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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Renan Filho vencerá seus desafios?

17/10/2014 10:07

A frase inteligente, criativa, usada durante a campanha de Renan Filho (“pequenas obras, grandes transformações”) não deve se converter em um dogma administrativo. A expressão foi cunhada para os embates da campanha (foi muito bem empregada no último debate na TV Gazeta) e teve como inspiração a escassez de recursos financeiros que impede o Estado de sonhar com grandes projetos. Tudo bem, mas não deve, a proposta de campanha, justificar acomodação. Caberá ao futuro governo correr atrás, ir em busca de meios para viabilizar, também, obras de médio e grande porte.

Pequenas obras, sim, com recursos próprios, originários dos impostos que a população recolhe, mas grandes projetos, programas de larga abrangência, com dinheiro captado lá fora. Hospitais, rodovias, conjuntos habitacionais, adutoras – são obras caras impossíveis de serem custeadas pelo governo estadual. Mas são obras que a realidade exige para mudar a situação do Estado.

Os desafios que esperam Renan Filho são imensos, mas ele não estará sozinho. Se der Dilma no segundo turno, Alagoas poderá contar com um governo federal aliado. Se der Aécio, a situação não será diferente, já que o senador garantiu que, uma vez eleito presidente, renegociará a dívida pública de Alagoas. Significaria um desafogo, uma sobra de caixa perto de R$ 25 milhões mensais, suficiente para bancar projetos mais ousados, obras mais caras.

A transformação do Estado, da realidade social de Alagoas, não se consumará sem o olhar solidário do governo central, seja quem for eleito no próximo dia 26. Milagres só acontecem nas campanhas eleitorais. E acontece que a realidade, fora dos palanques eletrônicos fantasiosos, não se rende a lances fugazes de ilusionismo.

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Romário, senador de 6,6 milhões de votos, vai declarar apoio a Aécio

14/10/2014 13:39

 

Chove na horte do Aécio Neves. Após receber o apoio emocionado da família do governador Eduardo Campos, em Pernambuco, e de Marina Silva (20 milhões de votos no primeiro turno), o presidenciável tucano deve a qualquer momento ganhar a adesão de Romário. Isso mesmo, Romário, o cara do tetracampeonato mundial em 1990, deputado federal e eleito, agora, senador pelo Rio de Janeiro com 6 milhões e 600 mil votos. Pesa? O anúncio do apoio é esperado para esta semana, após conversa entre Romário e Aécio.

Nesta terça-feira (14) Romário participou de mais uma votação do Conselho Deliberativo de seu clube de coração, América. Cobiçado como cabo eleitoral, graças aos 4,6 milhões (63,4% dos válidos) de votos que recebeu, Romário disse que teve de adiar encontro marcado com o candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, e que espera novo contato do tucano.

O deputado já descartou apoio à presidente Dilma Rousseff e disse que Aécio, em conversa por telefone, se dispôs a encampar as três reivindicações do ex-jogador: criação de centros de diagnóstico e tratamento para pessoas com deficiência e doenças raras; expansão do esporte para áreas carentes e nova política de prevenção de drogas, especialmente crack, com atenção aos dependentes.
Questionado se aceitaria um convite para ocupar o Ministério do Esporte, o Baixinho respondeu: "Quero cumprir meu mandato de senador. É uma possibilidade que eu não vou descartar mais para frente".
No domingo, 12, Romário anunciou apoio à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disputa o segundo turno com o senador Marcelo Crivella (PRB). O ex-jogador disse que deverá participar de uma carreata ao lado de Pezão em São Gonçalo (região metropolitana), no próximo sábado, 18.
O Baixinho votou na chapa única do Conselho Deliberativo, no Club Municipal, na Tijuca (zona norte). Em novembro, os conselheiros elegerão Romário, candidato único, presidente do America.
O senador eleito disse que vai conciliar as funções de parlamentar e dirigente. "O clube não precisa da minha presença física. Nos fins de semana estou sempre no Rio. Além disso, posso despachar depois do expediente no Senado", afirmou. Romário planeja adotar no América o modelo de clube-empresa, com uma equipe responsável pela administração. O deputado deve embarcar nesta tarde para Brasília.

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Renan Filho e seus desafios

13/10/2014 08:18

A frase inteligente, criativa, usada durante a campanha de Renan Filho (“pequenas obras, grandes transformações”) não deve se converter em um dogma administrativo. A expressão foi cunhada para os embates da campanha (foi muito bem empregada no último debate na TV Gazeta) e teve como inspiração a escassez de recursos financeiros que impede o Estado de sonhar com grandes projetos. Tudo bem, mas não deve, a proposta de campanha, justificar acomodação. Caberá ao futuro governo correr atrás, ir em busca de meios para viabilizar, também, obras de médio e grande porte.

