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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Se R$ 320 bi resolvem o rombo, por que o governo queria R$ 700 bi?

27/11/2017 08:55

Michel Temer não é ingênuo, incompetente ou despreparado. Muito pelo contrário. Um homem vivido, experiente, traquejado no exercício da política e na gestão pública. A menos que alguém seja usado como massa de modelagem ou manipulado por líder popular poderoso, não se chega à presidência da República sem méritos e sem predicados. E acontece que Temer chegou.

Agora, o currículo não confere a Michel o direito de achar que os demais são tolos, incapazes de perceber truques e desvendar manobras. Candidato a ‘reformista histórico’, Temer acha que será distinguido por impor igualdade entre trabalhador do setor privado e servidor público, limitando o teto da aposentadoria.

No texto finalizado da reforma previdenciária, pronto para ir à votação, está prescrito que o tempo mínimo de contribuição, para alguém se aposentar, continua sendo de 15 anos, mas apenas para o trabalhador do regime geral. Desmentindo o princípio da igualdade alardeado por Temer e seu ministro Henrique Meirelles, a versão definitiva da reforma exige 25 anos de contribuição para o servidor público ter direito a requerer aposentadoria.

Não é justo e não faz sentido. A reforma não beneficia o trabalhador do setor privado e castiga o servidor público, justamente o indivíduo que estudou e se preparou para ingressar no serviço público através de concurso. A reforma despreza o mérito, sem que isso, de algum modo, ajude aos que labutam na iniciativa privada e vão se aposentar pelo INSS.

A reforma de Temer, mesmo desidratada, não deve ser aprovada pelo Congresso. Quando nada, porque o governo não joga aberto e usa argumentos conflitantes em defesa da mudança: diz que existe um rombo descomunal na Previdência, mas afirma, ao mesmo tempo, que a reforma atual tem por fim evitar o colapso do sistema no futuro.

Tem mais: lembra que o ministro Henrique Meirelles dizia que a reforma tinha que economizar R$ 700 bilhões, em 10 anos, para evitar a falência da Previdência? Pois bem, agora, ele diz que R$ 320 bilhões resolvem o impasse do ajuste fiscal. Ora, se 320 resolvem, por que ele queria 700?

 

VOTO CONTRA

Se depender do senador Renan Calheiros, a reforma da Previdência não terá nenhuma chance de aprovação, no Senado, mesmo que saia da Câmara completamente desidratada.

 

POR ETAPAS

Renan não é contra reformas, mas sempre pondera que, em momento de crise como o atual, não se deve impor mudanças que, racionalmente, poderiam ser adotadas por etapas.

 

DECISÕES QUE NINGUÉM CONSEGUE ENTENDER

A Justiça do DF condenou Renan Calheiros à perda dos direitos políticos e pagamento de multa, no processo envolvendo Mônica Veloso. Mas, como pode? Esse caso não já rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal, por ausência de provas, como lembra a defesa do próprio parlamentar alagoano?

 

FINANÇAS DE AL

O equilíbrio financeiro de Alagoas se deve ao ajuste fiscal feito por Renan Filho e à redução dos juros cobrados ao Estado nas parcelas de pagamento mensal de sua dívida com a União.

 

DE 21% PARA 6%

O próprio Renan Filho lembra que, no governo de Ronaldo Lessa, a taxa era de 21%, no governo Teotonio Vilela caiu para 11% e, depois para 7,5% e, agora, está em 6% da receita corrente.

 

ROSTAND LANVERLY NA ACADEMIA DE LETRAS

A Academia Alagoana de Letras tem novo presidente: o escritor Alberto Rostand Lanverly acaba de assumir os destinos da tradicional Casa de Cultura, com o compromisso de, conjugando esforços, trabalhar pelo seu soerguimento. Com humildade e bom senso, Rostand admite que, sozinho, pouco poderá fazer para imprimir nova dinâmica às atividades da instituição acadêmica.

