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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Aliança com Centrão decreta volta da velha política

29/05/2020 10:55

Um dos traços do presidente Jair Bolsonaro é a resistência. Mesmo sob pressão, o Capitão não costuma mudar de posição facilmente. Bolsonaro não é o que se pode chamar de uma pessoa resiliente. Não, Bolsonaro defende com unhas e dentes suas posições, muitas vezes, não importando se elas colidem com a razão e a lógica ou, até mesmo, com diagnósticos da ciência, como tem ocorrido nessa atribulada passagem da pandemia.

Por isso, chamou tanto a atenção, a mudança de postura do presidente em relação aos políticos do Centrão, um grupo formado por cerca de 200 deputados que, ao longo da história, cumprem papel de destaque, no Congresso, não por práticas heroicas, mas pelo exercício constante do que ficou conhecido como a política do toma lá, dá cá’. Trata-se de um segmento que abriga inúmeros políticos (com e sem mandatos) processados e condenados por corrupção, a exemplo de Valdemar Costa Neto, um dos ‘expoentes’ do escândalo do mensalão.

A aliança com o Centrão, selada assim ‘sem mais nem menos’, subtrai ao presidente uma das principais peça de seu discurso de renovação, dado que na campanha presidencial ele jurou deixar para trás o que chamou de ‘velha política’, ou seja, a prática recorrente de oferta de cargos em troca de apoio político.

E vai pesar, em avaliações futuras, por se tratar de uma mudança de posição determinada não pela necessidade premente de apoio à governabilidade, mas pela luta em defesa do próprio mandato, cada dia mais ameaçado pelo surgimento de mais e mais pedidos de abertura de um processo de impeachment.

Ao resgatar o ‘toma lá, dá cá’, Bolsonaro abre mão de seu traço diferencial, abandona o discurso em defesa do ‘novo’ e coloca sua sustentação política – aí incluindo o próprio mandato – nas mãos de políticos que, na campanha presidencial, foram usados exatamente como exemplos que jamais deveriam ser seguidos.

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Pandemia mata, mas, quantos estão se salvando?

20/05/2020 11:37

Até aqui, a mídia, os especialistas, os críticos, todos têm se limitado a avaliar quantas mortes e quantos casos de contágio da covid-19 já foram contabilizados em Alagoas e no Brasil. Trata-se de uma visão estatística oportuna e correta, mas incompleta. Urge também questionar quantos deixaram de morrer e quantos evitaram contaminação por coronavírus desde o inicio do surto.

No Brasil, são quase 15 mil óbitos e perto de 200 mil infectados. Um número assustador, considerando que, ao contrário do que afirma o presidente Bolsonaro, a covid-19 não é uma gripezinha, mas uma terrivelmente agressiva infecção respiratória, que só a define com precisão quem vai para a UTI, passa dias entubado e, muitas vezes por milagre, consegue escapar.

Mas outro dado estatístico deveria mexer com a mente das pessoas – das autoridades, principalmente: não fossem as medidas de isolamento social e, mais recentemente, o uso obrigatório de máscaras de proteção, que estágio a pandemia já teria atingido?

Deve-se considerar, no caso do Brasil, a concentração demográfica no entorno dos grandes centros urbanos, as favelas, os conjuntos populares. Em Alagoas, acrescente-se quase 80 grotas. Sem o isolamento social, claro, a transmissão do coronavírus já teria colocado o País na liderança mundial da epidemia, ao lado dos Estados Unidos.

Não há dados precisos, mas dá para imaginar que, sem as ações de isolamento, o número de mortos seria o dobro do atual e muito mais do dobro o universo de brasileiros infectados.

Mesmo porque, havendo uma ‘explosão’ de casos do coronavírus, a estatística mortal evoluirá de forma assombrosa, com a saturação da rede hospitalar e, por conseguinte, com a incapacidade de atendimento para todos os contaminados.

Em Alagoas, o governador Renan Filho age com prudência, alinhado ao prefeito Rui Palmeira, priorizando o isolamento. Sem essa diretriz, a pandemia aqui já teria avançado para um número muito mais expressivo de mortos e infectados.

