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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Três nomes com chances de vitória na sucessão de Maceió

17/03/2020 15:49

Numa eleição com segundo turno, o que já é admitido pelos protagonistas da disputa e pelos analistas políticos, inevitável que os partidos mais estruturados participem do processo lançando candidaturas próprias, ainda que alguns prefiram recorrer ao instituto da coligação, que continua válido no pleito majoritário.

Sabendo que haverá uma disputa final confrontando os dois postulantes mais votados, os líderes partidários aproveitarão a campanha do primeiro turno para se aproximar dos eleitores, para divulgar propostas e projetos e, principalmente, para respaldar a campanha de seus candidatos à Câmara Municipal.

Os concorrentes chamados de ‘secundários’ ou ‘coadjuvantes’ também sabem que ganharão importância na campanha do segundo turno, valendo-se, sempre, do pressuposto de que seus eleitores marcharão com o finalista a quem declarar apoio.

Por trás das adesões, que parecerão espontâneas e programáticas, haverá acertos prévios de bastidores, com promessa de participação na equipe de governo e até com articulações para facilitar o acesso de suplentes à Câmara de Vereadores, com a convocação de eleitos para compor o elenco administrativo.

Afora essas variantes, que devem ser vistas com naturalidade em todo pleito municipal, o que parece visível demais, posto no tabuleiro da sucessão em Maceió, é uma disputa pra valer reunindo três nomes: Alfredo Gaspar, João Henrique Caldas, o JHC, e Ronaldo Lessa. Três opções fortes confrontando um ex-governador que já foi prefeito da capital, um ex-procurador de Justiça que já foi secretário de Segurança Pública, e um deputado federal que, em 2016, esteve perto, muito perto de ir para o segundo turno com o prefeito reeleito Rui Palmeira.

Em tese, a vantagem de Alfredo Gaspar parece óbvia, dado o apoio dos blocos políticos do governador Renan Filho e do prefeito Rui Palmeira, mas eleição não é uma operação matemática antecipada. É um jogo, dinâmico e muitas vezes surpreendente, que tem de ser jogado com total empenho. Ganha quem for mais convincente perante a maioria do eleitorado.

 

CABRAL, O VICIADO EM GRANA, DENUNCIA LULA

Condenado à passar a eternidade em cana, o viciado em grana Sérgio Cabral, em nova delação recompensada, revelou graves esquemas de propinas repassadas para Lula. Bom, se apresentar uma prova material (foto, vídeo, recibo) terá direito ao seu prêmio. Se não, só vai fortalecer a tese de inocência do petista.

 

 ‘JANELA’, O VELHO JEITINHO BRASILEIRO

Até o dia sete de maio, a chamada ‘janela’ partidária estará aberta. É o mecanismo que o Congresso Nacional concebeu para, mandando a fidelidade partidária para o espaço, permitir o troca-troca de partido sem nenhum tipo de punição. O Congresso aprovou a fidelidade dos políticos, mas também criou uma variante: “Nesses dois meses, vocês podem ser infiéis”...

 

RUI PODE INGRESSAR NO DEM, DO AMIGO NONÔ

Rui Palmeira ainda não decidiu sua nova filiação, mas, desde que se desligou do PSDB, foi posto diante de uma opção mais do que consentânea: ingressar no DEM, que já foi PFL. Indo para o Democratas, o prefeito maceioense se unirá ao seu secretário de Saúde, o ex-deputado federal Thomaz Nonô, que preside a legenda, historicamente, aqui em Alagoas.

 

ALIADOS QUEREM NONÔ NA CÂMARA DE MACEIÓ

E por falar em Nonô (que também já foi secretário estadual da Fazenda) o que não falta é aliado e correligionário propondo que ele se candidate a vereador na capital, mandato que ele nunca exerceu. Para tanto, o herdeiro político do ex-deputado Aloísio Nonô teria de deixar a Secretaria de Saúde em abril.

 

A REVELAÇÃO DE UM MESTRE DIVERSIONISTA

Bolsonaro está se revelando um mestre do diversionismo. Sempre que está sob o foto crítico da mídia, ele surge com uma variante temática, causando polêmica. Agora mesmo, com o baque das bolsas, a subida do dólar e o avanço do coronavírus, o presidente desviou as atenções com nova denúncia de fraude no primeiro turno da eleição presidencial de 2018.

 

DÓLAR ALTO ARMA BOMBA NA ECONOMIA

A disparada do dólar (mesmo antes da crise do petróleo e do coronavírus), estimulada pelo ministro Paulo Guedes, pode até melhorar o desempenho das exportações brasileiras. Mas terá um efeito devastador puxando a inflação para cima, ao atingir os preços, por exemplo, de toda a cadeia de produtos derivados do trigo, dos insumos de medicamentos e de componentes importados do setor automotivo.

