Em desvantagem, Collor ataca Renan Filho; governador ignora provocações

13/09/2018 12:56

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Romero Vieira Belo

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A campanha sucessória continua morna, em Alagoas, mesmo com a entrada em cena do senador Fernando Collor, principal desafiante do governador Renan Filho. A refrega segue polarizada, sem sinais do surgimento de uma terceira via, isto é, de mais um candidato com força para ‘se impor’ na disputa.

Segundo o calendário definido pelo TSE, a campanha será muito breve, com apenas 35 dias de Guia Eleitoral no rádio e TV, sendo que 11 dias já se passaram. Ainda assim, os programas não são diários para todos os postulantes, mas com apresentações alternadas entre candidatos a governador e a presidente.

Campanha de rua quase que não existe. Comícios são coisa do passado distante, enquanto as carreatas estão minguando por falta de atrativos. Nesse sentido, o equilíbrio é total entre os candidatos, que se dão melhor com caminhadas.

Collor tem usado uma estratégia primária: bater em Renan Filho, a tática recorrente de quem começa a disputa em desvantagem. Mas as cotoveladas do senador não surtem o efeito desejado ante a intencional falta de ‘revide’ por parte do governador.

A vantagem de RF lhe permite, por enquanto, fazer uma campanha mais propositiva, ora mostrando o que já fez, ora lançando fragmentos de seu projeto de governo para um eventual (e provável) segundo mandato a partir de janeiro próximo.

Collor, entretanto, não esmorece. Tem percorrido o estado, com visitas quase meteóricas dada à exiguidade do tempo. O ex-presidente sabe que está em jogo não o governo do Estado, mas a única vaga de senador que estará em disputa em 2022.

Por isso, e porque os aliados precisam de um comandante à frente do processo, a campanha tende a se intensificar e será muito bem disputada até o último dia. Collor sabe que assumiu uma missão de múltiplos desafios, sem chance de recuo. Sabe, também, que o maior desafio será tentar reverter o apoio de políticos que selaram alianças com Renan Filho lá atrás, quando o senador ainda falava em sair candidato à Presidência da República.

 

 

Primeira Edição © 2011