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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A eleição pode ser um erro. Mas, quando o povo elege e depois 'confirma', o produto é bom

27/03/2019 13:09

Na gestão pública não tem segredo: todo trabalho desenvolvido com transparência, competência e objetividade desperta atenções, mexe com o cidadão e logo ganha o reconhecimento popular.

O governo de Renan Filho, no primeiro e nesse início de segundo mandato, se destaca pelo positivo: folha dos servidores em dia, reajustes salariais, pagamento regular aos fornecedores – e obras, muitas obras, todas marcadas por inegável interesse social.

Dezenas de escolas de tempo integral, centenas de quilômetros de rodovias asfaltadas, novos hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, investimentos em sistemas de abastecimento de água, urbanização das grotas de Maceió, eixos viários (Quartel e Cepa), além de inúmeras e relevantes ações nos setores cultural e esportivo. Um banho de administração.

Claro que tudo isso gera ciumeira política. Por isso, sempre haverá focos de críticas e de tentativas de esconder as conquistas do governo exibindo situações negativas que, no geral, são efeitos retardados de descasos e omissões do passado.

Com um estilo próprio de trabalhar já devidamente moldado, Renan Filho colhe hoje os frutos de ontem, do início da gestão, quando se impôs um ajuste fiscal profundo e rigoroso, enxugando a máquina e cortando gastos. E Alagoas, por conta de uma gestão racional e disciplinada do Executivo, é destaque no cenário de crise e de dificuldades que afetam a quase totalidade dos estados.

Justo por isso, o jovem governador assume papel de liderança e ganha projeção no cenário nacional, onde todos se questionam como um estado pequeno e pobre consegue tantos avanços em meios aos efeitos da grave crise provocada pela recessão.

Também por isso, os críticos de Renan Filho estão fadados a continuar pregando no deserto, sem audiência, mesmo porque os números não mentem nem enganam: em cada 100 alagoanos, 76 dizem que o governador está no caminho certo e aprovam o projeto que vem materializando com raríssima habilidade.

 

RENAN CALHEIROS DÁ TROCO AOS PROCURADORES

Tantas vezes acusado pelos membros da Procuradoria Geral da República (PGR), o senador Renan Calheiros decidiu dar o troco, pedindo punição para os procuradores que se envolveram na malsinada missão de criar uma bilionária fundação para ser gerida pelo Ministério Público, com recursos desviados de empresas e órgãos públicos e resgatados pela Lava-Jato.

 

BOLSONARO, MAIA E A FOFOCAGEM DA MÍDIA

Falta ainda a Bolsonaro a percepção de algo elementar: a mídia também vive de criar intrigas. A crise entre Bolsonaro e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, não existe, é pura intriga gerada pela mídia. O repórter vai a Maia, estimula uma crítica a Bolsonaro; outro repórter vai ao presidente e arranca um revide a Maia. Depois, volta ao deputado... E vai alimentando a fofoca, pois tem o espaço no jornal para preencher. O mito precisa acordar...

 

PRISÃO DE TEMER PARA MOSTRAR LAVA-JATO VIVA

Existe, sim, uma montanha de inquéritos contra Michel Temer. Nenhum deles, entretanto, é recente. A última investigação data de 2017. Então, juristas se indagam o porquê da prisão do ex-presidente. O juiz Marcelo Bretas decretou a preventiva baseado em fatos antigos, sem apontar nada de novo. Ou seja, muitos juristas e advogados acham que se tratou de mais uma ação espetaculosa da Lava-Jato. Talvez para mostrar que a saída de Sérgio Moro não arrefeceu ‘o vigor’ da força-tarefa.

 

SILVANA BARBOSA: PINHEIRO É PROBLEMA DE TODOS

Nesse cenário de tensão, angústia e medo que envolve o Pinheiro, a vereadora Silvana Barbosa acerta em cheio em um ponto: o problema não é apenas dos moradores do Bairro, mas de todos. “Até porque – enfatiza a Silvana, que articula ações de apoio à população atingida – a crise afeta o conjunto de nossa sociedade”. Silvana defende que, tão logo a Defesa Civil apresente o relatório conclusivo dos técnicos, toda Maceió deve se unir em busca de uma solução para salvar o tradicional Pinheiro.

