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Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Sai mais nova pesquisa presidencial: Bolsonaro ainda lidera

26/10/2018 13:58

Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Empiricus e da revista Crusoé, mostra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) com 60,6% dos votos válidos, contra 39,4% de seu adversário, o petista Fernando Haddad.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, forma usada pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado da eleição. A diferença entre os dois candidatos é, portanto, de 21,2 pontos percentuais.

Na pesquisa anterior realizada pelo instituto, divulgada em 17 de outubro, Bolsonaro tinha 60,9% dos votos válidos e Haddad 39,1%.

A pesquisa foi feita de 23 a 25 de outubro e está registrada no TSE sob o número BR-06785/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Quando são considerados nulos, brancos e indecisos, o cenário fica da seguinte forma:

Jair Bolsonaro - 53%

Haddad - 34,4%

Nenhum - 8,6%

Não sabe - 3,9%

 

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Por que não dá mais para Fernando Haddad, segundo especialistas

24/10/2018 13:47

Reproduzido do Correio Braziliense (24 de outubro de 2018)

 

O presidenciável Fernando Haddad (PT) tem testado diferentes estratégias para conseguir os votos que faltam para chegar ao Palácio do Planalto, mas a chance de que ele vire o jogo é baixa, na visão de especialistas. Para ganhar a eleição, o petista precisa reverter a diferença de 15 milhões de votos que o separa de Jair Bolsonaro (PSL), segundo as pesquisas. Isso significa conquistar, pelo menos, 1,5 milhão de votos válidos por dia até domingo, quando os brasileiros irão novamente às urnas — e esses votos têm de sair do total recebido até agora pelo adversário. Pesquisa Ibope divulgada ontem mostra que Haddad tem 43% dos votos válidos (descartados nulos e brancos), o que equivale a 46 milhões de eleitores, caso seja mantida a mesma abstenção do primeiro turno, quando 20,3% não foram às urnas. Está, portanto, 14 pontos atrás de Bolsonaro, que lidera a corrida com 57% — 61 milhões de votos, se usada a mesma métrica.    
No primeiro turno, 107 milhões de brasileiros votaram em algum candidato — nulos e brancos não entram na conta, porque são desconsiderados no cálculo final. Se a mesma quantidade escolher um dos dois no domingo, o vencedor precisará de 53,5 milhões de votos para ser eleito. Para Bolsonaro, significa receber mais 4,3 milhões em relação ao que conseguiu no primeiro turno. Para Haddad, 22,2 milhões.    
Mesmo se o petista conquistasse todos os indecisos — 3,1 milhões, segundo a pesquisa Ibope de ontem, mantida a abstenção do primeiro turno —, seria insuficiente para virar. Ele precisaria também tirar votos que hoje são declaradamente de Bolsonaro. Apesar do aumento de 41% para 43% das intenções de voto em Haddad, na comparação com a pesquisa divulgada na semana passada, a missão é difícil, acredita o analista político Murillo de Aragão, da Arko Advice. “Já se admite que possa haver uma subida nos últimos dias. Mas mesmo se, no esforço final, ele conseguir avançar para 45% ou 46%, ainda é improvável que chegue a 50% mais um e ganhe”, avalia. A chance é “muito baixa”, segundo ele, porque as pesquisas mostram um nível de aderência maior a favor de Bolsonaro: 37% dos entrevistados dizem que votam no capitão reformado “com certeza”, contra 31% entre os eleitores do professor.    
Rejeição
Nem o apoio, considerado tardio, de Marina Silva (Rede) e José Maria Eymael (DC), divulgados na última segunda-feira, deve fazer diferença a essa altura. Juntos, eles tiveram 1,1 milhão de votos no primeiro turno, menos do que Haddad precisaria por dia para decolar. Além disso, nem todos os eleitores migram para o candidato do PT — ainda menos este ano, devido ao crescimento do antipetismo. O Ibope divulgou que 41% das pessoas não votariam “de jeito nenhum” em Haddad — uma queda em relação aos 46% da semana passada, mas ainda um pouco maior que a rejeição a Bolsonaro, de 40%. No levantamento anterior, o candidato do PSL era rejeitado por 35% dos eleitores.        
O terceiro colocado na primeira fase do pleito, Ciro Gomes (PDT), que teve 13,3 milhões de votos, também é contrário a Bolsonaro, mas não se engajou na campanha para o PT, o que pode ter limitado a transferência de votos, porém, não a ponto de mudar o quadro, segundo especialistas. O cientista político César Alexandre de Carvalho, da CAC Consultoria, ressalta que Haddad não precisaria apenas tirar votos do candidato do PSL, mas avançar em regiões difíceis para o petista, como o Sudeste. “Ele perde em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os três maiores eleitorados do país”, observa. Até no Nordeste, historicamente um reduto do PT, Haddad tem apoio menos expressivo do que tiveram candidatos anteriores da sigla. Em 2014, no primeiro turno, Dilma Rousseff conseguiu 16,3 milhões de votos na região. Este ano, Haddad teve 14,5 milhões.    
Para que o cenário mude até domingo, é preciso que haja um fato novo de muita repercussão, o que não aconteceu até agora, aponta Carvalho. A denúncia de que empresários teriam pago agências para divulgar notícias falsas em benefício de Bolsonaro não foi suficiente para que ele despencasse nas pesquisas. “Precisaria ter dinheiro na mesa, uma coisa muito grave, com provas. Não adianta só a denúncia, tem de ter escuta telefônica, assinatura, algo palpável”, explica.    
As estatísticas de eleições passadas vão na mesma direção do que afirmam os especialistas. Em 2014, a cinco dias do segundo turno, Dilma tinha 52% das intenções de votos válidos, contra 48% de Aécio Neves (PSDB), pela pesquisa Datafolha. Dois dias depois, pelo Ibope, o placar era de 54% contra 46%. No fim das contas, a petista foi reeleita com 51,64%, contra 48,36% do tucano, praticamente o que havia sido previsto cinco dias antes. “A mobilidade dos votos no segundo turno é menor. O cenário já está mais consolidado”, afirma Carvalho.

