seta

571 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Curto e grosso: a única saída para o Pinheiro

09/06/2019 13:00

A um ofício do prefeito Rui Palmeira, em busca de soluções para o Pinheiro e adjacências, o governador Renan Filho respondeu com um aceno muito positivo de entendimento entre as duas esferas de poder, o que abre perspectivas animadoras.

Renan Filho quer, a partir de agora, conversar com Rui Palmeira, discutir situações já conhecidas e delineadas e, assim, envolver governo do Estado e Prefeitura num esforço conjunto e planejado para, simultaneamente, enfrentar o problema do afundamento no bairro e assegurar assistência aos seus moradores.

Cumpre lembrar que a União não pode se eximir e se limitar a concessão de auxílios tópicos, tanto pelo fato de se tratar de uma questão de sua alçada (depressão no subsolo) como pelo fato de que a Braskem, apontada como uma das causas do problema do Pinheiro, também pertence à Petrobras, maior estatal do País.

O que não se admite mais é a exploração do caso Pinheiro para fins eleitoreiros. O bairro e seus moradores nada ganham com a falácia de políticos que se aproveitam da situação para acusar e criticar, sem, no entanto, apresentar soluções. Em que resultou, por exemplo, a abordagem realizada em Brasília sob o patrocínio de Rodrigo Cunha? Alguma fórmula? Uma saída qualquer?

Também não ajuda fazer carga em cima da Braskem, não depois do problema configurado. Ajudaria antes: a cobrança de ações cautelares, a indagação preventiva. Quem – dez, vinte anos atrás – procurou saber quais seriam os efeitos da mineração?

Defender – como fazem os oportunistas – o fechamento da Braskem ou sua transferência para fora de Alagoas é atentar contra o interesse do Estado. Chega a ser irresponsável – mistura de sandice e desvario. Primeiro, porque o problema já existe, com a Braskem ficando ou indo embora, o prejuízo está materializado. Segundo, porque sem a empresa, Alagoas passa a perder mais de 50 milhões mensais em impostos. Seria, apenas, mais prejuízo...

Município, Estado e União devem conjugar esforços para restabelecer a consistência geológica do Pinheiro, mas sem abrir mão da Braskem, que antes fazia parte do problema e, a partir de agora, também, fará parte da solução.

 

 “ALAGOAS É UM EXEMPLO”. QUEM DISSE ISSO?

“Vejo que Alagoas é um exemplo digno a ser mostrado para todo Brasil, de administração não só transparente, mas com eficiência, com eficácia e com efetividade, os números já mostram isto”. Quem disse isso? O ministro João Augusto Ribeiro Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), durante recente palestra no Centro de Convenções de Jaraguá, em Maceió.

 

JUIZADO DO TORCEDOR TEM NOVA ESTRUTURA

Estão suspensos, até o próximo dia 14, os atos e prazos processuais do Juizado Especial Criminal e do Torcedor da Capital. É que a nova estrutura física da unidade, que funcionará dentro do Terminal Rodoviário de Maceió, será inaugurada naquela data, conforme definição do Tribunal de Justiça.

 

SILÊNCIO DE CULPA ANTE TRAGÉDIA VENEZUELANA

Governada pela esquerda desvairada, de costas para o povo e para a democracia, a Venezuela assusta tanto pelo caos em que está mergulhada, quanto pelo silêncio de ‘líderes políticos’ brasileiros que se espelhavam no modelo chavista herdado por Maduro.

 

LESSA NÃO DISPUTARÁ PREFEITURA EM 2020

Ex-governador, ex-prefeito de Maceió e ex-deputado federal, Ronaldo Lessa – atual secretário da Agricultura – não se empolga com a ideia de disputar a sucessão de Rui Palmeira. Ele anda bem mais preocupado com o fortalecimento do PDT. Ao colunista, disse: “Eleição majoritária não depende apenas do querer, tem que nascer de um projeto consistente e viável”. Lessa é um dos políticos com maior experiência eleitoral em Alagoas.