 

ASSEMBLEIA CRIA COMENDA AUDÁLIO DANTAS

A Assembleia Legislativa acaba de criar a ‘Comenda Jornalista Audálio Dantas’. Justa homenagem de autoria do deputado Davi Davino. Falecido no ano passado, Dantas atuou como escritor, jornalista e líder sindical. Sempre em São Paulo onde se destacou também como deputado federal. Trabalhou na Redação da revista O Cruzeiro, Folha de São Paulo, Realidade e Quatro Rodas. Como sindicalista, foi um guerreiro na defesa dos direitos da classe jornalística.

 

COLLOR SOBE À TRIBUNA COMO RETARDATÁRIO

Fernando Collor anda meio dorminhoco no Senado. Somente agora, depois que todo mundo abordou o assunto, o senador alagoano subiu à tribuna para questionar, na PEC da Previdência, os itens que atingem a aposentadoria dos trabalhadores rurais e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que assegura um salário mínimo aos idosos pobres com mais de 65 anos de idade.

 

KAJURU DECLARA GUERRA A MINISTRO DO STF

O míssil disparado pelo senador Jorge Kajuru contra Gilmar Mendes estragou os esforços de Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre por uma trégua entre os poderes. Kajuru não apenas chamou o ministro Gilmar de ‘canalha’, como o acusou de ‘vender sentenças’. Alcolumbre, novo presidente do Senado, responde a processo e pretende abortar a CPI da ‘Lava-Toga’.

 

A ESPERTEZA BARATA DA COMPANHEIRA DE LULA

Estimulada pela convicção de que a primeira informação é a que fica, a esperta Gleisi Hoffmann apressou-se em anunciar que o Brasil receberá só 10 milhões de reais pelo uso da base de Alcântara (no Maranhão) pelos Estados Unidos. Conversa. A receita prevista para o Brasil é de 10 bilhões... de dólares. Mas é claro que a dirigente petista não desfará o ‘equívoco’.

 

 

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Armas de fogo, Bolsonaro e os massacres

19/03/2019 14:30

Sempre que um tiro é disparado, e o fato repercute, os inimigos de Bolsonaro logo se apressam em inculpar o presidente. Quem defende a posse de arma – em casa – para defesa pessoal? Jair Bolsonaro. Então, de quem é a culpa?

O massacre na escola de Suzano, interior de São Paulo, foi um prato feito para os críticos do presidente. “Estão vendo, é o que ocasiona o armamento da população. A culpa é dele”.

Tudo cretinice. Qualquer um sabe que, no Brasil, as pessoas adquirem arma de fogo no comércio clandestino. O problema de Suzano não estava no revólver, mas na cabeça dos ensandecidos.

E o machado? E o arco com flecha? E se tivessem empregado bombas (coquetel Molotv, por exemplo), como seria?

A pilantragem não se converte em argumento sério. Tiroteios, massacres, atos terroristas (doméstico ou internacional)

acontecem pelo mundo afora. Não são tragédias privativas dos Estados Unidos ou do Brasil. São incidentes planetários.

Culpar Bolsonaro pela chacina de Suzano imporia – por critério de similitude e equiparação – culpar Dilma Rousseff pelo massacre de Realengo, onde um tresloucado invadiu uma escola e matou 12 alunos, deixando outros 13 gravemente feridos em 20122. Quem governava o País à época? Então, culpa da Dilma?

Nos Estados Unidos, ao longo de décadas, ocorreram ao menos 37 massacres. Culpa dos presidentes? O maior de todos, com 51 mortos, aconteceu numa boate na cidade de Orlando em 2016. Quem era o presidente? O democrata Barck Obama, cuja liberalidade o aproxima dos petistas brasileiros (lembrando que, durante evento em Washington, Obama apontou para o então presidente Lula e proclamou: “Esse é o cara”.

