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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

A sucessão estadual e o papel de Arapiraca para se manter no poder

16/07/2018 14:41

Quando pediu para ser exonerado da Secretaria de Educação, Luciano Barbosa, atual vice-governador, atuava com a possibilidade de vir a disputar um mandato legislativo – poderia ser de deputado federal e mesmo de senador. A corrida ao Senado tem duas vagas e, no bloco político, só havia definido o projeto de reeleição do senador Renan Calheiros, líder estadual do MDB.

Desde então, as articulações se sucederam, candidaturas foram postas e definidas e, já agora, agindo como estrategista, Renan Filho decide manter Luciano Barbosa como seu vice.

Político confiável, desde os tempos em que, por influência e indicação do senador Renan, assumiu o Ministério da Integração Nacional (também ocupou cargo de relevo no Ministério da Justiça comandado por Renan), Luciano significa muito mais do que um companheiro de chapa do governador alagoano.

Ótima atuação como prefeito (eleito e reeleito) de Arapiraca e um desempenho invejável no setor educacional (transformou em realidade o sonho da escola de tempo integral), fizeram de Luciano o maior líder político da Região Agreste, muito mais pelo trabalho operoso e reconhecido do que pelo currículo recheado de títulos e de altos cargos exercidos.

Com a mesma dinâmica, comandando a Secretaria Estadual de Educação, espalhou escolas de tempo integral pelo Estado, beneficiando todas as regiões, o que lhe confere, com justiça, a condição de novo patrono do ensino público em Alagoas.

E também o credencia, mais uma vez, a cumprir papel dos mais relevantes como representante de Arapiraca e do Agreste, com amplo espaço definido no núcleo do poder político estadual.

Arapiraca, vale dizer, não terá apenas Luciano atuando no centro das decisões. Reeleito Renan Filho, como indicam previsões, palpites e pesquisas de intenção de voto, Arapiraca e o Agreste se beneficiarão de ações conjuntas desenvolvidas por todo um bloco político reunindo o governador, o senador Renan, Luciano Barbosa, o deputado Ronaldo Lessa, Maurício Quintella (provável senador) e outros líderes da situação.

 

HABEMUS CANUTO?

Ele tem fôlego, é um peso-pesado no lato sentido da palavra, e pode ser o candidato de Rui ao governo. Eduardo Canuto  também é tucano e líder da bancada na Câmara. Será o cara?

 

LUTO EM PE

A Mesa da ALE enviou mensagem de condolência à Assembleia Legislativa de PE, pelo repentino falecimento de seu presidente, o deputado Guilherme Uchoa, que cumpria seu 6º mandato.

 

PELA CONSTITUIÇÃO, LULA ESTARIA LIVRE

Querer soltar Lula por via incompetente, como o fizeram os deputados petistas, afronta a ordem jurídica, é verdade, mas não a tese do senador Renan, segundo a qual a prisão do ex-presidente contraria a Constituição. E a Carta Federal, como lembra Renan, paira acima de leis e, mais ainda, de decisões tomadas por ministros do Supremo Tribunal. É uma questão hierárquica.

 

A PRISÃO É LEGAL?

Na ânsia de mostrar serviço, Gleisi Hoffmann atacou Sérgio Moro, por impedir a libertação de Lula em num ato falho, criticou o não cumprimento de ordem judicial em um processo legal.

 

SEM COMPLÔ

A absolvição de Lula, no caso da deleção premiada de Delcídio Amaral, prova que não existe complô do Judiciário contra o ex-presidente. Até porque a defesa de Lula é exercida em plenitude.

 

SÉRGIO TOLEDO, NOME FORTE PARA FEDERAL

Respaldado por uma atuação longa e produtiva na Assembleia Legislativa, Sérgio Toledo (PR) aparece como um dos nomes mais fortes na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.  Legislador competente e equilibrado, Toledo reúne todos os atribuídos para representar bem Alagoas no Congresso Nacional, se confirmada sua consagração nas urnas de outubro vindouro.

 

DE VOLTA

Graças a uma decisão do TSE, o pastor João Luiz já está de volta à Assembleia Legislativa. Seu mandato havia sido cassado pelo TRE-AL, com base em denúncia sobre abuso de poder religioso.

 

NADA CONTRA

João Luiz se elegeu vereador e, depois, deputado estadual, com óbvio apoio dos fiéis da Igreja Quadrangular, que lidera. Mas, quem disse que fiel não pode votar no seu guia espiritual?

