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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Do risco de uma batalha sangrenta a uma estupenda vitória da democracia

29/10/2018 19:31

Por muito pouco o País não mergulhou numa batalha campal fragmentária, com cenas de enfrentamento nas cidades onde multidões se reuniram na rua em defesa de seus candidatos. A polarização dividiu literalmente a sociedade e aprofundou, além do que se esperava, o antagonismo entre os que defendem e os que condenam o petismo – o modelo de gestão governamental que dominou o Brasil por quase 14 anos.

Ainda bem, os fatos mais graves foram pontuais – do atentado ao candidato Jair Bolsonaro à desavença que culminou com a morte de um capoeirista na Bahia. A campanha transcorreu, do início ao fim, em clima de tensão permanente, de ânimos exaltados e, sobretudo, do temor quanto à real possibilidade de conflitos entre partidários dos dois principais aspirantes à Presidência.

O fato, no entanto, é que não se esperava que a sucessão presidencial se traduzisse numa disputa amena, urbana e amistosa. O impeachment da então presidente Dilma e, a seguir, a prisão de seu mentor Lula concorreram para carregar a atmosfera política. No segundo caso, em especial, porque os partidários do petismo sabiam que somente o ex-presidente teria cancha para busca, com admissível sucesso, a volta do PT ao poder central. Mas petista que se preza não se dá por vencido e os seguidores de Lula, partindo de um discurso artificial de vitimização, foram à luta dispostos a tudo para a retomada do espaço de poder perdido.

O PT de Lula se inspirou e fortaleceu inspirado no modelo unipartidário adotado, de forma emblemática, por Hugo Chávez na Venezuela. Portanto, a meta aqui era se perpetuar no poder indefinidamente, com revezamento (e não alternância) sempre com personagens do próprio partido. E todos, sempre, focados na preservação do lugar reservado ao seu líder maior.

Ainda bem, a batalha eleitoral encerrada neste domingo, mesmo com alguns desafios ao estado de direito e eventuais afrontas às instituições, mostrou um Brasil preparado para rechaçar toda e qualquer tentativa de abalar os pilares de nossa democracia.

 

DUPLA FUNÇÃO

Renan Filho deverá manter Luciano Barbosa na Educação por dois motivos: para sequenciar o bom trabalho que vem realizando e para substituí-lo, quando sua ausência exigir a posse do vice.

 

NOVO SENADO

Com a altíssima taxa de renovação no Senado (apenas 8 dos 32 senadores se reelegeram), é evidente que o comando da Casa vai precisar de alguém experiente para presidir o Congresso.

 

PRESIDENTE DO PROS SERÁ PRESO POR CORRUPÇÃO

O deputado reeleição Bruno Toledo nem pôde comemorar direito sua vitória nas urnas. A água no chope foi derramada com a decretação da prisão de Eurípedes Júnior, por crime de corrupção. Para quem não sabe, Júnior é presidente nacional do Pros, partido presidido em Alagoas por Bruno Toledo. Claro que o clima de constrangimento afetou o astral do deputado alagoano.

 

SISTEMA ABSURDO

O voto proporcional, na eleição legislativa, continua fazendo vítimas. Exemplo: Ronaldo Lessa obteve 55.474 votos, mas não se reelegeu. Já Tereza Nelma se elegeu com apenas 44.207.

 

BAITA PROCESSO

Fernando Haddad chamou o general Mourão de torturador, foi avisado que cometeu um erro, mas repetiu a acusação. Ou seja, vai responder a processo sem nenhuma chance de absolvição.

 

COMO CANUTO PERDEU UMA ELEIÇÃO GANHA

Faltou ‘percepção’ do jogo eleitoral a Eduardo Canuto. O vereador do PSDB obteve quase 30 mil votos e perdeu a eleição para federal. Ficou a mais de 14 mil sufrágios de Tereza Nelma, a eleita. Ou seja: se tivesse saído para estadual, o mano de Márcio Canuto estaria com vaga assegurada na Assembleia Legislativa.

