Picape Toro, de Maceió, está com a placa QLE 1067 clonada

Clonagem usada para ‘blindar’ o condutor contra infrações do trânsito, também é adotada para o cometimento de assaltos e crimes de pistolagem

09/07/2018 19:03

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Primeira Edição

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A clonagem de placas de automóveis – fraude muito usada para ‘blindar’ o condutor contra infrações do trânsito, mas também para o cometimento de assaltos e crimes de pistolagem – continua fazendo vítimas em Alagoas.

O caso mais recente envolve uma picape Toro (vermelho Tribal), de Maceió, ano de fabricação 2016, cuja placa original QLE 1067 foi clonada e o autor da fraude já cometeu três infrações de trânsito: uma no centro de Arapiraca e outras duas na BR-104 KM 16.520, em São José da Lage (AL).

O proprietário da Toro original jornalista Romero Vieira Belo, já esteve na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas, localizada no Tabuleiro, em Maceió, onde formalizou denúncia sobre a clonagem e fez o devido Boletim de Ocorrência (B.O. Nº 000180/2018).

Ele contou que já recebeu três notificações de infrações no trânsito: uma da SMTT de Arapiraca (por estacionamento em fila dupla, na Praça Manoel André, centro da cidade, em dia e hora em que se encontrava em Maceió com o veículo) e outras duas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por excesso de velocidade na BR-101 em São José da Lage, em dia e hora em que, mais uma vez, estava na capital com a Toro.

O jornalista, que é editor-geral do Primeira Edição, informou que, além de ter entrado com defesa junto à SMTT de Arapiraca, já adotou igual providência perante o DNIT.

Vieira Belo também está acionando a Justiça para ordenar que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AL) determine a troca das placas clonadas,  não apenas para preservá-lo de “possíveis e prováveis” novos ilícitos que venham a ser cometidos, mas também para facilitar a identificação do autor da clonagem para adoção das medidas legais cabíveis.

- Com a mudança do número das placas, e com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Batalhão de Trânsito e todas as delegacias de Polícia integradas ao novo sistema vigente da Especializada de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas devidamente informadas desse caso, será bem mais fácil identificar a Toro que está com as placas copiadas – disse.

Segundo o jornalista, além do número do chassi original, há uma marca que somente a sua Toro possui, “porque impossível de ser copiada: o para-brisa está trincado, bem no meio, e exibe o formato de um botão com espícula”.

Segundo a vítima da clonagem, a troca do número da placa clonada vai deixar o autor da fraude exposto, já que ficará rodando por aí com uma ‘placa inexistente’, ficando sujeito, em consequência, a responder perante o Departamento Estadual de Trânsito, o DNIT, a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas e, obviamente à Justiça.

 

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