 

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O baluarte que ajudou a libertar Alagoas do atraso

12/05/2020 12:27

 

GUILHERME PALMEIRA, UM BALUARTE

Guilherme Palmeira entra para a história como um baluarte. Em parceria de irmãos com Divaldo Suruagy, consolidou Alagoas como um polo turístico regional. Deixa como legado a virtude de um político íntegro, franco e objetivo, avesso a promoções pessoais. Um exemplo, infelizmente, seguido por poucos.

 

GP, SURUAGY, CORDEIRO E MINHA NOMEAÇÃO

Devia-lhe uma: foi o mentor de minha nomeação para o cargo de delegado do Ministério do Trabalho em Alagoas. Uma indicação do deputado federal Albérico Cordeiro referendada por Suruagy. Passei seis meses no comando da DRT/AL (de julho a dezembro de 1994) até assumir a Secretaria de Comunicação do Estado.

 

QUASEX, QUASE VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A exemplo de Suruagy, por pouco não chegou ao posto de vice-presidente da República. Seria o companheiro de chapa de Fernando Henrique Cardoso, mas houve um contratempo, e ele, Guilherme, abriu mão da disputa, sendo substituído pelo colega Pernambuco Marco Maciel. Suruagy não se tornou vice-presidente devido à ingerência de Paulo Maluf. Longa história...

 

PREFEITO DE MACEIÓ APÓS EMBATE COM RENAN

Em sua trajetória política, um passo pouco compreendido: em 1988, Guilherme, com dois anos de Senado a cumprir, deixou o Congresso e se elegeu prefeito de Maceió, numa disputa acirrada com Renan Calheiros. Dois anos depois, renunciou à Prefeitura e, mais uma vez, se elegeu senador.

 

ELEITOR DE TANCREDO, PRESIDENTE DO PFL

Guilherme marchou com a Frente Liberal, bloco político que rompeu com o PDS e consolidou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, episódio que marcou o fim do regime militar. Reconhecido como líder nacional, assumiu a presidência do PFL. Em 1986, senador e sem apetite eleitoral, disputou o perdeu o governo alagoano para Fernando Collor.

 

LANÇOU FERNANDO COLLOR NA POLÍTICA

Eleito (indiretamente pela Assembleia Legislativa) governador de Alagoas, em 1978, graças à influência de Suruagy junto ao presidente Ernesto Geisel, Guilherme Palmeira foi responsável pelo ingresso de Fernando Collor na política, nomeando-o prefeito de Maceió, por sugestão do amigo Suruagy.

 

RUI, O HERDEIRO COM MAIS RESPONSABILIDADE

A morte de Guilherme aumenta a responsabilidade do filho e herdeiro político Rui Palmeira. GP foi secretário de Estado, deputado estadual, governador, senador e ministro do Tribunal de Contas da União. Rui, deputado estadual, deputado federal e prefeito de Maceió. Tem um longo caminho pela frente, agora com ‘luz própria’, sem a influência do velho Guilherme.

 

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A fórmula de Paulo Guedes para turbinar a economia

04/05/2020 19:11

 

Sem manjar patavinas de economia, como ele próprio vive a repetir, Jair Bolsonaro escolheu Paulo Guedes para formular seu programa econômico durante a campanha presidencial. A vitória nas urnas não apenas fez de Bolsonaro presidente, como consagrou a visão programática do formulador. Guedes passou a ser visto como um ‘gênio’, candidato a Nobel de Economia...

A melhoria dos indicadores econômicos, já no início do atual governo – avanço natural de um País que vinha emergindo dos porões recessivos – vendeu a impressão de que as ideias de Guedes eram de fato, revolucionárias, de eficácia inquestionável. Essa foi, inclusive, o entendimento inicial do colunista.

Com o passar dos meses, os passos de Guedes e suas ações no governo revelariam outra realidade: o plano econômico do governo se apoia, basicamente, no corte de gastos. Resultado: não tem recursos para investimento, para retomar obras inacabadas, para sequer tocar programas como o Minha Casa Minha Vida.

