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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

O dinheiro liberado e as duas faces de uma mesma moeda

19/07/2017 21:31

O estampido do Jornal Nacional: ‘Governo libera milhões para deputados que votaram a favor de Temer na Comissão de Constituição e Justiça’. Outros meios preferiram frases incisivas do tipo ‘governo dá dinheiro a deputados para derrubar denúncia contra Temer’. Mas a intenção foi a mesma: expor o presidente, insinuando que praticou improbidade ao liberar emendas orçamentárias para aliados na Câmara.

O Temer comete seus erros, pisa na bola ao insistir com reformas radicais, mas a liberação de dinheiro de emendas orçamentárias do Parlamento faz parte do jogo. Quem pode, dá o lance e comemora, quem não pode, não oferece nada, e chora.

No Congresso, deputados de oposição esbravejaram e até ameaçaram ir ao Ministério Público contra Temer e contra os ‘colegas favorecidos’. Tudo bobagem ou, numa definição lotérica, choro tardio de quem perdeu um jogo absolutamente legal.

Dessa vez, aliás, a investida contra Temer, com aparência de ‘denúncia séria’, não passou de encenação barata, que sequer deveria ocupar espaço nobre de um telejornal da Globo. Mais, a ‘reportagem’ global, deliberadamente, omitiu que meses atrás, na decolagem do impeachment, Dilma liberou dinheiro de emendas, trocou ministros, distribuiu cargos a rodo, enfim, pintou a manta. E não caiu por buscar maioria, por procurar apoio no Congresso, e sim por crimes de responsabilidade investigados.

Bom, mas vamos à lógica e à matemática: se Temer, neste momento, liberou emendas ‘em excesso’ para deputados aliados – e isso motivou a divulgação estrepitosa – até o final do ano terá de liberar ‘em excesso’, igualmente, para os adversários, já que se trata de orçamento impositivo. Então, cabe perguntar: quando, nos próximos meses, soltar a grana dos petistas e aliados, para cumprir a lei, a TV Globo divulgará com o mesmo alarde, com o mesmo tom ‘indignado’ de agora? Ou nada noticiará para não chamar a atenção dos desmemoriados?

Continuo achando que a Globo não é contra Temer, mas a favor de si própria. Significa dizer: para uma TV que vem sofrendo violenta queda de audiência e cuja referência, mais do que nunca são as novelas, investir em factoides e superestimar eventos com verniz de escândalo é mero esforço de sobrevivência.

Mas como tem um batalhão de repórteres cobrindo a ‘crise’ em Brasília, o comando global poderia, ao menos, acionar esse pessoal para investigar números do Congresso Nacional. Pois soa pobre e apelativo se valer dos dados compilados por uma organização não-governamental e, portanto, extraoficial.

 

PRÓXIMA

Derrubada na CCJ, que aprovou um parecer substitutivo ao que pedia a abertura de processo, a denúncia do (ainda) procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será agora votada no plenário da Câmara, a quem cabe dar a palavra final. Para ser aceita, ela precisará de no mínimo 342 votos, que também é o quórum já estabelecido pelo presidente Rodrigo Maia para votar a matéria.

Nem governo, e muito menos a oposição, tem essa legião de parlamentares.

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Oposição terá candidato em Alagoas - ou vira jogo de um lado só

16/07/2017 17:10

Por melhor quer seja o desempenho de Renan Filho e mais alta sua aprovação (e olhe que o governador já superou todas as expectativas do período eleitoral) o fato é que ninguém deve esperar por uma sucessão com chapa única. Nem mesmo por uma candidatura simbólica, encarnada por simples figurante, como o foi, em 2014, o hoje prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio César.

Não. Renan Filho terá adversário – nenhum, com certeza, que ponha um mandato certo em risco – porque faz parte do jogo. E o jogo tem dois lados – o da situação e o da oposição. Para atingir objetivos secundários, mas de grande importância, como a eleição de senadores, deputados federais e deputados estaduais, a oposição precisará de alguém para atuar como carro-chefe da campanha. Esse é o processo. Uma chapa oposicionista sem candidato a governador estaria fadada a comprometer os demais objetivos do bloco político. Portanto, Renan terá adversário.