 

A VEZ DO JAIR

Com a desistência do prefeito João Doria, que agora foca a sucessão em São Paulo, o deputado Jair Bolsonaro se fortalece como líder da direita e de muitos segmentos de centro.

 

SEM DIÁLOGO

Analistas políticos avaliam que, se eleito presidente, Bolsonaro terá grandes dificuldades para governar por falta de diálogo com o Congresso, tal como aconteceu com Fernando Collor de Mello.

 

RUI SÓ ESTÁ COMEÇANDO; JÁ O BENEDITO...

Ouvido em um gabinete da Assembleia Legislativa:

- Quem tem mais bagagem, que tem mais currículo, quem tem mais experiência e capital político – o senador Benedito de Lira ou o prefeito Rui Palmeira? Então, por que Biu não quer sair candidato ao governo, mas quer que Rui entre nessa?”.

 

MARCELO VICTOR

Um dos mais experientes integrantes do plenário da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor ainda não decidiu se disputará a reeleição ou se parte para concorrer a um mandato de federal.

 

RODRIGO CUNHA

Outro deputado estadual, visto com chances de chegar a Brasília, Rodrigo Cunha não parece seguro de seu potencial para disputar uma vaga na Câmara, ao contrário do que acham seus eleitores.

 

PT E PMDB JUNTOS RUMO ÀS URNAS DE 2018

Para ‘tormento’ da oposição, o PT já está novamente composto com o PMDB, em aliança desenhada com vistas às eleições do próximo ano. O espaço da legenda petista no governo será de primeiro time, como já adiantou Renan Filho. O resto é conversa fiada de quem tenta à força plantar cabelo em casca de ovo.

 

 

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O dilema crucial dos eternos indefinidos

20/11/2017 11:26

Por tantos lances originais e sucessivos de indecisão, o PSDB ganhou o estigma de partido que vive em cima do muro. Nos episódios das denúncias do procurador Rodrigo Janot contra Michel Temer, os tucanos se dividiram e, como tais, assumiram mais uma vez uma postura de flagrante indecisão.

Agora, um artigo assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique enseja críticas e abre nova polêmica, ao defender a imediata saída dos tucanos da base do governo de Temer. Certo ou errado?

Com Aécio Neves (até então considerado um ‘bom rapaz’) derrotado na sucessão presidencial, o PSDB entrou no Tribunal Superior Eleitoral com uma ação pedindo a impugnação de Dilma Rousseff e de seu vice Michel Temer. Alegação? Abuso de poder, caixa dois, corrupção eleitoral, o diabo. Antes do processo ser julgado, porém, veio o impeachment e Dilma caiu, sozinha. Michel Temer, então, assumiu a presidência.

Temer tomou conta do governo e o PSDB, que não é bobo, tomou conta de ministérios e de muitos cargos. Aí, sobreveio o inesperado: Aécio Neves denunciado, ameaçado de prisão, afastado do mandato. Ora, raposa experiente, FHC pressentiu o tombo fatal e exibiu a fórmula para salvar a passarada: Aécio fora do comando partidário e todo mundo fora do governo Temer.

Com isso, imagina o  criativo FHC, o PSDB se livra de duas chagas: Temer, com quase zero de aprovação popular, e Aécio Neves, a vergonha da nação tucana. Esquece, contudo, Fernando Henrique, que ele próprio foi acusado de comprar a reeleição em 1998. Também esquece o mensalinho mineiro, precursor do mensalão petista.

Eis o motivo do descrédito geral. O PSDB ajudou a derrubar Dilma, sabendo que Temer assumiria. Agora, que Temer só faz despencar nas pesquisas, quer distância do presidente.

E quem será que Fernando Henrique acha que deve ser o próximo presidente: José Serra? Geraldo Alckmin? Ambos já derrotados por Lula? Ou ele próprio, em nome da ressurreição?...

 

PARADA FEDERAL

A disputa das duas vagas de senador já tem três nomes definidos: Renan Calheiros, Benedito de Lira e Teotonio Vilela. Marx Beltrão promete participar, mas ainda não bateu o martelo.

