seta

527 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A quem interessa o debate entre os candidatos

13/08/2018 12:52

A campanha eleitoral está aberta com a tradicional temporada de debates. Alguns – apenas os pouco informados – acreditam que debate entre candidatos produz algo positivo, aproveitável. Não produz. Nunca, em época alguma, nasceu em debate um projeto feliz, uma ideia iluminada, enfim, um programa social válido. Aliás, o debate serve, talvez, para melhorar a posição de quem está atrás nas pesquisas de intenção de voto. Candidato precisando de impulso, de decolagem, empresta a esses reptos um valor, uma importância que eles, definitivamente, não têm.

Houve época em que as pessoas eram atraídas, não pelo conteúdo, pela essência dos confrontos, mas pelo embate verbal entre certos candidatos. A troca de ofensas, os ataques pessoais, a virulência oral parecia substituir – e satisfazer a plateia sequiosa por ouvir insultos e provocações – os embates mortais nas arenas romanas. Assessores e aliados dos contendores anunciavam os duelos prometendo tiroteios incríveis, ainda que sem balas.

Essa volúpia por contendas ferinas não acabou. Atualmente, aliás, quando se fala em debate com presidenciáveis, uma parcela do eleitorado fica eletrizada na expectativa de assistir a um massacre em cima do candidato Jair Bolsonaro. Isso ainda existe.

Bom, e se o debate não serve para nada – salvo para dar alguma visibilidade a postulante mal posicionado diante dos eleitores – o que importa no processo eleitoral? O histórico de cada um. É o que mais interessa, é o instrumento mais relevante, porque deixa o eleitor bem informado sobre o que cada candidato fez – ou deixou de fazer – e, portanto, sobre sua capacidade de realização.

O debate, sem plateia inquirindo, sem jornalistas questionando, chega a evocar o discurso televisivo do Guia Eleitoral, em forma de monólogo, muito propício a promessas irrealizáveis. Uma ferramenta da demagogia, usada também para agredir, para provocar, com os insultos partindo, sempre, dos que estão mal avaliados nas pesquisas de opinião.

Por tudo isso, o debate – ainda que renda um pouco mais de audiência aos veículos transmissores – deve ser visto como uma perda de tempo, porque nada lega à população. O eleitor deve, isto sim, procurar saber, como absoluta prioridade, quem realizou, quem já fez e pode fazer mais.

 

 

RUMO COLLORIDO

Se perder a batalha sucessória, Collor deverá fazer uma inflexão e sair do Senado rumo à Câmara Federal, em 2022. É isso que se infere de sua decisão de medir forças com Renan Filho este ano.

 

APENAS HIPÓTESE

Talvez, Collor tenha se precipitado. Não existe nenhum indicador, hoje, de que Renan Filho deixará o governo, no início de 2022, para concorrer ao Senado. Collor foi movido por uma ‘hipótese’.

 

CÂMARA DE OLHO NA CAMPANHA DE KELMANN

Redobrou o interesse dos vereadores de Maceió pela sucessão estadual. Motivo: a candidatura do presidente Kelmann Vieira abre a perspectiva de mudança de comando na Câmara Municipal. Ou seja, se Collor ganhar a eleição, seu vice Kelmann deixará o Legislativo da Capital a partir de 1º de janeiro, ensejando a eleição de uma nova Mesa Diretora para o biênio 2019/2020.

 

ATÉ TU, DILMA

Dilma admite que foi um erro indicar Rodrigo Janot para a Procuradoria Geral da República. ‘Metralhadora giratória’, Janot acabou acertando alvos privilegiados do próprio grupo de Dilma.

 

TRISTE DESENLACE

No final, Janot se viu enrolado na teia armada por Joesley Batista, da JBS. E implodiu de vez com a revelação de que seu braço direito Marcelo Miller usou o MPF para ajudar os irmãos Batista.

 

TEREZA COLLOR REAGE À CANDIDATURA DE COLLOR

Ao saber que Fernando Collor disputará o governo alagoano, a musa Tereza Collor, que concorrerá a uma vaga na Câmara Federal, emitiu nota em que afirma: “É muito triste para mim, que cortei da própria carne para combater esquemas nefastos para o Brasil, ver meu próprio partido, ao qual estou filiada há 20 anos, se aliar regionalmente a esta candidatura ao governo de Alagoas”.

 

CALOTE FEDERAL

Michel Temer já admite adiar para 2020 o reajuste do funcionalismo federal. Segundo o Ministério do Planejamento, o calote proporcionaria ao governo economia de R$ 6,9 bilhões.

 

E O MEIRELLES?

Resta saber o que pensa disso o presidenciável Henrique Meirelles. Enquanto ministro da Fazenda, ele topava qualquer parada. E agora, como candidato à sucessão de Temer?