 

RF E O PROTESTO CONTRA PRISÃO DA LULA

Renan Filho não subscreveu o protesto dos governadores do Nordeste contra a decisão de manter Lula preso. Posição correta. Primeiro, porque a tentativa de soltura foi golpista. Segundo, porque o governador de Alagoas não precisa desse tipo de demonstração para provar sua lealdade para com o líder petista.

HABEAS CORPUS

Qualquer cidadão pode impetrar habeas corpus para livrar alguém da cadeia. Com essa liberdade, chove HC a favor de Lula no STJ. Até o início da semana, pelo menos 145 haviam sido impetrados.

 

SÓ DESTAQUE

A defesa de Lula sabe que não adianta tentar soltá-lo com recurso junto ao TRF-4. Ali, o assunto está lacrado. A tentativa de domingo visou, apenas, fazer barulho e manter Lula em destaque.

 

MORRE SOLON GOMES, UM ÍCONE DO RÁDIO

Faleceu em Garanhuns, de infarto, o radialista Solon Gomes. Um dos melhores do Nordeste. Voz privilegiada, rara capacidade de improviso, raciocínio rápido e inteligente. Dirigiu a Difusora de Garanhuns, criou programas de auditório e fez do Ronda Policial uma de suas marcas perenes. Rendo aqui minha homenagem a Solon Gomes, nome de destaque da radiofonia brasileira.

 

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Washington Luiz, o CNJ, o Supremo, a TV Globo - e um paralelo inevitável

09/07/2018 19:21

 

Ao reintegrar Washington Luiz ao colegiado do Tribunal de Justiça, os conselheiros do CNJ foram quase unânimes em um ponto: não havia provas contra o desembargador alagoano.

Washington Luiz foi absolvido em quatro processos, todos eles com um fundo político embasando as acusações. Explica isso, de modo indiscutível, a formação política do desembargador e a influência política de sua família, mormente no Alto Sertão.

Washington se elegeu deputado estadual duas vezes, seu irmão, Inácio Loiola, é deputado estadual, e sua filha Melina (atualmente secretária de estado), foi prefeita de Piranhas.

Em todas as denúncias, o Conselho Nacional de Justiça constatou a ausência de provas. Nada, além de testemunhos monocórdios, parecendo mais uma sinfonia de ‘ouvi dizer’. Sem provas, tentaram pegar Washington com denúncias em profusão.

Sem provas, em decisão paralela, ministros do Supremo Tribunal Federal arquivaram denúncia contra Fernando Capez. Professor de Direito, jurista consagrado. Seu mal: ingressar na política e eleger-se deputado estadual. Assumiu a presidência da Assembleia de São Paulo e, desde então, sentiu capricho no esforço para denunciá-lo e bani-lo da vida pública. A Corte Suprema foi concludente: sem provas, nada de processo.

A história do Judiciário alagoano mostra uma correlação no mínimo intrigante: dois desembargadores denunciados até hoje exibem atuação política em sua trajetória curricular: Washington Luiz como deputado, e Tutmés Airan como militante, advogado de partidos de esquerda em Alagoas. Coincidência?

Washington, por elementar questão de Justiça, deve assumir o comando do Tribunal de Justiça para cumprir seis meses e assim completar o mandato de dois anos como presidente.

Já a TV Globo de Televisão, que na época do afastamento exibiu  reportagem insidiosamente editada, deveria, ao menos, noticiar a absolvição do desembargador, que o Jornal Nacional, tentou condenar sem julgamento. Por ética profissional e em nome do ‘bom jornalismo’, a TV dos irmãos Marinho deveria ter conferido ao desembargador alagoano o mesmo espaço dispensado ao jurista Fernando Capaz. Não o fazendo, deixa evidente a falta de compromisso não com WL, mas com o próprio público. O bom jornalismo, afinal, é o que divulga os dois lados.

Tal como divulgou a vitória de Fernando Capaz, a Globo tinha o dever inarredável de fazer o mesmo com Washington Luiz.

 

 

 

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Tributo a um baluarte

02/07/2018 17:37

Produto de pesquisas científicas realizadas no final do século 19 e início do século 20, o rádio tem exercido papel inestimável nas sociedades do mundo inteiro ao longo dos tempos.

