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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Quem é o pornográfico?

09/03/2019 09:45

Jair Bolsonaro, o cidadão, ainda não tem ideia do bem que fez ao Brasil. Fez, na eleição, e continua fazendo, no governo. Só um exemplo: não fosse o projeto presidencial do capitão, a população teria como saber quem são os glutões do festim bancado pela Lei Rouanet?

Nesse particular, Bolsonaro não apenas estancou uma sangria descontrolada do dinheiro público, como ainda exibiu à nação perplexa a cara dos comilões e o estrebuchar de vários deles, os mais inconformados com o fechamento da torneira oficial.

Impagável, também, o gesto do presidente de lançar-se numa cruzada nacional pela restauração dos bons costumes. Setores da sociedade brasileira – influentes e com poder de irradiar seus efeitos – vivem hoje num estágio de liberalidade sem limites.

Pessoas que perderam o poder e os espaços com a recente derrota do petismo – políticos, atores, ativistas – atacam Bolsonaro exibindo ranços de vingança, desprezando o fato de que as ideias que execram representam os anseios maiores da sociedade.

No Carnaval, o presidente postou um vídeo para mostrar – nas imagens indecentes exibidas – o que todos deveriam condenar, em nome da moralidade e em defesa da própria decência que deve (ou deveria) ser a tônica de uma festa tão popular e abrangente.

Bastou, porém, para o ativismo dos derrotados aflorar com uma mensagem tão hipócrita quanto cretina. Acusaram o presidente de usar a internet para divulgar pornografia. Um discurso vil e barato. Uma coisa – e os hipócritas também sabem disso – é condenar o Carnaval, outra é atacar seus excessos. Ninguém reprovou o ato imoral, nenhuma voz censurou a aberração.

Os críticos do presidente se melindraram com o vídeo postado no twitter – porque acessível a qualquer internauta – mas não se chocam com cenas indecorosas exibidas em novelas e programas como o Big Brother em canal de alta acessibilidade.

O presidente foi direto, corajoso, autêntico. Afirmar o contrário seria o mesmo que condenar a Rede Globo por exibir, de forma explícita e recorrente em seus noticiosos, cenas de violência em grau superlativo. Quem, nesses casos, deve ser condenado: a televisão que divulga os fatos ou os protagonistas da repulsiva criminalidade? Quem é o pornográfico?

 

 

 

POSSE LEGAL

Não competia ao advogado Cacá Gouveia envolver-se com o drama do Pinheiro. Mas ele acertou mais uma ao sugerir o Posse Legal para os moradores pobres do bairro. O TJ agradeceu.

 

ONTEM E HOJE

O que o governo está gastando com locação de viaturas é o preço da segurança pública que funciona. No passado, governadores mantinham veículos próprios, mas o crime mandava no Estado.

 

O SILÊNCIO DA ‘ESQUERDA’ DIANTE DA DESGRAÇA

Impressiona – tanto quanto assusta – o silêncio da ‘esquerda’ brasileira ante a desgraça do povo venezuelano. Ou será que estão sem jeito, envergonhados com a crise que a ‘esquerda bolivariana’ implantou no país do indigitado Maduro? E aí, o que têm a dizer os ‘intelectuais’ petistas adeptos do ‘chavismo’?

 

COMO SE ESPERAVA

Sérgio Moro já se ambientou no Ministério da Justiça. Já sabe que lidar dentro do governo não é o mesmo que decidir como juiz. Importa, isto sim, que ele está fazendo um excelente trabalho.

 

NÃO É O QUE PARECE

Bolsonaro diz que os filhos não mandam no governo. Verdade, não mandam e não poderiam, pois lhes faltam competência e atribuição. Mas – eis o nó – eles agem como se mandassem.

 

 

LESSA NO CAMPO – UMA EXPERIÊNCIA VÁLIDA

Ronaldo Lessa já ocupou os principais cargos políticos no Estado. Foi vereador e prefeito de Maceió, governador duas vezes e deputado federal. Como governador, cuidou bem da agricultura, da pecuária e da pesca. Portanto, tem experiência de sobra para fazer bom trabalho como secretário da Agricultura. Conhece o Estado, as regiões, os municípios – e as carências de cada um. Renan Filho acaba de fazer uma excelente nomeação.

 

 

OS DISCORDANTES

Países livres e desenvolvidos, como Estados Unidos e membros da Comunidade Europeia condenam o regime de Maduro. Já a Rússia e a China, sem surpresa, condenam os que condenam.

