seta

467 postagens no blog

Estreou em 1973 como repórter do Diário de Pernambuco, do qual foi redator e editor setorial. Foi editor-geral do Diário da Borborema-PB, Jornal de Hoje e Jornal de Alagoas. Foi colunista político e editorialista de O Jornal. Exerceu os seguintes cargos: Coordenador de Comunicação da Assembleia Legislativa de Alagoas, Delegado Regional do Ministério do Trabalho, Secretário de Imprensa da Prefeitura de Maceió e Secretário de Comunicação de Alagoas. Atualmente é editor-geral do PRIMEIRA EDIÇÃO.

Alguém tem a solução?

20/08/2017 12:53

Nos países mais organizados, quando as coisas vão mal, usa-se o limão, com seu teor acre, para fazer uma deliciosa limonada. Aqui, quando as coisas não vão bem, consegue-se transformar a saborosa limonada em puro caldo de limão acérrimo.

Por acaso se faz campanha eleitoral sem gastar dinheiro? Não. Nem aqui, nem em lugar nenhum. Mesmo excluindo-se o velho mercado do voto, gasta-se com carro-de-som, com produção de  áudio e vídeo para o Guia Eleitoral no rádio e na televisão. Gasta-se com material gráfico, com transporte e combustível. Enfim, gasta-se com tudo que possa ser usado como propaganda legal.

Então, como fazer campanha sem dinheiro? Condena-se, e não sem razão, o deputado Vicente Cândido, relator da reforma política, por ter incluído no projeto a criação de um fundo de campanha alimentado por recursos públicos. De fato, remanejar de setores vitais – como saúde, educação, segurança, habitação, agricultura – para bancar propaganda eleitoral parece ultrajante, mesmo. E talvez seja. Mas, de onde tirar?

Os que condenam o fundo esquecem que em 2015 o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a norma que permitia a empresas doar para campanhas eleitorais. Ficou facultada a doação por pessoas físicas, limitada a 10 por cento do rendimento no ano anterior ao pleito. Tudo por causa do famigerado caixa dois, isto é, do financiamento feito por baixo do pano, não contabilizado. À época, o ministro Gilmar Mendes advertiu que a decisão proibitiva só estimularia mais ainda o caixa ilegal. Muitos, porém, acusaram Mendes de estar ao lado da bandalheira.

Agora, a pouco mais de um ano das eleições gerais, o tema se impõe com uma indagação: se empresa não pode doar e se não for criado o fundo, quem vai bancar os gastos da campanha?

Criticar, apenas, não vale. A crítica só vale se acompanhada de fórmula plausível para se resolver a equação.

 

VOLTA DO MDB

Originalmente chamado de MDB, o PMDB planeja erradicar o P para resgatar a antiga sigla. A ideia é do presidente nacional, senador Romero Jucá, e tem o apoio da maioria dos filiados.

 

SIGLA DE ORIGEM

O PMDB era MDB e ganhou o P por imposição do regime militar. No início, era só Arena e MDB. Depois, vieram as novas legendas e o regime exigiu que todas tivessem o P e partido.

 

MARINA DE HOJE NÃO É MARINA DE ONTEM

Quando pertencia ao PT, a então senadora Marina Silva, que chegou a ser ministra (do Meio-Ambiente, no governo Lula) não se insurgia contra os grandes partidos. Agora, que tenta ser presidente pela sua pequena Rede, a ex-petista dispara contra a reforma eleitoral por contemplar as grandes legendas.

 

PEQUENAS OBRAS...

Errou feio quem apostou que a urbanização das grotas era um projeto eleitoral. Ao todo, 26 das 76 grotas de Maceió já foram atendidas pelo programa ‘pequenas obras, grandes mudanças’.

 

...GRANDES MUDANÇAS

Tem mais: o governador Renan Filho já bateu o martelo afirmando que todas as grotas serão beneficiadas. Agora, com o apoio das Nações Unidas, que encamparam o projeto social.

 

O PROJETO DE BOLSONARO PARA 2018

O presidenciável Jair Bolsonaro, que visitou Alagoas na semana passada, lidera legiões de descontentes que, cada vez mais descrentes dos ‘políticos convencionais’, apostam em sua passagem ao segundo turno para uma decisão final com Lula. Bolsonaro sabe que, vencedor no primeiro turno, contará com o apoio de todos os derrotados por Lula no primeiro tempo.