No plano da comunicação, em todas essas décadas, a radiofonia protagonizou, ainda que de forma limitada, o que a televisão passou a proporcionar, com imagens e cores, a partir dos anos 50, aqui no Brasil, sobretudo. Mais adiante surgiu a Internet e, hoje, a civilização caminha integrada pelos canais da informática.

O advento e a popularização da TV, com novelas, filmes e notícias em transmissões animadas e a cores, pareciam ameaçar o futuro do rádio, mas foi só ameaça. Ágil, dinâmica e de baixo custo operacional, a transmissão radiofônica se impôs e manteve seu próprio espaço-tempo: de cada amanhecer até uma ou duas horas da tarde, não tem pra ninguém – o ‘rádio deita e rola’.

E se mantém no ar, também, pela indiscutível competência de seus comunicadores. Este escrito, aliás, é dedicado a um deles, que conheci no início da década de 1980. Um novel promissor.

Não apareceu pronto e acabado. No estúdio, começou como plantonista esportivo. Aprendeu com os melhores, evoluiu, ganhou experiência, tornou-se um profissional completo. Criticado e admirado. Atacado pela sinceridade, admirado pelo insistente compromisso com a verdade. Um pluralista por excelência. Polêmico, por entender que sem debate, sem contraditório, não se chega à luz dos fatos. E assim deve ser.

Concebeu uma forma sutil e inteligente de noticiar coisas negativas que atingem amigos, pessoas conhecidas: com uma palavra amiga, quase em tom de defesa, relata os fatos e, assim, deixa seus ouvintes informados. Engenhosamente. É uma marca sua. Genuína. Supremo compromisso com a informação.

Seu tom, às vezes professoral, esconde a simplicidade que os míopes não enxergam. Repele o erro, mas abomina conviver com o errado. Por tudo que faz – e o faz com invejável dedicação e proficiência – tem seu público cativo. Ouvintes que o seguem, esteja onde estiver, não importa a emissora. Poderia acrescentar, dizer muito, realçar seus atributos pessoais, mas, por limitação de espaço, resumo em uma frase: é um discípulo do bem.

Pelo quatro de julho que se aproxima, por tudo que faz e pelos méritos de uma vida de lutas, antecipo minha homenagem a um baluarte da radiofonia brasileira: parabéns França Moura!

 

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Por que Jair Bolsonaro lidera a corrida presidencial

18/06/2018 13:21

O capitão e deputado federal Jair Bolsonaro é um 'fenômeno político'? Não propriamente. Não foi sequer, ainda, testado nas urnas. Pelo menos em um pleito majoritário de grande dimensão, como uma sucessão presidencial, Mas, também, não é um personagem comum, um fugaz vencedor de pesquisas eleitorais efêmeras.

Jair Bolsonaro, tal como Fernando Collor em 1989, é o desaguadouro de mágoas e desilusões, a foz para onde correm as águas da amargura e da desesperança. Em tempos de crise, como agora, e de grandes mudanças, como a transição para a democracia, na era Collor, o povo precisa de um líder. E para milhões de brasileiros, para um universo cada dia maior de eleitores, Bolsonaro encarna esse guia pátrio, um Moisés moderno capaz de conduzir sua gente sofrida a um novo Brasil.

Não dá, ainda, para prever se sairá vtorioso, mas algo – muito importante – já está evidente: o capitão (do Exército) deputado federal e pré-candidato presidencial Jair Bolsonaro já passou por todo tipo de provação. Sua vida foi investigada, vasculhada, totalmente devassada, e até hoje só encontraram nele um defeito: a sinceridade, ou a incapacidade de dizer o que não sente. E talvez resida aí sua empatia com as massas. Afinal, o povo já não suporta a retórica da demagogia. O povo cansou de ouvir discursos retumbantes que, no fim, se traduzem em promessas frustrantes, porque irrealizáveis. E é nessa paisagem de descrença que Bolsonaro desponta como algo diferente e incômodo.

O capitão incomoda porque cresce apanhando. Até a Rede Globo bate, de forma oblíqua – com matérias críticas sobre o regime militar – mas não produz efeito. E o revide será letal, na campanha, quando Bolsonaro disser que os milhões de reais carreados atualmente para a mídia televisiva serão ‘desviados’ para a saúde, a segurança e a educação... com ele no poder.

Com seu jeito ‘mão pesada’, com seu verbo às vezes ferino, com sua franqueza talvez excessiva, Bolsonaro pode não ser o homem indicado para dar um jeito no Brasil cambaleante, mas cada vez mais brasileiros acreditam que sim, e isso é o que está contando.