 

NÃO TEM JEITO?

Mesmo com o rigor da Lei Maria da Penha e com o crescente número de denúncias feitas pelas vítimas, a violência contra a mulher continua em alta. Qual a explicação para isso?

 

REAÇÃO APOPLÉTICA A UMA OBVIEDADE

Os órfãos da antiga farra também atacam Bolsonaro por ter dito que “só existe democracia se as Forças Armadas quiserem”. Afirmam que foi ‘um ataque ao sistema democrático e à Constituição’. Dizem, enfim, que quem garante a democracia é a Constituição. Verdade, e quem garante a Constituição? No fundo, o presidente apenas disse uma obviedade...

 

CLIMA DE ORDEM

Maceió viveu o Carnaval mais tranquilo dos últimos 10 anos. Da sexta (1º de março) até a quarta-feira de cinzas, apenas 20 homicídios. Quase a metade da taxa registrada ao longo de 2018.

 

OS ENCAPETADOS

O padre Cícero, da Capela da Santa Casa de Maceió, assustou-se com o grande número de foliões (homens e mulheres) fantasiados de capeta nos blocos que animaram o Carnaval em todo o País.

 

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Equiparação impossível. Nivelar por baixo só puniria o melhor

17/02/2019 10:08

Existem regimes diferenciados para trabalhador da iniciativa privada e servidor público porque, simplesmente, não há como equipará-los plenamente. Quando se fala em reforma da Previdência, alguns se antecipam em dizer que o mau do sistema reside nos ‘privilégios’ dos funcionários públicos. Mas, quais seriam esses famigerados ‘privilégios’?

Os salários. Ah!, os salários. De fato, servidor público (ao menos estadual e federal) ganha razoavelmente bem, mas fazem jus à remuneração. O que existem são distorções no alto da pirâmide do funcionalismo público. Com regimes jurídicos próprios, servidores contribuem para a Previdência e pagam imposto de renda, em escala proporcional ao que recebem.

O desarranjo na Previdência Social não se agrava apenas pelo envelhecimento da população, mas, sobretudo, pelo desemprego que, nos tempos de recessão econômica como a atual, reduz de forma drástica o universo de contribuintes do INSS.

E ninguém atenta para isso. O discurso monocórdio dos críticos do serviço público se apoia, sempre, nos tais ‘privilégios’ que, em última instância, apenas representa uma inversão de valores: não é o servidor público que ganha muito, mas o trabalhador privado que ganha pouco. E esta é uma equação inquestionável.

Há ainda que considerar uma diferença essencial de natureza qualitativa. Para conseguir um bom salário, o servidor se submete a um concurso público, em geral uma seleção rigorosa para a admissão apenas dos melhores. O trabalhador privado é aceito pelo dono da empresa por meio de um breve contato, uma conversa ou ainda mediante simples teste de aptidão.

Não estão em debate, aqui, os valores, a condição humana, os direitos de cada um e de todos. Está em questão a meritocracia. Trabalhador que estuda, que desenvolve o intelecto, que absorve conhecimentos, que evolui, vai para o serviço público. Seria bom que houvesse um nivelamento ‘por alto’, mas é impraticável. No fundo, não é o servidor que ganha de mais, é o trabalhador que ganha de menos. O resto é papo furado, discussão estéril.

 

GRANDE JEREISSATI

Os tucanos devem estar orgulhos do colega Tasso Jereissati. O senador cearense retirou sua assinatura e ajudou a detonar a CPI proposta para investigar ministros do Supremo Tribunal.

 

FAZER O QUÊ?

Os contras não se cansam de afirmar que o projeto de Sérgio Moro não serve para combater à violência. Condenam, mas não dizem o que fazer para combater a criminalidade. Vazios.

 

ALE INICIA SEU ANO LEGISLATIVO NESTA TERÇA

Com a viagem do presidente Marcelo Victor ao Rio de Janeiro (foi participar de evento na Fundação Getúlio Vargas sobre a economia de Alagoas), a Assembleia Legislativa inicia seu ano legislativo nesta terça-feira (19), durante sessão ordinária prevista para às 15 horas. Na ocasião, será lida mensagem do governador Renan Filho contendo as ações do governo para o corrente ano.

 

FRANÇA MOURA

Campeão da radiofonia alagoana, o versátil França Moura está no ar, agora pela internet, com o seu tradicional Cidadania. Para ouvi-lo é só ir ao Google e acessar: rádio web cidadania.