 

VOZ DO CHAVISTA

A bobagem de Donald Trump, que ameaçou atacar a Venezuela, ensejou que Lula (que andava cabisbaixo com a crise no país bolivariano) subisse a voz em defesa do ditador Nicolás Maduro.

 

VOZ DO CHAVISTA II

Fã incondicional do chavismo, que levou a Venezuela ao atual estado de guerra civil, Lula só não importou o modelo bolivariano porque, afinal, viu logo que o Brasil não é uma republiqueta.

 

ALMEIDA REJEITA FUNDO DE CAMPANHA

Confiante no capital político que construiu em longo de cinco eleições vitoriosas (vereador, deputado estadual, prefeito duas vezes e deputado federal), Cícero Almeida avisa que o fundo de campanha bilionário, proposto na reforma eleitoral, poderá até ser aprovado no plenário da Câmara, mas jamais com seu voto.

 

AGORA, PODEMOS

Depois de breve estada no PMDB, Almeida acaba de ingressar no Podemos, partido que tem como líder nacional o senador Álvaro Dias, já declarado pré-candidato à presidência da República.

 

COM RENAN I E II

Reforço considerável ao Podemos, é verdade, mas Cícero Almeida avisa aos ‘maus navegantes’: “Sou amigo do senador Renan e do governador Renan Filho, e voto com eles”.

 

ILUMINAÇÃO ESPECIAL DO TJ APOIA AGOSTO-LILÁS

Quem circula à noite pela Praça Deodoro percebe algo diferente: a iluminação violeta na fachada do Tribunal de Justiça. Trata-se de um ato simbólico ao Agosto Lilás, mês em que o Judiciário, cumprindo orientação do CNJ,  prioriza o julgamento de processos onde mulheres figuram como vitimas de violência.

seta

Um risco muito maior

14/08/2017 12:26

Não são poucas as manifestações no Congresso Nacional defendendo a adoção do parlamentarismo. Seria, como afirmam seus adeptos, uma alternativa ao quadro de crises recorrentes que têm marcado o presidencialismo, no passado, mas também a partir da redemocratização no final da década de 1980.

Crises, vale salientar, que irrompem muitas vezes no cerne do próprio governo, como os processos que culminaram com o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e de Dilma Rousseff no ano passado. Crises, portanto, que brotam no âmago do presidencialismo e se irradiam, com efeitos desastrosos, sobre a economia e, evidentemente, sobre o conjunto da sociedade.

Os defensores do regime parlamentar acreditam que um governante – eleito pelo Congresso – concorreria para evitar crises, dado que poderia ser destituído mediante simples moção de desconfiança votada pelo Parlamento. Mas há uma questão crucial a ser considerada: a cultura dos esquemas, das tramas e das negociatas, tão comuns ao Parlamento brasileiro.

Seria lícito supor que, tal como ocorre nos processos de impeachment, a dinheirama correria frouxa, no parlamentarismo, tanto para eleger o governante, isto é, o primeiro-ministro (já que o presidente atua apenas como chefe de estado). Tanto para eleger quanto para destituir. Exagero? Nenhum. Gasta-se, hoje, uma fortuna por um mandato eletivo. Afinal, o processo eleitoral brasileiro está, não de agora, totalmente monetarizado. Como seria com um candidato rico, milionário, cabalando votos num colégio eleitoral com apenas alguma centenas de votantes?

De modo que a proposta a favor do parlamentarismo requer estudo mais detido e reflexão mais profunda. Antes que se adote um regime que, amanhã, resulte incompatível com a própria história e formação do povo brasileiro, convém saber se o projeto em questão não reflete tão-somente a angústia e inquietação dos que buscam uma saída para o atual regime de crises.

 

DUPLA EM CIMA

As pesquisas de intenção de voto para o Senado, todas elas, mostram sempre Teotonio Vilela em segundo lugar, atrás de Renan Calheiros. Biu de Lira aparece na terceira colocação.

 

HORA DO ADEUS

Kátia Born e seu grupo já estão de malas prontas para deixar o PSB, provavelmente rumo ao PDT. Lembrando que o líder estadual pedetista, Ronaldo Lessa, já comandou o PSB.

