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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Sem comando, oposição em Alagoas será massacrada nas urnas de sete de outubro

24/09/2018 12:41

Com Renan Filho candidato à reeleição, não seria fácil para ninguém enfrentá-lo na sucessão deste ano. Que o diga Fernando Collor que precisou de apenas alguns dias para sentir o altíssimo índice de aprovação do governador, o que o fez desistir.

Mas a oposição, totalmente desarticulada, sofre pela ausência de um comando atuante e experiente. O PSDB, líder do bloco, perdeu substância depois que Téo Vilela – sem razão conhecida – passou a presidência regional ao prefeito Rui Palmeira.

Rui cozinhou sua ‘provável candidatura’ por mais de um ano. Quando desistiu – convencido de que acabaria sem Prefeitura e sem qualquer outro cargo público – o fez em cima da hora e sem um ‘nome competitivo’ para entrar no jogo. Ação desastrada.

Collor apareceu, na undécima hora, não para disputar o governo, mas para antecipar o que poderá ser o cenário da próxima eleição para o Senado, quando ele deverá concorrer à reeleição tendo Renan Filho como adversário. Uma pesquisa qualitativa daria uma ideia do que poderia vir a ser o confronto, mas ele preferiu viver uma situação real. Ao desistir, o fez sentindo na pele (e nos votos) a supremacia exercida pelo governador.

Pinto de Luna, um homem de bem, foi chamado para tapar o buraco deixado por Collor. Mais uma articulação de Rui. Não se sabe por quê, começou a campanha cometendo o mesmo erro fatal do ex-presidente: bater em Renan Filho, sem dar a mínima para o alto índice de aprovação de seu governo. Um tiro no pé.

Como Collor, aliás, o discurso de Pinto incorre em desvario ao criticar a construção de hospitais, num estado sabidamente sem rede hospitalar pública. Collor andou dizendo que, eleito, iria concluir as ‘obras inacabadas’ de Renan Filho. Num ato falho, exaltou o governador, reconheceu suas realizações.

Alguém deveria dizer a Rui e a Pinto que não se vaia time que está ganhando, nem se ataca uma torcida que toma quase todos os espaços do estádio. É pouco inteligente, para dizer o mínimo. O que Pinto teria a dizer é que ‘pode e vai fazer mais’ do que Renan Filho. Agora, se o eleitor vai acreditar, são outros quinhentos.

 

MUDANÇA À VISTA

Passada a eleição, o comando nacional do PSDB deverá devolver a Teotonio Vilela Filho a presidência regional da legenda. A experiência com Rui não poderia ter sido mais contraproducente.

 

MUDANÇA À VISTA 2

Aliás, os principais líderes nacionais do PSDB não engoliram a aliança feita com o senador Collor que, ainda bem, desistiu. Rui queria um ‘nome de peso’ e acabou dividindo o partido.

 

DECISÕES MOSTRAM QUE RENAN TINHA RAZÃO

Absolvido por unanimidade (4x0) no caso da Mônica Veloso, o senador Renan Calheiros pode comemorar. Era o processo mais emblemático contra ele. Já são oito, nove inquéritos arquivados no Supremo Tribunal. Confirma-se, a cada decisão do STF, a tese do senador de que foi perseguido pelos procuradores Gurgel e Janot. Sem provas, as denúncias contra Renan se baseiam, sempre, em ‘ouvir dizer’ de delatores loucos para sair da prisão.

 

RÉU DE GRAÇA

Sobre a decisão, disse o senador Renan: “Por causa dessa ação, tornaram-me réu, quase fui afastado da presidência do Senado e fui retirado da linha sucessória da Presidência da República”.

 

CUSTOU CARO

E completou: “Foi um massacre pessoal, familiar e institucional. Ouvir dos ministros que o caso custou muito para a imagem do Senado e do país, me faz acreditar na justiça e seguir em frente”.

 

LESSA BARRADO POR AÇÃO QUE AUTOR DESISTIU

O ex-governador Teotonio Vilela lamentou o indeferimento da candidatura de Ronaldo Lessa. A ação, julgada agora pelo TRE-AL, foi movida porque Lessa acusou a oposição (à época liderada por Vilela) de ter invadido seu comitê político. O Tribunal decidiu contra Lessa, mesmo depois que Téo Vilela desistiu da ação, o que torna a decisão, no mínimo, contestável.

 

VOTO OCULTO

Para não ouvir reprovações e evitar pressão, muita gente está ‘escondendo’ o voto em Bolsonaro. Precisamente como ocorreu com Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos.

 

EUA VÃO BEM

E, como Bolsonaro tem sido comparado a Trump, vale lembrar que a economia americana – com seus reflexos no social – nunca esteve tão bem quanto agora, com Donald na presidência.

