Um em cada dois brasileiros planeja comprar um imóvel em 2026
Estudo nacional aponta que intenção de compra atingiu 49% no início do ano e mantém patamar histórico, desafiando o cenário de juros altos e o endividamento das famílias.

Quase metade dos brasileiros manteve o desejo de adquirir um imóvel no primeiro trimestre de 2026, consolidando um patamar histórico de estabilidade na demanda residencial. Divulgado nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais revela que a intenção de compra fechou o período em 49%. O índice reforça o fôlego do setor, que segue aquecido mesmo diante do cenário macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e pelo endividamento das famílias.
O resultado atual mostra uma sutil oscilação frente aos 50% registrados no encerramento de 2025, mas supera com folga os 44% apurados no mesmo trimestre do ano anterior. Desde o meio de 2024, o indicador tem flutuado rigidamente na faixa entre 49% e 50%, configurando um dos momentos mais vigorosos da série histórica, que completa uma década neste ano.
Esse otimismo nacional se reflete diretamente nas regiões de alto padrão das grandes metrópoles, onde o mercado premium continua altamente aquecido. Em São Paulo, por exemplo, a procura por apartamentos à venda no Jardins segue em ritmo acelerado, impulsionada por investidores e famílias que buscam aliar segurança, valorização patrimonial e a conveniência de morar em um dos quadriláteros mais charmosos do país.
Além da infraestrutura urbana impecável, a qualidade de vida no bairro é fortemente marcada por sua efervescência gastronômica. Quem decide morar ou visitar a região encontra uma variedade de restaurantes premiados, tornando a busca por opções sobre onde comer no Jardins em SP um verdadeiro roteiro de experiências sofisticadas que vão desde a alta culinária internacional até bistrôs contemporâneos.
A pesquisa, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em 221 municípios de todas as regiões e principais metrópoles do país, detalha o comportamento do consumidor em relação à jornada de compra. Do total de interessados, 14% já realizam uma busca ativa pelo novo lar. Desse grupo, 9% pesquisam por meio de ferramentas digitais e 5% optam por visitas presenciais aos empreendimentos. A grande maioria (35%), contudo, ainda planeja os primeiros passos.
A pressa dá lugar ao planejamento de médio prazo. Enquanto 29% pretendem fechar o negócio em até 12 meses, a maior fatia (39%) mira o horizonte de um a dois anos. Os 32% restantes projetam a aquisição para mais de 24 meses.
Quando o assunto é a tipologia do imóvel, as casas de rua lideram o topo das preferências nacionais, sendo a escolha de 47% dos entrevistados. Na sequência, os apartamentos somam 35% do interesse, seguidos pelas casas em condomínio fechado, com 14%, e pelos terrenos, que representam 4%.
O levantamento também joga luz sobre as motivações por trás do investimento: para 83% dos respondentes, o foco principal é o uso próprio para moradia. Além disso, o desejo de conquistar a independência e se livrar do aluguel impulsiona 38% dos potenciais compradores.
Motores do mercado: Minha Casa, Minha Vida e novos Tetos
O otimismo do setor também encontra respaldo nas recentes atualizações de crédito e subsídios habitacionais. As mudanças regulatórias promovidas pelo Conselho Curador do FGTS para a Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ampliaram o teto de renda familiar elegível de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais, além de elevar o valor limite dos imóveis financiados para R$ 600 mil.
A flexibilização das regras do programa federal funciona como um colchão de amortecimento para o mercado tradicional, permitindo que uma parcela maior da classe média encontre viabilidade financeira para realizar o desejo da casa própria em 2026.
