TSE diz estar atento à divulgação de 'fake news' durante eleições

07/10/2018 16:27

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EFE

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, afirmou que o órgão está atento à divulgação de notícias falsas que visam influenciar o resultado das eleições deste domingo em todo o país.

"De fato, as notícias falsas são o assunto do momento", disse Weber em entrevista coletiva na qual fez um primeiro balanço do processo eleitoral em todo o Brasil, garantindo que o pleito está se desenvolvendo em "plena normalidade" e quase sem contratempos.

A ministra afirmou que um grupo de trabalho dedicado às 'fake news' está analisando cada denúncia feita ao TSE. Depois do estudo, os integrantes desse grupo pedem que as notícias sejam excluídas.

Weber voltou a defender a integridade do sistema eleitoral brasileiro e das urnas eletrônicas, muito questionadas pelo deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL e que deve vencer o primeiro turno do pleito.

Um dos filhos de Bolsonaro publicou um vídeo hoje nas redes sociais insinuando a existência de uma urna que mostraria a foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura barrada pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.

Segundo a presidente do TSE, o assunto foi repassado para as autoridades competentes, que tentam comprovar a denúncia e substituir imediatamente as urnas que apresentem irregularidades.

A ministra reiterou ter "total confiança no sistema eleitoral", mas reconheceu que qualquer mecanismo criado pelos seres humanos é passível de fraude. Mesmo assim, Weber ressaltou que as urnas eletrônicas, já usadas há duas décadas no país são confiáveis e que não houve desde então qualquer registro de graves problemas.

"Todo sistema pode ser auditado. Uma fraude pode ser constatada pelos técnicos do TSE", garantiu a presidente do órgão.

Segundo o TSE, 310 urnas eletrônicas tiveram que ser substituídas em todo o país por problemas diversos. O número representa apenas 0,06% do total de equipamentos utilizados ao longo das eleições.

Além disso, 43 pessoas foram presas provisoriamente cometendo crimes eleitorais, entre eles realizar propaganda em favor de candidatos e tentar comprar votos de outros eleitores.

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