Parlamento britânico poderá votar se prorroga transição ou ativa salvaguarda

09/01/2019 16:09

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EFE

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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta quarta-feira que o Parlamento poderá votar sobre se prorroga o período de transição do "Brexit" ou ativa o mecanismo de salvaguarda irlandesa, se o governo britânico e a União Europeia (UE) não chegarem a um acordo comercial para o final de 2020.

Na sessão semanal de perguntas e respostas à premiê, May fez este anúncio com o objetivo de obter apoio para seu acordo, que começará a ser debatido hoje na Câmara dos Comuns e que será votado na próxima terça-feira.

Em virtude dessa salvaguarda, o Reino Unido se manterá em uma união aduaneira comum até que se chegue a um novo acordo comercial com a UE, a fim de evitar uma alfândega entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

O governo britânico também anunciou nesta quarta-feira que consultará a ativação da citada salvaguarda, conhecida no Reino Unido como "backstop", à Assembleia autônoma norte-irlandesa.

O encarregado de dar mais detalhes sobre as novidades em torno da saída do bloco será o ministro do "Brexit", Stephen Barclay, que dará início às cinco rodadas de debate.

Antes do começo dessas deliberações, a primeira-ministra respondeu hoje às perguntas dos deputados e voltou a ressaltar que a única alternativa para o seu acordo é uma saída abrupta da UE.

May e o líder da oposição, Jeremy Corbyn, se envolveram em uma troca de acusações sobre o confuso processo de saída da UE.

Enquanto May afirmou que as garantias dadas pela UE a respeito do pacto serão informadas ao Parlamento antes da votação de terça-feira, Corbyn manifestou que "não foi mudada uma só vírgula" do texto e chamou o governo britânico de "incompetente".

O trabalhista, que hoje confirmou que planeja apresentar uma moção de censura ao Executivo se o pacto for rejeitado, perguntou à premiê se ela planeja convocar eleições gerais antecipadas se os deputados não aprovarem seu plano de saída.

Como resposta, May se limitou a continuar defendendo seu documento, firmado entre Londres e a UE em 25 de novembro do ano passado, e recriminou Corbyn por não ter nenhum plano alternativo para encarar o "Brexit".

Primeira Edição © 2011