 

MORRE O AZULINO MURILO ROCHA MENDES

O ex-deputado federal e ex-secretário da Educação, Murilo Rocha Mendes, faleceu neste domingo, aos 82 anos, e foi sepultado no Parque das Flores. Murilo Mendes era procurador aposentado do Ministério Público Estadual e foi um dos fundadores do PMDB e PDT, tendo atuado como secretário de estado nos governos de Muniz Falcão, Lamenha Filho e Divaldo Suruagy. Ajudou a construir o Rei Pelé e foi dirigente do CSA.

 

MARCA CONHECIDA

Os petistas que arremessaram ovos em João Doria, em Salvador, não atingiram o prefeito paulista. Acertaram em cheio a cara da sociedade, que se sente ultrajada com esse tipo de conduta.

 

MUDANDO O TOM

Devagarzinho, Lula já começa a mudar o discurso. Nos últimos dias, deixa no ar que poderá não ser candidato a presidente, mas apoiará um aliado. “Vão ter que me engolir de todo jeito”, diz.

 

TEREZA COLLOR DE OLHO NAS ELEIÇÕES DE 2018

Após longa pausa no noticiário, Tereza Collor ressurge como possível novidade na política alagoana. Ela tem mantido contato com líderes partidos e revelado o desejo de disputar as próximas eleições. O mandato? Optaria entre o de senadora ou deputada federal. Filha do empresário João Lyra, Tereza era casada com Pedro Collor, já falecido (daí o sobrenome) e foi destaque nacional na década de 1990, quando foi secretária de Turismo de Alagoas, mas recusou convites para ingressar na política.

 

EM ALAGOAS

Lula estará em Alagoas na próxima semana, dando sequência a sua peregrinação por estados do Nordeste. Aqui, cumprirá todo um roteiro preparado pelo comando estadual do PMDB.

 

LESSA E RENAN

O PDT, de Ronaldo Lessa, poderá ser a próxima agremiação a se compor com o governador Renan Filho. Por enquanto, Lessa não se manifesta, mas há sinais de que deverá firmar uma aliança.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA PERDE APOIO

Pelo andar da carruagem, a reforma da Previdência não passará na Câmara. O governo está desgastado, as eleições se aproximam e nem os congressistas fisiológicos estão inclinados a apoiar Temer contrariando a grande maioria do povo brasileiro. Até os partidos do Centrão já avisaram que dessa vez não pretendem marchar com o Palácio do Planalto. Temer, claro, vai insistir.

 

DIA DOS PAIS

O anúncio veiculado pela TV Ponta Verde durante a semana não poderia ser sido mais motivador: “Dê um ‘Previda’ de presente ao seu pai”. O presente sugerido, no caso, é um plano funerário...

 

FURO HISTÓRICO

Em tempos de babaquice, quem sabe a TV Globo não receberá um prêmio internacional por ter cinegrafista da rede folmando a futura PGR, Raquel Dodge, chegando ao Jaburu fora de agenda.

 

 

OS TUCANOS QUEREM VOLTAR AO PLANALTO

Fora do poder central desde a saída de FHC da presidência, o PSDB insiste em proclamar seu ‘direito’ de retornar ao Palácio do Planalto. Com quem? Com José Serra e Aécio Neves praticamente fora do páreo, as atenções se voltam para Geraldo Alckmin e João Doria – governador e prefeito em São Paulo. Problema vai ser convencer um dos dois a ceder a vez.

 

seta

A tacada genial, que nem a mídia nem os políticos 'manjaram'

06/08/2017 10:54

Uma estratégia genial

A estratégia de Michel Temer para rejeitar a denúncia de Janot, na Câmara dos Deputados foi simplesmente genial, embora muitos – políticos, articulistas, analistas – não tenham alcançado a sutileza empregada. Primeiro, a Rede Globo caiu naquela de, baseada numa ONG, informar que o governo havia liberado mais de 100 milhões de reais de emendas a parlamentares, em troca de voto pela rejeição do libelo. Depois, falou-se em dois bilhões de reais e, agora, sabe-se que foram repassados quatro bilhões de reais.