 

FHC NÃO FAZ MAIS O JOGO DA MÍDIA

Conciliador como sempre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o momento é de se buscar a pacificação no país. Ele próprio dá o exemplo nesse sentido: já não faz mais o jogo da mídia que, nos primeiros meses do novo governo, o procurava em busca de críticas pessoais e institucionais a Jair Bolsonaro.

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Washington Luiz, Alagoas e programa Moradia Legal

12/03/2020 17:19

 

Lançado há 15 anos, o Moradia Legal alcançou, em novembro último, a incrível marca de 40 mil escrituras distribuídas, sem qualquer ônus, a famílias carentes de Alagoas.

O programa foi trazido pelo desembargador Washington Luiz, em 2005, quando o magistrado exercia o cargo de corregedor-geral da Justiça estadual. E decolou, vitorioso, como parceria dinâmica reunindo o Poder Judiciário, a Associação dos Notários e Registradores (ANOREG) e as Prefeituras alagoanas.

Conhecedor da realidade social do Estado, com experiência de quem atuou como integrante do Ministério Público (promotor), do Legislativo (deputado) e do Judiciário (magistrado), Washington pensou nos mais humildes quando trouxe esse que é o maior programa de regularização fundiária da história de Alagoas.

Ao longo desses últimos 15 anos, a presidência do Tribunal de Justiça, exercida por oito desembargadores, incluindo o próprio Washington Luiz, prestou impagável serviço legalizando, com registro cartorial, 40 mil imóveis residenciais, cujos proprietários, hoje, podem dizer e provar que são donos de suas casas.

O sentido de abrangência foi o que mais comoveu Washington Luiz ao viabilizar a vinda do Moradia Legal. Não seria um programa exclusivo para moradores da capital ou da Grande Maceió, mas voltado para todos os municípios, não importando seu tamanho ou localização. A adesão é franqueada a todos.

Desembargadores, juízes, autoridades do Ministério Público, políticos, empresários, gente do povo – participaram das sucessivas solenidades de distribuição de escrituras. Na reunião que marcou a entrega 40º registro, o atual presidente do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan, resumiu o que significa o Moradia Legal sob a ótica dos magistrados em geral: “Esse é um programa que faz bem às pessoas, que combate a sensação de desamparo”.

Mesmo não sendo matéria de origem do Executivo ou do Legislativo, o Moradia Legal virou um projeto de estado, permanente, porque, como concebeu Washington Luiz, sempre haverá famílias carentes precisando do olhar amigo da Justiça.

 

TUTMÉS AIRAN: “VENCENDO RISCOS DO DESEMPARO”

Por sua relevância social, o Moradia Legal foi destaque em sessão especial da Assembleia Legislativa. Da tribuna, disse o desembargador Tutmés Airan: “São mais de 200 mil pessoas beneficiadas, isso é quase a população de Arapiraca. A entrega do título de propriedade tem uma importância muito grande na vida das pessoas. Elas passam a ter a certeza de terem vencido os riscos do desamparo”.

 

WASHINGTON LUIZ: “DONOS DE FATO E DE DIREITO”

Por sua vez, o desembargador Washington Luiz, no plenário em que atuou como deputado e líder de bancada, sintetizou elogiando a adesão dos prefeitos alagoanos: “Com as escrituras, as pessoas passam a ser, de fato e de direito, donas de seus imóveis e isso nos enche de alegria. O Moradia Legal é um grande sucesso e já virou referência em outros estados”.

 

RISCO DE CRISE ENTRE OS PODERES

A relação entre governo e Congresso precisa de equilíbrio. Sem harmonia entre as instituições, perde o País, perde a sociedade. Bolsonaro não pode ignorar o Parlamento, assim como o Congresso não pode decidir à margem do Executivo. Quando isso acontece, sabe-se como a crise começa e como termina...

 

LUTANDO TENTANDO RECOMPOR IMAGEM

Enquanto o PT, por aqui, segue sem projeto eleitoral definido para este ano (não sabe com quem se alia), Lula peregrina pelo exterior num esforço para recompor a imagem. Após audiência com o papa Francisco, no Vaticano, provocou encontros com os ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e François Hollande

 

PIB CRESCE E O ROMBO ORÇAMENTÁRIO, DIMINUI

Não foi um crescimento robusto, mas o avanço de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) conforme anunciado pelo IBGE, tem sabor de vitória por uma razão de peso: o crescimento se deu sem gastos do governo, sobretudo, em infraestrutura. Ou seria melhor o PIB crescer mais, e o rombo do governo, também? Conclusão: governo conduzindo o País pelo caminho certo.

