O Datafolha e a credibilidade jogada na lata do lixo

15/09/2019 11:40

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Romero Vieira Belo

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Pesquisas políticas – sejam de opinião ou de intenção de voto – perderam totalmente a confiança do eleitorado brasileiro. O motivo é simples: elas não refletem a realidade. Os números são distorcidos ou pela forma como as perguntas são postas ou mesmo pela inversão de dados graças à ‘margem de erro’.

Vejamos um exemplo: o Datafolha (ligado ao jornal Folha de S. Paulo) decide ouvir a população no exato momento em que o presidente Bolsonaro estava no meio de uma controvérsia, com reflexos ruins para o governo, como o das queimadas na Amazônia. O que a pesquisa vai dizer? Na sondagem mais recente, o Datafolha se superou, em ridicularia: “Se a eleição fosse hoje, Fernando Haddad venceria Bolsonaro”. Anedótico. Será que, amanhã, se o apoio ao capitão crescer, o Datafolha fará uma divulgação mais ou menos assim: ‘Se a eleição fosse hoje, Bolsonaro voltaria a vencer Haddad’? Será?

Ora, todo brasileiro sabe que a Folha de S. Paulo age como inimiga do atual governo. Foi assim desde a campanha eleitoral, quando criou ‘fatos’ para atrapalhar Bolsonaro. Então, em sendo assim, por que o cidadão deve confiar na Folha?

Tudo que o jornal dos Frias divulga sobre o governo tem um mesmo objetivo: descontruir Bolsonaro. Vale, por exemplo, ‘trabalhar’ matérias para jogar Sérgio Moro contra o presidente, e vice-versa. Não há isenção, não há imparcialidade. No que concerne ao governo e a Bolsonaro, o material informativo da Folha e Uol é cicuta puríssima. No que vai dar? O tempo dará a resposta. O que se sabe, e não de agora, é que o outrora respeitável dístico ‘Folha, um jornal a serviço do Brasil’ foi posto de lado, esquecido, virou marketing do passado.

Pois bem. A pesquisa Datafolha explode em manchete: ‘Se a eleição fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro’. A resposta veio

instantânea, na bucha, implacável: “O Datafolha também disse que Haddad venceria a eleição presidencial no segundo turno”.

A frase do presidente fulminou a pesquisa e expôs porque não se deve dar crédito nenhum ao Grupo Folha. Aliás, a pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de setembro do ano passado dizia que Bolsonaro perderia para Haddad, Ciro Gomes e Alckmin.

E, qual foi mesmo o resultado?

 

Primeira Edição © 2011