CSA rima com Série A, CRB permanece na B

Massacre de 4x0 sobre o Juventude fez do Azulão o primeiro clube brasileiro a conseguir três acessos consecutivos em uma competição nacional

25/11/2018 15:52

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Márcio Ândrei

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Um é pouco, dois são bons, três é de mais, Azulão está na Série A! Com um espetacular massacre azulino sobre o Juventude, 4x0 no último sábado (24) fora de casa, o CSA conseguiu mais uma marca inédita no futebol brasileiro, conquistar três acessos consecutivos em uma competição nacional. Jhon Cley abril o placar ao usar a cabeça, aos 19 minutos do primeiro tempo, para Neto Berola iniciar um show à parte, ao entrar aos 15 da etapa complementar, marcou por três vezes, nos 18, 22 e 38 finais, fechando a conta com um golaço para levar devolver vez o Azulão à Série A após 31 anos.  

Time fora de Série

Em 2016 o CSA não fazia parte de nenhuma divisão nacional, conseguiu se classificar para disputar a Série D, estreou perdendo para o Parnahyba por 2x1, mas terminou a competição como vice-campeão, perdeu a final para o Volta Redonda, no primeiro jogo, em Maceió, ficou no 0x0, na casa do adversário perdeu por 4x0. 2017 o Azulão conseguia escrever mais uma página histórica, chegou ao segundo acesso consecutivo nacional e, ao disputar a final venceu o Fortaleza fora de casa por 2x1, garantindo o primeiro e único título nacional alagoano no Trapichão, ao empatar em 0x0 com o mesmo Fortaleza. No ano seguindo era mencionado como um dos fortes candidato ao rebaixamento da Série B, mais uma vez se superou, fez uma brilhante campanha batendo recordes, ocupou 34 rodadas no G4 e, para sacramentar a meteórica trajetória sagrou-se o primeiro clube do Brasil com três acessos nacionais consecutivos, além do quinto vice-campeonato nacional, um pela Série D e, quatro pela Série B.  

Sina da camisa sete  

Nos três acessos consecutivos do Azulão um fato chama a atenção, todos eles foram sacramentados por jogadores que vestiram a camisa sete. Em 2016 Cleyton, iniciou a subida espetacular do Azulão, da Série D à A, ao vencer o Ituano nas quartas de final  por 1x0 diante da Fantástica Nação azulina, o primeiro jogo foi 2x1 para o Azulão fora de casa. No ano seguinte foi a vez de Edinho garantir o CSA na Série B ao marcar o único gol da partida também em casa, no mesmo sistema da Série C, o primeiro jogo contra o Tombense foi 2x0 para os azulinos. No fantástico acesso à Série A, Jhon Cley abril o placar, mas quem sacramentou a festa foi Neto Berolo, fazendo do manto azul de número sete um símbolo épico para o Azulão.

38

2018 foi sem sombra de dúvidas um dos melhores anos para o Azulão, um time que iniciou o período com uma estrela no peito, Campeão Nacional, não começou bem a competição local, mas terminou acabando com o sonho do rival CRB de igualar o número de tetracampeonatos, três, conseguiu o 38º título alagoano e, na 38º rodada da Série B, foi coroado com mais um feito, que definitivamente vai ficar eternizado, voltou  à elite do futebol brasileiro depois de 31 anos, com uma expressiva goleada sobre o Juventude por 4x0, o último gol do Azulão na Série B foi anotado aos 38 minutos da etapa final.  

Rafael Tenório e Raimundo Tavares

Não tem como negar, o presidente executivo Rafael Tenório e o presidente do Conselho Deliberativo do CSA, Raimundo Tavares, formaram o maior case de sucesso da história azulina e, um dos maiores em âmbito nacional. Com muita competência e amor ao CSA, ambos repaginaram um clube que estava praticamente falido, hoje uma referência brasileira. Para os próximos anos Rafael Tenório confirmou que, a meta para o CSA é destacar a equipe entre as cinco melhores do Brasil, onde novos planejamentos em conjunto com Raimundo Tavares e todos que fazem o CSA estão por vir, a começar com o retorno à Série A, para que o Azulão volte a surpreender, agora na elite.  

E o Galo?

O Galo que teve uma das piores temporadas de todos os tempos, perdeu o tetracampeonato para Azulão, viu o rival bater recordes na Série B e voltar à elite nacional, finalmente chegou ao fim da temporada garantindo a permanência na Série B com vitória, 2x1 sobre o Figueirense no sábado (24) no Rei Pelé. A competição terminou com Fortaleza, CSA, Avaí e Goiás na Série A; Paysandu, Sampaio Corrêa, Juventude e Boa Esperte foram rebaixados.  

1º tempo

Em tarde apagada, o Galo não disse pra que foi a campo, fez um primeiro tempo irreconhecível, chegando a preocupar muito seus torcedores que estavam acompanhando os resultados da roda, que por sinal tinha o Paysandu saindo na frente, o que não seria nada legal para o Galo caso não vencesse o jogo, para piorar a situação, o Figueirense avançou pela direita com Betinho, ao cruzar para Pereira, livre, sem marcação, abriu o placar no Rei Pelé aos oito minutos. O Figueirense teve mais parte de ampliar do que o CRB de empatar, mas no final o Galo mandou um recado no travessão para acabar com o primeiro tempo.

2ª etapa

Na segunda etapa o Galo foi com tudo ao ataque, não demorou muito para o gol de empate surgir, Paulinho chutou cruzado, de fora da área, e Rafael Costa, em posição irregular, empatou aos sete. Dez minutos depois o CRB virava o jogo quando Rafael Costa dominou dentro da área e rolou para Willians Santana definir a vitória regatiana, na última rodada da Série B. Com a derrota do Paysandu para o Atlético-Go por 5x2, mesmo que o galo tivesse perdido o jogo estaria garantido na Série B,  

“final feliz”

Para quem passou boa parte da competição lutando para não cair, chegar ao fim da Série B em 12º, com 48 pontos, pode sim ser considerado um final feliz. Agora a equipe vai rever os erros para que em 2019 possa lutar por um acesso e, não voltar a se digladiar para não cair.

 

Primeira Edição © 2011