 

POR QUE BOLSONARO ESTÁ CRESCENDO SEM PARAR

A opção por Bolsonaro se fortalece com o seguinte: Haddad foi um péssimo prefeito em São Paulo; Marina Silva já foi ministra (de Lula) e nada fez; Ciro Gomes foi ministro (de Lula) e não fez nada; e Henrique Meirelles já mandou na economia com Lula, com Dilma e com Temer – e deixou a crise como legado.

 

O MENTOR

Téo Vilela foi o grande incentivador para que Rodrigo Cunha disputasse o Senado Rui queria que o deputado de Arapiraca concorresse ao governo, já que ele (o prefeito) havia desistido.

 

BANCADA

Se der Cunha, junto com Renan Calheiros, o PSDB terá recuperado a cadeira senatorial ocupada por Teotonio Vilela por longos 24 anos. Hoje, a bancada tem Renan, Collor e Biu de Lira.

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Como Rodrigo Cunha salvou a pele do 'rejeitado' Collor

19/09/2018 12:56

A máxima popular ‘todo mal traz um bem’ se encaixa como uma luva na situação de Fernando Collor. O mal, a rejeição pessoal de Rodrigo Cunha. O bem, sua desistência de concorrer ao governo.

Tudo se resume a uma questão: o que aguardava Collor ao final de uma eleição previamente vencida por Renan Filho?

Pois seria e será o desfecho desse enredo eleitoral sem surpresas. Collor entrou na disputa, estabanado, sem avaliar onde estava se metendo. Caiu no ‘conto do Rui’, que precisava de um nome para fazer o papel que ele, o prefeito, não ousou desempenhar. Que prometeu – a Collor – e não cumpriu: um bloco unido, monolítico, de apoio integral. O senador topou, saiu em campanha, aos gritos, como é do seu feitio, mas logo sentiu que não ia dar. Com resistências – simbolizadas no discurso rancoroso de Cunha, o bloco, que nunca foi coeso, desintegrou-se.

Collor – prefeito de Maceió, deputado federal, governador, presidente da República e senador – caminhava rumo a uma derrota massacrante. Revés histórico de um político que ‘foi tudo’ ante um jovem que, no seu próprio enxergar, ‘ainda usa calças curtas’. Seria a lápide de uma carreira fulgurante e tumultuária.

O senador, então, lembrou-se de Rodrigo Cunha. No cenário até então montado, o apoio do deputado estadual significava pouco para o candidato ombreado a Biu de Lira. Mas Cunha representava a cizânia, causa de desunião. Não era o apoio, nem os votos, era o peso moral. Um candidato a governador menosprezado por um aliado da corrida senatorial.

Collor sentiu o clima, a tendência, avaliou pesquisas internas, o horizonte tenebroso, e isentou-se da tragédia nas urnas. Juntou uma coisa com outra – a arrogância de Cunha e a campanha sem futuro – e pulou fora.

Ironicamente, Cunha salvou Collor e, de quebra, ainda preservou as empresas do senador... Não era sua intenção, claro, pois a derrota collorida, de alguma forma, dimensionaria o ‘peso do  apoio negado’, mas a postura discordante serviu como pretexto para Collor se livrar da maior roubada de sua carreira política.

Na sutileza de seu cotidiano, Collor sabe que deve essa ao Cunha.

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A batalha semifinal entre Ciro Gomes e o petista Haddad

16/09/2018 11:14

Ante o prazo fatal estabelecido pelo TSE para sua substituição, Lula finalmente anunciou Fernando Haddad como candidato presidencial do PT, preenchendo, assim, o tabuleiro da sucessão que vinha sendo jogado sem uma das principais peças.

O que muda? Muita coisa, mas, essencialmente dois pontos importantes: primeiro, o PT deverá ser impedido, pela Justiça Eleitoral, de apresentar no horário gratuito da TV vídeos com Lula pedindo voto para Haddad, tendo em vista a condição do ex-presidente de preso recolhido numa cela da Polícia Federal.

Segundo – e bem mais delicado – os principais concorrentes do candidato petista tenderão, a partir de agora, a fazer algo que não vinha sendo visto devido à própria indefinição dentro do PT: bater em Haddad para tentar impedi-lo de chegar ao segundo turno.

Até aqui, o alvo preferencial de Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin era o líder das pesquisas Jair Bolsonaro. Mas, apenas, provisoriamente, porque nenhum se destacava como o ‘segundo colocado’. Nos últimos dias – mostrou a nova pesquisa Datafolha – a vice-liderança começou a ser ocupada por Ciro Gomes. Só que Lula foi vetado pelo TSE e começou a migração de eleitores lulistas para seu vice e virtual substituto.

