Fifa criará fundo global de garantia salarial para jogadores

11/02/2020 16:51

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EFE

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A Fifa anunciou nesta terça-feira a assinatura de um acordo com o sindicato global dos jogadores de futebol (FIFPro) para a criação de um fundo salarial para prestar assistência financeira aos atletas a quem os clubes devem remuneração contratual e que não têm a chance de recebê-la.

O valor inicial destinado pela federação internacional para o chamado Fundo de Jogadores da Fifa (FFP), que será lançado em 1º de junho, será de US$ 16 milhões até 2022. A entidade prevê utilizar US$ 3 milhões neste ano, US$ 4 milhões em 2021 e US$ 4 milhões em 2022, enquanto outros US$ 5 milhões serão utilizados para fornecer uma garantia salarial retroativa para o período entre julho de 2015 e junho de 2020.

A Fifa afirmou que relatórios recentes, como o "Relatório Global de Emprego 2016: Condições de Trabalho no Futebol Profissional", publicado pelo FIFPro, observaram a proliferação de casos de não pagamento de salários a jogadores em todo o mundo.

Nesse sentido, a federação revisou o seu Código Disciplinar em 2019, que fornece um quadro para lidar com esse tipo de dívida, especialmente no caso dos chamados "sucessores esportivos" dos clubes devedores, ou seja, novos clubes fundados com o objetivo principal de evitar o pagamento de salários atrasados.

O acordo anunciado hoje prevê a criação de um comitê de acompanhamento formado por representantes da Fifa e do FIFPro para processar, avaliar e agir de acordo com os pedidos de assistência financeira do FFP.

A organização destacou que, embora a assistência não cubra totalmente os montantes devidos, proporcionará um importante mecanismo de proteção para os jogadores de futebol.

"Este acordo e o nosso compromisso de ajudar os jogadores que estão em uma situação difícil mostra como entendemos o nosso papel como órgão dirigente do futebol mundial. Ajudar aqueles que mais precisam, especialmente os membros da comunidade futebolística, é o nosso dever. E devemos começar com os jogadores, a principal força motriz por trás do nosso esporte", declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Na mesma linha, o presidente do FIFPro, Philippe Piat, destacou que nos últimos cinco anos, mais de 50 clubes em 20 países fecharam as suas portas, mergulhando centenas de jogadores no que classificou como "incerteza e precariedade".

"Este fundo dará um apoio valioso aos jogadores mais necessitados e às suas famílias. Muitos destes clubes fecharam para evitar pagar salários pendentes, e foram transformados nos chamados novos clubes. O FIFPro vem lutando contra essa prática inescrupulosa há muito tempo, e gostaríamos de agradecer à Fifa por combatê-la em seu Código Disciplinar", afirmou Piat. EFE

Primeira Edição © 2011