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2 de abril, Dia Mundial do Livro Infanto-Juvenil

02/04/2015 12:19

Não será por falta de datas comemorativas que         o livro será esquecido. Quatro lhe são dedicadas: 2 de abril, Dia Mundial do Livro Infanto-Juvenil; 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil; 23 de abril, Dia Mundial do Livro; 29 de outubro, Dia Nacional do Livro.
Além disso, dois profissionais que levam os livros às mãos dos leitores são lembrados em datas específicas: 12 de março, Dia do Bibliotecário; 14 de março, Dia do Livreiro.
          Devo a uma bibliotecária grande parte do amor que adquiri pelos livros. Era a responsável pela Biblioteca Municipal de Cachoeiro de Itapemirim. Transmitia aos frequentadores o gosto que ela própria tinha pela leitura. 
          Dona Telma, a bibliotecária de minha infância, faleceu subitamente, junto a seus filhos, na Praia de Piúma. Hoje está em outras paragens, cercada de livros azuis.
          Assisti certa vez a uma entrevista do Ziraldo, na televisão, a respeito do livro. Ziraldo dizia que o livro nunca será substituído. Não há avanço da informática que o torne dispensável porque o livro tem mistério, um especial poder de comunicação.
          O livro tem alma.  Acho que foi isso que Ziraldo quis dizer. Uma coisa é ler um livro na internet. Outra coisa é ler um livro impresso da forma tradicional. Há livros que leio, e releio, e releio. Tenho a sensação de estar conversando com o autor. Escrevo notas à margem das páginas e nessas notas registro impressões: concordo; discordo; magnífico; esse Rubem Braga é mesmo um cachoeirense do barulho; esse Papa Francisco vai virar o mundo pelo avesso.
          Neste final de página registro um fato ocorrido com Nestor Cinelli, o maior livreiro que o Espírito Santo teve em toda a sua história.
          Entrou Cinelli numa livraria do Rio de Janeiro e ficou a manusear os volumes que estavam na prateleira. Uma determinada obra despertou seu especial interesse. Viu o preço anotado a lápis. Não dava para comprar. Nisto um senhor que parecia ser o gerente, indagou:
“Por que você recolocou na prateleira aquele livro que você estava lendo?”
 “Deixei onde estava, senhor. Meu dinheiro não é suficiente.”
“Deixe-me ver essas notas que você contou e recontou. Veja só. Contou errado. Esse dinheiro basta. Vá lá e pegue o livro.”
“Senhor, já que vai me vender o livro por menos da metade do preço peço-lhe que o autografe. Nunca tive um livro autografado por um livreiro.”
          E o livreiro então lançou o autógrafo:
“A este menino curioso, que será um grande escritor, ou um grande livreiro, com um abraço do
Monteiro Lobato.”
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O Brasil e a mentira do primeiro de abril

01/04/2015 12:53

O Brasil acaba de ser incluído no rol dos países de primeiro mundo. A educação pública tornou-se de primeira qualidade onde professores têm salários de fazer inveja aos tempos de salários indignos. As escolas públicas dispõem de ar condicionado, gelando, em todas as suas dependências. Os hospitais públicos tornaram-se padrão linha D'or. Não há mais filas para emergências e consultas. Tudo funciona com invejável rapidez de atendimento. A polícia alcançou 95% na taxa de elucidação dos crimes e armas e drogas deixaram de penetrar pelo 'queijo suíço' de nossas fronteiras. Policial tem salário, em início de carreira, de R$ 8 mil e o salário mínimo do país é de R$ 6 mil. Não se houve mais falar em falcatruas entre empresas estatais e empreiteiros. Pela nova e rígida lei penal, dependendo do montante surrupiado, a pena pode chegar a 30 anos de prisão em regime fechado. Detalhe: foram extintas as progressões de regime carcerário e as reduções de pena na lei brasileira. Menores, independente da idade, são responsabilizados como se adultos fossem caso se conclua que eram capazes de entender o caráter criminoso de seus atos. 
 