Culpar Bolsonaro pelos crimes que estão acontecendo, com armas de fogo, é o meio insidioso e venal de transferir responsabilidades. Pois violência, desequilíbrios, atentados à vida não se devem simplesmente às armas. Devem-se, sobretudo, aos maus governos, que não investem para formar e educar as gerações. A esculhambação que se instalou no Brasil dos últimos 15 anos teve origem no modelo de gestão que – ainda bem – acabou rejeitado pelo povo nas eleições do ano passado.

 

AÇÃO E REAÇÃO

É a lei da Física: após o Supremo decidir que crimes conexos com Caixa 2 vão para a Justiça Eleitoral, os deputados já se mobilizam para derrubar a decisão do STF com projeto de lei. E ‘lei é lei’.

 

LULA DE FORA

A nova decisão do Supremo Tribunal não beneficiará Lula. O ex-presidente foi condenado por receber propina, sem relação com caixa dois. A sentença, irretocável, foi do juiz Sérgio Moro.

 

E A ESQUERDA AINDA FALA DE BOLSONARO

Excelente o nível do diálogo entre Gleisi Hoffmann e Ciro Gomes. O ex-presidenciável do PDT chamou a presidente nacional do PT de ‘chefe de quadrilha’. Em resposta, a civilizada petista suavizou: “O Ciro é um coronel oportunista, ressentido e covarde”. E ainda criticam o presidente Jair Bolsonaro...

 

VOLTA POR CIMA

O retorno de Melina Freitas à Secretaria de Cultura foi uma medida acertadíssima de Renan Filho. Com Melina, a Secult ganhou nova dinâmica e seu desempenho é reconhecido.

 

SÓ FALTA FÁBIO

A mexida no secretariado, para o segundo mandato de RF, será fechada com chave de ouro se o diplomático Fábio Farias der ouvidos ao coro geral por sua volta ao Gabinete Civil.

 

LESSA NO CAMPO – UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA

Ronaldo Lessa já ocupou os principais cargos políticos no Estado. Foi vereador e prefeito de Maceió, governador duas vezes e deputado federal. Como governador, cuidou bem da agricultura, da pecuária e da pesca. Portanto, tem experiência de sobra para fazer bom trabalho como secretário da Agricultura. Conhece o Estado, as regiões, os municípios – e as carências de cada um. Renan Filho acaba de fazer uma excelente nomeação.

 

MASSACRE EM SP

O massacre na escola de Suzano (SP) chama a atenção para o uso de arma de fogo, mas, por outro lado, indica que, se o professor tivesse armado, a matança poderia ter sido impedida.

 

ALVO PREFERENCIAL

A propósito, o presidente Donald Trump defende a liberação do porte de arma para professores. Mas, alto lá: se o porte for aprovado, os assassinos vão mirar quem em primeiro plano?

 

POR QUE A MAIORIA TENDE A APOIAR BOLSONARO

Recente pesquisa de opinião mostrou Jair Bolsonaro com aprovação de mais de 50% dos brasileiros – somando-se os que

achavam o governo ótimo, bom e regular. Sem surpresa. A maioria dos brasileiros aprovará Bolsonaro por uma razão elementar: ele livrou o Brasil do petismo. Traduzindo: muitos brasileiros votaram no capitão para derrubar o petismo, e não por acharem que estavam elegendo um estadista revolucionário.

 

EPISÓDIO FATÍDICO

Contrário ao armamento da população civil, o senador Renan Calheiros lamentou pelas vítimas em Suzano e disse que o episódio remete todos a uma reflexão sobre porte de armas.

 

EPISÓDIO FATÍDICO 2

O prefeito Rui Palmeira também manifestou seu pesar pela matança na escola estadual do interior paulista. Pelas redes sociais, desejou recuperação aos feridos no trágico episódio.

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Quem é o pornográfico?

09/03/2019 09:45

Jair Bolsonaro, o cidadão, ainda não tem ideia do bem que fez ao Brasil. Fez, na eleição, e continua fazendo, no governo. Só um exemplo: não fosse o projeto presidencial do capitão, a população teria como saber quem são os glutões do festim bancado pela Lei Rouanet?