 

O ALGO MAIS

O programa de França Moura é diferente, especial, porque não se limita à informação. O algo mais do Cidadania está na opinião, no debate, na controvérsia. E nesse quesito, França é insuperável.

 

PROJETO EDUCACIONAL DE LUCIANO BARBOSA

Para mudar a realidade social e econômica de Alagoas, por meio da educação, Luciano Barbosa quer materializar uma estratégia apoiada em três pontos: inclusão escolar, ensino efetivo e qualificado e aprendizado. Para o vice-governador e secretário da Educação, com esses três elementos será possível, em 10 anos, situar o ensino alagoano entre os melhores do País. Com a priorização, claro, da escola de tempo integral.

 

VISÃO PETISTA

Enquanto o mundo condena a ditadura de Nicolás Maduro, Gleisi Hoffmann vai até Caracas para manifestar o apoio do PT ao projeto bolivariano que está destruindo a indefesa Venezuela.

 

PAPA CRITICA

A propósito, nem o papa Francisco conseguiu se manter em silêncio. O pontífice acaba de disparar críticas a Maduro, acusando-o de não cumprir acordos assumidos. Falta o quê?

 

NÃO VAI SER UMA PARADA FÁCIL. DE JEITO NENHUM

O clima é de euforia, com o DEM comandando a Câmara e o Senado, mas a aprovação da reforma da Previdência não será fácil como alguns estão imaginando. A matéria é controversa, a proposta do ministro Paulo Guedes é bem mais rigorosa do que a de Michel Temer, e nunca se deve minimizar o fato de que o governo tem que reunir quórum de reforma constitucional. E a pressão pelas redes sociais – contra – ainda nem começou...

 

 

QUEBRADEIRA

Enquanto a bancada petista – na Câmara e Senado – volta a se posicionar contra a reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes não deixa por menos: “Eles quebraram o Brasil”.

 

QUEBRADEIRA 2

Bom, mas o Paulão Guedes pisou na bola. Afinal, como deve reagir o investidor que, de repente, ouve o homem forte da economia afirmar, em alto e bom tom, que o País está quebrado?

 

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De Gaulle estava errado, ou somos uns irrresponsáveis?

05/02/2019 17:01

Atribui-se a Charles De Gaulle a frase ‘o Brasil não é um país sério’. Se vivo fosse, o célebre general francês certamente estaria dizendo: “Eu estava certo, o Brasil não é um país sério”.

Ora – dirão os menos rigorosos – tragédias acontecem em toda parte, acidentes não são privilégios dos brasileiros. Verdade, mas, aqui, as tragédias são anunciadas, quase que programadas.

Essa de Brumadinho, na mesma Minas Gerais onde, há menos de três anos, rompeu-se a barragem de Mariana, é prova material de que as coisas aqui acontecem e se repetem por absoluta falta de compromisso com a segurança e com a vida das pessoas.

Existem culpados? Claro. Quem inspeciona as barragens, que avalia os riscos, quem assina os laudos de segurança? E, por trás, quem contrata os técnicos e engenheiros para fazê-lo? Esse tipo de tragédia só é acidental porque seria monstruoso se fosse resultado de uma ação intencional.

O saldo de vítimas fatais – e de pessoas desaparecidas – em Brumadinho supera o de Mariana (subsidiária da Vale). Os mortos, ao final da contagem trágica, devem ultrapassar uma centena – todos trabalhadores, funcionários da Vale S/A ou terceirizados.

O mais preocupante – num país, repita-se, onde o erro fatal se repete como ‘fatalidade programada’ – é saber que existem dezenas de outras barragens de rejeitos de mineração operando em condições que não diferem em nada dos cenários de Mariana e Brumadinho. E que, se o governo federal não adotar medidas preventivas sérias (punitivas e protetivas) outras tragédias acontecerão, com mais vítimas e danos ambientais.

Não pode ser visto como sério um país onde seus deputados, com interesses a resguardar junto às empresas de mineração, se omitem de votar medidas para evitar acidentes, mas, mesmo aqui – onde o sério é tratado com desídia – deve existir limite, um mínimo de limite, em se tratando de preservar vidas humanas e animais e, consequentemente, o nosso meio-ambiente.

 

ALERTA TARDIO

O Ministério Público do Trabalho demora a aparecer, mas, quando aparece, chega tarde demais. Quer saber o que o governo está fazendo para proteger o pessoal do Quartel Geral da PM.