 

CLARO QUE O POVO NÃO QUER PORTAR ARMA

A pesquisa do Ibope como que ‘formaliza’ o pensamento da maioria dos brasileiros, contrária à liberação de armas de fogo, ainda que restrita à posse em casa ou no trabalho. Não custaria nada ao presidente Bolsonaro confirmar o dado, com outras pesquisas, e rever sua determinação armamentista.

 

FEDERAIS ESTÃO CONTRATANDO. E OS CORTES?

A realidade sempre se impõe. Em pleno funeral pelo ‘corte de verbas’, as Universidades Federais estão anunciando contratação de mais servidores. Já saíram editais da Ufal, aqui de Alagoas, da UF de Campina Grande, na Paraíba, da UF do Piauí, e por aí vai.

 

ÁUREA É ÁUREA – NÃO É O MINISTÉRIO PÚBLICO

Lula não deveria estar preso, mas está. O regime semiaberto, porém, só em setembro. A subprocuradora Áurea Lustosa Pierre quer fazer média, ao propor a mudança de regime para já. E opinião pessoal, dela, não do Ministério Público. Quem é? A mesma que, em 2017, pediu que o STF proibisse o então juiz Sérgio Moro de analisar qualquer processo envolvendo Lula...

 

seta

As corporações tramam contra o fim do 'dinheiro público fácil e abundante'

05/06/2019 08:15

As corporações não aceitam Jair Bolsonaro. Excetuando-se alguns segmentos, que confiavam em Paulo Guedes, a grande maioria dos setores que influenciam a vida nacional atuou na campanha para derrotar o capitão e, hoje, todos são capazes de tudo para se livrar de um comandante que assumiu o governo com o objetivo – inatingível para muitos – de mudar os rumos do Brasil.

Corporações são grupos dominantes como bancos, especuladores do mercado financeiro, transportadores de cargas, partidos políticos, construtoras, grandes veículos de imprensa, dentre outros. Reúnem os agentes que se deram bem nos quase 15 anos de era petista, com Lula e Dilma na presidência.

Esses grupos, poderosos, estão muito bem representados no Congresso Nacional e foi sob sua influência e por conta de um erro tático político primário do presidente Bolsonaro, que o Parlamento rejeitou Renan Calheiros no comando do Senado e lá encaixou um réu em processo de corrupção. O senador Renan, como todos sabem, sempre atuou em defesa da governabilidade – foi assim com Fernando Henrique, com Collor,  com Lula e Dilma – e o fato inelutável é que as corporações, saudosistas dos tempos de dinheiro público fácil e abundante, não querem saber de governabilidade enquanto Bolsonaro comandar o Planalto.

Então, rejeitam de forma escancarada os projetos e propostas do governo, não importando se interessam e atendem ao interesse nacional. O que importa, para os grupos dominantes, é o desgaste do presidente porque esse é o caminho, medido e calculado, para trazer de volta o cenário de dinheiro público farto e volumoso daqui a quatro anos. Uma estratégia nada genial e nada sutil.

O cerco não se amplia e não se adensa porque, saindo Bolsonaro, entra o general Mourão, que já foi testado e dissecado e mostrou que conhece e sabe jogar o jogo das elites deserdadas. A tática, pois, não é derrubar Bolsonaro, mas mantê-lo na frigideira, flambando, fritando, sem tostar e sem carbonizar. O próprio PT estremece só em ouvir alguém pronunciar o nome Mourão...

 

PESQUISA MOSTRA RENAN FILHO EM ALTA

Impressiona a performance de Renan Filho em Maceió. Não se tem notícia de um governador (nem Suruagy, no auge da carreira) tão bem avaliado pela população da capital. A nova pesquisa do Ibrape mostra que 76% dos moradores de Maceió aprovam a forma como Renan Filho está governando Alagoas, Um recorde.