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Nova pesquisa presidencial divulgada neste sábado, véspera da eleição: Bolsonaro tem

27/10/2018 20:03

 

 

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) continua na liderança da disputa presidencial, com 56,8% dos votos válidos, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada na noite deste sábado (27), véspera do segundo turno da eleição. O candidato do PT, Fernando Haddad, aparece com 43,2% das intenções de votos.

Considerando os votos totais, Bolsonaro aparece com 48,5% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 37,0%, além de 10,3% que pretendem anular ou votar em branco e 4,2% de indecisos. O voto é definitivo para 91,3% dos eleitores do candidato do PSL e para 91,4% do candidato do PT.

Em relação aos níveis de rejeição, 51,2% dos entrevistados disseram que não votariam em Haddad de jeito nenhum, enquanto o nome de Bolsonaro é rejeitado por 42,7% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 27 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios das cinco regiões do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06933/2018.

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Sai mais nova pesquisa presidencial: Bolsonaro ainda lidera

26/10/2018 13:58

Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Empiricus e da revista Crusoé, mostra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) com 60,6% dos votos válidos, contra 39,4% de seu adversário, o petista Fernando Haddad.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, forma usada pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado da eleição. A diferença entre os dois candidatos é, portanto, de 21,2 pontos percentuais.

Na pesquisa anterior realizada pelo instituto, divulgada em 17 de outubro, Bolsonaro tinha 60,9% dos votos válidos e Haddad 39,1%.

A pesquisa foi feita de 23 a 25 de outubro e está registrada no TSE sob o número BR-06785/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Quando são considerados nulos, brancos e indecisos, o cenário fica da seguinte forma:

Jair Bolsonaro - 53%

Haddad - 34,4%

Nenhum - 8,6%

Não sabe - 3,9%

 

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Por que não dá mais para Fernando Haddad, segundo especialistas

24/10/2018 13:47

Reproduzido do Correio Braziliense (24 de outubro de 2018)

 