 

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Cada estado tem seu herói; o Ceará tem o (El) Cid da escavadeira

05/03/2020 14:51

O Carnaval empanou um pouco, mas foi muito grave, gravíssimo, o episódio envolvendo Cid Gomes, na cidade cearense de Sobral. Antes de ser atingido por alguns tiros, o senador do PDT assumiu o comando de uma retroescavadeira e, após uma ameaça transmitida por alto-falante, partiu com a máquina em direção a um bloqueio armado por policiais militares, numa insana tentativa de invadir o batalhão da PM local.

Foi uma cena cinematográfica, mas típica de uma história do velho cangaço nordestino. Um senador, ex-governador do Estado, assume o volante de uma poderosa máquina de escavação, dá um ultimato a militares rebelados, com aviso de tempo se esgotando e, como um desvairado, avança no meio da multidão, provocando correrias, pânico e disparos, dois dos quais o atingiram.

Alguns dias antes, o ambiente político em Brasília já ficara tenso e agitado depois que o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, soltara uma inconfidência cujo vazamento causou efeito explosivo: “o governo de Bolsonaro está sendo chantageado por congressistas”. Não se culpe Heleno, que nem político é. O problema é que o chefe fala demais e contagia os auxiliares. O Paulo Guedes (Economia) disse duas heresias num espaço de oito dias: chamou servidores públicos de ‘parasitas’ e criticou a viagem de domésticas a Disney.

O comentário do general Heleno, carregado de TNT, tinha tudo para gerar uma crise dos diabos entre a Presidência e o Parlamento, mas Rodrigo Maia não tem, nesse momento, motivo para infernizar a vida de Bolsonaro, do mesmo modo que o presidente não tem razão para se queixar do deputado carioca.

Mas o ambiente carnavalesco também ajudou a desarmar a bomba, embora com menos potência do que o desequilíbrio de Cid Gomes no Ceará. Aliás, a frustrada invasão do quartel, potencializada no noticiário das TVs, fez o país mergulhar na incredulidade. Ainda mais quando o também ex-governador Ciro Gomes, irmão do senador tresloucado, culpou Bolsonaro pelo episódio grotesco. Afinal – todos se perguntam – como um cara desse se elege? Ou, como o povo cearense vota nessa gente?

Agora, já pensou um Ciro ou um Cid, enfim, um Gomes desses na presidência da República?1...

 

RENAN REAGE A BOLSONARO NAS REDES SOCIAIS

Tão logo informado de que Bolsonaro compartilhara nas redes sociais um vídeo sobre o protesto convocado para o próximo dia 15, Renan Calheiros reagiu de pronto, pelo Twitter: “Caíram todos os disfarces, a cara medonha do monstro está exposta. Bolsonaro quer fazer seu próprio incêndio do Reichstag", escreveu o senador referindo-se ao episódio nazista na Alemanha.

 

MAIS EMPREGOS DIRETOS EM ALAGOAS

O mercado de trabalho alagoano vai absorver mais 250 trabalhadores. É que a tradicional indústria alimentícia Pajuçara, famosa pela produção de massas da melhor qualidade, acaba de anunciar a implantação de uma nova unidade, com transferência de suas operações para a cidade do Pilar. O novo negócio vai exigir investimento de R$ 25 milhões.

 

ALFREDO GASPAR PERTINHO DA GRANDE DISPUTA

O agora ex-procurador Alfredo Gaspar disputará a Prefeitura de Maceió. E a Coluna já previu: se for eleito, o ex-chefe do Ministério Público terá apoio do governador Renan Filho para se transformar num dos maiores gestores da história da capital alagoana. Valendo salientar que a marca principal de Alfredo Gaspar é o trato da coisa pública com austeridade.

 

TÉO VILELA SERIA A SOLUÇÃO DO PSDB NESTE ANO

O prefeito Rui Palmeira tem um argumento definitivo para justificar sua saída do PSDB: como, o partido que detém a Prefeitura há oito anos, pode se ausentar da disputa direita de sua sucessão, para apoiar um nome de outro partido? Já os aliados tucanos acham que o impasse poderia ser contornado se o ex-governador Téo Vilela decidisse concorrer ao cargo que não conquistou na sucessão municipal de 1992

 

PARCERIA DO TJ-AL VIABILIZA MESTRADO

Ponto para o presidente Tutmés Airan. Em parceria com o Centro Universitário Tiradentes (Unit), o Judiciário Alagoano acaba de lançar o edital do curso de mestrado em Direitos Humanos. A capacitação oferece dez vagas para magistrados, cinco para servidores e outras cinco para o público em geral.

