Governo de Alagoas lança programa Remédio em Casa nesta sexta

Sesau tem previsão de atender oito mil usuários por mês e elevar a qualidade de vida dos usuários

29/08/2019 18:40

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Agência Alagoas

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lança, nesta sexta-feira (30), às 10h na Farmex, o Programa Remédio em Casa, que vai garantir a entrega domiciliar de medicamentos da Farmácia Básica para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que tenham alguma dificuldade para se dirigir ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf), localizado no bairro Farol, em Maceió. Com isso, o Estado vai possibilitar a inclusão e o acesso à assistência farmacêutica na capital. Participam do lançamento do Remédio em Casa o governador Renan Filho e o secretário de Saúde, Alexandre Ayres.

O benefício é válido para pacientes com transtornos mentais, esclerose múltipla, síndrome congênita, deficiência, mais de 80 anos, acamados, dificuldade de locomoção e transplantados. Caso o cidadão atenda aos requisitos, o cuidador, familiar ou responsável pode procurar o Ceaf para pleitear a sua inclusão no programa. O solicitante deve estar estável com a medicação e portar prescrição de remédios de uso contínuo disponíveis na rede básica.

“A importância desse programa é uma questão de cidadania. Tentamos, ao máximo, não deixar ninguém de fora que esteja dentro dos princípios que conferem legitimidade ao SUS: a universalidade, a integralidade e a equidade. É preciso que o paciente fique satisfeito todas as vezes que precisar do serviço”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

O programa vai funcionar, inicialmente, em Maceió e tem a pretensão de atender oito mil usuários todos os meses. Os medicamentos serão entregues por meio de dez motoboys devidamente uniformizados e autorizados pela Sesau.

Os pacientes acamados, ou com restrição ao leito e impossibilitados de tarefas cotidianas, cadastrados no SUS de Alagoas, poderão receber a medicação de uso contínuo da Farmácia Básica em seus domicílios. Como a condição do paciente não permite que ele vá ao Ceaf, o cuidador do acamado é quem deve solicitar a inclusão no Programa Remédio em Casa. Assim, o responsável ou cuidador não necessita se ausentar de seu domicílio, proporcionando assistência integral ao paciente acamado, beneficiando e melhorando a qualidade de vida de ambos. O objetivo ainda é proporcionar um aumento da adesão ao tratamento e melhor controle clínico.

“Para fazer parte do Remédio em Casa, é preciso que o paciente já tenha cadastro no Ceaf. O cuidador, familiar ou responsável vem até aqui [no Ceaf], conversa com a assistente social e, imediatamente, inserimos o usuário no programa, caso ele esteja dentro dos critérios”, explicou Bianca Paes, assistente social e coordenadora do Programa Remédio em Casa.

Segundo ela, após a avaliação, que demora em média de 10 a 15 dias úteis, o assistido estará apto para receber a medicação em sua casa. “Se ele estiver com a documentação e os exames corretos e fizer parte do elenco que atribuímos para participar do programa, a medicação vai chegar à sua residência muito rapidamente”, garantiu Bianca Paes.

Estrutura – O Programa Remédio em Casa conta com uma estrutura dentro do Ceaf, no qual uma farmacêutica faz a conferência dos remédios que são separados para cada um dos usuários cadastrados. As caixas, individualizadas e lacradas nominalmente a cada paciente, são encaminhadas às casas dos assistidos para o tratamento adequado. Uma vez por mês os motoboys fazem a entrega nas visitas domiciliares.

Com o Remédio em Casa, a Sesau promete trazer avanços na qualidade de vida dos usuários, já que o Ceaf trabalha com medicamentos de alto custo. As pessoas que tiverem interesse em aderir ao programa, além de se encaixarem em um dos protocolos clínicos, precisam morar ou receber o medicamento em um endereço de abrangência na capital. Se ainda não for cadastrado no Ceaf, é preciso comparecer ao local, no Farol, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, com os devidos documentos (laudo e receita médicas) orientados pelo médico que realizou o diagnóstico, assim como CPF, comprovante de residência e cartão do SUS.

Primeira Edição © 2011