O genial nesse lance é que a maior fatia do dinheiro não foi para os aliados de Temer, mas precisamente para deputados da ‘oposição’. A articulação do presidente impôs um único compromisso: que os adversários, contemplados com emendas orçamentárias, comparecessem à votação. E eles compareceram.

Assim, Temer conseguiu o mais difícil: colocar no plenário da Câmara mais de 340 parlamentares. Com menos do que isso, a votação não aconteceria e seria uma derrota para o presidente. O placar final mostrou que o plano do governo foi cumprido à risca. Dos 227 deputados que disseram ‘não’ ao arquivamento da denúncia, dezenas deles haviam recebido dinheiro das impositivas. Temer precisava de 172 votos, conseguiu 263, mas não teria vencido se a oposição, agindo de forma coesa, tivesse negado o quórum. Nessa hipótese, a acusação de Janot não seria votada e o presidente ainda hoje estaria sangrando, com a imagem cada vez mais dilacerada pelos efeitos da denúncia de corrupção passiva.

Moral da história: quem escandalizou a tal ‘compra de votos’ foi a mídia, ignorando totalmente a estratégia do Planalto. Mas ficou claro que muitos deputados receberam o dinheiro das emendas e foram ao plenário para, a um só tempo, assegurar a vitória de Temer e aparecer na TV como ‘heróis da ética e da probidade’, apenas votando contra o presidente.

 

NATURAL CONVERGÊNCIA

Com os indicadores do Estado em alta, o governo de Renan Filho começa a exercer uma força gravitacional somente vista, aqui em Alagoas, na campanha eleitoral de Divaldo Suruagy em 1994.

 

PALANQUE CONSENSUAL

Naquele ano, DS se elegeu governador pela terceira vez tendo no palanque candidatos de todos os matizes ideológicos, incluindo Renan Calheiros e Téo Vilela, que se elegeram para o Senado.

 

PESQUISA; RENAN FILHO LIDERA COM FOLGA

Pesquisa do Ibrape sobre a sucessão estadual, feita no final de julho, mostra o governador Renan Filho à frente de Rui Palmeira e demais postulantes apresentados, em Maceió e nas principais cidades do Estado. Os números: em Maceió, Renan tem 21% e Rui 20%; em Arapiraca, RF aparece com 41% contra 16% de Rui; em Palmeira dos Índios, 40% para Renan e 15% para Palmeira; em Rio Largo, Renan tem 37% e Rui 26%.

 

RC NA FRENTE

Para o Senado, segundo o Ibrape, o senador Renan Calheiros também lidera a pesquisa de intenção de voto junto ao eleitorado de Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Rio Largo.

 

TÉO EM SEGUNDO

O levantamento do Ibrape mostra o ex-governador Teotonio Vilela sempre em segundo lugar, seguido de Benedito de Lira e Marx Beltrão. Apenas em Arapiraca Téo empata com Calheiros.

 

ASSEMBLEIA HOMENAGEIA MILTON HÊNIO

Muito justa e oportuna a homenagem prestada pela Assembleia Legislativa ao médico Milton Hênio de Gouveia, conhecido por muitos como o ‘papa da pediatria alagoana’. Hênio recebeu a Comenda Lêdo Ivo, outorgada por meio de projeto apresentado pelo jovem deputado tucano Bruno Toledo, que, não por mera coincidência, teve Milton Hênio como médico na infância. A indicação recebeu o aval unânime dos deputados.

 

FAZ SENTIDO?

Durante a sessão que arquivou a denúncia contra Temer, na Câmara, os deputados petistas e aliados usaram os mesmos argumentos que serviram para derrubar Dilma Rousseff.

 

FALTOU O POVO

O que salvou o mandato de Temer não foi a ação do governo ou dos governistas sobre os deputados, mas a deliberada ausência do povo nos protestos armados contra o presidente da República.

 

POPULAÇÃO DEVERIA SER CONSULTADA

Antes de mexer na meta fiscal, a equipe econômica de Temer deveria ouvir a população com a seguinte questão básica: “Você aceita que o governo aumente o déficit orçamentário e tenha dinheiro para investir e manter a máquina operante, evitando que falte dinheiro para a saúde, educação e segurança?”.

 

MALHA DESTROÇADA

Não se pode, claro, culpar Rui pelas chuvas, mas a verdade meridiana é que a buraqueira nas ruas de Maceió precedeu o mau-tempo. A chuva, a rigor, apenas expôs a crítica situação da malha.