 

VIADUTO ESTARÁ PRONTO AINDA NESTE SEMESTRE

Uma das maiores obras viárias de Alagoas, o Viaduto da Polícia Rodoviária Federal (no entroncamento que dá acesso à Ufal e ao Aeroporto Zumbi dos Palmares), é uma das marcas do governo de Renan Filho. Executado com R$ 77,5 milhões liberados pelo governo federal, o Viaduto da PRF está com 60% dos serviços concluídos e deverá ser inaugurado até o final deste semestre.

 

PREVISÃO DO TEMPO AINDA É FALHA

A previsão do tempo anunciada diariamente pelo nosso Serviço de Meteorologia ainda deixa a desejar. Lembra da trovada da quinta-feira, antes do Carnaval? A mídia noticiou ressaltando que ‘o maceioense foi surpreendido’ pela forte chuva. Ora, como surpreendido? E a previsão meteorológica?

 

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O presidente bem que poderia se impor uma leve 'correção postural'

18/02/2020 14:01

O presidente Jair Bolsonaro tem e alimenta um defeito crônico: o de falar sem pensar. Diz o que lhe vem à mente e só depois se dá conta de que falou o que não devia. São tantas as reconsiderações que uma das expressões mais usuais da mídia atualmente é ‘Bolsonaro recua e’... Poderia ser açodamento, erro no improviso, descuido, dificuldade de contato com jornalistas, mas não é. O presidente é que parece gostar do que diz e como de diz.

Ultimamente, ele até ensaiou mudança de postura. Durante um contato com repórteres à saída do Alvorada anunciou ruptura. Disse que a imprensa só quer saber de massacrá-lo, distorce o que ele fala, retira frases do contexto para criticá-lo, e que, por isso, decidiu não falar mais aos emissários da mídia. Três dias depois, de novo à saída do Palácio da Alvorada, lá estava o presidente tentando se desvencilhar dos cutucões dos repórteres.

Poderia não ser assim, se o Capitão percebesse o óbvio: os repórteres o procuram para cumprir pautas de seus editores que, por seu turno, excutam a orientação das empresas. E o fato público e notório é que, nesse momento, nenhum veículo da imprensa nacional está interessado em noticiar as coisas boas do governo. A ordem é pintar o cenário com tinta chumbo, carregada. Quando sai um resultado positivo, ligado ao governo, noticia-se, sim, porém com um ‘mas’ no título... A adversativa anula o conteúdo válido. Exemplo: “Desemprego cai, mas ainda existem 11 milhões sem trabalho”. Tão fácil perceber isso...

Ora, a ‘grande mídia’ perdeu bilhões de reais com Bolsonaro no governo. Só o Grupo Globo embolsava meio bilhão por ano, na era petista. Comparando, os gastos atuais com propaganda são irrisórios. Então, querem que a imprensa reaja como?

Caberia, pois, ao presidente mudar sua ‘estratégia’: nada de bate-papo (ou bate-boca) com repórteres instruídos para provocá-lo, embaraçá-lo e até para distorcer o sentido de suas palavras. Assim fazendo, a fala presidencial que a mídia viesse a reproduzir não passaria de ficção. Os repórteres não buscam conversa. Querem qualquer coisa que possa expor o presidente e diminuir o governo. Só assim acham que Bolsonaro sentirá o ‘peso’ dos veículos.

 

JORNALISMO POLICIAL NAS DÉCADAS DE 70/80

Não existiu ‘jornalismo romântico’, na década de 1980, quando Jeferson Morais começou a atuar no batente. Não aqui, em Alagoas. Pelo contrário: o Jornal de Alagoas denunciou todo tipo de violência – grupos de extermínio, esquadrão da morte, queimas de arquivo – e travou verdadeira guerra com a Segurança Pública, à época comandada pelo empedernido coronel Amaral.

 

CONFRONTO DO JÁ COM A SEGURANÇA PÚBLICA

Foram anos literalmente de chumbo. Assassinaram o jornalista Tobias Granja com um tiro na nuca em plena Rua das Árvores. O repórter fotográfico Jacaré (irmão do folclórico Demétrius) foi preso por seguir o camburão da Polícia numa operação em que se tentou proibir cobertura jornalística. A guerra declarada entre o lendário Cabo Henrique e os irmãos Ernesto e Paulo Calheiros encharcava de sangue as páginas policiais do velho JA.