Ciro já disse que não pretende fazer de Haddad seu ‘principal’ alvo, mas essa garantia só será mantida se o petista não crescer, o que é improvável. Segundo o Datafolha, Ciro está com 13%, Marina com 8%, Alckmin com 9% e Haddad saltou de 4% para 13%, depois de oficializada sua ida para cabeça de chapa.

Ora, é pura lógica: se Haddad crescer e assumir o segundo lugar, Ciro (assim como Marina e Alckmin) terá de atacá-lo por ser o primeiro à sua frente. Simplificando: num cenário assim, o adversário direto de Ciro será o petista Haddad, pois antes de superar o primeiro colocado, terá de derrubar o segundo.

Não quer dizer, por outro lado, que a eleição de Bolsonaro estará decidida. Os números mostram que ele vencerá o primeiro turno, mas a vitória final no segundo não será alcançada facilmente, sobretudo, se o concorrente não for o petista Fernando Haddad.

 

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URGENTE - Collor desiste de candidatura ao governo de Alagoas

14/09/2018 22:06

O senador Fernando Collor acaba de anunciar sua desistência como candidato a governador de Alagoas.

Em vídeo postado na internet, Collor disse que havia assumido a missão de concorrer ao governo do Estado com apoio integral do grupo que o convidou para o embate.

Contudo, segundo o senador, apesar de seu empenho como candidato, faltou reciprocidade de união em torno do seu nome, o que o levou a tomar a decisão de se retirar do processo eleitoral.

 

Leia o comunicado de Collor aos eleitores alagoanos:

“Minha gente. A história desta nossa candidatura ao governo é de conhecimento de todos. Às vésperas da convenção, que ocorreu no último dia cinco de agosto, fui procurado por um grupo representativo da política alagoana. De forma coesa, unida, a mim dirigiu o apelo para assumir e liderar uma grande frente de oposição ao grupo governista. Percebendo a coesão, do grupo, em torno de compromissos para empunhar esta bandeira, aceitei a missão. Está na essência da democracia o exercício do contraditório, até para ofertar legitimidade ao eventual eleito. Todos sabem do meu destemor. Cumpro minha palavra, mas peço reciprocidade.  Na ausência dela, perde o sentido a missão a mim atribuída. Sem unidade perde a candidatura o seu significado de existência. Deixo, portanto, a condição de candidato ao governo, ficando aqui o meu muito obrigado aos colaboradores e correligionários. À minha gente, que me recebeu com tanto carinho, o meu mais profundo sentimento de gratidão”.

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Em desvantagem, Collor ataca Renan Filho; governador ignora provocações

13/09/2018 12:56

A campanha sucessória continua morna, em Alagoas, mesmo com a entrada em cena do senador Fernando Collor, principal desafiante do governador Renan Filho. A refrega segue polarizada, sem sinais do surgimento de uma terceira via, isto é, de mais um candidato com força para ‘se impor’ na disputa.

Segundo o calendário definido pelo TSE, a campanha será muito breve, com apenas 35 dias de Guia Eleitoral no rádio e TV, sendo que 11 dias já se passaram. Ainda assim, os programas não são diários para todos os postulantes, mas com apresentações alternadas entre candidatos a governador e a presidente.

Campanha de rua quase que não existe. Comícios são coisa do passado distante, enquanto as carreatas estão minguando por falta de atrativos. Nesse sentido, o equilíbrio é total entre os candidatos, que se dão melhor com caminhadas.

Collor tem usado uma estratégia primária: bater em Renan Filho, a tática recorrente de quem começa a disputa em desvantagem. Mas as cotoveladas do senador não surtem o efeito desejado ante a intencional falta de ‘revide’ por parte do governador.

A vantagem de RF lhe permite, por enquanto, fazer uma campanha mais propositiva, ora mostrando o que já fez, ora lançando fragmentos de seu projeto de governo para um eventual (e provável) segundo mandato a partir de janeiro próximo.

Collor, entretanto, não esmorece. Tem percorrido o estado, com visitas quase meteóricas dada à exiguidade do tempo. O ex-presidente sabe que está em jogo não o governo do Estado, mas a única vaga de senador que estará em disputa em 2022.

Por isso, e porque os aliados precisam de um comandante à frente do processo, a campanha tende a se intensificar e será muito bem disputada até o último dia. Collor sabe que assumiu uma missão de múltiplos desafios, sem chance de recuo. Sabe, também, que o maior desafio será tentar reverter o apoio de políticos que selaram alianças com Renan Filho lá atrás, quando o senador ainda falava em sair candidato à Presidência da República.

 

 

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