 

SEM PREJUÍZO

Maceió briga com Rio Largo pela sede do Aeroporto Zumbi dos Palmares. A disputa é antiga e aqui vai uma sugestão: por que não dividir a receita entre os dois municípios, de forma proporcional?

 

LIBEROU GERAL

Liberado pelo presidente Temer, agora para todas as idades, o saque do PIS/PASEP vai injetar mais de R$ 39 bilhões na economia. E a popularidade de Temer diminuindo nas pesquias...

 

NÃO ESQUECENDO A MENSALIDADE SINDICAL

Fala-se muito em queda da receita dos sindicatos, após a reforma trabalhista que aboliu a obrigatoriedade do imposto sindical (um dia de serviço por ano).  Não custa lembrar, contudo, que a ‘contribuição sindical’ era cobrada apenas uma vez ao ano, enquanto a mensalidade (um por cento sobre os salários), como o próprio nome indica, entra no caixa das entidades todo mês.

 

NOTA REVOGADA

A propósito, o Ministério do Trabalho revogou a recente ‘nota técnica’ que considerava normal a cobrança do Imposto Sindical aos trabalhadores, mas após a vigência da reforma trabalhista.

 

SEGUNDAS INTENÇÕES

Os petistas não criticam Temer por enxergarem um mal governo. Sabem, claro, quer o vice está bem melhor do que o foi Dilma. Mas é preciso espicaçar Temer para preservar a ‘era petista’.

 

CHICO TENÓRIO GARANTE RETROATIVO A SERVIDOR

Graças a uma emenda do deputado Francisco Tenório, os servidores estaduais vão receber o reajuste salarial, na folha de junho, com o acréscimo do retrativo a 1º de maio (data-base do funcionalismo do Poder Executivo). O projeto de lei da revisão salarial de 2.95% já está aprovado. A retroatividade teve também a participação do deputado Bruno Toledo.

 

CONTRAMÃO LEGAL

Enquanto outros estados demitem e parcelam os salários, o governo alagoano concede reajuste salarial, paga a todo mundo em dia, nomeia concursados e ainda anuncia novos concursos.

 

NOVO CEZAR

Como disse a Coluna, a oposição continua procurando um Júlio Cezar para disputar a eleição com Renan Filho. O nome da vez é o do vice-prefeito Marcelo Palmeira, enteado de Biu de Lira.

 

CHEFE DE ESTADO, PAPA NÃO VISITA PRESO COMUM

O papa não enviaria emissário para visitar Lula ou qualquer preso comum. A visita de João Paulo 2 ao turco Ali Agca, que tentou matá-lo, foi um caso pessoal. O episódio recente, de um (negado) enviado papal para entregar um terço a Lula, foi uma tremenda roubada. O Vaticano negou tudo, péssimo para o PT. Só para lembrar: o papa é o líder religioso, mas também chefe de estado.

 

SEM GUERRA

O mundo viveu dias de tensão e angústia, ante a ameaça de uma guerra nuclear. Um ataque dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, devastador ou não, faria eclodir um conflito mundial.

 

NOBEL DA PAZ

China e Rússia reagiriam contra os EUA. Mas Donald Trump foi até Kim-Jong-um e resolveu a parada. Lembrando que, por muito menos, outras figuras ganharam o Prêmio Nobel da Paz.

 

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O Jornal Nacional e o coronel amigo de Temer

11/06/2018 18:11

A Rede Globo deve muito à Lava-a-Jato. Sua audiência, que atingiu o ápice no século passado, tinha as novelas como grande atração, mas um público enorme assistia ao Jornal Nacional. Era imbatível, com média superior a 50 pontos no Ibope.

Com a internet, o velho JN caiu para a casa dos 20 pontos, uma tragédia. Aí, como que providencialmente, estourou a Lava-a-Jato, e o principal jornal global voltou a atrair as atenções.

As denúncias de corrupção passaram a turbinar o noticiário do horário nobre. Primeiro, veio o impeachment da intelectual Dilma e, depois, as denúncias sobre corrupção detonando todo mundo – gregos e troianos, petistas e tucanos. Sem exceção.

Contudo, apesar do enfoque abrangente, do caráter generalizante do JN, o PT viu conspiração contra Lula, o PSDB sentiu marcação em cima do Aécio, o PMDB chorou por Romero Jucá.