 

DE CAMAROTE

O grande sortudo chama-se Collor de Mello. Ele vai assistir de camarote o embate senatorial do ano vindouro. E não terá muita concorrência quando disputar a reeleição daqui a cinco anos.

 

VEM AÍ O GRANDE CALDEIRÃO DO HUCK

A crise da classe política está conduzindo o Brasil ao abismo das incertezas. Primeiro, surgiu Jair Bolsonaro, com um discurso ultra radical de direita, empunhando a bandeira do militarismo. Agora, surge Luciano Huck vendendo a ideia de que pode transformar o Brasil num imenso ‘caldeirão do Huck’. A sucessão presidencial começa a ganhar ingredientes de grande comédia nacional.

 

BOA DISPUTA

O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa prepara-se para disputar a presidência do PSB. Seu adversário? Isto mesmo. O alagoano Aldo Rebelo, que largou o PC do B e aderiu ao socialismo.

 

POUCA GENTE

O Tribunal de Justiça alagoano pesquisou: cada juiz de Direito de Sergipe conta com cinco assessores. Aqui, é apenas um. O que explica a baixa produtividade dos magistrados alagoanos.

 

 

SAMIR MALTA QUER REPRESENTAR SERTÃO NA ale

Com uma atuação cada vez mais elogiada na Câmara de Maceió, o vereador Samir Malta, do PSDC, está preparado para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2018. Seu objetivo: defender projetos para o interior alagoano, priorizando municípios sertanejos como Mata Grande, Canapi e Inhapi, que se ressentem da ausência de representante no Poder Legislativo Estadual.

 

NOTA ZERO

O vereador Silvanio Barbosa está querendo saber o que a população acha das catracas nos ônibus de Maceió. Sem erro: de cada 10 usuários, 10 condenam o controle dos coletivos.

 

COLLOR NA DELE

Não adianta especular: Fernando Collor não será candidato a governador no próximo ano. Aliás, seu projeto político já está traçado: disputará novo mandato de senador em 2022.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA AMEAÇADA

Mesmo com o projeto original totalmente desidratado, a PEC da Previdência corre sério risco de não ser aprovada. Muito simples: a base do governo está desorganizada, o desembarque do PSDB complica ainda mais o cenário. Temer vai pagar pra ver, mas dificilmente conseguirá 308 votos na Câmara, em duas votações, para aprovar matéria intolerante para 90% dos brasileiros.

 

COMPETÊNCIA

O pernambucano Mendonça Filho é uma exceção na equipe de Temer. Sob seu comando, o Ministério da Educação moderniza o ensino e estimula a inclusão escolar como jamais antes.

 

HERÓI NACIONAL

A seu modo, Zumbi dos Palmares foi herói nacional lutando contra a escravidão e pela independência. Seria justo, pois, que tivesse sempre o mesmo tratamento dispensado a Tiradentes.

 

LUCRO DA PETROBRAS E ALTA DE COMBUSTÍVEIS

E a Petrobras realizou lucro de R$ 266 milhões no 3º trimestre do ano. Mas, de onde veio a grana? Afinal, é muita coincidência que a estatal tenha faturado mais precisamente no período em que mais reajustou os preços da gasolina, do diesel e do GLP.

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Lula - seu crédito e seu débito com Alagoas

12/11/2017 08:35

Pernambucano de Garanhuns (nascido no então Distrito de Caetés), Lula chegou à presidência da República, em janeiro de 2003, com um compromisso pessoal: fazer algo mais pelo Nordeste, afinal, o berço de suas origens familiares.

E fez. Mais por Pernambuco, os motivos são óbvios, mas também por Alagoas e pelos estados beneficiados com a transposição do São Francisco, obra gigantesca, chamada de faraônica, mas com paternidade disputada. Dilma, ontem, e depois Temer, deram ao projeto um tratamento especial, como se fossem os autores.