 

NOTÍCIA VELHA

Ora, o assunto é velho. Desde o ano passado que o governo anunciou medidas para desocupar o QG e iniciar reformas. Obras, aliás, que deveriam ter sido executadas duas, três décadas atrás.

 

LIVROS DIDÁTICOS A PESO DE OURO

O governo Bolsonaro deveria jogar pesado com as editoras de livros didáticos para o ensino médio e fundamental. Veja: enquanto a inflação oficial de 2018 ficou em menos de 4%, o principal material escolar teve reajustes que variam de 10% a 20%. Qual a justificativa para esse tipo de descompasso?

 

SIMPLES ASSIM

É fácil saber se Flávio Bolsonaro fala a verdade. Ele diz que efetuou depósitos fatiados, de R$ 2 mil cada – porque esse é o limite nos caixas eletrônicos. Portanto, é só o Coaf apurar.

 

E ESSA CONTA?

Alguém pode depositar R$ 10 mil, de manhã, e sacá-lo à tarde, no mesmo dia. Repetindo a operação, ao cabo de um mês terá movimentado R$ 600 mil. Corrupção? Com apenas R$ 10 mil?

 

BOMFIM VÊ ESQUERDA BRASILEIRA SEM RUMO

Ausente das lides políticas, mas presente ao lançamento do livro Democracia Digital, do senador Renan, o ex-deputado Eduardo Bomfim vê a esquerda brasileira caminhando sem rumo. Verdade, mas não só a brasileira. No mundo inteiro, a esquerda passa por um momento de dispersão e encolhimento. No Brasil, o problema é outro: a esquerda nunca se entendeu e jamais se uniu. Basta ver como se conduziu na campanha presidencial do ano passado.

 

UM CONCILIADOR

Ao contrário do que muitos previam, o general Mourão tem agido com equilíbrio e espírito de conciliação. Além disso, no exercício ou não da Presidência, tem dado aulas de lealdade ao chefe.

 

SEM SENTIDO

Compreende-se a boa vontade do deputado Marx Beltrão, mas o problema do Pinheiro não justifica a abertura de CPI na Câmara.

Até porque o caso não envolve nenhuma esfera do setor público.

 

UNIVERSIDADE REQUER APENAS MERITOCRACIA

Em qualquer país desenvolvido, universidade funciona como instância de ensino seletiva. Aqui, a demagogia política fala em democratizar o ensino superior, quando, em verdade, trata-se de simples massificação. Quem tem bagagem para frequentar uma faculdade, não precisa de cotas para acessá-la. Simples lógica.

 

LIÇÃO DAS URNAS

Político com base eleitoral apenas em Maceió (sem pontos de apoio no interior) dificilmente se elege deputado estadual. Provou isso o desempenho do vereador Lobão nas urnas de outubro.

 

LIÇÃO DAS URNAS 2

Também vereador – e igualmente sem nenhuma base no interior – Eduardo Canuto se deu mal na tentativa de se eleger deputado federal. E de nada lhe valeu o apoio ostensivo de Rui Palmeira.

 

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Rumo ao descrédito total

28/01/2019 17:51

A Rede Globo não está apenas ressentida com a primazia que o presidente Bolsonaro resolveu conferir a outras emissoras de TV. Preocupa, de igual modo, a organização dos irmãos Marinho a decisão já tomada pelo governo de parar com a remessa de bilhões de reais, em publicidade, para a chamada ‘grande mídia’.

Sabem, os dirigentes globais, que nos últimos cinco, seis anos a audiência de seu principal produto, o Jornal Nacional – tem se alimentado de escândalos políticos abastecidos, sobremaneira, pelo interminável fluxo de denúncias da Lava-a-Jato.

À Globo, portanto, não interessa que o novo governo represente quase 60 milhões de votos ou que, se Bolsonaro falhar, o País tomará um rumo imprevisível. Quando a Globo ‘batia’ em Lula, os petistas criam que era marcação. Aí a Globo também bateu em Dilma, em Aécio, em Renan, em Azeredo, e logo se percebeu que não havia alvos preferenciais, mas, sim, um objetivo de empresa: repercutir e ampliar denúncias para otimizar audiência.