O presidenciável Fernando Haddad (PT) tem testado diferentes estratégias para conseguir os votos que faltam para chegar ao Palácio do Planalto, mas a chance de que ele vire o jogo é baixa, na visão de especialistas. Para ganhar a eleição, o petista precisa reverter a diferença de 15 milhões de votos que o separa de Jair Bolsonaro (PSL), segundo as pesquisas. Isso significa conquistar, pelo menos, 1,5 milhão de votos válidos por dia até domingo, quando os brasileiros irão novamente às urnas — e esses votos têm de sair do total recebido até agora pelo adversário. Pesquisa Ibope divulgada ontem mostra que Haddad tem 43% dos votos válidos (descartados nulos e brancos), o que equivale a 46 milhões de eleitores, caso seja mantida a mesma abstenção do primeiro turno, quando 20,3% não foram às urnas. Está, portanto, 14 pontos atrás de Bolsonaro, que lidera a corrida com 57% — 61 milhões de votos, se usada a mesma métrica.    
No primeiro turno, 107 milhões de brasileiros votaram em algum candidato — nulos e brancos não entram na conta, porque são desconsiderados no cálculo final. Se a mesma quantidade escolher um dos dois no domingo, o vencedor precisará de 53,5 milhões de votos para ser eleito. Para Bolsonaro, significa receber mais 4,3 milhões em relação ao que conseguiu no primeiro turno. Para Haddad, 22,2 milhões.    
Mesmo se o petista conquistasse todos os indecisos — 3,1 milhões, segundo a pesquisa Ibope de ontem, mantida a abstenção do primeiro turno —, seria insuficiente para virar. Ele precisaria também tirar votos que hoje são declaradamente de Bolsonaro. Apesar do aumento de 41% para 43% das intenções de voto em Haddad, na comparação com a pesquisa divulgada na semana passada, a missão é difícil, acredita o analista político Murillo de Aragão, da Arko Advice. “Já se admite que possa haver uma subida nos últimos dias. Mas mesmo se, no esforço final, ele conseguir avançar para 45% ou 46%, ainda é improvável que chegue a 50% mais um e ganhe”, avalia. A chance é “muito baixa”, segundo ele, porque as pesquisas mostram um nível de aderência maior a favor de Bolsonaro: 37% dos entrevistados dizem que votam no capitão reformado “com certeza”, contra 31% entre os eleitores do professor.    
Rejeição
Nem o apoio, considerado tardio, de Marina Silva (Rede) e José Maria Eymael (DC), divulgados na última segunda-feira, deve fazer diferença a essa altura. Juntos, eles tiveram 1,1 milhão de votos no primeiro turno, menos do que Haddad precisaria por dia para decolar. Além disso, nem todos os eleitores migram para o candidato do PT — ainda menos este ano, devido ao crescimento do antipetismo. O Ibope divulgou que 41% das pessoas não votariam “de jeito nenhum” em Haddad — uma queda em relação aos 46% da semana passada, mas ainda um pouco maior que a rejeição a Bolsonaro, de 40%. No levantamento anterior, o candidato do PSL era rejeitado por 35% dos eleitores.        
O terceiro colocado na primeira fase do pleito, Ciro Gomes (PDT), que teve 13,3 milhões de votos, também é contrário a Bolsonaro, mas não se engajou na campanha para o PT, o que pode ter limitado a transferência de votos, porém, não a ponto de mudar o quadro, segundo especialistas. O cientista político César Alexandre de Carvalho, da CAC Consultoria, ressalta que Haddad não precisaria apenas tirar votos do candidato do PSL, mas avançar em regiões difíceis para o petista, como o Sudeste. “Ele perde em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os três maiores eleitorados do país”, observa. Até no Nordeste, historicamente um reduto do PT, Haddad tem apoio menos expressivo do que tiveram candidatos anteriores da sigla. Em 2014, no primeiro turno, Dilma Rousseff conseguiu 16,3 milhões de votos na região. Este ano, Haddad teve 14,5 milhões.    
Para que o cenário mude até domingo, é preciso que haja um fato novo de muita repercussão, o que não aconteceu até agora, aponta Carvalho. A denúncia de que empresários teriam pago agências para divulgar notícias falsas em benefício de Bolsonaro não foi suficiente para que ele despencasse nas pesquisas. “Precisaria ter dinheiro na mesa, uma coisa muito grave, com provas. Não adianta só a denúncia, tem de ter escuta telefônica, assinatura, algo palpável”, explica.    
As estatísticas de eleições passadas vão na mesma direção do que afirmam os especialistas. Em 2014, a cinco dias do segundo turno, Dilma tinha 52% das intenções de votos válidos, contra 48% de Aécio Neves (PSDB), pela pesquisa Datafolha. Dois dias depois, pelo Ibope, o placar era de 54% contra 46%. No fim das contas, a petista foi reeleita com 51,64%, contra 48,36% do tucano, praticamente o que havia sido previsto cinco dias antes. “A mobilidade dos votos no segundo turno é menor. O cenário já está mais consolidado”, afirma Carvalho.

 

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Dois pontos cruciais - os maiores desafios

22/10/2018 18:49

O futuro presidente da República terá desafios imensos pela frente. Começando pelo déficit orçamentário estimado em 130 bilhões de reais. Significa que as despesas previstas para o próximo ano ficarão muito acima da arrecadação. Simplificando: vai faltar dinheiro para educação, saúde, segurança e também para programas sociais como o Minha Casa Minha Vida.

O governo Temer fez o Congresso Nacional aprovar o teto de gastos – medida que impôs limite aos dispêndios do poder público, além do que já era previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal – mas o aperto não atenua o problema já existente do grave desequilíbrio fiscal produzido no governo de Dilma Rousseff.

Por conta do déficit orçamentário, milhares de obras físicas da União estão paralisadas, muitas delas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, a exemplo do Minha Casa Minha Vida. E isso não afeta apenas o público-alvo desses projetos sociais, mas também a geração de empregos, no momento em que o País contabiliza cerca de 13 milhões de desempregados.

O futuro presidente, portanto, não terá meios para materializar muitas das promessas feitas na campanha, vários projetos considerados prioritários, ainda que tenha vontade e disposição para tal. Mas dois setores terão de ser conduzidos com atenção concentrada, como uma síntese das prioridades: o econômico, que mexe com o bolso e a conta bancária de todos, e o da segurança pública, a grande obsessão de um País que registra 60 mil assassinatos por ano – números de uma autêntica guerra civil.