Por sua relevância e alcance social, é sempre oportuno lembrar que a transposição do Rio da Unidade Nacional beneficia os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Lula também olhou por Alagoas, dedicou ao nosso estado uma atenção especial, até porque sempre foi distinguido pelos alagoanos nas maiores disputas eleitorais que empreendeu. Até hoje, em todas as pesquisas de intenção de voto para presidente em 2018, ele desponta soberano e imbatível por essas bandas.

Por Alagoas, no entanto, Lula fez algo excepcional ao mandar construir um extraordinário conjunto de unidades do Instituto Federal, tanto em Maceió como nas principais cidades do interior. Nesse particular, a ação educativa de Luiz Inácio obscurece a meia dúzia de Caics construídos por Collor quando presidente.

Mas há algo é destacar: a conexão de Lula com Alagoas se deveu, muitíssimo, a sua amizade com o senador Renan Calheiros. Poucos ainda se lembram, mas quando o mensalão ameaçou derrubar o maior líder petista, Renan o socorreu, usando toda sua influência e prestígio no Congresso Nacional, ao defender a governabilidade como um projeto nacional acima das paixões e dos embates políticos, ideológicos e partidários.

Lula sabe disso e faz questão de ser leal ao senador alagoano manifestando sua gratidão sempre que julga necessário. Atitude, aliás, que começa a ser assumida também pelos seus companheiros do PT.

 

 

VOTO INÚTIL

O voto nulo não deve ser visto como uma ‘afronta’ à democracia, mas como uma atitude inútil. Quando certo eleitor anula o voto, ele simplesmente deixa que ‘os outros’ decidam em seu lugar.

 

O QUE RESOLVE

Também não adianta esperar que a lei exclua os ‘maus políticos’. Quando isso acontecer, emergirão os filhos, pais, tios e assim por diante. Somente ‘votando certo’, o eleitor resolve essa equação.

 

GLOBO PERANTE O ‘TRIBUNAL POPULAR’

Patrulhada o tempo todo, a TV Globo nunca mais terá sossego. Eventuais (e inevitáveis) deslizes de seus astros ocasionarão, sempre, reações em cadeia, nas redes sociais, com cobrança de punições. Foi assim com o ator José Mayer e agora com o jornalista William Waack. A pergunta é: quem será o próximo?

 

BASE DE TEMER

Temer se salvou das denúncias de Rodrigo Janot, menos pela solidez de sua base no Congresso Nacional, e muito mais pelo descrédito que atingiu o então procurador-geral da República.

 

BASE DE TEMER 2

Na segunda denúncia, a base ficou menor e, desde então, o presidente se deu conta de que, se diminuiu o apoio pessoal, mais frágil estará o bloco na hora de votar a reforma da Previdência.

 

GENTE NOVA NA DISPUTA ELEITORAL DE 2018

A decantada candidatura de Tereza Collor a deputada federal é para valer? Se confirmada, a eleição de 2018 protagonizará um duelo eleitoral que chamará a atenção do Brasil: Tereza (ex-mulher do falecido Pedro Collor), de um lado, e Arnon de Mello Neto, filho de Fernando Collor (irmão de Pedro), que também deverá disputar uma cadeira na Câmara Federal.

 

CIÚME INCONTIDO

É grande a ciumeira provocada pela dupla Renan Calheiros e Teotonio Vilela. Daqui a pouco, até o eleitor será questionado por declarar voto aos dois velhos aliados de muitas lutas eleitorais.

 

FAZER O QUÊ?

Para conter ‘alguns’ exaltados, Téo Vilela até abriu mão da presidência do PSDB em favor de Rui Palmeira, que chamou de ‘meu candidato a governador’. Mas ‘alguns’ não acreditam...