E não se deve, por outro lado, achar que a reeleição vai ser um passeio. Eleição é um jogo em que os candidatos parecem, mas não são os grandes protagonistas. Os eleitores é que decidem. Nesse sentido, e até mesmo como advertência, é sempre oportuno lembrar a sucessão alagoana de 2006. Naquele ano, depois de liderar todas as pesquisas de intenção de voto, o industrial João Lyra foi dormir governador e amanheceu derrotado por Teotonio Vilela Filho. Sem direito a segundo turno, para completar.

Evidente que Renan Filho, hoje uma referência nacional, destaque reluzente na desbotada galeria de governadores em crise, realiza um trabalho digno de elogio, bem além do que dele se esperava. Destaque em obras, em ajuste fiscal, em equilíbrio financeiro, em projetos novos, em investimentos na educação, saúde e segurança – e isso a própria oposição reconhece. As críticas, rarefeitas, existem porque, do contrário, já não haveria dois lados.

Mas ninguém deve esquecer a regra fatal: assim como no futebol, o jogo só acaba quando o juiz trilha o apito final, em qualquer eleição só se conhecem os eleitos depois dos votos apurados.

 

CONTRA E A FAVOR

A votação da reforma trabalhista mostrou Renan e Collor do lado dos trabalhadores. Biu de Lira votou com o governo e poderá pagar caro por isso na corrida eleitoral do próximo ano.

 

TROCO DAS CENTRAIS

As centrais sindicais já decidiram que vão afixar faixas e cartazes nas ruas de Maceió e das principais cidades do interior mostrando como cada senador alagoano votou a nova lei trabalhista.

 

ALGUM PETISTA VOTOU CONTRA LULA OU DILMA?

Em tempos de patrulhamento midiático, eis a grande manchete da Folha de S. Paulo: ‘PMDB obriga deputados a votar contra denúncia de Temer no plenário da Câmara’. Ora, e o presidente é de qual partido? Ah! do PMDB? Por que, então, os peemedebistas deveriam votar contra Temer? Por acaso o PT votou contra Lula, no mensalão, ou contra Dilma, no impeachment?

 

DESMORALIZAÇÃO

O Senado foi desmoralizado. Meia dúzia de senadoras tomou os lugares na Mesa e impediu o acesso do presidente Eunício Oliveira. É caso, gravíssimo, para o Conselho de Ética decidir.

 

AINDA BEM...

No Senado, o grande receio era de que, na escuridão, as senadoras que ocuparam a Mesa pudessem, de repete, com medo de alguma represália, transformassem o local numa latrina a céu fechado.

 

JOALDO LANÇA LIVRO SOBRE CRISE DE 1997

O jornalista Joaldo Cavalcante lança nesta 2ª feira o livro ‘17 de julho - a gameleira, as lembranças e a história decidida à bala’. O volume busca reconstituir o episódio que forçou o governador Suruagy a se licenciar do cargo no auge da crise estadual em 1997. Joaldo define a obra como ‘jornalismo de reconstituição’. Lançamento será no Anamá (Ponta Verde) a partir das 19 horas.

 

CÍCERO AMÉLIO

Cícero Almeida está determinado a lutar, em todas as instâncias judiciais, para se manter no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. Sua grande batalha não é no TRF, mas no STJ.

 

CÍCERO ALMEIDA

Outro Cícero, o Almeida, vem trabalhando junto a suas bases com um objetivo: migrar da Câmara Federal para a Assembleia Legislativa. Mas com o olhar voltado para a Prefeitura em 2020.

 

PRECE PELO PADRE MANOEL HENRIQUE

O colunista se integra à corrente de familiares, amigos e católicos em geral que oram pelo pleno restabelecimento do padre Manoel Henrique, um homem de Deus, na incansável e abnegada missão evangelizadora, e um mestre de escol, na cátedra que ocupa com destaque na Escola Superior da Magistratura de Alagoas – Esmal.

 

OLHAR NO VIZINNHO

A criminalidade anda solta em Pernambuco e isso deve deixar a Segurança Pública de Alagoas de alerta. Sempre que acossados por lá, os bandidos fogem e preferem vir para Alagoas.

 

BOM DESEMPENHO

Magistrado jovem, que começou a se destacar na recente gestão de Washington Luiz, o juiz Hélio Pinheiro acaba de ser nomeado para o cargo de ‘juiz auxiliar da presidência’ do TJ-AL.