Nesse particular, Bolsonaro não apenas estancou uma sangria descontrolada do dinheiro público, como ainda exibiu à nação perplexa a cara dos comilões e o estrebuchar de vários deles, os mais inconformados com o fechamento da torneira oficial.

Impagável, também, o gesto do presidente de lançar-se numa cruzada nacional pela restauração dos bons costumes. Setores da sociedade brasileira – influentes e com poder de irradiar seus efeitos – vivem hoje num estágio de liberalidade sem limites.

Pessoas que perderam o poder e os espaços com a recente derrota do petismo – políticos, atores, ativistas – atacam Bolsonaro exibindo ranços de vingança, desprezando o fato de que as ideias que execram representam os anseios maiores da sociedade.

No Carnaval, o presidente postou um vídeo para mostrar – nas imagens indecentes exibidas – o que todos deveriam condenar, em nome da moralidade e em defesa da própria decência que deve (ou deveria) ser a tônica de uma festa tão popular e abrangente.

Bastou, porém, para o ativismo dos derrotados aflorar com uma mensagem tão hipócrita quanto cretina. Acusaram o presidente de usar a internet para divulgar pornografia. Um discurso vil e barato. Uma coisa – e os hipócritas também sabem disso – é condenar o Carnaval, outra é atacar seus excessos. Ninguém reprovou o ato imoral, nenhuma voz censurou a aberração.

Os críticos do presidente se melindraram com o vídeo postado no twitter – porque acessível a qualquer internauta – mas não se chocam com cenas indecorosas exibidas em novelas e programas como o Big Brother em canal de alta acessibilidade.

O presidente foi direto, corajoso, autêntico. Afirmar o contrário seria o mesmo que condenar a Rede Globo por exibir, de forma explícita e recorrente em seus noticiosos, cenas de violência em grau superlativo. Quem, nesses casos, deve ser condenado: a televisão que divulga os fatos ou os protagonistas da repulsiva criminalidade? Quem é o pornográfico?

 

 

 

POSSE LEGAL

Não competia ao advogado Cacá Gouveia envolver-se com o drama do Pinheiro. Mas ele acertou mais uma ao sugerir o Posse Legal para os moradores pobres do bairro. O TJ agradeceu.

 

ONTEM E HOJE

O que o governo está gastando com locação de viaturas é o preço da segurança pública que funciona. No passado, governadores mantinham veículos próprios, mas o crime mandava no Estado.

 

O SILÊNCIO DA ‘ESQUERDA’ DIANTE DA DESGRAÇA

Impressiona – tanto quanto assusta – o silêncio da ‘esquerda’ brasileira ante a desgraça do povo venezuelano. Ou será que estão sem jeito, envergonhados com a crise que a ‘esquerda bolivariana’ implantou no país do indigitado Maduro? E aí, o que têm a dizer os ‘intelectuais’ petistas adeptos do ‘chavismo’?

 

COMO SE ESPERAVA

Sérgio Moro já se ambientou no Ministério da Justiça. Já sabe que lidar dentro do governo não é o mesmo que decidir como juiz. Importa, isto sim, que ele está fazendo um excelente trabalho.

 

NÃO É O QUE PARECE

Bolsonaro diz que os filhos não mandam no governo. Verdade, não mandam e não poderiam, pois lhes faltam competência e atribuição. Mas – eis o nó – eles agem como se mandassem.

 

 

LESSA NO CAMPO – UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA

Ronaldo Lessa já ocupou os principais cargos políticos no Estado. Foi vereador e prefeito de Maceió, governador duas vezes e deputado federal. Como governador, cuidou bem da agricultura, da pecuária e da pesca. Portanto, tem experiência de sobra para fazer bom trabalho como secretário da Agricultura. Conhece o Estado, as regiões, os municípios – e as carências de cada um. Renan Filho acaba de fazer uma excelente nomeação.