 

 

FIÉIS QUEREM PUNIÇÃO PARA OS TRÂNSFUGAS

Iludiu-se que supôs que escapariam ilesos de punição os deputados que, com vergonha ou medo dos eleitores, votaram contra Temer na segunda denúncia de Janot. Não que o governo tenha interesse em punir ninguém, precisando como está de voto para a reforma da Previdência. Mas, e com a rebelião daqueles que foram fiéis, a exemplo de Artur Lira e seus colegas do PP?

 

UMA LÁSTIMA

Histórico, tombado, o prédio que abrigou o gabinete do então prefeito Cícero Almeida e depois a Secretaria de Assistência Social, está entregue ao abandono, na Praça dos Martírios.

 

MEIRELLES DA VEZ

Com todos os indicadores econômicos positivos, o ministro Henrique Meirelles já não esconde que, discretamente, trabalha com a hipótese de sair candidato à sucessão do chefe Temer.

 

SEM CARA PARA PEDIR MAIS APOIO

Não é que a reforma previdenciária seja indigerível pelos deputados e senadores. O problema é que Temer não tem mais cara para pedir apoio para aprovar uma PEC altamente polêmica, na exata hora em que os congressistas, todos eles, estão sendo cobrados pelos eleitores para terem apoio nas urnas.

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A liderança de Lula e a tese do Major Luiz

05/11/2017 10:41

As pessoas têm se perguntado como e por que o ex-presidente Lula, alvo de inúmeras denúncias e já condenado pela Justiça, segue liderando as pesquisas sobre a sucessão presidencial. Um mistério? Um teorema indecifrável? Um enigma insondável? Nada disso. A situação é simples e de fácil explicação.

Luiz Cavalcante, o ‘major Luiz’, político que fez história em Alagoas como governador e como senador, disse certa vez: “O governante, por pior que seja, contará sempre com o apoio de um terço do eleitorado”. Sábia definição. São os amigos, aliados, correligionários, assessores e, por que não, a parcela de pessoas beneficiárias de seus atos e ações.

Pois bem. As pesquisas que mostram Lula à frente de todos os concorrentes, mostram também o chefe petista estacionado em 35% dos votos declarados. Às vezes empatado com a soma dos adversários. Não é demais, a bem da verdade, para quem governou o país em dois mandatos seguidos e ainda decidiu a própria sucessão, impondo uma candidata ‘desconhecida’.

Nenhum presidente brasileiro foi tão populista quanto Lula. Populista ao estilo de um Hugo Chávez, que nunca pensou em governar o povo e dar sua contribuição à democracia, mas em se perpetuar no poder. Na Venezuela funciona como ditadura civil. Aqui, por imposição constitucional, Lula teve de se alternar com Dilma para voltar em seguida. Só que a companheira o traiu e se negou a ceder a vez ao chefe. Resultado: para se reeleger, a antiga guerrilheira destroçou a economia e afundou o país numa crise jamais vista. Então, o que faz Lula? Tenta voltar, busca retomar seu projeto de poder perpétuo. Mas não dá com só 35% de apoio.

Eis a explicação. E para quem acha que é muito, cabe lembrar que, ao deixar o governo, Lula tinha 86% de aprovação. Ou seja, contava com mais de 50% dos eleitores que hoje o apoiam.

 

SEM UNANIMIDADE

O alto tucanato tem toda a razão. Renan Filho não exercerá o monopólio da sucessão. Jamais. Dos 34 partidos registrados, no máximo, uns 25 marcharão com o governador.

 

LULA DECIDIU

A volta do PT ao governo de Renan Filho não está se dando pela vontade de Ricardo Barbosa ou do deputado Paulão, mas por expressa recomendação do ex-presidente Lula.

 

A MISSÃO DE OMAR COELHO NO PODEMOS

Novo homem forte do Podemos em Alagoas, o advogado Omar Coelho está focado em dois objetivos: organizar e fortalecer a legenda no Estado e preparar o terreno para a campanha do presidenciável Álvaro Dias. Depois disso, analisará o cenário e definirá que mandato deverá buscar na eleição de 2018.