 

O QUE DEVOLVEU O RESPEITO AO BRASIL

Depois da derrocada econômica gestada pela incompetência de dona Dilma, o mundo passou a respeitar o Brasil – ou, mais especificamente, o governo brasileiro – graças a um gesto de coragem e correção de Michel Temer, que se impôs um rígido controle de despesas ao fazer o Congresso Nacional aprovar a PEC do limite de gastos. Foi o sinal de que o País ia mudar.

 

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Lula pega 9 anos de cadeia, mas ainda pode (por enquanto) disputar presidência da República

12/07/2017 15:01

Antes de mais nada, atenção: a Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de condenados por uma decisão colegiada, ou seja, por mais de um julgador. O ex-presidente Lula acaba de ser condenado em primeira instância por apenas um magistrado, o juiz Sergio Moro. Por isso, ainda não está inelegível. Se, porém, a sentença for confirmada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Curitiba, ele não poderá ser candidato

 

Vamos à notícia do G1:

 

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo que envolve o caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele foi condenado a nove anos e seis meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um ex-presidente é condenado criminalmente. A sentença foi publicada nesta quarta-feira (12) e não determina a prisão imediata de Lula. Na decisão, Moro permite que petista recorra em liberdade.

"[...] Considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente apresentar a sua apelação em liberdade", diz a decisão. Veja a íntegra da decisão de Sérgio Moro.

Por "falta de prova suficiente da materialidade", o juiz absolveu Lula das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial numa transportadora, que teria sido pago pela empresa OAS.

O G1 fez contato com a defesa de Lula e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

"Por fim, registre-se que a presente condenação não traz a este julgador qualquer satisfação pessoal, pelo contrário. É de todo lamentável que um ex-Presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei. Prevalece, enfim, o ditado "não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você (uma adaptação livre de 'be you never so high the law is above you')", escreveu Moro na sentença.

O juiz Sergio Moro negou qualquer “satisfação pessoal” ao condenar Lula. Ao contrário, ele disse ser “lamentável” que um ex-presidente seja condenado criminalmente.

“Prevalece, enfim, o ditado “não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você'”, disse na sentença.

 

 

 

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Marx Beltrão vice de Renan Filho em 2018

07/07/2017 16:13

Pode parecer mera receita de mente especulativa, mas é uma fórmula que poderia ser viabilizada na química eleitoral do próximo ano: o deputado federal Marx Beltrão, atual ministro do Turismo, congelaria por algum tempo seu projeto de concorrer ao Senado e comporia a chapa da reeleição de Renan Filho como seu candidato a vice-governador.

A política é um jogo, às vezes com resultados lotéricos, ou seja, imprevisíveis – e por isso mesmo comporta muitos lances. Claro que o governador Renan Filho, com um trabalho que repercute em todo o País, pode fazer a escolha que mais lhe convier, incluindo, até, a de manter Luciano Barbosa como seu imediato. Mas isso implicaria em prosseguir com uma ‘acumulação de cargo’ um tanto desnecessária, quer do ponto de vista político ou técnico.

Barbosa, como se sabe, é vice-governador e exerce o cargo de secretário estadual da Educação. Ocupa, pois, um cargo que poderia muito bem ser destinado a outro correligionário. Como, no entanto, é um gestor de comprovada experiência na área educacional, poderia permanecer onde está – na Educação – em um provável segundo mandato de Renan Filho.

E é precisamente aí que entraria em cena Marx Beltrão, um político jovem e promissor. Convidado a compor a chapa da sucessão estadual (e caso aceitasse o chamamento) ele deixaria a disputa senatorial menos concorrida, facilitando a reeleição de um correligionário – senador Renan Calheiros – em aliança formal ou informal com o tucano Teotônio Vilela Filho, que de há muito já trabalha para viabilizar seu retorno ao Senado Federal. Seria apenas a reedição de uma aliança entre os dois políticos, já que Téo e Renan já marcharam juntos em muitas batalhas eleitorais.

Evidente que a fórmula aqui exposta exigirá acertos e retoques, mas parece prática e viável. Acomodaria situações, ajustaria o quadro das principais candidaturas peemedebistas e deixaria Luciano Barbosa totalmente concentrado na missão de consolidar a educação como grande premissa para a mudança em Alagoas, que Renan Filho projetou durante a campanha que o conduziu ao governo em 2014.

RECURSOS INCERTOS

Em meio ao rolo compressor da política nacional, está cada vez mais difícil para Rui Palmeira conseguir os empréstimos externos que pretende usar para investir em obras nos bairros de Maceió.