Pequenas obras, sim, com recursos próprios, originários dos impostos que a população recolhe, mas grandes projetos, programa de larga abrangência, com dinheiro captado lá fora. Hospitais, rodovias, conjuntos habitacionais, adutoras – são obras caras impossíveis de serem custeadas pelo governo estadual. Mas são obras que a realidade exige para mudar a situação do Estado.

Os desafios que esperam Renan Filho são imensos, mas ele não estará sozinho. Se der Dilma no segundo turno, Alagoas poderá contar com um governo federal aliado. Se der Aécio, a situação não será diferente, já que o senador garantiu que, uma vez eleito presidente, renegociará a dívida pública de Alagoas. Significaria um desafogo, uma sobra de caixa perto de R$ 25 milhões mensais, suficiente para bancar projetos mais ousados, obras mais caras.

A transformação do Estado, da realidade social de Alagoas, não se consumará sem o olhar solidário do governo central, seja quem for eleito no próximo dia 26. Milagres só acontecem nas campanhas eleitorais. E a realidade não se rende a lances de ilusionismo.

 

QUEM DECIDE

Estudo publicado na Folha de S. Paulo revela que Aécio tira mais votos dos carentes do que Dilma dos ricos. E conclui: a eleição presidencial será decidida pela classe média intermediária.

 

ORIEM D APOIO

Dilma vê preconceito em FHC dizer que os eleitores delas são os menos instruídos. Tudo bem, mas onde a petista deu um banho: Alagoas e Piauí, estados com as maiores taxas de analfabetismo.

 

VILELA ENTRA NA LUTA PARA AJUDAR AÉCIO

Praticamente ausente do processo eleitoral no primeiro turno, Teotonio Vilela agora caiu em campo determinado a influir na sucessão presidencial. Está pedindo apoio para o tucano Aécio Neves como se fosse para ele próprio. Antes de Vilela, o vice-governador Thomaz Nonô já vinha trabalhando para minimizar a grande vantagem que Dilma detém em estados como Alagoas.

 

MAR DE ESCÂNDALOS

A campanha do segundo turno presidencial começa com novas revelações do escândalo da Petrobras. A mais grave: o esquema de desvios de milhões da estatal em propinas para políticos era operado pelo tesoureiro do PT.

 

A ELEIÇÃO MAIS DURA

No primeiro turno, Lula já dizia: “Essa será a eleição mais dura da história”. O ex-presidente fala de cátedra (política), perdeu e ganhou várias batalhas eleitorais. Será, sim, a eleição mais dura da história – para o PT.

 

UM CRAQUE PARA O TIME DE RENAN FILHO

Vai começar a montagem do futuro governo e já surgem nomes cotados para o secretariado. Um deles, Francisco Araújo, foi quem resolveu a crise na Secretaria de Ação Social de Maceió, na gestão passada. Ex-vereador em Cajueiro, técnico do mais alto nível, está sendo lembrado para a Secretaria Estadual de Assistência Social, área que domina como poucos. Atuou como ponta-de-lança da campanha vitoriosa e se enquadra no perfil técnico que o governador Renan Filho quer imprimir em sua equipe de trabalho.

 

FUTURO DE ALMEIDA

O deputado federal eleito Cícero Almeida poderá ser convidado a compor o  escalão superior de Renan Filho, mas não ficaria em Alagoas já agora.. Cumpriria, ao menos, um ano de mandato, cavando recursos para Alagoas.

 

PROVÁVEL CANDIDATO

O ex-prefeito Cícero Almeida integra a frente partidária construída para estas eleições e liderada pelo senador Renan Calheiros, e deverá disputar a sucessão municipal de 2016, na avaliação de seus correligionários.

 

PINTO – A OPORTUNIDADE PERDIDA

Na política, não basta ser carismático e ter histórico de trabalho. É fundamental saber jogar no time certo e, mais decisivo ainda, aproveitar o fator oportunidade e mirar o cargo certo. Pinto de Luna, por exemplo, tinha tudo para se eleger deputado estadual, em 2010, mas saiu para federal. Não deu. Agora, que saiu para estadual, teve voto para se eleger vereador.

 

PREVISÕES DA COLUNA

A Coluna previu e acertou: eleição de Marx Beltrão, JHC, Pedro Vilela, Cícero Almeida, Ronaldo Lessa, Artur Lira, Maurício Quintella e Paulão. Também incluídos, mas não eleitos, Rogério Teófilo e Rosinha da Adefal.

 

DERROTA DE CÍCERO

Apesar de sua reconhecida liderança na Região Norte, o ex-prefeito Cícero Cavalcante não conseguiu se eleger deputado estadual. Se tivesse chegado lá, certamente estaria sendo acusado de compra de voto.

 

LUCIANA GENRO SEM MÁSCARA

O simples fato de orientar ‘seus eleitores’ a votar em Dilma, confirma: Luciana Genro não passa de linha auxiliar do PT. Nasceu no PT, seu pai (Tarso Genro) foi ministro de Lula e é governador do RS pelo PT, e ela própria foi deputada federal pela legenda petista. Logo, seu discurso ‘contra’ o governo Dilma é demagógico, da ‘boca pra fora’, muda radicalmente se ela ouvir qualquer ataque ao PT. É uma questão genética.