 

FULMINANDO A MALDIÇÃO DO SEGUNDO MANDATO

Em dia com a folha salarial do funcionalismo, avançando com as obras iniciadas na gestão anterior e lançando projetos nos mais variados setores da administração, Renan Filho desmonta o mito de que o ‘segundo mandato é a fórmula do fracasso’. Logo, logo o governador alagoano será ‘descoberto’ pela mídia nacional...

 

CONSUMO DE BEBIDA NO ESTÁDIO REI PELÉ

Renan Filho sancionou o projeto que libera álcool nos estádios, mas quer um período experimental. Para isso, vai enviar outro projeto à Assembleia fixando prazo e propondo um amplo debate sobre o assunto. O ideal, nessa história, era que a liberação definitiva só fosse aprovada após três clássicos entre CSA e CRB, com o Rei Pelé lotado e as torcidas empapadas de cerveja...

 

O CACIFE POLÍTICO DO XERIFE ALFREDO GASPAR

Responsável direto e pessoal pela guinada da segurança pública no Estado, Alfredo Gaspar é um nome consensual hoje. Sua atuação no comando do Ministério Público também o consagra como um baluarte das causas e dos anseios do povo alagoano. E tudo isso se traduz em capital político, com uma diferença em relação a outros nomes em cogitação para 2022: Gaspar é uma realidade, vista e aprovada, e não uma experiência...

 

ESPANHOL, SIM, MAS SÓ DEPOIS DO PORTUGUÊS

Após aparecer com o projeto que libera álcool nos estádios de futebol, o deputado Bruno Toledo agora quer incluir no currículo escolar o idioma Espanhol. Vale, a sugestãi, mas, antes, o tucano deveria focar outra meta, mais crucial: fazer o alunado tupinambá aprender o Português. Primeiro, claro, a língua de casa...

 

NÃO ACEITAM NEM PACTO ENTRE OS PODERES

Não é oposição a Bolsonaro, é oposição ao Brasil. Depois que, ouvindo o clamor das ruas no domingo passado, os chefes dos três poderes se reuniram e anunciaram um pacto em apoio a reformas, os contras estrebucharam. Ficaram apopléticos. O que querem? O país afundando, o ‘quanto pior melhor’.

 

ESTADO CONTRATARÁ MAIS SERVIDORES

De novo na contramão da crise nacional, em cujo epicentro tem estado atrasando até a folha do funcionalismo, o governo de Alagoas confirma a realização de concursos neste ano e em 2020. Será contratado mais pessoal para segurança, saúde e educação -  além de auditores da Fazenda estadual.

 

 

seta

Manifestações - quem perdeu e quem ganhou com a volta do povo às ruas?

27/05/2019 16:13

As manifestações deste domingo, todas pacíficas, valeram menos pelo apoio ao presidente Jair Bolsonaro, do que como recado aos que mantêm a ideia fixa nos próprios interesses, esquecendo-se do país. Com grandes marchas em Copacabana e na Av. Paulista, Rio de Janeiro e São Paulo lideraram a mobilização nacional.

Não importa comparar os atos deste domingo com os do dia 15, quando grupos de estudantes e professores foram às ruas para defender suas verbas orçamentárias, mas também – com visíveis infiltrações políticas – para protestar contra o governo federal.

Importa pouco, o comparativo – valendo lembrar que o público nos dois principais palcos, Copacabana e Av. Paulista, superou em muito o do protesto estudantil – porque os focos foram distintos. Um foi protesto e o outro, um grito de apoio.

E a verdade incontestável é que o protesto sempre tem mais motivação do que o ato espontâneo como o deste domingo. Foi justamente por isso que os líderes petistas, diante da manifestação anunciada, usaram a estratégia correta: não subestimaram Bolsonaro nem ‘provocaram’ a massa. Acerta quem diz que, uma vez no poder, o comando vitorioso na eleição presidencial recente não tem motivo para convocar protesto. E não tem.