 

CAIXA REFORÇADO

A SMTT aposta na máquina dos pardais para fazer caixa com multas que, aplicadas este ano, deverão ser pagas em 2018. Só tem um problema: a taxa de inadimplência deverá explodir.

 

ENTRE UMA ABSOLVIÇÃO E UMA CONDENAÇÃO

As falcatruas não deixem Lula em paz. Depois de uma absolvição, em Brasília, e de uma condenação, em Curitiba, o ex-presidente acaba de ser alvejado por mais um disparo judicial: o juiz Sérgio Moro concluiu que Lula praticou lavagem de dinheiro no esquema para aquisição de um sítio em Atibaia.

seta

O lado 'sujo' da Lava-a-Jato

29/07/2017 21:01

O Ministério Público Federal – e não a Lava-a-Jato, convém salientar – sofreu duro golpe. Já havia suspeitas de que muita acusação feita pela Procuradoria Geral da República se baseava em mera intuição, ora de policiais federais, ora de procuradores. São as chamadas ‘provas por ilação’, fruto da imaginação ou da ‘capacidade perceptiva’ dos investigadores. Mas a desconfiança tomou forma, materializou-se depois que a própria Polícia Federal concluiu, após exaustiva apuração, que o ex-presidente José Sarney e os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá não tentaram obstruir a Lava-a-Jato, como acusou, em denúncia flácida, sem provas, o procurador Rodrigo Janot.

Nada contra a Lava-a-Jato. Muito pelo contrário. O sistema de investigação e punição aos corruptos, comandado em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro, foi o que de melhor aconteceu no Brasil nos últimos 50 anos. Ai deste País, não fosse essa formidável estrutura que combate sem trégua os intermináveis crimes de corrupção. Mas a Lava-a-Jato tem sido desvirtuada pelos excessos de agentes policiais e procuradores, começando pelo principal deles – Rodrigo Janot – o acusador-geral da República.

Acusar por ilação é supor que todo amigo de criminoso é criminoso. Pior: que toda pessoa que aparece ao lado de um bandido, bandida é. Isto não é indício, nem evidência e muito menos prova. Mas Ministério Público e Polícia Federal têm feito ilações desse tipo, à falta de materialidade probatória de delitos.

Em sua obsessão acusatória, Janot conseguiu tirar Romero Jucá do cargo de ministro do governo Temer. E por muito pouco não logrou afastar Renan Calheiros da presidência do Senado. Aliás, não fosse o equilíbrio do ministro Teori Zavasck, de saudosa memória, Renan teria sido preso e, quem sabe, perdido o mandato de senador. Tudo por um falso crime contra a Lava-a-Jato, produto de ilação fantasiosa, felizmente desmascarada pelo desempenho criterioso da uma delegada da Polícia Federal.

 

PESO PESADO

O PTN, agora chamado de Podemos, está se organizando em Alagoas, com um peso pesado à frente. Trata-se de Omar Coelho, advogado, procurador de Estado e candidato em potencial.

 

NOVO CUSTO

Cada motorista está gastando, em média, R$ 20 para encher o tanque. Como, em média, se fasta um tanque por semana, cada um começou a pagar mais R$ 80, por mês, com combustível.

 

TEMER SABE QUE DENÚNCIA NÃO PASSARÁ

O Temer anda tão convencido de sua absolvição na Câmara, que autorizou Meirelles a sapecar o aumento cavalar dos combustíveis antes da decisão que poderá sair nesta quarta-feira (2). Seja: ou Temer aceitou correr o risco em nome de uma medida totalmente impopular ou tem números pra lá de seguros de que o plenário da Câmara rejeitará a denúncia do procurador Rodrigo Janot.

 

PARA FEDERAL

Rodrigo Cunha já se sente com asas crescidas e quer voar mais alto. Seu nome, aliás, já figura nas pesquisas de intenção de voto para deputado federal. Seguindo sempre os passos do JHC.

 

JOÃO TAMBÉM

João Henrique Caldas também planeja voo mais alto. Deputado federal com passagem na Assembleia Legislativa, está avaliando se vale a pena disputar o governo ou uma vaga no Senado.