 

 

OS DISCORDANTES

Países livres e desenvolvidos, como Estados Unidos e membros da Comunidade Europeia condenam o regime de Maduro. Já a Rússia e a China, sem surpresa, condenam os que condenam.

 

NÃO TEM JEITO?

Mesmo com o rigor da Lei Maria da Penha e com o crescente número de denúncias feitas pelas vítimas, a violência contra a mulher continua em alta. Qual a explicação para isso?

 

REAÇÃO APOPLÉTICA A UMA OBVIEDADE

Os órfãos da antiga farra também atacam Bolsonaro por ter dito que “só existe democracia se as Forças Armadas quiserem”. Afirmam que foi ‘um ataque ao sistema democrático e à Constituição’. Dizem, enfim, que quem garante a democracia é a Constituição. Verdade, e quem garante a Constituição? No fundo, o presidente apenas disse uma obviedade...

 

CLIMA DE ORDEM

Maceió viveu o Carnaval mais tranquilo dos últimos 10 anos. Da sexta (1º de março) até a quarta-feira de cinzas, apenas 20 homicídios. Quase a metade da taxa registrada ao longo de 2018.

 

OS ENCAPETADOS

O padre Cícero, da Capela da Santa Casa de Maceió, assustou-se com o grande número de foliões (homens e mulheres) fantasiados de capeta nos blocos que animaram o Carnaval em todo o País.

 

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Equiparação impossível. Nivelar por baixo só puniria o melhor

17/02/2019 10:08

Existem regimes diferenciados para trabalhador da iniciativa privada e servidor público porque, simplesmente, não há como equipará-los plenamente. Quando se fala em reforma da Previdência, alguns se antecipam em dizer que o mau do sistema reside nos ‘privilégios’ dos funcionários públicos. Mas, quais seriam esses famigerados ‘privilégios’?

Os salários. Ah!, os salários. De fato, servidor público (ao menos estadual e federal) ganha razoavelmente bem, mas fazem jus à remuneração. O que existem são distorções no alto da pirâmide do funcionalismo público. Com regimes jurídicos próprios, servidores contribuem para a Previdência e pagam imposto de renda, em escala proporcional ao que recebem.

O desarranjo na Previdência Social não se agrava apenas pelo envelhecimento da população, mas, sobretudo, pelo desemprego que, nos tempos de recessão econômica como a atual, reduz de forma drástica o universo de contribuintes do INSS.

E ninguém atenta para isso. O discurso monocórdio dos críticos do serviço público se apoia, sempre, nos tais ‘privilégios’ que, em última instância, apenas representa uma inversão de valores: não é o servidor público que ganha muito, mas o trabalhador privado que ganha pouco. E esta é uma equação inquestionável.

Há ainda que considerar uma diferença essencial de natureza qualitativa. Para conseguir um bom salário, o servidor se submete a um concurso público, em geral uma seleção rigorosa para a admissão apenas dos melhores. O trabalhador privado é aceito pelo dono da empresa por meio de um breve contato, uma conversa ou ainda mediante simples teste de aptidão.

Não estão em debate, aqui, os valores, a condição humana, os direitos de cada um e de todos. Está em questão a meritocracia. Trabalhador que estuda, que desenvolve o intelecto, que absorve conhecimentos, que evolui, vai para o serviço público. Seria bom que houvesse um nivelamento ‘por alto’, mas é impraticável. No fundo, não é o servidor que ganha de mais, é o trabalhador que ganha de menos. O resto é papo furado, discussão estéril.

 

GRANDE JEREISSATI

Os tucanos devem estar orgulhos do colega Tasso Jereissati. O senador cearense retirou sua assinatura e ajudou a detonar a CPI proposta para investigar ministros do Supremo Tribunal.

 

FAZER O QUÊ?

Os contras não se cansam de afirmar que o projeto de Sérgio Moro não serve para combater à violência. Condenam, mas não dizem o que fazer para combater a criminalidade. Vazios.