 

ELEIÇÃO EM MACEIÓ APRESENTA DOIS CENÁRIOS

A eleição em Maceió, sobretudo para governo e Senado, terá dois cenários retratados nas pesquisas de intenção de voto: o da capital e região metropolitana, com o voto mais ‘politizado’, e o do interior onde predomina o eleitorado formado pelo conjunto dos municípios de porte médio e pequeno. Ou seja, estar bem em Maceió não significa garantia de vitória eleitoral.

 

PEGOU MAL

Aliados de Collor não gostaram nem um pouco do anúncio de apoio feito pelo ex-prefeito Adalberon Cavalcante, de Satuba. Ele foi condenado pela execução do professor Paulo Bandeira.

 

NEM FALAR

Ausente na convenção do PTC-PSDB, Rodrigo Cunha já avisou que não subirá em palanque, nem com Collor nem com Biu de Lira. A vereadora Tereza Nelma também está fora do arranjo.

 

LULA E BOLSONARO LIDERAM NAS REDES SOCIAIS

Segundo levantamento feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) (que analisou as postagens dos presidenciáveis de 7 de julho a 6 de agosto),

Jair Bolsonaro está colado em Lula. O deputado recebeu, em média, 111.590 interações por postagem, enquanto o ex-presidente obteve 111.405.  João Amoêdo, que vem logo em seguida, conseguiu 43.453 interações em média.

 

seta

Collor é candidato a governador. E agora?

05/08/2018 21:25

 

A convenção tucana realizada neste domingo confirmou o que se sabia: o PSDB não tinha um nome ‘competitivo’ para disputar o governo com Renan Filho. Os principais picones da legenda – Teotonio Vilela, Rui Palmeira e Rodrigo Cunha – preferiram ficar de fora do processo. Assim também já havia decidido o aliado Benedito de Lira.

Mas o que poderia ser um baita vexame – o principal partido de oposição sem um nome de referência para comandar a campanha ao governo – acabou se dissipando com o repentino surgimento do senador Fernando Collor, que há duas semanas garantia, em Brasília, ser candidato à Presidência da República.

O que se pergunta é até que ponto a entrada de Collor em cena altera o processo sucessório estadual. O senador integra um pequeno partido – PTC – e vai fazer o que sempre faz, até por força do instinto: jogar o jogo eleitoral. Sem compromisso com a vitória, pois já ganhou uma e perdeu duas para governador – as últimas que disputou.

O fato é que diante de uma liderança quase hegemônica exercida pelo MDB em Alagoas, Collor foi lançado por duas motivações: ajudar o filho, Fernando James, a se eleger deputado federal, e antecipar a próxima disputa senatorial, prevista para daqui a quatro anos.

Como é sabido, em 2022 só haverá uma vaga de senador em jogo. Collor vai querer se reeleger, obviamente, e sabe que seu provável adversário será Renan Filho, hoje um nome já com projeção nacional e com perspectiva de mais afirmação, se permanecer à frente do governo alagoano.

A oposição, é verdade, respirou aliviada com o anúncio de Collor, mas sabe que a missão será muito, mutíssimo difícil. O senador tentou o governo em 2002 e perdeu. Tentou de novo em 2010, e não conseguiu. Com votação declinante.

Agora, chega com um trunfo – seu vice, o vereador Kelmann Vieira é uma liderança emergente, tem potencial – mas Collor está ao menos dois anos atrasado. Ele se lança com tudo já encaminhado - coligações definidas, candidaturas consolidadas – numa eleição de campanha curtíssima e com o Estado todo já exaustivamente ‘explorado’ em articulações políticas...

Para a oposição, contudo, – não para a esquerda alagoana, vale anotar – Collor de Mello chega para ‘animar o baile’, uma balada já bem próxima do acorde final, e, quem sabe, tirar um peso enorme das costas de Rui Palmeira. Mais isso vai ter um preço.

seta

Rodrigo Cunha ainda pode desistir, como fizeram Rui, Biu, Téo...

05/08/2018 09:11

Calma lá, o texto aqui não pretende sugerir que o deputado Rodrigo Cunha estaria pensando em cair fora da corrida ao Senado. Não é isso. O foco é o seguinte: se Rui Palmeira não topou, se Teotonio Vilela sequer cogitou, e se Benedito de Lira recusou antes de todos, por que sobrou para Rodrigo Cunha?

Essa é a questão. Quando provocados para assumir a liderança do bloco e o comando da campanha, Biu, Téo e Rui não quiseram nem conversar sobre o assunto. Disputar o governo, com Renan Filho, nem pensar. O único que ainda cozinhou o mote – muito mais para se manter em evidência, do que para entrar pra valer na difícil batalha  – foi o prefeito maceioense. Não passou de faro.