 

DOIS ‘FUROS’ ANTOLÓGICOS MARCARAM ÉPOCA

O Jornal de Alagoas, que editei durante 15 anos (de 1978 a 1993) liderou a cobertura policial na violenta década de 80. Noticiamos com exclusividade a morte de Ernesto Calheiros (morto a tiros pelo Cabo Henrique na Av. Siqueira Campos), e demos em primeira mão, também, a execução do prefeito de Santana do Ipanema, Adeildo Nepomuceno, líder político regional. Dois ‘furos históricos’. Não era romantismo, era bala, mesmo!

 

SEM BARULHO, O DESEMPENHO DO SENADOR RENAN

A longevidade congressual e a glória dos altos postos ocupados no Congresso da República em nada arrefeceram o ânimo de Renan Calheiros. Estudo do site Metrópoles mostra que o senador do MDB alagoano foi o campeão em produtividade na Casa, com aprovação de 21% dos projetos apresentados (14 ao todo). Para se ter uma ideia do que isso representa, Fernando Collor obteve produção zero, segundo o levantamento do Metrópoles.

 

EFEITO VIRAL DO ENSINO SUPERIOR À DISTÂNCIA

O ensino à distância, a coqueluche do momento, chegou ao mercado universitário e está abalando as estruturas do tradicional ensino presencial. O custo é infinitamente inferior, o que tem ‘aspirado’, para esses cursos online, alunos de faculdades com nome e história. É um dos efeitos revolucionários da internet agitando a educação superior.

 

PRESIDENTES DOS TJs VÃO SE REUNIR EM MACEIÓ

No período de 19 a 21 de março vindouro, Maceió vai sediar o 120º Encontro do Conselho dos Tribunais de Justiça. Trata-se de um grandioso evento irá reunir os presidentes de todas as cortes de Justiça do Brasil para troca de experiências e discussão de fórmulas que possam melhorar o desempenho do Judiciário.

 

DENÚNCIA ATINGE SENADOR CIRO NOGUEIRA

A Procuradoria-Geral da República acaba de apresentar denúncia contra o senador Ciro Nogueira no Supremo Tribunal Federal. É mais uma bomba no cenário político nacional. O piauiense Nogueira preside o PP (partido de Benedito e Artur Lira) e é acusado de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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O verdadeiro concorrente do presidente Bolsonaro

05/02/2020 14:24

 

Ao final do primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro, ficou muito claro, cristalino, que a grande liderança brasileira da atualidade chama-se Sérgio Moro. O ministro da Justiça conquista

as pessoas pelo que diz – e tudo que diz procede de reflexões, do conhecimento de causa e de convicções – mas, sobretudo, pelo que faz. Por isso todas as pesquisas divulgadas ao longo de 2019 mostraram Moro com mais de 75% de aprovação popular.

Isso significa que não é Lula, nem qualquer de seus postes, não é o buslesco Ciro Gomes ou mesmo uma eventual ‘liderança emergente’, como João Doria, que faz sombra a Bolsonaro – um presidente irrequieto, boquirroto, que já nos primeiros meses do mandato começou a falar em..., isso, em reeleição.

Bolsonaro até seria uma opção viável para a sucessão de 2022, não fossem as confusões que ele se habituou a fazer e as medidas que, como presidente tem adotado de forma açodada e precipitada, obrigando-se, o tempo todo, a recuar disso e daquilo. Não fossem, também, as posições que assumem em defesa dos filhos, a exemplo de manutenção da figura do ‘juiz de garantias’ no projeto anticrime de Moro – algo que contraria frontalmente a opinião pública, mas atende ao interesse pessoal de Flávio Bolsonaro, o senador acusado da tal ‘rachadinha’ nos tempos em que era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Tudo isso é fato e serve justa e precisamente para polir e dimensionar a figura de Sérgio Moro. O presidente sente isso e logo se dará conta de que vai precisar ‘se livrar’ de seu ministro mais importante, única condição previsível para tocar adiante seu projeto – um desafio – de repetir o mandato presidencial.

Como fazê-lo? No final do ano que se inicia um novo ministro terá que ser escolhido para suceder Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. Será uma ótima chance de emplacar Moro na Suprema Corte, tirando-o de vez de seu caminho rumo à reeleição. Apesar das conhecidas objeções, o Senado deverá sancionar a escolha do ex-juiz da Lava-Jato. Outro ministro do STF, Celso de Mello, será substituído em julho de 2021.

Será mais uma vaga para um ministro contrário ao trio Gilmar-Lewandowski-Tóffoli, mais previsível reforço para a Lava-Jato.

 

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Primeira Edição © 2011