 

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Dois pontos cruciais - os maiores desafios

22/10/2018 18:49

O futuro presidente da República terá desafios imensos pela frente. Começando pelo déficit orçamentário estimado em 130 bilhões de reais. Significa que as despesas previstas para o próximo ano ficarão muito acima da arrecadação. Simplificando: vai faltar dinheiro para educação, saúde, segurança e também para programas sociais como o Minha Casa Minha Vida.

O governo Temer fez o Congresso Nacional aprovar o teto de gastos – medida que impôs limite aos dispêndios do poder público, além do que já era previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal – mas o aperto não atenua o problema já existente do grave desequilíbrio fiscal produzido no governo de Dilma Rousseff.

Por conta do déficit orçamentário, milhares de obras físicas da União estão paralisadas, muitas delas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, a exemplo do Minha Casa Minha Vida. E isso não afeta apenas o público-alvo desses projetos sociais, mas também a geração de empregos, no momento em que o País contabiliza cerca de 13 milhões de desempregados.

O futuro presidente, portanto, não terá meios para materializar muitas das promessas feitas na campanha, vários projetos considerados prioritários, ainda que tenha vontade e disposição para tal. Mas dois setores terão de ser conduzidos com atenção concentrada, como uma síntese das prioridades: o econômico, que mexe com o bolso e a conta bancária de todos, e o da segurança pública, a grande obsessão de um País que registra 60 mil assassinatos por ano – números de uma autêntica guerra civil.

O futuro presidente precisará adotar medidas cirúrgicas e de alta eficácia, capazes de produzir efeitos no curto prazo. Medidas que melhorem o desempenho fiscal sem criar ou elevar impostos, que possibilitem ao governo voltar a investir em obras gerando empregos, e medidas que contenham e reduzam o avanço das trágicas estatísticas criminais que assolam o Brasil.

Os demais setores, considerada a crítica realidade nacional, são secundários, ainda que ingentes e, portanto, relevantes.

 

NOVO DIÁLOGO

Ao reunir jornalistas numa coletiva sobre segurança, logo após sua reeleição, Renan Filho abriu nova frente de diálogo para abordagem de um tema pra lá de crítico na maioria dos estados.

 

NÚMEROS POSITIVOS

A explicação reside em que o governador discute segurança apoiado em números muito favoráveis: Alagoas tem registrado queda na taxa de homicídios e de crimes contra o patrimônio.

 

ELEIÇÃO CONDUZ A UM NOVO SECRETARIADO

Renan Filho vai recompor o secretariado levando em conta as alianças feitas para sua reeleição. A expectativa é de que nomes como Ronaldo Lessa, Maurício Quintella, Cícero Almeida, Régis Cavalcante e Ronaldo Medeiros, que não obtiveram êxito nas urnas de 7 de outubro, sejam encaixados na equipe de governo. Lessa poderia continuar na Câmara, com a chamada de um federal.