   As enchentes, durante e pós temporais, acabaram em todas as grandes cidades do Brasil. Ninguém joga mais lixo em boeiros, nos rios e galerias pluviais. Também não se vê mais lixo nas encostas de morros. O trânsito nos grandes centros flui de forma rápida e segura. Os transportes públicos são de primeira linha e conforto invejáveis. Os preços das passagens caíram assim como a conta da luz. A inflação alcançou o máximo de 0,5% ao ano. Inacreditável. Não há mais desvio de verba pública e nenhum político no Brasil responde por improbidade administrativa ou porque mentiu para se eleger. O Brasil cumpriu a meta de redução de gases poluentes e a população não joga mais lixo no chão, Os morros e favelas deram lugar a bairros decentes e os traficantes, quase todos presos, não mais tocam o terror nas comunidades. Não se houve falar mais de assaltos em vias públicas, explosões de caixas eletrônicos e assaltos no metrô. A lei penal brasileira tornou-se tão dura que o latrocínio, o estupro e o sequestro resultam em prisão perpétua, a contragosto dos criminólogos humanitários
 
. Tudo funciona no Brasil. Até o sistema penitenciário deixou de ser universidade do crime e ressocializa o apenado. A ética a probidade são a tônica na política brasileira. Não se houve mais falar de que propinas sejam repassadas na porta de diretórios de partidos. O Brasil mudou, tanto que não há mais obras superfaturadas nem contas milionárias depositadas irregularmente em bancos da Suíça. Todas as obras, até então inacabadas, foram concluídas e findou o célebre argumento de que ninguém "nunca soube de nada". As bolsas-tudo passaram a ser coisa do passado. Os miseráveis não mais precisam delas. Há emprego e renda suficientes para todos os brasileiros e o número máximo de ministérios é de vinte. Não mais do que isso. Milhares de cargos comissionados foram cortados. 
 
 Epa, acordem ! O sonho e os delírios acabaram, hoje é primeiro de abril. O dia da mentira.
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Abusadores das Mentes Juvenis

31/03/2015 16:50

Que está em marcha uma estratégia para utilizar a rede de ensino com o objetivo de fazer a cabeça da juventude, ideológica e partidariamente, é fato evidente e sabido. Seria necessária muita alienação para ignorar o que se passa nas salas de aula do país e sobre o perfil dos profissionais que, há décadas, com Paulo Freire debaixo do braço, comandam a Educação dos desafortunados e abusados estudantes brasileiros.

          Que a sociedade seja pluralista, é uma coisa. Outra, bem diferente é, em nome do pluralismo, chamarem libertadora uma educação que abusa da infância e da adolescência. E o faz para instilar, com mais afinco do que em relação a qualquer outra coisa, conceitos e valores não desejados famílias e contraditórios com sua orientação espiritual e filosófica.

          Se você pensa que isso ocorre apenas na rede pública de ensino, está enganado. A utilização ideológica da sala de aula, as "explicações" marxistas para quaisquer fatos históricos, sociais, ou econômicos, vêm acontecendo com absurda tolerância também na rede particular de ensino. Os processos de infiltração seguem à risca os ensinamentos de Gramsci. E assim, em nome da liberdade de cátedra, inúmeros professores (quando não, estabelecimentos inteiros) dedicam-se a esse insidioso processo de doutrinação.

          Quando você, pai, mãe, matricula seu filho de seis ou sete anos numa determinada escola particular, o faz tendo em conta a orientação filosófica ou religiosa que ela segue. Se você for católico, evangélico ou israelita, provavelmente optará por um estabelecimento de igual confissão religiosa. Sua criança, nessa idade, não tem, por exemplo, um miligrama de marxismo no cérebro. É bem provável que já ame o Brasil, creia em Deus, no valor da solidariedade, na dignidade da pessoa humana. Você o ensinou a respeitar a propriedade alheia. Você exerce o direito de ter seu filho educado em fidelidade à fé, princípios e valores que você adota e segue.

          O ato de levar uma criança a um estabelecimento particular de ensino não implica uma irrestrita concessão. Tais colégios estão autorizados a educar seus filhos,  mas não o estão para manipulá-los, influenciá-los politicamente, ou para lhes fazer a cabeça com idéias que você não quer ver lá dentro. E se eles aparecerem em casa com conceitos exóticos ou marxistas, as escolas podem e devem ser processadas com base no Código de Defesa do Consumidor.

