Primeira Edição [atalho H]
21/08/2011 - 22:20

BLADE RUNNER! sequências, prequências(?) e etcétera e tal.

No post passado eu falei de remakes, mas há uma tendência um pouco diferente e que vem ganhando momento (foi muita física?) nos últimos anos; são as sequências e em especial as prequels , não achei similar em português, mas é uma “prequêcia” ou seja, se passa antes do original (OK eu sei que não existe essa palavra, mas não achei outra melhor:), essa tendência já atingiu até a TV, um exemplo recente foi a minissérie Spartacus: Sangue e Areia que não rendeu, como era de se esperar uma segunda temporada “normal” e sim uma prequel chamada Spartacus: Deuses da Arena, porém talvez a principal motivação tenha sido o afastamento do ator principal (Andy Whitfield) por razões de saúde. A produção é do Starz, um canal que que vem no rastro da “liberdade de expressão” conquistada pelo HBO, ou seja, muito palavrões e nudez, mas a série é legal.

No campo do cinema, nos temos uma “prequência” (se eu escrever mais umas dez vezes eu acabo me acostumando) estreando na próxima sexta, Planeta dos Macacos: A origem, já falei dele alguns posts atrás, mas já tivemos muitas outras, o último Star Trek (2009) por exemplo e mais recentemente X-Men: Primeira Classe, mas isso não é coisa muito nova não, vale lembrar que O Poderoso Chefão II tem boa parte de sua ação acontecendo em uma linha do tempo anterior ao primeiro filme. Não podemos esquecer também de Indiana Jones e o Templo da Perdição que se passa antes de Caçadores (para os íntimos:) mas a verdadeira motivação para escrever sobre “prequências “ (só faltam 9:) é o seguinte:

Os fãs de cinema receberam uma bomba no último dia 18, Ridley Scott divulgou que faria uma “prequência”( agora só 8:) do seu mais cultuado filme, há quem diga –o mais cultuado filme de todos os tempos- Blade Runner , eu mesmo já assisti dezenas de vezes, eu disse dezenas mesmo, e já assisti às cinco versões do filme (viva a edição especial em Blu-ray) sou fá incondicional e não sei o que esperar deste novo filme, é um misto de ansiedade e receio. Li um comentário meio lúgubre de um fã que dizia ser impossível replicar a aura do filme, pois muito do que aconteceu nos sets influenciou, senão o script, pelo menos o “espírito” da obra e que o diretor se renderia aos efeitos digitais roubando assim a veracidade deste clássico da ficção científica (eu achei esse final meio paradoxal, não?) bem, deu para sentir que ele vai mexer em um vespeiro.

Sugestão do dia: Boogie Nights: Prazer sem limites (Boogie Nights,1997) Dir.: Paul Thomas Anderson, com: Mark Wahlberg, Burt Reynolds, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman e muitos outros. O filme se passa no final da década de 70 e começo de 80 e mostra a transição na indústria de cinema pornô do “glamour” da película e das exibições em cinema para o mundano mundo (?) do videocassete, e faz isso através de um passeio pela vida de um garoto (wahlberg) que descobre que tem um “grande talento” para o cinema. É um grande filme de um diretor que não se entregou a comprometimentos e nos presenteou com uma obra de múltiplas camadas que pode ser vista e revista. Atenção à representação da época, simplesmente espetacular, Ah! Não deixe as crianças na sala, pois tem o filme tem cenas quase explícitas.

Como sempre. Para reclamações, sugestões, criticas e comentários, Comente! Simples, não?

Twitter: @alexlimol


Trailer de Boogie Nights, infelizmente sem legendas

 

Ah! Quase me esqueci das “prequências” (só 7:) clássicas: Star Wars I, II, III. Até mais.
 

Alexandre Lima Oliveira

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