O futuro presidente precisará adotar medidas cirúrgicas e de alta eficácia, capazes de produzir efeitos no curto prazo. Medidas que melhorem o desempenho fiscal sem criar ou elevar impostos, que possibilitem ao governo voltar a investir em obras gerando empregos, e medidas que contenham e reduzam o avanço das trágicas estatísticas criminais que assolam o Brasil.

Os demais setores, considerada a crítica realidade nacional, são secundários, ainda que ingentes e, portanto, relevantes.

 

NOVO DIÁLOGO

Ao reunir jornalistas numa coletiva sobre segurança, logo após sua reeleição, Renan Filho abriu nova frente de diálogo para abordagem de um tema pra lá de crítico na maioria dos estados.

 

NÚMEROS POSITIVOS

A explicação reside em que o governador discute segurança apoiado em números muito favoráveis: Alagoas tem registrado queda na taxa de homicídios e de crimes contra o patrimônio.

 

ELEIÇÃO CONDUZ A UM NOVO SECRETARIADO

Renan Filho vai recompor o secretariado levando em conta as alianças feitas para sua reeleição. A expectativa é de que nomes como Ronaldo Lessa, Maurício Quintella, Cícero Almeida, Régis Cavalcante e Ronaldo Medeiros, que não obtiveram êxito nas urnas de 7 de outubro, sejam encaixados na equipe de governo. Lessa poderia continuar na Câmara, com a chamada de um federal.

 

UM RECOMEÇO?

Se tiver humildade, Cícero Almeida poderá tentar um reinício de carreira política na eleição de 2020. Sairia candidato a vereador, exatamente como o fez antes de se eleger prefeito de Maceió.

 

CAMPANHA MODESTA

Melhor prefeito de Maceió, depois de Dilton Simões e João Sampaio, Almeida fez uma campanha modesta e não teve como reconquistar o espaço que já ocupou na Assembleia Legislativa.

 

COM CIRO GOMES, TERIA SIDO BEM MAIS VIÁVEL

Falhou a visão política e falhou o cálculo eleitoral de Lula, ao insistir numa candidatura presidencial genuinamente petista. Pura teimosia. A disputa estaria noutro patamar se, em vez de marchar com o insosso Fernando Haddad, o PT tivesse apoiado Ciro Gomes, que fez um bom governo no Ceará e não tinha como ser vinculado à Lava-Jato, um dos trunfos da campanha do capitão Jair Bolsonaro contra qualquer nome oriundo do petismo.

MESMO MÉTODO

Em Bolsonaro, o PT encontrou um adversário difícil de ser batido por usar o método que, até a reeleição de Dilma, os petistas exploravam com desenvoltura: o vale tudo para ganhar a eleição.

 

GATINHO MANSO

Na atual campanha, incrível, o PT parece um gatinho manso e indefeso diante de um predador implacável. E acontece que o tom de vitimização não está conseguindo sensibilizar o eleitorado.

 

BIU NÃO DEVERÁ DISPUTAR PREFEITURA DE MACEIÓ

Na política, nada pode ser descartado, mas muito pouco provável que o senador Benedito de Lira se lance na aventura de disputar a Prefeitura de Maceió, na sucessão de Rui Palmeira. Seria muito mais consentâneo apoiar eventual candidatura de Marcelo Palmeira, seu enteado e atual vice-prefeito. Biu de Lira não se reelegeu e deixa o Senado Federal no início do próximo ano.

 

MEMÓRIA DE ONTEM

Na campanha para reeleger Dilma, em 20014, o alto comando petista avisou que estava disposto a ‘tudo’ para garantir a vitória, deixando claro que não aceitaria a derrota de forma alguma.

 

MEMÓRIA DE HOJE

Já agora, antes do primeiro turno, José Dirceu – o petista que ‘não se verga’ – disse para a imprensa o que só se ouve em regimes totalitários: “Falta pouco tempo para a gente tomar o poder”.

 

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Primeira Edição © 2011