Primeira Edição [atalho H]
14/02/2012 - 12:39

Privatização: cai a ficha

Privatização: cai a ficha
Que o PT tem sido um exemplo imbatível de incoerência, seja na prática política ou nos atos de governo, isso é indiscutível. O partido ético e ideológico que Lula fundou no início dos anos 80, com o apoio de um grupo de intelectuais, conseguiu em uma década renegar todo seu passado, jogando discursos na lata do lixo, sepultando teses e, o que é pior, aliando-se ao conjunto das legendas que, na sua ótica histórica, representavam a ruína do país cultuando o coronelismo, o populismo e a demagogia.
Para os petistas, tudo era ruinoso até a era Fernando Henrique que livrou o Brasil de seu pior inimigo: a inflação – corrida interminável entre preços e salários, sem chance para os últimos. Mas, como o PT (diga-se Lula) poderia chegar ao poder elogiando FHC e sua equipe que derrubou o dragão inflacionário? A saída foi atacar a privatização das telecomunicações. Traição nacional, corrupção, parceria com a incompetência, entreguismo. Com esse discurso, o PT convenceu o eleitorado e conduziu Lula ao poder.
Agora, cai a ficha. O mesmo PT que demonizou a privatização da era FHC acaba de privatizar os maiores aeroportos do país. Incapaz de resolver a crise do setor aéreo que eclodiu na era Lula, a força dominante praticou o único ato que enxergou de ‘descabido’ nos oito anos de gestão tucana. Com uma interrogação que só o tempo vai esclarecer: a privatização das teles deu certo (é só ver a massificação da telefonia em todos os sentidos) e o que vai acontecer com os aeroportos administrados por grupos privados?

ESTALEIRO 1
Lembra do discurso que Renan fez no Senado, no final do ano passado, cobrando contratos da Petrobras para o estaleiro de Coruripe, surtiu efeito. A estatal acaba de anunciar a contratação do Eisa para fabricação de cinco navios-sondas.

ESTALEIRO 2
O raciocínio de Renan: sem contratos antecipados – ou seja, garantia de encomendas para fazer o estaleiro funcionar – não haveria como obter financiamento para o estaleiro. Agora, sim, o mega projeto naval vai finalmente sair da prancha.

O PT COM SURURAGY E O PT COM WAGNER
No levante feito por PMs, em 17 de julho de 1997, na Praça Pedro II (sem nenhum morto ou ferido), o PT fez um tremendo carnaval. Suruagy, então governador, era um ‘monstro’.
Em Salvador, a PM em greve, houve 200 assassinatos, mas não se ouviu um único petista chamar o companheiro Jaques Wagner, governador dos baianos, de ‘inconsequente’.

NOVA GARFADA 1
Tramita no Congresso Nacional projeto de lei que acaba com aposentadoria integral para os servidores públicos em geral. Conclusão: o que os outros deram, o PT está tirando.

NOVA GARFADA 2
São Paulo saiu na frente e já criou um sistema de aposentaria complementar. Por ele, o servidor paga 7,5%, além da contribuição normal de 11%, e assegura provento integral ao se aposentar.

TÉO PREFERIRIA UMA CANDIDATURA DE CONSENSO
Se gostasse de fazer política, de conduzir articulações de bastidores, Teotonio Vilela tentaria dissuadir os deputados Jéferson Morais e Givaldo Carimbão de concorrer à sucessão do prefeito Cícero Almeida. Por coerência partidária, entretanto, o governador ficará com o tucano Rui Palmeira, mas não esquecerá que PSB e DEM foram e são seus aliados para o que der e vier.

O TEMPO PASSA
Ao que se sabe, está tudo encaminhando, ótimo. Mas, quando sairá mesmo o primeiro edital de concurso público do Estado? O que ainda falta para sair o mais premente deles – o da Polícia Civil?

SEM REPERCUSSÃO
Pouco se divulgou a informação passada pela PF à Polícia Civil alagoana dando conta de que era infundado o depoimento de um pistoleiro acusando Cícero Ferro de mandar matar Dudu Hollanda.

JÁ SÃO 11 PROVÁVEIS CANDIDATOS EM MACEIÓ
Cresce o número de cogitáveis para disputar a prefeitura de Maceió este ano: Ronaldo Lessa (PDT), Rui Palmeira (PSDB), Rosinha da Adefal (PT do B), Givaldo Carimbão (PSB), Galba Novais (PRB), Alexandre Fleming (PSOL), Jéferson Morais (DEM), Mosart Amaral (PP), Maurício Quintella (PR), Marcelo Palmeira (PP), Judson Cabral (PT). E a campanha nem começou.

COLLOR E A SUCESSÃO
Dessa vez, o senador Collor não disputará a eleição, mas tudo indica que lançará Galba Novais à corrida sucessória na capital. Novais preside a Câmara de Maceió e topa qualquer parada.

NOVA FÓRMULA
A tese de Palmery Netto (AMA) é inteligente: os municípios devem se unir em consórcios para cobrar apoio do governo federal. Isolados, não têm força nenhuma. Como ‘bancadas’, terão.

HABEAS PRÓ TALVANE AINDA SERÁ JULGADO
O pedido de habeas-corpus a favor de Talvane Albuquerque (condenado pela morte de Ceci Cunha) foi negado pelo juiz Marcelo Navarro, do Tribunal Federal da 5ª Região (Recife), mas ainda vai ser avaliado pelo Ministério Público Federal, que dará parecer. Ou seja, juízes colegas de Navarro ainda podem modificar sua decisão.

Redação

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