          É preciso pôr um freio nesse tipo de estupro mental que só poderia acontecer com autorização expressa dos país, e somente em escolas particulares que informassem seus objetivos com total clareza. Jamais em educandários públicos! Que os educandários privados formem para a revolução social os filhos dos pais que o desejarem. Tenham coragem! Deixem de lado a dissimulação. Anunciem o que disponibilizam. Mudem o nome de seus estabelecimentos. Passem a se chamar Colégio Che Guevara, Faculdade Karl Marx, Escolas Reunidas Mao-Tse-Tung, Curso Técnico Luiz Carlos Prestes. E deixem de usar, para fins impróprios, nomes de santos e de pontífices.

 

Percival Puggina (70),  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor deCrônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.   

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Páscoa sem grana: o que fazer?

30/03/2015 16:14

A Páscoa está chegando e junto com a data vem o pensamento: como conciliar celebração e orçamento? Se a situação financeira não é das melhores, talvez seja o momento de aproveitar para introduzir aos pequenos algumas lições de educação financeira. Segundo a professora de Economia da Unime, Almerinda Gomes, especialistas defendem a ideia de que a partir dos três anos já é possível dar aos filhos noções acerca da importância monetária. “É necessário mostrar às crianças que o dinheiro é fruto do trabalho dos pais, que não é algo infinito e, por essa razão, não se pode comprar tudo que se deseja”, afirma.

Para o docente do curso de Psicologia da Unopar, Marcio Neman, a problemática que envolve a compra do ovo de páscoa vai além da questão da data comemorativa. “Comprar um ovo reflete uma questão contemporânea maior, que diz respeito à maneira como as famílias constroem valores a partir do exercício exacerbado das mídias para a venda em grande escala”, afirma. Assim como o natal, ambas as datas cristãs são vistas como momento obrigatório para comprar e oferecer algo às pessoas, segundo Márcio. “Dessa maneira, o que afeta, realmente, não é o fato da ausência do símbolo durante a comemoração, mas sim como os pais lidam com a questão do consumismo, com a gratificação pelas ações de esforço e cumprimento do papel de filho e, principalmente, como a família lida com a frustração da criança de não conseguir um ovo de páscoa grande e contendo o seu personagem de desenho preferido”, ressalta.

E se não tiver ovo?
É possível que as crianças fiquem frustradas por não ganhar o ovo que querem ou, ainda, ovo algum. Porém existem formas de minimizar e acabar com esse sentimento. Para os docentes do curso de Psicologia da Unime, Robson Araújo e Regina Alonso, é necessário que os pais conversem com os filhos sobre como é possível fazer referência à Páscoa, sem necessariamente ganhar um ovo. “Existem outras formas de fazer menção à celebração sem utilizar especificamente esse símbolo”, afirma Regina.

Para Almerinda, uma forma de lidar com essa situação é ensinar a criança a fazer um ovo de chocolate caseiro, como forma de ajudá-la a economizar a mesada no período. “Uma boa estratégia é separar a quantia equivalente ao preço do ovo de páscoa de marca e levar a criança para gastar toda esta quantia comprando os apetrechos e ingredientes necessários para produzir os ovos (inclusive brinquedinhos plásticos). Em seguida, os pais podem ensiná-la a fazer em casa todos os ovos possíveis com os ingredientes adquiridos. A criança vai ver que, com a mesma quantia de dinheiro, ela conseguirá fazer uma quantidade muito maior de ovos de chocolate, com os quais poderá presentear a professora, a babá e os amigos. Além de se divertir à beça, ela vai sentir orgulho de sua produção e receber aulas de educação financeira”, relata.

Robson e Regina também apostam na realização de atividades voltadas à criação de objetos que simbolizem a Páscoa para aproveitar a data. “Esse tipo de ação é mais significativa para o desenvolvimento da criança, além de trabalhar aspectos cognitivos, psicomotores, afetivos dentre outros”, ressalta Robson.