TORNEIRAS SECAS

A crise econômica, turbinada pela crise política, tem exigido do governo federal muito determinação em manter fechadas as torneiras que antes abasteciam os cofres dos municípios.

UM ESCÂNDALO A CADA SEMANA

Para tudo há limite, até para as coincidências. E não parece nada ocasional – mais incidental – o surgimento de uma denúncia ou de uma prisão nova a cada semana, de modo a tornar sempre mais turvo e imprevisível o cenário político nacional, e de modo a alimentar o noticiário contra Temer recheado de escândalos.

DENÚNCIA FATIADA

Nessa linha de raciocínio não passou despercebido que o ainda procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenha decidido fatiar, isto é, desmembrar suas denúncias contra o presidente.

CASO LOURES

Há casos que intrigam, como o do ex-deputado Rocha Loures, cuja prisão eclodiu como um vendaval correndo para cima de Temer. Pois bem, duas semanas depois, Loures foi salto...

HELOÍSA HELENA AINDA NÃO SE DEFINIU

Heloísa Helena começa a aparece bem nas pesquisas de intenção de voto para o Senado. Seus aliados comemoram, mas não existe ainda um roteiro definido para 2018. O certo é que HH estará ao lado de Marina Silva, candidatíssima à presidência da República, mais uma vez. Mas a ex-senadora alagoana não sabe se disputará o mandato em Alagoas, no Rio de Janeiro ou em Brasília.

EFEITO DA CHUVA

A malha viária de Maceió está totalmente destroçada. A buraqueira, agravada pelas chuvas de maio e junho, tem sido mais um fator determinante da lentidão do trânsito na capital.

INVERNO PESADO

Pela primeira vez, desde que assumiu a Prefeitura, Rui Palmeira enfrenta os efeitos de um inverno rigoroso. Note-se que até agora choveu sem raios e trovões. Portanto, é chuva invernosa mesmo.

CALMARIA, QUANDO SETEMBRO VIER...

Muito provavelmente, o barco político brasileiro passar a navegar em mares mais calmos a partir de setembro, com a substituição de Rodrigo Janot por Raquel Dodge na Procuradoria da República. Janot, como se sabe, converteu-se no ‘vazador geral da República’ e sob sua gestão a lei foi insidiosamente afrontada com o repasse seletivo de dados sigilosos para a mídia.

SÓ ESCÂNDALOS

E o foco da mídia não muda. Notícias como o aumento da venda de automóveis zero quilômetro e do superávit primário estão sempre relegadas a quinto plano. O mote são os ‘escândalos’.

MERCADO RESISTE

Aliás, deu-se quase nenhum destaque à geração de empregos em maio, depois do resultado positivo em abril. Ou seja, a economia resiste aos ruídos da mídia e parece ignorar o denuncismo.

 

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O CNJ e a volta de Washington Luiz ao Tribunal de Justiça

30/06/2017 17:57

Há exatamente um ano era afastado da jurisdição, por decisão colegiada do Conselho Nacional de Justiça, o desembargador Washington Luiz. Até então, ao longo de um ano e meio, ele presidia o Tribunal de Justiça de Alagoas com tal eficiência e disposição, que muitos passaram vê-lo como modelo de gestor.

Não há notícia, na crônica do TJ-AL, de um presidente que tenha aproximado tanto o Poder Judiciário alagoano da sociedade. Nos muitos atos e decisões de Washington Luiz, o magistrado sempre prevaleceu sobre o político, tanto que o resultado de seu trabalho – reto e determinado – acabou reconhecido por todos.

A suspensão de Washington, da forma como ocorreu (tanto da presidência como do exercício jurisdicional) surpreendeu até os que, por motivação pessoal, torciam por isso. Certo que o desembargador emergiu como político, projetou-se como tal – antes da magistratura – e isso lhe rendeu despeito e ciumeira. Faz parte do jogo. Mas a formação política nunca comprometeu sua serenidade e correção, jamais lhe afetou o exercício judicante. E o fato é que o político foi exposto para atingir o magistrado.

Na evolução do caso, um registro infeliz: em seu roteiro de caça às bruxas, a TV Globo expôs Washington numa daquelas matérias feitas por meio de pauta e com prévia orientação condenatória. Qualquer jornalista sabe como esse tipo de roteiro funciona.