 

AFINAL, QUAL JUSTIÇA ESTÁ AGINDO CERTO?

Justiça dá, Justiça toma. Ano passado, a juíza Maria Valéria Calheiros, da 5ª Vara Cível de Maceió, tirou a presidência regional do PSB do deputado João Henrique Caldas, e devolveu à ex-prefeita Kátia Born. Agora, outra juíza – Grace Correia Maia, da 5ª Vara Cível de Brasília – fez o inverso: retirou o comando partidário de Born e devolveu a JHC. Fim de enredo? Evidente que não. Quem conhece Kátia Born sabe que ela não é de desistir fácil e vai continuar porfiando para desbancar João Caldas.

 

LEITOS, AFINAL

Depois de passar 40 anos sem novo hospital público, Alagoas já tem um (cardiológico infantil em Maceió) e prepara-se para ganhar mais três – dois na capital e um regional no Norte.

 

COTAÇÃO ZERO

A pesquisa mais recente do Ibope indica que apenas 5% dos brasileiros aprovam o presidente Temer. Es petistas,  cada vez mais, tentam esquecer o que Temer era antes de ser presidente.

 

REAJUSTE DE SERVIDOR ESTÁ SOB AMEAÇA

Notícia ruim para os servidores públicos da União: se a arrecadação federal continuar aquém do esperado, o governo poderá adiar, de janeiro para junho do próximo, a vigência do reajuste da categoria. Por enquanto, a medida – que reduziria o gasto com pessoal de R$ 22 bilhões para R$ 11 bilhões em 2018 – é apenas uma hipótese. Mas, quando começa o bochicho...

 

SERIA ÓTIMO

A Lava-a-Jato, que tantos benefícios já trouxe ao Brasil, ode e deve se tornar um instituto permanente. Quando nada, amanhã, para intimidar quem ousar tramar golpes contra o Erário.

 

QUE ECONOMIA?

O juiz Moro sugeriu que o novo depoimento de Lula fosse por teleconferência, para economizar gastos com segurança. E quem disse que o ex-presidente anda preocupado com gastos?

 

QUEM DEFENDE O (DES)GOVERNO DE MADURO

Pois não é que Gleisi Hoffmann (presidente nacional do PT, indiciada na Lava-a-Jato por corrupção) apoia o desgoverno de Nicolás Maduro. Até Lula, isso mesmo, até Lula anda arrepiado com o clima de guerra civil na Venezuela. É, mas Gleisi é Gleisi. E, nesse terreno, representa como ninguém a posição dos petistas.

 

 

seta

Quem será e quem não será adversário de Renan Filho

22/07/2017 19:26

Não se sabe, ainda, quem será o (principal) adversário de Renan Filho na batalha sucessória do ano que vem. Mas já se sabe, com segurança, quem não entrará nessa luta: Benedito de Lira (PP), Thomaz Nonô (DEM) e Teotonio Vilela Filho (PSDB).

O senador Benedito de Lira não disputará o governo porque tem maturidade suficiente para saber onde deve e onde não deve entrar. Após fragorosa derrota para Renan Filho em 2016, não cometeria a bobagem de encará-lo novamente – agora enfrentando, não promessas de palanque, mas realizações. Vai, prudentemente, tentar mais um mandato senatorial.

O ex-deputado e ex-vice-governador José Thomaz Nonô tem exata noção de seu capital eleitoral. Foi mal ao disputar certa vez a Prefeitura de Maceió e se reconhece como um vocacionado para a atividade parlamentar. Se ceder aos estímulos dos amigos e aliados, deverá concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ou, talvez, uma cadeira inédita na Assembleia Legislativa.

O ex-governador Teotonio Vilela Filho cumpriu dois mandatos consecutivos de governador, integralmente, e desde que passou o cargo para Renan Filho, em janeiro 2015, nunca escondeu seu desejo político de retornar ao Senado Federal. Deverá se compor com o senador Renan Calheiros, reeditando a dobradinha vitoriosa de 1994, quando ambos se elegeram senadores.

