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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Temer não cai, mas se cair...

26/06/2017 20:18

O golpe em curso – uma espécie de ‘troco’ da esquerda contra a direita – não terá fôlego para derrubar Michel Temer. Muito simples. Por que um Congresso Nacional ‘corrompido’, como afirma a esquerda sequiosa, iria desbancar um ‘colega’ do cargo com o qual está dando jeito na economia desintegrada por Dilma?

A pressão é grande, mas Temer não cairá porque quem vai decidir o seu futuro é a Câmara dos Deputados, e não ministros do Supremo Tribunal ou procuradores da República, a exemplo do deslumbrado Rodrigo Janot em fim de carreira no comando da PGR..

Se alguém estiver achando que será fácil emplacar uma ação – seja de natureza criminal ou política – contra Temer, atenção para os números:

- Para aprovar a abertura de um processo no Supremo Tribunal ou de impeachment no Senado Federal, a oposição terá que se virar reunir 342 votos. Dois terços da Câmara.

- Por outro lado, para evitar que uma ou outra proposta seja aprovada, Temer precisa de apenas 171 votos.

Vai-se dizer que o povo na rua, as centrais sindicais, as esquerdas mobilizadas - tudo isso acabará inibindo deputados favoráveis ao presidente. Não é bem assim. Se uma parcela dos 342 se ausentar, Temer fica e fim de conversa. Também.

Agora, veja: os que tentam tirar Temer sabem que, hoje, a ‘tendência popular’ é pela volta de Lula. Ou seja, querem derrubar um presidente sem processo instaurado, até agora, para colocar um com seis nas costas. Faz sentido?

E o que disse o mafioso Joesley Batista? Todo mundo ouviu e entendeu: que Temer comanda uma organização criminosa e que Lula – a salvação nacional, para as esquerdas – foi quem institucionalizou a corrupção no Brasil.

Mais clareza? Vai aqui: Lula, segundo o empresário corrupto que conseguiu convencer o ministro Edison Fachin e o procurador Rodrigo Janot, foi que quem transformou a corrupção – o roubo do dinheiro público – em instituição nacional.

Outra questão é que o povo não é bobo, como muitos ainda pensam. Os protestos de rua contra Temer – bem ao contrário das manifestações contra Dilma – só conseguem atrair e reunir militantes da CUT. O povo, em que pese a overdose global de ‘notícias’ negativas contra Temer, sabe que o Brasil foi recolocado nos trilhos e está no caminho certo.

Pois é. Não existe um indicador econômico novo ou recente negativo. E o principal deles – a inflação – despencou de vez, numa demonstração de que o mercado, a cadeia produtiva está confiante em Temer e nas reformas estruturais.

Agora, se por vontade própria, o presidente decidir renunciar, aí sim, a nação verá a balbúrdia, a baderna generalizada, enfim, a desordem institucionalizada.

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Cunha: Joesley é amigo de Lula, com que discutiu impeachment de Dilma na minha presença"

19/06/2017 18:16

Joesley Batista até que tentou, mas não conseguiu livrar a cara do Lula. O delator da JBS acaba de ser desmentido e desmascarado não por algum desafeto do petista, mas pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está preso, e a quem Joesley acusar de receber R$ 500 mil para manter silêncio e segurar a barra do presidente Michel Temer.

A palavra de Cunha é grave, gravíssima, porque espontânea, nada de delação premiada em troca de benefício pessoal. A propósito, reproduzo a seguir texto postado no blog do jornalista Reinaldo Azevedo, na RedeTV, sobre o assunto que soa como uma bomba ao demonstrar como o dono da JBS era amigo do ex-presidente Lula, com quem até discutiu o impeachment de Dilma. A seguir, o texto do Reinaldo:

 

Os golpistas do Ministério Público Federal, da imprensa e do mercado da especulação devem estar inconsoláveis. No modelo imaginado, Eduardo Cunha faria uma delação premiada e daria o empurrão que imaginavam final em Michel Temer. O tiro está saindo pela culatra 

