Saúde recebe notificações para ações e busca de usuários

29/09/2019 12:57

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Ascom SMS

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Além da acolhida humanizada e o fortalecimento de vínculos, outro instrumento para a prevenção do suicídio é a busca ativa de usuários com base nas notificações recebidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dos hospitais, ambulatórios e outras unidades de saúde referentes aos casos de violência autoprovocada, que incluem a automutilação e tentativas de suicídio.

Com essas informações, a Gerência de Atenção Psicossocial e outras áreas técnicas da SMS podem promover ações e orientar pacientes, levando em consideração os dados recebidos, tendo em vista que se trata de um fenômeno complexo e que pode envolver diversos fatores.

De acordo com Rozali Costa, técnica da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis e Não Transmissíveis, o aumento das notificações acontece por dois fatores. “Esse número aumentou por conta da maior conscientização dos profissionais em notificar esses casos, após diversas capacitações feitas pela Gerência, e o próprio aumento das tentativas”, explicou Rozali.

As capacitações ofertadas pela Gerência são destinadas aos profissionais que fazem as notificações no serviço de saúde, como técnicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Essas informações são registradas por meio do preenchimento de uma ficha que identifica outros tipos de violência.

De acordo com Rozali, há subnotificação, principalmente com relação à raça do paciente, já que depende de uma autodeclaração do próprio paciente. “É muito importante que os profissionais notifiquem para termos a real dimensão, ver onde tem o maior número de casos e encaminhar para que sejam tomadas as medidas necessárias, inclusive nos casos de automutilação, que podem evoluir para tentativa de suicídio”, pontuou.

A psicóloga Klaudiane Passos, do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Enfermeira Noraci Pedrosa, localizado no Jacintinho, destaca que além dos esforços na conscientização dos serviços de saúde, outras áreas integrantes da Rede de Atenção Psicossocial estão inseridas nesta causa, que busca ações de prevenção ao suicídio cada vez mais eficientes.

Entre as informações contidas na ficha, está o endereço do usuário. Assim, o serviço mais próximo da residência do usuário pode oferecer acolhida e tratamento psicossocial.  “De acordo com o Distrito Sanitário que ele pertencer, a gente encaminha o caso para o Caps que cobre aquela região, que vai tentar fazer uma busca ativa, seja pelo telefone, se tiver na ficha, ou pelo endereço”, explica a psicóloga.

Além disso, com a notificação e o preenchimento de todas as informações, o paciente será direcionado para um acompanhamento. “Com as notificações, a gente também consegue ver quem está mais suscetível, qual a localidade e todas as outras informações, que auxiliarão na tomada de medidas públicas e na atenção do próprio profissional de saúde dessa região. E para prevenir que outras pessoas venham a passar por isso”, completa a técnica Rozali Costa.

Em Maceió, os usuários podem procurar a unidade de saúde mais próxima ou os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que estão abertos para fazer uma escuta qualificada e humanizada aos pacientes.  Para menores de 18 anos, o atendimento é realizado no Capsi Luiz da Rocha Cerqueira, localizado na Serraria, das 8h às 18h. Para os adultos, tem o Caps Rostan Silvestre, na Jatiúca (8h às 22h), o  Enfermeira Noraci Pedrosa, no Jacintinho (8h às 18h), o Dr. Sadi Feitosa de Carvalho, no Bebedouro (8h às 18h) e o Caps Álcool e Drogas Dr. Everaldo Moreira, no Farol (24h).

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