois de breve estada no PMDB, Almeida acaba de ingressar no Podemos, partido que tem como líder nacional o senador Álvaro Dias, já declarado pré-candidato à presidência da República.

 

COM RENAN I E II

Reforço considerável ao Podemos, é verdade, mas Cícero Almeida avisa aos ‘maus navegantes’: “Sou amigo do senador Renan e do governador Renan Filho, e voto com eles”.

 

ILUMINAÇÃO ESPECIAL DO TJ APOIA AGOSTO-LILÁS

Quem circula à noite pela Praça Deodoro percebe algo diferente: a iluminação violeta na fachada do Tribunal de Justiça. Trata-se de um ato simbólico ao Agosto Lilás, mês em que o Judiciário, cumprindo orientação do CNJ,  prioriza o julgamento de processos onde mulheres figuram como vitimas de violência.

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Um risco muito maior

14/08/2017 12:26

Não são poucas as manifestações no Congresso Nacional defendendo a adoção do parlamentarismo. Seria, como afirmam seus adeptos, uma alternativa ao quadro de crises recorrentes que têm marcado o presidencialismo, no passado, mas também a partir da redemocratização no final da década de 1980.

Crises, vale salientar, que irrompem muitas vezes no cerne do próprio governo, como os processos que culminaram com o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e de Dilma Rousseff no ano passado. Crises, portanto, que brotam no âmago do presidencialismo e se irradiam, com efeitos desastrosos, sobre a economia e, evidentemente, sobre o conjunto da sociedade.

Os defensores do regime parlamentar acreditam que um governante – eleito pelo Congresso – concorreria para evitar crises, dado que poderia ser destituído mediante simples moção de desconfiança votada pelo Parlamento. Mas há uma questão crucial a ser considerada: a cultura dos esquemas, das tramas e das negociatas, tão comuns ao Parlamento brasileiro.

Seria lícito supor que, tal como ocorre nos processos de impeachment, a dinheirama correria frouxa, no parlamentarismo, tanto para eleger o governante, isto é, o primeiro-ministro (já que o presidente atua apenas como chefe de estado). Tanto para eleger quanto para destituir. Exagero? Nenhum. Gasta-se, hoje, uma fortuna por um mandato eletivo. Afinal, o processo eleitoral brasileiro está, não de agora, totalmente monetarizado. Como seria com um candidato rico, milionário, cabalando votos num colégio eleitoral com apenas alguma centenas de votantes?

De modo que a proposta a favor do parlamentarismo requer estudo mais detido e reflexão mais profunda. Antes que se adote um regime que, amanhã, resulte incompatível com a própria história e formação do povo brasileiro, convém saber se o projeto em questão não reflete tão-somente a angústia e inquietação dos que buscam uma saída para o atual regime de crises.

 

DUPLA EM CIMA

As pesquisas de intenção de voto para o Senado, todas elas, mostram sempre Teotonio Vilela em segundo lugar, atrás de Renan Calheiros. Biu de Lira aparece na terceira colocação.

 

HORA DO ADEUS

Kátia Born e seu grupo já estão de malas prontas para deixar o PSB, provavelmente rumo ao PDT. Lembrando que o líder estadual pedetista, Ronaldo Lessa, já comandou o PSB.

 

MORRE O AZULINO MURILO ROCHA MENDES

O ex-deputado federal e ex-secretário da Educação, Murilo Rocha Mendes, faleceu neste domingo, aos 82 anos, e foi sepultado no Parque das Flores. Murilo Mendes era procurador aposentado do Ministério Público Estadual e foi um dos fundadores do PMDB e PDT, tendo atuado como secretário de estado nos governos de Muniz Falcão, Lamenha Filho e Divaldo Suruagy. Ajudou a construir o Rei Pelé e foi dirigente do CSA.

 

MARCA CONHECIDA

Os petistas que arremessaram ovos em João Doria, em Salvador, não atingiram o prefeito paulista. Acertaram em cheio a cara da sociedade, que se sente ultrajada com esse tipo de conduta.

 

MUDANDO O TOM

Devagarzinho, Lula já começa a mudar o discurso. Nos últimos dias, deixa no ar que poderá não ser candidato a presidente, mas apoiará um aliado. “Vão ter que me engolir de todo jeito”, diz.

 

TEREZA COLLOR DE OLHO NAS ELEIÇÕES DE 2018

Após longa pausa no noticiário, Tereza Collor ressurge como possível novidade na política alagoana. Ela tem mantido contato com líderes partidos e revelado o desejo de disputar as próximas eleições. O mandato? Optaria entre o de senadora ou deputada federal. Filha do empresário João Lyra, Tereza era casada com Pedro Collor, já falecido (daí o sobrenome) e foi destaque nacional na década de 1990, quando foi secretária de Turismo de Alagoas, mas recusou convites para ingressar na política.

 

EM ALAGOAS

Lula estará em Alagoas na próxima semana, dando sequência a sua peregrinação por estados do Nordeste. Aqui, cumprirá todo um roteiro preparado pelo comando estadual do PMDB.

 

LESSA E RENAN

O PDT, de Ronaldo Lessa, poderá ser a próxima agremiação a se compor com o governador Renan Filho. Por enquanto, Lessa não se manifesta, mas há sinais de que deverá firmar uma aliança.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA PERDE APOIO

Pelo andar da carruagem, a reforma da Previdência não passará na Câmara. O governo está desgastado, as eleições se aproximam e nem os congressistas fisiológicos estão inclinados a apoiar Temer contrariando a grande maioria do povo brasileiro. Até os partidos do Centrão já avisaram que dessa vez não pretendem marchar com o Palácio do Planalto. Temer, claro, vai insistir.

 

DIA DOS PAIS

O anúncio veiculado pela TV Ponta Verde durante a semana não poderia ser sido mais motivador: “Dê um ‘Previda’ de presente ao seu pai”. O presente sugerido, no caso, é um plano funerário...

 

FURO HISTÓRICO

Em tempos de babaquice, quem sabe a TV Globo não receberá um prêmio internacional por ter cinegrafista da rede folmando a futura PGR, Raquel Dodge, chegando ao Jaburu fora de agenda.

 

 

OS TUCANOS QUEREM VOLTAR AO PLANALTO

Fora do poder central desde a saída de FHC da presidência, o PSDB insiste em proclamar seu ‘direito’ de retornar ao Palácio do Planalto. Com quem? Com José Serra e Aécio Neves praticamente fora do páreo, as atenções se voltam para Geraldo Alckmin e João Doria – governador e prefeito em São Paulo. Problema vai ser convencer um dos dois a ceder a vez.

 

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Primeira Edição © 2011