Em nota redigida nesta segunda, no complexo penal em que está preso, escreve o ex-deputado:
“Ele [Joesley] fala que só encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes, em 2006 e 2013. Mentira! Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas, no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência […] entre eu, ele e Lula, a pedido de Lula, a fim de discutir o processo de impeachment […] onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham”, escreveu o peemedebista.
(…)
“É estranho que, mesmo atacando o governo, ele ainda seja o maior beneficiário de medidas […] tais como a MP 783 do Refis”, escreveu. “Ele também é o grande beneficiário da MP 784, da leniência com o Banco Central e com a CVM, onde as suas falcatruas no mercado de capitais, as atuais e as passadas, poderão obter o perdão e ficarem impunes.”
(…)
“[Joesley] mente para obter benefícios para os seus crimes, ficando livre da cadeia, obtendo uma leniência fiada, mas desfrutando dos seus bilionários bens a vista, tais como jatos, iate, cobertura em NY, mansão em St. Barts, além de bilhões de dólares no exterior, dentre outros.”

E Cunha reforça seu pedido de anulação da delação de Joesley.

Se essa delação não for anulada, diga-se, será um sinal evidente de, deixem-me ver, falta de vergonha na cara.

 

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A Globo, o bandido e o golpe

18/06/2017 10:53

Já não escapa de ninguém – só dos lesos e incautos – que a Organização Globo age para depor o presidente Michel Temer. Não está claro porque está fazendo isso, está claro que está fazendo. Já é de uma obviedade ululante, como diria o genial Nelson Rodrigues. Sem cerimônia, a Globo viola os limites quando usa a palavra de um bandido confesso – maior criminoso da atualidade no Brasil – para expor o presidente e ajudar a fragiliza-lo até a deposição, se deposição vier a acontecer.

Viola os limites da sensatez, a organização dos Marinhos, ao produzir matéria jornalística, ou coisa parecida, para abalar o governo, mesmo sabendo o prejuízo que as mentiras e aleivosias de um mafioso como Joesley Batista podem causar – como está causando – à debilitada economia brasileira.

Joesley é o criminoso que, em delação premiada, confessou a autoria de 250 delitos. Depois, com um cinismo patogênico, disse estar arrependido, o que bastou para convencer o ministro Edison Fachin, do Supremo Tribunal Federal, e o procurador da República, Rodrigo Janot, a conceder-lhe liberdade incondicional. Foi o prêmio por uma delação arquitetada e tendo como alvo central o presidente Temer, a presa especial de Fachin e Janot.

A Globo, nesse contexto, aparece se forma sorrateira. Primeiro, subterraneamente, conseguiu com ‘exclusividade’ uma conversa de Temer gravada por Joesley. Caiu do céu no colo de um repórter de O Globo. Agora, em nova ofensiva, o facínora da JBS faz cair do céu uma entrevista ‘exclusiva’ à revista Época, pertencente ao grupo Globo.  A TV dos Marinhos fica de fora, só repercutindo e riscando fósforo no paiol encharcado de gás.

Veja: Joesley veio ao Brasil para depor. O que disse no depoimento? Ninguém sabe, mas a entrevista gestada pela Organização Globo, contra Temer, todo mundo sabe.

Só os tolos não enxergam: a Globo quer derrubar Temer e, para tanto, se vale de ministros do Supremo Tribunal e do procurador-geral da República. A entrevista em que o mafioso da JBS acusa Temer de liderar poderosa quadrilha não foi ocasional. Precede, como esforço último para depor Temer, à denúncia que Janot prepara contra o presidente. Mas o golpe tem tudo para fracassar: Michel Temer só cai se a Câmara dos Deputados virar uma assembleia de acovardados e aderir à trama golpista.

 

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Que crise? Janot candidato. Temer firme. Aécio já era...

17/06/2017 14:28

O que sente a pessoa que, nesses dias de notícias inventadas e requentadas, não acompanha o noticiário? Simples: sensação de que não existe crise nenhuma. Tudo está funcionando a contento, a economia se recuperando em bom ritmo, menos para setores da mídia que preferem contar diariamente com notícias ‘negativas’.