 

ALE INICIA SEU ANO LEGISLATIVO NESTA TERÇA

Com a viagem do presidente Marcelo Victor ao Rio de Janeiro (foi participar de evento na Fundação Getúlio Vargas sobre a economia de Alagoas), a Assembleia Legislativa inicia seu ano legislativo nesta terça-feira (19), durante sessão ordinária prevista para às 15 horas. Na ocasião, será lida mensagem do governador Renan Filho contendo as ações do governo para o corrente ano.

 

FRANÇA MOURA

Campeão da radiofonia alagoana, o versátil França Moura está no ar, agora pela internet, com o seu tradicional Cidadania. Para ouvi-lo é só ir ao Google e acessar: rádio web cidadania.

 

O ALGO MAIS

O programa de França Moura é diferente, especial, porque não se limita à informação. O algo mais do Cidadania está na opinião, no debate, na controvérsia. E nesse quesito, França é insuperável.

 

PROJETO EDUCACIONAL DE LUCIANO BARBOSA

Para mudar a realidade social e econômica de Alagoas, por meio da educação, Luciano Barbosa quer materializar uma estratégia apoiada em três pontos: inclusão escolar, ensino efetivo e qualificado e aprendizado. Para o vice-governador e secretário da Educação, com esses três elementos será possível, em 10 anos, situar o ensino alagoano entre os melhores do País. Com a priorização, claro, da escola de tempo integral.

 

VISÃO PETISTA

Enquanto o mundo condena a ditadura de Nicolás Maduro, Gleisi Hoffmann vai até Caracas para manifestar o apoio do PT ao projeto bolivariano que está destruindo a indefesa Venezuela.

 

PAPA CRITICA

A propósito, nem o papa Francisco conseguiu se manter em silêncio. O pontífice acaba de disparar críticas a Maduro, acusando-o de não cumprir acordos assumidos. Falta o quê?

 

NÃO VAI SER UMA PARADA FÁCIL. DE JEITO NENHUM

O clima é de euforia, com o DEM comandando a Câmara e o Senado, mas a aprovação da reforma da Previdência não será fácil como alguns estão imaginando. A matéria é controversa, a proposta do ministro Paulo Guedes é bem mais rigorosa do que a de Michel Temer, e nunca se deve minimizar o fato de que o governo tem que reunir quórum de reforma constitucional. E a pressão pelas redes sociais – contra – ainda nem começou...

 

 

QUEBRADEIRA

Enquanto a bancada petista – na Câmara e Senado – volta a se posicionar contra a reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes não deixa por menos: “Eles quebraram o Brasil”.

 

QUEBRADEIRA 2

Bom, mas o Paulão Guedes pisou na bola. Afinal, como deve reagir o investidor que, de repente, ouve o homem forte da economia afirmar, em alto e bom tom, que o País está quebrado?

 

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De Gaulle estava errado, ou somos uns irrresponsáveis?

05/02/2019 17:01

Atribui-se a Charles De Gaulle a frase ‘o Brasil não é um país sério’. Se vivo fosse, o célebre general francês certamente estaria dizendo: “Eu estava certo, o Brasil não é um país sério”.

Ora – dirão os menos rigorosos – tragédias acontecem em toda parte, acidentes não são privilégios dos brasileiros. Verdade, mas, aqui, as tragédias são anunciadas, quase que programadas.

Essa de Brumadinho, na mesma Minas Gerais onde, há menos de três anos, rompeu-se a barragem de Mariana, é prova material de que as coisas aqui acontecem e se repetem por absoluta falta de compromisso com a segurança e com a vida das pessoas.

Existem culpados? Claro. Quem inspeciona as barragens, que avalia os riscos, quem assina os laudos de segurança? E, por trás, quem contrata os técnicos e engenheiros para fazê-lo? Esse tipo de tragédia só é acidental porque seria monstruoso se fosse resultado de uma ação intencional.

O saldo de vítimas fatais – e de pessoas desaparecidas – em Brumadinho supera o de Mariana (subsidiária da Vale). Os mortos, ao final da contagem trágica, devem ultrapassar uma centena – todos trabalhadores, funcionários da Vale S/A ou terceirizados.