Ocorre que, agora, a Globo volta a insistir no denuncismo, mas encontrou uma barreira intransponível: Bolsonaro se comunica pela Record e pelo SBT e, o mais ‘danoso’, não passa recibo à televisão global. Não dá entrevista nem responde a acusações. Não fala à Globo. E qualquer jornalista sabe que noticiário com uma só versão, sem o equilíbrio dos ‘dois lados’, tem tudo, menos credibilidade. O pânico da Globo com essa postura é tal que seus editores tiveram a ousadia de ‘questionar’ perguntas feitas pela reportagem da Record à Flávio Bolsonaro.

Nesse caso em especial, o que preocupa a TV dos irmãos Marinho não é a audiência de seu principal noticioso. Preocupa saber que, sem o crédito que só pode ser proporcionado pala oitiva dos ‘acusados’, toda sua cobertura expondo a família Bolsonaro como foco de denúncias soará como ‘campanha contra o governo’.

Ou seja, falta muito pouco para a notícia global passar a ter a mesma credibilidade que tem o comentário de um inimigo.

 

O PASSADO CONDENA

O grupo Globo pode até se fantasiar de instituição democrática, mas vai ser lembrado como uma organização que apoiou a ditadura e sempre esteve do lado de quem exercia o poder.

 

BOICOTE GLOBAL

Aliados do presidente Bolsonaro começam a se organizar para boicotar a Globo. Vão usar em grande escala as redes sociais, que derrotaram a ‘grande mídia’ na recente eleição presidencial.

 

A FRASE SIMPLES E A ESTUPEFAÇÃO DA MÍDIA

A situação de impunidade vigente no Brasil nos anos petistas pode ser mensurada pela reação da mídia a uma fala simples do presidente Bolsonaro. Ele disse: “Se ficar comprovado que Flávio errou, ele vai ter que pagar”. A mídia reagiu como se a frase, inusitada tratando-se de um presidente da República, fosse um  autêntico escândalo de honestidade.

 

VISÃO DOS CONTRAS

Os inimigos de Bolsonaro qualificaram de ‘vazio’ o discurso do presidente na Suíça. Já Delfim Neto, um gênio da economia, comentou com magistral isenção: “Foi um discurso fundamental”.

 

LIVRO, SEMPRE

O mestre Douglas Apratto, vice-reitor do Cesmac, não abre mão de publicação impressa. Curte a internet como todo intelectual, claro, mas está sempre com um livro de baixo do braço.

 

SEM DISPUTA, AMA MANTÉM HUGO WANDERLEY

Um acordo que envolveu o governador Renan Filho pacificou o cenário na Associação dos Municípios Alagoanos. Feita a composição, o prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley, será reconduzido à presidência da AMA nesta 2ª feira (28). Será chapa única, sem disputa. A prefeita Pauline Pereira, de Campo Alegre (que havia se movimentando para disputar o comando da entidade) integra a chapa como vice-presidente.

 

ALE ACOMPANHA

O vice-presidente da Assembleia, deputado Francisco Tenório, formou comissão de parlamentares para acompanhar todo o desenrolar dos acontecimentos envolvendo o bairro do Pinheiro.

 

DIREITA CONVICTA

Intelectual de direita ‘com orgulho e convicção’, o escritor alagoano Rosalvo Acioly elogiou a ‘forma e o conteúdo’ do livro Democracia Digital, lançado pelo senador Renan no Hotel Ritz.

 

HADDAD E ALIADOS TORCEM MUITO PELO BRASIL

Fantoche de Lula, pior prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad exercita seu patriotismo torcendo pelo fracasso do governo de Bolsonaro. Aliás, como o próprio presidente já disse, o novo governo não pode errar, porque, se tal acontecer, estará

criada a oportunidade para a volta do PT. Portanto, se depender dos petistas, o Brasil vira uma Venezuela em quatro anos.

 

PODER É PODER

Que o diga Nicolás Maduro. Ele destruiu a Venezuela, mas, no meio da desgraça nacional, fez uma eleição de cartas marcadas e ainda quer que o mundo o reconheça como presidente legítimo.

 

IMAGEM NA LAMA

A delação de Palocci detonou a imagem que Dilma tinha de ‘mulher séria e honesta’. O ex-ministro aliado fala de corrupção, mas fulmina Dilma denunciando-a como traidora de Lula.

 

 

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Senador Renan lança Democracia Digital em noite de consagração

18/01/2019 17:39

No jargão literário seria uma ‘miscelânea’ ou ‘coletânea’ ou mesmo ‘antologia’, mas, tratando-se de política, podemos dizer que Renan Calheiros acaba de lançar uma ‘peneirada’ sob o  sugestivo título de Democracia Digital, seu novo e possante livro de 489 páginas, com ilustrações em gravuras.