 

SÓ PICUINHA

Temer conduz bem o governo, mas está cercado de encrenqueiros. Retirar R$ 4,00 do novo salário mínimo, sob o argumento de que é regra da lei, só expõe o presidente a críticas. Justas.

 

MARCA REGISTRADA

A propósito, da mesma forma que Lula ficou estigmatizado como o presidente que taxou os aposentados, Temer será lembrado por ter elevado a alíquota da Previdência para 14%.

 

SILVANO DECEPCIONADO COM A POLÍTICA

Em contato com a Coluna, o vereador Silvano Barbosa antecipou que não pretende disputar as eleições do ano que vem. “Muito decepcionado com a política”, justificou. Eterno prefeito comunitário do Complexo Benedito Bentes, Silvano Barbosa é um dos vereadores mais atuantes de Maceió e seu nome tem sido especulado para disputar vaga na Assembleia Legislativa.

 

13ª ASSEGURADO

O funcionalismo público do Estado pode dormir sossegado. O secretário George Santoro já adiantou que a Fazenda tem caixa para pagar o 13º salário sem incorrer em qualquer atraso.

 

RUI TRANQUILO

Aliás, o Rui Palmeira também está tranquilo quanto ao pagamento da gratificação natalina aos servidores do Município. O prefeito diz que já vem pagando na data de aniversário de cada servidor.

 

O MINISTRO QUE DECIDE SEGUNDO A LEI

Polêmico, controverso, Gilmar Mendes tem sido alvo de críticas e apupos por cumprir a lei. É o ministro que decide sempre de acordo com a Constituição, da qual o Supremo Tribunal deve ser guardião. Claro que, às vezes, toma decisões equivocadas, mas o faz olhando para a lei, e não para atender o ‘clamor’ da plateia.

 

SÉRGIO CABRAL

Por exemplo: criticou-se Gilmar por ter impedido que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fosse transferido para uma prisão federal por suposta ameaça a um juiz.

 

SÉRGIO CABRAL 2

Ora, como questiona o colunista Reinaldo Azevedo, por que Cabral está preso? Já foi condenado, sim, mas só em primeira instância. E o que diz a legislação penal sobre o assunto?...

 

MELHOR NÃO COMPLICAR AINDA MAIS

O presidente Temer já foi advertido para não insistir em punição para os infiéis da segunda denúncia. É simples: o pior já passou, o presidente está livre, e acontece que o governo precisa de votos para aprovar matérias vitais como a reforma tributária e a da Previdência. E voto de infiel vale tanto quanto do leal.

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Nem pena de morte resolve. Contra o crime, só existe um remédio.

28/10/2017 13:42

Cinco homicídios por dia. Um pouco mais, um pouco menos, essa é a estatística oficial de mortes violentas em Alagoas. São números transparentes, confiáveis da Secretaria de Segurança Pública. E não são dados novos. A rigor, não houve aumento da violência. O que houve foi uma progressão determinada pelo crescimento populacional. Há 40 anos Alagoas tinha dois milhões de habitantes e registrava, em média, dois homicídios por dia. Desde então, a população foi crescendo e as mortes, também.

As causas da mortalidade são sempre as mesmas – latrocínios, intrigas, rixas de família, questões conjugais, pistolagem e tráfico de drogas. O narcotráfico, comércio e consumo de entorpecentes, tem peso diferenciado na atual estatística de crimes violentos. Não é um fenômeno alagoano, é a trágica realidade nacional.

Para enfrentar o que muitos já consideram ‘guerra civil não declarada’, propõe-se de tudo: leis mais rigorosas, pena de morte, prisão perpétua, mais polícia nas ruas, ação mais severa da justiça. São fórmulas já aplicadas em outras nações, sem sucesso. Num país de pobres, famintos e desempregados, condenar mais, prender mais significa abarrotar os presídios já sem espaços. No Brasil, a criminalização expandiu-se em tal proporção que, se fosse levar para a prisão todo criminoso – não importando o grau do delito cometido – os estádios de futebol teriam de ser transformados em cadeias. E, com certeza, não dariam conta.