O ministro Paulo Guedes, aos poucos, revelou-se um defensor ardoroso da criação de impostos. Sua obsessão, até aqui rejeitada por Bolsonaro, mas que deve ganhar força quando o governo exibir o laudo financeiro da pandemia, é a recriação da CPMF, com outro nome, mas com a mesma voracidade e extensão.

Em suma: cortar salários de servidor público, manter congelada a tabela do Imposto de Renda (fórmula enviesada de elevar a tributação), podar verbas de obras essenciais da infraestrutura e, para fechar o projeto genial, criar um novo Imposto do Cheque.

Onde, em que ponto, em que item se esconde a genialidade? É como se alguém, apresentando-se como dotado de inteligência e espírito inovador, propusesse melhorar as condições de vida da população ao preço de uma medida simples e de efeito coletivo: criando ou aumentando impostos – ou fazendo as duas coisas.

Guedes se sustenta com apoio de banqueiros, investidores da Bolsa de Valores, financistas, essa gente. E ainda não constrangeu Bolsonaro, nem quando humilhou publicamente as empregadas domésticas, num lance de odioso preconceito social.

A PREMONIÇÃO DE COLLOR EVOLUINDO...

Em novembro, Fernando Collor declarou que o impeachment de Jair Bolsonaro era ‘uma possibilidade’. Semana passada, em entrevista ao UOL, o senador e ex-presidente avaliou o processo de impedimento como ‘desenlace anunciado’. E descreveu justamente o que lhe aconteceu no turbulento ano de 1992...

 

GASPAR E O PODEROSO INIMIGO INVISÍVEL

Por essa, claro, o xerife não esperava. Depois de renunciar ao Ministério Público Estadual, onde combateu a corrupção e o crime organizado com destemor, Alfredo Gaspar de Mendonça se municiou de determinação para disputar a Prefeitura de Maceió. E não é que um sujeito invisível (o novo corona) ameaça interromper o calendário de sua trajetória rumo à Prefeitura? “Projeto apenas adiado”, bradam seus fãs e aliados.

 

RENAN: ‘INVESTIGAR ESCATOLOGIA EXPLÍCITA’

Do senador Renan Calheiros: “Prioridade é saúde. Mas as instituições devem investigar a escatologia explícita. Moro é transgressor confesso. Vazou áudios ilegais, grampeou advogados, escalou quem perseguir, desobedeceu soltura judicial, conspirou contra democracia. Invocar estado de direito agora é hipocrisia”.

 

PARLAMENTARISMO PODERIA SER OPÇÃO

Com crise sucedendo crise, em meio a um presidencialismo agonizante, já se impõe novo debate sobre o parlamentarismo. Até porque, quando um presidente se isola, como atualmente, o Congresso Nacional assume a iniciativa das ações, e isso, na prática, já representa uma realidade ‘quase’ parlamentarista.

 

OPOSIÇÃO NÃO AGE COMO AMIGA DO GOVERNO

O governador Renan Filho tem tido um desempenho irretocável nesses tempos de pandemia. Na saúde, na gestão do Estado, no apoio aos municípios e às populações mais carentes. Agora, não existe oposição amiga. Logo, sempre vai aparecer deputado oposicionista enxergando ‘falhas’ nas ações do governo.

 

FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL...

O governo federal, sob a orientação de Guedes, se habituou a tirar de João para dar a José. Pois foi isso que decidiu fazer ao propor que o Congresso congele os salários dos servidores públicos (que já estão congelados) por mais 18 meses. O dinheiro da economia seria destinado ao socorro a estados e municípios.

 

SERÁ QUE EXISTE UMA ‘LINHA MARGINOT?’

Segundo o Ministério da Saúde, até agora casos da Covid-19 foram confirmados em 200 municípios em todo o País. Seria um número razoável se o Brasil não tivesse cerca de 5.600 municípios, quase todos interligados e com acesso aos grandes centros. E aí, qual a explicação para o ‘fenômeno’?