 

UM RECOMEÇO?

Se tiver humildade, Cícero Almeida poderá tentar um reinício de carreira política na eleição de 2020. Sairia candidato a vereador, exatamente como o fez antes de se eleger prefeito de Maceió.

 

CAMPANHA MODESTA

Melhor prefeito de Maceió, depois de Dilton Simões e João Sampaio, Almeida fez uma campanha modesta e não teve como reconquistar o espaço que já ocupou na Assembleia Legislativa.

 

COM CIRO GOMES, TERIA SIDO BEM MAIS VIÁVEL

Falhou a visão política e falhou o cálculo eleitoral de Lula, ao insistir numa candidatura presidencial genuinamente petista. Pura teimosia. A disputa estaria noutro patamar se, em vez de marchar com o insosso Fernando Haddad, o PT tivesse apoiado Ciro Gomes, que fez um bom governo no Ceará e não tinha como ser vinculado à Lava-Jato, um dos trunfos da campanha do capitão Jair Bolsonaro contra qualquer nome oriundo do petismo.

MESMO MÉTODO

Em Bolsonaro, o PT encontrou um adversário difícil de ser batido por usar o método que, até a reeleição de Dilma, os petistas exploravam com desenvoltura: o vale tudo para ganhar a eleição.

 

GATINHO MANSO

Na atual campanha, incrível, o PT parece um gatinho manso e indefeso diante de um predador implacável. E acontece que o tom de vitimização não está conseguindo sensibilizar o eleitorado.

 

BIU NÃO DEVERÁ DISPUTAR PREFEITURA DE MACEIÓ

Na política, nada pode ser descartado, mas muito pouco provável que o senador Benedito de Lira se lance na aventura de disputar a Prefeitura de Maceió, na sucessão de Rui Palmeira. Seria muito mais consentâneo apoiar eventual candidatura de Marcelo Palmeira, seu enteado e atual vice-prefeito. Biu de Lira não se reelegeu e deixa o Senado Federal no início do próximo ano.

 

MEMÓRIA DE ONTEM

Na campanha para reeleger Dilma, em 20014, o alto comando petista avisou que estava disposto a ‘tudo’ para garantir a vitória, deixando claro que não aceitaria a derrota de forma alguma.

 

MEMÓRIA DE HOJE

Já agora, antes do primeiro turno, José Dirceu – o petista que ‘não se verga’ – disse para a imprensa o que só se ouve em regimes totalitários: “Falta pouco tempo para a gente tomar o poder”.

 

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Bolsonaro x Haddad - a batalha final

15/10/2018 08:43

Desfecho conhecido? Não. Como no futebol, eleição só termina com o apito final – das urnas. A vantagem de Bolsonaro (21 milhões de votos) é grande, enorme, mas ainda existe campanha e no trajeto até o dia 28 não existe vacina contra intercorrências.

Fernando Haddad tem vantagem no Nordeste e parte do Norte. O seu desafio será demonstrar, de forma convincente, que sua eleição será capaz de repetir os avanços – sobretudo no terreno social – que marcaram o governo do ex-presidente Lula. O forte do PT se localiza justamente entre os eleitores mais pobres e menos escolarizados, portanto, os que constituem a maioria da população. São os grandes beneficiários dos programas sociais que Lula criou ou reformou, a exemplo do Bolsa Família. Além do mais, Haddad é um candidato leve, sabe se comunicar e ganhou identidade própria no primeiro turno.

Jair Bolsonaro, que teria levado já no domingo passado se tivesse transferido para si pouco mais de dois por cento dos votos atribuídos aos demais candidatos, tem argumentos fortes para a batalha final. Deve, por exemplo, descredenciar toda promessa de Haddad com uma simples evocação: por que Lula não fez? Por que Dilma não fez? E por que o próprio candidato petista não fez, quando prefeito de São Paulo e como ministro da Educação?

Bolsonaro tem a vantagem de nunca ter sido governo, o que o deixa fora do alcance de críticas sobre gestão. O eleitor, que pode avaliar criticamente quase 14 anos de governo do PT, não pode fazer o mesmo com relação ao capitão reformado. E justamente por isso, as propostas e os planos de Bolsonaro tendem a ganhar mais força e credibilidade na avaliação do eleitorado.

Intercorrências, desvios de rumo, incidentes de campanha podem acontecer, mas qualquer observador – isento – dirá que o segundo turno está muito mais para Bolsonaro do que para Haddad. Ainda mais que, desde a redemocratização nos anos 80, nenhum candidato presidencial passou para o turno final em vantagem e foi derrotado. Não é certeza matemática, mas é ‘certeza’.