O afastamento do desembargador foi um ato de violência. Ao sabê-lo, asseverou o advogado Fábio Ferrário: "Acredito que o afastamento é desnecessário porque Washington Luiz vinha contribuindo para as investigações. Em nenhum momento, tentou obstruir ou fazer algo do tipo”. Mais objetivo, conclusivo na ocasião, disse Ferrário: “As provas analisadas pelos membros do CNJ são de ouvir dizer e até o momento não há nada de concreto contra o desembargador”. Contudo, a suspensão foi aplicada.

É possível, provável mesmo, que Washington Luiz esteja pagando o preço de sua formação política. Muitos o viam como futuro aspirante a um cargo eletivo após sua brilhante e afirmativa passagem pelo Judiciário. E o fato é que, entre os que o admiravam e aplaudiam, havia também os que torciam por um acidente de percurso capaz de lhe interromper a trajetória.

Claro que todo advogado faz de tudo pelo cliente, mas não se muda a verdade dos autos. E Fábio Ferrário, com a simplicidade de um mestre do Direito, não construiu uma tese de inocência, apenas realçou uma constatação concludente: no processo inexistem provas para condenar Washington Luiz. Com tal premissa, espera-se que o CNJ, após dispor de tanto tempo para avaliar os autos, reveja sua decisão preliminar e mande reintegrar o desembargador no cargo que lhe é direito.

 

MEMÓRIA FRACA

Fernando Henrique Cardoso tem pregado abertamente a renúncia de Temer. Beirando os 90, FHC esquece que foi pesadamente acusado de ter ‘comprado’ a reeleição presidencial de 1998.

 

LULA PREOCUPA

Os petistas torcem pela queda de Temer – uma vingança pela derrubada de Dilma – mas têm sido contidos pela perspectiva de condenação de Lula. A sorte do capo está nas mãos de Moro.

 

UMA POSSÍVEL SITUAÇÃO INUSITADA NO BRASIL

Se Temer não se segurar, o Brasil poderá ter quatro presidentes no espaço de um mandato: Dilma, Temer, o sucessor de Temer (que seria escolhido em eleição indireta no Congresso) e o futuro mandatário a ser eleito nas eleições gerais do próximo ano (com posse marcada para primeiro de janeiro de 2019).

 

SANTORO PREOCUPADO

Após a concessão de reajuste salarial aos servidores, o secretário George Santoro tem emitido sinais de preocupação com a receita e a capacidade de o Estado honrar a folha do funcionalismo.

 

RENAN CAUTELOSO

Diante da instabilidade financeira, Renan Filho prefere evitar mais gastos com pessoal. Daí sua decisão de não reajustar o próprio subsídio para não produzir efeito cascata setorizado.

 

PARTIDO DE LEVY QUER MAIS ESPAÇO EM 2018

O PRTB se organiza para disputar as eleições de 2018 com ‘chapa completa’ para deputado federal, em Alagoas. Mas tem gente desconfiada, com razão, diante da perseguição que o partido de Levy Fidelix impôs ao ex-prefeito Cícero Almeida, querendo a todo custo tomar-lhe o mandato de deputado federal, depois de sua saída para o PMDB. A legenda de Levy é problemática.

 

PLANALTO MUDO

Pobre de Délis Ortiz, escalada para cobrir o Palácio do Planalto. Sem se manifestar, Temer simplesmente esqueceu a Rede Globo, e quando quer se comunicar com a nação, usa cadeia nacional.

 

A GRANDE FONTE

Além de não contar mais com ‘as fontes do Planalto’, o jornalismo da Rede Globo vai perder sua fonte maior: a Procuradoria Geral da República, com a saída de Janot.

 

POLÍTICA CRIMINAL RENDE AUDIÊNCIA

A Globo, vale anotar, não está ‘conspirando’ para derrubar Temer. A Globo constatou um avanço da audiência de seus telejornais e isso traçou seu novo rumo: mastigar o noticiário político-policial sem dó nem piedade. Não é ‘contra Temer’, o problema é que Temer virou o centro do redemoinho.

 

EFEITO DE AUDITORIA

Como resultado da auditoria feita pela Fundação Getúlio Vargas na folha de pessoal, a Assembleia Legislativa já definiu um novo recadastramento para superar possíveis inconsistências.

 

RUI SE ORIENTA

Rui Palmeira está querendo dar ‘uma geral’ no comércio do Parque Rio Branco, no Centro. No rastro de sucessivas matérias do PE abordando a bagunça naquela área de biscateiros.

 

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Primeira Edição © 2011