Logo, em sendo assim, a mobilização nacional deste final (ou início) de semana deve ser avaliada como um grandioso esforço voluntário de segmentos da população (muitos jovens, cumpre assinalar) que, impacientes com a demora de decisões no Congresso Nacional, viram na resposta ao ato estudantil uma oportunidade de cobrar mais celeridade no caminhar do Parlamento. E de manifestar apoio e solidariedade não apenas ao presidente, que comanda o projeto em busca de um novo Brasil, mas também aos projetos considerados essenciais para mudar a realidade brasileira, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Sem esquecer, claro, da enfática defesa da Lava-Jato, um símbolo vivo do combate à corrupção que tanto mal tem feito ao povo brasileiro.

Ganha Bolsonaro, com a demonstração de apoio popular, mas ganham, sobretudo, o Brasil e todos aqueles que estão engajados na luta pelas mudanças que a maioria da sociedade está a exigir.

seta

Braskem x Pinheiro - E a responsabilidade da fiscalização?

20/05/2019 14:44

Já em sua fase de instalação, em amplo terreno situado no trecho final da Av. Assis Chateaubriand, a Salgema (depois Triken e atualmente Braskem) foi objeto de grande controvérsia. Ambientalistas, como José Geraldo Marques, protesto como pôde contra a localização da mineradora, mas perdeu a disputa.

E era visível: a área, embora não habitada, estava encravada entre o Pontal da Barra, aprazível recanto turístico, e o Trapiche. O problema, que décadas depois se tornaria crucial, era que ali estava o complexo industrial, o centro de processamento, e não as reservas de sal-gema, objeto essencial da mineração.

Ninguém ou quase ninguém atentou para isso. Demonizou-se a Salgema, vista até como uma ‘bomba atômica’ prestes a explodir e acabar com a cidade, muita gente vendeu suas casas, mudou-se do Trapiche, causando forte desvalorização imobiliária, quando o real perigo estava situado há alguns quilômetros dali.

E a fiscalização?  Claro que a empresa tinha seu corpo de técnicos, engenheiros, a quem competia zelar pela segurança das áreas exploradas. Mas, e a fiscalização de órgãos externos? Hoje existe a Agência Nacional de Mineração, criada em 2017, mas antes existia o Departamento Nacional de Produção Mineral. E o que fizeram para evitar Mariana, Brumadinho e agora Pinheiro?

Também questionável é o papel do IBAMA nessa história. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente não sabia que havia exploração mineral com possíveis e até prováveis danos ambientais na região do Mutange-Pinheiro?

Ou seja, a depender da ‘fiscalização’, ninguém está seguro, aqui e em toda parte do território nacional. Esse, o cerne da grave questão. É só fazer um paralelo com a política: Câmara fiscaliza, Assembleia fiscaliza, Congresso fiscaliza, Tribunal de Contas fiscaliza, Controladoria fiscaliza, Ministério Público fiscaliza e, no entanto, ninguém consegue sequer ‘conter’ a corrupção...

 

BRASKEM DEVE PERMANECER EM ALAGOAS

Apesar do laudo dos geólogos e do quadro crítico que se instalou no Pinheiro, a Braskem deve continuar operando em Alagoas. O problema da mineração pode ser resolvido com a escolha de áreas não habitadas, distantes de centros urbanos, prevenção que deveria ter sido considerada quando a Salgema veio para cá.

 

GOVERNO QUER BRASKEM EM ÁREA DESABITADA

Enquanto o governador Renan Filho defende a Braskem operando em região não habitada, o secretário da Fazenda, George Santoro, chega a sugerir que a empresa opere com matéria-prima trazida de outro estado. Lembrando que a Braskem se instalou na área do Pontal, mas a mineração era feita na região do Pinheiro.

 

PROBLEMA NÃO É DIZER, MAS COMO DIZER...