 

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População já tem remédio eficaz contra coronavírus

27/04/2020 14:55

Nas duas últimas semanas, no Brasil e no resto do mundo, cientistas, pesquisadores, infectologistas e autoridades da saúde convergiram para um consenso: um simples pedaço de pano é remédio eficaz para derrotar a pandemia do coronavírus.

Pedaço de pano chamado de ‘máscara’. Antes, era ‘máscara cirúrgica’, produto especial que os cirurgiões usavam para se proteger de infecções no ambiente hospitalar. Agora, no meio da pandemia, com o mesmo formato, qualquer máscara caseira serve.

Diariamente, os programas de televisão com espaços reservados à pandemia entrevistam os especialistas e ouvem deles o que os dirigentes da Organização Mundial da Saúde deveriam saber antes de todo mundo: a máscara resolve.

E é tão simples. Qualquer vírus gripal (e a Covid é mais um tipo de gripe) é transmitido pela boca ou nariz. Quando se diz que a pessoa pode adquirir o coronavírus pondo a mão em superfícies contaminadas, significa que alguém se contagiou ao tocar em objeto infectado – isso mesmo – pelo vírus que saiu da boca ou do nariz de alguém através da tosse, espirro e até da fala.

Estranho, muito estranho, nesse cenário pandêmico, que os doutores da OMS tenham deixado de recomendar às populações de todos os países o uso sistemático de máscaras. E não vale a desculpa de que assim fizeram para evitar que o equipamento viesse a faltar nas UITs dos hospitais.

Não, quando o surto começou em Wuhan, na China, na passagem de dezembro para janeiro, já se via nas imagens de TV as pessoas usando máscaras para se proteger. Em verdade, se reconheciam a importância do equipamento como barreira em defesa dos médicos nos hospitais, aí é que competia à Organização Mundial da Saúde aconselhar o uso desse simples e eficaz dispositivo.

Não tem segredo: se uma pessoa usa máscara, não transmite o coronavírus. Se todos usam, todos estão protegidos.

Com meros avisos diários sobre o curso da pandemia e sem meios práticos para ajudar o mundo a combatê-la, a OMS aparece com um desempenho muito sofrível nessa tragédia mundial.

 

É FUNDAMENTAL CONTER VELOCIDADE DA COVID

Renan Filho não está ‘jogando’ com a pandemia. Os decretos emergenciais editados até aqui são pautados em orientação de cientistas e médicos: somente contendo a velocidade do surto pode-se evitar a exaustão da estrutura hospitalar. Alagoas não vai jamais se transformar numa Guayaquil (Equador).

O ERRO PRIMÁRIO DO VELHO CAPITÃO

A demissão do Moro era uma questão de tempo. Ainda no ano passado, em agosto, Bolsonaro já havia feito uma opção entre governar com isenção ou amparar os filhos. O presidente errou num ponto: achou que Moro se apegaria ao cargo.

PERNAMBUCO, O ALERTA DE UMA TRAGÉDIA

Ainda a propósito de quarentena: os que criticam o isolamento social adotado em Alagoas poderiam, ao menos, se informar sobre o que está acontecendo em Pernambuco, estado vizinho onde os hospitais, todos eles, já não conseguem atender o número crescente de infectados pelo coronavírus.

HENRIQUE MEIRELLES DEFENDE EMISSÃO

Ex-ministro da Fazenda e presidente do Banco Central, Henrique Meirelles defende a emissão de dinheiro novo para cobrir os gastos extras com a pandemia. Para o atual secretário da Fazenda de São Paulo, o governo federal pode recorrer a esse expediente para ajudar o país a se recuperar do baque econômico em 2020.

AS TORRES DO MINISTRO PAULO GUEDES

Paulo Guedes, o financista de Brasília, diz que o governo derrubou duas das três torres que travam a economia brasileira: a Previdência e os juros. Segundo o ministro, a terceira torre é o salário dos servidores públicos. Como sabe que não pode cortar a remuneração, PG propõe que o funcionalismo “dê sua contribuição” abrindo mão de reajuste nos próximos dois anos.

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Primeira Edição © 2011