Hanseníase e verminoses têm campanha iniciada

12/04/2018 13:49

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Ascom/SMS

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A equipe do Programa de Controle da Hanseníase ligada à Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deu início nesta quinta-feira (12), às 9h, à Campanha de Combate à Hanseníase e Verminoses nas escolas. O lançamento oficial ocorreu na Escola Municipal Deraldo Campos, localizada no Vergel do Lago. As ações seguem até meados de junho em 146 escolas municipais e estaduais, devendo atingir 36.284 alunos.

Essa é a 5ª edição da campanha que tem como objetivo divulgar sinais e sintomas da hanseníase e verminoses entre alunos da rede pública, na faixa etária de 5 a 14 anos, além de detectar casos positivos dessas doenças.

De acordo com Vânia Barbosa, coordenadora do Programa de Combate à Hanseníase do município, a campanha tem a meta de tratar 90% das crianças da faixa etária de 5 a 14 anos que forem detectadas com as doenças. “Durante esse período iremos trabalhar a parte educativa sobre verminoses e hanseníase com a distribuição de material informativo para os alunos e para os pais. Além disso, os pais receberão a ficha de auto imagem, que deverão ser preenchidas e devolvidas, para que sejam observadas se existem manchas dormentes no corpo das crianças, o que pode ser sinal de hanseníase”, explicou.

“A campanha também é estratégia importante porque possibilita a identificação de famílias e comunidades onde há adultos portadores e transmissores da doença para essas crianças e adolescentes. Além disso, proporciona diagnósticos precoces, evitando consequências graves como deformidades”, destacou a coordenadora.

Desde o início das campanhas anuais em 2013, já foram detectadas de forma precoce e tratadas 12 crianças que participaram das campanhas nas escolas. “Estamos muito felizes de ter tratado essas crianças e ter evitado que elas tenham sequelas. Além de tratar os casos de hanseníase, as crianças que forem detectas com verminoses farão o tratamento com Albendazol, medicamento antiparasitário”, completou Vânia Barbosa.

Durante a campanha, cerca de 100 profissionais de saúde irão atuar nas escolas que não são cobertas pelo Programa de Saúde da Família (PSF). As escolas cobertas pelo programa irão contar com suas  equipes de enfermeiros, agentes de saúde e da vigilância epidemiológica, que cuidarão da parte educativa, exame de pele e administração de medicação, referenciando à rede básica de saúde para confirmação do diagnóstico e tratamento.

A abertura da campanha contou ainda com a apresentação da banda da Guarda Municipal e com as presenças de representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Diretoria de Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica da SMS, da direção da Escola Deraldo Campos e do Conselho Tutelar.

Transmissão

A transmissão se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele.

A Hanseníase afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos.

Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros.

Prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é mantendo o sistema imunológico eficiente. Ter boa alimentação, praticar atividade física, manter condições aceitáveis de higiene também ajudam a manter a doença longe, pois, caso haja contato com a bactéria, logo, o organismo irá combatê-la.

Outra dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um doente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem à família nem aos amigos.

Primeira Edição © 2011