E a Globo, nem aí. Tome denúncia! Com a delação da JBS, a intelligentsia global avançou e percebeu que ‘bater no Temer’ também rendia pontos no Ibope. Pobre Michel!

A repórter Andréia Sadi foi escalada só para levantar danos contra o presidente. Especializou-se. E estacionou, por dias a fio, no material sobre um tal ‘coronel amigo de Temer’. A audiência inflou tanto, que o coronel não saiu mais do noticiário. Todo dia, lá está ele, a patente precedendo o conteúdo da denúncia, com a Andréia Sadi alimentando o sisudo e guloso Jornal Nacional:

- Polícia Federal investiga coronel amigo de Temer.

- Coronel amigo de Temer é denunciado ao Ministério Público.

- Preso coronel amigo de Temer.

- MPF analisa denúncia contra coronel amigo de Temer.

- Procuradores veem indícios contra coronel amigo de Temer.

 A Rede Globo havia descoberto a combinação perfeita para magnetizar o público: um coronel envolvido com estripulias, e o presidente, culpado, enleado, por sua amizade com as dragonas.

Mas, afinal, como é mesmo o nome do coronel amigo de Temer?

 

NA CONTRAMÃO

Rodrigo Cunha segue na contramão do correligionário Rogério Teófilo. O deputado faz oposição sistemática ao governo Renan Filho, que tem dado especial atenção a sua terra, Arapiraca.

 

EXPERIÊNCIA

Rogério Teófilo, prefeito, faz exatamente o contrário. Cerca de atenções o governador, nas visitas a Arapiraca, e diz em alto e bom tom que só tem que elogiar as ações a favor do município.

 

SENADOR RENAN VOLTA A DEFENDER LULA

No momento em que o PT lançava vídeo na internet com a bandeira ‘Chama que o homem dá jeito’, dando início à pré-campanha de Lula, o senador Renan Calheiros postava nas redes sociais mensagem de apoio: “O Nordeste precisa de Lula livre”. Renan não pôde ir ao ato do PT, mas enfatizou no seu vídeo: “Lula tem direito a ser candidato porque não cometeu nenhum crime e está preso após ser condenado sem prova”.

 

BOLSONARO FIRME

Nova pesquisa Datafolha mostra que, sem Lula, Jair Bolsonaro lidera com folga a corrida ao Palácio do Planalto. Fernando Haddad, no lugar de Lula, teria apenas 1% dos votos.

 

 

 

TEMER COM 3%

O Datafolha também revela que a aprovação ao presidente Michel Temer está em míseros 3%. Governo é reprovado por 83% dos pesquisados. Outros 14% consideram a gestão Temer ‘regular’.

 

UM DESAFIO PARA O PRESIDENTE DO TRE ALAGOANO

Um dos grandes desafios do desembargador Carlos Malta Marques, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, será motivar o eleitorado a comparecer em grande número às urnas de outubro próximo. Nesse sentido, o TRE-AL poderia promover, na mídia, uma campanha realçando a importância do processo eleitoral e da participação da sociedade com o voto livre e soberano.

 

SEM AVISO

Os vigilantes bancários de Maceió inventaram um novo tipo de greve: sem aviso prévio. A paralisação de sexta-feira, que pegou todo mundo de surpresa, veio de supetão, sem nenhum anúncio.

 

ALTO RISCO

O dólar disparou, está subindo, mas o risco é enorme para quem tentar especular (comprar para forçar alta). É que o Banco Central avisou que pode usar as reservas internacionais: US$ 300 bilhões.

 

UMA DIFICULDADE DE RUI PALMEIRA

O tucano Rui Palmeira tem mostrado pouca vocação para lidar com o funcionalismo. Sobretudo, quando se trata de resolver pendências salariais. Não é bom, politicamente, para o grupo do prefeito. Afinal, somando-se os servidores e seus familiares, têm-se aí um universo de 80 mil a 100 mil eleitores.

 

SEM CHANCE

O Congresso Nacional não avalizará a privatização da Eletrobras. Não o faria se Temer tivesse gozando de popularidade, quanto mais no fundo do poço em que o presidente se encontra.

 

ANO ELEITORAL

Também não vingará a tentativa de Temer de fazer o Parlamento aprovar a desestatização apenas das concessionárias de energia. Quem, afinal, aprovará venda de patrimônio em ano eleitoral?

 

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Primeira Edição © 2011