 

RENAN COTADO

Reeleito com mais de 621 mil votos, Renan Calheiros já tem o nome especulado para disputar a presidência do Senado. O alagoano já presidiu o Congresso Nacional quatro vezes.

 

SEM EXPLICAÇÃO

E as pesquisas, hein? Garantiam Dilma e Eduardo Suplicy em primeiro lugar para o Senado, em Minas e São Paulo. Os dois perderam. Dilma, pobre Dilma, deve estar sofrendo muito.

 

RF MANTÉM COMPROMISSO COM PT ATÉ O FIM

Renan Filho (assim como o senador Renan) cumpriu com total lealdade seu compromisso com o PT. Enquanto Lula manteve o nome como candidato, esteve com Lula. Quando Fernando Haddad assumiu a candidatura petista, fez campanha e pediu voto para Haddad. O governador mantém vivo seu apoio no segundo turno, indiferente à vantagem do capitão Bolsonaro.

 

 

CONCURSOS ANUAIS

Na comemoração da vitória, Renan Filho se voltou para a turma que luta para entrar no serviço público: a partir de agora, o governo vai realizar concurso todo ano em diversas áreas.

 

PRIORIDADES

O governador vai definir os setores que terão seleção pública, mas já antecipou que a prioridade será a segurança, a saúde e a educação. É uma revolução no mercado de trabalho alagoano.

 

MESTRE, TAMBÉM, COMO ANALISTA POLÍTICO

A eleição presidencial deste ano projetou o advogado Adriano Soares Costa como afiado analista político. Desde o início da campanha postou sucessivos textos mostrando, com visão analítica e impressionante acuidade, porque Bolsonaro ganharia a disputa. Mestre do Direito Eleitoral, com obras não raro citadas por ministros dos tribunais superiores incluindo o Supremo, Adriano Soares deu show como comentarista político.

 

PESO DA COLIGAÇÃO

O sistema proporcional derrotou Ronaldo Medeiros. O deputado do MDB teve 24 mil votos e perdeu para Sílvio Camelo, que ficou com 15 mil. Medeiros não suportou o peso da coligação.

 

ONDA COLLORIDA

O vereador Samir Malta queria ser deputado estadual. Trabalhou para isso. De repente, foi envolvido por Collor, ‘escanteado’, e ficou na saudade. Resta lutar para não perder o que tem em 2020.

 

SEM CARGOS, OS ‘NEUTROS’ APARECERAM

Com Bolsonaro exibindo uma montanha de votos à frente de Haddad, por que será que os dirigentes partidários preferiram ficar em cima do muro, assumindo a popular ‘neutralidade’? Simples: porque o candidato mais próximo da vitória avisou que não negociaria cargos com os partidos. Ou seja, a ‘neutralidade’ apenas trouxe à luz a turma acostumada ao oferecer apoio em troca de participação nos governos.

 

IDEIA SEPULTADA

O eleitor preservou o Cesmac de uma sandice: João Caldas, pai, prometeu defender uma lei para estadualizar a Fundação Jayme de Altavilla. Ainda bem, o povo sepultou a infeliz ideia nas urnas.

 

BOM QUADRO

Situação previsível, Renan Filho já adiantou que convidará Maurício Quintella para compor o novo governo. O deputado do PR foi o terceiro mais votado na batalha pelo Senado Federal.

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Quem ganhou e quem perdeu a eleição em Alagoas

08/10/2018 12:14

RENAN FILHO (MDB)

Campeão de votos. Sua reeleição tem sabor de consagração popular. Pura aclamação. Governo aprovado, gestão reconhecida, competência premiada. Sai desta sucessão como o novo líder político de Alagoas, líder regional com projeção nacional. Sua votação histórica o que coloca entre os grandes vitoriosos no cenário nacional. Deu lição de coerência e lealdade. Sua aliança com Lula e o PT foi sincera e garantiu a vitória de Fernando Haddad no Estado. Sai da eleição como um cíclope – tendo a sua frente um adversário apequenado, quase microscópico.

 

RENAN CALHEIROS (MDB)

É o grande mentor de todo o processo. Em 2014 conduziu a eleição de Renan Filho derrotando Biu de Lira. Como presidente do Congresso Nacional viabilizou a renegociação da dívida de Alagoas com a União. Com as finanças equilibradas, fruto também do ajuste fiscal, o governo de RF pôde fazer o que muitos achavam impossível. Suportou firme os ataques de Rui, as provocações gratuitas sem se deixar abalar. Sua vitória, a quarta ao Senado, prova que o povo não é bobo. O povo sabe quem faz e quem fala...