Com seu jeito simples de falar, Bolsonaro diz que ‘fez um compromisso’ de nomear Moro para o Supremo. Nenhuma revelação, era o que todos sabiam ou, pelo menos, esperavam. O presidente quis dizer: “Olha, quando abrir uma vaga vou lhe nomear para o Supremo Tribunal”. Quem enxerga conluio nisso mostra o que tem na cabeça...

 

LUIZ CARLOS ASSUME DIREÇÃO-GERAL DA ALE

O competente Luiz Carlos Alves de Oliveira acaba de assumir um dos cargos mais importantes da Assembleia Legislativa Estadual. Nomeado pelo presidente Marcelo Victor, Luiz Oliveira - que é graduado em Administração - foi empossado como diretor-geral da Casa de Tavares Bastos.  Ele sucede Igor Bitar, diretor de Recursos Humanos, que vinha ocupando a DG interinamente.

 

PAULÃO NÃO PERDOARÁ SÉRGIO MORO, JAMAIS...

O deputado Paulão disparou críticas a Sérgio Moro, o que não surpreende. Novidade seria ouvi-lo elogiando Moro. Diz que o ministro da Justiça ficou mal na história da indicação para o Supremo Tribunal, está desmoralizado, essas coisas. Bom, o fato é que Paulão é cria do PT, ganha a vida como petista e jamais vai perdoar o homem que mandou o grande chefe Lula para a cadeia.

 

DELAÇÃO PREMIADA VALE, MAS TEM DISTORÇÕES

A delação premiada é um instituto válido, uma arma infalível nas investigações de corrupção. Verdade. Mas os vazamentos seletivos – que atendem a interesses inconfessáveis – desvirtua a delação recompensada, que também padece de outro mal: a mentira de quem delata só para ter a pena reduzida.

 

SISTEMA AQUI JÁ É O PARLAMENTARISMO

Implantar o parlamentarismo no Brasil seria uma redundância. Não de agora, o Parlamento manda, deita e rola. Lá atrás, impôs a renúncia de Jânio Quadros. Mais adiante, derrubou Fernando Collor. Recentemente, destituiu Dilma. E, agora, como todos estão vendo – e com a velha política de sempre – tenta criar clima para implodir o governo de Bolsonaro. Quem manda?

 

seta

Na campanha, juraram combater a corrupção. E os eleitores acreditaram...

14/05/2019 14:34

A democracia é o melhor regime porque faz da esperança uma cultura popular. A cada eleição, o povo comparece às urnas para votar, escolher governantes e legisladores, e o faz, sempre, na esperança de que o cenário político se renove e os novos mandatários cumpram os compromissos que assumem, solene e reiteradamente, durante as campanhas eleitorais.

Mas o regime democrático também serve para causar tristezas e desenganos. Pois entristece ver, por exemplo, que muitos dos congressistas eleitos e reeleitos, em outubro passado, estão fazendo precisamente o contrário do que prometeram. Falaram em moralidade, em combate à corrupção, na defesa dos meios para evitar desvios do dinheiro público. Tudo dimensionado no coro eleitoral que comoveu parcela considerável do eleitorado.

Nas últimas semanas, porém, partidos se mobilizaram e inúmeros parlamentares se uniram não para votar um projeto contra a rapinagem no meio político, o que não seria mais do que o cumprimento do dever, mas para retirar do Ministério da Justiça o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

O senador petista Rogério Carvalho, do PT do Ceará, lançou um brado digno de um honrado patriota: “O Coaf, sob o comando do ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, é uma Gestapo brasileira”... O Coaf, como se sabe, rastreia e identifica contas bancárias recheadas com dinheiro de propina, de lavagem, do tráfico e de outras fontes ilegais. Foi esse órgão que descobriu depósitos suspeitos na conta do assessor de Flávio Bolsonaro.