Fazendo em casa
Àqueles que não conseguem abrir mão do chocolate nessa data, mas que precisam economizar ou que querem aproveitar a dica da professora Almerinda e colocar as crianças para produzir o próprio ovo, o chef e docente do curso de Gastronomia da Unic, Justino Moreira Neto, ensina uma receita prática e gostosa de ovo de páscoa caseiro.

Ovo de Páscoa Caseiro

Ingredientes

250g chocolate ao leite
250g chocolate meio amargo
1 forma para ovos de páscoa de 500g
1 espátula de silicone /ou colher de pau
1 tigela de vidro/ ou assadeira 

Preparo
Coloque a forma para ovo de páscoa, ainda vazia, na geladeira para que fique gelada. Pique os chocolates em pedaços pequenos para facilitar o derretimento e separe-os em três partes iguais. Derreta duas partes do chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. O chocolate não pode ter contato com água ou vapor d’água. Em caso de derretimento utilizando o micro-ondas, redobre a atenção para que o chocolate não queime. 

Derreta o chocolate aos poucos e tome cuidado para não esquentá-lo em demasia. (A água do banho-maria deve esquentar, sem ferver. Desligue o fogo para depois começar a derreter o chocolate). Se for fazer no micro-ondas, esquente por 30 segundos, em potencia médio-alta (90). Mexa e, caso necessário, coloque o chocolate por mais 30 segundos.

Mexa  constantemente com a espátula de silicone até que o chocolate esfrie e fique brilhante (a temperatura ideal é de 26° - ponha um pouco de chocolate na parte inferior do lábio e sinta morninho). Nesse momento, coloque o chocolate na forma de ovo da páscoa. Recheie os ovos.  Molhe as mãos na água gelada, seque-as e coloque o chocolate derretido na forma para ovo de páscoa que estava na geladeira. Pegue-a e vá virando para ocupar todo o espaço da forma. Coloque bastante chocolate e depois vire para que o excesso escorra. 

Com uma colher, coloque o chocolate no molde de PVC. Leve à geladeira com o buraco do molde para baixo em bandeja forrada com papel manteiga, para escorrer o excesso do chocolate. Coloque na geladeira por 1 ou 2 minutos e depois volte a colocar outra camada fina de chocolate. Você vai repetir este procedimento quantas vezes forem necessárias para que o chocolate fique na espessura que você desejar. Quando terminar de fazer as camadas, deixe na geladeira por 2 ou 3 minutos ou até que se verifique que o molde ficou opaco. Retire e desenforme. O tempo na geladeira também varia de geladeira para geladeira, por isso, acompanhe o chocolate para que não manche. 

Depois desse tempo o ovo se soltará do molde sem precisar fazer pressão na forma.É importante ter cuidado para não deixar a marca de dedos no ovo. Use uma luva para pegá-los. É interessante fazer todo este serviço à noite quando a temperatura da sua cozinha está mais fresca. 

Dicas do Chef
O chocolate em barra é facilmente encontrado em distribuidoras de doces ou casas/lojas de produtos culinários para confeitaria/festas. A sugestão é derreter o chocolate meio a meio (em sabores) ou duas partes de chocolate ao leite para uma parte de chocolate amargo. O chocolate amargo tem menos manteiga de cacau. Então ao adicionar chocolate amargo você está na verdade fazendo um ovo com menos manteiga de cacau. Desta forma, seu ovo derreterá com menos facilidade depois de pronto. 

Não utilize recheios gelados, pois provocam rachaduras e manchas no chocolate. Não coloque o chocolate no freezer, porque além de congelar ele tira o brilho do ovo. 

Recheio – Trufa de Coco
Leve o leite condensado e o coco ao fogo mexendo sempre até engrossar e começar a desgrudar da panela. Deixe esfriar. Depois de frio acrescente o creme de leite e misture bem. Aplique no ovo.

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Uma vida para um diploma

30/03/2015 11:50

Ana Fernandes Pereira foi a formanda mais festejada na colação de grau do polo de Barra de São Francisco (ES), no último sábado 21 de março. Ela teve que fazer discurso, afirma que foi mais aplaudida do que “o Flamengo em dia de jogo” e que tinha gente fazendo fila pra tirar fotografia com ela. Quem conhece a nova tecnóloga em Gestão Ambiental formada pela Unopar EAD sabe que ela merece tudo isso. A luta para conquistar um diploma de curso superior levou 82 anos - uma vida inteira. A tecnologia trouxe o conhecimento, a alegria e centenas de amigos para a vida dessa mulher batalhadora que venceu um desafio após o outro para não desistir de um sonho.

