Lenda do atletismo, dirigente queniano é detido acusado de corrupção

18/10/2018 16:21

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EFE

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O ex-presidente do Comitê Olímpico do Quênia, Kipchoge Keino, lenda do atletismo mundial, se entregou nesta quinta-feira à polícia local, para responder as acusações de desvio de dinheiro público no envio da delegação do país para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, há dois anos.

O dirigente se apresentou junto com o ex-ministro dos Esportes Hassan Wario, atualmente, embaixador queniano na Áustria, que também é apontado como envolvido no esquema de corrupção. Ambos se dirigiram ao Diretório de Investigações Criminais, em Nairóbi, segundo o jornal local "The Standard".

Ainda conforme a imprensa do país, Keino e os demais citados, teriam desviado US$ 500 mil (R$ 1,86 milhão) dos cofres públicos, destinados a gastos com a participação nos Jogos Olímpicos.

O ex-presidente do Comitê Olímpico, por exemplo, é acusado de gastar US$ 25 mil (R$ 92,5 mil), para levar o filho para o Rio de Janeiro, dizem os veículos de imprensa quenianos.

Keino e Wario foram detidos formalmente, junto com outros altos funcionários de órgãos públicos, dentro do prazo estabelecido na segunda-feira, por um tribunal de Nairóbi.

Kipchoge Keino é uma das maiores lendas do atletismo mundial, por ter conquistado a medalha de ouro nos 1.500 metros, nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, e nos 3 mil metros, quatro anos depois, em Munique.

Em 2003, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu ao então dirigente o Prêmio ao Jogo Limpo, pela sua importância na divulgação dos princípios do esporte.

Primeira Edição © 2011