Especulado para concorrer ao Senado, Rui também saiu de fininho. O cargo de prefeito era o ‘pássaro na mão’, ao passo que governo e Senado eram ‘dois pássaros...voando’. Téo Vilela, bem situado nas pesquisas, igualmente desistiu do Congresso, por motivos que nunca foram devidamente esclarecidos. Restou Benedito de Lira que, desde o início, fincou pé, disse e reiterou que o seu objetivo era apenas a reeleição.

Sobreveio, então, outra questão: o bloco tem força suficiente para eleger dois senadores? Não tem, sobretudo, enfrentando um grupo liderado por Renan Filho, um governador elogiado até pelos adversários. Então – a pergunta se impõe – por que Rodrigo Cunha? Bom para o grupo, sem dúvida, mas crucial, obviamente, para eles próprios – o senador e o deputado estadual.

São duas vagas de senador e, por todas as indicações prováveis, uma estará reservada à coligação governista. Renan desponta como o principal favorito, o primeiro, no grupo e na disputa com os demais. Benedito, Maurício e Rodrigo (nesse momento, nesta ordem) brigarão pela segunda cadeira. Quintella é macaco velho.

Nos bastidores circula a versão de que Rui não saiu para o governo porque Biu teria desistido de ser seu vice (uma promessa feita após a sucessão de 2014, segundo ainda a versão circulante). Seria uma total inversão de valores. Sobrou para Cunha, que poderia, com a humildade mais apropriada para seu estágio, concorrer a uma vaga de deputado federal, sem qualquer risco.

Quanto ao título do comentário: os candidatos aprovados em convenção têm até 15 de agosto para eventuais mudanças.

 

FUNCIONA ASSIM

Conforme o calendário eleitoral do TSE, um nome aprovado na convenção partidária, para concorrer ao Senado (até 5/8), pode desistir e entrar na chapa para deputado federal, até 15/8.

 

O QUE VALE

No fundo, o que vale mesmo não é o que se aclama durante a convenção partidária, mas o que consta da lista que cada partido envia, com pedido de registro de candidatura, à Justiça Eleitoral.

 

RECURSO DE LULA DEPENDE DE CÁRMEN LÚCIA

Se depender do ministro Edison Fachin, relator da Lava-Jato, o Supremo Tribunal julgará, antes do dia 15, o recurso que pede a suspensão da pena do ex-presidente Lula. A maioria do STF já negou recurso para soltar Lula, mas a defesa insiste em mais e mais pedidos. Cabe a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, decidir se pauta ou não o recurso da vez, considerando que 15 de agosto é o prazo final para registro de candidaturas.

 

MAIS ELEITORES

Em apenas quatro anos, segundo o TSE, o Brasil ganhou quatro milhões de eleitores. Mais de 147 milhões de votantes estão aptos a comparecer às urnas de outubro para votar em seis candidatos.

 

MENORES DEPUTADOS

A Câmara dos Deputados registrou a presença de oito, dos 513 deputados, na sessão de reabertura dos trabalhos. Ou seja, na luta pela sobrevivência, o pessoal vai se lembrar de Brasília?

 

HENRIQUE MEIRELLES LIBERA MDB NOS ESTADOS

A decisão de Michel Temer, de lançar Henrique Meirelles para concorrer â presidência da República, produziu um efeito em cadeia: nos estados, os líderes do MDB se sentem à vontade para apoiar candidatos de outros partidos. Em Alagoas, por exemplo, o senador Renan já descartou Meirelles, enquanto o governador Renan Filho adiantou que votará em Lula e, se for o caso, em quem o ex-presidente indicar.

 

MAIS PROVÁVEL

Nos bastidores políticos, em Brasília, a previsão de muita gente é de que Lula não será liberado para concorrer à presidência, mas, em compensação, seria posto em liberdade após as eleições.

 

SEGUNDA INSTÂNCIA

O futuro Congresso Nacional deverá decidir: em relação à prisão em segunda instância, vale o que está prescrito na Constituição Federal ou o entendimento dos ministros do Supremo Tribunal?

 

COMUNISTAS, BOLSONARO E UM ERRO TÁTICO

Jornalistas ditos de esquerda – comunistas, marxistas, coisa e tal – tentaram a todo custo esmagar Jair Bolsonaro, no programa Roda-Viva, mas, no final, só conseguiram deixar mais evidente que o deputado é um candidato diferenciado. Em nenhum momento, Bolsonaro sinalizou ser como os políticos que os ‘socialistas’ costumam desenhar como modelo de governante. Conclusão: saiu-se melhor do que poderia. Venceu a disputa.

 

MAUS EXEMPLOS

Atualmente, quando se fala em socialismo, em esquerda, as pessoas (mesmo as pouco informadas) perguntam por Cuba, Venezuela, Bolívia e até Rússia, que aderiu ao capitalismo.

 

EXCEÇÃO, MAS...