Considerando a multidão que se comprimiu no ‘Salão Linda Mascarenhas’, no aprazível Ritz Lagoa da Anta, conclui-se que houve inescapável erro de cálculo: era evento para um Centro Cultural de Jaraguá ou um Teatro Deodoro.

Mas o senador, tratado como ‘O Sobrevivente’ em entrevista de Ana Clara Costa, nas imperdíveis Páginas Amarelas da revista Veja (incluso no volume), fez o que aprendeu a cometer como ninguém: embrenhou-se no meio da massa humana compactada, cumprimentando um a um com apertos de mão, abraços e sorrisos de quem, ao mesmo tempo, agradecia e comemorava uma conquista épica.

Pois Renan Calheiros, alvo preferencial de procuradores que se habituaram a tratá-lo com indisfarçável ‘despeito pessoal’, foi um dos 12 senadores que conseguiram renovar o mandato dentre os 54 que tentaram a reeleição no último sete de outubro.

Líder político em sólida ascensão, o governador Renan Filho compareceu, óbvio, mas que fique bem claro: chegou mais tarde, quando o espaço reservado já não comportava mais ninguém, deixando evidente que o ‘dono da festa’ era o pai e a atração da vez não eram novos atos de governo por Alagoas, mas um livro de abordagem fragmentária, versátil, bem apropriado para indicar o estado de espírito do político saído de um embate eleitoral que mais pareceu uma batalha campal, daquelas em que se contam a dedo os remanescentes ou... sobreviventes.

Eram tantas as figuras ilustres, apinhadas, conversando e gesticulando com dificuldade – não pela pequenez do recinto, mas, de fato, pelo volume de almas reunidas – que mais parecia uma conferência de notáveis. Mas era possível ver também gente simples engrossando a fila para ter em mãos um exemplar do volume disposto numa mesa com três simpáticas secretárias formalizando o ato de distribuição.

Democracia Digital – o título já o diz – coloca Renan Calheiros na era da cibernética e o traslada, em páginas muito bem impressas na Gráfica do Senado Federal, a um público cada vez mais envolvido com o poder incomensurável das redes sociais.

Reúne, quase que por exigência etimológica – pronunciamentos feitos da tribuna senatorial, discursos laudatórios como os que reverenciam Rui Palmeira, o senador, e Teotonio Vilela, o Menestrel da Democracia, e uma sequência tumultuária de textos tuitados pelo novel adepto da comunicação interativa.

A obra fala de Alagoas, do Brasil, do Senado como guardião perene dos valores democráticos, dos poderes, e reserva espaços generosos às investidas de procuradores do Ministério Público Federal, de Gurgel a Janot, ontem, e de Dodge, hoje, que o senador retrata como perseguidores contumazes.

Como em outro volume recém lançado sob o título ‘ Quanto mais perseguição, mais óbvia a verdade’, Renan Calheiros imputa ao MPF, em tom recorrente, a irresponsabilidade de denunciá-lo com o fito único de encorpar o fardo de inquéritos da Lava-Jato, valendo-se, invariavelmente, de forçadas alusões ao seu nome por delatores que acusam sem provas na agônica esperança de serem recompensados na hora do ajuste de contas com a Justiça.

Nessa linha, Renan enfatiza episódio em que um delator disse, perante procuradores do Ministério Público, que, falando do senador Romero Jucá, ‘sentia intrinsecamente’ a presença do senador Renan Calheiros...

Mas é à matemática que o senador recorre para, em registro quase triunfal, assinalar que, das acusações a ele assacadas, nada menos do que 10 já foram arquivadas por absoluta ausência de provas.

O novo livro, a mostrar que o autor é um alagoano que já presidiu o Congresso Nacional em quatro oportunidades e até assumiu a Presidência da República, também se esmera em apresentar o senador das Alagoas como um filho da interiorana Murici ao

enfeixar versos populares dispostos em 15 páginas sob o título ‘O Cordel do Tuiteiro’, assinado pelo afiadíssimo Zé das Alagoas.

Democracia Digital sintetiza, em carne e espírito, em registros tão fugazes quanto surpreendentes, a figura deste intimorato alagoano com espaço reservado na galeria dos grandes políticos da República brasileira. Com ou sem controvérsia.

 

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Primeira Edição © 2011