Estado dos corpos dificulta identificação de vítimas de incêndio no Flamengo

09/02/2019 16:46

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EFE

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O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro está tendo dificuldade para identificar os restos mortais dos jovens mortos no incêndio registrado nesta sexta-feira no Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo, por causa do grau de carbonização dos corpos.

Até o momento, cinco dos dez mortos no desastre ocorrido na madrugada de ontem foram identificados. Para realizar o processo com os demais, no entanto, os legistas precisarão fazer exames de DNA.

Por enquanto, foram identificados os corpos de Arthur Vinícius de Barros, Bernardo Pisetta, Pablo Henrique da Silva e Victor Isaías. O nome da quinta vítima reconhecida não foi divulgado pelo clube.

Segundo a assessoria do Flamengo, ainda falta identificar os corpos de Athila Paixão Gedson do Santos, Christian Esmério, Jorge Eduardo Santos, Rykelmo de Souza Vianna e Samuel Thomas Rosa.

O Flamengo confirmou que entregou ao Instituto Médico Legal as radiografias das arcadas dentárias das cinco vítimas cujos corpos ainda não foram identificados, mas será preciso fazer exames de DNA.

As vítimas tinham entre 14 e 16 anos e foram pegos de surpresa, enquanto dormiam, pelo incêndio que atingiu o alojamento das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu, centro de treinamento do clube que fica na zona oeste do Rio de Janeiro.

O Corpo de Bombeiros suspeita que o fogo tenha começado por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. No entanto, ainda não há conclusão sobre os motivos que causaram o acidente.

Além dos dez mortos, três jovens jogadores ficaram feridos no incêndio. Um deles, Jhonathan Cruz Ventura, de 15 anos, está em estado grave, com queimaduras em 40% do corpo e problemas respiratórios devido à inalação de fumaça.

A situação das outras duas vítimas, Cauan Emanuel e Francisco Dyogo, evoluiu e eles devem deixar a UTI na manhã de domingo.

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