Abandono da Zona Sul ajuda a criar lixão até em faixa nobre do Trapiche

Calçadão da Av. Assis Chateaubriand precisa de reparos, mas Prefeitura tem ignorado região desde que Rui assumiu

31/10/2018 21:39

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Da Redação do Primeira Edição Impresso

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Desde a gestão passada, moradores da Zona Sul de Maceió se perguntam porquê os bairros da região nunca mereceram a especial atenção que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) dedica, com visível esmero, à orla que abrange os bairros mais requintados da capital – Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca.

- Na pista que margeia esses bairros da Zona Norte – diz um morador pedindo anonimato – o trânsito é sinalizado com faixas pintadas no asfalto, enquanto os transeuntes são beneficiados com sinais intermitentes que existem mais atenção dos motoristas.

A população da parte baixa, que compreende os bairros do Prado, Ponta Grossa, Vergel do Lago, Virgem dos Pobres e Trapiche da Barra, também sofre com um problema crônico, que a Prefeitura não se empenha em resolver: a proliferação de mosquitos nos canais que deveriam, mas não são limpos, embora o prefeito, no primeiro mandato, tenha prometido fazê-lo.

 

DEPRESSÃO

Se alguém fizer fotos e comparar a situação dos calçadões da orla Norte e Sul, vai pensar que se trata de duas cidades: uma tratada com carinho, com assistência constante e permanente; a outra, relegada, esquecida por quem devia conferir o mesmo tratamento.

O calçadão da Av. Assis Chateaubriand, uma das maiores da capital, é uma das obras que o ex-prefeito Cícero Almeida construiu e que nunca teve, da atual gestão, a atenção que merece. Nele, há pontos onde a depressão se acentuou e oferece risco inclusive às pessoas que se dirigem à praia.

 

LIXÃO

Para completar, um novo lixão tomou conta do espaço onde está localizado o esqueleto do prédio que, construído com estrutura ferrosa em plena orla marítima, serviu de sede do escritório regional do Tribunal de Contas da União, situado na esquina próxima à sede do Sindicato do Fisco de Alagoas.

Lixo, metralhas, restos de construção e outros entulhos estão sendo depositados diariamente no local, formando um triste quadro que enodoa a paisagem de uma das mais belas avenidas de Maceió e cujo nome homenageia um dos grandes ícones da comunicação brasileira – o velho capitão Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.

- O que nos deixa inconformados é que pagamos impostos – o mesmo IPTU caríssimo cobrado em outras áreas – mas somos ignorados pelo prefeito e pelos seus secretários – diz o morador que preferiu não revelar a identidade.

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