River e Boca se enfrentam por coroa da América e lugar na história

24/11/2018 11:02

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EFE

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River Plate e Boca Juniors lutarão pelo título da Taça Libertadores de 2018 neste sábado, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, em uma edição inédita do superclássico, que dará ao vitorioso um lugar privilegiado na história do futebol.

As duas equipes mais populares da Argentina empataram em 2 a 2 no jogo de ida no último dia 10, em La Bombonera. Dessa forma, para ficar com a taça em 90 minutos, um time terá que vencer o jogo. Em caso de nova igualdade, por qualquer placar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa de pênaltis em seguida.

Uma ótima definição para a final deste sábado foi dada pelo ex-atacante Marcelo Salas ao canal argentino "Fox Sports". "Quem ganhar comemorará para sempre, e quem perder carregará uma cruz para o resto da vida", comentou o chileno, que venceu o torneio continental pelo River em 1996.

O Boca, bicho-papão da Libertadores nos anos 2000 é o segundo maior vencedor da história da competição, com seis títulos, o último deles obtido em 2007, atrás apenas do Independiente, com sete. Já o River tem três taças, a mais recente delas ganha em 2015, já sob o comando do técnico atual, Marcelo Gallardo.

Nenhum dos treinadores contará com força máxima na final. Gallardo terá o desfalque do atacante Borré, suspenso, e o substituto imediato, Scocco, ex-Internacional, está machucado. Dessa forma, o ex-meia deverá colocar mais um meio-campista entre os titulares e deixar Pratto, ex-jogador de Atlético-MG e São Paulo, como único atacante de ofício. Por outro lado, o meia Ponzio, que cumpriu suspensão na ida, está de volta.

O próprio Gallardo será desfalque para os 'Millonarios', já que tem que cumprir quatro partidas de suspensão na Libertadores. Com isso, assim como ocorreu na Bombonera, quem dirigirá o tricampeão do banco será o auxiliar Matías Biscay.

No Boca, o atacante Pavón, substituído ainda no primeiro tempo na ida, não se recuperou a tempo, mas ainda não foi descartado e aparece entre os relacionados de Guillermo Barros Schelotto. O técnico, que como jogador venceu quatro Libertadores pelos 'Xeneizes', faz mistério e deixa uma briga aberta entre o meia Cardona e os atacantes Tévez, Zárate e Benedetto para fazer dupla com Villa à frente.

O goleiro Andrada, que fraturou o maxilar em choque com o zagueiro Dedé, ainda durante as quartas de final, contra o Cruzeiro, tem chances de voltar. Caso isso não ocorra, o contestado Rossi atuará novamente.

Nesta quinta, o time azul e amarelo realizou um treino aberto na Bombonera, que ficou lotada. O clube precisou se pronunciar nas redes sociais para dizer que não cabia mais gente no local.

"Se digo a você que não tenho ansiedade, estarei mentindo. São jogos únicos. Temos a chance de entrar para a história de Boca, e estamos convencidos que vamos conseguir. Quando chegar o sábado, é preciso nos focarmos e nos impormos para uma partida tão importante quanto essa", declarou o volante uruguaio Nahitan Nández em entrevista coletiva.

Apesar do pedido das forças de segurança e de autoridades para que a partida fosse antecipada, o pontepé inicial será dado às 17h (local, 18h de Brasília). Assim como no primeiro jogo, haverá apenas torcida dos donos da casa no Monumental.

Prováveis escalações:.

River Plate: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Palacios, Enzo Pérez, Ponzio, Fernández e Pity Martínez; Pratto. Técnico: Matías Biscay.

Boca Juniors: Andrada; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios, Pablo Pérez e Cardona; Villa e Ábila. Técnico: Guillermo Barros Schelotto.

Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai), auxiliado pelos compatriotas Nicolás Tarán e Mauricio Espinosa. O encarregado do VAR será o também uruguaio Leodán González.

Estádio: Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Primeira Edição © 2011