Por que deputados e senadores deveriam temer o Coaf atuando no Ministério da Justiça? Se agem corretamente, se não cometem desvios financeiros, se não se locupletam com o dinheiro da pilhagem política, por que temeriam ver o Conselho de Controle Financeiro nas mãos de Sérgio Moro? Ao pressionarem para que o órgão volte para o Ministério da Economia, não estão acusando abertamente a Pasta de omissão ou conivência com a bandalheira?

A esperança na democracia deve ser cultuada sem limites, mesmo porque, sob o regime democrático, a esperança não é a última que morre, ela não morre nunca. Mas é penoso vê-la apunhalada pelos que agem traindo o respeito e a confiança dos próprios eleitores.

 

PSOL CONDENADO POR OFENSA MORAL

Sempre que é alvo de insultos e ofensas morais, o senador Renan Calheiros recorre à Justiça, sem se preocupar com o valor das indenizações. Ganhou várias causas e recebeu pouco. Agora mesmo, o PSOL foi condenado a pagar R$ 10 mil ao senador por tê-lo detratado publicamente. Renan não está nem aí para a quantia arbitrada. Mas curte o revés moral do partido ofensor.

 

BOLSONARO SABIA E DISSE QUE ERA MINERAÇÃO

Quando afirmou, no início do ano, que os problemas geológicos no Pinheiro eram decorrentes de mineração, o presidente Jair Bolsonaro detinha informações seguras sobre a situação do bairro maceioense. O estudo conclusivo que acaba de ser divulgado apenas confirma que Bolsonaro não deu um ‘simples palpite’.

 

QUEM É O CRÍTICO DE BOLSONARO EM NY

Bill de Blasio é prefeito de Nova Iorque e aspirante à condição de candidato presidencial para enfrentar Donald Trump. É o cara que fez de tudo para impedir a cerimônia da Câmara de Comércio Brasil/Estados Unidos em homenagem a Bolsonaro. Pois bem, o Bill é acusado de captar dinheiro ilegalmente para o fundo partidário. Ou seja, só mais um corrupto violando a lei...

 

FÁBIO FARIAS E A RELAÇÃO ENTRE OS PODERES

Um mestre em relações institucionais, Fábio Farias já encontrou espaço na agenda para visitar o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tutmés Airan. Como fez na gestão passada, o chefe do Gabinete Civil do governo Renan Filho (reconduzido ao cargo há poucos dias) dimensiona a importância de se manter relações amistosas e operosas entre os poderes, sempre buscando avanços para melhorar a realidade social e econômica do Estado.

 

COMO DILMA ROUSSEF TRATOU A EDUCAÇÃO

Com o lema ‘pátria educadora’ – lembra? – a presidente Dilma Rousseff cortou R$ 10,5 bilhões da educação, atingindo até, isso mesmo, escolas primárias e creches. Ninguém reagiu, ninguém esperneou, ninguém viu prejuízo educacional, ninguém previu qualquer ameaça ao futuro das ‘novas gerações’.

 

LULA TAMBÉM CORTOU RECURSOS DAS ESCOLAS

Antes, seu guru Lula já havia detonado o setor de ensino efetuando um corte de R$ 1,28 bilhão do Ministério da Educação. À época, dos atuais críticos do governo Bolsonaro, não se viu um só ato de resistência, ninguém estrilou. E olhe que, então, não foi contingenciamento orçamentário, como agora, Foi corte mesmo.

 

UOL: “LUCRO DA PETROBRAS ENCOLHE 42%”...

Notícia do Uol: “A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 4,031 bilhões no primeiro trimestre, o que representa uma redução de 42% sobre o ganho de R$ 6,961 bilhões apurado no mesmo trimestre de 2018, mas um aumento de 92% em relação aos R$ 2,102 bilhões obtidos no quarto trimestre do ano passado”. Ora, o foco não deveria ser o aumento de 92%?...

seta

Primeira Edição © 2011