O mais preocupante – num país, repita-se, onde o erro fatal se repete como ‘fatalidade programada’ – é saber que existem dezenas de outras barragens de rejeitos de mineração operando em condições que não diferem em nada dos cenários de Mariana e Brumadinho. E que, se o governo federal não adotar medidas preventivas sérias (punitivas e protetivas) outras tragédias acontecerão, com mais vítimas e danos ambientais.

Não pode ser visto como sério um país onde seus deputados, com interesses a resguardar junto às empresas de mineração, se omitem de votar medidas para evitar acidentes, mas, mesmo aqui – onde o sério é tratado com desídia – deve existir limite, um mínimo de limite, em se tratando de preservar vidas humanas e animais e, consequentemente, o nosso meio-ambiente.

 

ALERTA TARDIO

O Ministério Público do Trabalho demora a aparecer, mas, quando aparece, chega tarde demais. Quer saber o que o governo está fazendo para proteger o pessoal do Quartel Geral da PM.

 

NOTÍCIA VELHA

Ora, o assunto é velho. Desde o ano passado que o governo anunciou medidas para desocupar o QG e iniciar reformas. Obras, aliás, que deveriam ter sido executadas duas, três décadas atrás.

 

LIVROS DIDÁTICOS A PESO DE OURO

O governo Bolsonaro deveria jogar pesado com as editoras de livros didáticos para o ensino médio e fundamental. Veja: enquanto a inflação oficial de 2018 ficou em menos de 4%, o principal material escolar teve reajustes que variam de 10% a 20%. Qual a justificativa para esse tipo de descompasso?

 

SIMPLES ASSIM

É fácil saber se Flávio Bolsonaro fala a verdade. Ele diz que efetuou depósitos fatiados, de R$ 2 mil cada – porque esse é o limite nos caixas eletrônicos. Portanto, é só o Coaf apurar.

 

E ESSA CONTA?

Alguém pode depositar R$ 10 mil, de manhã, e sacá-lo à tarde, no mesmo dia. Repetindo a operação, ao cabo de um mês terá movimentado R$ 600 mil. Corrupção? Com apenas R$ 10 mil?

 

BOMFIM VÊ ESQUERDA BRASILEIRA SEM RUMO

Ausente das lides políticas, mas presente ao lançamento do livro Democracia Digital, do senador Renan, o ex-deputado Eduardo Bomfim vê a esquerda brasileira caminhando sem rumo. Verdade, mas não só a brasileira. No mundo inteiro, a esquerda passa por um momento de dispersão e encolhimento. No Brasil, o problema é outro: a esquerda nunca se entendeu e jamais se uniu. Basta ver como se conduziu na campanha presidencial do ano passado.

 

UM CONCILIADOR

Ao contrário do que muitos previam, o general Mourão tem agido com equilíbrio e espírito de conciliação. Além disso, no exercício ou não da Presidência, tem dado aulas de lealdade ao chefe.

 

SEM SENTIDO

Compreende-se a boa vontade do deputado Marx Beltrão, mas o problema do Pinheiro não justifica a abertura de CPI na Câmara.

Até porque o caso não envolve nenhuma esfera do setor público.

 

UNIVERSIDADE REQUER APENAS MERITOCRACIA

Em qualquer país desenvolvido, universidade funciona como instância de ensino seletiva. Aqui, a demagogia política fala em democratizar o ensino superior, quando, em verdade, trata-se de simples massificação. Quem tem bagagem para frequentar uma faculdade, não precisa de cotas para acessá-la. Simples lógica.

 

LIÇÃO DAS URNAS

Político com base eleitoral apenas em Maceió (sem pontos de apoio no interior) dificilmente se elege deputado estadual. Provou isso o desempenho do vereador Lobão nas urnas de outubro.

 

LIÇÃO DAS URNAS 2

Também vereador – e igualmente sem nenhuma base no interior – Eduardo Canuto se deu mal na tentativa de se eleger deputado federal. E de nada lhe valeu o apoio ostensivo de Rui Palmeira.

 

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Primeira Edição © 2011