Dos países que serviram de laboratório para o comunismo, a China é o único que consegue crescer. Graças a um tipo de capitalismo que mantém os trabalhadores sub-remunerados.

seta

Quem é quem na batalha ao Senado, em Alagoas

31/07/2018 10:25

 

A eleição para o Senado, em Alagoas, será um páreo difícil, não tanto pelo número de aspirantes, mas pelo potencial de cada um. São quatro com chances reais – Renan Calheiros, Benedito de Lira, Maurício Quintella e Rodrigo Cunha – mas os dois primeiros, por várias razões, continuam como favoritos.

Supondo-se um confronto direto entre Renan e Biu, pela primeira vaga, o favoritismo é do emedebista. Em 2010, Benedito se saiu melhor porque Renan lhe concedeu o segundo voto, anulando, com isso, Heloísa Helena. Neste ano, o segundo voto do eleitor de Renan irá para Maurício, de forma prevalente e com reciprocidade. Será o ‘efeito dobradinha’.

A disputa pela segunda vaga, entre Rodrigo Cunha e Maurício Quintella, promete. Cunha chega com o discurso do ‘novo’, que sensibiliza o eleitorado mais jovem. Mas Maurício tem longa estrada percorrida e, como Renan e Biu, contabiliza muitas obras trazidas para Alagoas.

Pesquisa de intenção de voto, a que a Coluna teve acesso, mostra Renan em primeiro e Biu em segundo. MDB e PP acham que podem manter esse diapasão, mas os aliados de Quintella lembram que ele será içado pela dobradinha com o senador Renan e pelo poderio do bloco liderado pelo governador Renan Filho. Rodrigo Cunha vai apostar no Guia Eleitoral, explorando o ‘discurso moralista’ como principal trunfo.

O senador Renan lidera a corrida pelo muito que já fez por Alagoas. Sobretudo, após a ‘fase romântica’, dos discursos candentes e pouco produtivos. A partir dos anos 1990, ele trocou a virulência oral pelo pragmatismo: trabalho, obras, recursos trazidos para o Estado por meio de emendas orçamentárias e, de forma indireta, por sua força como presidente do Congresso.

A isso se soma o fato de concorrer por um bloco com candidato considerado imbatível ao governo. No interior (mais de dois terços dos votantes) o eleitor vive junto do prefeito, que cola no deputado, que vive junto do governador. Funciona assim.

Aliás, além e contar com o disputadíssimo apoio do governador, o senador Renan tem ainda o aval solidário do ex-presidente Lula, ao passo que Rodrigo Cunha, em perceptível desvantagem, deve caminhar sem o respaldo imprescindível de um nome forte concorrendo ao governo. E isso vai pesar muito no cômputo final.

 

seta

Um candidato com potencial - pra conferir, mais adiante

22/07/2018 16:29

As últimas articulações nos bastidores do tabuleiro nacional começam a sinalizar apoios importantes a Geraldo Alckmin. Embora citado em inquérito que apura doações de caixa dois, Alckmin é um político com potencial e peca, por ingenuidade, quem considera seu projeto presidencial uma aventura, por haver renunciado ao governo de São Paulo na metade do mandato.

O PTB saiu na frente, anunciando sua adesão a Alckmin. Logo depois, sete legendas do Centrão – entre elas Democratas, PRB e Solidariedade – seguiram o mesmo caminho, depois de um namorico com o PDT do irascível Ciro Gomes.

Alguns nutrem dúvida quanto às chances do ex-governador paulista lembrando seu fraco desempenho quando tentou a presidência. E daí? Lula perdeu quantas, antes de se instalar no Palácio do Planalto? Se o raciocínio valesse, Marina Silva (bem situada nas pesquisas) estaria disputando uma vaga de senadora ou deputada. O próprio Ciro Gomes estaria fora do páreo.

Só perde eleição quem concorre. É a regra. E muitos dos que se elegem não atingem o objetivo na primeira tentativa. Mesmo porque a derrota ajuda o eleitor a pensar como seria o governo de alguém, considerado bom político, que não se elegeu.

Alckmin fez um bom governo em São Paulo, em dois mandatos, e tem como um dos principais atributos a serenidade. Avesso a intrigas políticas, sempre é ouvido e consultado – inclusive pelos setores mais críticos da imprensa – nos momentos de grave crise nacional. Foi assim no episódio do impeachment de Dilma, e depois, com a investidura de Michel Temer no poder central.

Não bastasse sua influência política e o fato de liderar um dos maiores partidos do país – o PSDB – e de atrair parceiros fortes, com força gravitacional própria, Alckmin representa o Estado mais importante do contexto federativo.

Não se pretende aqui – anote-se – prever sua vitória em outubro. Apenas chamar a atenção para um nome que tem potencial e não deve ser minimizado, ainda mais dentro do precário quadro de opções postas até agora perante o eleitorado nacional.

seta

Primeira Edição © 2011