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O escândalo da compra de voto

08/10/2014 09:56

Não é mal recente. Nas duas últimas décadas, a compra de voto tornou-se prática corriqueira, constante, nas eleições em Alagoas. O processo eleitoral avançou, primeiro com a adoção da urna eletrônica, e agora com o voto biométrico, mas a deformação permanece com o último instrumento a serviço da corrupção: o mercado do voto. Mercado que não para de crescer e funciona, principalmente, envolvendo candidatos proporcionais.

A Justiça Eleitoral trabalha, a Polícia Federal age, instituições como OAB, MCCE e Ministério Público se mobilizam, forma-se uma ampla força-tarefa contra o comércio do voto, a cada eleição, mas quase sem resultado prático. Parece difícil, senão impossível, evitar-se uma prática ilegal quando todos, ou quase todos, dela fazem uso. O comércio do voto funciona na base da cumplicidade, protegido pelo conluio entre o político que compra e o eleitor que vende.

No passado havia mais denúncias, flagrantes, desmantelamentos de esquemas. Hoje, são tantos comprando voto, que não negociar é que parece ser a prática legal. As listas, os cadastros de eleitores, assim como os métodos de negociação, se multiplicam. Alguns são quase impossíveis de serem detectados. Exemplo: o candidato organiza listas de 200 eleitores e paga R$ 50,00 a cada um para atuar como ‘fiscal’ no dia da eleição. Esse tipo de eleitor vai votar em quem?

A mercantilização do voto avançou de tal modo que, prostituído, o eleitor venal recebe de vários candidatos ao mesmo mandato. Na hora de digitar o voto, não sabe em quem, está com o bolso estufado de cédulas de R$ 50,00. Criou-se o ‘voto lotérico’. E cada vez mais surge candidato derrotado queixando-se de traição nas urnas...

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O novo papel do senador Renan

06/10/2014 05:51

A vitória deste domingo encerra uma batalha, mas não a guerra. A batalha maior, em verdade, começará em janeiro, com encargo redobrado sobre os ombros do senador Renan Calheiros. A eleição importa, pois sem ela não se governa, mas representa apenas a delegação para ‘fazer’. O desafio, portanto, consiste em ‘fazer’ o que foi prometido na campanha, e sensibilizou os eleitores.

Renan Filho é o governador, pronto para assumir, mas a grande responsabilidade é do senador Renan Calheiros – o líder, o articulador, o condutor de todo o projeto. Renan que marcou o tempo, que selecionou os líderes da coligação vitoriosa, que costurou a maior aliança partidária de Alagoas. Esse Renan sabe que, a partir de agora, será cobrado, e ele próprio se cobrará.

Na eleição do filho governador, com méritos e atributos próprios, também, Renan enxerga o caminho aberto para atingir importantes objetivos políticos: disputar a Prefeitura de Maceió, daqui a dois anos, e conquistar novo mandato senatorial, daqui a quatro anos. Quanto à reeleição do filho, em 2018, talvez a meta maior, ele sabe como ninguém que vai depender, em grande parte, dele próprio.

Renan é pragmático e a experiência lhe diz que, nesta sucessão, um ingrediente resgatou a massa da letargia e a envolveu no processo eleitoral: o compromisso com a mudança. Compromisso que o jovem Renan Filho, já eleito, num gesto de grandeza e humildade, fez questão de reafirmar, sem arrogância, sem cabotinismo.

Difícil, sem dúvida, mudar a realidade de um Estado pobre, carente, como Alagoas. Difícil, mas o senador sabe como fazê-lo. Também era difícil, impossível para muitos, mudar o Senado, mormente mexendo no bolso de muitos, cortando privilégios, reduzindo salários irregulares, enfim, economizando milhões. Impossível?

Os críticos de ontem, muitos deles radicais e até preconceituosos, passaram a elogiá-lo, a destacar suas ações, e tudo isso deverá  concorrer para reconduzi-lo ao comando do Congresso Nacional.

No atual sistema centralizador, em que só o Planalto pode tudo, estado pequeno depende de ‘recursos federais’ para sobreviver, para executar projetos, para investir em obras de interesse social. Renan, portanto, terá de encontrar um caminho para tirar Alagoas da asfixia financeira. Reduzindo os juros da dívida pública? E os demais estados? Não será fácil, mas Renan sabe que é possível.

Como consegui-lo, caberá ao senador e ao governador eleito responder, mas a mudança será a única resposta capaz de atender às expectativas. Renan, presidente do Congresso e pai do governador, sabe, já agora e antes de tudo, que a batalha de 2018 começará daqui a 85 dias, em janeiro.

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Primeira Edição © 2011