 

RUI PALMEIRA (PSDB)

O grande derrotado destas eleições. Teve medo de enfrentar Renan Filho. Foi eleito prefeito em 2012 com o principal adversário – Ronaldo Lessa – sub judicie. Em 2016 foi reeleito com Cícero Almeida denunciado pela Máfia do Lixo. Agora, esperou até a undécima hora por algum míssil dos tribunais de Brasília contra Renan Filho. Quando viu que não havia nada contra o governador, saiu de fininho. Tentou jogar Rodrigo Cunha na fogueira da sucessão. Não deu. Empurrou Collor, não deu. Aí, valeu-se de Pinto...

 

RODRIGO CUNHA (PSDB)

Foi o beneficiário do protesto popular. Recebeu o voto do indignado, do descrente, do inconformado, do pesaroso com sua condição de órfão de mãe chacinada. Teria perdido tudo, se tivesse ouvido o apelo de Rui para disputar o governo. Mas preferiu dar ouvidos a Teotonio Vilela, raposa velha, três vezes senador e duas governador. Téo salvou Cunha. Mas só o futuro dirá se Cunha atuará como representante de Alagoas ou como ‘oposicionista indignado’. Se será um político prático ou um discursista.

 

BIU DE LIRA (PP)

Não se deu conta do óbvio: nas duas vagas de senador não caberiam três ou quatro concorrentes. Era primário entender duas coisas: uma vaga seria da situação e a outra, da oposição. Subestimou Cunha? Errou – erro primário – ao avaliar que derrotaria Renan Calheiros. Sua situação complicou de vez depois que Rui entrou no Guia Eleitoral com um discurso raivoso e odiento. O prefeito o arrastou para o abismo da derrota.

 

TÉO VILELA (PSDB)

Ajudou a derrotar Biu, ao lançar Cunha ao Senado. Poderia ter convencido o rapaz de Arapiraca a disputar um mandato de deputado federal. Perdeu, no final, ao pedir voto para Biu, colocando-se contra Renan Filho, que atendeu seus pedidos pessoais, feitos ao deixar o governo no final de 2014. Agora, pediu voto para Benedito, atendendo Rui, mas sabia que o velho Biu estava perdido. Seu sobrinho Pedro Vilela perdeu o mandato de deputado federal. Esvaziou-se politicamente, fechou seu ciclo com o PSDB exibindo sinais de desintegração...

 

FERNANDO COLLOR (PTC)

Na última hora, escapou de um vexame eleitoral histórico. As pesquisas internas o salvaram. Entrou no jogo do Rui para avaliar seu potencial, mirando 2022. Em vinte dias se deu conta de que o barco do tucano estava furado. Se insistisse, seria massacrado nas urnas. Triste ocaso, desenlace penoso para quem havia sido de prefeito de Maceió a presidente da República. Em 2022 terá de abrir mão do Senado e disputar uma vaga na Câmara, por motivos mais do que óbvios...

 

PINTO DE LUNA (PROS)

Considerando o papel que aceitou desempenhar, junto com Rui, não há o que comentar.

 

MAURÍCIO QUINTELLA (PR)

Agiu como homem de coligação. Sua candidatura foi uma resposta ao lançamento de Cunha e Biu. Por isso, desempenhou papel fundamental a favor do senador Renan. Sua ausência poderia conduzir o segundo voto de Renan para Biu ou mesmo para Cunha. Na reta final, ficou clara sua disputa direta com Biu de Lira. Deputado federal, ex-ministro, jovem e experiente, tem requisitos para compor o próximo governo de Renan Filho.

 

BURRICE COLETIVA

Sob o comando de Rui Palmeira, a oposição deu um show de incompetência. Tentaram derrotar o senador Renan com ataques pessoais. Burrice coletiva. Não era preciso ser gênio: bastava pedir que o eleitor de Cunha desse o segundo voto ao Biu... pequena sutileza com efeito bombástico. Trocaram a inteligência pela força. Preferiram atacar um líder cercado de eleitores convictos... De leve, Maurício Quintella ensinou: pediu o segundo voto dos demais e, assim, derrotou Biu. Teria sido o segundo eleito não fosse o voto de protesto atribuído a Cunha.

 

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Primeira Edição © 2011