Mas ninguém pense que o crime é produto do fatalismo. Não é. O crime tal como praticado aqui é produto da ignorância. Não se mata por destino nem por vocação. Mata-se por ausência de escrúpulo, de humanismo, de respeito à vida. Mata-se, enfim, por ignorância em limites extremos. E contra essa epidemia de violência só existe um remédio ou um antídoto: a educação. Combata-se a ignorância, em todas as suas formas e em todas as camadas sociais, e a criminalidade será contida.

 

DILMA TRAIDORA

Não para de repercutir: em entrevista ao El País, da Espanha, Lula abriu o jogo e disse que ‘Dilma traiu seus eleitores’ ou que ‘os eleitores de Dilma se sentiam traídos’ – o que dá na mesma.

 

DILMA NEM AÍ

Dilma, que deve ter aprendido alguma coisa de política, fez ‘ouvidos de mercador’. Ou seja, deliberadamente ignorou a cravada do companheiro que a conduziu à presidência.

 

A PETROBRAS DEVE SER PRIVATIZADA

A Coluna mantém ponto-de-vista já sustentado em outras ocasiões: o Brasil só tem a lucrar com a privatização da Petrobras. Negociada, a empresa continuará operando, explorando e vendendo petróleo, pagando impostos e mantendo empregos.

 

MAIS DINHEIRO

Com o dinheiro da venda da Petrobras, o Brasil teria como fazer grandes investimentos no setor de infraestrutura em todo o País – construindo rodovias, pontes, casas populares e obras sociais.

 

DUAS PETROBRAS

É uma simples questão de matemática: manter a Petrobras como empresa estatal, é ter apenas uma Petrobras. Privatizando-a, o país passaria a ter duas ou, melhor dizendo, o capital de duas.

 

MÃOS LIMPAS FOI UMA DECEPÇÃO NA ITÁLIA

Ex-juiz e promotor, um dos expoentes da célebre Operação Mãos Limpas, Gherardo Colombo disse, durante fórum promovido pelo Estadão, que a corrupção não acabou na Itália, apesar das prisões e condenações realizadas. Pior: mais de 40% dos políticos atingidos pela Mãos Limpas voltaram à vida pública italiana. Sérgio Moro diz que destino da Lava-Jato depende da sociedade.

 

LIAÇÃO A APRENDER

Na próxima denúncia contra Temer – que acontecerá quando o folclórico Rodrigo Já Era voltar à PGR – os deputados de oposição vão aprender uma coisa: oposição significa minoria.

 

O NOVO SÓCRATES

Gênio do besteirol, Lula agora sugere que sejam feitos referendos para o povo anular o que foi feito pelo governo Temer. E os referendos para anular as idiotices de Dilma e do próprio gênio?

 

LUCIANO COMEMORA METAS ATINGIDAS

O governador em exercício Luciano Barbosa anda empolgado com o trabalho do titular Renan Filho. Um dos homens públicos mais experientes de Alagoas, Barbosa comemora as metas até aqui atingidas pelo governo que integra, nas áreas de segurança pública, educação, saúde e infraestrutura. Nessa ordem.

 

FIM DE CARREIRA?

Decepcionado com a ‘mecânica’ do Congresso Nacional, o comediante Tiririca decidiu jogar a toalha. Durante a semana, disse e reiterou que não disputará a reeleição de deputado.

 

CAMPEÃO DE VOTOS

Fazendo campanhas folclóricas e nunca levado a sério pelos eleitores, Tiririca se elegeu a primeira com mais de 1 milhão e 500 mil votos. Na segunda, com mais de 1 milhão de sufrágios.

 

DERROCADA DE UM SETOR PODEROSO

O setor sucroalcooleiro alagoano está literalmente quebrado. Até a antes poderosa Cooperativa dos Usineiros acaba de entrar com pedido de recuperação judicial. Verdadeiros ‘impérios do açúcar’

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Primeira Edição © 2011