 

O pior já foi embora

Tanto na economia, quanto na política, o pior já foi embora. A recessão ficou para trás, a inflação despencou e os empregos estão voltando. Os juros também estão caindo e até o varejo (junto com o setor de serviços) começa a reagir positivamente e não obstante o noticiário que insiste em mostrar o país de ponta-cabeça.

 

Temer está firme no cargo

Michel Temer venceu seu maior desafio – o julgamento no TSE – única instância que ameaçava seu mandato presidencial. A partir de agora, pode chover denúncia contra ele, que nenhuma passará na Câmara dos Deputados. Principalmente partindo do procurador-geral Rodrigo Janot, cuja atuação política na PGR não é bem vista por grande número de congressistas.

 

Candidato em Minas Gerais

O que se diz sobre Janot é que ele será candidato ao governo de Minas Gerais, de onde é natural. Se for verdade, se isso vier a se

materializar, todo seu trabalho na PGR poderá ser questionado. Os adversários dirão que Janot quis aparecer (agindo com parcialidade) para se projetar, com o olho voltado para a sucessão em Minas Gerais.

 

Lula e a decisão do TSE

O que diria Lula, o ex-presidente, se o TSE tivesse julgado apenas Temer? Diria, com certeza, cobras e lagartos do TSE, abriria as comportas em cima dos ministros que votaram contra a cassação do mandato. Acontece que Dilma era a principal julgada, o que acabou por conter a verve do líder petista.

 

Aécio Neves dançou

O senador mineiro, neto do guerreiro Tancredo Neves, tinha tudo para ser o ‘futuro’. Não fosse o abuso de poder e a dinheirama que irrigou a campanha petista, teria derrotado Dilma na sucessão presidencial de 2014. Mas, lamentavelmente, Aécio Neves decepcionou seus eleitores, o Brasil e até seus parentes. Anote: está decretado o fim da carreira política do senador Aécio.

 

Impeachment Gil Mendes

Já tem gente agindo para garantir o impeachment de Gilmar Mendes. Incrível. A mesma gente que atacou com todas as armas o impeachment de Dilma – e que defende a autonomia dos magistrados – quer agora afastar Gilmar Mendes por haver dado o voto de minerva a favor da chapa Dilma-Temer. E para onde vai a liberdade de decisão dos magistrados?

 

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Renan atende servidores públicos e concede reajuste de 6,29%

13/06/2017 19:23

 

Exatamente como já havia admitido antes mesmo de maio (data-base do funcionalismo estadual), o governador Renan Filho confirmou as expectativas e concedeu reajuste salarial para todas as categorias de servidores do Poder Executivo, cobrindo a inflação de 2016 que, segundo o IBGE, ficou em 6,29%.

O anúncio foi feito no final da tarde desta terça-feira (13), através de vídeo postado nas redes sociais em que Renan Filho aparece ao lado da secretária executiva da Fazenda, Renata dos Santos, e do Secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques.

O projeto de lei, com a mensagem do governador, segue para a Assembleia Legislativa já nesta quarta-feira (14) e deverá ser votado pelos deputados no início da semana.

De acordo com o projeto, o reajuste será parcelado em duas vezes: a primeira, de 3,15% , entra no contracheque dos servidores jê na folha deste mês de junho; a segunda, de 3,14%, será incorporada aos salário na folha de pagamento de dezembro.

O secretário do Planejamento usou a palavra ‘ousadia’ para definir a decisão de Renan Filho de conceder um salário com esse percentual em meio à grave crise que atinge a economia nacional.

num momento de crise econômica nacional.

Fabrício Marques disse ter conversado com inúmeros colegas seus de outros estados e nenhum deles falou em reajuste salarial. No Rio de Janeiro, terça-feira (13), houve protesto de servidores nas ruas por causa de salários atrasados.

Já Renan Filho classificou a correção salarial como “decisão audaciosa” e informou que ela representará um acréscimo total de R$ 270 milhões por ano na folha salarial.

 

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Primeira Edição © 2011