O amor pelo estudo começou cedo, junto com as dificuldades. Ana era a caçula de uma família de oito filhos e parou de estudar no quarto ano primário. “Meu pai valorizava o trabalho, não o estudo. Naquela época, mulher só precisava saber ler e escrever”, lembra. Ela só conseguiu voltar para os cadernos depois de casada. As aulas e provas eram intercaladas com filhos e muito trabalho. Foram 11 gravidezes e nove crianças para criar. Para ficar perto dos livros, dona Ana montou até uma cantina na única escola de Mantena (MG), onde mora até hoje. “Emprestei panelas e cozinhei anos para os alunos e professores”, conta.

O tempo passava e Ana não desistia; estudou por correspondência. “Eles mandavam as apostilas pelo correio. Eu fui chamando minhas amigas e, quando vimos, era uma turma de doze mulheres. A gente se uniu e contratou um professor para nos ensinar”, diz ela. Aluna dedicada, ela driblava a casa, os filhos, o marido e o trabalho para ir de bicicleta até o local onde os alunos se reuniam. Foi assim que Ana concluiu o antigo ginásio, hoje Ensino Médio. “Vinte e duas pessoas fizeram a prova e só quatro passaram direto. Eu fui uma delas”, conta, orgulhosa.

Ana queria mais. Grávida de novo, resolveu cursar o Magistério, que só existia numa cidade vizinha, para onde ela ia de ônibus todos os dias. “Minha maior alegria foi dar aula para as crianças. Fui professora durante 12 anos e só me aposentei por idade porque precisava cuidar do meu pai, que estava doente. Eu tinha demorado tanto pra realizar aquele sonho que não queria parar de trabalhar de jeito nenhum”, diz ela.

Tecnologia ajudou a fazer novos amigos
Junto à aposentadoria veio uma depressão. Dona Ana não estava acostumada a ficar “sem fazer nada”. Foi então que ficou sabendo, por meio de uma amiga, que poderia voltar a estudar. “Me falaram da Unopar e eu fui correndo lá. Foi uma alegria voltar para os livros e cadernos”, lembra. Foram dois anos e meio no curso de Serviço Social, até que a dona Ana ficou sabendo que no polo de São Francisco tinha o curso de Gestão Ambiental. Dias depois ela arrumou carona para a cidade vizinha e começou tudo de novo.

“Eu me apaixonei pelo curso. Tinha que ser assim, sabe? Eu adoro natureza, minha casa parece uma floresta, tem pé de tudo: jatobá, sucupira, goiabeira, mangueira. Só não tenho pé de dinheiro”, brinca. Com a mesma determinação e curiosidade que são a sua marca, Ana se atirou à tecnologia. “Eu não domino a internet ainda. Mas isso não me atrapalhou. Quando eu tinha alguma dificuldade, o pessoal do polo e os colegas vinham aqui em casa me ajudar. Eles me mostraram como fazer pesquisas e trabalhos no computador. Eles foram uns anjos e eu os agradeci muito na formatura”, garante. Sempre rindo, ela destaca que a “tal da internet” encheu-a de novos amigos. “Tenho mais de 600 mensagens para responder, você não acredita na quantidade de amigos que eu tenho”.

Ana não para. Cuida da casa onde mora sozinha, “com Deus e as plantas”. Anda de bicicleta e ainda dirige pela pequena cidade mineira, onde todos a conhecem. Convidada para fazer uma palestra sobre a água, a nova tecnóloga do Meio Ambiente conta que está há dias fazendo pesquisas e juntando material sobre o assunto. Ela diz que está feliz, mas ainda não realizada: “Semana que vem vou lá no polo fazer minha inscrição para uma pós-graduação. E depois da pós eu ainda vou ver o que fazer”.  

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Primeira Edição © 2011