Por que o Tetra foi o título mundial mais importante da Seleção Brasileira

Sem conquistas há quase três décadas, Brasil venceu Copa do Mundo dos EUA nos pênaltis; Mundial do Catar marcará 20 anos sem títulos mundiais do país

19/07/2019 19:16

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Vinícius Mendes com redação

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Parece que foi ontem, mas já faz 25 anos que a Seleção Brasileira de Futebol masculino foi campeã da Copa do Mundo de futebol pela quarta vez. O tetra, tão celebrado depois da amarga derrota em 1990, foi uma das maiores celebrações daquele ano de 1994. Um ano que entrou para a memória de todo o país.

Mesmo com o Penta que viria em 2002, muitas pessoas ainda consideram o Tetra uma conquista mais impactante. Afinal, desde 1970 o Brasil não levantava uma Copa do Mundo. O grito na garganta estava preso há 24 anos, e o Tetra permitiu não só que Dunga, mas milhões de brasileiros, soltassem suas frustrações esportivas.

Mas não só. Desde 1970 até 1990 as equipes brasileiras sempre chegaram como favoritas. Mas em 1994 não. Nesse ano, em qualquer casa de aposta, Brasil não era sinónimo de favorito. Ainda que houvessem nomes de peso como Bebeto, Romário e Taffarel, além do jovem Ronaldo que viria a se tornar Fenômeno, a Seleção Canarinha entrou completamente desacreditada por todos.

Ayrton Senna é a quarta estrela no peito da Amarelinha

Ayrton Senna era o herói do povo brasileiro até 1994. Campeão máximo da Fórmula 1, veio a óbito em uma fatídica curva em Imola, no dia primeiro de maio de 1994. O Brasil foi ao fundo do poço com sua morte. Todo o povo brasileiro amargou a despedida de um ídolo que jamais seria superado.

A seleção comandada por Carlos Alberto Parreira elevou Ayrton Senna como o símbolo do Tetra. Essa figura de mártir que ele se tornou foi a motivação em meio a um ano de debilitação política e econômica, além da péssima campanha nas Eliminatórias para a Copa.

Ainda assim, apesar da descrença no futebol brasileiro da época, toda a população acompanhou cada jogo com uma dedicação ferrenha. De olhos postos na televisão ou de ouvido colado ao rádio, o povo comemorou cada defesa realizada por Taffarel, cada bola roubada por Dunga e cada bola na rede convertida por Romário.

Toda essa jornada culminou em um dia histórico, em que o Brasil conquistou as ruas da Califórnia e pintou o mundo todo de verde e amarelo. Uma homenagem merecida, ainda que talvez intencional, ao ídolo Ayrton Senna.

O caminho do Tetra foi só emoção

Apesar de uma fase de grupos aparentemente fácil, com duas vitórias e com um empate, o rumo do Brasil não foi simples. Aquele pênalti de Baggio na grande final seria apenas o último episódio de uma trajetória que levou diversos brasileiros e comer as unhas e a arrancar os cabelos.

Primeira Edição © 2011