Os que buscam um nome para atuar como ‘carro-chefe’ da campanha eleitoral de 2018, pelas oposições, certamente já trabalham com a exclusão dos nomes aqui mencionados e torcem pelo projeto que julgam mais certo e oportuno: a candidatura do tucano Rui Palmeira. Contudo, por uma série de razões, o prefeito de Maceió está cada vez menos propenso a sacrificar mais da metade de seu mandato conquistado no ano passado. Tem mais: Rui sabe que, para largar tudo e se lançar adversário de Renan Filho, precisará de autorização de Teotonio Vilela Filho. O ex-governador é presidente regional do PSDB e tem a competência legal de decidir quem deve e quem não deve obter legenda para disputar a próxima sucessão estadual.

 

CRÍTICAS A TEMER

Contra as reformas, mormente a trabalhista, Renan Calheiros tem ampliado o tom das críticas a Michel Temer, mas convém lembrar que o senador alagoano nunca foi ‘aliado’ do atual presidente.

 

POSIÇÃO ANTIGA

Tanto não foi que, então presidente do Senado, Renan não viu o impeachment de Dilma como solução para a crise brasileira. Até porque Temer era, sim, figura de destaque do governo federal.

 

TEMA ATUAL PARA VÁRIOS LIVROS

Em clima de guerra civil, o Rio de Janeiro registra todo dia um ‘17 de julho’ alagoano. Perto da tempestade financeira do Estado fluminense, a crise de Alagoas em 1997 parece uma marola. Lá, já invadiram a sede do Poder Legislativo, já houve quebra-quebra com prisões e feridos. E o governador Luiz Fernando Pezão já se afastou do cargo duas vezes. Sem salários, servidores estão recebendo esmolas. O Rio vive sua maior tragédia, com quase 100 PMs executados a tiros desde janeiro último.

 

MEDIDA AÇODADA

Preocupado com as críticas por causa da buraqueira na malha asfáltica da capital, Rui tem agido com pressa e poderá se dar mal: o tapa-buraco emergencial está sendo anulado pela chuva.

 

ENXUGANDO GELO

Não é preciso ser técnico para saber que tapar buraco com a chuva caindo é o mesmo que enxugar gelo com pano. O que todos veem são buracos novos surgindo e velhos (tapados) ressurgindo.

 

QUINTELLA QUER RUI DISPUTANDO O GOVERNO

Deputado federal com olho fixo na reeleição, o ministro Maurício Quintella, dos Transportes, torce para Rui Palmeira sai candidato a governador em 2018. É o desejo de Quintella e de muitos políticos que precisam de ‘carro-chefe’ na campanha eleitoral no ano que vem. Enquanto isso, Palmeira se divide entre ouvir os estímulos dos correligionários e contemplar a malha viária da capital totalmente destroçada pela chuva do inverno rigoroso.

 

PROVA DE VIDA

Na próxima semana começa o recadastramento para aposentados e pensionistas da Assembleia Legislativa. A atualização de dados serve também como ‘prova de vida’, como faz o INSS.

 

13º DO INSS

E por falar em INSS, a primeira parcela do 13º salário dos aposentados da Previdência Social deverá ser liberada no final de agosto ou início de setembro. É um compromisso de Temer.

 

PAULÃO NA LUTA, COM OU SEM LULA

Lulista inveterado, o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, está pronto para disputar seu segundo mandato federal. E o fará com ou sem Lula no páreo. Com, para ajudar o líder petista a voltar ao Planalto. Sem, para denunciar perseguições ao ex-presidente. Ou seja: Paulão será candidato de qualquer jeito.

 

O ESTRATEGISTA

Das duas, uma: ou Janot não tem base para uma segunda denúncia contra Temer ou aguarda o julgamento da primeira. Mas, por questão lógica, a segunda seria mais fraca e, pois, sem chance.

 

MENTES CRIATIVAS

Com o Congresso Nacional em recesso, a imaginação dos ‘articulistas políticos’ anda solta. Os sites precisam de notícia e toda hora são abastecidos com teses e teorias de toda sorte.

 

BOLSONARO À PROCURA DE PARTIDO

Jair Bolsonaro anda em busca de um partido para disputar a presidência da República. O deputado do PSC sinalizou interesse em migrar para o PSDC, mas a direção da legenda negou interesse em admiti-lo. Em pesquisa de intenção de voto recente, Bolsonaro aparece empatado tecnicamente com Lula. É visto como o ‘candidatos dos totalmente desenganados’.

 

seta

Primeira Edição © 2011